terça-feira, 4 de novembro de 2014

QUEM É YESHUA NAZARETH?







POR QUE YESHUA NAZARETH NÃO É O FILHO DE ADONAI-ELOHIM? POR QUE YESHUA NAZARETH NÃO É O MASHIACH? 
QUEM É YESHUA NAZARETH?

De fato, é muito fácil mostrar que quaisquer seguimentos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos não representam o caminho de volta ou o retorno ao modo de viver judaico. Por exemplo, a referência evangélica EVANGELHO DE MATEUS 1,1-17 não registra nenhuma referência tanaítica profética, mas apresenta a descrição da genealogia de YESHUA NAZARETH por parte de YOSEF BEN YAAKOV. Em particular, a referência evangélica EVANGELHO DE MATEUS 1,16 apresenta, de fato, YOSEF BEN YAAKOV como o ESPOSO (MARIDO CARNAL) de MYRIAN NAZARETH, a qual é a mãe de YESHUA NAZARETH. Entretanto, é necessário saber que a palavra aramaica transliterada por GABBRAH é traduzida para a língua portuguesa precisamente como HOMEM, mas não como ESPOSO (MARIDO CARNAL) e nem tão pouco traduzido simplesmente como PAI (BIOLÓGICO CARNAL), conforme ensinam os missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos ao tentarem evangelizar judeus. E, do mesmo modo, é necessário saber que a herança judaica messiânica e, sobretudo as profecias tanaíticas messiânicas foram concedidas apenas, exclusivamente, somente e unicamente aos judeus através de ADONAI-ELOHIM. Do mesmo modo, apenas, exclusivamente, somente e unicamente os eruditos e os sábios judeus são as pessoas mais destacadas, indicadas e qualificadas para descrever, identificar e reconhecer verdadeiramente o MASHIACH. E, por fim, também é necessário saber que as fontes literárias tanaíticas descrevem e relatam, em várias situações, a genealogia familiar de um homem judeu transmitida apenas, exclusivamente, somente e unicamente a partir do pai biológico judeu, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 1,1-54 e SEPHER NAVI YIRMIYAHU 33,1-26. Correto?

Mas, entretanto, deve-se saber também que o primeiro critério profético tanaítico estabelece e exige necessariamente e obrigatoriamente que o MASHIACH deve ser um homem judeu, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 24,1-25 e SEPHER DEVARIM 17,1-20. Mas, por outro lado, o segundo critério profético tanaítico estabelece exige necessariamente e obrigatoriamente que o MASHIACH deve ser um homem descendente biológico judeu da TRIBO DE YEHUDAH, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 49,1-33. E, além disto, o MASHIACH deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológico judeu patrilinear direto de DAVID MELECH BEN YISHAI, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER NAVI SHEMUEL BET 7,1-29; SEPHER NAVI YIRMIYAHU 23,1-40; SEPHER NAVI YIRMIYAHU 33,1-26; SEPHER NAVI YEHEZKEL 17,1-24; SEPHER NAVI YEHEZKEL 34,1-31; SEPHER NAVI MIKHAYAHU 5,1-14; SEPHER TEHILIM 89,1-53; e SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 17,1-27. E, por fim, o ansiado e esperado MASHIACH também deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológico judeu patrilinear direto de SHLOMO MELECH BEN DAVID, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 22,1-19 e SEPHER DIVREI HAYAMIN BET 7,1-22. Correto?

Mas, entretanto, a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 3,23-38 relata que YOSEF BEN YAAKOV é descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI através de NATHAN BEN DAVID (o qual é irmão biológico judeu de SHLOMO MELECH BEN DAVID), mas não descendente biológico judeu do próprio SHLOMO MELECH BEN DAVID (como de fato deveria ser), conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 3,1-24 e SEPHER DIVREI HAYAMIN ALEF 14,1-17. E também a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 3,23-38 relata que YOSEF BEN ELI (talvez outro nome para o ESPOSO de MYRIAN NAZARETH) é descendente biológico judeu de NATHAN BEN DAVID, o qual é filho biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI e também irmão biológico judeu de SHLOMO MELECH BEN DAVID. Mas, no entanto, não há provas textuais evangélicas de que MIRYAM NAZARETH é descendente biológica judia de DAVID MELECH BEN YISHAI. E, de acordo com isto, deve ser muito bem lembrado que, há muito tempo atrás, filósofos e teólogos cristãos têm ensinado (sem exibir provas textuais) que YESHUA NAZARETH possuía um pai adotivo, o qual transferiu, por adoção, a sua genealogia judaica paterna para YESHUA NAZARETH. Mas, entretanto, o que revelam sobre isto as referências tanaíticas proféticas???

As escrituras sagradas tanaíticas exigem que a adoção familiar judaica ocorra exclusivamente através do pai biológico judeu e não através da mãe biológica judia, conforme registrado nas referências tanaíticas SEPHER BAMIDBAR 1,1-54; SEPHER NAVI EZRA 2,1-70; e SEPHER DRIVEI HAYAMIN ALEF 1-29. Nestas referências tanaíticas não constam registros de um homem judeu que transferiu por adoção a sua genealogia judaica paterna para outra pessoa judia. Além disto, um sacerdote judeu que adotou um judeu oriundo de outra tribo judia não fazer dele um sacerdote judeu através da adoção familiar. Mas, segundo a referência evangélica EVANGELHO DE LUCAS 1,5-7,34-38, MIRYAM NAZARETH é apresentada como parenta biológica judia de ISABEL [uma das filhas biológicas judias do sacerdote, AHARON BEN AMRAM (o irmão biológico judeu mais velho de MOSHEH BEN AMRAM)]. Assim, MIRYAM NAZARETH deve ser necessariamente e obrigatoriamente descendente biológica judia de LEVI BEN YAAKOV. E, desta forma, conclui-se que se YESHUA NAZARETH é filho biológico judeu de MIRYAM NAZARETH, mas sem a necessária e a obrigatória participação de um pai biológico judeu, então ele é necessariamente descendente biológico judeu de LEVI BEN YAAKOV, mas não descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI (como ensinam filósofos e teólogos cristãos) [1–5].

Mas, entretanto, as referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 1,18-25 e EVANGELHO DE LUCAS 1,26-38, conduzem ao leitor atento a conclusão óbvia de que YESHUA NAZARETH não possui um pai biológico judeu porque um anjo surge repentinamente e anuncia a MYRIAN NAZARETH que ela engravidará pela ação do ESPÍRITO SANTO. Desta forma, como resolver o grave problema da filiação biológica judia paterna de YESHUA NAZARETH para que, de fato, seja totalmente satisfeito o segundo critério profético tanaítico??? E, de fato, foi exatamente neste ponto aqui que os autores das referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 1,18-25 e EVANGELHO DE LUCAS 1,26-38, construíram a maior fraude cristã testamentária para resolver o grave problema da filiação biológica judia paterna de YESHUA NAZARETH, a qual foi a ridícula invenção do nascimento mítico de YESHUA NAZARETH. De acordo com esta discussão, perguntam os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita [1–5]:

Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH não será descendente biológico judeu de DAVID MELECH BEN YISHAI, mas que a mãe do MASHIACH engravidará por intermédio da incrível intervenção sacra do ESPÍRITO SANTO??? Entretanto, se YESHUA NAZARETH foi gerado pela incrível ação miraculosa do ESPÍRITO SANTO, então quais foram, de fato, os reais motivos para se registrar a genealogia judaica paterna de YESHUA NAZARETH através de YOSEF BEN YAAKOV??? Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH não será filho biológico de um homem judeu, mas que o seu nascimento será miraculoso??? Quais referências tanaíticas proféticas revelam que o MASHIACH será um homem dotado de superpoderes??? E quais referências proféticas tanaíticas revelam que o MASHIACH será objeto de adoração e idolatria como ainda ocorre no meio religioso cristão??? Na realidade, YESHUA NAZARETH não cumpriu as exigências de nenhum critério profético tanaítico [1,2].

