quarta-feira, 29 de outubro de 2014



Você sabia que a profecia de Ezequiel 47 está mesmo se cumprindo nos dias de hoje?


                                                  
Há milhares de anos surgiu no sul de Israel uma depressão enorme, de aproximadamente 80 quilômetros de comprimento por 18 quilômetros de largura, com uma profundidade insondável, que desce aos abismos da Terra.
Aquela enorme cratera surgiu quando fogo e enxofre desceram do céu e devastaram as cidades impenitentes de Sodoma e Gomorra. A destruição daquelas cidades não é mito. Este fato foi confirmado por Jesus e também por arqueólogos. Que tipo de arma poderia ter sido usada para causar tamanha devastação? As outroras campinas verdejantes da região transformaram-se em uma paisagem estéril, sem vida, como nunca se viu em qualquer outro lugar do mundo!
Como que para ocultar aquele enorme buraco – considerado o lugar mais baixo da Terra –, Deus fez com que, por milhares de anos, o Rio Jordão despejasse ali as suas águas doces, até que se formasse um enorme lago com a mesma extensão da depressão: 80 km. Porém, como a concentração de sal ali é altíssima, toda água trazida pelo Rio Jordão é imediatamente transformada em uma água imprestável, dez vezes mais salgada do que a água de qualquer oceano! Naquelas águas salgadas, nem mesmo a mais resistente bactéria consegue sobreviver. Qualquer peixe eventualmente transportado pelas correntezas do Rio Jordão morre assim que deságua naquele lago de morte. Para que usemos uma linguagem mais compreensível para o nosso tempo, é como se ali houvesse uma “radiação invisível e misteriosa” que impede, até hoje, a vida naquele lugar. Por isso, aquele imenso lago é chamado de Mar Morto.
Porém,de  alguns anos para cá, de maneira inexplicável, BURACOS MISTERIOSOS, 
com cerca de 30 metros de diâmetro por 7 de profundidade, começaram a surgir nas praias salgadas e estéreis do Mar Morto. Buracos que surgem do nada e tragam o que estiver sobre o solo, inclusive casas. E de dentro deles, surpreendentemente,ÁGUAS DOCES PASSARAM A TRANSBORDAR! Águas que, apesar de brotarem de um solo extremamente salgado, CONSERVAM-SE DOCES E SAUDÁVEIS! Estes buracos misteriosos estão sendo chamados de “Bolaines” e, hoje, há centenas deles, espalhados por toda a extensão das praias do Mar Morto! E todos brotando e transbordando águas doces!
E este é o mistério: se toda água boa do Rio Jordão que abastece o Mar Morto morre assim que entra em contato com a região de Sodoma e Gomorra, como estes Bolaines transbordam águas que não se corrompem?

A Ciência não tem uma explicação para isto, mas a Palavra de Deus tem!

Quero que você, a partir deste trecho, leia este artigo com a Palavra de Deus aberta no livro de Ezequiel, capítulo 47. Veja o cumprimento desta profecia, que afirma que estas águas misteriosas saem do Santuário de Deus (Ez 47:1-10).

“DEPOIS DESSAS instruções, ele me levou de volta à entrada do templo. Vi uma corrente de águas saindo dos alicerces do templo, passando à direita do altar, ou seja, pelo lado sul.
Então me levou para fora do templo, pela passagem externa norte. Paramos do lado de fora da porta leste, que estava fechada. A corrente de águas corria por baixo dela, na direção leste.
Meu guia e eu acompanhamos a corrente, indo para leste. Ele tinha na mão um fio; com esse fio, mediu 457 metros e então mandou que eu atravessasse o pequeno riacho. A água mal chegava aos meus tornozelos!
Continuamos andando em direção leste, e ele mediu mais 457 metros. Mandou-me atravessar o riacho mais uma vez, e a água já chegava aos meus joelhos. Depois de mais 457 metros, o riacho já era um riozinho cujas águas chegavam até à minha cintura.
Andamos mais 457 metros, sempre medidos pelo fio que meu guia levava. Aí, o riozinho já era um rio tão fundo e tão forte que só mesmo nadando eu seria capaz de atravessar!
 Meu guia me disse: "Filho do homem, preste bastante atenção e guarde na memória tudo que viu!" Depois ele me fez voltar, subindo o rio junto com ele.
Enquanto voltava, fiquei muito espantado! Às margens do rio havia muitas árvores, muitas mesmo!
O homem me disse: "Este rio corre na direção leste, atravessa o sertão da Judéia e deságua no Mar Morto. Ele transformará o Mar Morto, tornando suas águas puras e saudáveis.
Por onde este rio passar, a vida surgirá ricamente! Animais aparecerão em grandes grupos, e as plantas brotarão às margens do rio. No Mar Morto haverá muito peixe, porque as águas do rio tornarão puras as águas do mar.
 Às margens do Mar Morto, em En-Gedi e por aí afora até En-Eglaim, os pescadores apanharão peixes e estenderão suas redes ao sol, para secar. O Mar Morto dará tanto peixe quanto o Mar Mediterrâneo; peixes de todos os tipos!”
A profecia no livro de Ezequiel diz que as águas incorruptíveis destes Bolaines transbordarão até encher o Mar Morto de vida. Esta profecia está se cumprindo diante dos nossos olhos:

“Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar; e sendo levadas ao mar, sararão as águas”. (Ez 47:8)



No Reino do Mashiach o Mar Morto será o Mar da Vida! A profecia de Ezequiel 47 diz: “E será que toda criatura vivente que vier por onde quer que entrarem este dois ribeiros viverá, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão essas águas e sararão, e viverá tudo por onde quer que entrar esse ribeiro.” (Ez 47:9)

No Milênio, pescadores se ajuntarão às margens do ex-mar morto e estenderão as suas redes para apanhar uma “multidão excessiva de peixe”. Isto é maravilhoso, porque hoje não há nem uma bactéria viva naquele mar! E também nas suas margens, hoje pedregosas e estéreis, “de uma de outra banda, subirá toda sorte de árvore…”. (Ez 47:10-12)
 “Este é o lugar do Meu Trono e o lugar da planta dos Meus pés, ONDE HABITAREI no meio dos filhos de Israel para sempre…”. (Ez 43:7). FONTE INTERNET

 pois o lugar para a Nova Jerusalém já esta sendo Preparado. Estou maravilhada com os mistérios da palavra de Deus que tem sido revelada neste tempo, pois já li várias vezes Ezequiel e nunca tinha notado como hoje a respeito das profecias de Ezequiel que esta agora se cumprindo no mar morto. 

                                          

Se D'S pode transformar o Mar Morto, imagina o que Ele pode fazer na sua vida!

domingo, 26 de outubro de 2014

Quão judeu é um convertido?

Quão judeu é um convertido? 
(Muitos esquecem desta prerrogativa mas é a verdadeira.)
Várias pessoas discutem se uma pessoa convertida é judia ou não. Existe uma grande discriminação contra um convertido, e várias pessoas consideram-no um judeu de segunda categoria.
Este sentimento é errado. No Talmud inclusive há uma citação que diz que os convertidos são mais queridos por Deus do que aqueles judeus que estavam aos pés do Monte Sinai, pois não precisaram de trovões e maravilhas para aceitarem a Torá.
Mas a maior prova de que um convertido é um verdadeiro judeu é o Rei David. Este foi considerado o maior rei dos judeus e o messias dele descenderá. Mas este grande rei era descendente de uma convertida, Ruth, a moabita, que converte-se (de acordo com um rito bem liberal, podemos dizer...) ao seguir sua sogra (Naomi, que era judia) para Israel.
Se o messias descende de uma convertida, quem somos nós para julgá-los não judeus?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O que é Cabalá



O Que É Cabalá?

