sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Os mistérios do Livro da Criação



Os mistérios do Livro da Criação



Coisas Judaicas                                               

“O sentido da revelação é concedido àqueles que têm a mente desarmada para o mistério” (Abraham Joshua Heschel)

Por Sheila Sacks

Talvez o mais antigo e misterioso de todos os textos do judaísmo místico, o Sêfer Ietsirá (O Livro da Criação), que trata das origens do mundo, tem sido estudado por teólogos, filósofos e historiadores ao longo de mais de dois mil anos. O rabino norte-americano Arieh Kaplan, falecido aos 48 anos, em 1983, foi um dos inúmeros eruditos que se debruçaram sobre esse pequeno texto (1.300 palavras, em sua versão curta) envolto em superstições e proibições, em razão das dificuldades que o mesmo apresenta para o seu entendimento. De forma generosa e até ousada, Kaplan, que antes de se dedicar aos estudos da teologia judaica trabalhou como físico para o governo dos Estados Unidos, se dispôs a realizar a difícil tarefa de tornar mais acessível aos leigos, através de suas pesquisas, análises e comentários, os ditos e as expressões contidos neste texto milenar.
Na apresentação da tradução brasileira, o maçom e estudioso da Cabalá (a dimensão mística do judaísmo), o paraense Erwin Von-Rommel Vianna Pamplona, alerta para a complexidade da obra. “Este não é um livro fácil”, escreve. “Necessita de pré-requisitos para ser aprendido.” O tradutor lista então certas condições indispensáveis ao leitor para o entendimento da obra: equilíbrio emocional, persistência, determinação, tranquilidade e merecimento, esse último item a ser atingido pela caridade e reza. Erwin também aconselha que a leitura do texto seja compartilhada por duas pessoas, porque “o praticante solitário pode, em dado momento, perder a noção do que é realidade e imaginação”.

À parte esses cuidados, Erwin Von-Rommel faz uma afirmação empolgante: assegura que para o neófito o livro se constituirá na porta de entrada para os mistérios do Universo. Dando como exemplo a sua própria experiência como estudioso da Cabalá (‘recebimento’, em hebraico), ele diz que comprovou, no campo material, o poder dos ensinamentos interpretados e analisados por Kaplan, que lançam maiores luzes no conteúdo desse texto obscuro com “fortes insinuações mágicas”.

Texto remonta ao patriarca Abraham

Os primeiros comentários conhecidos sobre o Sefer Ietsirá datam do século 10. À época, o rabino Saadia Gaon atribuiu a sua origem ao patriarca Abraham (Avraham), o primeiro hebreu da história. Nascido na Mesopotâmia no século 18 antes da Era Comum (atual Iraque), o patriarca viveu e morreu em Canaã (hoje Israel), sendo versado nos mistérios da astrologia e das letras hebraicas. Daquele início da trajetória do povo de Israel até os séculos seguintes, os ensinamentos teriam sido passados oralmente através das gerações. Entretanto, algumas fontes dizem que já havia comentários escritos sobre o Livro da Criação no período do Segundo Templo (516 a.E.C. a 70 E.C.). 

Um dos envolvidos nos mistérios do Sêfer Ietsirá seria Menhachem, o essênio, que profetizou que Herodes seria rei. Essa seita judaica monástica e ascética que vivia no deserto, em Qumran, a 32 quilômetros de Jerusalém (do século 2 a.E.C. até o século 1) e cujos rituais e práticas foram conhecidos com a descoberta dos rolos do Mar Morto, em 1947, mantinha um comportamento religioso ortodoxo e rigoroso no cumprimento das leis de Moisés. O historiador Flavio Josefo (século 1), em seu livro sobre as guerras judaicas contra os romanos, afirma que os essênios podiam predizer o futuro mediante diversas purificações e métodos dos profetas. Eles tinham desapego aos bens materiais e se empenhavam na busca da evolução espiritual. Menachem teria sido morto pelos soldados romanos no ano 4 a.E.C., segundo o historiador israelense Israel Knohl. Outra figura histórica que teria vivido na comunidade de Qumran seria Yochanan ha-Matbil - João, o Batista, que morreu em 25 da E.C. O teólogo alemão Otto Betz assinala que o pregador recebeu forte influência mística da seita, principalmente no tocante às orações e hinos.

Letras e números formam os caminhos

Mas, é no século 16 que surge a versão escrita do Sêfer Ietsirá mais aceita pelos cabalistas, devido ao refinamento do texto e por estar em concordância com o Sêfer ha-Zohar (O Livro do Esplendor) – a obra principal e mais sagrada da Cabalá. Finalizada pelo rabino Isaac Luria (1534-1572), em Jerusalém, o texto comporta 1.800 palavras. O interessante é que muitos estudiosos especulam que os ensinamentos originais seriam limitados a 240 palavras.

Segundo Kaplan, a obscuridade do texto impõe uma cuidadosa análise de cada palavra e sua correspondência na literatura bíblica (Torá/Pentateuco, Neviim/ Profetas e Ketuvim/Escritos) e talmúdica (de Talmud, do hebraico ‘aprendizado’, obra de compilação, comentários e interpretação das leis e tradições judaicas). Quando o Sêfer Ietsirá se inicia assinalando que “com 32 caminhos místicos de Sabedoria gravou Yah (o Eterno)”, esse número corresponde a soma das 22 letras do alfabeto hebraico com os 10 dígitos ou dez Sefirot – as fontes nas quais os números se originam.
Os cabalistas observam que esses 32 caminhos são aludidos na Torá (do hebraico ‘ensinamento’) no capítulo do Gênesis, quando 32 vezes aparece o nome de D’us no relato da Criação. Outro detalhe significativo: o número 32 é escrito em hebraico com as letras Lamed e Bet, que se lê Lev, a palavra hebraica para coração. Também a primeira letra do Gênesis é justamente Bet, da palabra Bereshit (No princípio), e a última letra do Torá é Lamed, de Israel, formando novamente a palavra coração. É importante ressaltar que a Torá é vista como o coração da Criação, sendo as letras entendidas tanto como responsáveis pelo começo do mundo – já que em cada ato da Criação está escrito “D’us disse“ – como também por sustentá-lo constantemente. Acerca da Torá, um dos muitos mestres do texto bíblico, o rabi Elazar ben Padat que chefiou a academia de Tiberíades, na Terra Santa, em 279 da E.C., defendia os poderes existentes no livro sagrado: “Os parágrafos da Torá não estão em ordem. Se estivessem na ordem correta, qualquer um que lesse seria capaz de ressuscitar os mortos e fazer milagres.” 

Segundo a tradição judaica os patriarcas através de suas visões proféticas transmitiam oralmente a Lei de D’us. Só mais tarde, Moshé (Moisés), o maior profeta e líder do povo hebreu, colocou parte dessa tradição por escrito na Torá. Mas o nível de interpretação mais secreto continuou sendo transmitido oralmente por Moshé para alguns iniciados, os nistarim (literalmente ‘os ocultos’).

Passado, presente e futuro juntos

Para Kaplan, se um indivíduo deseja obter uma experiência mística e aproximar-se da dimensão da Sabedoria (a Mente pura e indiferenciada), ele deve percorrer os 32 caminhos que os cabalistas antigos definem como “diferentes estados de consciência”. No livro “Universo Kabbalístico”, o inglês Z’ev bem Shimon Halevi, 79 anos, escritor e professor de Cabalá, ensina que as 10 Sefirot são ligadas por 22 caminhos-fluxo de letras que formam uma rede de subsistemas.
Essa busca pela Sabedoria é um anseio que persiste na alma humana indiferente ao progresso científico e tecnológico. O Talmud declara: “Quem é sábio? Aquele que percebe o futuro”. Kaplan explica que a Sabedoria é a força mental pura que transcende o tempo. “No nível da Sabedoria, o passado, o presente e o futuro ainda não foram separados. Portanto nesse nível, alguém pode ver o futuro exatamente como o passado e o presente.”
Ainda sobre a relação das Sefirot com o tempo, existe um dado interessante explicitado pelo cabalista Moisés ben Nachman, há 800 anos, no século 12. No livro “O Poder da Cabala”, o rabi Yehuda Berg, codiretor do “Kabbalah Centre” e autor de “Os 72 Nomes de D’us” (livro de exercícios de meditação), cita esse conceito de que existe um segredo cabalístico por trás da frase “Seis dias de Criação”, já que “um D’us todo-poderoso não necessitaria de qualquer quantidade de tempo para criar um Universo”. Os dias da Criação seriam as seis dimensões (sefirot) das 10 que precederam o nascimento de nosso Universo. Isso porque a Criação não tem nada a ver com o conceito de tempo conforme nós conhecemos. “Trata-se de um código para a união de seis dimensões do mundo superior em uma. As quatro que restam são as precursoras de nosso universo tridimensional (largura, comprimento e altura) e da quarta dimensão de espaço-tempo.” Assim, a realidade existiria em 10 dimensões, sendo que seis delas compactadas em uma.
Berg assinala que os nossos cinco sentidos nos impedem de ver ou experimentar a dimensão do tempo. ”São unicamente os limites de nossa consciência que nos impedem de perceber o ontem e o amanhã nesse exato momento.” Ele dá como exemplo um prédio de 30 pavimentos em que o observador esteja em um apartamento no 15º andar. Os andares abaixo, do 1 ao 14, representam o passado, o tempo que o trouxe até este momento. Os andares de 16 a 30 representam o futuro. Mas, o observador através dos seus cinco sentidos somente vê onde está, no 15º andar. Contudo, todos os andares existem - isto é, o passado, o presente e o futuro - como um todo unificado. E se ele for para fora do edifício e olhar de longe, poderá ver todos os 30 andares juntos.

