segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A impureza menstrual e a Mikvá

A impureza menstrual e a Mikvá
 

De acordo com a Torá, qualquer surgimento de sangue na vagina torna a mulher ritualmente impura. Isso significa que ela não poderia ter relações sexuais com o marido. Por extensão, o marido não poderia nem mesmo tocá-la. Em dias de mikveh, os homens procuravam andar somente em áreas permitidas.
Qualquer mulher em trabalho de parto, ou no parto propriamente dito, e durante os sete dias posteriores ao parto, era considerada perigosamente impura. Sendo permitido até violar o shabat ou outros dias santos em virtude da gravidez, já que a mulher tem desejos por certos tipos de comidas que devem ser atendido por seu marido ou por seus familiares mesmo que viole as leis dietéticas. Algumas leis da “mulher menstruada” diz o seguinte:
 1- No momento em que a mulher nota que algum sangue saiu da vagina, ainda que seja uma mancha nas roupas íntimas, ela se torna ritualmente impura. Por isso muitos judeus não apertam a mão das mulheres, por que acha que todas as mulheres podem estar impuras.
2- Se o fluxo de sangue não é devido a menstruação normal, mas provém de um ferimento, mesmo assim a mulher é considerada ritualmente impura, como se estivesse menstruada. Isso também se aplica ao sangue proveniente da perda da virgindade na noite de núpcias. O casal deve ser abster-se de relações sexuais até 11 dias “puros” nos quais não se perceba vestígios de sangue.
 3- Passados os sete dias puros, a mulher deve fazer uma imersão total num banho de purificação especialmente preparado chamado “mikvá”. Todas as comunidades judaicas de certo porte possuem uma casa de banhos deste tipo, e é considerada tão importante que a lei judaica estabelece que deva ser a primeira construção a ser edificada e depois sim, a sinagoga. A imersão deve ser completa, nada deve ficar fora d’água e a mulher precisa estar acompanhada de outra mulher, de mais de doze anos, para certificar-se que o banho foi completo. O Mergulho na Mikveh (piscina para o banho) deve ser feito sempre quando as estrelas são claramente visíveis.
                                                 
                                                     
       Um tanque antigo de purificação (MIKVEH)
O Sangue que acompanha o parto, também torna a mulher ritualmente impura. Se o filho que nasce é um menino, a mãe é considerada impura durante sete dias, por causa do parto, após o parto, devem-se contar sete dias e ir a mikvah. Se der a luz a uma menina, o período de impureza é de quatorze dias, e depois começam a serem contados sete dias puros. Esta é a lei (Lv. 12,2-5), mas o costume em muitas comunidades, baseando-se nos mesmos versículos, prescreve um período de quarenta dias para um menino e oitenta dias para a menina.
Se não existir uma mikvá na casa do casal, é permitido que a mulher faça o banho num rio próximo e caso não haja um rio, pode ser feito em um lago ou oceano. Essa tradição para o casal judeu se estende a “Purificação da Família”, sem fazer a mikvá as relações sexuais não podem se realizar.
Em fim, para um Judeu é repugnante ter relações sexuais com uma mulher no seu período menstrual e é difícil eles acreditarem que existam pessoas que não dão respeito a esse fato fisiológico da mulher e não respeitem a natureza humana.
 Referência Bibliográfica:
ASHERI, Michael. O Judaísmo Vivo: Tradições e Leis dos Judeus Praticantes. Rio de Janeiro: Imago, 1995.

sábado, 27 de setembro de 2014

Um Plágio Chamado Jesus Cristo


A virgem Maria recebeu a visita do anjo Gabriel, anunciando que ela geraria o “filho de Deus”. Maria se viu grávida e deu à luz a Jesus Cristo.

Muitos acreditam que Jesus Cristo é o filho de Deus e que ele veio para salvar a humanidade, mas se prestarmos atenção em algumas lendas de alguns deuses de algumas religiões, veremos que a belíssima história de Jesus Cristo não passa de um plágio muito mal feito. Veja o resumo de algumas lendas:
Nascimento de Buda (Índia)

Certa noite, a rainha sonhou que um elefante branco descia do paraíso e ingressava em seu útero. Esse ingresso foi um presságio de que concebera um ser puro e poderoso e a descida do elefante do paraíso, um indício de que seu filho vinha do céu de Tushita, a Terra Pura de Buda Maitreya.

Mais tarde, quando a rainha deu à luz, em vez de sentir dor, ela teve uma visão muito especial e pura. Viu-se apoiada numa árvore, segurando um de seus ramos com a mão direita, enquanto os deuses Brahma e Indra tiravam de seu flanco, sem dor, uma criança. Os deuses, então, reverenciavam a criança, oferecendo-lhe abluções rituais.
 
Nascimento de Perseu (Grécia)

Perseu foi o herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos. Perseu era filho de Zeus, que sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Danae (Dânae), a filha mortal do rei de Argos.
Nascimento de Huitzilopochtli (Asteca)

Coatlicue, a serpente, pegou uma pequena bola de plumas do céu e a escondeu em seu seio, e assim o deus asteca Huitzilopochtli foi concebido.
Nascimento de Attis (Ásia)

A virgem Nana pegou uma romã da árvore banhada pelo sangue do assassinado Agdistis, colocou-a em seu seio e deu à luz ao deus Attis.
 