  A Alma do Judaísmo, por Tzvi Freeman


RESPOSTA:

Dentro de seu corpo respira uma pessoa – uma alma. Dentro do corpo da prática judaica respira uma sabedoria interior – a alma do Judaísmo. Nós a chamamos de “Cabalá”, que significa “receber”. Assim como a prática judaica é recebida por meio de uma tradição antiga e ininterrupta da revelação no Sinai, assim é a sua alma.

Cabalá, então, é a sabedoria recebida, a teologia e a cosmologia nativas do Judaísmo.
Outro nome para Cabalá – mais revelador – é “Torat ha’Sod.” Comumente, é mal traduzido como “o ensinamento secreto”. A tradução correta, porém, contém o significado oposto: “o ensinamento do secreto.”

“O ensinamento secreto” significa que estamos tentando esconder algo de você.

“O ensinamento do secreto” significa que estamos tentando ensinar algo a você, abrir e revelar algo oculto.

Ora, você poderia dizer, se o segredo é ensinado, não é mais um segredo. Um segredo revelado, poderia parecer, é uma contradição.

Seria assim se estivéssemos discutindo um segredo artificial, que é secreto apenas porque é velado em segredo, porque outros não querem que você descubra. Os verdadeiros segredos, uma vez revelados, explicados, ilustrados, analisados e integrados em sua consciência, permanecem tão misteriosos quanto antes. Não – muito mais misteriosos, pois à medida que a ilha de conhecimento se expande, assim também sua praia sobre o infinito mar do desconhecido.

A vida tem muito desses mistérios: O que é amor? O que é mente? O que é vida? O que é existência? Como acontecem? De onde emergem? O que é a sua alma, a pessoa dentro do seu corpo? Você passa por todos esses a cada momento. Eles são você. E apesar disso, quanto mais você contempla as profundezas de seus mistérios, mais profundas as águas se tornam.

A Cabalá não é um ensinamento sagrado. É o ensinamento de um segredo.Os segredos mais profundos são aqueles conhecidos de todos, aqueles que aprendemos quando somos crianças pequenas, aceitamos como certo pelo resto da nossa vida, vivenciamos diariamente – e mesmo assim jamais conseguimos desvendar ou entender com nossa mente cognitiva.

Existe. As coisas existem. Eu existo. Estou vivo. A vida é a não-morte. Escuridão não é luz. Existe aquilo que é maior que eu.

A Cabalá mergulha nesses segredos e traz suas profundezas para a luz. Fornece metáforas para cura e crescimento na vida diária. É por isso que a experiência de estudar Cabalá é “Sim! Eu sabia essa verdade o tempo todo! Meu coração sabia, mas minha boca era incapaz de expressá-la!” As verdades da Cabalá pertencem a todo ser que sente.

Porém, acima de tudo, a Cabalá proporciona uma sensação do além; o conhecimento daquilo que não pode ser conhecido, a sabedoria do mistério, o entendimento daquilo que não entendemos. A Cabalá é o conhecimento do assombro.

Por que a Cabalá é tão secreta?

Ensinar um segredo é perigoso. O aluno está em perigo, pois pode acreditar que realmente entende. Um mistério jamais pode ser apresentado sem as coberturas da metáfora e da parábola. Talvez o estudante entenda a capa mas não consiga desvendar seu conteúdo, como aquele que mastiga a casca e descarta o interior do fruto.

O professor está em perigo, pois como pode saber se realmente entendeu? Vai ensinar muitos alunos, suas ideias serão popularizadas, a essência será perdida e seu significado será retorcido ao oposto da sua intenção.

A própria Cabalá está em perigo, pois uma vez que tenha perdido sua integridade, imediatamente deixa de ser “a sabedoria recebida”. Pode ser sábia, pode ser bela, porém não é mais Cabalá.

É por isso que, na maior parte do tempo, a Cabalá foi transmitida de mestre para alunos selecionados e de confiança, na maior confiabilidade. Quando foi escrita, os textos eram propositadamente crípticos e misteriosos, em enigmas sussurrados, parábolas e alusões obscurecidas. Às vezes, as restrições tinham de ser reafirmadas para impedir todos, exceto alguns poucos, de estudar Cabalá.

As águas desta fonte devem ser mantidas puras; devem continuar sendo águas vivas.Somente nas últimas centenas de anos os mestres começaram a revelar abertamente estas verdades. Os mestres chassídicos revelaram uma luz e forneceram um conjunto de metáforas que permite a todos abordarem aquela luz, trazendo a Cabalá ao domínio até da alma mais simples.

Mas mesmo assim, um guia é indispensável, e deve-se tomar muito cuidado para preservar a pureza dos ensinamentos.

Quem é este guia? Como você sabe que está recebendo águas puras, direto da fonte original?

Por um lado, água pura reflete claramente. Se a vida do professor não reflete seus ensinamentos, suas águas são impuras.

Depois, saiba que até Mashiach chegar, o caminho interior nunca é sem conflito. Se o ensinamento vem facilmente, não é o ensinamento interior.

E em terceiro: É verdade que você não precisa ser judeu para se embeber no doce vinho da Cabalá ou para aprender seus caminhos de cura. Mas a alma da Cabalá é diferente de uma alma humana – jamais pode ser arrancada de seu corpo, pois o casamento de alma e corpo é completo. A prática judaica e a Cabalá são uma só. Se você ouvir “Não tem nada a ver com o Judaísmo”, está ouvindo uma mentira.

Como o estudo de Cabalá pode me ajudar?

Cabalá é um aspecto da Torá, e Torá significa “orientação” ou “instruções”. Tudo na Cabalá é para ser uma instrução na vida. Estudamos Cabalá não apenas para atingir um ponto alto, mas porque precisamos de sua inspiração na vida cotidiana, e porque nos fornece direção e orientação prática.

Para o Cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora.A Cabalá proporciona uma dimensão cósmica aos assuntos da vida humana de todos os dias. A doença é um reflexo da doença de amor da divina presença para a Luz Infinita. Os desafios da vida são as centelhas perdidas no ato primitivo da criação, vindas a você para serem consertadas e elevadas. Sua vida é uma missão, na qual você é direcionado para as centelhas divinas que pertencem unicamente à sua alma, pelas quais sua alma tem retornado muitas vezes a este mundo até que sejam todas reunidas.

Entender a dimensão cósmica significa que nada na vida é trivial. Tudo tem significado. Tudo se move rumo a um só propósito, com uma única meta. O entendimento permite que você aceite estes desafios e complete a jornada da sua alma.

Como a Cabalá difere de outros ensinamentos espirituais?

Há muitos ensinamentos espirituais sábios de pessoas em toda parte do globo. Em sua prática, as pessoas encontram transcendência do mundo material, esclarecimento e serenidade.

O foco da Cabalá não é a serenidade. Também não é o esclarecimento transcendental. Proporciona estes também, mas como um meio, não como meta. A meta da Cabalá é a ação inspirada. Qualquer que seja a sabedoria que o cabalista adquire, qualquer que seja o estado de êxtase ou união mística ao qual ele ascende, o resultado será sempre um ato de beleza no mundo físico.

Falando de outra forma: muitos mestres dirão a você para praticar boas ações e atos de bondade porque esta é uma pedra ao longo do caminho da consciência mais elevada. O cabalista lhe dirá que no momento da boa ação, você já está ali. O ato em si é a sua meta, à qual uma consciência mais elevada deve levar você.

Para o cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora, e mais que qualquer reino espiritual, é onde a Luz Infinita anseia por ser descoberta. Nosso trabalho é descascar o fruto para revelar aquela luz dentro de cada artefato físico do mundo. Para iluminar não apenas a nós mesmos, mas todo ser vivo, e até a matéria inerte do nosso mundo.

Quando a Cabalá começou?

