quarta-feira, 3 de agosto de 2016

SOBRENOMES DE JUDEUS


SOBRENOMES DE JUDEUS EXPULSOS DA ESPANHA EM 1492 – VEJA SE O SEU ESTÁ NA LISTA

Curso de Hebraico : Mistérios da Bíblia Hebraica (Documentário NatGeo)

Curso de Hebraico : Mistérios da Bíblia Hebraica (Documentário NatGeo)



Um especial de duas horas que investiga, com imparcialidade, a Bíblia hebraica, desde o ponto de vista arqueológico ao literário. Apresentado pela premiada unidade científica NOVA, o documentário explora as origens dos antigos israelitas e a evolução de seu deus Jeová no Deus único e invisível do judaísmo, cristianismo e islamismo.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Objetivo da Vida

O Objetivo da Vida

                                 

Se Deus nos ama, por que nos colocou em um mundo escuro e mal?
Muitas pessoas se incomodam com a seguinte questão teológica: Se Deus nos ama e quer o melhor para nós, por que não nos colocou diretamente no céu? Vamos desfrutar de um relacionamento com ele imediatamente! Por que Deus criou um mundo tão escuro e distante fisicamente, insistindo que mantendo as mitzvot e superar os desafios para recompensar somente após o próximo mundo se superarmos nossas provações? Por que nos expor a tanto mal, dor e tentações?
Talvez possamos responder que não estamos prontos para um relacionamento com Deus em nosso estado atual. Nós somos muito comum e físico para se conectar com o infinito. Primeiro temos de melhorar e desenvolver, tornando-nos mais espiritual e capaz de desfrutar de um relacionamento com o Divino. Mas então, por que Deus nos criou para viver fisicamente? Ele não poderia ter nos criado como seres angelicais, prontos para desfrutar o máximo de prazer da proximidade de Deus desde o início? Deus, ele pode fazer alguma coisa?
Eu gostaria de apresentar três abordagens a estas questão, embora na realidade os três incidem sobre a mesma resposta: são três ângulos da mesma verdade fundamental. Cada resposta irá apresentar-nos a uma compreensão mais profunda. Vamos começar.
Você queria a recompensar ou a humilhação?
No nível mais simples, se uma pessoa recebe uma recompensa por algo que ele não fez, não seria uma recompensa. Seria uma vergonha. Se Deus nos recompensará, dando-nos o Mundo Vindouro, não iria gostar. Nós sentiríamos a mesma vergonha e humilhação que sente neste mundo uma pessoa que depende da caridade. Uma pessoa tem vergonha de admitir sua dependência de outros, que não pode ser suportado por seus próprios esforços, mas deve subsistir nas graças à benevolência dos outros. No mundo espiritual, esse sentimento não é menor, mas é infinitamente mais intenso.
Cabalistas se referem a isso como dekisufa recompensa imerecida Nahama, o "pão da vergonha". Sempre que temos algo que não merecemos  ganhar, sentimos menos: nós somos um pouco menos "real", nos sentimos um pouco menos feito.
Nós nunca se sentir bem perto de alguém que nos deu algo que não merecemos.