De fato, as escrituras sagradas tanaíticas estão repletas de revelações proféticas judaicas messiânicas, mas nenhuma referência tanaítica profética se refere diretamente ou indiretamente a YESHUA NAZARETH. Por exemplo, a referência tanaítica SEPHER DEVARIM 30,1 registra uma revelação profética na qual MOSHEH BEN AMRAM prediz que, em um futuro ainda muito longínquo, após o grande período da dispersão judaica, então surgirá a época na qual todos os judeus se arrependerão e retornarão para ERETZ YISRAEL, e eles observarão para definitivamente e para sempre todos os mandamentos, os preceitos e as prescrições registradas na TORAH. Outro exemplo está registrado na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 49,1-33, quando YAACOV BEN YITSHAK refere-se ao MASHIACH pelo nome SHILO. Até o hipócrita, maldoso e malicioso profeta BILAM BEN BEOR revela que nos dias do grande retorno judaico todos os judeus do mundo serão liderados pelo MASHIACH, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER BAMIDBAR 24,1-25. E também os profetas hebreus se referem ao grande advento da ERA MESSIÂNICA como uma era de paz, conforme registrado na referência tanaítica SEPHER NAVI YESHAYAHU 11,1-6. E, por fim, as fontes literárias tanaíticas revelam claramente que a única vinda do MASHIACH é caracteristicamente judaica. Entretanto, YESHUA NAZARETH não é o MASHIACH!!!

A característica fundamental do modo de viver judaico consiste em saber que existe somente um ÚNICO SER SAGRADO, ADONAI-ELOHIM, que é um SER PLENO DE PROPÓSITOS E CRIADOR de um mundo no qual todos os seres humanos carregam a sua razão de existir. O sábio judeu rishonita sephardi, RABBI MOSHEH BEN MAIMON, O RAMBAN (1138 – 1204), ensina, no início da sua obra literária judaica, MISHNEH TORAH, que o principal fundamento e o pilar de todo o conhecimento religioso judaico reside em saber que o CRIADOR existe; que ELE é ÚNICO; e que ELE concede vida a todos os seres vivos [6]. E, de fato, o primeiro dos TREZE PRINCÍPIOS DA FÉ JUDAICA, elaborados por ele no século XII e contidos na sua obra literária judaica, PEIRUSH HA-MISHNAYOT, enuncia que apenas ADONAI-ELOHIM é O CRIADOR E O SENHOR DO MUNDO [7]. Os NEVIIM YISRAEL e os SÁBIOS DO TALMUD referem-se a ADONAI-ELOHIM quem transmitiu a AVRAHAM BEN TERAH [AVRAHAM FILHO DE TERAH (AVRAHAM AVINU – AVRAHAM, NOSSO PAI)], YITSHAK BEN AVRAHAM (YITSHAK FILHO DE AVRAHAM) e YAACOV BEN YITSHAK (YAACOV FILHO DE YITSHAK), e QUEM se autodenomina ADONAI-ELOHIM. Mas, entretanto, o que os FILHOS DE YISRAEL sabem sobre ADONAI-ELOHIM, a QUEM os libertou da escravidão no EGITO e, em seguida, REVELOU-SE a eles no DESERTO DO SINAI? E o NAVI YIRMIYAHU BEN HIZKIYAHU declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente ADONAI-ELOHIM é o REI ETERNO; o REI SALVADOR; o REI ÚNICO; e o REI VERDADEIRO, segundo está escrito [7]:

Mas só o Eterno é o Deus verdadeiro! É o Deus vivo e o Rei eterno! Ante Sua ira estremece a terra e Sua indignação não pode ser suportada pelas nações.

Sepher Navi Yirmiyahu 10,10

Desta forma, o NAVI YIRMIYAHU BEN HIZKIYAHU declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente ADONAI-ELOHIM é ETERNO e VIVO, isto é, um ser existente, presente e real, mas não como um ser vivo biológico ou ser físico material. E, portanto, ADONAI-ELOHIM não pode ser considerado como um conceito filosófico. E, além disto, como ADONAI-ELOHIM é VERDADEIRO e VIVO, segundo os NEVIIM YISRAEL e os SÁBIOS DO TALMUD, também a SUA EXISTÊNCIA é INCONDICIONAL e REAL. Mas esta existência não é fisicamente real e nem é conhecida ou sustentada teologicamente por encarnação de um ou mais indivíduos, fé, imaginação e nem por intermédio de votação pública. Mas, entretanto, apesar de ser REAL, VERDADEIRO e VIVO, ADONAI-ELOHIM parece ser inacessível, inatingível e misterioso, conforme registrado no TANAKH. A TORAH registra que nem mesmo MOSHEH BEN AMRAM, percebeu fisicamente a GLÓRIA DIVINA, segundo está escrito [7]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

Entretanto, na referência tanaítica SEPHER SHEMOT 33,18-23, ADONAI-ELOHIM que nenhum ser humano poderá VÊ-LO e CONTINUAR A VIVER. Diante disto, não há como aceitar o ensinamento de YESHUA NAZARETH, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 10,30.

Outro exemplo das obras idolátricas realizadas por YESHUA NAZARETH está registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 11,1-44, a qual relata que YESHUA NAZARETH ressuscitou a LÁZARO, irmão de MARIA e MARTA, mas, entretanto, nenhuma autoridade religiosa cristã conseguiu até hoje realizar a ressurreição física de alguém e, do mesmo modo, ninguém conseguiu realizar curas físicas em seres humanos sem o auxílio de medicamentos. De fato, até hoje ninguém realizou obras iguais ou obras maiores do que aquelas obras supostamente realizadas por YESHUA NAZARETH, conforme registradas nas fontes literárias evangélicas. E, deste modo, não há, de forma alguma, a necessidade de se acreditar em YESHUA NAZARETH. Desta forma, YESHUA NAZARETH induz os seus discípulos a confusão, ao erro, e a idolatria, ou então é fraudulenta a referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 11,1-44. E, além disto, YESHUA NAZARETH é apresentado nas fontes literárias evangélicas como um judeu que freqüenta sinagogas, discute com rabinos fariseus (cujos nomes de nenhum deles são citados) e realiza curas físicas e espirituais, e milagres em pessoas (cujas fontes bibliográficas nada se conhecem). Porém, é apenas nas mitologias é que divindades nascem de virgens, encarnam, morrem e ressuscitam. Ao contrário disto, ADONAI-ELOHIM revela que não há outra divindade além DELE, segundo está escrito:

A ti foi mostrado para que soubesses que o Eterno – Ele é o Deus, e não há outro fora Dele.

Sepher Devarim 4,35

Confirmando mais uma vez a SUA UNICIDADE, ADONAI-ELOHIM revela ao NAVI YESHAYAHU BEN AMOS que não existe e nem jamais existirá outra divindade além DELE, segundo está escrito [6,7]:

Assim disse o Eterno, o Rei de Israel e seu redentor, o Eterno dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e não existe Deus além de mim! Quem como eu poderia proclamar – que o faça, se puder – tudo que foi feito desde que este povo antigo escolhi, e tudo que ainda haverá de acontecer? Não vos assusteis nem temais; não vos anunciei e vos fiz conhecer desde aquele tempo? Vós sois as Minhas testemunhas! Porventura há outro Deus além de Mim? Não! Não há outra rocha. Nenhuma outra conheço, nem conhecereis.

Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8

E o NAVI YESHAYAHU BEN AMOS declara, reforça e repete claramente o ensinamento judaico sobre a SALVAÇÃO DIVINA e a UNICIDADE DIVINA devida a ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito:

Em verdade, Tu és um Deus que se oculta, ó Deus de Israel, o salvador.

Sepher Navi Yeshayahu 45,15

Portanto, diante das referências tanaíticas SEPHER NAVI YESHAYAHU 44,6-8 e SEPHER NAVI YESHAYAHU 45,15, os ensinamentos sobre a divindade e a messianidade de YESHUA NAZARETH estão em completo desacordo com o TANAKH e induzem os seus discípulos ao erro e a idolatria, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 5,18. Mas, o autor da referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 5,18 relata que os judeus rejeitavam a YESHUA NAZARETH porque ele desrespeitava o SHABBATH e se fazia igual a ADONAI-ELOHIM. E, além disto, nem os familiares de YESHUA NAZARETH acreditavam nele, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 7,1-5. Mais adiante, YESHUA NAZARETH induz os seus discípulos ao erro ao ensinar que a UNICIDADE de ADONAI-ELOHIM é dividida em duas pessoas, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 8,58 e EVANGELHO DE JOÃO 10,30. Idolatria!!!

A referência rabínica SEPHER HA ZOHAR – TIKUNEI ZOHAR 17a, da autoria do sábio judeu tanaíta da quarta geração, RABBI SHIMON BAR YOCHAI, O RASHBI (100 d.e.c. – 160 d.e.c.), registra que não há pensamento algum que contenha a PLENITUDE de ADONAI-ELOHIM. A obra literária judaica rabínica SEPHER HA ZOHAR, a fonte literária judaica mais fundamental e importante da KABBALAH (RECEBIMENTO – A sabedoria mística judaica extraída dos ensinamentos registrados na TORAH), foi elaborada de acordo com as revelações divinas obtidas por RABBI SHIMON BAR YOCHAI, diante do seu círculo de discípulos. Durante as horas que antecederam ao falecimento deste sábio judeu [ocorrido no trigésimo terceiro dia da CONTAGEM DO OMER (18 do mês hebraico de IYAR), que é um período de 49 dias que começa na segunda noite da festa de PESSACH e encerra na véspera da festa de SHAVUOT.] RABBI SHIMON BAR YOCHAI transmitiu os ensinamentos judaicos rabínicos mais sublimes da TORAH para assegurar aos judeus que o dia do seu falecimento seria sempre celebrado com júbilo [6–8].

