sábado, 18 de abril de 2015

NEGROS NA TORAH


NEGROS fazem parte da TORÁH ou mesmo do povo judeu!
OS NEGROS, AS ESCRITURAS E O JUDAÍSMO.
Por conta disso, cito abaixo alguns trechos (sei que existem muitos outros) onde podemos ver pessoas NEGRAS que marcaram a HISTORIA DE ISRAEL e portanto não podem ser ignorados em um dia como hoje!
Estou ciente de que existem por certo muitos outros, mas estou citando apenas alguns para que o assunto seja discutido!
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Um africano, funcionário do rei (seu nome, Ebed-Melec, significa "ministro do rei"), liderou um movimento para libertar Jeremias (Jr 38,1-13).
Agora pergunto... quantas vezes você se lembra de ter estudado este texto, dando atenção a este "detalhe"?
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Na verdade, quase toda a história do êxodo se passa na África.
Uma simples leitura do Canto de Miriã (Ex 15,19-21), com certeza um dos textos mais antigos de toda a Bíblia, nos permite notar a proximidade da cena com a rica cultura dos povos negros: canto e dança ao redor dos tambores.
Você já parou para pensar nisso?
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Um escravo negro (cuxita) foi o mensageiro escolhido para levar a Davi a notícia da morte de seu filho e adversário, Absalão (28m 18.21-32).
Um escravo ou um mercenário negro, por ser um estrangeiro foi, talvez por isso, preferido pelo comandante Joab, para levar ao rei a trágica notícia.
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Depois de ter lido em público os oráculos de denúncia e ameaça do profeta Jeremias, Baruque, seu secretário, foi intimado a comparecer diante dos grandes de Judá, levando-lhes o rolo (Jr 36.1- 26).
O mensageiro enviado para convocar Baruque foi Jeudi, bisneto de um negro.
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Avraham com seu primeiro filho, Ismael, nasceu de sua relação com Agar, escrava egípcia, camita, portanto, negra, visto como Gn 10.6 e lCr 1.8 colocam Etiópia, Egito, Líbia e Canaã como filhos de Cam.
D'us sustentou, no deserto, essa mulher negra e seu filho e, mais ainda, concedeu-lhe o privilégio de uma teofania, isto é, apareceu diante dela e lhe falou (Gn 16.1-16; 17.23-27; 21.8-21).
Através de Ismael, Agar se tornou a matriarca de numerosos povos beduínos que habitavam o sul da Palestina.
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Moisés, o líder máximo do povo de D'us, grande profeta, que também teve o privilégio de ser considerado, como Avraham, um amigo de D'us. Homem ímpar, de quem se diz: “Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moshe” (Dt 34.10-12).
Suas esposas :
1- Uma midianita (Ex 2.16-22; 3.1; 4.24-26; 18.1; Nm 10.29).
2- Outra, uma origem quenita (Jz 1.16; 4.11).
3- Outra era uma cuxita (etíope, negra; Nm 12.1).
Todas eram de fora de Israel, portanto casamentos mistos com esposas estrangeiras.
(Há quem tente defender dizendo que as 3 eram uma unica pessoa, mas os textos acima não indicam isso).
Conclui-se, então, que não há nenhuma recusa contra o fato, que é aceito, portanto, como normal, de que o fundador e legislador do povo de Israel, -- o homem com quem D'us falava "face a face", a quem colocara “como responsável” por todo o seu povo, -- o fato de que Moishe teve como esposa uma cuxita, uma mulher etíope, uma mulher negra.
Moshe, conta-nos Nm 12, casou-se com uma africana, da região de Cush - Etiópia.
E não era judia!
E se fossemos seguir as besteiras que falam hoje, então os filhos de Moshe não seriam judeus, mas goym.
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Sholomom foi, o mais sábio, o mais rico e o mais famoso dos reis de Israel, e construtor do primeiro templo de Jerusalém.
Foi casado com a filha de um faraó da 2º dinastia, o faraó Shishak (cerca de 945-924 A.E.C.), pertencente a uma dinastia de famosos mercadores. Essa egípcia era a mais importante das rainhas-esposas. Seu pai tomou a cidade de Guézer dos canaanitas e deu-a como dote à filha, à esposa camita, à rainha-esposa negra de Shlomo (1Rs 3.1; 9.16; 11.1)
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DEPOIS DISSO TUDO, AINDA TEMOS QUE OUVIR TOLICES DE TRADIÇÕES DE HOMENS QUE TENTAM IMPOR LEIS QUE AGRADAM SOMENTE A SEUS OUVIDOS E ENTRETANTO NÃO ESTÃO NA TORÁ, ONDE JUDEUS SEJAM FILHOS DE MÃES JUDIAS E NÃO DOS PAIS...
ENTÃO QUE SE RASGUEM DAS ESCRITURAS OS FILHOS DE MOSHE, AVRAHAM E SHOLOMO!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Uma história da genética do Povo Judeu

     

Uma História da Genética do Povo Judeu.

                                   


                                    