A revelação no Sinai foi a primeira e a suprema experiência da verdade interior.As histórias dos ancestrais são pintadas com uma paleta de visões místicas, revelações divinas e comunicação com seres não-físicos. Porém a Torá, incluindo a Cabalá, não é definida por aquelas visões. O evento central da narrativa judaica é a revelação em massa no Monte Sinai, quando “todo o povo viu os sons e a iluminação”.

Digamos que você viveu pouco tempo depois do evento. Digamos que você perguntou às pessoas que tinham estado lá: “Diga-me o que aconteceu.” O que elas diriam a você?

“Fomos instruídos a não ter outros deuses.”

“Fomos instruídos a honrar nossos pais, a não roubar nem matar.”

Não creio nisso.

Mais provavelmente, a resposta deles seria algo assim:

“Vimos todos os segredos do cosmos abertos à nossa frente. Vimos como cada coisa é gerada para ser a todo momento, vimos como não há realmente nada exceto um Criador, e tudo o mais são articulações de Sua vontade.”

Os próprios mandamentos – não ter outros deuses, honrar os pais, não roubar ou matar – são apenas o conteúdo daquela experiência. O meio, a experiência – isto foi o âmago da mensagem. Foi naquela experiência mística que nosso povo nasceu – a experiência de um mundo no qual “de toda direção, D'us falou com eles.” Eles viram toda a realidade como nada exceto as palavras de uma única, incognoscísvel origem de todas as coisas. E eles entraram em comunhão com aquela Fonte.

Por cerca de mil anos após o Sinai, a experiência judaica permaneceu definida pela profecia. A sabedoria era conhecida às pessoas através de videntes e profetas, homens e mulheres que se afastaram dos desejos e vaidades humanas para atingir uma visão clara dos reinos interiores. Porém nenhuma dessas visões forneceu uma nova revelação, acrescentando ou subtraindo coisa alguma da Torá. Estavam simplesmente afirmando, esclarecendo e sustentando a visão partilhada do Sinai.

A era de profecia acabou no início do período do Segundo Templo, mas a revelação Divina e a visão mística nunca partiram. Nem os rececptores daquela sabedoria se sentaram à beira da tradição judaica. Muitos, se não a maioria, dos mais conhecidos mestres da alma da Torá foram também os mestres estabelecidos sobre o corpo da prática da Torá. Rabi Akiva é considerado o pai da Mishná, e o Talmud e Sefer HaBahir descrevem suas jornadas místicas. Seu aluno, Rabi Shimon bar Yochai, foi responsável pela clássica obra cabalística, o Zohar, e suas opiniões permeiam toda seção do Talmud.

Às vezes, e em determinados lugares, a inquirição filosófica deixou de lado a tradição recebeida para dominar o pensamento judaico. Porém raramente foi considerada a teologia nativa, mas sim uma espécie de enxerto vindo de vinhas estranhas. As obras de filosofia ascendentes, lutando para criar uma única visão a partir de partes disparatadas. A Cabalá faz a conversão, começando com uma visão vívida, holística, e tentando transmitir aquela visão a outros. Apesar disso, especialmente após a expulsão da Espanha, o racionalismo e grande parte da terminologia dos filósofos se integrou à sabedoria holística da Cabalá. O resultado foi um florescimento e uma popularidade sem precedentes do pensamento cabalístico.

A investigação filosófica jamais foi considerada nossa teologia nativa. Porém a Cabalá mais tarde se beneficiou através da síntese com ela.Na era crítica quando a Halachá foi codificada e estabelecida (a partir da expulsão espanhola até a metade do Século 17), quase todos os eruditos sérios estavam mergulhados na Cabalá. Rabi Yosef Caro, autor do código padrão da Lei Judaica, o Shulchan Aruch; Rabi Moshê Isserles, cujos retoques tornaram aquele código aceitável ao Judaísmo askenazita; bem como a maioria dos comentaristas padrão daquele código, escreveram obras cabalísticas também. Até o popular sermão na sinagoga com frequência era revestido e enfeitado com referências cabalísticas.

Para a maior parte dos judeus de países muçulmanos, o Zohar é tão sagrado quanto o Livros dos Salmos. O Movimento Chassídico cresceu diretamente a partir da Cabalá. Os oponentes originais ao Movimento Chassídico, como Rabi Elijah de Vilna, foram mestres da Cabalá. Muitos dos comentários padrão estudados atualmente sobre os Cinco Livros de Moshê estão repletos de referências a ideias cabalísticas.

É por isso que tentar entender a experiência judaica sem entender a Cabalá é o mesmo que analisar o comportamento de uma pessoa sem saber o que se passa em sua mente. Os judeus notáveis das eras passadas que não provaram a Cabalá sentiam aquela alma interior intuitivamente dentro da Torá que eles estudavam, dentro de suas preces e dentro da prática das mitsvot. Em todas essas coisas, suas almas brilhavam vibrantemente. No decorrer dos séculos, à medida que o mundo se tornava mais estéril, materialista e confuso, aquela alma se tornou cansada e sentiu-se adormecida. Hoje, o caminho cecrto para uma pessoa que raciocina sentir a alma da experiência judaica é provar seus segredos íntimos. Hoje, o Judaísmo privado da Cabalá é um corpo privado de sua alma.

Hoje o estudo da cabala é vital por um motivo ainda mais importante – como um estágio essencial para a evolução definitiva da humanidade. Abordaremos isto depois.

Você pode ser criativo com a Cabalá?

Uma sabedoria recebida pareceria não deixar espaço para originalidade ou criatividade. O Zohar nos diz que aquele que cria as próprias ideias e as chama de Torá está criando um ídolo.

A comparação é significativa: como um ídolo é uma falsa representação de D'us, também essa ideia é uma falsa representação da sabedoria Divina, e “Ele e Sua sabedoria são um.”
Porém, como em outros campos da Torá, a Cabalá ferve com pensamento criativo e originalidade. Eis como Rabi Moshê Cordovero, um professor líder do Século 16 da escola racionalista-cabalista de Tzfat, explicava a necessidade e os parâmetros de originalidade na Cabalá:

O Livro da Formação diz: “Entenda com sabedoria; seja sábio com entendimento.”

O Cabalista é criativo, pode ter visões iluminadoras, porém tudo que ele ensina não passa de comentário sobre a tradição recebida.“Entender com sabedoria” significa investigar bem tudo que seu mestre ensinou a você na sabedoria das modalidades. Afinal, nesses assuntos transmitimos apenas um mero esboço. A partir deste esboço, cada pessoa deve entender uma ideia a partir de outra.

Você pode ver isto nas palavras de nossos Sábios quando eles disseram: “Este assunto é falado somente a um sábio que entende com sua própria mente.” A partir disto, você vê que uma pessoa deve usar a própria mente para comparar uma coisa com outra, e assim extrair uma ideia de dentro da outra. Dessa maneira ele terá uma mente procriativa e não uma estéril.

E ainda diz; “Seja sábio com entendimento”. Isso significa que quando você origina e analisa com o próprio intelecto para que possa entender, deve tomar cuidado para conceber a ideia e explicá-la dentro da estrutura da tradição dos rabinos e suas palavras verdadeiras. As ideias originais devem estar incluídas naquilo que você adquiriu, seja pouco ou muito.

Os cabalistas podem ter visões, mas eles não encontraram seus ensinamentos naquelas revelações. Sejam quais forem as visões que eles tiveram, veem aquelas como meras iluminações dos textos sagrados e dos ensinamentos que já receberam. Nesta maneira, a Cabalá permanece uma árvore da vida, com profundas raízes segurando-a firmemente no lugar, enquanto dá doces frutos novos a cada estação.

Quais são algumas ideias básicas da Cabalá?