Letras hebraicas como símbolos

Sobre a mística das letras hebraicas, o rabino Kaplan chama a atenção para os três aspectos que envolvem a interpretação das letras: 1 – a representação física, que é a maneira como elas são no texto; 2 - seu valor numérico (guematria), quando cada letra representa um número; 3 – a sonoridade da letra e o modo como é pronunciada. No primeiro aspecto, a forma física da letra no texto (sêfer) está vinculada ao espaço, visto que sua forma só pode ser definida no espaço, ou seja, no Universo. Sua utilização como número (sefar) implica em sequencia, que tem correspondência no tempo, ou Ano. Quanto ao som da letra, esse aspecto a remete à narração ou comunicação (sipur) e aplica-se à mente e à dimensão espiritual, ou  à Alma.

Um dos mais importantes eruditos judaicos, Iehuda Halevi, nascido em Toledo em 1075, afirma que as letras hebraicas não são meros sinais. Elas simbolizam com exatidão aquilo que designam. Em sua obra “Cuzari”, no capítulo sobre a santidade e a importância do idioma hebraico, ele assinala: “Não surpreende, portanto, que certas invocações ou amuletos feitos com estas letras sejam eficazes.”
Está escrito no Sêfer Ietsirá: “E criou Seu universo com três livros/com texto (Sêfer)/com número (Sefar)/e com comunicação (Sipur).”
Segundo Kaplan, essas três palavras (sêfer, sefar e sipur) definem a palavra sefirá (dimensão) e seu plural, sefirot. Na Cabalá, as 10 Sefirot são os conceitos básicos da existência, os canais pelos quais as emanações divinas fluem, e os meios através dos quais o homem se comunica com D’us. Todos os nomes das sefirot são derivados da Escritura: Kéter (Coroa), Chochmá (Sabedoria), Biná/Dáat  (Entendimento/Conhecimento), Chéssed (Amor), Guevurá (Força), Tiféret (Beleza), Nêtsach (Vitória), Hod (Esplendor), Iessód (Fundação) e Malchut (Realeza). Em sentido místico as sefirot se constituem em uma escada através da qual se pode ascender e se aproximar do Infinito.
De acordo com os comentaristas, o “princípio, a causa” é Kéter, e o “fim, o efeito” é Malchut, os pontos terminais das dimensões espirituais. Kéter também é identificado como “a Vontade”, a causa de todas as ações. Por estar mais perto de D’us, Kéter é chamada de “o Bem”. Já a sefirá Malchut, por ser a mais afastada e estar na direção oposta de D’us é dita como “o Mal”, com a ressalva de que o termo está associado aos estágios inferiores da Criação. A disposição completa das Sefirot é chamada de “A Árvore da Vida” e também está associada ao sonho de Yacoov (Jacob) – o terceiro e último patriarca hebreu, mais tarde chamado de Israel -  representado por uma longa escada apoiada na terra, cujo topo se estende céu adentro.

As bases para a meditação

Segundo Rambam – o médico e rabino Moisés Maimônedes (1135-1204), nascido em Córdoba e um dos mais reverenciados teólogos da história judaica – “todo o despertar de baixo motivo um despertar de cima”. Significa que quando se eleva mentalmente alguma coisa a sua essência espiritual, similarmente também se faz descer o sustento espiritual a esse objeto particular. Essa correspondência, para os cabalistas, pode gerar mudanças físicas no mundo. 

A respeito do mundo físico, a questão mais básica para muitos estudiosos se concentra na indagação: por que D’us criou um mundo físico? Qual o motivo da existência de um mundo físico, se D’us criou o universo pra dar o Bem a sua Criação e este Bem é puramente espiritual. Sabemos que o espaço físico só existe no mundo físico. No espiritual, não há o espaço na forma que conhecemos. Kaplan explica: “D’us criou o conceito de espaço. As coisas espirituais podem se ligar ao material do mesmo modo que a alma está ligada ao corpo. E o fato de o bem e o mal existirem no mesmo espaço físico também permite o bem superar ao mal neste mundo.”
Dessa forma, para influenciar alguma coisa no universo físico, deve-se fazer uso da forma física das letras hebraicas. Isso envolve técnicas de meditação que consistem em visualizar determinadas letras ou a combinação apropriada de letras, eliminando todos os outros pensamentos da mente. Por outro lado, para influenciar na dimensão espiritual, usa-se o som das letras ou de seus nomes.

Entretanto, o anseio de alcançar a Sabedoria (Chochmá), um estado puro de consciência não-verbal, esbarra na dificuldade de esvaziar a mente dos devaneios e reflexões que habitam normalmente os pensamentos das pessoas. As técnicas de meditação consistem em eliminar, por momentos – e através dos exercícios ir estendendo o tempo desses momentos – os pensamentos que habitam nossa mente, através da visualização ou repetição das letras hebraicas.

No Sefer Ietsirá está dito: “Ele as gravou (as 22 letras), esculpiu, permutou, pesou, transformou...”. Kaplan explica que cada letra representa um tipo diferente de informação e através das diversas manipulações das letras, D’us criou todas as coisas. Nota-se que as letras hebraicas têm três partes básicas: topo,centro e base. O topo e a base são feitas de linhas horizontais grossas, e o centro constituído de linhas verticais finas, como fossem lados de paredes a separar uma letra da outra. A meditação consiste em focalizar as letras hebraicas escolhidas, visualizando-as (gravando-as em sua mente), fazendo-as preencher toda a consciência, permutando-as ou manipulando-as através de seus valores numéricos e diferentes códigos. Escrever ou recitar as combinações das letras funcionaria como uma espécie de mantra para alcançar o estágio superior de consciência.

Essas técnicas, porém, funcionariam apenas como meios para limpar a mente de todo o pensamento. A experiência real das Sefirot só ocorre quando a pessoa se encontra em um estágio em que todos os processos pensantes estão silenciados e a mente se fecha a todo pensamento verbal e descritivo. Daí a recomendação do Sêfer Ietsirá: “Refreia tua boca de falar e teu coração de pensar.”

Os 231 portões da Criação

O Sêfer Ietsirá também faz uma conexão das 22 letras hebraicas com “231 Portões”. Segundo os cabalistas antigos, as letras que formam a palavra Yisrael (Israel) igualmente formam a palavra Yeshrla, que significa “existem 231”. É uma alusão de que a Criação teve lugar através de 231 portões. Outra constatação: o número 231 representa a quantidade de modos que duas letras diferentes do alfabeto hebraico podem ser conectar. Este também é o número de palavras de duas letras que podem ser formadas, sempre que a mesma letra não se repita e a ordem não seja considerada.

A meditação a respeito das conexões das 22 letras com os 231 portões é mostrada por Kaplan através da apresentação de vários quadros e tabelas em diferentes disposições das letras hebraicas e números formando sistemas de códigos, sequências e associações adotados por eruditos e cabalistas através dos séculos. Ele afirma que a utilização de Nomes Divinos também é efetiva na meditação, especialmente o Tetragrama, o nome mais elevado de D’us, que escrito com as letras hebraicas Yud, Hei, Vav e Hei unifica todas as Sefirot.  

Ainda sobre o Eterno, o Séfer Ietsirá declara: “Mestre único, D’us, Rei fiel”. Kaplan observa que ao descrever D’us, o livro não emprega a palavra Um (Echad, em hebraico), mas afirma que Ele é Único (Yachid), isto é, Ele é tão absolutamente único que não existe qualidade alguma que Lhe possa ser atribuída. “Embora não possamos dizer o que Deus é, pelo uso de atributos negativos nós podemos dizer o que Ele não é. Do mesmo modo, com atributos de ação, nós podemos falar o que D’us faz.” Em hebraico, a frase em questão se lê “El Melech Neeman” e as letras iniciais de cada uma das palavras formam o termo hebraico “Amen”, usado nas orações judaicas.

Enfim, o mistério do simbolismo está presente em todos os ensinamentos do Sêfer Ietsirá e Kaplan admite a complexidade em se entender suas expressões visto que todo o conceito do não-físico é de difícil compreensão para o ser humano. Um dos mais importantes teólogos judaicos do século 20, Abraham Joshua Heschel (1907-1972) dizia que a percepção da glória é uma ocorrência rara em nossas vidas. Isso porque, segundo ele, o homem falha em responder ao acontecimento do milagre. “Essa é a tragédia de toda a humanidade: ofuscar o milagre com a nossa indiferença. A vida é rotina, e a rotina é a resistência ao milagre” (do livro ‘Deus em Busca do Homem’). E de fato, recorrendo ao Zohar, a obra máxima da Cabalá (compilada e escrita pelo Rabi Shimon bar Yochai, no século 2), lá está dito: “Abram para mim uma abertura do tamanho do buraco de uma agulha, e Eu lhes abrirei os portões celestiais”.
Em 16.07.2012

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

 Os Anussim e a Halakhá 1

Os Anussim e a Halakhá
Por Sha’ul Bentsion

I - Introdução
Este artigo é motivado por uma pergunta que chegou até o autor deste material: O 
que a halakhá diz sobre os Anussim? 

A pergunta veio acompanhada de outras: É verdade que, por que seus pais se converteram, eles deixaram de ser judeus? O que devem fazer? Devem buscar conversão? Entre outras tantas.

Muito tem sido dito sobre este tema Anussim. Contudo, qualquer coisa que seja dita, precisa ser comprovada. Quem afirma qualquer coisa tem, no mínimo, a incumbência de provar.

O autor deste material se sente à vontade para se aprofundar na questão, visto que é de família Ashkenazi, não tem nem deseja ter qualquer ganho pessoal ou retorno financeiro com a questão (algo que, aliás, a halakhá proíbe), e, portanto, não tem qualquer motivação pessoal, que não seja estritamente a observância da halakhá e o desejo de ver todos os judeus fazerem teshuvá. 