Do mesmo modo, o sábio judeu acharonita hassidi, RABBI SHNEOR ZALMAN BARUCHOVITCH DE LIADI (1745 – 1812), conhecido como RABBI SHNEOR ZALMAN ou BAAL HA-TANYA VE-SHULCHAN ARUCH, e também conhecido como ALTER REBBE (VELHO REBBE), ensina que da mesma forma que a mão do ser humano não consegue agarrar um único pensamento sequer, também a mente do ser humano não consegue captar a plenitude de ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito [7,8]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

E vale acrescentar que ADONAI-ELOHIM revela ao NAVI YESHAYAHU BEN AMOS que os SEUS CAMINHOS, os SEUS PENSAMENTOS e a SUA VONTADE estão em um nível bem mais elevado do que os dos seres humanos; que a SUA PALAVRA não retorna vazia sem ter realizado a SUA VONTADE e que não há idéia e nem pensamento que possa conter a PLENITUDE DIVINA, segundo está escrito [8]:

Pois os Meus pensamentos não são iguais aos vossos, nem Meus caminhos são os que trilhais – diz o Eterno. Assim como muito acima da terra estão os céus, Meus caminhos são mais elevados que os vossos, e Meus pensamentos muito mais profundos que os vossos. Assim como do céu descem a chuva e a neve, e para lá não retornam sem que primeiro reguem a terra e a façam germinar e brotar, para dar semente ao que semeia e pão ao que se alimenta, também a palavra que de Mim emanar (pela boca dos profetas) não retornará para mim vazia, mas efetuará o que Me aprouve, e prosperará naquilo para que a enviei.

Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11

De acordo com a referência tanaítica SEPHER NAVI YESHAYAHU 55,8-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que não é possível entender os ensinamentos de YESHUA NAZARETH a respeito do advento e da instauração do REINO DE ELOHIM, através dos ensinamentos e das obras realizadas por YESHUA NAZARETH, conforme registrado nas fontes literárias evangélicas.

De acordo com as fontes literárias evangélicas, são abomináveis, falsos e bastante hipócritas as irônicas, medíocres e muito ridículas as declarações idiotas de YESHUA NAZARETH, segundo está escrito [1–5]:

E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

Evangelho de Mateus 8,10-12

Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim por em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Evangelho de Mateus 10,34-36

E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto.

Evangelho de Marcos 11,12-14

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

Evangelho de Marcos 16,15-16

Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está aceso? Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão; Porque daqui em diante estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. O pai estará dividido contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra.

Evangelho de Lucas 12,49-53

E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

Evangelho de Lucas 19,27

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Evangelho de João 3,16-18

Diante destas referências evangélicas YESHUA NAZARETH declara que os FILHOS DO REINO (referindo-se aos FILHOS DE YISRAEL) estão condenados ao inferno (lançados no inferno) caso eles não aceitem o seu domínio; declara que ele não veio trazer a paz, mas que ele veio trazer (literalmente) a espada; declara que será condenado aquele que não acreditar nele; declara que foi abominável a maldição que ele desferiu contra um pé de figueira mesmo sabendo ele que não era época de colher os seus frutos; declara que ele não veio trazer a paz, mas veio trazer a dissensão e o fogo; declara que deseja a morte daqueles que não aceitarem o seu reino; e, por fim, ele declara que não fala por si mesmo, mas que fala como o seu PAI lhe ensinou, conforme registra a referência evangélica EVANGELHO DE JOÃO 8,28 [1–5].

De acordo com as fontes literárias testamentárias, são abomináveis, falsas e bastante hipócritas as irônicas, idolátricas e muito medíocres as declarações infames de PAULLUS TARSOS, segundo está escrito [1–5]:

Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?

Epístola de Paulo aos Romanos 3,7

Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.

Epístola de Paulo aos Romanos 13,1

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Epístola de Paulo aos Efésios 6,12

Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.

Epístola de Paulo aos Filipenses 1,18

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;

Epístola de Paulo aos Colossenses 2,8-10

Diante destas referências testamentárias, PAULLUS TARSOS declara que as hostes da maldade, as potestades e os principados vêm da sua divindade e que eles seguem ordens divinas; que os cristãos precisam, de fato, lutar contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas, e que esta luta ocorre nos lugares celestiais, isto é, nos céus; que em YESHUA NAZARETH habita toda a plenitude da divindade, e que ele é a cabeça das potestades e dos principados; e, por fim, ele recomenda que tudo seja examinado, e que se retenha apenas e somente o bem, conforme registrado na referência testamentária I EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES 5,21!!!

De acordo com os exames das referências testamentárias descritas, conclui-se que não há absolutamente nada e nenhum bem a ser retido porque YESHUA NAZARETH não veio trazer a paz, mas ele veio trazer a dissensão, a espada e o fogo. Consequentemente, YESHUA NAZARETH não pode ser o MASHIACH.

Além disto, como PAULLUS TARSOS declara que os cristãos devem lutar contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas e que, ao mesmo tempo, YESHUA NAZARETH é a cabeça das potestades e dos principados, e também que os ensinamentos dele estão enraizados no engano, na malícia e na mentira, então todos os cristãos se encontram há mais de dois mil anos acreditando e confiando em YESHUA NAZARETH e, ao mesmo tempo, eles continuam lutando contra o próprio YESHUA NAZARETH, a quem eles mesmos se referem como messias, rei e salvador. E assim, lutar contra YESHUA NAZARETH é, com certeza, equivalente a lutar contra o seu próprio PAI porque segundo declarou o próprio YESHUA NAZARETH, os seus ensinamentos estão, declaradamente, em completa conformidade com os ensinamentos que o seu PAI lhes transmitiu. Desta forma, é possível entender perfeitamente os idolátricos, maléficos e terríveis ensinamentos de PAULLUS TARSOS, o qual declara que os lugares celestes são um autêntico inferno porque nestes lugares são travadas as lutas contra as hostes espirituais da maldade, contra as potestades, contra os principados e contra o príncipe das trevas.

De fato, conclui-se que a divindade cristã personifica o próprio mal porque YESHUA NAZARETH é o príncipe das trevas (já que ele é a cabeça de todas as hostes espirituais da maldade, de todas as potestades e de todos os principados) e que, devido a isto, os ensinamentos registrados na BERITH HADASHAH (nas versões traduzidas distorcida e não distorcida pelas autoridades religiosas romanas) são completamente abomináveis, falsos e idolátricos, além deles serem alvos de deboches, piadas, provocações e risos. E, por fim, ainda vale acrescentar que YESHUA NAZARETH quase sempre se encontrava na companhia de YEHUDAH ISH KERYOTH, referido nas fontes literárias testamentárias como uma pessoa desonesta, hipócrita e maliciosa, e que o dinheiro necessário utilizado nos gastos durante as viagens empregadas por YESHUA NAZARETH e pelos seus discípulos, provinha da mochila na qual ele guardava este dinheiro. Portanto, conclui-se que YESHUA NAZARETH e o seu PAI são, declaradamente, dois demônios [1–5].

De acordo com estas informações contundentes conclui-se que IESUS CHRISTUS; JESUS CRISTO; JESUS DE NAZARÉ; JOSHUA NAZARETH; YAOHUSHUA HOL MEHUSHKHAY; YAHSHUA NAZARETH; YAHUSHUA NAZARETH; YESHU HA NOTZRI; YESHUA NAZARETH, e etc (não importando, de forma alguma, os idiomas utilizados na escrita, na pronúncia e na transliteração destes abomináveis nomes) causou e ainda continua causando grandes e terríveis males a todo o POVO JUDEU.
Portanto, YESHUA NAZARETH é, de fato, e verdadeiramente o príncipe da condenação; o príncipe da confusão; o príncipe das cruzadas; o príncipe da desunião; o príncipe da dissensão; o príncipe da divisão; o príncipe da falsidade; o príncipe das hostes espirituais da maldade; o príncipe da hipocrisia; o príncipe da inquisição; o príncipe das potestades; o príncipe dos principados; o príncipe da separação; e, por fim, o príncipe das trevas. Desta forma, YESHUA NAZARETH não é o FILHO DE ADONAI-ELOHIM, mas YESHUA NAZARETH é, de fato, um nome abominável, execrável e maldito porque ele é o FILHO DE SATANÁS e, assim, SATANÁS é o PAI DE YESHUA NAZARETH. É este o salvador dos cristãos???