Em seu novo livro, “Legacy: A Genetic History of the Jewish People” [Legado: Uma História da Genética do Povo Judeu], Harry Ostrer, médico geneticista e professor da Escola de Medicina da Faculdade Albert Einstein, em Nova York, afirma que os judeus são mais diferentes que se imaginava.
As diferenças que os judeus possuem, é uma espécie de “assinatura genética distinta”. Quando os nazistas tentaram exterminar os judeus com base em uma suposta distinção racial, muitos alegavam que isso não fazia sentido, pois os judeus não seriam uma raça e sim uma etnia.
“Quem é judeu?” tem sido uma questão fundamental para os judeus ao longo da história. O que provaria a identidade judaica? Suas diferentes crenças religiosas, práticas culturais e laços de sangue?
Os geneticistas têm consciência de que certas doenças, como câncer de mama, afetam mais os judeus. Ostrer, que também é diretor de testes genéticos no Centro Médico de Montefiore, vai mais além, afirmando que os judeus são um grupo homogêneo, podendo sim ser caracterizado como o que podemos chamar de “raça”.
Na maior parte dos 3.000 anos de história do povo judeu, o que veio a ser conhecido como “excepcionalismo judeu” não era controversa. Devido a uma tradição de isolamento cultural, e defesa do casamento apenas entre judeus garantiram a preservação de alguns traços linguísticos e culturais.
Agora, com a ciência moderna, eles não poderão mais ser vistos apenas como “tribos”.
Ostrer explica que no século 20 a genética emergiu como uma ciência fundamental. Desde os tempos de Maurice Fishberg, um médico judeu de Nova York que viveu no século passado, havia uma tentativa da medicina de se provar essa distinção.
Fishberg media o tamanho do crânio de seus pacientes e tentava explicar por que os judeus pareciam ser atingidos por algumas doenças mais do que outros grupos. Embora o mero formato do crânio forneça informações limitadas sobre as diferenças humanas, seus estudos conduziram a mais pesquisas ligando judeus à genética.
Ostrer divide seu livro em seis capítulos, que representam os vários aspectos do judaísmo: Olhando os judeus, patriarcas, genealogias, tribos, traços genéticos e identidade. Cada capítulo apresenta um importante cientista ou figura histórica que avançaram consideravelmente na compreensão do judaísmo.
“Legacy” pode causar algum desconforto a seus leitores. Para alguns judeus, a noção de um povo geneticamente relacionado é um remanescente embaraçoso do sionismo que se popularizou no final do século 19. Obviamente, sociólogos e antropólogos culturais, ainda ridicularizam o conceito de “raça”, afirmando que não existem diferenças significativas entre grupos étnicos.
Para os judeus, a palavra ainda carrega a associação especialmente odiosa com o nazismo. Eles argumentam que o judaísmo se transformou de um culto tribal em uma religião mundial reforçada por milhares de anos de tradições culturais.
Com o primeiro mapeamento de DNA da história, cerca de 10 anos atrás, os geneticistas acreditam que a diferença entre os diferentes “tipos” de seres humanos não passariam de 0,1%. Mas é bom lembrar que esse 0,1% apresenta cerca de 3 milhões de pares de nucleotídeos no genoma humano. Eles determinam, por exemplo, cor da pele ou do cabelo e suscetibilidade a determinadas doenças. Seriam como um mapa inquestionável de nossas árvores genealógicas.
Tanto o projeto do genoma humano quanto a pesquisa de doenças descartam o termo “raça”, preferindo conceitos mais neutros, como “população”. Resumia a sua essência, raça seria o equivalente a “região de origem ancestral”. Isso nunca foi objeto de disputa entre os judeus, que traçam sua origem a Abraão, que viveu a maior parte de sua vida na terra chamada hoje de Israel.
As conclusões de Ostrer demoraram décadas de sua carreira e ajudam a explicar hoje a base genética de doenças comuns e raras. Segundo ele, os judeus podem ser identificados pelas 40 ou mais doenças que os afligem desproporcionalmente, uma conseqüência inevitável da endogamia.
Ele traça inclusive a história de numerosas doenças tipicamente “judias”, incluindo três mutações genéticas do câncer de mama e de ovário que marcam os que são indelevelmente “filhos de Abraão.” Sua conclusão é simples, ser judeu não é algo determinado pela religião ou local de nascimento é uma marca genética carregada por todos que compartilham esse título.

Traduzido e adaptado de Forward.



Onde estão os profetas?

                           


                     



Profeta é um indivíduo que recebe uma mensagem de D’us para transmitir ao povo. Maimônides relaciona a profecia como um dos 13 alicerces da fé judaica que "D’us Se comunica com a humanidade por meio da profecia."

Mas o que há de tão especial nestas mensagens?

O propósito das mensagens comunicadas a profetas não é para revelar o propósito da existência ou legislar as leis da vida. Está contido na Torá e suas 613 mitsvot (preceitos), que D’us comunicou a todos nós, juntos no Monte Sinai. Quando D’us passou a mensagem com a revelação no Sinai, Ele refreou-Se e deixou-a para que nós a estudássemos e a explicássemos. O Talmud relata um caso no qual Sábios de Torá estavam debatendo um ponto na Lei da Torá e uma voz celestial pronunciou-se em apoio da opinião da minoria; os Sábios não se impressionaram, e silenciaram a voz citando a declaração da Torá sobre si mesma: "ela não está no céu" (Devarim 30:12).

O objetivo da profecia é fazer correções de curso na direção da sociedade judaica, ou na direção da sociedade em geral. Às vezes um profeta vem para predizer o futuro, quando D’us considera necessário que saibamos o que está para vir para nos encorajar em nossa missão na vida. Outras vezes é para nos lembrar que estamos aquém daquilo que Ele espera de nós, e nos advertir das sombrias conseqüências que isso trará se não melhorarmos. Algumas vezes, D’us usou um profeta para transmitir mensagens pessoais a um indivíduo (especialmente para alguém importante, cujas ações poderiam ter um efeito em grande escala, como um rei). 

Um profeta pode também transmitir uma instrução específica que não esteja contida na Torá como uma ordem "somente uma vez" vinda do Alto; nestes casos, deve-se seguir aquela instrução mesmo que seja contrária a uma ordem universal da Torá. Uma profecia, no entanto, jamais conterá uma nova mitsvá nem a anulação de uma mitsvá; um profeta alegando tal comunicação por parte de D’us prova que é um falso profeta.

Assim, Yeshayáhu foi enviado para descrever a era messiânica que é a culminação e recompensa de nossos esforços. Yirmiyáhu previu a destruição do Templo Sagrado. Yoná foi enviado a Nínive para advertir seus habitantes de que a cidade seria destruída a menos que eles se arrependessem de seus atos perversos. Shmuel levou a mensagem de D’us ao Rei Shaul para empreender guerra contra Amalek, ao passo que Eliyahu foi enviado para conduzir o famoso desafio dos dois novilhos no Monte Carmel (embora isso violasse temporariamente a proibição da Torá contra oferecer sacrifícios fora do Templo Sagrado). Porém nenhum profeta jamais disse qualquer coisa que fosse produto de sua própria mente. Eles falaram e agiram somente a mandado de D’us.

Como alguém se torna um profeta?

Primeiro, a pessoa tem de se fazer merecedora. Maimônides relaciona os seguintes critérios: é preciso ser sábio, com a mente lúcida e clara; de caráter impecável, e totalmente em controle dos próprios desejos e paixões; ter uma constituição calma e alegre; e abominar a materialidade e as frivolidades da vida, devotando-se inteiramente a conhecer e servir a D’us.

Tudo isso, no entanto, não faz surgir a profecia – apenas torna alguém um recipiente, digno de recebê-la. A verdadeira recepção da profecia vem do Alto, por escolha Divina. Embora "escolas de profecia" no antigo Israel treinassem aspirantes a profetas para que se tornassem receptivos à profecia, através de extensa meditação e estilo de vida rigorosamente espiritual, o aluno-profeta não podia fazer com que a profecia chegasse até ele por meio de ações específicas. Assim como a percepção extra sensorial ou poderes psíquicos, a profecia poderia manifestar-se subitamente, sem quaisquer sinais de aviso ou preparação por parte do profeta. O que ocorria era que D’us selecionava uma pessoa através da qual falar – e não da outra forma.

Como os profetas são verificados?