O autor também não gosta de, nem se envolve com, questões políticas, e portanto apresentará aqui a halakhá independente de quem se agradará ou se desagradará da verdade.

Para que não haja nenhuma dúvida, será aqui apresentada a halakhá a respeito do tema, tal qual codificada por Rambam (Maimônides).

Deve-se ressaltar que o que será apresentado aqui não é a opinião pessoal de Rambam, mas sim aquilo que ele condificou das decisões do Bet Din haGadol 
(Sanhedrin), isto é, da Suprema Corte Mosaica, sobre o tema. Isso é halakhá. Qualquer outra coisa é opinião pessoal, por mais que sejam pessoas proeminentes, não tem qualquer valor jurídico sobre Israel como um todo ou perante a Torá.

II - Deixa-se de ser judeu?
Mas, antes de adentrar a halakhá, é fundamental responder uma questão, citando Haz”al (os sábios, de abençoada memória): Um judeu perde sua identidade?
A resposta se encontra no Talmud Bavli:

 “Israel pecou. R. Aba ben Zavda disse: ‘Apesar de terem pecado, ainda são Israel.’ 
R. Aba disse: Assim o povo diz: ‘Uma murta, apesar de estar entre juncos, continua sendo uma murta, e assim é chamada.” (b. Sanhedrin 44a)

 © 2014 Kol haTorah - http://www.kol-hatorah.org - Proibida Reprodução sem Autorização Prévia Os Anussim e a Halakhá 2

Para bom entendedor, meia palavra basta. Um judeu jamais perde sua identidade. 
Mesmo se faz algo digno de um karet hanefesh, isto é, de ter sua alma cortada, se faz teshuvá (retorno) de seus maus caminhos, e se volta para a Torá.
Isso vale até mesmo para convertidos. Se ele se converteu, e depois deixou a fé judaica, é considerado um judeu desviado, e não um ex-judeu.

Sobre isso, a halakhá diz:

“Mesmo se depois [de se converter, o prosélito] adora falsas divindades, ele é como um 
judeu apóstata. Ao consagrar [uma esposa], sua consagração é válida, e é um mandamento devolver a ele seu objeto perdido. Pois uma vez que ele se imergiu, se tornou um israelita.” (Mishnê Torá - Sefer Qedushá - Issurê Biá 13:17b) 
Se isso é verdade acerca até mesmo dos convertidos, quem dirá de quem nasce judeu. 

                                             III - A Halakhá dos Anussim

Para não deixar nenhuma dúvida, a halakhá menciona especificamente os Anussim e seus descendentes. Isto é, os judeus que foram forçados a deixar sua religião, 
e os seus descendentes que cresceram criados de outra maneira. 

Afinal, Israel não teve que lidar com isso apenas na Inquisição. Muito pelo contrário, há milênios que o povo judeu sofre com esse tipo de situação, e o Sanhedrin já deixou instruções sobre como proceder. Assim sendo, não cabe a ninguém contestar.

“Quanto aos filhos desses que se desviaram e os filhos de seus filhos que foram dispersos pelos pais, tendo nascido em heresias, e educados em suas visões [religiosas]: 
São como bebês tomados cativos e criadas nas leis dos gentios. Seu status é de um Anuss [forçado], que, caso ouça posteriormente que ele é judeu, encontre judeus e os observe praticarem suas leis, ainda assim é considerado um Anuss [forçado], uma vez que foi criado no caminho errôneo dos seus pais. Isso se refere aos que foram levados [ao erro] por seus pais, e aos que se perderam.

Portanto, deve-se fazer esforço para trazê-los de volta em teshuvá, e aproximar-se deles por meio de relações amistosas, para que eles retornem à fonte fortalecedora, isto é, à Torá. E que nenhum homem se apresse em condená-los.” 
(Mishnê Torá - Sefer Shofetim - Hilkhot Mamrim 3:3b)

A halakhá não poderia ser mais clara. Os Anussim, e seus descendentes, são judeus. Não importa se por vinte gerações seus pais praticaram idolatria ou mantiveram 
preceitos de outras religiões.

Vale ressaltar ainda que desobedecer a uma halakhá da Corte Mosaica, e desencaminhar judeus legítimos (o que inclui prosélitos) da Torá são pecados graves. 
Especialmente se alguém sabe o que está fazendo e tem consciência da halakhá.

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                                         Os Anussim e a Halakhá 3

A halakhá também deixa claro: “E que nenhum homem se apresse em condená-los." Lamentavelmente, nem todos têm dado ouvidos à halakhá. Nem por isso ela deixa de ser clara. 

Observe ainda que, se a pessoa fez teshuvá, não deve mais ser chamada de Anussim (forçado).

Quando muito, poderíamos dizer que se trata de um ex-Anuss (forçado). No entanto, apresentar alguém dizendo: “Esse é o Pedro, um ex-Anuss" faz tanto sentido quando dizer: “Esse é o André, um ex-idólatra”. O autor deste material considera que ainda é ofensivo.

Há apenas um rótulo que cabe aos que deixaram de ser forçados a outra religião, e adotaram sua judaicidade: judeus. E, se quiserem ser muito específicos: judeus sefaradim 
hispano-portugueses. Isso basta.

IV - Uma Nota Importante

É importante neste ponto esclarecer que a halakhá acima trata de pessoas que desejam regressar ao Judaísmo autêntico.

O autor deste material compreende que muitos Anussim se sintam tentados a frequentar comunidades híbridas de Judaísmo com Cristianismo, tal como grupos que se 
auto-denominam ‘Messiânicos’, entre outros.

O autor até se sensibiliza com a dificuldade psicológica e emocional de deixar para trás as crenças antigas, e entende que esses grupos acabem oferecendo uma falsa sensação de retorno, sem exigir um compromisso definitivo com a Torá e com o monoteísmo (o autor também passou por isso, conforme relatado no artigo “Minha História”)

Porém, é fundamental que os Anussim entendam que não deixam de ser Anussim (forçados), para se tornarem judeus que realizaram a plena teshuvá, se não deixarem 
para trás tais coisas, e regressarem à fé de seus antepassados.

Como o objetivo deste artigo não é ser um material anti-missionário (embora o autor tenha escrito alguns artigos nessa linha), limitar-se-á a apresentar a halakhá, que 
diz: “Os seguintes indivíduos não têm uma porção no mundo vindouro. Ao contrário, [suas almas] são cortadas e eles são julgados por sua grande iniquidade e pecados, para 
sempre: Os Minim… [hereges]

Cinco indivíduos são descritos como Minim [hereges]:

1) alguém que diz que não há Elohim nem governante do mundo;
2) alguém que aceita o conceito de um governante, mas mantém que existem dois ou mais.
3) alguém que aceita que existe um Mestre, mas mantém que Ele tem um corpo ou forma;
4) alguém que mantém que Ele não foi o Primeiro Ser ou Criador de toda a existência;

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Os Anussim e a Halakhá 4

5) alguém que serve a uma estrela, constelação ou outra entidade, de modo a serví-la como intermediário entre ele e o Eterno Senhor.

Cada um desses cinco indivíduos é um Min [herege]” (Mishneh Torah - Sefer haMadá` - 
Hilkhot Teshuvá 3:6-7)

Entenda, portanto, o leitor que não há como conciliar tais crenças com o Judaísmo. 
E isso é indiscutível e inegociável, pois a Torá diz:

"A ti te foi mostrado para que soubesses que ADONAY é Elohim; nenhum outro há senão Ele." (Devarim/Deuteronômio 4:35)

Sendo assim, é importante que o(a) Anuss(á) não tenha medo de investigar, fazer perguntas, e buscar a verdade, para que possa optar pela verdadeira fé de seus pais.

V - O Que Fazer?

Esclarecido isso, uma outra questão importante é: O que uma pessoa que é um 
Anuss (forçado) deve fazer?

A primeira coisa, é certificar-se de que tem ascendência por linhagem materna. 
Para o Judaísmo, assim como a filiação tribal é transmitida pelo pai, o status de cidadão de Israel, por deliberação do Sanhedrin, é transmitido pela mãe.
Isso pode ser visto em `Ezra (Esdras):

"Então Shekhanyah, filho de Yehi’el, um dos filhos de `Elam, tomou a palavra e disse a `Ezra: Nós temos transgredido contra o nosso Elohim, e casamos com mulheres estrangeiras dentre os povos da terra, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para 
Israel. Agora, pois, façamos aliança com o nosso Elohim de que despediremos todas as mulheres, e os que delas são nascidos,conforme ao conselho do meu senhor, e dos que 
tremem ao mandado do nosso Elohim; e faça-se conforme a Torá." (‘Ezra 10:2-3)

Sendo assim, é necessário que haja alguma coisa por parte de mãe. Se não houver, é caso de conversão, o que é assunto para outro artigo.

Havendo algo, é preciso buscar o que em hebraico se chama de Hazaqá, que vem do termo Hazaq, que significa força. 

Isso significa que é preciso buscar alguma coisa que comprove sua origem. Isto pode ser feito de várias maneiras, e não é o objetivo deste artigo esgotar todas elas. 
Apresentarei aqui duas formas, apenas para título de ilustração.

Uma das formas pode ser através do testemunho de dois familiares. Pois um dos fundamentos da Torá é sempre depender de duas testemunhas para estabelecer a veracidade de um fato:

“Pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato." (Devarim/Deuteronômio 19:15)

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                                              Os Anussim e a Halakhá 5

A halakhá traz essa questão com clareza quando fala sobre a linhagem de um kohen:

“O que significa um kohen cuja linhagem é estabelecida. Qualquer pessoa acerca de quem duas testemunhas testificam que ele é um kohen, filho de tal e tal, o kohen, e descendente de tal e tal, o kohen, estendendo até uma pessoa cuja linhagem não precise 
ser checada, isto é, um kohen que serviu no altar.” 
(Mishnê Torá - Sefer Qedushá - Issurê Biá 20:2)

Se duas testemunhas poderiam se apresentar e testificar sobre a linhagem de um homem, ao ponto dele ser aceito para servir no altar, quem dirá para ser aceito como um israelita comum.