As medíocres alterações e modificações (anulações doutrinárias e declarações doutrinárias) introduzidas pelas autoridades religiosas missionárias cristãs evangélicas e protestantes messiânicas ainda continuam a não representarem o caminho de retorno ao modo de viver judaico. Porém, estas alterações e modificações doutrinárias representam, na realidade, outro caminho desastroso, desesperado e fracassado que apenas visa reconstruir as antigas comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos evangélicos e protestantes que representavam os vários segmentos religiosos cristãos do que veio a ser mundialmente conhecido como JUDAÍSMO MESSIÂNICO, cujo medíocre trabalho religioso evangelizador realizado pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos foi, de fato, completamente e totalmente desmantelado, desmascarado e destruído ao longo destes últimos anos, sobretudo através da divulgação das distorções, das falsificações e das fraudes identificadas nas fontes literárias testamentárias, as quais desmoronaram na cabeça dos cristãos através da reação rápida empregada pelas autoridades judaicas. E, de acordo com isto, o inútil e hipócrita trabalho desenvolvido pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, de fato, conseguiu provar que YESHUA NAZARETH não é o MASHIACH e nem o RAMO DE OLIVEIRA, mas conseguiu provar o fracasso do JUDAÍSMO MESSIÂNICO [1–5].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Referência Bibliográfica [1]

A Herança Messiânica – Michael Baigent, Richard Harris Leigh e Henry Lincoln (Henry Soskin) – Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges – Editora Nova Fronteira S. A. – Rio de Janeiro, Brasil (1994) – ISBN: 85-209-0568-4;

Referência Bibliográfica [2]

The Real Messiah? A Jewish Response to Missionaries – Rabbi Aryeh Moshe Eliyahu Kaplan, Rabbi Berel Wein and Rabbi Pinchas A. Stolper – Mesorah Publications Ltda. – New York, United States of America (1985) – ISBN: 1-879016-11-7;

Referência Bibliográfica [3]

Um Rabino Conversa com Jesus – Um Diálogo entre Milênios e Confissões – Jacob Neusner – Tradução de Sérgio Alcides – Coleção Bereshit – Imago Editora Ltda. – Rio de Janeiro, Brasil (1994) – ISBN: 85-312-0334-1;

Referência Bibliográfica [4]

As Contradições do Novo Testamento – Algumas Razões para Não Crer no Messias dos Cristãos – Evilásio Yehoshua Orenstein de Araújo Cohen – Editoração de Manoel Augusto Queiroz da Silva – 3a Edição – Sinagoga Beit Israel – Brasília, Brasil (2003);

Referência Bibliográfica [5]

Verdades & Mentiras sobre o Homem Chamado Jesus – Esclarecendo Dúvidas e Desvendando Mistérios: Palavra por Palavra – Aderbal Pacheco – DPL Editora e Distribuidora de Livros Ltda. – São Paulo, Brasil (2003) – ISBN: 85-7501-219-3;

Referência Bibliográfica [6]

Mishné Torá – Sêfer ha-Madá (Livro da Sabedoria) – As Leis Fundamentais da Torá – Capítulo 9 – Rabbi Moshê ben Maimon – Traduzido por Rabino Yaacov Israel Blumenfeld – Série Diversos – Imago Editora, Rio de Janeiro (2000) – ISBN: 85-312-0226-4;

Referência Bibliográfica [7]

Peirush Ha-Mishnayot (Comentário sobre a Mishnah) – Sepher Ha-Mahor – Rabbi Moshê ben Maimon – Publicado em árabe no ano de 1168 sob o título Sirah (Luz), a obra apresenta de forma sistemática a Mishnah e oferece uma introdução ao estudo do Talmud;

Referência Bibliográfica [8]

The Zohar – Volumes 1-23 – Rabbi Shimon Bar Yochai – Translation by Michael Berg – 2a Edition – Kabbalah Publishing – Los Angeles, United States of America (2008) – ISBN: 1-57189-239-7;

REFERÊNCIAS JUDAICAS TANAÍTICAS

Referência Judaica Tanaítica [1]

Torá – A Lei de Moisés – Comentários e tradução de Rabbi Meir Matzliah Melamed Z”L e de Rabbi Menahem Mendel Diesendruck Z”L – Com comentários de Baal Haturim, Onkelos, Rashi, Toldot Aharon e Icar Siftê Chachamim – Comentários compilados e editados por Jairo Fridlin, David Gorodovits e Ruben Najmanovich – Editora e Livraria Sêfer Ltda. – São Paulo, Brasil (2001) – ISBN: 85-85583-26-6;

Referência Judaica Tanaítica [2]

A Torá Viva – O Pentateuco e as Haftarot – Uma nova tradução baseada em fontes judaicas tradicionais, com comentários, introdução, mapas, tabelas, gravuras, bibliografia e índice remissivo – Anotado por Rabbi Aryeh Moshe Eliyahu Kaplan – Tradução de Adolpho Wasserman – 2a Edição – Editora Maayanot – São Paulo, Brasil (2003) – ISBN: 85-85512-55-5;

Referência Judaica Tanaítica [3]

Bíblia Hebraica – Baseada no Hebraico e à luz do Talmud e das Fontes Judaicas – David Gorodovits e Jairo Fridlin – Editora e Livraria Sêfer Ltda. – São Paulo, Brasil (2006) – ISBN: 85-85583-73-8;

REFERÊNCIAS CRISTÃS BÍBLICAS

Referência Cristã Bíblica [1]

Bíblia Sagrada – Tradução dos originais mediante a versão dos monges de Maredsous (Bélgica) pelo Centro Bíblico Católico – Edição Claretiana – Editora Ave Maria Ltda. – 119ª Edição – São Paulo – Brasil (1997);

Referência Cristã Bíblica [2]

A Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Versão Corrigida e Fiel – Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil – São Paulo, Brasil (1997) – ISBN: 85-7380-111-5;

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Judaísmo é tão somente Judaísmo.

                 
     

"Está na moda o uso do nome Judaísmo "Ortodoxo", quando na verdade, o Judaísmo é tão somente Judaísmo."
"Está na moda o uso do nome Judaísmo "Ortodoxo", quando na verdade, o Judaísmo é tão somente Judaísmo."