Em primeiro lugar, a pessoa deve ser conhecida como alguém que possui os atributos acima descritos. Então, se alguém deste calibre anuncia que recebeu uma profecia, presume-se que está dizendo a verdade. Porém o supremo teste é a precisão de suas profecias: se aquilo que disse que aconteceria realmente acontece, sabemos que é um profeta; caso contrário, sabemos que não é.

(Isso, no entanto, aplica-se somente à previsão de um evento positivo, pois uma vez que uma promessa Divina de algo bom é comunicada através de um profeta, jamais há uma retratação: no entanto, se o profeta adverte, em nome de D’us, que uma calamidade está destinada a acontecer e isso não ocorre, esta não desmente sua profecia, pois um decreto para o mal pode ser removido por meio de prece e arrependimento. Evidentemente, simplesmente predizer o futuro sem possuir as características de um profeta não faz de ninguém um profeta.

Como é experimentar a profecia?

Como a transmissão de um sinal de muitos megawatts a um instrumento de baixa voltagem, a profecia muitas vezes sobrecarrega o equipamento mental do receptor. A profecia freqüentemente provoca desmaio, insanidade temporária, espasmos musculares involuntários e tremores. Alguns profetas conseguiam receber o sinal durante o sono, tendo sonhos extremamente enigmáticos, como um quebra-cabeças, que eles decifravam ao acordar. Os profetas não tinham as conversas mentais ou verbais com D’us como se vê nos filmes de Hollywood. A única exceção foi Moshê, que falou com D’us "como um homem conversando com seu amigo" (Shemot 33:11).

Quais são as regras básicas da profecia?

Dos 613 mandamentos da Torá, alguns se referem à profecia. Estes incluem:

1 – Obedecer às instruções do profeta.

2 – Não duvidar ou testar as promessas ou advertências Divinas transmitidas pelos profetas.
E para o profeta:

3 – Cumprir pessoalmente as instruções de D’us (i.e., "pratique aquilo que prega").

4 – Não suprimir uma profecia que recebeu (como Yoná tentou).

5 – Não profetizar em nome de outros deuses (mesmo se o conteúdo for verdadeiro).

Quem foram os profetas?

Houve milhares de profetas na história judaica (conhecemos também pelo menos um profeta não-judeu, Balaam). A esmagadora maioria, porém, transmitiu mensagens específicas ao tempo e circunstâncias em que foram enviados para transmitir. Suas profecias, portanto, não foram registradas para a posteridade, e até seus nomes são desconhecidos para nós. Muitos desses profetas eram cidadãos comuns – estudantes, artesãos, fazendeiros – que, em virtude de sua integridade e elevada sensibilidade ao espiritual, foram selecionados por D’us para receber uma profecia. Muitas vezes eles não sabiam o que os atingira, somente mais tarde perceberam que tinham recebido uma profecia. Alguns, como Yoná, sabiam o que era, mas tentavam fugir dela (uma proibição da Torá, como foi dito acima).

O Talmud relaciona 55 profetas "históricos" cujas profecias foram registradas no Tanach porque contêm uma mensagem relevante a todas as gerações. A maioria desses era figuras públicas que profetizavam com freqüência e se tornaram líderes de seu povo por toda a vida. Neles estão incluídos os 15 profetas cujas palavras foram registradas em livros individuais que levam seus nomes: Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Ezekiel e doze outros de menor importância, incluindo Amos, Hosea, Nahun e mais alguns. Os outros 40, que podem ou não ter profetizado em tempo integral, são mencionados em vários locais do Tanach, como Nathan (os Livros de Samuel) e Ido (Crônicas). Além desses houve um número não exato de experiências proféticas sem registro por escrito. O Rei Shaul fez algumas profecias durante algum tempo, mas não se sabe o que foi dito a ele.

A profecia parece ter sido em grande parte uma experiência masculina – 48 dos 55 profetas "históricos" foram homens, embora não possamos saber se isso reflete a proporção geral profetas/profetisas. As sete profetisas mais importantes são: Sara (mulher de Avraham, mãe de todos os judeus; incidentalmente, D’us disse a Avraham que "ela é superior a ti em profecia"), Miriam (irmã de Moshê), Devora (a única mulher entre os "Juízes"), Chana (mãe de Samuel), Avigayil, Chuldá e Esther (famosa por causa de Purim).

Existe profecia atualmente?

A era da profecia oficialmente chegou ao fim há 23 séculos. A última geração de profetas foi aquela que começou a profetizar antes da destruição do Primeiro Templo Sagrado, em 423 AEC, embora alguns daquela geração sobrevivessem ao exílio de 70 anos na Babilônia e vivessem para ver a construção do Segundo Templo. O mais famoso, Ezekiel, profetizou na Babilônia, e três profetas, Chaggai, Zacharia e Malachi, foram membros da "Grande Assembléia" que liderou o povo durante os primeiros anos do retorno da Babilônia. Mordechai e Esther também foram membros da geração que pranteou a destruição do Primeiro Templo e testemunhou a construção do segundo. Com o desaparecimento daquela geração, "a profecia deixou Israel".

Apesar disso, o princípio de que "D’us se comunica com a humanidade por intermédio da profecia" permanece uma fundação da fé judaica. Uma forma menor de profecia, conhecida como ruach hacôdesh (inspiração Divina), permanece privilégio dos tsadikim, os homens e mulheres justos de todas as gerações. 

Segundo a tradição, um dos maiores profetas, Eliyahu, nunca morreu, e introduzirá a vinda de Mashiach. O próprio Mashiach é um profeta ("aproximando a profecia de Moshê", segundo Maimônides), e na Era Messiânica, a profecia se tornará um fenômeno universal – nas palavras do Profeta Yoel: "E acontecerá depois que Eu derramarei Meu espírito sobre toda a carne, e seus filhos e filhas profetizarão; seus anciãos terão sonhos, seus jovens terão visões." 

E numa carta aos judeus do Iêmen, Maimônides relata uma antiga tradição de que "pouco antes da Era Messiânica, a profecia retornará ao povo judeu."

domingo, 12 de abril de 2015

Por que vocês não judeus Seguem Jesus nas escrituras?

Pelo rabino Michael Skobac

Muitos cristãos têm um tempo muito difícil compreender como é possível para o povo judeu para estudar a Bíblia e deixar de vê-lo apontando para Jesus como o Messias. É possível, como o Novo Testamento grego afirma, que Satanás cegou os judeus, que agora têm um véu cobrindo seus olhos? (II Coríntios 3: 14-15, 4: 3-4; Romanos 11: 7, 25) Ou é possível que os cristãos têm sido vendo uma miragem?