Chamado de "O unico filho gerado" e também chamado de "salvador", Attis foi adorado pelos Phrygians(uma das raças mais antigas da Ásia). O mito de Attis sempre foi representado por um homem amarrado ou pregado em uma árvore .
Nascimento de Gêngis Khan (Mongólia)

A filha virgem de um rei mongol se viu banhada por uma luz grandiosa, que fez com que ela desse à luz a Gêngis Khan.
Outros Nascimentos de Virgens

Krishna nasceu da virgem Devaka.
Hórus nasceu da virgem Ísis.
Mercúrio nasceu da virgem Maia.
Rômulo nasceu da virgem Rhea Silvia.

Com isso, podemos concluir que Jesus foi mais uma adaptação de várias outras lendas para que o cristianismo obtivesse um controle sobre seus fiéis. Da mesma forma como a criação de um “céu” e um “inferno”, Jesus foi criado para que as pessoas que seguissem o cristianismo, tivesse a imagem de um profeta no qual ficariam eternamente esperando a sua volta para a salvação de toda a humanidade. Eu, particularmente, acho triste tantas pessoas perderem tempo achando que alguém criado por um império capitalista fosse voltar lhes dando alguma salvação, mas, como é a proposta do blog, estou fazendo a minha parte apresentando a verdade pra você e espero que mais essa verdade lhe faça parar pra pensar, afinal, o cérebro não é algo muito relevante quando se trata de religião.

Mais Informações:
Nascimento de Buda
Nascimento de Perseu
Nascimento de Attis
Livro Deus Não é Grande, de Christopher Ritchens

publicado por a-origem-do-homem às 08:04

O TALMUD








"O Talmud é racista, ou VOCÊ FOI ENGANADO???"

O rabino Meir, no Talmud Sanhedrin diz (1) :

De onde sabemos que até mesmo um idólatra que se ocupa com o estudo da Torah é comparável ao sumo sacerdote?
Do versículo que afirma que o homem que se ocupa com a Torah, nela vive (2), pois não está escrito somente o Israelita, mas sim, o HOMEM, englobando desta forma, todos os seres humanos, independente de origem ou religião!!!

Agora eu lhes pergunto:
Isto é, ou não é um exemplo enorme de tolerância, ainda mais se tratando de uma informação datada de aproximadamente dois mil anos atrás?

Agora peço a vocês que averiguem o que as visões religiosas dos difamadores do Talmud dizem sobre o que deve ser feito com os idólatras e sobre qual o destino das almas dos que divergem de sua crença.

Depois de terem achado a resposta, aconselho que reflitam sobre os motivos que levam tais racistas a acusarem o talmud e os judeus de racismo.

Agora um pequeno conselho: Antes de aceitar uma informação averigue:

1-QUEM a esta dando.
2-O que ele REALMENTE pensa a respeito.
3-POR QUE ele está emitindo tal informação.
4-O QUE ele faz na vida real.

Deste modo filtrará melhor o que recebe e se resguardará de errar o caminho!

Um grande abraço a todos!
M.Ventura!

1 - Sanhedrin 59
2 - Levítico 18/5

PS: O Talmud é uma obra dialógica que abrange opiniões de sábios que viveram em contextos históricos diversos, e que portanto, viam as coisas de modo diverso. Logo, opiniões divergentes sobre um mesmo tema serão sempre encontradas. A grande questão é compreender o contexto na qual cada uma foi dada e destacar aquela que mais se adequa a nossos dias.
— em Foto de MoreVentura.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Livro de Ruth

O Livro de Ruth
Posted by: Coisas Judaicas Posted date: quinta-feira, maio 29, 2014
O Livro de Ruth

Megilat Ruth

Um Mistério Desvendado: O Livro de Ruth

Rabino Noson Weisz

Ela era uma princesa Moabita que se converteu ao Judaísmo no século 10 (Antes da Era Comum),
mas no que sua história tem relação com os eventos no Monte Sinai 300 anos antes?
Porque lemos o Livro de Ruth? A história de uma Moabita que se converteu ao Judaísmo e que, eventualmente se casou com um juiz de Israel, Boaz em Shavuot, o feriado em que celebramos a entrega da Torá no Monte Sinai?

Os comentaristas da Torá oferecem duas importante teses para explicar este costume:

· que Ruth era a modelo de aceitação da Torá, e

· que sem ela a história judaica não poderia continuar.

Ambas são enigmáticas como podemos perceber, e por isso exploraremos uma a uma.

A primeira parece bastante direta, pelo menos à primeira vista: Shavuot celebra a aceitação da Torá pelo povo judeu, e o Livro de Ruth descreve a aceitação da Torá por um único indivíduo através de um ato de conversão.

Considerando que fomos todos convertidos no Monte Sinai, sua experiência é uma lembrança de que somos todos judeus graças ao nosso próprio ato de aceitação da Torá. O Judaísmo não é uma característica racial e nem é automático para ninguém; na realidade é baseado na conversão e na aceitação da Torá até mesmo para os filhos de Abraão.

Ruth não era uma convertida comum. Seu nome nós dá uma idéia de sua essência. Em hebraico, o nome da Ruth é formado pelas letras reish, vav, tav, que somam um valor numérico de 606. Todos os seres humanos têm a obrigação de observar as sete leis de Noach, assim nomeadas por terem sido dadas após a inundação, como fez Ruth quando nasceu como Moabita. Adicione estas sete leis ao valor de seu nome e o resultado é 613, o número de mandamentos da Torá.