Por Tzvi Freeman

"Então eu perguntei ao rabino que tipo de rabino ele é, e ele respondeu; Não-ortodoxo. Não-ortodoxo! Sim! O termo mais descritivo que já ouvi para o verdadeiro Judaísmo! A crença de que nada é da maneira que deveria ser, que tudo no mundo tem de mudar, que devemos ser diferentes de todos os outros. É isso que os judeus são – os kvetchers (reclamões) da história, recalcitrantes, insurgentes, revolucionários – e o que poderia ser mais não-ortodoxo do que isso?
As Nações Unidas resolveram que os judeus são estranhos porque insistem em existir.O Judaísmo não começou com o paradigma de todos os iconoclastas? Imagine Avraham quebrando os ídolos na casa do pai, desafiando o Rei Nimrod e todas as normas sociais de sua época. Imagine Moshê desafiando o faraó, ou Rabi Akiva e os Sábios desafiando o poderoso Império Romano. Isso é algo que você descreveria como comportamento “ortodoxo”?
Ser judeu é rebelar-se. Recusar-se a atender o telefone no Shabat é uma rebelião contra a tecnocracia. Manter-se casher é uma rebelião contra o consumismo. Levantar-se cedo pela manhã para se embrulhar num xale grande e branco, torcer correias de couro e colocar caixas sobre o braço e a cabeça, juntar-se a outros em fórmulas místicas e ler num rolo antigo, é uma rebelião flagrante contra tudo que é considerado normal na vida moderna.
Imagine Moshê desafiando o faraó, ou Rabi Akiva e os Sábios desafiando o poderoso Império Romano. Isso é comportamento “ortodoxo”?Você conhece a história do rabino que está de pé na rua procurando o décimo homem para seu minyan? Finalmente, ele encontra um judeu. Porém o judeu diz: “Desculpe, não faço parte da religião organizada.”
“Se isso é religião organizada,” exclama o rabino, “o que então estou fazendo na rua incomodando os pedestres?”
Os judeus jamais foram ortodoxos? Já houve um tempo em que suas opiniões e comportamento foram considerados normais? O faraó pensava que eram loucos porque exigiam direitos para os trabalhadores. Os romanos achavam que eles eram loucos porque não se livravam dos bebês doentes. A Igreja achava que eram perversos porque não se rendiam à fé da maioria. Os racionalistas os consideravam insanos por causa do seu misticismo, e os românticos os consideravam obtusos por causa do seu racionalismo. As Nações Unidas resolveram que os judeus são estranhos porque insistem em existir. Nesse ínterim, todos terminaram por adotar nossa inclinação, porém ainda continuamos sendo uma anomalia entre os povos. Simplesmente há muita coisa para os outros colocarem ainda em dia.
Meu rabino disse certa vez: “Rótulos são para camisas.”O Judaísmo jamais pode ser chamado de fora de moda, porque para começar, nunca esteve na moda.
Então, quem inventou esta contradição: “Judaísmo Ortodoxo”?
Vou lhe contar: Há duzentos anos, quando o Imperador Napoleão Bonaparte decidiu que era o Messias e que os judeus deviam ser liberados, ele designou diversos líderes da comunidade judaica para formar um Sanhedrin, uma alta corte de rabinos e eruditos, como tinha existido nos tempos antigos. Assim homenageados, eles começaram a convencer seus amigos a fazerem parte. Afinal, Napoleão era a onda do futuro. Isso era progresso.
Porém alguns rabinos não pensavam que era tamanho progresso. Napoleão, um Messias? E Paris é Jerusalém, certo? Portanto eles se recusaram. E por esta teimosa recusa em compreender o quanto eram retrógrados e não esclarecidos, foram tachados “vocês… vocês… seus RABINOS ORTODOXOS!”
“Ortodoxos, schmortodoxos,” responderam eles, “mas o sujeitinho com a mão por dentro da camisa não é o Messias!”
É mais ou menos da maneira que os hippies começaram a se denominar de “aberrações”. Algum fazendeiro em Woodstock olhou para esta juventude americana e cuspiu esse epíteto na frente das câmeras. Então eles disseram, por que se rebelar contra isso? E eles próprios se chamaram de “aberrações”.
Meu rabino disse certa vez: “Rótulos são para camisas.” Tudo bem, há outras coisas que podem levar rótulos. Como os templos reformistas, sinagogas conservadoras, bosques reconstrucionistas. Porém os judeus que você vai encontrar nesses locais têm apenas um rótulo: judeus. Porque “judeu” não é um termo comportamental. É um estado de ser, essencial. Não é onde você está, é de onde você faz parte.
Portanto se alguém lhe pedir para descrever os três tipos de judeus de hoje, responda conforme segue:
Há três tipos de judeus:
1 – Judeus que cumprem mitsvot.
2 – Judeus que cumprem mais mitsvot.
3 – Judeus que cumprem ainda mais mitsvot.
E isso porque um judeu mal consegue respirar sem cumprir uma mitsvá. Eles são simplesmente não-ortodoxos demais."
(Título original da matéria: "Não-Ortodoxo".)
                                               

quarta-feira, 29 de outubro de 2014



Você sabia que a profecia de Ezequiel 47 está mesmo se cumprindo nos dias de hoje?


                                                  
Há milhares de anos surgiu no sul de Israel uma depressão enorme, de aproximadamente 80 quilômetros de comprimento por 18 quilômetros de largura, com uma profundidade insondável, que desce aos abismos da Terra.
Aquela enorme cratera surgiu quando fogo e enxofre desceram do céu e devastaram as cidades impenitentes de Sodoma e Gomorra. A destruição daquelas cidades não é mito. Este fato foi confirmado por Jesus e também por arqueólogos. Que tipo de arma poderia ter sido usada para causar tamanha devastação? As outroras campinas verdejantes da região transformaram-se em uma paisagem estéril, sem vida, como nunca se viu em qualquer outro lugar do mundo!
Como que para ocultar aquele enorme buraco – considerado o lugar mais baixo da Terra –, Deus fez com que, por milhares de anos, o Rio Jordão despejasse ali as suas águas doces, até que se formasse um enorme lago com a mesma extensão da depressão: 80 km. Porém, como a concentração de sal ali é altíssima, toda água trazida pelo Rio Jordão é imediatamente transformada em uma água imprestável, dez vezes mais salgada do que a água de qualquer oceano! Naquelas águas salgadas, nem mesmo a mais resistente bactéria consegue sobreviver. Qualquer peixe eventualmente transportado pelas correntezas do Rio Jordão morre assim que deságua naquele lago de morte. Para que usemos uma linguagem mais compreensível para o nosso tempo, é como se ali houvesse uma “radiação invisível e misteriosa” que impede, até hoje, a vida naquele lugar. Por isso, aquele imenso lago é chamado de Mar Morto.
Porém,de  alguns anos para cá, de maneira inexplicável, BURACOS MISTERIOSOS
com cerca de 30 metros de diâmetro por 7 de profundidade, começaram a surgir nas praias salgadas e estéreis do Mar Morto. Buracos que surgem do nada e tragam o que estiver sobre o solo, inclusive casas. E de dentro deles, surpreendentemente,ÁGUAS DOCES PASSARAM A TRANSBORDAR! Águas que, apesar de brotarem de um solo extremamente salgado, CONSERVAM-SE DOCES E SAUDÁVEIS! Estes buracos misteriosos estão sendo chamados de “Bolaines” e, hoje, há centenas deles, espalhados por toda a extensão das praias do Mar Morto! E todos brotando e transbordando águas doces!
E este é o mistério: se toda água boa do Rio Jordão que abastece o Mar Morto morre assim que entra em contato com a região de Sodoma e Gomorra, como estes Bolaines transbordam águas que não se corrompem?

A Ciência não tem uma explicação para isto, mas a Palavra de Deus tem!

Quero que você, a partir deste trecho, leia este artigo com a Palavra de Deus aberta no livro de Ezequiel, capítulo 47. Veja o cumprimento desta profecia, que afirma que estas águas misteriosas saem do Santuário de Deus (Ez 47:1-10).

DEPOIS DESSAS instruções, ele me levou de volta à entrada do templo. Vi uma corrente de águas saindo dos alicerces do templo, passando à direita do altar, ou seja, pelo lado sul.
Então me levou para fora do templo, pela passagem externa norte. Paramos do lado de fora da porta leste, que estava fechada. A corrente de águas corria por baixo dela, na direção leste.
Meu guia e eu acompanhamos a corrente, indo para leste. Ele tinha na mão um fio; com esse fio, mediu 457 metros e então mandou que eu atravessasse o pequeno riacho. A água mal chegava aos meus tornozelos!
Continuamos andando em direção leste, e ele mediu mais 457 metros. Mandou-me atravessar o riacho mais uma vez, e a água já chegava aos meus joelhos. Depois de mais 457 metros, o riacho já era um riozinho cujas águas chegavam até à minha cintura.
Andamos mais 457 metros, sempre medidos pelo fio que meu guia levava. Aí, o riozinho já era um rio tão fundo e tão forte que só mesmo nadando eu seria capaz de atravessar!
 Meu guia me disse: "Filho do homem, preste bastante atenção e guarde na memória tudo que viu!" Depois ele me fez voltar, subindo o rio junto com ele.
Enquanto voltava, fiquei muito espantado! Às margens do rio havia muitas árvores, muitas mesmo!
O homem me disse: "Este rio corre na direção leste, atravessa o sertão da Judéia e deságua no Mar Morto. Ele transformará o Mar Morto, tornando suas águas puras e saudáveis.
Por onde este rio passar, a vida surgirá ricamente! Animais aparecerão em grandes grupos, e as plantas brotarão às margens do rio. No Mar Morto haverá muito peixe, porque as águas do rio tornarão puras as águas do mar.
 Às margens do Mar Morto, em En-Gedi e por aí afora até En-Eglaim, os pescadores apanharão peixes e estenderão suas redes ao sol, para secar. O Mar Morto dará tanto peixe quanto o Mar Mediterrâneo; peixes de todos os tipos!
A profecia no livro de Ezequiel diz que as águas incorruptíveis destes Bolaines transbordarão até encher o Mar Morto de vida. Esta profecia está se cumprindo diante dos nossos olhos:

“Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar; e sendo levadas ao mar, sararão as águas”. (Ez 47:8)



No Reino do Mashiach o Mar Morto será o Mar da Vida! A profecia de Ezequiel 47 diz: “E será que toda criatura vivente que vier por onde quer que entrarem este dois ribeiros viverá, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão essas águas e sararão, e viverá tudo por onde quer que entrar esse ribeiro.” (Ez 47:9)

No Milênio, pescadores se ajuntarão às margens do ex-mar morto e estenderão as suas redes para apanhar uma “multidão excessiva de peixe”. Isto é maravilhoso, porque hoje não há nem uma bactéria viva naquele mar! E também nas suas margens, hoje pedregosas e estéreis, “de uma de outra banda, subirá toda sorte de árvore…”. (Ez 47:10-12)
 “Este é o lugar do Meu Trono e o lugar da planta dos Meus pés, ONDE HABITAREI no meio dos filhos de Israel para sempre…”. (Ez 43:7). FONTE INTERNET

 pois o lugar para a Nova Jerusalém já esta sendo Preparado. Estou maravilhada com os mistérios da palavra de Deus que tem sido revelada neste tempo, pois já li várias vezes Ezequiel e nunca tinha notado como hoje a respeito das profecias de Ezequiel que esta agora se cumprindo no mar morto. 