Há muitas passagens onde a Bíblia fala claramente sobre o Messias que um dia viria ao mundo. Essas passagens são tão claras, que judeus e cristãos estão de acordo que eles descrevem o Messias:

Um tiro sairá do tronco de Jessé, e um renovo brotará das suas raízes. O espírito do Eterno repousará sobre ele, o espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Eterno. Seu deleite será no temor do Eterno. Ele não julgará pelo que seus olhos vêem, ou decidir por aquilo que seus ouvidos ouvem. Mas com justiça julgará os pobres, e decidirá com eqüidade em defesa dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. A justiça será o cinto na cintura, e fé-plenitude o cinto ao redor de seus lombos. O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o cabrito, o bezerro, o leão eo animal cevado andarão juntos e um menino pequeno os conduzirá. A vaca eo urso pastarão, seus filhotes se deitarão juntos, eo leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, ea criança desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco. Eles não vão ferir ou destruir em todo o meu santo monte; porque a terra se encherá do conhecimento do Eterno, como as águas cobrem o mar.  Isaías 11: 1-9

Os dias são certamente vêm, diz o Eterno, quando eu levantarei a Davi um rebento justo, e ele reinará como rei e lidar sabiamente e executará juízo e justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo e Israel habitará seguro. E este é o nome pelo qual ele será chamado: O Eterno é a nossa justiça.  Jeremias 23: 5-6 (Veja também Jeremias 30: 7-10 e 33: 14-18)

O meu servo Davi será rei sobre eles; e todos eles terão um só pastor. Eles devem seguir os meus juízos e ter o cuidado de observar os meus estatutos. Eles devem viver na terra que dei a meu servo Jacó, em que seus antepassados ​​viveram; eles e seus filhos e filhos de seus filhos viverão para sempre. Eo meu servo David será seu príncipe para sempre. Vou fazer um pacto de paz com eles; será uma aliança eterna com eles; e eu os abençoarei e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. Minha morada estará com eles; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. . Então as nações saibam que eu a-do-nai, santifica Israel, quando o meu santuário está no meio deles para sempre, mais  Ezequiel 37: 24-28 (Ver também Ezequiel 34: 23-31)

Estas passagens descrevem um descendente sábio e justo de David que governará Israel como Rei, quando o mundo foi transformado em uma utopia da paz universal e conhecimento de D'us. É importante entender que o foco da escritura não está em um presente especial ungido que nos referimos como "O Messias", mas para descrever o que o mundo vai olhar como quando ele está aqui. Embora possa haver uma dúzia de passagens se referem especificamente a este rei especial, há mais de uma centena de que simplesmente pintar um retrato da utopia que irá flor quando ele está reinando. Estas passagens falam sobre o retorno do povo judeu à sua pátria ancestral, após ter sido espalhados por todo o globo. Lá, eles viverão em paz, siga Gd, viver de acordo com os ensinamentos de Sua Torá e será procurado pelas nações do mundo como professores espirituais. O mundo vai destruir suas armas de guerra e entrar em uma era de paz eterna e conhecimento de D'us. (Veja Isaías 2: 1-4, Micha 4: 1-4, Hoseah 2:18, Isaías 32: 16-18, 60:18; Zacarias 08:23, Isaías 60: 3, 61: 6,9; Zacarias 14 : 9,11; Salmo 86: 9, Zepheniah 3: 9, Isaías 66:23, Jeremias 31: 33-34, Ezequiel 11: 19-20, 36: 26-27, Deuteronômio 30: 1-9, Isaías 11: 12, 40:11, 43: 5,6, 49: 12,18,22, 60: 4, 66:20, Jeremias 03:18, 30: 3, 31: 7, 32:37, Ezequiel 11:17, 20:41, 34:13, 36:24, etc.)

Além de não cumprir os critérios messiânicas centrais das escrituras, houve também uma profecia de que o profeta Elias deve voltar antes da vinda do Messias (Malaquias 4: 5-6 [3: 23-24 em versões judaicas de Malaquias]). Tendo isso em mente, o Evangelho de Mateus afirma que João Batista era Elias (11:14, 17:12). Esta afirmação, no entanto, não resiste a análise. João Batista foi realmente muito popular, e algumas pessoas até pensei que ele poderia ser o Messias. Quando lhe foi perguntado se isso era assim, ele negou. Ele foi, então, perguntou se ele era Elias, o Profeta, e ele disse, "eu não sou" (João 1:21). Além disso, o profeta Malaquias profetizou que quando Elias retorna, ele iria "restaurar os corações dos pais aos filhos, eo coração dos filhos a seus pais", mas não há nenhuma evidência de que João Batista cumpriu esta.

A doutrina cristã de Jesus '"segunda vinda" é uma admissão de que ele não cumpriu essas passagens messiânicas essenciais e terá que voltar no futuro para fazê-lo. É importante perceber que a noção de uma segunda vinda pode ser usado para racionalizar o fracasso de qualquer candidato messiânico. A questão torna-se então por que alguém deveria acreditar que essa pessoa era o Messias, quando veio pela primeira vez em cena? Os cristãos têm recorrido a duas idéias básicas, a fim de promover a idéia de que Jesus qualificou como Messias de 2000 anos atrás, apesar de não ter cumprido os critérios messiânicas bíblicas claras descritas acima.

Um desses argumentos é que os milagres que Jesus fez atestar o fato de que ele deve ter sido o Messias. Neste ponto, não vamos discutir a credibilidade histórica dos relatos dos Evangelhos. Basta dizer que, lá são extremamente fortes razões para duvidar da veracidade dessas histórias. Vamos supor, no entanto, que é possível que Jesus realizou numerosos milagres. A pergunta que precisa ser feita é: "Quantas vezes é que a Bíblia nos diz que seremos capazes de identificar o Messias, como resultado dos milagres que ele irá realizar?"

A resposta a esta pergunta é que a Bíblia nunca nos diz que os milagres são pertinentes a este respeito. É importante entender por que isso é assim. Por que não a Bíblia sempre nos informar que seria capaz de identificar o Messias através de seus milagres?

A razão para esta omissão decorre do fato de que os milagres são um barômetro confiável de nada. Enquanto Moisés fez milagres no Egito, os magos de Faraó foram capazes de reproduzi-los (Êxodo capítulos 7-8). Em Deuteronômio capítulo 13, somos informados de que falsos profetas se têm a capacidade de fazer milagres sobrenaturais, a fim de testar a nossa fidelidade a Deus. Curiosamente, as escrituras gregas declaram que falsos messias vai fazer milagres incríveis para enganar as pessoas (Mateus 24:24). Claramente, se um falso messias é capaz de realizar milagres, então os milagres não podem provar que alguém é o Messias.

A segunda abordagem utilizada pelos cristãos é afirmar que a escritura ambos anuncia e confirma que Jesus é o Messias. Muitos cristãos sentem que esses "textos de prova" são tão convincentes que eles acham que é impossível compreender como eles não tiveram qualquer impacto sobre os judeus durante os últimos 2000 anos.