A essência de Ruth, sua destemida força de vida, foi a descoberta e a aceitação dos 606 mandamentos que faltavam para ela. Deste modo, Ruth é uma pessoa que sempre buscou a Torá por excelência e que, para nós, é considerada um modelo brilhante de aceitação da Torá. Se pudéssemos aprender a imitar Ruth em nosso próprio ato de aceitação da Torá, o ato de serviço Divino, que é a essência de Shavuot, teríamos sucesso em absorver toda a espiritualidade oferecida por D'us no feriado de Shavuot. (Veja o comentário do Gaon de Vilna no Livro de Ruth.)

Embora pareça muito óbvio à primeira vista, este tema apresenta uma importante dificuldade ao examiná-lo mais intimamente.

Uma pessoa que lê a história de Ruth fica comovida pela força de sua dedicação pela sogra, Naomi. A famosa passagem de onde o Talmud origina muita das leis de conversão (Yevomot 47b) retrata a resoluta recusa de Ruth em se separar de Naomi.

E Rute disse: Não me obrigues a abandonar-te, a desistir de te acompanhar, pois aonde fores, eu irei também, aonde te alojares, ficarei também; teu povo será meu povo e teu deus será meu Deus. Onde pereceres, morrerei eu também, e lá serei enterrada. E possa o Eterno agir para comigo de tal forma que somente com a morte sejamos separadas. (Ruth 1:16-17)

Tal amor e compromisso pelo bem-estar de outra pessoa são qualidades extremamente admiráveis, mas não estão relacionadas a fé em D'us e em Sua Torá. Será que uma pessoa considerada para nós como um exemplo brilhante de aceitação da Torá não deveria ser descrita por sua destemida fé e idealismo muito mais do que pelo fato de se conectar a uma pessoa em particular, ou de fato, a uma nação inteira no que se relaciona a este assunto?

CONEXÃO COM D'US
Vamos explorar este assunto através da análise de uma difícil passagem do Talmud:

O rabino Elazar disse: "As pessoas que não têm nenhum conhecimento da Torá não experimentarão a revivificação dos mortos, como está escrito, (em Isaias 26): O morto não deve viver. Você poderia pensar que este se refere a todos os mortos, e é por isso que é seguido por: Aqueles que necessitam de cura não levantarão. Só aqueles que consideram as palavras da Torá duvidosas e fracas não levantarão."

O rabino Yochanan respondeu: "Você não trouxe nenhuma alegria para seu Criador fazendo esta declaração sobre o ignorante na Torá."

O rabino Elazar viu que estas palavras causavam angústia ao Rabino Yochanan. Então, ele disse, "Meu Rebbe, achei uma cura para eles na Torá. Está escrito, E vós, que vos unistes ao Eterno, vosso D'us, estais todos vivos hoje. (Deuteronômio 4:4). Mas como é possível para um ser humano estar ligado a Presença Divina quando está escrito Porque o Eterno, teu D'us, é um fogo consumidor; D'us zeloso é Ele. (Deuteronômio 4:24). Uma pessoa pode se ligar ao fogo? Para lhe ensinar que, quem casa sua filha com um estudioso de Torá, ou lhe ajuda nos negócios e divide suas propriedades com ele, é considerado por D'us conectado a Ele mesmo ... (Talmud, Kesubot, 111b)

Por que a ressurreição deve estar relacionada a um certo nível de estudiosos, e como podemos relacionar a idéia de que a conexão com um estudioso da Torá equivale à conexão com D'us?

Um dos 613 mandamentos é o de amar a D'us. Isto parece um mandamento impossível de se cumprir. Como se pode amar alguém que não sabemos quem é? Além disso, D'us é infinito e nós não somos, não temos nenhuma compreensão de como Ele pensa, quais são Seus interesses ou passatempos, não sabemos nada sobre Ele.

Sem conhecer pelo menos algum destes detalhes sobre outra pessoa seria impossível para nós, honestamente, dizer que a amamos. Poderíamos pensar que é uma pessoa muito importante, e até admirá-lo, mas para sentir amor e união a alguém devemos estar familiarizados com o objeto de nossos afetos.

Claro, isto também é verdade quando se fala do amor por D'us. Só sentimos amor por D'us quando desenvolvemos conhecimento e familiaridade com Ele.

Mas, como fazemos isso?

A resposta óbvia é pelo nosso conhecimento da Torá. D'us nos deu muitas informações sobre Ele mesmo em Sua Torá. Ele falou de Seu senso de justiça e integridade, sobre Suas prioridades e sentimentos, sobre Suas esperanças e sonhos para nosso futuro.

Há dois aspectos de conhecimento e sabedoria da Torá:

1. Todos os judeus devem reunir conhecimento suficiente de Torá para saber como executar os mandamentos corretamente, levando-se em conta que a execução dos mandamentos é uma obrigação.

2. O segundo aspecto não tem relação com o cumprimento das ordens. O Talmid Chacham estuda a Torá para se familiarizar com D'sus e aprender Sua cultura.