Embora tudos se estendam a partir de uma só visão unificada, os temas que a Cabalá aborda são vastos e variados. Aqui estão alguns dos principais:

Luz Infinita:

Uma metáfora para D'us. D'us é incognoscível e sem forma, porém todas as formas se expandem a partir Dele. A ideia de luz ilimitada ajuda a comunicar essa ideia. Porém a essência de D'us está além até do infinito. E D'us é encontrado nas trevas assim como é encontrado na luz.

Luz e Recipientes:

Similar à ideia moderna de energia e matéria. O ato da criação é sustentado através de uma dinâmica de luz infinita comprimida em estados definidos de ser chamados “recipientes”, que então projetam a luz para criar uma infinidade de seres.

Dez Sefirot:

A conexão entre a Luz Infinita e uma criação finita deveria ser intransponível, e mesmo assim aqui estamos nós, decididamente projeções finitas daquela Luz Infinita. Este é o mistério das dez sefirot: como o Infinito interage com os mundos que gerou através de dez modalidades luminosas, A ordem das sefirot se move a partir do domínio intelectual através da emoção e desce até o âmbito do “domínio” – a esfera de realmente conseguir algo feito. Esta é a “divina imagem” na qual o ser humano é criado. Ao nos conhecermos como seres humanos, portanto, podemos descobrir o divino. E ao entender o divino, somos mais capazes de curar e nutrir o ser humano.

O Mistério do Alfabeto Hebraico:

Em hebraico, não há coisas, somente palavras. O nome hebraico de cada coisa contém sua força de vida essencial. O poder infinito do Criador é encontrado dentro de cada exemplo e objeto da criação; nada está fora dessa luz e nada é vazia dela. As vinte e duas letras do alfabeto hebraico expressam as articulações específicas daquela força criativa. Aquele que domina seus mistérios tem a chave para entender a natureza de cada coisa.

União de Opostos:

O universo inteiro é uma união dinâmica de macho e fêmea. A alma-vida do universo, conhecida como Shechiná, e a Luz Infinita, anseiam por se reunir, como a alma humana anseia por se reunir com sua origem dentro de D'us. O estudo de Torá e o cumprimento das mitsvot provocam essas uniões, permitindo assim que a luz nova e transcendental penetre no cosmos.

Tikun:

O mais notável dos cabalistas, Rabi Yitschak Luria, conhecido como “o Ari” (o leão), conseguiu explicar muitas passagens arcanas do Zohar por meio de uma doutrina de tikun, que significa “conserto”. Revertendo o modelo padrão, o Ari explicou que o mundo foi criado num estado quebrado, e o ser humano foi colcoado nele para recolher as peças espalhadas e consertar sua integridade. O resultado eventual é a união da existência finita com a Luz Infinita, além até daquilo que era no início da criação.

Como a Cabalá se encaixa no mundo moderno?

A Cabalá tem o potencial de amainar o conflito entre o frio mundo exterior que observamos e o cálido mundo interior do observador.Nos últimos cem anos, a ciência desnudou a complicada e pura vastidão do mundo físico numa maneira antes inconcebível. Descobrimos uma impressionante harmonia pela qual todo o universo físico é visto como uma singularidade, toda partículo integralmente relacionada a toda outra partícula, uma harmonia pela qual até a matéria e a energia em si mesmas são essencialmente uma única dinâmica.

A tecnologis nos deu meios para partilhar e examinar este conhecimento que era inimaginável há uma geração. Programar nossos próprios ambientes virtuais nos enriquece com uma metáfora pela qual podemos imaginar o que significa criar um mundo e sustentar sua existência a cada momento.

A humanidade deveria ser tomada por reverência e assombro, mas em vez disso temos sido deixados no frio. Ironicamente, em nossa busca pela unidade da lei fisiica, temos nos afastado daquela unidade, cavando um vácuo devastador entre o mundo difícil e material que nos cerca e o mundo suave e humano que arde no interior. Ao mediar este divórcio, nos mesmos nos tornamos órfãos.

A Cabalá cura esta ferida. Descreve o mundo ao redor na linguagem da nossa psique. Ela nos põe em contato com um mundo composto não de matéria crua, mas de mente inimaginável.

O cientistas descreve o universo dentro das dimensões de tempo e espaço, em termos que ele pode contar e mensurar. Porém nem tudo que conta pode ser contado. Uma das obras mais antigas da Cabalá, o Livro da Formação, descreve ainda outra dimensão: aquela da vida, consciência e alma. Tudo que existe no tempo e no espaço, aprendemos, é primeiro encontrado no fundo daquela dimensão interior.

É uma dimensão com a qual estamos intimamente familiarizados.

O artista olha para uma árvore e vê não uma estrutura celular de carbono, mas beleza, vida e magnificência. O amante da música escuta num quarteto de cordas não as vibrações das cordas de nylon e sua série de tons, mas a luta pela resolução dentro da alma do compositor. O crítico literário lê dentro das palavras do romance os pensamentos do autor, dentro dos pensamentos as atitudes, dentro das atitudes a percepção do mundo que gera tais atitudes, e dentro daquela percepção a persona do próprio autor.

Assim também, o cabalista vê dentro de cada exemplo da realidade não sua presença palpável e definida, mas uma energia divina sustentando toda a existência, sempre nova como a água da cachoeira é renovada a cada momento, gerando e regenerando cada detalhe do vácuo absoluto, imbuindo cada coisa com suas propriedades particulares e com vida, cada instante da existência em sua maneira particular. E dentro daquela dinâmica da criação, o cabalista vê o próprio D'us.

Como resultado, temos uma afinidade com este universo ao redor. Assim como sentimos dentro de nós mesmos camada sobre camada de personalidade, mais profundamente cada extrato da consciência, e ainda dentro de tudo isso uma indefinível essência do ser, também podemos perceber profundamente dentro do universo uma sentença infinitamente maior que a nossa, e uma essência que transcende o conhecimento e o saber juntos.

Na verdade, somos os filhos daquela essência incognoscível, nossas mentes um pálido reflexo de sua luz dentro das águas barrentas do mundo material, nossas almas seu próprio sopro dentro daqueles limites corpóreos.

Por que precisamos agora da Cabalá?

O franco estudo da Cabalá atualmente não é apenas porque precisamos da inspiração que ele fornece, mas porque este é um estágio vital na evolução do mundo.

Divulgar os ensinamentos da Cabalá numa forma que a mente possa entender prepara o mundo para a Era Messiânica.A suprema fase deste mundo é uma era messiânica na qual “a ocupação do mundo inteiro será apenas conhecer a D'us”. Isso não significa simplesmente saber que há um D'us, mas conhecer Seu universo como Ele o conhece, e a sabedoria por trás disso como aquela sabedoria é uma com Ele. A preparação para este tempo já começou, e estamos nela.

A obra principal da Cabalá, o Zohar, descreve uma era que espelhará o dilúvio de Nôach – dessa vez com um mundo inundado com sabedoria em vez de água:

“No seiscentésimo ano da vida de Nôach… todos os mananciais da grande profundeza se abriram, e as janelas do céu ficaram abertas…” – Bereshit, 7:11
Sobre isto, o Zohar declara:

“No 6º século do 6º milênio os portões da sabedoria sobrenatural serão abertos, como as fontes de sabedoria terrena, preparando o mundo para ser elevado ao sétimo milênio.”
O sexto século do sexto milênio do calendário judaico corresponde ao período de 1740-1840, na verdade um período de explosivos avanços em tecnologia e ciência. Ao mesmo tempo, os portões da sabedoria sobrenatural foram abertos através dos mestres chassídicos da Cabalá.

Agora é hora de partilhar ambas as sabedorias, a terrena e a celestial, para fundi-las como uma só e inundar o mundo até que seja cumprida a promessa do profeta:
“A terra ficará repleta com a consciência de D'us como a água cobre o oceano.” - Yeshayahu 11:9

Onde posso aprender a Cabalá autêntica?

Fale com seu rabino. Talvez ele esteja dando aulas sobre Cabalá, ou algum tópico a partir de uma perspectiva cabalística.