Outra forma de se estabelecer o fato é através de alguma documentação ou testemunho genealógico que ligue a pessoa a famílias de Anussim, que se sabe que são 
de origem judaica. 

Se isso for feito, também é válido, pois a halakhá diz:
“Agimos sob a premissa de que todas as família são de linhagem aceitável e que é permitido se casar com seus descendentes como opção inicial e preferida.” 
(ibid - 19:17)

Existem outras formas, que podem ser analisadas caso a caso. O autor deste material reconhece que, dependendo do caso, isso pode ser complexo. Mas, entende 
que, com um pouco de esforço, tudo é possível, se a pessoa não desiste ao esbarrar na primeira dificuldade.

VI - O Exemplo dos Ashkenazim

Vale ressaltar ainda que essa dificuldade não é exclusiva dos descendentes da Inquisição.

Muitos Ashkenazim também têm dificuldades, pois muitas famílias vieram fugindo do holocausto sem documentos. Às vezes, apenas com a roupa do corpo. Já testemunhei inúmeros casos desse tipo.

O que fazem nessas circunstâncias? A mesmíssima coisa que os Anussim! 
Procuram registros dentre os mortos em campos de concentração, túmulos na Europa. ou traçam linhagem por meio de sobrenomes, ou até mesmo pelas cidades de origem. É claro que, por ser fato mais recente, é um pouco mais fácil obter tais 
informações, porém o processo é idêntico.

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VII - Palavra x Comprovação

Mas, o que fazer quando se tem a informação, mas se tem dificuldade de ajuntar provas?
Imagine o caso de uma pessoa que sabe que é judia, pois foi informada pelos avós maternos, porém não tem sobreviventes na família, desse lado. O que acontece nesse caso?

Pela halakhá, sua palavra basta, e deve ser aceita para fins de frequentar uma comunidade. A única restrição sendo se a pessoa, ou seus descendentes, optar(em) por se casar naquele meio:

“Quando uma pessoa chega e diz que ele era um estrangeiro, mas se converteu por um Bet Din, sua palavra é aceita. A boca que o proibiu foi a mesma que o permitiu. 
Quando isso se aplica? Na terra de Israel na era do Talmud, pois todas as pessoas podiam ser presumidas como sendo judias. Na Diáspora, contudo, ele deve trazer prova 
de conversão para posteriormente poder casar com uma israelita. Digo que essa é uma rigorosidade adicional adotada para proteger a pureza de nossa linhagem.” (ibid 13:10)
Se o único desejo da pessoa é frequentar um local, e ela já passou da idade de ter filhos, por exemplo, a informação basta. Não há necessidade de buscar comprovação, se não há casamento ou linhagem posterior.

Pela halakhá, não se deve exigir pedigree de qualquer pessoa à porta de uma sinagoga, visto que não se trata um judeu feito cachorro. No entanto, os Anussim devem também compreender que contribuem para tal situação quando procuram uma comunidade que não está bem preparada para lidar com a questão (geralmente comunidades Ashkenazim), e ele próprio se apresenta hesitante 
sobre sua judaicidade. É evidente que, se isso acontecer, ele passará por constrangimentos.

Por essa razão, é preciso buscar a certeza de sua própria judaicidade primeiro, para depois cobrar tal posição dos demais. O autor deste material, mesmo sendo de família Ashkenazi, cresceu afastado da comunidade judaica (vide “Minha História" no site 
do artigo). Mesmo assim, nunca precisou apresentar qualquer documentação para demonstrar ser judeu. Isso só ocorreu quando resolveu se preparar para se casar. 

VIII - Certificado de Retorno?

Uma coisa chama a atenção pela ausência. Em toda a halakhá sobre conversão e teshuvá, não existe uma vírgula sequer legitimando a prática de dar "certificado de retorno“ para Anussim. Tal coisa simplesmente não existe. Um judeu que retorna à Torá 
jamais precisa de documentação para tal coisa.

Mas, sempre que há uma situação complexa, surgem os aproveitadores. É portanto fundamental que se esclareça que tal documento tem validade legal nula perante 
a Torá, pois não é uma prática judaica de fato. 

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Os Anussim e a Halakhá 7

Uma pessoa que obtenha qualquer documento dessa natureza, na melhor das 
hipóteses, foi enganada e na realidade fez uma conversão com outro nome. Nesse caso, 
há de se questionar até mesmo se a conversão foi segundo a halakhá.
Na pior, perdeu tempo e dinheiro com um documento sem qualquer utilidade legal dentro do Judaísmo.

IX - A Postura de Quem Conhece
No geral, quem realmente conhece a halakhá e pesquisa a fundo a questão dos Anussim tem conhecimento e entendimento dos fatos, como, por exemplo, o rabino ashkenazi Aaron Soloveichik, que escreve:

 “Tomo a liberdade de escrever sobre o povo nas Américas que alega ser descendentes dos marranos [sic] na Espanha e em Portugal.
 Eles devem ser tratados como judeus plenos de todas as maneiras (contados para minyan, dados ‘aliyot, etc.)

 Somente quando um desses Anussim’deseja se casar com um judeu, ele ou ela deve passar por conversão plena." (Carta de 1o. de Nissan de 5754)
Vale ressaltar que Rav Soloveichik se refere aos casos em que há apenas alegação, sem uma comprovação.

Infelizmente, não é raro que pessoas preconceituosas respondam sem conhecer a halakhá. Ou que se achem no direito de mudar uma determinação do Sanhedrin.
Ninguém pode ir contra uma deliberação da Corte Mosaica (Sanhedrin), salvo em casos gravíssimos, se essa for contra a Torá. O que obviamente não é o caso aqui.
Não importa se quem está indo contra a halakhá é o fulano da esquina, ou é o grão-rabino da Lituânia. Sobre isso, vale ressaltar ainda as palavras de Rav Avraham Ben 
haRambam, filho de Maimônides:

“Não há que se crer em algo só por quem o disse" (Tratado sobre os Ditos dos Sábios)

X - Adendo: Mãos à Obra!

Isto posto, é importante também compreender que os Anussim devem se preocupar menos com serem aceitos, e mais com se fazerem aceitos.
Ou seja, devem parar de ficar batendo de sinagoga em sinagoga, e organizarem seus próprios grupos de estudo, suas próprias sinagogas, etc. Todas as comunidades judaicas sempre fizeram assim, historicamente.

Não é razoável achar que virá da comunidade Ashkenazi alguma espécie de "messias" que irá conduzir todos de volta a estruturas prontas. Além de ser irreal e fantasioso, também não é incumbência das comunidades Ashkenazim. 

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Os Anussim e a Halakhá 8

Até mesmo os judeus etíopes em Israel, ao fazerem `aliyá, montaram suas próprias comunidades, estabeleceram sua própria liderança, e não esperaram que outros o fizessem. 

Os próprios Ashkenazim quando vieram ao Brasil não procuraram comunidades sefaradim para aceitarem-nos, mas sim montaram suas próprias estruturas. 
Infelizmente, o brasileiro faz jus à fama de acomodado, e poucos estão dispostos a construir. A maioria quer apenas usufruir de estruturas prontas, e como pretexto para a 
inatividade, dizem nada saber. Ora, a halakhá não diz que uma comunidade deve ser exímia conhecedora do Judaísmo para se estabelecer! Isso se adquire com tempo e prática.

Sobre essa questão, o Hakham Mordekhai Lewi de Lopes, rabino que tem vasta experiência com o tema, diz:

 “…os anussim e os ex-anussim, isto é, aqueles que já regressaram abertamente às práticas do Judaísmo, com erros ou não, devem construir o seu próprio leque de opções, 
sem pedir permissão a outros grupos de judeus… isto é, formarem comunidades, 
fomentarem o crescimento socio-educacional-econômico entre os membros, erguerem esnogas, bethê medrách, etc., sem pedir licença a rabinos no Brasil ou Israel, que 
tampouco tem jurisdição alguma sobre os demais judeus do mundo. Na realidade, o rabinato de Israel só tem poder em Israel porque é imposto pelo Estado sobre a 
população, que simplesmente, queda sem saídas. E quem conhece, sabe que o tal rabinato é fonte de inumeráveis discórdias.

 Devem formar suas próprias instituições, escolherem seus mestres, formar novos mestres, seus tribunais (bathê din). Respeito se adquire, não pode ser comprado.
 Quem quiser ser membro de um clube, que filie-se aos clubes de futebol pelo pais. 
Querem uma sede social? Construam-na! Querem honrar vosso pais, tornem-se independentes e deixem de mendigar, e façam por onde terem respeito próprio. Rezar 
apenas não dá em nada, pois as tefilôth não são amuletos ou formulações mágicas. 
Judaísmo exige atitudes e estas atitudes, ou a falta delas, mostram quem é e quem não é israelita.”

Sábias palavras, que se resumem no seguinte: Mãos à obra, pessoal! 
Deve-se perder menos tempo preocupado com a aceitação do grupo X, Y ou Z 
(especialmente grupos racistas e hereges) e se preocupar com viver Judaísmo, e montar comunidades. Nem que comecem em suas próprias casas, com pessoas de sua vizinhança. Afinal, toda grande construção começa com um pequeno tijolo. 
Mas, se ninguém fizer nada porque supostamente seja difícil, árduo ou por falta de conhecimento, não haverá evolução. O desejo de servir ao Eterno e praticar a Torá 
devem sempre prevalecer!