A primeira palavra dos Dez Mandamentos é Anochi. O Talmud diz que é um acróstico que significa: ano nafshi kasvis yahavis, literalmente "eu mesmo me escrevi neste livro que estou lhe entregando." (Talmud Shabos, 105a). O Talmid Chacham, que passou sua vida submersa no estudo da Torá, está infiltrando a alma de D'us junto com as palavras de Torá que está aprendendo.

Nosso objetivo é a familiaridade com D'us como uma pessoa com que possamos ter uma relação. Queremos amar D'us e ter Seu amor de volta, e também queremos ter certeza dos sentimentos em ambos os lados. Para isto, precisamos do Talmid Chacham.

É somente através dele que obtemos o conhecimento de D'us, que é um pré-requisito para qualquer possível relação com Ele. Da mesma forma que o amor humano, o conhecimento precede os sentimentos, e o amor de D'us também é assim. Sem o estudioso de Torá este conhecimento, e conseqüentemente este amor, estariam ausentes do mundo.

É uma das muitas maravilhas do Judaísmo que freqüentemente, o Tzaddik que se aprofunda no serviço de D'us, com a reza e as boas ações, sente um amor maior por D'us do que o estudioso de Torá, que passa sua vida numa busca intelectual. Mas, sem o conhecimento de D'us gerado pelo estudioso de Torá, o Tzaddik não saberia como começar sua busca de ligação emocional com D'us.

O amor de D'us, deste modo, irradia superficialmente da Torá. O Tzaddik se liga ao erudito da Torá e é o primeiro a sentir este amor, e aqueles que se conectam ao Tzaddik descobrem seu calor e energia radiante através dele. Mas, a última fonte deste amor é a Torá e nosso acesso a ela depende necessariamente da quantia de conhecimento de Torá que possuímos graças aos esforços e trabalho duro do estudioso da Torá.

A PROCURA DE RUTH
Ruth a Moabita estava procurando pelos 606 mandamentos perdidos não só porque simplesmente procurava pela verdade e o jeito certo de viver, embora não há dúvidas de que estes impulsos fossem também uma parte de sua força para a conversão, mas também, principalmente pois queria se ligar e apegar a D'us, conectar se com a fonte do ser humano e da vida.

O único caminho para conseguir isto era se ligar a uma pessoa que já estava conectada a D'us. Deste modo, seguiu Naomi, ao invés de uma verdade abstrata.

Lemos sua história em Shavuot para aprender que é este o tipo de aceitação da Torá que estamos buscando. Não estamos atrás das leis de D'us. Estamos buscando uma conexão com D'us.

A segunda tese importante oferecida pelos comentaristas para a leitura do Livro de Ruth em Shavuot também está insinuada em seu nome. Ela foi chamada de Ruth porque seu bisneto, Rei David revelou D'us com suas canções e louvores. (Yalkut, Tehilim, 247) A palavra elogio em hebraico, um jogo de palavras das letras do nome de Ruth significa "mostrador," e David criou o livro de Salmos, o hinário básico de D'us para a maioria da humanidade. De acordo com a tradição, Shavuot é aniversário de David como também o dia em que faleceu e sua genealogia completa é recitada na conclusão do Livro de Ruth.

VÍNCULO ESSENCIAL
A avaliação desta tese exige um pouco mais de conhecimento:

E disse-me o Eterno: "Não molestes a Moab e não faças a ele guerra, porque não te darei da sua terra por herança, pois aos filhos de Lot dei Ar por herança."' (Deuterônomio. 2:9) Por que ocorreria a Moisés travar uma guerra com Moab sem permissão de D'us? Moisés pensou deste modo: Se os midianitas que vieram somente para ajudar Moav (na guerra que Moav travou contra Israel descrita na Parshat Balak) a Torá ordenou, Afligireis aos midianitas e os ferireis, porque eles vos afligiram com seus ardis, com que vos enganaram no caso de Peor, e no caso de Cozbi, filha do príncipe dos midiantias, irmã deles, ferida no dia da mortandade no caso de Peor."...(Números 25:17-18). Seguramente a mesma política deveria ser aplicada contra os Moabitas que eram os instigadores. Mas D'us disse a Moisés, 'eu penso diferente! Eu ainda tenho um tesouro maravilhoso para retirar de lá, Ruth a Moabita.' (Talmud, Baba Kama 38a)

Ruth não era somente a bisavó de David. Era a pessoa exigida para trazer David ao mundo. A necessidade de que fosse ela era tão grande que a nação inteira de Moav foi sustentada por centenas de anos pelo seu mérito, enquanto o mundo esperava Ruth nascer. Será que podemos encontrar algumas fontes para descobrir por que Ruth a Moabita foi necessária para trazer a linha de David, da qual descenderia o Messias no mundo?

E foi quando surgiu a aurora, e apressaram os anjos a Lot, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher, e tuas filhas que se encontram aqui, para que não pereças pelo delito da cidade." (Gênesis 19:15) A palavra hebraica nimzoas ["que se encontram"] neste verso é uma referência para duas importantes descobertas: Ruth a Moabita e Na 'amá o Amonita. Está escrito que: eu encontreii meu servo David. Onde D'us o encontrou? Em Sodoma (Yalkut, Lech lecho, 70).