                                          

Se D'S pode transformar o Mar Morto, imagina o que Ele pode fazer na sua vida!

domingo, 26 de outubro de 2014

Quão judeu é um convertido?

Quão judeu é um convertido? 
(Muitos esquecem desta prerrogativa mas é a verdadeira.)
Várias pessoas discutem se uma pessoa convertida é judia ou não. Existe uma grande discriminação contra um convertido, e várias pessoas consideram-no um judeu de segunda categoria.
Este sentimento é errado. No Talmud inclusive há uma citação que diz que os convertidos são mais queridos por Deus do que aqueles judeus que estavam aos pés do Monte Sinai, pois não precisaram de trovões e maravilhas para aceitarem a Torá.
Mas a maior prova de que um convertido é um verdadeiro judeu é o Rei David. Este foi considerado o maior rei dos judeus e o messias dele descenderá. Mas este grande rei era descendente de uma convertida, Ruth, a moabita, que converte-se (de acordo com um rito bem liberal, podemos dizer...) ao seguir sua sogra (Naomi, que era judia) para Israel.
Se o messias descende de uma convertida, quem somos nós para julgá-los não judeus?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O que é Cabalá



O Que É Cabalá?

  A Alma do Judaísmo, por Tzvi Freeman


RESPOSTA:

Dentro de seu corpo respira uma pessoa – uma alma. Dentro do corpo da prática judaica respira uma sabedoria interior – a alma do Judaísmo. Nós a chamamos de “Cabalá”, que significa “receber”. Assim como a prática judaica é recebida por meio de uma tradição antiga e ininterrupta da revelação no Sinai, assim é a sua alma.

Cabalá, então, é a sabedoria recebida, a teologia e a cosmologia nativas do Judaísmo.
Outro nome para Cabalá – mais revelador – é “Torat ha’Sod.” Comumente, é mal traduzido como “o ensinamento secreto”. A tradução correta, porém, contém o significado oposto: “o ensinamento do secreto.”

“O ensinamento secreto” significa que estamos tentando esconder algo de você.

“O ensinamento do secreto” significa que estamos tentando ensinar algo a você, abrir e revelar algo oculto.

Ora, você poderia dizer, se o segredo é ensinado, não é mais um segredo. Um segredo revelado, poderia parecer, é uma contradição.

Seria assim se estivéssemos discutindo um segredo artificial, que é secreto apenas porque é velado em segredo, porque outros não querem que você descubra. Os verdadeiros segredos, uma vez revelados, explicados, ilustrados, analisados e integrados em sua consciência, permanecem tão misteriosos quanto antes. Não – muito mais misteriosos, pois à medida que a ilha de conhecimento se expande, assim também sua praia sobre o infinito mar do desconhecido.

A vida tem muito desses mistérios: O que é amor? O que é mente? O que é vida? O que é existência? Como acontecem? De onde emergem? O que é a sua alma, a pessoa dentro do seu corpo? Você passa por todos esses a cada momento. Eles são você. E apesar disso, quanto mais você contempla as profundezas de seus mistérios, mais profundas as águas se tornam.

A Cabalá não é um ensinamento sagrado. É o ensinamento de um segredo.Os segredos mais profundos são aqueles conhecidos de todos, aqueles que aprendemos quando somos crianças pequenas, aceitamos como certo pelo resto da nossa vida, vivenciamos diariamente – e mesmo assim jamais conseguimos desvendar ou entender com nossa mente cognitiva.

Existe. As coisas existem. Eu existo. Estou vivo. A vida é a não-morte. Escuridão não é luz. Existe aquilo que é maior que eu.

A Cabalá mergulha nesses segredos e traz suas profundezas para a luz. Fornece metáforas para cura e crescimento na vida diária. É por isso que a experiência de estudar Cabalá é “Sim! Eu sabia essa verdade o tempo todo! Meu coração sabia, mas minha boca era incapaz de expressá-la!” As verdades da Cabalá pertencem a todo ser que sente.

Porém, acima de tudo, a Cabalá proporciona uma sensação do além; o conhecimento daquilo que não pode ser conhecido, a sabedoria do mistério, o entendimento daquilo que não entendemos. A Cabalá é o conhecimento do assombro.

Por que a Cabalá é tão secreta?

Ensinar um segredo é perigoso. O aluno está em perigo, pois pode acreditar que realmente entende. Um mistério jamais pode ser apresentado sem as coberturas da metáfora e da parábola. Talvez o estudante entenda a capa mas não consiga desvendar seu conteúdo, como aquele que mastiga a casca e descarta o interior do fruto.

O professor está em perigo, pois como pode saber se realmente entendeu? Vai ensinar muitos alunos, suas ideias serão popularizadas, a essência será perdida e seu significado será retorcido ao oposto da sua intenção.

A própria Cabalá está em perigo, pois uma vez que tenha perdido sua integridade, imediatamente deixa de ser “a sabedoria recebida”. Pode ser sábia, pode ser bela, porém não é mais Cabalá.

É por isso que, na maior parte do tempo, a Cabalá foi transmitida de mestre para alunos selecionados e de confiança, na maior confiabilidade. Quando foi escrita, os textos eram propositadamente crípticos e misteriosos, em enigmas sussurrados, parábolas e alusões obscurecidas. Às vezes, as restrições tinham de ser reafirmadas para impedir todos, exceto alguns poucos, de estudar Cabalá.

As águas desta fonte devem ser mantidas puras; devem continuar sendo águas vivas.Somente nas últimas centenas de anos os mestres começaram a revelar abertamente estas verdades. Os mestres chassídicos revelaram uma luz e forneceram um conjunto de metáforas que permite a todos abordarem aquela luz, trazendo a Cabalá ao domínio até da alma mais simples.

Mas mesmo assim, um guia é indispensável, e deve-se tomar muito cuidado para preservar a pureza dos ensinamentos.

Quem é este guia? Como você sabe que está recebendo águas puras, direto da fonte original?

Por um lado, água pura reflete claramente. Se a vida do professor não reflete seus ensinamentos, suas águas são impuras.

Depois, saiba que até Mashiach chegar, o caminho interior nunca é sem conflito. Se o ensinamento vem facilmente, não é o ensinamento interior.

E em terceiro: É verdade que você não precisa ser judeu para se embeber no doce vinho da Cabalá ou para aprender seus caminhos de cura. Mas a alma da Cabalá é diferente de uma alma humana – jamais pode ser arrancada de seu corpo, pois o casamento de alma e corpo é completo. A prática judaica e a Cabalá são uma só. Se você ouvir “Não tem nada a ver com o Judaísmo”, está ouvindo uma mentira.

Como o estudo de Cabalá pode me ajudar?

Cabalá é um aspecto da Torá, e Torá significa “orientação” ou “instruções”. Tudo na Cabalá é para ser uma instrução na vida. Estudamos Cabalá não apenas para atingir um ponto alto, mas porque precisamos de sua inspiração na vida cotidiana, e porque nos fornece direção e orientação prática.

Para o Cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora.A Cabalá proporciona uma dimensão cósmica aos assuntos da vida humana de todos os dias. A doença é um reflexo da doença de amor da divina presença para a Luz Infinita. Os desafios da vida são as centelhas perdidas no ato primitivo da criação, vindas a você para serem consertadas e elevadas. Sua vida é uma missão, na qual você é direcionado para as centelhas divinas que pertencem unicamente à sua alma, pelas quais sua alma tem retornado muitas vezes a este mundo até que sejam todas reunidas.

Entender a dimensão cósmica significa que nada na vida é trivial. Tudo tem significado. Tudo se move rumo a um só propósito, com uma única meta. O entendimento permite que você aceite estes desafios e complete a jornada da sua alma.

Como a Cabalá difere de outros ensinamentos espirituais?