Só assim os Anussim de hoje se transformarão nos 'judeus teshuvandos’ de amanhã, que o autor deste material acredita que terão um enorme papel na Gueulá 
(Redenção).

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XI - Conclusão

Sobre o tema, portanto, pode-se concluir que:
• Judeus não perdem sua identidade. Se estiverem vivendo em apostasia, devem fazer teshuvá, mas não precisam de nova conversão.

• Descendentes de judeus que se afastaram do Judaísmo, seja pela razão que for, continuam sendo judeus, desde que nascidos de ventre judeu.

• Os Anussim são judeus. 

• Deve haver esforço para aproximar os Anussim da Torá, e quem se posiciona contra 
eles desobedece uma halakhá do Sanhedrin, além de ser culpado pelo pecado gravíssimo de afastar judeus legítimos.

• Como existe deliberação da Corte Mosaica (halakhá), a opinião da pessoa X ou Y 
sobre o tema é irrelevante, pois somente a Corte Mosaica pode estabelecer jurisprudência para todo o povo judeu. 

• Os Anussim devem buscar confirmação (hazaqá) de que são nascidos de ventre judeu.
• A confirmação pode vir de várias maneiras. Inclusive, pelo testemunho de familiares, 
ou pelo fato da pessoa pertencer a famílias que se sabe, com certeza, serem de Anussim.

• A pessoa só precisa apresentar provas perante uma comunidade se pretende se casar.

• Não existe ‘Certificado de Retorno’. Tal documento ou é conversão disfarçada, ou não tem qualquer validade legal dentro do Judaísmo.
Tais informações vêm direto da halakhá, e portanto não cabe contestação. 
Somente uma outra Corte Mosaica (Sanhedrin), maior em conhecimento e importância que a anterior, poderia rever tal deliberação. 
Não é o autor quem traz tais informações, e sim Rambam (Maimônides) que, reconhecidamente, fez a única complicação completa da halakhá da Corte Mosaica de que se tem notícia até os dias atuais.
Os Anussim não devem, contudo, esperar que comunidades de judeus do Leste Europeu (Ashkenazim) venham ao seu socorro, ou estejam preparadas para lidar com a situação.
Devem montar suas próprias comunidades, mesmo que comecem pequeno e cresçam aos poucos. 

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

QUEM É YESHUA NAZARETH?







POR QUE YESHUA NAZARETH NÃO É O FILHO DE ADONAI-ELOHIM? POR QUE YESHUA NAZARETH NÃO É O MASHIACH? 
QUEM É YESHUA NAZARETH?

De fato, é muito fácil mostrar que quaisquer seguimentos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos não representam o caminho de volta ou o retorno ao modo de viver judaico. Por exemplo, a referência evangélica EVANGELHO DE MATEUS 1,1-17 não registra nenhuma referência tanaítica profética, mas apresenta a descrição da genealogia de YESHUA NAZARETH por parte de YOSEF BEN YAAKOV. Em particular, a referência evangélica EVANGELHO DE MATEUS 1,16 apresenta, de fato, YOSEF BEN YAAKOV como o ESPOSO (MARIDO CARNAL) de MYRIAN NAZARETH, a qual é a mãe de YESHUA NAZARETH. Entretanto, é necessário saber que a palavra aramaica transliterada por GABBRAH é traduzida para a língua portuguesa precisamente como HOMEM, mas não como ESPOSO (MARIDO CARNAL) e nem tão pouco traduzido simplesmente como PAI (BIOLÓGICO CARNAL), conforme ensinam os missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos ao tentarem evangelizar judeus. E, do mesmo modo, é necessário saber que a herança judaica messiânica e, sobretudo as profecias tanaíticas messiânicas foram concedidas apenas, exclusivamente, somente e unicamente aos judeus através de ADONAI-ELOHIM. Do mesmo modo, apenas, exclusivamente, somente e unicamente os eruditos e os sábios judeus são as pessoas mais destacadas, indicadas e qualificadas para descrever, identificar e reconhecer verdadeiramente o MASHIACH. E, por fim, também é necessário saber que as fontes literárias tanaíticas descrevem e relatam, em várias situações, a genealogia familiar de um homem judeu transmitida apenas, exclusivamente, somente e unicamente a partir do pai biológico judeu, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 1,1-54 e SEPHER NAVI YIRMIYAHU 33,1-26. Correto?

Mas, entretanto, deve-se saber também que o primeiro critério profético tanaítico estabelece e exige necessariamente e obrigatoriamente que o MASHIACH deve ser um homem judeu, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 24,1-25 e SEPHER DEVARIM 17,1-20. Mas, por outro lado, o segundo critério profético tanaítico estabelece exige necessariamente e obrigatoriamente que o MASHIACH deve ser um homem descendente biológico judeu da TRIBO DE YEHUDAH, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 49,1-33. E, além disto, o MASHIACH deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológico judeu patrilinear direto de DAVID MELECH BEN YISHAI, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER NAVI SHEMUEL BET 7,1-29; SEPHER NAVI YIRMIYAHU 23,1-40; SEPHER NAVI YIRMIYAHU 33,1-26; SEPHER NAVI YEHEZKEL 17,1-24; SEPHER NAVI YEHEZKEL 34,1-31; SEPHER NAVI MIKHAYAHU 5,1-14; SEPHER TEHILIM 89,1-53; e SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 17,1-27. E, por fim, o ansiado e esperado MASHIACH também deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológico judeu patrilinear direto de SHLOMO MELECH BEN DAVID, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 22,1-19 e SEPHER DIVREI HAYAMIN BET 7,1-22. Correto?

Mas, entretanto, a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 3,23-38 relata que YOSEF BEN YAAKOV é descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI através de NATHAN BEN DAVID (o qual é irmão biológico judeu de SHLOMO MELECH BEN DAVID), mas não descendente biológico judeu do próprio SHLOMO MELECH BEN DAVID (como de fato deveria ser), conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 3,1-24 e SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 14,1-17. E também a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 3,23-38 relata que YOSEF BEN ELI (talvez outro nome para o ESPOSO de MYRIAN NAZARETH) é descendente biológico judeu de NATHAN BEN DAVID, o qual é filho biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI e também irmão biológico judeu de SHLOMO MELECH BEN DAVID. Mas, no entanto, não há provas textuais evangélicas de que MIRYAM NAZARETH é descendente biológica judia de DAVID MELECH BEN YISHAI. E, de acordo com isto, deve ser muito bem lembrado que, há muito tempo atrás, filósofos e teólogos cristãos têm ensinado (sem exibir provas textuais) que YESHUA NAZARETH possuía um pai adotivo, o qual transferiu, por adoção, a sua genealogia judaica paterna para YESHUA NAZARETH. Mas, entretanto, o que revelam sobre isto as referências tanaíticas proféticas???

As escrituras sagradas tanaíticas exigem que a adoção familiar judaica ocorra exclusivamente através do pai biológico judeu e não através da mãe biológica judia, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 1,1-54; SEPHER NAVI EZRA 2,1-70; e SEPHER DRIVEI HAYAMIN ALEF 1-29. Nestas referências tanaíticas não constam registros de um homem judeu que transferiu por adoção a sua genealogia judaica paterna para outra pessoa judia. Além disto, um sacerdote judeu que adotou um judeu oriundo de outra tribo judia não fazer dele um sacerdote judeu através da adoção familiar. Mas, segundo a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 1,5-7,34-38, MIRYAM NAZARETH é apresentada como parenta biológica judia de ISABEL [uma das filhas biológicas judias do sacerdote, AHARON BEN AMRAM (o irmão biológico judeu mais velho de MOSHEH BEN AMRAM)]. Assim, MIRYAM NAZARETH deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológica judia de LEVI BEN YAAKOV. E, desta forma, conclui-se que se YESHUA NAZARETH é filho biológico judeu de MIRYAM NAZARETH, mas sem a necessária e a obrigatória participação de um pai biológico judeu, então ele é necessariamente descendente biológico judeu de LEVI BEN YAAKOV, mas não descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI (como ensinam filósofos e teólogos cristãos) [1–5].

Mas, entretanto, as referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 1,18-25 e EVANGELHO DE LUCAS 1,26-38, conduzem ao leitor atento a conclusão óbvia de que YESHUA NAZARETH não possui um pai biológico judeu porque um anjo surge repentinamente e anuncia a MYRIAN NAZARETH que ela engravidará pela ação do ESPÍRITO SANTO. Desta forma, como resolver o grave problema da filiação biológica judia paterna de YESHUA NAZARETH para que, de fato, seja totalmente satisfeito o segundo critério profético tanaítico??? E, de fato, foi exatamente neste ponto aqui que os autores das referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 1,18-25 e EVANGELHO DE LUCAS 1,26-38, construíram a maior fraude cristã testamentária para resolver o grave problema da filiação biológica judia paterna de YESHUA NAZARETH, a qual foi a ridícula invenção do nascimento mítico de YESHUA NAZARETH. De acordo com esta discussão, perguntam os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita [1–5]:

Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH não será descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI, mas que a mãe do MASHIACH engravidará por intermédio da incrível intervenção sacra do ESPÍRITO SANTO??? Entretanto, se YESHUA NAZARETH foi gerado pela incrível ação miraculosa do ESPÍRITO SANTO, então quais foram, de fato, os reais motivos para se registrar a genealogia judaica paterna de YESHUA NAZARETH através de YOSEF BEN YAAKOV??? Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH não será filho biológico de um homem judeu, mas que o seu nascimento será miraculoso??? Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH será um homem dotado de superpoderes??? E quais referências proféticas tanaíticas revelam que o MASHIACH será objeto de adoração e idolatria como ainda ocorre no meio religioso cristão??? Na realidade, YESHUA NAZARETH não cumpriu as exigências de nenhum critério profético tanaítico [1,2].