E estas são as gerações de Térach: Térach gerou a Abrão, a Nachór e a charan, e Charan gerou a Lot. E morreu Charan em vida de Térach, seu pai, na terra de seu nascimento, em Ur dos Caldeus. E tomaram Abrão e Nachór para eles, mulheres; o nome da mulher de Abrão (era) Sarai, e o nome da mulher de Nachór (era) Milcá, filha de Charan, pai de Iscá (Sara) (Gênesis 11:27-29)

Um exame mais íntimo desta passagem revela espantosas informações. Diz que Charan, irmão do Abrão, era o avô de todas as mulheres judias mais importantes da história. Os rabinos ensinam que Iscá era Sara, Rebeca era neta de Milcá, e todas as esposas de Jacob eram suas bisnetas. Lot era filho de Charan e então Ruth também era neta.

Será uma coincidência? Tentaremos descobrir o significado de tudo isso

No prelúdio ao Sinai, lemos:

E Moisés subiu a Deus, e chamou-o o Eterno desde o monte, dizendo: "Assim dirás à casa de Jacob, e anunciarás aos filhos de Israel" (Êxodo 19:3)

Rashi explica por que a redundância entre "Casa de Jacob," e "Filhos de Israel." A Casa de Jacob se refere às mulheres judias, pois as mulheres judias são a casa judaica, ela quem traz harmonia para a casa..

As idéias do Judaísmo surgem na casa judaica e são traduzidas na realidade pelas mulheres judias.

O homem judeu tem a obrigação de aprender a Torá, mas é a mulher judia quem traduz suas idéias nas realidades de vida do dia-a-dia. Abraão foi o gênio que trouxe o conhecimento de D'us ao mundo, mas foi seu irmão Charan que transportou as sementes de gênio exigidas para traduzir o conhecimento que Abraão descobriu na vida diária. Deste modo, as grandes mulheres judias eram descendentes de Charan.

O Reino judaico é uma reflexão do Reino do Céu. O Reino do Céu sustenta um grande poder. Este poder é para redimir, regenerar e assegurar que nenhuma parte do que é nobre e precioso em relação a humanidade seja perdido.

Deste modo, um ato do céu foi necessário quando Lot, Filho de Charan, deixou Abraão e se perdeu em Sodoma. Os poderes da santidade e grandeza que foram enterrados nele ficaram perdidos para sempre no serviço de D'us. Mas porque D'us é o Rei absoluto e controla a história mesmo sendo o homem livre para fazer o que quer, Ele tem a capacidade de assegurar a recuperação desta grandeza perdida. Este é o significado verdadeiro do Reino do Céu.

Para garantir que nada bom seja perdido para sempre e seja enfim recuperado exige uma vigilância eterna. A conversão de Ruth tornou possível a recuperação do poder perdido de Charan necessário para o nascimento do reino judaico, reflexo do Reino do Céu na Terra. Ela tinha a biná necessária para traduzí-la no dia-a-dia.

OS ERROS DE LOT CORRIGIDOS
Para enfatizar o aspecto de redenção envolvido no estabelecimento do Reino judaico, o casamento de Ruth com Boaz, que finalmente resultou no nascimento de David , foi um casamento "levirato". Este tipo de casamento é ordenado especificamente pela Torá como um meio de recuperar a alma que deixou o mundo sem conseguir produzir nada. Deste modo, o propósito inteiro do casamento de Ruth era assegurar que a alma de seu primeiro marido Machlon que morreu e o poder e a grandeza espiritual que estavam ocultos nele, não estivessem perdidos para o mundo ou para Israel.

A recuperação de todo este potencial perdido ocorreu durante a correção dos erros de Lot pela sua tataraneta Ruth.

Lot deixou Abraão acima das possessões mundanas. Afinal, era crente, sabia a verdade, aprendeu como servir a D'us sozinho e por isso pensou que não precisava de Abraão. Como para ele era melhor, materialmente, em Sodoma, e como não percebeu qualquer necessidade espiritual em permanecer com Abraão, ele partiu. Seu erro foi que para servir a D'us não é suficiente estar seguro da verdade absoluta. Você tem que estar conectado a Ele. A conexão com D'us acontece pela ligação com um Talmid Chacham. Portanto, deveria ter ficado com Abraão.

O Gaon de Vilna mostra como Ruth corrigiu este erro: através de um desejo firme de conexão com D'us.

Uma das leis de conversão que aprendemos da história de Ruth é a necessidade de desencorajar o convertido em potencial. Deste forma, Naomi conversou com sua nora Orpa para não se converter, e tentou dissuadir Ruth também. Num certo ponto, Naomi parou.

O Gaon pergunta: Como Naomi sabia exatamente quando parar? Ele explica: no ponto em que parou, diz, "Viu que ela estava determinada a segui-la e parou de lhe falar" (Ruth 1:18). Naomi era muito mais velha do que Ruth e por isso esta não deveria apresentar nenhuma dificuldade em acompanhar Naomi; mas Naomi viu que havia um certo esforço de Ruth em acompanhar seus passos. Ela percebeu que Ruth estava dividida e que uma parte dela estava relutante em seguir os passos da conversão.

Ruth era uma princesa Moabita de acordo com a tradição. Estava acostumada com as melhores coisas na vida. Era também uma mulher jovem e bonita e estava no vigor da vida. O passo que estava dando a levaria a uma vida de pobreza; sua sogra tinha perdido tudo que tinha devido a seus infortúnios e estava voltando para casa completamente destituída. Então, ao ir com Naomi, Ruth estava deixando uma vida com boas condições para se tornar uma humilde convertida com uma condição questionável. Não era nem claro se um judeu poderia se casar com ela. Uma grande parte dela dizia, "Porque ir a Israel? Você pode servir a D'us onde estiver. Afinal, todos estes anos vivendo numa casa judaica, já sabe todas as leis e pode cumprir todos os mandamentos de onde estiver.Não há necessidade todo este sacrifício."