   

sábado, 18 de outubro de 2014

Quem é Judeu?

Quem é Judeu?

 Pergunta 1:
Quem é judeu

Resposta:
Nos últimos 3300 anos, a definição universal aceita por todos os judeus, sem exceção, é a da Halachá (Lei Tradicional da Torá):
  • Qualquer pessoa nascida de mãe judia é um judeu.
  • Um não-judeu pode se converter para se tornar judeu, mas somente de acordo com as condições da halachá, incluindo circuncisão (para o homem), imersão num micvê casher e a aceitação de todos os mandamentos da Torá. Outra condição haláchica: a conversão deve ser supervisionada por um Bet Din (Tribunal Rabínico) composto por eruditos, que se sujeitam à autoridade Divina da Halachá e a seguem em suas vidas cotidianas.
2. Pode qualquer não-judeu se tornar judeu?
Resposta:
Sim! Desde que seja sincero com o seu compromisso e o Bet Din estiver convencido de sua sinceridade.
3. Esta é a única maneira de se tornar judeu?
Resposta:
Sim. Este padrão haláchico tem sido aceito através da história judaica por todos os judeus, sem exceção, observantes ou não da Torá, pelo seu bisavô tanto quanto pelo meu. O único padrão para a conversão sempre foi o tradicional haláchico. Um assunto tão sério e profundo como conversão ao judaísmo obviamente exige um critério sério e universalmente aceito, que lhe concede autenticidade.
4. A Halachá aceita conversões do movimento Reformista ou Conservador?
Resposta:
A Halachá só reconhece uma conversão quando realizada de acordo com todas as suas regras. Mas isto não é uma questão de Ortodoxo em contra partida a Conservador ou Reformista. O que conta aqui não é o rótulo que se tenta dar a um determinado grupo, mas o processo da própria conversão: se um rabino ortodoxo realiza uma conversão não totalmente de acordo com a Halachá, então essa conversão não será reconhecida pela Halachá. A Halachá é o critério exclusivo para determinar como e quando um não-judeu pode se tornar judeu.
5. Por que os judeus que aceitam a Halachá não são tolerantes com os outros padrões?
Resposta:
Os judeus sempre acreditaram que a Halachá, como parte da Torá, foi dada por D’us. Alguém que acredita nisto, obviamente não pode aceitar concessões numa questão tão fundamental. Ou o processo da conversão é realizado de acordo com a Halachá e é portanto sancionada por D’us, ou ela não concorda com a Halachá e permanece obra humana.
Conversão implica numa mudança espiritual, por isso, para um judeu que acredita na origem Divina da Halachá a conversão só pode ser feita de acordo com as condições da Lei de D’us. Qualquer outra forma ou “fórmula” é desprovida de sentido.
6. A insistência no padrão haláchico não divide nosso povo?
Resposta:
Pelo contrário, ela é a única maneira de unir nosso povo. Insistir no contrário é demagógico e deliberadamente enganoso. Para capacitar um não-judeu a se tornar um membro do povo judeu, somente um padrão de conversão tem sido aceito e ainda o é por todos os judeus sem exceção – o Haláchico. Mesmo aqueles que não se sentem obrigados pela Halachá ainda aceitam como judeus aqueles convertidos pelo padrão haláchico. Uma simples analogia: certa vez perguntaram a Golda Meir por que as Forças Armadas de Israel só serviam alimentos casher, se há muitos soldados que não observam a cashrut. “Se a comida é casher”, ela respondeu, “aqueles que não se importam com a cashrut não perdem nada ao comê-la. Mas se a comida não for casher, aqueles que guardam cashrut serão forçados a ir a outro lugar…” Obviamente, um soldado que não observa cashrut, de modo algum compromete seus princípios ao comer alimentos casher. No nosso caso também, judeus que não se sentem obrigados pela Halachá podem ainda, em nome da unidade judaica, viver com o padrão estabelecido pela Torá para a conversão.
7. Os judeus ortodoxos consideram os outros judeus plenamente judeus?
Resposta:
Absolutamente! Qualquer um nascido de mãe judia permanece por toda a vida um membro total e completo do povo judeu, independente dos seus atos ou práticas, opiniões ou afiliações. Independente das suas ações, opiniões ou graus de comprometimento, todo e qualquer judeu é nosso irmão ou irmã em todos os aspectos. Isso está declarado no Talmud e reiterado nos Códigos da Lei haláchica de Maimônides, o Shulchan Aruch, etc. De acordo com a Torá, todo judeu, sem exceção, tem valor intrínseco e é um componente essencial do povo judeu, sem o qual a nação inteira não pode realizar seu pleno potencial.
8. Por que há uma ênfase tão grande a não realização de casamentos mistos?
Resposta:
Permanecemos muito firmes nesta questão, pois o que mais tem afastado nosso povo de suas raizes é o casamento misto e a assimilação. Nossa batalha é conservar dentro de cada judeu a chama judaica viva. Cada judeu é valioso, independente de quem seja. Temos a obrigação de lutar com todas nossas forcças pela sua sobrevivência, não apenas material mas espiritual. O que tem nos mantido vivos até hoje é a não assimilação e a transmissão de nossos valores em todas as gerações. Todo e qualquer judeu vale esta batalha!


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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Moshê descreve a grandeza do povo judeu.

Moshê começou com louvores a D’us, descrevendo como Ele Se revelou no Har Sinai para outorgar a Torá. Moshê proclamou: "D’us foi ao povo judeu no Monte Sinai como um noivo que vai encontrar sua noiva. D’us ofereceu previamente a Torá a todas as nações gentias, mas elas se recusaram a aceitar."
Moshê proclamou: "A grandeza de D’us desafia a descrição. No Sinai, Ele levou com Ele apenas uma fração das hostes celestiais sob Seu comando, ao contrário de um ser humano que exibe toda sua riqueza no dia das bodas.

"Ele deu aos judeus Sua lei de fogo, a Torá, que Ele tinha gravado sobre as Tábuas com Sua mão direita."Por que a Torá é chamada de ‘uma lei de fogo’?
1 – A Torá existiu antes da criação do universo. Antes de ser entregue à humanidade, foi escrita perante D’us em fogo negro sobre fogo branco. Moshê então a escreveu com tinta sobre pergaminho.
2 – A Torá foi entregue em meio ao fogo: os anjos descendo com D’us ao Har Sinai estavam em chamas: a montanha estava em chamas; foi dado por D’us, que é chamado "um Fogo devorador"; e a face do agente de D’us (Moshê) reluziu por entre o fogo.
Moshê agora abençoou os judeus para que merecessem a vida eterna no Mundo Vindouro por terem aceitado a Torá. "D’us amava muito as tribos. Ele atou as almas dos tsadikim com Ele para a vida eterna. Eles a merecem, pois se colocaram ao pé do Monte Sinai e aceitaram o jugo da Torá."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

SALMOS (TEHILLIM)

SALMOS (TEHILLIM)





Tehilim é o Livro dos Salmos. A palavra Tehilim significa louvou e por isso podemos realmente traduzi-lo como "O Livro dos Louvores". Louvor é o tema mais frequente nos Salmos.

D'us é louvado por Sua grandeza e glória e pela bondade e compaixão que demonstra a suas criaturas. A Torá é louvada como a expressão da vontade Divina e Tsiyon como a Terra Prometida.

Está escrito no início da Torá "este é o livro das gerações do homem".

O primeiro homem, Adam (Adão) foi criado no sexto dia da Criação, véspera do primeiro Shabat. Faltava apenas três horas para que o Shabat chegasse e atingisse a perfeição completa do mundo, quando então Adam falhou, desobedecendo um dos mandamentos de D'us, de não comer do fruto da árvore proibida.