Nossos Sábios declaram: "Se alguém come na mesa de outra pessoa, sua mente nunca está em paz" (Avot de Rabi Nathan 31: 1). É desconfortável depender dos outros, receber o que não ganhamos. Se outra pessoa nos sustenta e não damos nada em troca, então nunca vamos se sentir perto dela. Nós não vamos se sentir bem olhando para seu rosto.
O mesmo acontece de verdade para o mundo vindouro. Se Deus nos colocou lá e começou a recompensar-nos para qualquer coisa, nunca iriamos desfrutar de sua  proximidade. Tudo o que iria alcançá-lo é criar um sentimento deprimente de desamparo e dependência. Nossa recompensa seria eternamente imerecida, e ficaríamos ciente disso ... para sempre.
Criar Algo do Nada
Mas é ainda mais profundo do que isso. No reino físico, há um conceito chamado de "Lei de Conservação de Energia". A energia não pode ser criada a partir do nada (após o primeiro ato da criação divina); Ela pode ser concentrada e difusa, dirigido e convertido (pouco importa se você tem energia suficiente e sabe o que está fazendo), mas nunca pode ser criada ou destruída.
O mesmo se aplica no reino espiritual. Aceitar uma recompensa imerecida não é apenas embaraçoso, mas, por definição, não pode existir. Deus não pode, por assim dizer, "recompensar-nos para qualquer coisa." Se a nossa recompensa é imerecida, é, por definição, um resultado natural e uma extensão de nossos esforços. É nossa criação independente. Mas se não fez nada, então a recompensa pode não vir.
Portanto, a fim de recompensar, Deus nos dar a oportunidade de ganhar a nossa própria recompensa. E para permitir que isso aconteça é que criou um mundo físico, um mundo de escuridão e distanciado dele (ou, pelo menos, parece ser distante dele). Servir a Deus é um desafio. Temos de descobrir Deus através das camadas da separação física e indiferente. Temos livre arbítrio -A possibilidade para a existência do mal e da destruição e temos que usar essa liberdade com cuidado ao se aproximar de Deus. Desta forma, nossas vidas e nossas ações são significativas e nossa recompensa final é nossa. Vamos ter uma existência real e eterna, sabendo que nós ganhamos através da nosso realização eterna.
Criação de nós Mesmos
Mas aqui há um dilema ainda mais fundamental, que à própria essência da existência do homem está escondida. O homem, como um ser criado, não é completamente real. Se uma pessoa é criada por Deus e nunca realiza nada, é nada mais do que uma extensão de Deus. Ele não é independente de Deus, mais do que uma pintura do pintor. Essa pessoa vai viver com um sentimento deprimente de ausência. Eu não sou "real", eu sou apenas uma projeção de um pouco de sabedoria e poder de Deus. Mas eu não sou "real". E ter um coração e um cérebro não altera esse sentimento básico e debilitante.
Se eu tiver de nunca fazem nada para justificar minha existência, eu não sou mesmo "real".

Finalmente chegamos à essência do assunto. Começamos dizendo que uma recompensa imerecida embaraça o receptor. Em seguida, disse que, logicamente, não pode mesmo ser uma recompensa merecida, porque ela não pode vir do nada. No entanto, a raiz da questão é que, se eu nunca fiz nada para justificar minha existência, então eu não sou mesmo "real". Eu sou um passivo, criado, nada mais do que uma extensão de Deus que me criou, quase um produto de sua imaginação. E este é o sentido deprimente e debilitante de ausência que a peste e, inevitavelmente, aflige o ser o pensamento humano e que faz ir até o fim do mundo em busca da imortalidade (esta foi a sensação de que fez Adão e Eva comer da Árvore do Conhecimento mas que a discussão é para outra altura).
I "am" e não há nenhum maior do que alegria.

Como um ser humano pode ser "real"? Por meio de realizações, fazendo uso de sua livre vontade e escolher o bem. Quando eu escolho o bem-estar voluntariamente eu poderia ter escolhido o errado, fiz algo comigo: eu lutei e venci. Isto não só a minha recompensa, mas também a minha existência. Não estou apenas uma sendo formado por Deus, que funciona da maneira que eu programei meu Criador. I realizei algo! Minhas ações são meus! Deus não fez para mim! Eles são minha própria criação, foram gerados por minha própria vontade. Isto é o que me garante a realidade e a vida eterna. Eu vivo para sempre, porque ações I da imortalidade. I "am" e não há nenhum maior do que alegria.