Ruth estava dividida. Mas o que queria era a proximidade com D'us, queria se conectar a Ele. Ficando em Moav observando os mandamentos não lhe dariam isto; só a união com um Talmid Chacham daria. Decidiu ir com Naomi e juntar-se ao povo judeu de qualquer jeito, mas a tensão de seu conflito interno tornava difícil para ela continuar, isto é, quando Naomi parou de a desencorajar. Naomi entendeu Ruth e viu que ela procurava uma conexão com D'us. Absorveu a verdadeira mensagem do Judaísmo.

Do site www.aishbrasil.com.br




domingo, 21 de setembro de 2014

CRUCIFICADOS

CRUCIFICADOS

Quetzalcóatl  

•  Onde: México

•  Quando: 587 A.C.

Venerado por astecas, toltecas e maias, seu nome combina “quetzal” (uma ave nativa, com belas plumas) e “cóatl” (serpente). 

Também nasceu de uma mãe virgem para livrar os homens dos seus pecados. Foi baptizado na água, ungido com óleos e jejuou por 40 dias. Crucificado entre dois ladrões, renasceu e subiu aos céus.





•  Divindade: Esus

•  Onde: Bretanha

•  Quando: 834 A.C.

Nasceu da virgem Mayence, hoje representada como uma santa envolta em 12 estrelas e uma serpente aos pés.  ( 12 estrelas? Foi daí que se inspiraram para criar os 12 apóstolos de Jesus?)

Foi crucificado num carvalho, considerada “a árvore da vida”, entre um elefante (que simbolizaria a magnitude dos pecados da humanidade) e um cordeiro (alusão à pureza de quem se oferece para o sacrifício divino).

O poeta romano Lucano (39-65) não estabelece de que maneira Esus (essa é a grafia correta) teria morrido.





•  Divindade: Hórus

•  Onde: Egipto

•  Quando : 3000 a.c.


Hórus nasceu da virgem Isis, O nascimento de Hórus foi acompanhado por uma estrela a Leste, essa acompanhada por 3 reis. O nascimento de Jesus foi semelhante. Hórus foi considerado uma criança-prodígio aos 12 anos. Jesus também. Hórus teve 12 discípulos e viajou com eles praticando milagres Jesus também. 
Hórus andou sobre as águas. Jesus também. Hórus foi traído por Tifão. Jesus foi traído por Judas. Hórus foi condenado a morte e crucificado. Jesus também. 
Hórus ressuscitou ao 3 dias depois. Jesus também.




Mitra (persa romano) 1200 a.C 
Nasceu dia 25 de dezembro; nasceu de uma virgem; foi baptizado; teve 12 discípulos; praticou milagres; morreu crucificado; ressuscitou no 3º dia...



Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C. 
Nasceu dia 25 de dezembro; Nasceu de uma virgem; Foi crucificado, morreu e foi enterrado; Ressuscitou no 3º dia...





•  Divindade: Prometeu

•  Onde: Grécia

•  Quando: Não é possível estabelecer uma data para a sua morte

prometeus
Foi o Titã que libertou e “iluminou” a raça humana ao dar-lhe o fogo dos deuses. Por essa ousadia, foi condenado por Zeus a viver pregado numa rocha, com o fígado devorado por uma águia. Para os gregos, era nesse órgão que ficavam os sentimentos, e não no coração.






•  Divindade: Bali

•  Onde: Índia

•  Quando: 725 A.C.

Segundo o historiador Godfrey Higgins, a cidade de Mahabalipore, na Índia, traz registos dessa crucificação, que também teria servido para limpar os nossos pecados. 

“Bali” significa “Segundo Senhor” , ele integrava uma trindade que compunha um só Deus. Era cultuado como Deus e como filho Dele.







•  Divindade: Indra

•  Onde: Tibete

•  Quando: 725 A.C.

A sua mãe, virgem, era negra. Indra também. Acreditava-se que ele tinha poderes extraordinários, como prever o futuro, andar sobre as águas e levitar. ( Jesus também caminhara sobre as águas)

Indra era um deus guerreiro, que não pregava a paz, e defendia que a castidade era o único caminho para se tornar santo.







•  Divindade: Krishna

•  Onde: Índia

•  Quando: 900 A.C.

Tem muitos pontos em comum com Jesus. Segundo textos hindus, como o Bhagavata Purana e o Mahabaratha, o seu nascimento estava previsto num livro sagrado. 

Para evitar que a profecia se concretizasse, o governante da região mandou matar todos os recém-nascidos. A sua mãe era uma virgem de origem humilde, que recebeu a visita de pastores quando deu à luz. ( muito semelhante á história de Jesus! Mas Krishna surgiu muito antes de Jesus )

Krishna peregrinou por regiões rurais dando sermões, curando doentes e operando milagres, como a multiplicação de peixes. Recomendava aos discípulos que amassem os seus inimigos. 