A falha básica com essa abordagem decorre da maneira em que essas passagens foram minadas. Ao invés de objetivamente lendo a Bíblia para entender o que realmente significa, alguns cristãos têm abordado com uma conclusão pré-concebida em mente. Como um "arqueiro" que primeiro atira sua flecha em uma árvore e, em seguida, pinta um alvo em volta da flecha, estes cristãos assumir desde o início que Jesus era o Messias e, em seguida, tentar encontrar passagens na Bíblia que "soam como" Jesus. Como resultado desta abordagem circular para a leitura da Bíblia, o significado da Bíblia tem sido distorcida, a fim de calçadeira Jesus volta para o texto. Se uma pessoa usa óculos vermelho-matizado, tudo o que vêem aparece vermelho. Da mesma forma, quando os cristãos se aproximar da Bíblia com "óculos de Jesus", isto irá colorir tudo o que lêem.

Alguns exemplos ajudarão a ilustrar como esta abordagem leva a uma distorção do texto.

E um deve dizer-lhe: O que são essas feridas em suas mãos? Dirá ele: Aqueles com que fui ferido na casa dos meus amigos.  Zacarias 13: 6

Numerosos cristãos têm oferecido esse versículo como prova de que as Escrituras Hebraicas fazer referência a Jesus de Nazaré. No entanto, tudo o que precisa ser feito para perfurar essa ilusão é simplesmente ler todo o capítulo de Zacarias quando se torna claro que a passagem está falando sobre um falso profeta. Este exemplo é tão flagrante, que a maioria dos estudiosos cristãos e comentaristas bíblicos têm reconhecido este (NIV Study Bible, Novos Intérpretes Bíblia de Estudo, etc.)

Outro versículo da Bíblia hebraica empacotado para apoiar a crença de que Jesus era o Messias é encontrada no Salmo 41:

Até o meu único amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.  Salmo 41: 9

Este versículo não é apenas citada em inúmeros setores missionários, mas as próprias Escrituras Gregas citar este versículo como cumprida na traição de Jesus por Judas Iscariotes (João 13:18).

A questão fundamental aqui é saber se, na verdade, o Salmo 41 é uma profecia messiânica. Ele foi escrito, a fim de dar ao povo judeu informação vital eles vão precisar, a fim de ajudar a identificar o Messias? Ou isso é apenas mais um exemplo de leitura de Jesus volta para a Bíblia para reforçar a crença nele de maneira independente do testemunho da Escritura? Tendo já disparou a flecha Jesus, o cristão, em seguida, chama o seu alvo e declara este versículo uma profecia messiânica, porque parece ressoar com a vida de Jesus.

Esta exploração de escritura pode ser confirmado por ler atentamente todo o Salmo e perguntando: "Como pode alguém ter entendido antes do advento do cristianismo?" Existe alguma razão para que alguém 10 anos vivendo antes do nascimento de Jesus teria entendido como um profecia messiânica? Existe alguma razão para que alguém lê-lo antes de Jesus teria até pensei que era uma profecia em tudo?

Quando atentamente a leitura do salmo 41, torna-se difícil compreender como qualquer cristão seria cogitar a possibilidade de que ele está se referindo a Jesus. Isso ocorre porque a própria pessoa que exclama que ele foi traído por um amigo próximo (versículo 9) mais cedo implora a D'us ", eu disse, L-rd, compadece-te de mim; sara a minha alma; porque pequei contra ti "(verso 4).

Dois exemplos muito claros de como ler a Bíblia judaica com óculos Jesus de cor levou a tomar passagens saída do contexto, a fim de encontrar "prooftexts" pode ser encontrado no segundo capítulo de Mateus. Somos informados de que Joseph foi avisado para deixar Belém porque Herodes tentaria matar Jesus. Joseph leva Jesus e Maria e foge para o Egito. Matthew, então, afirma que isso aconteceu para se cumprir uma profecia messiânica do hebraico Escrituras:

E lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, dizendo: "Do Egito chamei o meu filho . Mateus 2:15

No entanto, se examinarmos a fonte da citação de Mateus, vemos que ele distorceu a sério o seu significado:

Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.  Hoseah 11: 1

O 11º capítulo de Hoseah descreve o início da história do povo judeu após Gd remiu do exílio egípcio. Ao longo desta história, o povo judeu se fala de como o filho de Deus (Êxodo 04:22). Matthew, aqui,

ignora esse contexto e distorce o verdadeiro significado do verso, alegando que era realmente uma profecia sobre os primeiros dias de Jesus. É claro que Matthew só é capaz de obscurecer o significado real, citando apenas o meio mais tarde do verso, deixando de fora a princípio, o que deixa claro que está falando sobre Israel.

Mais adiante, no segundo capítulo de Mateus, somos informados de que Herodes ficou irritado quando os sábios não informou o paradeiro de Jesus. A fim de beliscar a ameaça messiânica no broto, Herodes manda uma força para matar todos os meninos de dois anos de idade e com menos de Belém e todas as cidades vizinhas. Matthew continua a afirmar que esta história foi antecipado nas escrituras judaicas:

Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, dizendo:. Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação e choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles não são  Mateus 2: 17-18

Aqui Mateus cita o verso inteiro, mas mesmo assim distorce seu real significado. Ao examinar o contexto original deste versículo do capítulo 31 de Jeremias, vemos que Rachel não estava chorando para as crianças que foram assassinados, mas para as crianças que ainda estavam vivos, mas levado para o cativeiro;

Assim disse o Eterno: Reprime a tua voz de choro, e os olhos de lágrimas. Para o seu trabalho será recompensado, diz o Eterno, e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança no fim, diz o Eterno, que seus filhos vão voltar para os seus termos.  Jeremias 31: 16-17

Submeter todos os textos-prova cristãos para este tipo de escrutínio leva a resultados semelhantes. Inevitavelmente, eles são todos construídos em cima de raciocínio circular que cita estes versos fora do contexto, a fim de encontrar supostas profecias sobre Jesus. Numerosos estudiosos cristãos reconheceram este processo. Uma dessas autoridades é Walter Riggans, que honestamente confessa:

Deixe-me repetir este ponto: não há uma fórmula auto-evidente na Bíblia hebraica, o que pode ser dito para apontar inequivocamente para Jesus. Só depois de se ter vindo a acreditar que Jesus é o Messias, e mais especificamente o tipo de Messias que ele é, é que tudo começa a fazer sentido e ficar juntos.  "Yehoshua Ben David" Olive Press, 1995 página 155

Entre os evangélicos, é muitas vezes alegou que apenas entre mais estudiosos cristãos liberais que tal admissão seria feita. Mesmo que isso fosse verdade, não é o ponto. Como cristãos, de qualquer sabor, eles não se aproximam as escrituras com um viés judaico. Eles acreditam em Jesus. No entanto, sua leitura atenta dessas passagens a partir do chamado "Antigo Testamento" não faz claramente apontam para Jesus.