Agora podemos começar a entender o que é o mundo vindouro. Não é apenas um lugar de recompensa; É um lugar de existência. Até que eu não tenha criado e eu ter justificado a minha existência, eu não serei real. Eu sou uma mera extensão de Deus, e eu não sou mais capaz de ter um relacionamento com ele que a relação pode ter uma escultura com o escultor. Mas quando eu acho que a minha parte no futuro, eu faço a minha existência. Eu me tornarei meu próprio ser, independente de Deus, alguém que tanto pode amar e ser amado por Ele. O mundo que virá é o lugar para essa proximidade. Nós existimos, somos eternos e, como resultado, podemos desfrutar de brilho eternamente em êxtase da Presença Divina.

sábado, 30 de julho de 2016

KASHURUT

KASHURUT

Tevilat Kelim – Imersão dos utensílios
Imersão dos utensílios (Tevilat Kelim) é uma lei que aprendemos em Bamidbar 31:21-23, onde qual diz:
"Contudo o ouro, e a prata, o cobre, o ferro, o estanho, e o chumbo, toda a coisa que veio ao fogo, fareis passar pelo fogo, para que fique limpa, todavia se purificará com a água da purificação; mas tudo que não veio ao fogo, fareis passar pela água."
Entenderam os sábios desses versículos, que todo utensílio de cozinha (utilizados no preparo, no serviço e na armazenagem dos alimentos) produzido por não judeu ou adquirido dele deve passar por um ritual de purificação em água de mikvê kasher ou em manancial de águas correntes.
Tevilat Kelim não é uma mitzá de Kashrut em si uma vez que um alimento servido ou cozinhado em um utensílio que não tenha sido imergido em mikvê como prescreve a halachá não se desqualifica para o consumo judaico. No entanto se faz importante trazê-la aqui por ser proibido fazer uso de um utensílio que não tenha passado por mikvê.
Harav Itzhak Jacob Fox shilta traz uma versão interessante para o motivo de se imergir os objetos adquiridos de não judeus e diz : "bendito é o nosso D-us que nos criou para sua honra para sermos seu povo santo, e nos ordenou santificar inclusive os utensílios de nossas refeições. Tal modo que, utensílio para comer e beber produzidos por não judeu ou adquirido dele, está obrigado imergi-los para purificar a fim de se fazer uma separação entre a impureza dos demais povos e a santidade de Israel ".
Sendo assim a Halachá é: "Todo aquele que adquire um utensílio de um não judeu (ou produzido por ele) de metal e de vidro ou os que possuem algum revestimento interno, mesmo que novos devem ser imergidos em mikvê ou manancial de 40 seá" .
Quais Utensílios a serem imergidos.
Há aqueles que imergem todos os objetos de cozinha e refeição, porém nem para todos se deve recitar berachá (benção). Objetos que não estão obrigado a tevilá em caso de que sim queira imergi-los NÃO SE RECITA SOBRE ELES A BERACHÁ. Utensílios que estão obrigados a ser imergido em mikvê devem atender a duas condições:
1- Que o objeto seja destinado às necessidades da refeição (preparo, serviço e armazenamento) e que tenha contato direto com o alimento. Exemplo: panelas, recipientes, travessas, espetos, talheres, facas, saleiro, bandejas etc. Porém utensílios como porta-papéis, tesouras, chaves de fenda, saca-rolhas e abridor de latas não precisam de tevilá.
2- Que o objeto seja de metal ou de vidro. Objetos feitos de madeira, pedra argila ou cerâmica não precisam de tevilá.
Os sábios levaram em conta a complexidade de produção do material para avaliar sua importância. Por esta razão o vidro deve ser imergido com berachá juntamente com o metal. No caso de objetos de plástico embora sejam de produção complexa seu valor é irrelevante. Houve quem dissesse que se deve imergir com berachá, mas a maioria dos poskim não está de acordo e hoje o costume é de que se alguém quiser imergir utensílios de plástico o faz sem berachá.
Utensílios descartáveis, mesmo que de metal como as bandejas de alumínio, ainda que usamos mais de uma vez não estão obrigados a tevilá.