De fato, as escrituras sagradas tanaíticas estão repletas de revelações proféticas judaicas messiânicas, mas nenhuma referência tanaítica profética se refere diretamente ou indiretamente a YESHUA NAZARETH. Por exemplo, a referência tanaítica SEPHER DEVARIM 30,1 registra uma revelação profética na qual MOSHEH BEN AMRAM prediz que, em um futuro ainda muito longínquo, após o grande período da dispersão judaica, então surgirá a época na qual todos os judeus se arrependerão e retornarão para ERETZ YISRAEL, e eles observarão para definitivamente e para sempre todos os mandamentos, os preceitos e as prescrições registradas na TORAH. Outro exemplo está registrado na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 49,1-33, quando YAACOV BEN YITSHAK refere-se ao MASHIACH pelo nome SHILO. Até o hipócrita, maldoso e malicioso profeta BILAM BEN BEOR revela que nos dias do grande retorno judaico todos os judeus do mundo serão liderados pelo MASHIACH, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER BAMIDBAR 24,1-25. E também os profetas hebreus se referem ao grande advento da ERA MESSIÂNICA como uma era de paz, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER NAVI YESHAYAHU 11,1-6. E, por fim, as fontes literárias tanaíticas revelam claramente que a única vinda do MASHIACH é caracteristicamente judaica. Entretanto, YESHUA NAZARETH não é o MASHIACH!!!

A característica fundamental do modo de viver judaico consiste em saber que existe somente um ÚNICO SER SAGRADO, ADONAI-ELOHIM, que é um SER PLENO DE PROPÓSITOS E CRIADOR de um mundo no qual todos os seres humanos carregam a sua razão de existir. O sábio judeu rishonita sephardi, RABBI MOSHEH BEN MAIMON, O RAMBAN (1138 – 1204), ensina, no início da sua obra literária judaica, MISHNEH TORAH, que o principal fundamento e o pilar de todo o conhecimento religioso judaico reside em saber que o CRIADOR existe; que ELE é ÚNICO; e que ELE concede vida a todos os seres vivos [6]. E, de fato, o primeiro dos TREZE PRINCÍPIOS DA FÉ JUDAICA, elaborados por ele no século XII e contidos na sua obra literária judaica, PEIRUSH HA-MISHNAYOT, enuncia que apenas ADONAI-ELOHIM é O CRIADOR E O SENHOR DO MUNDO [7]. Os NEVIIM YISRAEL e os SÁBIOS DO TALMUD referem-se a ADONAI-ELOHIM quem transmitiu a AVRAHAM BEN TERAH [AVRAHAM FILHO DE TERAH (AVRAHAM AVINU – AVRAHAM, NOSSO PAI)], YITSHAK BEN AVRAHAM (YITSHAK FILHO DE AVRAHAM) e YAACOV BEN YITSHAK (YAACOV FILHO DE YITSHAK), e QUEM se autodenomina ADONAI-ELOHIM. Mas, entretanto, o que os FILHOS DE YISRAEL sabem sobre ADONAI-ELOHIM, a QUEM os libertou da escravidão no EGITO e, em seguida, REVELOU-SE a eles no DESERTO DO SINAI? E o NAVI YIRMIYAHU BEN HIZKIYAHU declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente ADONAI-ELOHIM é o REI ETERNO; o REI SALVADOR; o REI ÚNICO; e o REI VERDADEIRO, segundo está escrito [7]:

Mas só o Eterno é o Deus verdadeiro! É o Deus vivo e o Rei eterno! Ante Sua ira estremece a terra e Sua indignação não pode ser suportada pelas nações.

Sepher Navi Yirmiyahu 10,10

Desta forma, o NAVI YIRMIYAHU BEN HIZKIYAHU declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente ADONAI-ELOHIM é ETERNO e VIVO, isto é, um ser existente, presente e real, mas não como um ser vivo biológico ou ser físico material. E, portanto, ADONAI-ELOHIM não pode ser considerado como um conceito filosófico. E, além disto, como ADONAI-ELOHIM é VERDADEIRO e VIVO, segundo os NEVIIM YISRAEL e os SÁBIOS DO TALMUD, também a SUA EXISTÊNCIA é INCONDICIONAL e REAL. Mas esta existência não é fisicamente real e nem é conhecida ou sustentada teologicamente por encarnação de um ou mais indivíduos, fé, imaginação e nem por intermédio de votação pública. Mas, entretanto, apesar de ser REAL, VERDADEIRO e VIVO, ADONAI-ELOHIM parece ser inacessível, inatingível e misterioso, conforme registrado no TANAKH. A TORAH registra que nem mesmo MOSHEH BEN AMRAM, percebeu fisicamente a GLÓRIA DIVINA, segundo está escrito [7]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

Entretanto, na referência tanaítica SEPHER SHEMOT 33,18-23, ADONAI-ELOHIM que nenhum ser humano poderá VÊ-LO e CONTINUAR A VIVER. Diante disto, não há como aceitar o ensinamento de YESHUA NAZARETH, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 10,30.

Outro exemplo das obras idolátricas realizadas por YESHUA NAZARETH está registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 11,1-44, a qual relata que YESHUA NAZARETH ressuscitou a LÁZARO, irmão de MARIA e MARTA, mas, entretanto, nenhuma autoridade religiosa cristã conseguiu até hoje realizar a ressurreição física de alguém e, do mesmo modo, ninguém conseguiu realizar curas físicas em seres humanos sem o auxílio de medicamentos. De fato, até hoje ninguém realizou obras iguais ou obras maiores do que aquelas obras supostamente realizadas por YESHUA NAZARETH, conforme registradas nas fontes literárias evangélicas. E, deste modo, não há, de forma alguma, a necessidade de se acreditar em YESHUA NAZARETH. Desta forma, YESHUA NAZARETH induz os seus discípulos a confusão, ao erro, e a idolatria, ou então é fraudulenta a referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 11,1-44. E, além disto, YESHUA NAZARETH é apresentado nas fontes literárias evangélicas como um judeu que freqüenta sinagogas, discute com rabinos fariseus (cujos nomes de nenhum deles são citados) e realiza curas físicas e espirituais, e milagres em pessoas (cujas fontes bibliográficas nada se conhecem). Porém, é apenas nas mitologias é que divindades nascem de virgens, encarnam, morrem e ressuscitam. Ao contrário disto, ADONAI-ELOHIM revela que não há outra divindade além DELE, segundo está escrito:

A ti foi mostrado para que soubesses que o Eterno – Ele é o Deus, e não há outro fora Dele.

Sepher Devarim 4,35

Confirmando mais uma vez a SUA UNICIDADE, ADONAI-ELOHIM revela ao NAVI YESHAYAHU BEN AMOS que não existe e nem jamais existirá outra divindade além DELE, segundo está escrito [6,7]:

Assim disse o Eterno, o Rei de Israel e seu redentor, o Eterno dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e não existe Deus além de mim! Quem como eu poderia proclamar – que o faça, se puder – tudo que foi feito desde que este povo antigo escolhi, e tudo que ainda haverá de acontecer? Não vos assusteis nem temais; não vos anunciei e vos fiz conhecer desde aquele tempo? Vós sois as Minhas testemunhas! Porventura há outro Deus além de Mim? Não! Não há outra rocha. Nenhuma outra conheço, nem conhecereis.

Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8

E o NAVI YESHAYAHU BEN AMOS declara, reforça e repete claramente o ensinamento judaico sobre a SALVAÇÃO DIVINA e a UNICIDADE DIVINA devida a ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito:

Em verdade, Tu és um Deus que se oculta, ó Deus de Israel, o salvador.

Sepher Navi Yeshayahu 45,15

Portanto, diante das referências tanaíticas SEPHER NAVI YESHAYAHU 44,6-8 e SEPHER NAVI YESHAYAHU 45,15, os ensinamentos sobre a divindade e a messianidade de YESHUA NAZARETH estão em completo desacordo com o TANAKH e induzem os seus discípulos ao erro e a idolatria, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 5,18. Mas, o autor da referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 5,18 relata que os judeus rejeitavam a YESHUA NAZARETH porque ele desrespeitava o SHABBATH e se fazia igual a ADONAI-ELOHIM. E, além disto, nem os familiares de YESHUA NAZARETH acreditavam nele, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 7,1-5. Mais adiante, YESHUA NAZARETH induz os seus discípulos ao erro ao ensinar que a UNICIDADE de ADONAI-ELOHIM é dividida em duas pessoas, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 8,58 e EVANGELHO DE JOÃO 10,30. Idolatria!!!

A referência rabínica SEPHER HA ZOHAR – TIKUNEI ZOHAR 17a, da autoria do sábio judeu tanaíta da quarta geração, RABBI SHIMON BAR YOCHAI, O RASHBI (100 d.e.c. – 160 d.e.c.), registra que não há pensamento algum que contenha a PLENITUDE de ADONAI-ELOHIM. A obra literária judaica rabínica SEPHER HA ZOHAR, a fonte literária judaica mais fundamental e importante da KABBALAH (RECEBIMENTO – A sabedoria mística judaica extraída dos ensinamentos registrados na TORAH), foi elaborada de acordo com as revelações divinas obtidas por RABBI SHIMON BAR YOCHAI, diante do seu círculo de discípulos. Durante as horas que antecederam ao falecimento deste sábio judeu [ocorrido no trigésimo terceiro dia da CONTAGEM DO OMER (18 do mês hebraico de IYAR), que é um período de 49 dias que começa na segunda noite da festa de PESSACH e encerra na véspera da festa de SHAVUOT.] RABBI SHIMON BAR YOCHAI transmitiu os ensinamentos judaicos rabínicos mais sublimes da TORAH para assegurar aos judeus que o dia do seu falecimento seria sempre celebrado com júbilo [6–8].