Desta forma ele rebaixou o nível de todo o Universo com a sua caída. Ele então procurou através da visão que D'us havia lhe proporcionado sobre as gerações futuras, uma alma especial que pudesse enaltecer a D'us, em busca do perdão de seu pecado, a fim de trazer de volta a perfeição ao mundo.

Encontrou então o Rei David, que estava destinado a viver somente 3 horas. Adam perguntou a D'us: "Posso doar 70 anos de minha vida para esta alma?" D'us concordou. Então os nossos sábios no Midrash falam que Adam declarou: "Mestre do Universo, este que é tão lindo, o Rei David, eu presenteei ele com soberania, e também com Cânticos de Louvor para os 70 anos de sua vida. Para que ele possa cantar perante ti."

Na história do Rei David, seu exílio, perseguições, lutas e eventual triunfo, o povo judeu encontrou um exemplo para sua própria vida. O Livro dos Salmos, através dos tempos, serviu como uma infinita fonte de inspiração, coragem e esperança.

Mas nem todos os salmos foram compostos por David; alguns são de sua autoria, outros que compilou basearam-se nos cânticos de dez pessoas: Adam, Malkitsedek, Avraham, Moshê, Himan, Yedutun, Assaf, e os três filhos de Côrach, todos compostos por inspiração Divina.
Por que recitamos Salmos?

A resposta é simples: quanto maior a escuridão, maior será a revelação da luz. Neste mundo de tanta obscuridade em que nos encontramos hoje, nada mais apropriado do que carregar o maior instrumento contra o mal: um livro de Salmos. Em todas as épocas, o Sêfer Tehilim, Livro dos Salmos, tem sido ao mesmo tempo fonte de conforto e consolo aos angustiados e expressão de gratidão aqueles que recebem as bênçãos Divinas.

O livro de Tehilim é usado sempre quando uma pessoa deseja aproximar-se ou pedir algo a D'us. Possui 150 capítulos, que contêm louvor e súplicas a D'us, dividido em cinco partes, paralelas aos cinco livros de Moshê, e ainda subdividido em sete partes, uma para cada dia da semana, e ainda em 30 divisões, para cada dia do mês. Muitos judeus costumam recitar uma porção dos salmos a cada dia após as orações matinais, completando assim toda a seqüência no decorrer de uma semana, ou de um mês.

Apesar de terem sido escritos séculos atrás, os Salmos são perfeitamente pertinentes na atualidade. A luta para permanecer vinculados e próximos a D'us frente à opressão do mundano, ainda constitui-se na nossa batalha diária.

Este é o motivo da atração que os Salmos exercem. Há Salmos específicos recitados para diferentes ocasiões. Entre os costumes o de recitar diariamente o capítulo que corresponde a idade que a pessoa irá completar (aquele que tem 18 anos completos, por exemplo, lê diariamente o número 19, e ao completar 19, passa a ler o 20, e assim por diante). O Tehilim deve ser recitado todos os dias e permanentemente.

Há uma conhecida expressão que diz que se todo aquele que soubesse o real poder dos Salmos, não pararia um segundo sequer de recitá-lo.

Não somente os Salmos, mas todas as escrituras sagradas (Tanach), não devem ser recitadas na primeira metade da noite, ou seja, desde o pôr-do-sol até a meia-noite.

Peça aos Salmos

Salmo 01

Para um parto normal, para preservar a juventude, para os produtos da terra, para permanecer leal, para perseverança no bem.

Salmo 02

Para boa sorte, para desenvolver a intuição, para a clarividência, para o poder de cura, contra as guerras, contra as tiranias.

Salmo 03

Para se libertar das preocupações, contra inimigos, para ter fé em Deus, para dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta.

Salmo 04

Para se livrar da insônia, para ganhar um processo, para diminuir as provações, contra as calúnias, para alcançar êxito, contra a raiva, contra as traições, contra o abandono.

Salmo 05

Proteção contra os inimigos, para receber favores de autoridades, contra a preguiça, contra a maldade, contra a fraude, contra a hipocrisia, contra ladrões, contra assassinos, contra doenças da língua.

Salmo 06

Para alívio de esgotamento, contra a dor, contra a tristeza, contra a melancolia, para fazer boa viagem, contra todas as doenças em especial as doenças dos ossos, do sangue, dos olhos, contra a congestão, contra hipertrofias, contra acusações injustas.

Salmo 07

Para desmascarar os inimigos, proteger dos fanfarrões e para resolver rapidamente qualquer situação de perigo, contra dores de cabeça, contra o cólera, contra a preguiça.

Salmo 08

Para receber favores em transações comerciais, contra doenças infantis e de animais.

Salmo 09

Ajuda a descobrir a vocação, para ter sonhos reveladores e para acabar com a impotência sexual, contra a violência, contra doenças graves e consideradas incuráveis, contra a pobreza.

Salmo 10

Para ajudar, quando tudo e todos parece estar contra, proteção nas viagens, contra dores nos olhos, proteção durante as tempestades, incêndios.

Salmo 11

Para quando se está desorientado, para acreditar em si, para aumentar a fé, contra a vaidade, contra a mentira, contra o orgulho, contra a ignorância, contra atos perversos, para se obter luz e pureza.

Salmo 12

Para proteção contra caluniadores e tagarelas; combater vícios, vista fraca, contra morte repentina, sustos, doenças nervosas.

Salmo 13

Para banir a depressão e a dúvida; contra a incredulidade, impiedade, amores impuros, tentações, doenças do coração e estômago, febres.

Salmo 14

Para escapar da pobreza, ganhar confiança e favor; obter caridade, amor do próximo; contra enganadores, caluniadores.

Salmo 15

Para ter coragem, ajudar a recuperar objetos perdidos e para vencer a depressão; contra o desespero, idiotismo, crianças atrasadas, enfermidades dos rins, reumatismos, gota, dores, febre.

Salmo 16

Para um sono repousante, prevenir vícios e para experimentar um grande contentamento. Para conhecer coisas ocultas, obter intuição apurada, força nas provas, contra a paralisia, apoplexia, fraqueza dos membros, dores, febres, intestinos, epilepsia, fecundidade.

Salmo 17

Para ser vitorioso em qualquer tipo de ação, restabelecimento da confiança quando sob pressão, para uma jornada segura. Contra inundações, orgulho, ignorância, peste, febre, doenças das mãos.

Salmo 18

Para proteção ao efetuar algo perigoso, contra drogas e vícios para vencer assaltantes e agressores. Para o desenvolvimento de dons naturais, mediunidade, conhecimento de ciências humanas e para após a cura de doenças.

Salmo 19
Para ter sucesso quando falar em público e para ter êxito nos estudos. Sorte.

Salmo 20

Para ter sucesso em negócios honestos, proteção contra perigos e sofrimentos de um dia, bom caráter, bom humor, tranqüilidade, paz de espírito, beleza de corpo e alma, contra perturbações, e perda de pessoas queridas.

Salmo 21

Para obter apoio daqueles que desfrutam de cargos de autoridade e para manter a paz matrimonial, proteção contra a tempestade em alto mar. Nas doenças mais cruéis, mais rebeldes, nos desesperos, nos sofrimentos morais mais intensos, no abandono total, nas traições, doenças do coração, do ventre, dos ossos, do peito, tuberculose, anemias, mordeduras, na ruína completa, contra possessões e aparições de espíritos.

Salmo 22

Para ajudar em situações extremas, para afastar a má sorte. Resignação nas provas e pedidos de bens temporários.

Salmo 23
Para ter paz de espírito e obter instruções nos sonhos, para pureza de coração, contra a blasfêmia e o falso juramento.

Salmo 24

Para obter uma graça, para obter força para enfrentar uma grande oposição, confiança em Deus, recuperação de herança, fortalecimento de amizades.

Salmo 25

Para achar pessoas desaparecidas, para se livrar da impopularidade, para receber força, contra perseguições, contra vinganças.