Há muitos ensinamentos espirituais sábios de pessoas em toda parte do globo. Em sua prática, as pessoas encontram transcendência do mundo material, esclarecimento e serenidade.

O foco da Cabalá não é a serenidade. Também não é o esclarecimento transcendental. Proporciona estes também, mas como um meio, não como meta. A meta da Cabalá é a ação inspirada. Qualquer que seja a sabedoria que o cabalista adquire, qualquer que seja o estado de êxtase ou união mística ao qual ele ascende, o resultado será sempre um ato de beleza no mundo físico.

Falando de outra forma: muitos mestres dirão a você para praticar boas ações e atos de bondade porque esta é uma pedra ao longo do caminho da consciência mais elevada. O cabalista lhe dirá que no momento da boa ação, você já está ali. O ato em si é a sua meta, à qual uma consciência mais elevada deve levar você.

Para o cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora, e mais que qualquer reino espiritual, é onde a Luz Infinita anseia por ser descoberta. Nosso trabalho é descascar o fruto para revelar aquela luz dentro de cada artefato físico do mundo. Para iluminar não apenas a nós mesmos, mas todo ser vivo, e até a matéria inerte do nosso mundo.

Quando a Cabalá começou?

A revelação no Sinai foi a primeira e a suprema experiência da verdade interior.As histórias dos ancestrais são pintadas com uma paleta de visões místicas, revelações divinas e comunicação com seres não-físicos. Porém a Torá, incluindo a Cabalá, não é definida por aquelas visões. O evento central da narrativa judaica é a revelação em massa no Monte Sinai, quando “todo o povo viu os sons e a iluminação”.

Digamos que você viveu pouco tempo depois do evento. Digamos que você perguntou às pessoas que tinham estado lá: “Diga-me o que aconteceu.” O que elas diriam a você?

“Fomos instruídos a não ter outros deuses.”

“Fomos instruídos a honrar nossos pais, a não roubar nem matar.”

Não creio nisso.

Mais provavelmente, a resposta deles seria algo assim:

“Vimos todos os segredos do cosmos abertos à nossa frente. Vimos como cada coisa é gerada para ser a todo momento, vimos como não há realmente nada exceto um Criador, e tudo o mais são articulações de Sua vontade.”

Os próprios mandamentos – não ter outros deuses, honrar os pais, não roubar ou matar – são apenas o conteúdo daquela experiência. O meio, a experiência – isto foi o âmago da mensagem. Foi naquela experiência mística que nosso povo nasceu – a experiência de um mundo no qual “de toda direção, D'us falou com eles.” Eles viram toda a realidade como nada exceto as palavras de uma única, incognoscísvel origem de todas as coisas. E eles entraram em comunhão com aquela Fonte.

Por cerca de mil anos após o Sinai, a experiência judaica permaneceu definida pela profecia. A sabedoria era conhecida às pessoas através de videntes e profetas, homens e mulheres que se afastaram dos desejos e vaidades humanas para atingir uma visão clara dos reinos interiores. Porém nenhuma dessas visões forneceu uma nova revelação, acrescentando ou subtraindo coisa alguma da Torá. Estavam simplesmente afirmando, esclarecendo e sustentando a visão partilhada do Sinai.

A era de profecia acabou no início do período do Segundo Templo, mas a revelação Divina e a visão mística nunca partiram. Nem os rececptores daquela sabedoria se sentaram à beira da tradição judaica. Muitos, se não a maioria, dos mais conhecidos mestres da alma da Torá foram também os mestres estabelecidos sobre o corpo da prática da Torá. Rabi Akiva é considerado o pai da Mishná, e o Talmud e Sefer HaBahir descrevem suas jornadas místicas. Seu aluno, Rabi Shimon bar Yochai, foi responsável pela clássica obra cabalística, o Zohar, e suas opiniões permeiam toda seção do Talmud.

Às vezes, e em determinados lugares, a inquirição filosófica deixou de lado a tradição recebeida para dominar o pensamento judaico. Porém raramente foi considerada a teologia nativa, mas sim uma espécie de enxerto vindo de vinhas estranhas. As obras de filosofia ascendentes, lutando para criar uma única visão a partir de partes disparatadas. A Cabalá faz a conversão, começando com uma visão vívida, holística, e tentando transmitir aquela visão a outros. Apesar disso, especialmente após a expulsão da Espanha, o racionalismo e grande parte da terminologia dos filósofos se integrou à sabedoria holística da Cabalá. O resultado foi um florescimento e uma popularidade sem precedentes do pensamento cabalístico.

A investigação filosófica jamais foi considerada nossa teologia nativa. Porém a Cabalá mais tarde se beneficiou através da síntese com ela.Na era crítica quando a Halachá foi codificada e estabelecida (a partir da expulsão espanhola até a metade do Século 17), quase todos os eruditos sérios estavam mergulhados na Cabalá. Rabi Yosef Caro, autor do código padrão da Lei Judaica, o Shulchan Aruch; Rabi Moshê Isserles, cujos retoques tornaram aquele código aceitável ao Judaísmo askenazita; bem como a maioria dos comentaristas padrão daquele código, escreveram obras cabalísticas também. Até o popular sermão na sinagoga com frequência era revestido e enfeitado com referências cabalísticas.

Para a maior parte dos judeus de países muçulmanos, o Zohar é tão sagrado quanto o Livros dos Salmos. O Movimento Chassídico cresceu diretamente a partir da Cabalá. Os oponentes originais ao Movimento Chassídico, como Rabi Elijah de Vilna, foram mestres da Cabalá. Muitos dos comentários padrão estudados atualmente sobre os Cinco Livros de Moshê estão repletos de referências a ideias cabalísticas.

É por isso que tentar entender a experiência judaica sem entender a Cabalá é o mesmo que analisar o comportamento de uma pessoa sem saber o que se passa em sua mente. Os judeus notáveis das eras passadas que não provaram a Cabalá sentiam aquela alma interior intuitivamente dentro da Torá que eles estudavam, dentro de suas preces e dentro da prática das mitsvot. Em todas essas coisas, suas almas brilhavam vibrantemente. No decorrer dos séculos, à medida que o mundo se tornava mais estéril, materialista e confuso, aquela alma se tornou cansada e sentiu-se adormecida. Hoje, o caminho cecrto para uma pessoa que raciocina sentir a alma da experiência judaica é provar seus segredos íntimos. Hoje, o Judaísmo privado da Cabalá é um corpo privado de sua alma.

Hoje o estudo da cabala é vital por um motivo ainda mais importante – como um estágio essencial para a evolução definitiva da humanidade. Abordaremos isto depois.

Você pode ser criativo com a Cabalá?

Uma sabedoria recebida pareceria não deixar espaço para originalidade ou criatividade. O Zohar nos diz que aquele que cria as próprias ideias e as chama de Torá está criando um ídolo.

A comparação é significativa: como um ídolo é uma falsa representação de D'us, também essa ideia é uma falsa representação da sabedoria Divina, e “Ele e Sua sabedoria são um.”
Porém, como em outros campos da Torá, a Cabalá ferve com pensamento criativo e originalidade. Eis como Rabi Moshê Cordovero, um professor líder do Século 16 da escola racionalista-cabalista de Tzfat, explicava a necessidade e os parâmetros de originalidade na Cabalá:

O Livro da Formação diz: “Entenda com sabedoria; seja sábio com entendimento.”

O Cabalista é criativo, pode ter visões iluminadoras, porém tudo que ele ensina não passa de comentário sobre a tradição recebida.“Entender com sabedoria” significa investigar bem tudo que seu mestre ensinou a você na sabedoria das modalidades. Afinal, nesses assuntos transmitimos apenas um mero esboço. A partir deste esboço, cada pessoa deve entender uma ideia a partir de outra.

Você pode ver isto nas palavras de nossos Sábios quando eles disseram: “Este assunto é falado somente a um sábio que entende com sua própria mente.” A partir disto, você vê que uma pessoa deve usar a própria mente para comparar uma coisa com outra, e assim extrair uma ideia de dentro da outra. Dessa maneira ele terá uma mente procriativa e não uma estéril.

E ainda diz; “Seja sábio com entendimento”. Isso significa que quando você origina e analisa com o próprio intelecto para que possa entender, deve tomar cuidado para conceber a ideia e explicá-la dentro da estrutura da tradição dos rabinos e suas palavras verdadeiras. As ideias originais devem estar incluídas naquilo que você adquiriu, seja pouco ou muito.

Os cabalistas podem ter visões, mas eles não encontraram seus ensinamentos naquelas revelações. Sejam quais forem as visões que eles tiveram, veem aquelas como meras iluminações dos textos sagrados e dos ensinamentos que já receberam. Nesta maneira, a Cabalá permanece uma árvore da vida, com profundas raízes segurando-a firmemente no lugar, enquanto dá doces frutos novos a cada estação.