Do mesmo modo, o sábio judeu acharonita hassidi, RABBI SHNEOR ZALMAN BARUCHOVITCH DE LIADI (1745 – 1812), conhecido como RABBI SHNEOR ZALMAN ou BAAL HA-TANYA VE-SHULCHAN ARUCH, e também conhecido como ALTER REBBE (VELHO REBBE), ensina que da mesma forma que a mão do ser humano não consegue agarrar um único pensamento sequer, também a mente do ser humano não consegue captar a plenitude de ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito [7,8]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

E vale acrescentar que ADONAI-ELOHIM revela ao NAVI YESHAYAHU BEN AMOS que os SEUS CAMINHOS, os SEUS PENSAMENTOS e a SUA VONTADE estão em um nível bem mais elevado do que os dos seres humanos; que a SUA PALAVRA não retorna vazia sem ter realizado a SUA VONTADE e que não há idéia e nem pensamento que possa conter a PLENITUDE DIVINA, segundo está escrito [8]:

Pois os Meus pensamentos não são iguais aos vossos, nem Meus caminhos são os que trilhais – diz o Eterno. Assim como muito acima da terra estão os céus, Meus caminhos são mais elevados que os vossos, e Meus pensamentos muito mais profundos que os vossos. Assim como do céu descem a chuva e a neve, e para lá não retornam sem que primeiro reguem a terra e a façam germinar e brotar, para dar semente ao que semeia e pão ao que se alimenta, também a palavra que de Mim emanar (pela boca dos profetas) não retornará para mim vazia, mas efetuará o que Me aprouve, e prosperará naquilo para que a enviei.

Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11

De acordo com a referência tanaítica SEPHER NAVI YESHAYAHU 55,8-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que não é possível entender os ensinamentos de YESHUA NAZARETH a respeito do advento e da instauração do REINO DE ELOHIM, através dos ensinamentos e das obras realizadas por YESHUA NAZARETH, conforme registrado nas fontes literárias evangélicas.

De acordo com as fontes literárias evangélicas, são abomináveis, falsos e bastante hipócritas as irônicas, medíocres e muito ridículas as declarações idiotas de YESHUA NAZARETH, segundo está escrito [1–5]:

E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Evangelho de Mateus 8,10-12

Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim por em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Evangelho de Mateus 10,34-36

E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto.

Evangelho de Marcos 11,12-14

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

Evangelho de Marcos 16,15-16

Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; Porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra.

Evangelho de Lucas 12,49-53

E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

Evangelho de Lucas 19,27

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Evangelho de João 3,16-18

Diante destas referências evangélicas YESHUA NAZARETH declara que os FILHOS DO REINO (referindo-se aos FILHOS DE YISRAEL) estão condenados ao inferno (lançados no inferno) caso eles não aceitem o seu domínio; declara que ele não veio trazer a paz, mas que ele veio trazer (literalmente) a espada; declara que será condenado aquele que não acreditar nele; declara que foi abominável a maldição que ele desferiu contra um pé de figueira mesmo sabendo ele que não era época de colher os seus frutos; declara que ele não veio trazer a paz, mas veio trazer a dissensão e o fogo; declara que deseja a morte daqueles que não aceitarem o seu reino; e, por fim, ele declara que não fala por si mesmo, mas que fala como o seu PAI lhe ensinou, conforme registra a referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 8,28 [1–5].

De acordo com as fontes literárias testamentárias, são abomináveis, falsas e bastante hipócritas as irônicas, idolátricas e muito medíocres as declarações infames de PAULLUS TARSOS, segundo está escrito [1–5]:

Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?

Epístola de Paulo aos Romanos 3,7

Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.

Epístola de Paulo aos Romanos 13,1

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Epístola de Paulo aos Efésios 6,12

Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.

Epístola de Paulo aos Filipenses 1,18

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;

Epístola de Paulo aos Colossenses 2,8-10

Diante destas referências testamentárias, PAULLUS TARSOS declara que as hostes da maldade, as potestades e os principados vêm da sua divindade e que eles seguem ordens divinas; que os cristãos precisam, de fato, lutar contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas, e que esta luta ocorre nos lugares celestiais, isto é, nos céus; que em YESHUA NAZARETH habita toda a plenitude da divindade, e que ele é a cabeça das potestades e dos principados; e, por fim, ele recomenda que tudo seja examinado, e que se retenha apenas e somente o bem, conforme registrado na referência testamentária I EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES 5,21!!!

De acordo com os exames das referências testamentárias descritas, conclui-se que não há absolutamente nada e nenhum bem a ser retido porque YESHUA NAZARETH não veio trazer a paz, mas ele veio trazer a dissensão, a espada e o fogo. Consequentemente, YESHUA NAZARETH não pode ser o MASHIACH.

Além disto, como PAULLUS TARSOS declara que os cristãos devem lutar contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas e que, ao mesmo tempo, YESHUA NAZARETH é a cabeça das potestades e dos principados, e também que os ensinamentos dele estão enraizados no engano, na malícia e na mentira, então todos os cristãos se encontram há mais de dois mil anos acreditando e confiando em YESHUA NAZARETH e, ao mesmo tempo, eles continuam lutando contra o próprio YESHUA NAZARETH, a quem eles mesmos se referem como messias, rei e salvador. E assim, lutar contra YESHUA NAZARETH é, com certeza, equivalente a lutar contra o seu próprio PAI porque segundo declarou o próprio YESHUA NAZARETH, os seus ensinamentos estão, declaradamente, em completa conformidade com os ensinamentos que o seu PAI lhes transmitiu. Desta forma, é possível entender perfeitamente os idolátricos, maléficos e terríveis ensinamentos de PAULLUS TARSOS, o qual declara que os lugares celestes são um autêntico inferno porque nestes lugares são travadas as lutas contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas.

De fato, conclui-se que a divindade cristã personifica o próprio mal porque YESHUA NAZARETH é o príncipe das trevas (já que ele é a cabeça de todas as hostes espirituais da maldade, de todas as potestades e de todos os principados) e que, devido a isto, os ensinamentos registrados na BERITH HADASHAH (nas versões traduzidas distorcida e não distorcida pelas autoridades religiosas romanas) são completamente abomináveis, falsos e idolátricos, além deles serem alvos de deboches, piadas, provocações e risos. E, por fim, ainda vale acrescentar que YESHUA NAZARETH quase sempre se encontrava na companhia de YEHUDAH ISH KERYOTH, referido nas fontes literárias testamentárias como uma pessoa desonesta, hipócrita e maliciosa, e que o dinheiro necessário utilizado nos gastos durante as viagens empregadas por YESHUA NAZARETH e pelos seus discípulos, provinha da mochila na qual ele guardava este dinheiro. Portanto, conclui-se que YESHUA NAZARETH e o seu PAI são, declaradamente, dois demônios [1–5].

De acordo com estas informações contundentes conclui-se que IESUS CHRISTUS; JESUS CRISTO; JESUS DE NAZARÉ; JOSHUA NAZARETH; YAOHUSHUA HOL MEHUSHKHAY; YAHSHUA NAZARETH; YAHUSHUA NAZARETH; YESHU HA NOTZRI; YESHUA NAZARETH, e etc (não importando, de forma alguma, os idiomas utilizados na escrita, na pronúncia e na transliteração destes abomináveis nomes) causou e ainda continua causando grandes e terríveis males a todo o POVO JUDEU.
Portanto, YESHUA NAZARETH é, de fato, e verdadeiramente o príncipe da condenação; o príncipe da confusão; o príncipe das cruzadas; o príncipe da desunião; o príncipe da dissensão; o príncipe da divisão; o príncipe da falsidade; o príncipe das hostes espirituais da maldade; o príncipe da hipocrisia; o príncipe da inquisição; o príncipe das potestades; o príncipe dos principados; o príncipe da separação; e, por fim, o príncipe das trevas. Desta forma, YESHUA NAZARETH não é o FILHO DE ADONAI-ELOHIM, mas YESHUA NAZARETH é, de fato, um nome abominável, execrável e maldito porque ele é o FILHO DE SATANÁS e, assim, SATANÁS é o PAI DE YESHUA NAZARETH. É este o salvador dos cristãos???

As medíocres alterações e modificações (anulações doutrinárias e declarações doutrinárias) introduzidas pelas autoridades religiosas missionárias cristãs evangélicas e protestantes messiânicas ainda continuam a não representarem o caminho de retorno ao modo de viver judaico. Porém, estas alterações e modificações doutrinárias representam, na realidade, outro caminho desastroso, desesperado e fracassado que apenas visa reconstruir as antigas comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos evangélicos e protestantes que representavam os vários segmentos religiosos cristãos do que veio a ser mundialmente conhecido como JUDAÍSMO MESSIÂNICO, cujo medíocre trabalho religioso evangelizador realizado pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos foi, de fato, completamente e totalmente desmantelado, desmascarado e destruído ao longo destes últimos anos, sobretudo através da divulgação das distorções, das falsificações e das fraudes identificadas nas fontes literárias testamentárias, as quais desmoronaram na cabeça dos cristãos através da reação rápida empregada pelas autoridades judaicas. E, de acordo com isto, o inútil e hipócrita trabalho desenvolvido pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, de fato, conseguiu provar que YESHUA NAZARETH não é o MASHIACH e nem o RAMO DE OLIVEIRA, mas conseguiu provar o fracasso do JUDAÍSMO MESSIÂNICO [1–5].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Referência Bibliográfica [1]

A Herança Messiânica – Michael Baigent, Richard Harris Leigh e Henry Lincoln (Henry Soskin) – Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges – Editora Nova Fronteira S. A. – Rio de Janeiro, Brasil (1994) – ISBN: 85-209-0568-4;

Referência Bibliográfica [2]