Salmo 26
Para obter absolvição quando condenado indevidamente, contra os perigos da terra e do mar, contra o medo, contra o susto, ladrões, inimigos, traições.

Salmo 27

Para vencer fobias, para ser aceito em lugar estranho, más companhias, ocasiões perigosas, para ser ouvida nas preces.

Salmo 28

Para se relacionar bem com os vizinhos, para fazer as pazes com quem brigamos, para ter fé em Deus, contra o orgulho.

Salmo 29

Para exorcizar um local como, residência, escritório, sala, etc., para vencer um espírito mal, para manter o respeito entre os pais e filhos, para ter saúde, nas doenças físicas, problemas de consciência, para uma velhice feliz.

Salmo 30

Para se recuperar de uma doença, proteção contra calúnias, para afastar olho gordo, contra perigos e armadilhas, ódio de vizinhos, confusão, traição e abandono, unir lares, amor aos estudos.

Salmo 31

Para vencer a depressão e o pesar, contra caluniadores, para remissão dos pecados, raiva, destruição de magias e privilégios.

Salmo 32

Para se livrar de afogamento, e para encobrir algo, para artistas, conservação da voz, fraternidade.

Salmo 33

Para vencer a infertilidade, a impotência, ajudar a desenvolver inteligência, para evitar a morte de uma criança, brandura, paciência, perseverança, insucesso nos negócios, prosperidade e doenças do ossos.

Salmo 34

Para se livrar de uma doença deformadora, obter favores de pessoas importantes, desenvolver a inteligência, proteção aos pobres e abandonados, viúvas e órfãos.

Salmo 35

Para sair vitorioso numa demanda judicial, num tribunal, proteção da casa.

Salmo 36

Para proteger nas mudanças, para a proteção dos animais domésticos e de estimação e para sai vitorioso numa demanda judicial, êxito nos negócios, transportes, contra a fome, maus jogadores,. para amizade firme, paz de espírito.

Salmo 37

Para obter boa publicidade, curar a caduquice e fortalecer a memória, para se livrar da bebida, febre, medula espinhal, abcessos, feridas, contusões, luxações, gagueiras, curativos, paralisia, rins, olhos, ouvidos, surdez, contra a calúnia, contra as magias, contra os maus espíritos.

Salmo 38

Para alcançar o perdão das nossas falhas e pedir proteção.

Salmo 39

Para desenvolver a inteligência, para obter orientação para o futuro. Calúnias, visões, manifestações espirituais, clarividência, profecias, dom da palavra.

Salmo 40

Para se livrar da ansiedade e de espíritos malignos. Sofrimentos morais, amores contrariados.

Salmo 41

Para obter alta do hospital, para recuperar a credibilidade após ter sido difamado. Perturbações da alma, desespero.

Salmo 42

Para alívio espiritual Perturbações da alma, proteção.

Salmo 43

Amor honesto.

Salmo 44

Para obter o perdão por não ter cumprido o que prometeu à alguém e proteção contra os inimigos. Beleza física e moral, iluminação espiritual, renovação do corpo.

Salmo 45

Para aumentar ou readquirir a harmonia conjugal. Provas e tribulações pessoais.

Salmo 46

Para obter a paz em sua casa, local de trabalho ou no seu país. Fé firme.

Salmo 47

Para celebrar um sucesso e obter êxito e o amor de alguém. Proteção da casa contra os maus espíritos.

Salmo 48

Para proteger a sua casa contra ladrões e vencer a inveja alheia. Sabedoria, prudência, refinar o pensamento, elevar-se sempre, afastar as ignorâncias.

Salmo 49

Proteção de animais domésticos.

Salmo 50

Perdão, conhecimento dos mistérios e coisas ocultas, pureza e poder da vontade.

Salmo 51

Contra feiticeiros, invejosos e caluniadores.

Salmo 52

Contra a maldade.

Salmo 53

Para ajudar a desenvolver a fé. Contra a maldade.

Salmo 54

Perseguições, inimizades, temor da morte, roubo, fraude, hipocrisia, falsas amizades.

Salmo 55

Contra um inimigo sem piedade.

Salmo 56

Tristeza moral, inquietação física.

Salmo 57

Falsidade, mentiras, enfeitiçamento, magia negra.

Salmo 58

Contra bandidos, assassinos.

Salmo 59

Recompensas.

Salmo 60

Heranças futuras.

Salmo 61

Perda de lugares e dignidade, contra maldições, abuso de confiança, roubos.

Salmo 62

Abundância, insônia.

Salmo 63

Calúnias, maldades, vinganças, línguas venenosas, invenções diabólicas.

Salmo 64

Para vocação, ação de graças.

Salmo 65

Voltar à vida depois de longa enfermidade, provas terríveis da vida, calamidade em fogo ou água.

Salmo 66

Justiça Universal.

Salmo 67

Prosperidade nas empresas, defesa para viúvas, órfãos e oprimidos, proteção de prisioneiros, viagem feliz, consolação dos desesperados, perturbação dos elementos, diminuição da pobreza.

Salmo 68

Idéias negras, agonia moral, abandono, doenças da garganta, perda de voz, loucura, denúncias injustas, embriaguez, traições.

Salmo 69

Pobreza, êxito nos negócios, pagamento de dívidas, empréstimos.

Salmo 70

Para ajudar a resolver problemas difíceis, amenizar os desgostos e o desespero e desenvolver a paciência. Proteção para crianças e velhos.

Salmo 71

Justiça igual para todos, paz universal, extinção da pobreza, liberdade verdadeira, pedir comodidade, abundância, prosperidade.

Salmo 72

Contra os maus, doença nos membros, paralisia, rins, coração, imbecilidade, idiotismo, anemia, tuberculose e vício.

Salmo 73

Contra fantasias, maus espíritos.

Salmo 74

Para ganho de processo.

Salmo 75

Trabalho e riqueza, renovação do mundo.

Salmo 76

Perturbação da alma, insônia, amor à prece e à meditação.

Salmo 77

Para uma velhice feliz.

Salmo 78

Para não haver guerra

Salmo 79

Para ajudar no sucesso profissional e reconhecimento do talento. Contra o ciúme.

Salmo 80

Música e harmonia, domínio dos idiomas, contra os sofrimentos.

Salmo 81

Proteção dos pobres, dos órfãos, contra as trevas.

Salmo 82

Contra explorações religiosas, contra incêndio.

Salmo 83

Amor à religião.

Salmo 84

Benção para a terra, jardins, etc.

Salmo 85

Súplica ardente para qualquer pedido, desenvolver qualidades do espírito e coração.

Salmo 86

Transformação do corpo, vitória da verdade.

Salmo 87

Para descobrir a verdade e coisas ocultas. Para doentes, aflitos, abandonados e pobres, traições e abandonos.

Salmo 88

Apaziguar orgulhosos e teimosos.

Salmo 89

Sucesso nos negócios e empreendimentos. Dignidade pessoal, altivez justa, prolongamento da vida, fraquezas humanas, desânimo, perturbação, sabedoria, calma nas provas, necessidade do trabalho, amor ao trabalho.

Salmo 90

Harmonia do lar e contra assaltos. Línguas perversas, visões más, pesadelos, insônia, ilusões, maus espíritos, vampiros, animais perigosos.

Salmo 91 http://tinyurl.com/y43r2ec

Bom para todos os assuntos. Deixar aberto, sempre.

Salmo 92

Exercício da força, agilidade.

Salmo 93

Bom para todos os assuntos. Deixar aberto, sempre.

Salmo 94

Alegria, ação de graças.

Salmo 95

Para limpeza energética e espiritual de ambientes particulares ou comerciais.

Salmo 96

Caridade, iluminação.

Salmo 97

Para a reconciliação conjugal. Harmonia.

Salmo 98

Fé em Deus, devoção dos anjos.