No entanto, Walter Riggans não é um cristão liberal. Ele é um nascido de novo evangélica. E há muitos outros. Michael Rydelnik, um professor de um a Moody Bible Institute em Chicago, escreveu de como ele é perturbado com este desenvolvimento em um artigo intitulado, "algumas más notícias sobre a Boa Nova":

Não é uma má notícia para o movimento messiânico. Alguns seguidores de Yeshua acadêmicos estão levando-o para fora da Bíblia hebraica ... Estou convencido de que uma abordagem interpretativa que nega profecia messiânica está se tornando predominante entre muitos estudiosos que acreditam em Yeshua ... esses crentes adotar visões que têm dificuldade em ver Messias no Bíblia Hebraica.  O messiânico Times, Verão página 1997 5

Parece que esses estudiosos estão dispostos a enfrentar a Bíblia em seus próprios termos, sem abordá-lo com uma agenda. Naturalmente, uma vez que acreditamos algo, podemos encontrar alusões a quase qualquer coisa na Bíblia. (Veja "The Pooh Perplex" por Frederick Crews)

Embora possa ser possível ler a Bíblia em Apocalipse de volta para Genesis e encontrar passagens que "soa como" Jesus, a leitura da Bíblia hebraica, sem uma conclusão pré-concebida (como Alice no veredicto de Wonderland antes do julgamento) não vai levar a evidência para a crença em Nazareno.

E sobre Isaías 53? Ela deveria vir como nenhuma surpresa, até agora, que numerosos estudiosos cristãos têm chegado à conclusão de que esta famosa passagem não é realmente uma profecia sobre Jesus. Na verdade, eles estão de acordo com a maneira pela qual os judeus têm tradicionalmente entendida neste capítulo: como uma passagem sobre o sofrimento histórico de Israel. (Este ponto de vista pode ser encontrado no Novo Inglês Bíblia: Oxford Study Edition, A Bíblia de Estudo Novos Intérpretes, A Bíblia de Estudo Harper Collins, etc.)

Muitos cristãos que insistem que Isaías 53 é uma prova irrefutável de que Jesus era o Messias nunca foi realmente estudado cuidadosamente todo o livro de Isaías. Mas será que é possível compreender verdadeiramente o capítulo 53 em isolamento? Será que se eles estavam a abordar este capítulo em contexto e sem um viés de encontrar apoio para a sua crença em Jesus, eles podem ver as coisas de forma diferente? Este tem sido o caso de numerosos estudiosos cristãos e comentaristas bíblicos que têm procurado entender este capítulo de Isaías em seus próprios termos.

Mais uma vez, é óbvio que, se alguém se aproxima este texto com uma crença prévia em Jesus, eles vão ver conexões marcantes. Mas isso é uma profecia messiânica passagem claro? Será que alguém lê-lo antes de o cristianismo ter necessariamente entendida como tal? E mais importante, mesmo que se assume que esta passagem é uma profecia messiânica, o que evidência existe de que ele está falando sobre Jesus? Este é um ponto importante. Imagine um versículo nas Escrituras Hebraicas que disse: "O Messias virá". Muitos cristãos insistem que ele está se referindo a Jesus. No entanto, isso só é assim porque eles já acreditam em Jesus como o Messias. O verso (que não existe) seria simplesmente dizendo que o Messias viria, mas não de forma clara e inequívoca identificar Jesus como o assunto.

É possível ver que no século 1, os seguidores de Jesus não entendia essa passagem de Isaías como uma profecia messiânica. No capítulo 16 de Mateus, Pedro identifica Jesus como o Messias. Nesse ponto, Jesus diz a seus seguidores que ele irá a Jerusalém e sofrer muitas coisas e, finalmente, ser morto. Peter deveria ter dito: "Claro! Você é o servo sofredor de Isaías 53! "Mas Pedro não reagir desta maneira. Ele protesta e diz que isso nunca vai acontecer com Jesus. No nono capítulo de Marcos, Jesus ensina aos seus discípulos que serão entregues até homens maus que irá matá-lo. No entanto, Mark nos diz no versículo 32: "Mas eles não entendiam esta palavra, e tinham medo de perguntar a ele." Claramente, esses seguidores de Jesus não assumir que ele veio ao mundo para sofrer e morrer. Eles nunca foram levados a crer que este capítulo de Isaías previu a morte eo sofrimento do Messias.

Por que é que o povo judeu (e numerosos cristãos) têm entendido este capítulo de Isaías como referindo-se ao sofrimento histórico do povo judeu? Existe alguma base para tal entendimento?

Este capítulo é o quarto de quatro poemas "servo" do livro de Isaías. Ela fala sobre o Servo do Eterno. Quem é esse servo? Alguém se aproxima este capítulo com o benefício de ter lido os capítulos anteriores de Isaías saberia exatamente quem é o servo:

Mas tu, ó Israel, servo meu, Jacó, que elegi, descendente de Israel Meu amigo; Você, a quem tomei desde os confins da terra, e chamou a partir de suas partes mais remotas, e disse-lhe: Tu és meu servo; Eu te escolhi e não te rejeitei.  Isaías 41: 8-9

Vós sois meus testemunhas declara o Eterno, e meu servo, a quem escolhi; para que você possa conhecer e crer em mim e entendam que eu sou Ele, antes de mim não foi formado nenhum Deus, nem haverá depois de mim . Isaías 43:10

Mas agora, ouve, ó Jacó, meu servo, e Israel, a quem escolhi. Assim diz o Eterno que te criou, e te formou desde o ventre, e que irá ajudá-lo: Não temas, ó Jacó, meu servo, Yeshurun ​​que eu escolhi ... Lembre-se destas coisas ó Jacó, e Israel, pois você é meu servo, formei você, você é o meu servo, ó Israel, você não será esquecido por mim . Isaías 44: 1-2, 21

Por razões de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo seu nome . Isaías 45: 4

Sairá da Babilônia, fugir da Kasdim com voz de júbilo, declarar, diga isso, dizem que até os confins da terra: dizer: A-do-nai redimiu Seu servo Jacob. Isaías 48:20 E me disse: Tu és meu servo, Israel, por quem hei de ser glorificado.  Isaías 49: 3

Na verdade, vemos que na Bíblia como um todo, e não apenas no livro de Isaías, o povo judeu são referidos como servo de Deus (veja Levítico 25: 42,55, Jeremias 30:10, 46: 27-28 , Ezequiel 28:25, I Crônicas 16:13, Salmo 136: 22, 79:10, 135: 1, Isaías 54:17, 63:17, 65: 8-9, 13-15, 66:14, Neemias 1 : 10-11, Deuteronômio 32:36, 43). Poderíamos entender por que ele pode ser possível para o leitor de Isaías 53 para assumir que este capítulo, assim, é de cerca de um servo de Deus Israel.