Resina – segundo a maioria dos poskim não está obrigada a imergida. Para outros deve-se imergir, porém sem berachá (opinião ashkenazi).
Utensílios feitos de materiais como Borossilicato (pirex) e Corelle (laminado de vidro) são considerados como vidro e devem ser imergidos com berachá.
Utensílios elétricos – caso complicado! Há poskim que liberam todo tipo de utensílio elétrico por não o considerar como um utensílio em si (o comparando ao fogão, por exemplo). Além do mais, por estarem conectados à tomada se os consideram como parte da terra (conectados à terra) desqualificando-os como utensílio .
Segundo a maioria dos poskim os utensílios elétricos sim devem ser imergidos. Há que tomar em conta três coisas: 1 – se o objeto não se danificará em contato com água; 2 – se é um objeto que permanece um lugar fixo; e 3 - se é possível desmontar.
Objetos elétricos que não se danificam em água como torradeiras, cafeteiras analógicas, tostadoras, planchas etc, devem passar por tevilá.
Objetos sensíveis a água, principalmente os que possuem placas eletrônicas, podem ser emergidos parcialmente ficando de fora a parte sensível. O fundamento desse método é de que a parte eletrônica não é considerada utensílio . Há poskim que opinam em humrá e que também a parte eletrônica deve ser imergida, para tal a cobre com panos leves e se imerge rapidamente .
Há eletrodomésticos que são fixos em seu lugar e a parte em contato com o alimento é removível. Nestes casos se imerge apenas a parte removível que entra em contato com o alimento.
No caso de ser impossível imergir o objeto sem danificá-lo deve-se desmontá-lo para que assim o invalide como utensílio perdendo sua função e montá-lo outra vez de forma que que passe a ser considerado como produzido por um judeu (mesmo que se tenha contratado o serviço de um não judeu para desmontar e montar sem danificar, haja vista que o objeto é de propriedade de um judeu).
Como fazer Tevilá
Para se fazer a tevilá dos utensílios comprados ou produzidos por não judeu se faz necessário, antes de mais nada, remover qualquer coisa que faça separação entre a água e o objeto. Exemplo: caixa, plástico, filme protetor, fitas e adesivos. Deve ser meticuloso em remover o máximo. O contato físico com o objeto também é considerado separação, portanto deve-se soltá-lo dentro da mikvê para que a água esteja em contato com todas suas partes.
Também deve ter atenção de que a água alcance todas as partes do utensílio. Portanto grandes bolhas de ar em panelas, pratos e copos são problemáticas e devem ser eliminadas.
Deve-se buscar uma mikvê kasher ou um manancial de água corrente como rio, mar, represa, lago etc.
Antes de emergir os utensílios deve recitar a seguinte berachá apenas uma única vez:
בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹקֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם אֲשֶׁר
קִדְּשָׁנוּ בְּמִצְוֹתָיו וְצִוָּנוּ עַל טְבִילַת כֶּלִי (כֵּלִים)
Baruch Ata Ado-nay Elo-heinu melech haolam asher
kideshanu bemitzvotav vetzivano al tevilat kli (kelim – plural)
Bendito seja Tu Hashem nosso Senhor Rei do universo que
nos santificou em seus mandamentos e nos ordenou sobre a
imersão de um utensílio (utensílios)
Em caso de se fazer a tevilá em um manancial ou em uma mikvê especial para utensílios se recita a bênção imediatamente antes de se imergir o primeiro objeto. Porém em mikvaot destinadas para a imersão ritual de purificação de pessoas há um problema, a berachá não pode ser recitada em casas de banho e mikvaot por ser um lugar menos honrado. Assim, nessas situações deve-se recitar a berachá antes de entrar no recinto da mikvê.
Lembrando que uma única berachá serve para imergir todos os utensílios que queira nesse momento e que uma única pessoa pode fazer tevilá para outras pessoas.

Targum Faz Rute

Targum Rute Tradução de Samson H. Levey Capítulo 1. 1- Aconteceu nos dias do juiz de juízes que havia uma grande fome na terra de I...