The Real Messiah? A Jewish Response to Missionaries – Rabbi Aryeh Moshe Eliyahu Kaplan, Rabbi Berel Wein and Rabbi Pinchas A. Stolper – Mesorah Publications Ltda. – New York, United States of America (1985) – ISBN: 1-879016-11-7;

Referência Bibliográfica [3]

Um Rabino Conversa com Jesus – Um Diálogo entre Milênios e Confissões – Jacob Neusner – Tradução de Sérgio Alcides – Coleção Bereshit – Imago Editora Ltda. – Rio de Janeiro, Brasil (1994) – ISBN: 85-312-0334-1;

Referência Bibliográfica [4]

As Contradições do Novo Testamento – Algumas Razões para Não Crer no Messias dos Cristãos – Evilásio Yehoshua Orenstein de Araújo Cohen – Editoração de Manoel Augusto Queiroz da Silva – 3a Edição – Sinagoga Beit Israel – Brasília, Brasil (2003);

Referência Bibliográfica [5]

Verdades & Mentiras sobre o Homem Chamado Jesus – Esclarecendo Dúvidas e Desvendando Mistérios: Palavra por Palavra – Aderbal Pacheco – DPL Editora e Distribuidora de Livros Ltda. – São Paulo, Brasil (2003) – ISBN: 85-7501-219-3;

Referência Bibliográfica [6]

Mishné Torá – Sêfer ha-Madá (Livro da Sabedoria) – As Leis Fundamentais da Torá – Capítulo 9 – Rabbi Moshê ben Maimon – Traduzido por Rabino Yaacov Israel Blumenfeld – Série Diversos – Imago Editora, Rio de Janeiro (2000) – ISBN: 85-312-0226-4;

Referência Bibliográfica [7]

Peirush Ha-Mishnayot (Comentário sobre a Mishnah) – Sepher Ha-Mahor – Rabbi Moshê ben Maimon – Publicado em árabe no ano de 1168 sob o título Sirah (Luz), a obra apresenta de forma sistemática a Mishnah e oferece uma introdução ao estudo do Talmud;

Referência Bibliográfica [8]

The Zohar – Volumes 1-23 – Rabbi Shimon Bar Yochai – Translation by Michael Berg – 2a Edition – Kabbalah Publishing – Los Angeles, United States of America (2008) – ISBN: 1-57189-239-7;

REFERÊNCIAS JUDAICAS TANAÍTICAS

Referência Judaica Tanaítica [1]

Torá – A Lei de Moisés – Comentários e tradução de Rabbi Meir Matzliah Melamed Z”L e de Rabbi Menahem Mendel Diesendruck Z”L – Com comentários de Baal Haturim, Onkelos, Rashi, Toldot Aharon e Icar Siftê Chachamim – Comentários compilados e editados por Jairo Fridlin, David Gorodovits e Ruben Najmanovich – Editora e Livraria Sêfer Ltda. – São Paulo, Brasil (2001) – ISBN: 85-85583-26-6;

Referência Judaica Tanaítica [2]

A Torá Viva – O Pentateuco e as Haftarot – Uma nova tradução baseada em fontes judaicas tradicionais, com comentários, introdução, mapas, tabelas, gravuras, bibliografia e índice remissivo – Anotado por Rabbi Aryeh Moshe Eliyahu Kaplan – Tradução de Adolpho Wasserman – 2a Edição – Editora Maayanot – São Paulo, Brasil (2003) – ISBN: 85-85512-55-5;

Referência Judaica Tanaítica [3]

Bíblia Hebraica – Baseada no Hebraico e à luz do Talmud e das Fontes Judaicas – David Gorodovits e Jairo Fridlin – Editora e Livraria Sêfer Ltda. – São Paulo, Brasil (2006) – ISBN: 85-85583-73-8;

REFERÊNCIAS CRISTÃS BÍBLICAS

Referência Cristã Bíblica [1]

Bíblia Sagrada – Tradução dos originais mediante a versão dos monges de Maredsous (Bélgica) pelo Centro Bíblico Católico – Edição Claretiana – Editora Ave Maria Ltda. – 119ª Edição – São Paulo – Brasil (1997);

Referência Cristã Bíblica [2]

A Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Versão Corrigida e Fiel – Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil – São Paulo, Brasil (1997) – ISBN: 85-7380-111-5;

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Judaísmo é tão somente Judaísmo.

                 
     

"Está na moda o uso do nome Judaísmo "Ortodoxo", quando na verdade, o Judaísmo é tão somente Judaísmo."
"Está na moda o uso do nome Judaísmo "Ortodoxo", quando na verdade, o Judaísmo é tão somente Judaísmo."

Por Tzvi Freeman

"Então eu perguntei ao rabino que tipo de rabino ele é, e ele respondeu; Não-ortodoxo. Não-ortodoxo! Sim! O termo mais descritivo que já ouvi para o verdadeiro Judaísmo! A crença de que nada é da maneira que deveria ser, que tudo no mundo tem de mudar, que devemos ser diferentes de todos os outros. É isso que os judeus são – os kvetchers (reclamões) da história, recalcitrantes, insurgentes, revolucionários – e o que poderia ser mais não-ortodoxo do que isso?
As Nações Unidas resolveram que os judeus são estranhos porque insistem em existir.O Judaísmo não começou com o paradigma de todos os iconoclastas? Imagine Avraham quebrando os ídolos na casa do pai, desafiando o Rei Nimrod e todas as normas sociais de sua época. Imagine Moshê desafiando o faraó, ou Rabi Akiva e os Sábios desafiando o poderoso Império Romano. Isso é algo que você descreveria como comportamento “ortodoxo”?
Ser judeu é rebelar-se. Recusar-se a atender o telefone no Shabat é uma rebelião contra a tecnocracia. Manter-se casher é uma rebelião contra o consumismo. Levantar-se cedo pela manhã para se embrulhar num xale grande e branco, torcer correias de couro e colocar caixas sobre o braço e a cabeça, juntar-se a outros em fórmulas místicas e ler num rolo antigo, é uma rebelião flagrante contra tudo que é considerado normal na vida moderna.
Imagine Moshê desafiando o faraó, ou Rabi Akiva e os Sábios desafiando o poderoso Império Romano. Isso é comportamento “ortodoxo”?Você conhece a história do rabino que está de pé na rua procurando o décimo homem para seu minyan? Finalmente, ele encontra um judeu. Porém o judeu diz: “Desculpe, não faço parte da religião organizada.”
“Se isso é religião organizada,” exclama o rabino, “o que então estou fazendo na rua incomodando os pedestres?”
Os judeus jamais foram ortodoxos? Já houve um tempo em que suas opiniões e comportamento foram considerados normais? O faraó pensava que eram loucos porque exigiam direitos para os trabalhadores. Os romanos achavam que eles eram loucos porque não se livravam dos bebês doentes. A Igreja achava que eram perversos porque não se rendiam à fé da maioria. Os racionalistas os consideravam insanos por causa do seu misticismo, e os românticos os consideravam obtusos por causa do seu racionalismo. As Nações Unidas resolveram que os judeus são estranhos porque insistem em existir. Nesse ínterim, todos terminaram por adotar nossa inclinação, porém ainda continuamos sendo uma anomalia entre os povos. Simplesmente há muita coisa para os outros colocarem ainda em dia.
Meu rabino disse certa vez: “Rótulos são para camisas.”O Judaísmo jamais pode ser chamado de fora de moda, porque para começar, nunca esteve na moda.
Então, quem inventou esta contradição: “Judaísmo Ortodoxo”?
Vou lhe contar: Há duzentos anos, quando o Imperador Napoleão Bonaparte decidiu que era o Messias e que os judeus deviam ser liberados, ele designou diversos líderes da comunidade judaica para formar um Sanhedrin, uma alta corte de rabinos e eruditos, como tinha existido nos tempos antigos. Assim homenageados, eles começaram a convencer seus amigos a fazerem parte. Afinal, Napoleão era a onda do futuro. Isso era progresso.
Porém alguns rabinos não pensavam que era tamanho progresso. Napoleão, um Messias? E Paris é Jerusalém, certo? Portanto eles se recusaram. E por esta teimosa recusa em compreender o quanto eram retrógrados e não esclarecidos, foram tachados “vocês… vocês… seus RABINOS ORTODOXOS!”
“Ortodoxos, schmortodoxos,” responderam eles, “mas o sujeitinho com a mão por dentro da camisa não é o Messias!”
É mais ou menos da maneira que os hippies começaram a se denominar de “aberrações”. Algum fazendeiro em Woodstock olhou para esta juventude americana e cuspiu esse epíteto na frente das câmeras. Então eles disseram, por que se rebelar contra isso? E eles próprios se chamaram de “aberrações”.
Meu rabino disse certa vez: “Rótulos são para camisas.” Tudo bem, há outras coisas que podem levar rótulos. Como os templos reformistas, sinagogas conservadoras, bosques reconstrucionistas. Porém os judeus que você vai encontrar nesses locais têm apenas um rótulo: judeus. Porque “judeu” não é um termo comportamental. É um estado de ser, essencial. Não é onde você está, é de onde você faz parte.
Portanto se alguém lhe pedir para descrever os três tipos de judeus de hoje, responda conforme segue:
Há três tipos de judeus:
1 – Judeus que cumprem mitsvot.
2 – Judeus que cumprem mais mitsvot.
3 – Judeus que cumprem ainda mais mitsvot.
E isso porque um judeu mal consegue respirar sem cumprir uma mitsvá. Eles são simplesmente não-ortodoxos demais."
(Título original da matéria: "Não-Ortodoxo".)
                                               

Targum Faz Rute

Targum Rute Tradução de Samson H. Levey Capítulo 1. 1- Aconteceu nos dias do juiz de juízes que havia uma grande fome na terra de I...