Além disso, o leitor atento deve considerar as imediações do capítulo 53. Se vemos que os capítulos 52 e 54 partes de um tema comum, seria razoável suspeitar que o capítulo 53 segue esse padrão. Na verdade, os capítulos 52 e 54 pintar um quadro que contrasta a degradação histórica do povo judeu nas mãos das nações do mundo para o seu futuro redenção por D'us e glória. Este é um conhecimento muito útil na tentativa de compreender o significado do capítulo 53.

Todos os estudiosos concordam que Servo Sofredor de Isaías capítulo 53 realmente começa com o versículo 13 do capítulo 52. Lá, Gd anuncia que seu servo acabará prosperar, ser exaltado, levantou-se e muito alto. Nos versículos 14-15 D'us nos diz que quando isso acontece, os reis e nações do mundo será totalmente chocado e surpreso. Este vale a pena pensar. Se o Servo aqui foram Jesus, por que a sua elevação e exaltação surpreender o mundo? Não há ninguém na história da humanidade que chocaria o mundo menos se fosse para ser levantado e exaltado no futuro. Na realidade, as únicas pessoas que ficará chocado se o assunto deste capítulo foram Jesus seria o povo judeu. Mas não nos é dito que o povo judeu vai ficar chocado, sim o resto do mundo vai ficar chocado.

Na verdade, a Bíblia nunca nos diz que o povo judeu estará em uma grande surpresa no futuro. Isaías nos diz que as nações e os reis do mundo ficará chocado porque nunca esperava ver a redenção e exaltação do servo de D'us. A Bíblia nos diz repetidamente que as únicas pessoas que ficará chocado com o clímax da história serão as nações do mundo, e não o povo judeu (ver Micha 07:15, Isaías 41:11, Jeremias 16:19, etc.) .

A questão mais crítica a fazer ao estudar Isaías 53 é: Quem está falando? Muitas vezes, os cristãos assumem que este é um discurso que o povo judeu vai fazer um dia, no futuro, quando nós reconhecemos que estávamos errados para rejeitar Jesus. No entanto, se entendermos o fluxo de Isaías 53 a partir do final do capítulo 52 (e nos textos originais, essas divisões de capítulos não aparecerem, eles foram inseridos por monges cristãos na Idade Média), percebemos que as pessoas exclamando "Quem teria acreditado que estamos ouvindo "em 53: 1 são as nações chocado e reis do mundo se fala nos versículos anteriores. No capítulo 53, Isaías está nos dizendo o discurso confessional que será feita pelas nações e reis do mundo como eles refletem sobre sua história de bode expiatório e perseguindo o povo judeu.

Esta dinâmica, que conta a história de como o povo judeu historicamente perseguidos acabará por ser resgatados e exaltado por D'us e, finalmente, reconhecido pelas nações do mundo é bem desenvolvido nas escrituras. Vemos esse tema descrito de forma muito clara em passagens como Isaías 60: 1-3, 10, 14-15; 61: 6-9; 62: 2-3, etc.

Enquanto esses pensamentos apenas arranhar a superfície de compreender esse capítulo de Isaías, ele começa a explicar por que ambos os estudiosos judeus e cristãos têm entendido como uma referência para o servo de Deus Israel.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Messias de acordo com o Judaísmo

                             

O Messias de acordo com o Judaísmo

Uma das premissas básicas do Cristianismo é que Jesus foi o Messias previsto pela Bíblia Judaica. O Judaísmo sempre rejeitou esta crença. Uma vez que o objetivo dos missionários "cristãos hebreus" é convencer judeus de que Jesus de fato preencheu os requisitos para ser o Messias prometido, faz-se necessário examinar como o Judaísmo entende o que é o Messias para entender por que estas afirmações são simplesmente inverídicas.

As raízes hebraicas da palavra "messias"
A palavra hebraica para Messias é "Mashiach" . O significado literal e a correta tradução da palavra é "ungido", o que se refere a um ritual de ungir ou consagrar alguém ou alguma coisa com óleo (Samuel I, 10:1-2). O termo é usado na Bíblia Judaica em referência a uma variedade de indivíduos e/ou objetos; por exemplo, um rei judeu (Reis I, 1:39), sacerdotes judeus (Levítico 4:3), profetas (Isaías 6:1), o Templo Judaico, pão ázimo (Êxodo 40:9 e Números 6:15), e um rei
não-judeu (Ciro, rei da Pérsia, Isaías 45:1).

Os critérios a serem preenchidos pelo Messias
Numa tradução precisa das Escrituras Judaicas, a palavra "Mashiach" jamais é
traduzida como "Messias", mas como "ungido". No entanto, o Judaísmo sempre manteve uma crença fundamental em uma figura messiânica. Como o conceito de um Messias foi dado por Deus aos Judeus, a tradição Judaica é a que se encontra mais qualificada para descrever e reconhecer o Messias esperado. Esta tradição está alicerçada em numerosas passagens bíblicas, muitas das quais estão citadas abaixo. O Judaísmo entende que o Messias é um ser humano (sem conotação alguma de divindade) que provocará algumas mudanças no mundo e que
deve preencher certos critérios específicos antes de ser reconhecido como o Messias.

Estes critérios específicos são os seguintes:

1. Ele deve ser judeu (Deuteronômio, 17:15, Números, 24:17);

2. Ele deve ser um membro da Tribo de Judá (Gênesis 49:10) e um descendente
patrilinear direto do Rei David (Crônicas 17:11, Salmo 89:29-38, Jeremias
33:17, Samuel II 7:12-16) e do Rei Salomão (Crônicas I, 22:10, Crônicas II 7:18);

3. Ele deve reunir o Povo Judeu do exílio e trazê-lo de volta a Israel (Isaías
27:12-13, Isaías 11:12);

4. Ele deve reconstruir o Templo Judeu em Jerusalém (Miquéias 4:1);

5. Ele deve trazer paz para o Mundo (Isaías 2:4, Isaías 11:6, Miquéias 4:3);

6. Ele deve influenciar o Mundo todo para que reconheça e sirva apenas a
um Deus (Isaías 11:9, Isaías 40:5, Zefanias 3:9);

O lugar onde estes critérios sobre o Messias estão mais bem descritos é o capítulo 37:24-28 do Livro de Ezequiel:

"... e Meu servo David será um rei sobre eles, e eles terão todos um pastor, e eles caminharão nos Meus mandamentos e manterão Meus estatutos, e os observarão, e eles viverão na terra que eu dei a Jacob meu servo... e eu farei um pacto de paz como eles; será um pacto eterno e eu porei Meu santuário em seu meio para sempre e Minha morada será entre eles, e eu serei o seu Deus e eles Meu povo. E as nações saberão que eu sou o Senhor que santifica Israel, quando o Meu santuário estiver entre eles para sempre".(Ezequiel 37:24 –28)

Se um indivíduo falhar no preenchimento de um único destes quesitos, ele não pode ser o Messias.