Segundo alguns relatos, teria sido crucificado , assim como Jesus, entre dois ladrões e aos 33 anos. Ressuscitou no terceiro dia e subiu aos céus, mas avisou que ainda voltaria à Terra. Numa segunda versão dos factos, Krishna teria sido vítima de flecha, aos 125 anos.





•  Divindade: Sakia

•  Onde: Índia

•  Quando: 600 A.C.

Nasceu para expiar os pecados do mundo e a sua mãe era chamada pelos seus seguidores de Virgem Sagrada. Assim como Jesus, operou milagres e curou doentes. 

Foi tentado pelo diabo e deixou mandamentos como “não matarás”, “não roubarás”, “não pecarás”, “não cometerás adultério” e “não mentirás”. Ficou eternizado pelo símbolo da cruz. ( mais uma divindade com história idêntica à de Jesus, mas que surgiu muito antes! )





•  Divindade: Alceste

•  Onde: Grécia

•  Quando: 600 A.C.

É o único caso de que se tem relato sobre uma mulher sendo crucificada para livrar a humanidade dos próprios pecados. Ela também era parte de uma Santíssima Trindade. 

A morte da deusa gera controvérsia: algumas versões defendem que ela deu a vida para salvar o marido, Eurípedes. Como recompensa, teria ressuscitado ainda mais bela. Humana, Alceste teria sido levada pelo deus da morte, Tanatos



Existem outros deuses com características muito semelhantes a estes:

Adad de Asiría , Hércules da Grécia , Baal de Fenicia , Beddou do Japão , Deva Tat da Tailândia , Jao de Nepal , Salivahana de Bermudas , Thor da Mitologia Nórdica .


HEXAGRAMA

HEXAGRAMA

O Hexagrama é uma estrela de seis pontas, é utilizado desde a antiguidade em diversas ordens esotéricas, em talismãs , em cultos, é ainda o símbolo de Israel, a estrela de David .
 Bandeira de Israel.

Não há suporte bíblico para que Israel tenha adotado a estrela de 6 pontas como símbolo da religião Judaica , porque na verdade o símbolo religioso mais comumente adotado era o menorah ( candelabro de 7 braços). Aliás na Bíblia há uma repreensão divina ao uso idólatra de uma estrela pelo povo judeu:

"Apresentastes-me, vós, sacrifícios e ofertas de manjares no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Sim, levastes Sicute, vosso rei, Quium, vossa imagem,   e o vosso deus-estrela, que fizestes para vós mesmos. Por isso, vos desterrarei para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é Deus dos Exércitos."   Amós 5:25-27

Não nos acusem de anti-semitismo nem algo do género... Apenas estamos a analisar o significado oculto da geometria do Hexagrama.

A Bandeira de Israel tem o hexagrama, estrela de David. Na cabala judaica também é utilizado.


Os antigos semitas chamavam ao deus saturno "El", acredita-se por isso que a palavra Israel é formada por (IS + RA + EL ), Isis, Ra ( Deidades egípcias) e "El".

É também visível no chapéu (Mitra) do Papa .

Selo de Salomão, o rei Mago judeu , do qual há uma conhecidíssima obra "As clavículas de salomão" Grimórium de magia. .
selo de salomão

Algumas seitas como a dos Raelianos utilizam o hexagrama.
À esquerda o símbolo antigo, que tinha a suástica dentro do hexagrama. À direita o símbolo novo,
 continua com o Hexagrama

 
Algumas empresas e produtos usam um logotipo em forma de hexagrama, por exemplo o detergente Ariel :

Ariel é também uma colônia Judaica na Cisjordânia. É um dos nomes para Jerusalém segundo Isaías 29, 1-4. Ariel é ainda o espírito do vento (ar), e ainda um anjo cabalístico.

Visível no emblema de várias forças policiais no mundo , inclusive Portuguesas.

  
Um símbolo esotérico utilizado no logotipo de forças de segurança? Porque será?



Também no dinheiro está o símbolo, na nota de 1 dólar.
  

O HEXAGRAMA é formado por dois triângulos sobrepostos, o que dá origem a 6 triângulos internos, 6 pontas e 6 lados interiores do hexágono :


Portanto HEXAGRAMA É o símbolo do 666, e curiosamente em inglês HEX significa: feitiço, maldição. ( a palavra spell também pode ser aplicada para feitiço, maldição). Ou em Alemão : Hexen : prática de bruxaria.
hexen


O Baphomet não só forma uma figura de pentagrama como pode também formar um Hexagrama:
baphomet hexagrama

O Hexágono também pode ser o símbolo mágico de Saturno, aliás Saturno tem um vortéx em forma de hexágono :

 

Na Terra ainda são praticados cultos saturninos. Sábado em inglês é Saturday, "saturn day" dia de Saturno. Em 1928 foi fundada uma Ordem Saturnina «Brotherhood of Saturn» na Alemanha por Eugen Grosche . Fraternitas saturni.

Saturno em Caldeu era pronunciado com quatro letras = STUR , cuja numerologia de cada letra origina 666 =

S = 060 . T = 400 , U = 006 , R = 200 . ( 60 + 400 + 6 + 200 É 666 ).

 

Crop-circle em forma de Hexagrama:


Os sumérios também desenharam o hexagrama, naquela representação do sistema solar. O Hexagrama seria uma "estrela" enorme? Um sol Alcione, ou o planeta X .?