Salmo 99

Consciência pura.

Salmo 100

Vida reta, pura e honesta. Evitar os maus, livrar-se de malidicentes, vaidosos, ambiciosos e orgulhosos.

Salmo 101

Devem ser feitos juntos, para obter a fertilidade ou manter a saúde e curar as doenças.

Salmo 102

Ajuda nas decisões e manter o emprego; favorece os advogados. Cura da alma e do corpo, volta à vida, graças temporais, saber sofrer e crescer, perdão, união com os espíritos superiores.

Salmo 103

Para a fertilidade. Chuvas, ventos, raios, desabamentos e para colheita abundante.

Salmo 104

Ajuda a descobrir as verdades nos processos jurídicos. Contra fome, a sede, a escravidão, as trevas da ignorância, animais nocivos, prosperidade e riqueza.

Salmo 105

Devem ser feitos juntos, para obter a fertilidade ou manter a saúde e curar as doenças.

Salmo 106

Contra a fome, escolha de uma residência, opressão, desgosto, angústia, fecundidade, abundância em geral, contra enjôos.

Salmo 107

Contra os inimigos comuns.

Salmo 108

Livra dos opressores e confunde as energias negativas mandadas. Vitória sobre os mentirosos, caluniadores.

Salmo 109

Somos todos filhos de Deus.

Salmo 110

Sustento da alma humana.

Salmo 111

O bem traz a felicidade, a inveja é pecado.

Salmo 112

Deus proteção, contra a esterilidade.

Salmo 113

Devem ser feitos juntos, para obter a fertilidade ou manter a saúde e curar as doenças.

Salmo 114

Harmonizar a família em questões de heranças e encontrar um namorado. Pelo amor verdadeiro, contra o sofrimento físico e moral, pelas crianças.

Salmo 115

A fé e o amor, contra a mentira.

Salmo 116

Pela união universal.

Salmo 117

Força nas provações, prosperidade, santificação de festas.

Salmo 118

Para abrir os caminhos, ganhar os processos judiciais, encontrar um bom emprego. Pureza da vida, contra armadilhas perversas, nos arrependimentos, bondade e disciplina, inteligência.

Salmo 119

Para nos proteger de inimigos religiosos ou de alguma seita. Contra a crítica, pela união e pela paz.

Salmo 120

Bom para viagens, para não ter medo de enfrentar a vida. Contra o terror e maus sonhos.

Salmo 121

Justiça, paz, prosperidade.

Salmo 122

Dores nos olhos, imposições.

Salmo 123

Doenças do sangue. Tudo podemos com Deus.

Salmo 124

Proteção de Deus. Confiança na providência.

Salmo 125

Pelos prisioneiros, aflitos e os que choram.

Salmo 126

Proteção da família e da casa e saúde dos filhos.

Salmo 127

Honestidade, vida longa e feliz.

Salmo 128

Vitória sobre os inimigos.

Salmo 129

Pelos mortos, revelação de coisas ocultas, pelas almas sofredoras.

Salmo 130

Doenças dos olhos, o verdadeiro saber, segurança das crianças.

Salmo 131

Sono reparador, amor à Deus, auxílio dos pobres.

Salmo 132

Fraternidade universal, união, amor, concórdia.

Salmo 133

Consagração a Deus, bons exemplos.

Salmo 134

Consagração a Deus, bons exemplos.

Salmo 135

A mão de Deus, as grandezas da criação.

Salmo 136

Dureza do exílio, aspiração à vida superior.

Salmo 137

As riquezas vem de Deus.

Salmo 138

Deus está em tudo, vitória da luz sobre as trevas.

Salmo 139

Livra dos inimigos, confundir as pessoas que nos caluniam.

Salmo 140

Prudência no falar e reserva nas relações, confiança absoluta em, Deus, paciência.

Salmo 141

Proteção contra os inimigos.

Salmo 142

Infelicidade, desânimo, escolha de vocação, luzes espirituais, posição, casamento, viagem, amor honesto.

Salmo 143

Abundância de bens, beleza das casas, paz.

Salmo 144

Agiliza as respostas, combater as contrariedades, tomar decisões certas. Promessa de Deus.

Salmo 145

Confiança em Deus.

Salmo 146
Deus é poder.

Salmo 147

Contra ladrões, paz universal, abundância e prosperidade, para as crianças.

Salmo 148

Ação de graças.

Salmo 149
Vitória e fé.

Salmo 150

Harmonia universal, louvor a D'us

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

NORDESTE SHEL ZAHAV







NORDESTE SHEL ZAHAV - De Ouro.
(Bnei Anussim!)

Vento sopra nas nuvens, sobre o mar tranqüilidade
Com maestria e sutileza, borda nós de liberdade
O azul do oceano espelha semblante de gente
que é Goyaz, é povo forte, vindo ao novo continente

Professando em voz alta, a Torah de Israel
De sua boca sai o salmo, reverbera pelo céu
Proclamando a unidade, do Deus único e soberano
Vento seca em terra seca as lagrimas do marrano

Mas o vendaval soprou nas dunas, fronte ao mar tempestuoso
E Moldou com sua fúria, um formato pavoroso
Vermelho tinto o oceano, fervendo refletiu gente
Que para espalhar terror, chegou do velho continente
Para cravar a sua fé, como suprema verdade
sob as dunas soterrou, do judeu a identidade

Formas das nuvens dos céus, soterradas pelo pó
O judeu foi delatado, em hebraico Mossoró
Escapou sobrevivente, se tornou um Seridó
Agora é camponês, que na Judéia é Acari
Escondeu baixo da cruz, a estrela de David

Ocultou na carne seca, salgamento ritual
Sob as pedras da cruz, enterrou o memorial
A rua do Bom Jesus, cobre a rua dos Judeus
O chapéu do cangaceiro, disfarça quipa oh Deus !

Melodia do aboio
é o que sobra do salmista
No salmo noventa e um Mezuza é só uma pista
A toura ta na cocheira
em segredo é a Torah
Deu pra vê até o chifre
é o cabo de segura

Sob a batina do padre, o rabino se afoga
A sombra da igrejinha escurece a sinagoga
Dá verruga apontar, pras estrela lá do céu
é pretexto pra oculta, Shabat num escuro véu

No lugar de enlutado, a palavra é Avelino
Uma lagrima encarcera, o sorriso do menino
Encarcerada na risada
lágrima é alusão
Represada por barragem, que alude à inquisição

Mas como tudo é Maceió, quer dizer atos de Deus
após a Ceará, tempestade sobre os judeus,
a chuva convida o vento, que as dunas vai soprando
desvendando sob a areia
o semblante de um humano
ressuscitando das cinzas, os ossos secos do marrano

Das pedras do cemitério desvenda o memorial
tirando baixo da cruz a estrela nacional
Revela que carne seca é salgamento ritual
põe chapéu de cangaceiro com a estrela de David
vai a rua do Bom Jesus a dos Judeus encontra ali

La reconstroi o seu templo
cantando como salmista
No umbral da sinagoga Mezuza prega a vista
Lugar do touro é na cocheira
da Torah na sinagoga
Junto ao rabino abóia, ao Deus infinito roga
Vê a criança apontando pras estrelas la do céu
Recebendo o Shabat a noiva de Israel

Rasga o choro do enlutado nascimento do menino
que nasceu com o nome Brites sobreposto ao Avelino
É o retorno do marranos
depois de tantos anos
pelas mãos do pai do céu
à nação de Israel.

Autoria de More Ventura
Um abraço a todos os "Bnei Guiborim!" "Filhos Valentes"!
Judaísmo é atitude!
(compartilha? Vlw!)

Targum Faz Rute

Targum Rute Tradução de Samson H. Levey Capítulo 1. 1- Aconteceu nos dias do juiz de juízes que havia uma grande fome na terra de I...