Porque Jesus não poderia ter sido o Messias dos Judeus
Uma análise cuidadosa destes critérios nos revela que, mesmo que Jesus tenha sido judeu, ele não preencheu sequer um destes critérios. Uma investigação das contraditórias genealogias de Jesus demonstra o número de dificuldades com o preenchimento do segundo critério. Especificamente, o Novo Testamento sustenta que Jesus não teve um pai humano. Nas Escrituras Judaicas, entretanto, está descrito que a genealogia e linhagem tribal da pessoa é transmitida única e exclusivamente por um pai humano (Números 1:18, Jeremias 33:17). Por isso, Jesus jamais poderia ser um descendente nem da tribo de Judá e nem dos Reis David e Salomão. Existem ainda mais problemas quando se tenta provar a genealogia de Jesus através de José, esposo de Maria (mãe de Jesus). O Novo Testamento afirma que José era um descendente do Rei Jeconias, a quem a Bíblia Judaica amaldiçoou para que não tenha descendentes "sentados no trono de David e reinando sobre Judá" (Jeremias 22:30). A genealogia de José, mesmo que fosse relacionada a Jesus, esbarraria num rei que não teve filhos e desqualificaria o próprio Jesus como Messias. Finalmente, temos o problema das contagens contraditórias da genealogia de Jesus em Mateus, capítulo 1 e Lucas, capítulo 3. A explicação cristã mais comum para estas contradições é que a genealogia de Lucas é matrilinear. Entretanto isto é infundado, mesmo a partir do original em Grego. Adicionalmente, já foi estabelecido
que a descendência remonta somente ao lado paterno, fazendo com que qualquer explicação seja irrelevante. Mesmo que alguém pudesse traçar a genealogia através do lado materno ainda assim teríamos problemas com o texto de Lucas 3:31 que atesta que Maria descendia de David através de Natan, irmão do rei Salomão, e não do próprio Salomão, como profetizado em Crônicas I, 22:10 na Bíblia Judaica.

O terceiro, quarto e quinto critérios sobre o Messias obviamente ainda não foram cumpridos, nem no tempo de Jesus, nem depois. Qualquer afirmação cristã que estes critérios serão preenchidos em uma "segunda vinda" é irrelevante porque o conceito do Mashiach chegar duas vezes não tem bases escriturais.

Resumindo, não podemos afirmar que alguém seja o Messias até que ele atenda a todos os requisitos acima mencionados.

A maneira como os cristãos entendem o Messias difere enormemente do ponto de vista judaico. Estas diferenças se desenvolveram como resultado da influência cristã durante o tempo do Imperador Constantino e do Concílio de Nicéa em 325 e.C. O Messias não vem para ser um objeto de idolatria. Sua missão primordial é a de lograr trazer a paz ao mundo e a de preencher o mundo com o conhecimento e a consciência que há um Deus.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vamos kasherizar?


Kaleb Lustosa
1 de abril às 19:04
Vamos kasherizar?
Rapidinho um passo-a-passo de como kasherizar. Lembrando que a regra é fácil de memorizar: da mesma forma que se usa se kasheriza. Outra regra é que só se deve kasherizar depois de bem lavados e já não usados por um período de 24h.
1 - O que não se kasheriza de nenhuma forma:
utensílios de madeira, cerâmica, barro, plástico, teflon y porcelana. Para ashkenazim utensílios de vidro também não se kasherizam.
2 - Utensílios de vidro para sefaradim não aderem sabores não precisando de qualquer processo de kasherização bastando lavar bem.
3 - Panelas, formas, colheres, garfos e conchas de metal (NAO TEFLON) que tem contato direto com a comida no seu cozimento se kasheriza por "agalah" da seguinte forma:
a) Panelas: encher com água até a borda e ferver. Quando a água estiver fervendo colocar um objeto de grande volume (uma pedra) para que a água escorra para fora da panela.
b) Talheres de servir basta com verter água fervendo em cima.
c) Telheres com cabos de plástico ou madeira não se acostumou a kasherizar.
d) Para algumas opiniões também se deve fazer agalá para utensílios de vidro.
e) Uma outra forma de fazer "agalá", que é bem mais prática quando se tem muitos utensílios para kasherizar, é usar uma panela grande o suficiente para submergir outras panelas. Assim a enche com água e põe para ferver. Depois de atingir a ebulição se submerge todos os utensílios que queira.
4 - Balcão, mesa, superfícies de trabalho, mármores. Dependerá de que material é feito.
a) Se de madeira não tem como kasherizar então deverá cobrir com plástico ou alumínio.
b) Se de inox, alumínio, nirosta ou mármore: Para sefaradim verter água fervendo em cima. Ashkenazim cobrem o mármore com alumínio.
c) Se de vídro: Sefaradim lavam; ashkenazim o cobrem com alumínioץ
5 - Pia: sefaradim vertem água fervendo; ashkenazim usam uma rede de malha de metal para que não se tenha contato com a pia quando esta é de cerâmica.
6 - Fogão: Cobrir a superfície e as grades do fogão com alumínio. Havia o costume de se fazer "libum" (aquecer o metal até ficar incandecente) nas grades do fogão, mas como hoje o material tem menor resistência praticamente não se usa "libum" em nada para que não se tenha prejuízos econômicos.
7 - Forno: Suficiente com limpar com sabão todas as partes e depois de 24h aquece-lo ao máximo por 30min. A FUNÇÃO AUTO-LIMPANTE APENAS NÃO É SUFICIENTE. Ashkenazim não acostumam a kasheriar o forno.
8 - Micro ondas: depois de lavado com água e sabão por um copo com água e aquecer ao máximo por dois minutos para que o vapor circule por todo o forno.
9 - Grelhas, bandeijas, grades e espetos que tem contato direto com o fogo só se podem kasherizar com "libum". O "libum" é feito por meio de um massarico ou labareta intensa que aqueça o metal a ponto de o encandecer e abrasar. Hoje não se acostuma a fazê-lo.
10 -Geladeira: para sefaradim basta limpar tudo bem e remover todos os restos que estiverem pegados nos cantos do refrigerador. Ashkenazim alem de limpar cobrem as pratileiras com alumínio.
11 - Utensílios de cozinha novos de metal ou vidro comprados de não judeu devem ser emergidos em mikve ou manancial.
Em caso de dúvidas escreva abaixo!
Pessach Sameach veKasher!
Foto de Kaleb Lustosa.
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