Como vêem o Hexagrama encerra muitos mistérios...

sábado, 20 de setembro de 2014

Identidade Judaica Quem é Judeu?

Identidade Judaica

Quem é Judeu?

Quem é Judeu?
 
Pergunta 1:
Quem é judeu?

Resposta:
Nos últimos 3300 anos, a definição universal aceita por todos os judeus, sem exceção, é a da Halachá (Lei Tradicional da Torá):
  • Qualquer pessoa nascida de mãe judia é um judeu.
  • Um não-judeu pode se converter para se tornar judeu, mas somente de acordo com as condições da halachá, incluindo circuncisão (para o homem), imersão num micvê casher e a aceitação de todos os mandamentos da Torá. Outra condição haláchica: a conversão deve ser supervisionada por um Bet Din (Tribunal Rabínico) composto por eruditos, que se sujeitam à autoridade Divina da Halachá e a seguem em suas vidas cotidianas.
2. Pode qualquer não-judeu se tornar judeu?
Resposta:
Sim! Desde que seja sincero com o seu compromisso e o Bet Din estiver convencido de sua sinceridade.
3. Esta é a única maneira de se tornar judeu?
Resposta:
Sim. Este padrão haláchico tem sido aceito através da história judaica por todos os judeus, sem exceção, observantes ou não da Torá, pelo seu bisavô tanto quanto pelo meu. O único padrão para a conversão sempre foi o tradicional haláchico. Um assunto tão sério e profundo como conversão ao judaísmo obviamente exige um critério sério e universalmente aceito, que lhe concede autenticidade.
4. A Halachá aceita conversões do movimento Reformista ou Conservador?
Resposta:
A Halachá só reconhece uma conversão quando realizada de acordo com todas as suas regras. Mas isto não é uma questão de Ortodoxo em contra partida a Conservador ou Reformista. O que conta aqui não é o rótulo que se tenta dar a um determinado grupo, mas o processo da própria conversão: se um rabino ortodoxo realiza uma conversão não totalmente de acordo com a Halachá, então essa conversão não será reconhecida pela Halachá. A Halachá é o critério exclusivo para determinar como e quando um não-judeu pode se tornar judeu.
5. Por que os judeus que aceitam a Halachá não são tolerantes com os outros padrões?
Resposta:
Os judeus sempre acreditaram que a Halachá, como parte da Torá, foi dada por D’us. Alguém que acredita nisto, obviamente não pode aceitar concessões numa questão tão fundamental. Ou o processo da conversão é realizado de acordo com a Halachá e é portanto sancionada por D’us, ou ela não concorda com a Halachá e permanece obra humana.
Conversão implica numa mudança espiritual, por isso, para um judeu que acredita na origem Divina da Halachá a conversão só pode ser feita de acordo com as condições da Lei de D’us. Qualquer outra forma ou “fórmula” é desprovida de sentido.
6. A insistência no padrão haláchico não divide nosso povo?
Resposta:
Pelo contrário, ela é a única maneira de unir nosso povo. Insistir no contrário é demagógico e deliberadamente enganoso. Para capacitar um não-judeu a se tornar um membro do povo judeu, somente um padrão de conversão tem sido aceito e ainda o é por todos os judeus sem exceção – o Haláchico. Mesmo aqueles que não se sentem obrigados pela Halachá ainda aceitam como judeus aqueles convertidos pelo padrão haláchico. Uma simples analogia: certa vez perguntaram a Golda Meir por que as Forças Armadas de Israel só serviam alimentos casher, se há muitos soldados que não observam a cashrut. “Se a comida é casher”, ela respondeu, “aqueles que não se importam com a cashrut não perdem nada ao comê-la. Mas se a comida não for casher, aqueles que guardam cashrut serão forçados a ir a outro lugar…” Obviamente, um soldado que não observa cashrut, de modo algum compromete seus princípios ao comer alimentos casher. No nosso caso também, judeus que não se sentem obrigados pela Halachá podem ainda, em nome da unidade judaica, viver com o padrão estabelecido pela Torá para a conversão.
7. Os judeus ortodoxos consideram os outros judeus plenamente judeus?
Resposta:
Absolutamente! Qualquer um nascido de mãe judia permanece por toda a vida um membro total e completo do povo judeu, independente dos seus atos ou práticas, opiniões ou afiliações. Independente das suas ações, opiniões ou graus de comprometimento, todo e qualquer judeu é nosso irmão ou irmã em todos os aspectos. Isso está declarado no Talmud e reiterado nos Códigos da Lei haláchica de Maimônides, o Shulchan Aruch, etc. De acordo com a Torá, todo judeu, sem exceção, tem valor intrínseco e é um componente essencial do povo judeu, sem o qual a nação inteira não pode realizar seu pleno potencial.
8. Por que há uma ênfase tão grande a não realização de casamentos mistos?
Resposta:
Permanecemos muito firmes nesta questão, pois o que mais tem afastado nosso povo de suas raizes é o casamento misto e a assimilação. Nossa batalha é conservar dentro de cada judeu a chama judaica viva. Cada judeu é valioso, independente de quem seja. Temos a obrigação de lutar com todas nossas forcças pela sua sobrevivência, não apenas material mas espiritual. O que tem nos mantido vivos até hoje é a não assimilação e a transmissão de nossos valores em todas as gerações. Todo e qualquer judeu vale esta batalha!

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