Quais são algumas ideias básicas da Cabalá?

Embora tudos se estendam a partir de uma só visão unificada, os temas que a Cabalá aborda são vastos e variados. Aqui estão alguns dos principais:

Luz Infinita:

Uma metáfora para D'us. D'us é incognoscível e sem forma, porém todas as formas se expandem a partir Dele. A ideia de luz ilimitada ajuda a comunicar essa ideia. Porém a essência de D'us está além até do infinito. E D'us é encontrado nas trevas assim como é encontrado na luz.

Luz e Recipientes:

Similar à ideia moderna de energia e matéria. O ato da criação é sustentado através de uma dinâmica de luz infinita comprimida em estados definidos de ser chamados “recipientes”, que então projetam a luz para criar uma infinidade de seres.

Dez Sefirot:

A conexão entre a Luz Infinita e uma criação finita deveria ser intransponível, e mesmo assim aqui estamos nós, decididamente projeções finitas daquela Luz Infinita. Este é o mistério das dez sefirot: como o Infinito interage com os mundos que gerou através de dez modalidades luminosas, A ordem das sefirot se move a partir do domínio intelectual através da emoção e desce até o âmbito do “domínio” – a esfera de realmente conseguir algo feito. Esta é a “divina imagem” na qual o ser humano é criado. Ao nos conhecermos como seres humanos, portanto, podemos descobrir o divino. E ao entender o divino, somos mais capazes de curar e nutrir o ser humano.

O Mistério do Alfabeto Hebraico:

Em hebraico, não há coisas, somente palavras. O nome hebraico de cada coisa contém sua força de vida essencial. O poder infinito do Criador é encontrado dentro de cada exemplo e objeto da criação; nada está fora dessa luz e nada é vazia dela. As vinte e duas letras do alfabeto hebraico expressam as articulações específicas daquela força criativa. Aquele que domina seus mistérios tem a chave para entender a natureza de cada coisa.

União de Opostos:

O universo inteiro é uma união dinâmica de macho e fêmea. A alma-vida do universo, conhecida como Shechiná, e a Luz Infinita, anseiam por se reunir, como a alma humana anseia por se reunir com sua origem dentro de D'us. O estudo de Torá e o cumprimento das mitsvot provocam essas uniões, permitindo assim que a luz nova e transcendental penetre no cosmos.

Tikun:

O mais notável dos cabalistas, Rabi Yitschak Luria, conhecido como “o Ari” (o leão), conseguiu explicar muitas passagens arcanas do Zohar por meio de uma doutrina de tikun, que significa “conserto”. Revertendo o modelo padrão, o Ari explicou que o mundo foi criado num estado quebrado, e o ser humano foi colcoado nele para recolher as peças espalhadas e consertar sua integridade. O resultado eventual é a união da existência finita com a Luz Infinita, além até daquilo que era no início da criação.

Como a Cabalá se encaixa no mundo moderno?

A Cabalá tem o potencial de amainar o conflito entre o frio mundo exterior que observamos e o cálido mundo interior do observador.Nos últimos cem anos, a ciência desnudou a complicada e pura vastidão do mundo físico numa maneira antes inconcebível. Descobrimos uma impressionante harmonia pela qual todo o universo físico é visto como uma singularidade, toda partículo integralmente relacionada a toda outra partícula, uma harmonia pela qual até a matéria e a energia em si mesmas são essencialmente uma única dinâmica.

A tecnologis nos deu meios para partilhar e examinar este conhecimento que era inimaginável há uma geração. Programar nossos próprios ambientes virtuais nos enriquece com uma metáfora pela qual podemos imaginar o que significa criar um mundo e sustentar sua existência a cada momento.

A humanidade deveria ser tomada por reverência e assombro, mas em vez disso temos sido deixados no frio. Ironicamente, em nossa busca pela unidade da lei fisiica, temos nos afastado daquela unidade, cavando um vácuo devastador entre o mundo difícil e material que nos cerca e o mundo suave e humano que arde no interior. Ao mediar este divórcio, nos mesmos nos tornamos órfãos.

A Cabalá cura esta ferida. Descreve o mundo ao redor na linguagem da nossa psique. Ela nos põe em contato com um mundo composto não de matéria crua, mas de mente inimaginável.

O cientistas descreve o universo dentro das dimensões de tempo e espaço, em termos que ele pode contar e mensurar. Porém nem tudo que conta pode ser contado. Uma das obras mais antigas da Cabalá, o Livro da Formação, descreve ainda outra dimensão: aquela da vida, consciência e alma. Tudo que existe no tempo e no espaço, aprendemos, é primeiro encontrado no fundo daquela dimensão interior.

É uma dimensão com a qual estamos intimamente familiarizados.

O artista olha para uma árvore e vê não uma estrutura celular de carbono, mas beleza, vida e magnificência. O amante da música escuta num quarteto de cordas não as vibrações das cordas de nylon e sua série de tons, mas a luta pela resolução dentro da alma do compositor. O crítico literário lê dentro das palavras do romance os pensamentos do autor, dentro dos pensamentos as atitudes, dentro das atitudes a percepção do mundo que gera tais atitudes, e dentro daquela percepção a persona do próprio autor.

Assim também, o cabalista vê dentro de cada exemplo da realidade não sua presença palpável e definida, mas uma energia divina sustentando toda a existência, sempre nova como a água da cachoeira é renovada a cada momento, gerando e regenerando cada detalhe do vácuo absoluto, imbuindo cada coisa com suas propriedades particulares e com vida, cada instante da existência em sua maneira particular. E dentro daquela dinâmica da criação, o cabalista vê o próprio D'us.

Como resultado, temos uma afinidade com este universo ao redor. Assim como sentimos dentro de nós mesmos camada sobre camada de personalidade, mais profundamente cada extrato da consciência, e ainda dentro de tudo isso uma indefinível essência do ser, também podemos perceber profundamente dentro do universo uma sentença infinitamente maior que a nossa, e uma essência que transcende o conhecimento e o saber juntos.

Na verdade, somos os filhos daquela essência incognoscível, nossas mentes um pálido reflexo de sua luz dentro das águas barrentas do mundo material, nossas almas seu próprio sopro dentro daqueles limites corpóreos.

Por que precisamos agora da Cabalá?

O franco estudo da Cabalá atualmente não é apenas porque precisamos da inspiração que ele fornece, mas porque este é um estágio vital na evolução do mundo.

Divulgar os ensinamentos da Cabalá numa forma que a mente possa entender prepara o mundo para a Era Messiânica.A suprema fase deste mundo é uma era messiânica na qual “a ocupação do mundo inteiro será apenas conhecer a D'us”. Isso não significa simplesmente saber que há um D'us, mas conhecer Seu universo como Ele o conhece, e a sabedoria por trás disso como aquela sabedoria é uma com Ele. A preparação para este tempo já começou, e estamos nela.

A obra principal da Cabalá, o Zohar, descreve uma era que espelhará o dilúvio de Nôach – dessa vez com um mundo inundado com sabedoria em vez de água:

“No seiscentésimo ano da vida de Nôach… todos os mananciais da grande profundeza se abriram, e as janelas do céu ficaram abertas…” – Bereshit, 7:11
Sobre isto, o Zohar declara:

“No 6º século do 6º milênio os portões da sabedoria sobrenatural serão abertos, como as fontes de sabedoria terrena, preparando o mundo para ser elevado ao sétimo milênio.”
O sexto século do sexto milênio do calendário judaico corresponde ao período de 1740-1840, na verdade um período de explosivos avanços em tecnologia e ciência. Ao mesmo tempo, os portões da sabedoria sobrenatural foram abertos através dos mestres chassídicos da Cabalá.

Agora é hora de partilhar ambas as sabedorias, a terrena e a celestial, para fundi-las como uma só e inundar o mundo até que seja cumprida a promessa do profeta:
“A terra ficará repleta com a consciência de D'us como a água cobre o oceano.” - Yeshayahu 11:9

Onde posso aprender a Cabalá autêntica?

Fale com seu rabino. Talvez ele esteja dando aulas sobre Cabalá, ou algum tópico a partir de uma perspectiva cabalística.


   

sábado, 18 de outubro de 2014

Quem é Judeu?

Quem é Judeu?

 Pergunta 1:
Quem é judeu

Resposta:
Nos últimos 3300 anos, a definição universal aceita por todos os judeus, sem exceção, é a da Halachá (Lei Tradicional da Torá):
  • Qualquer pessoa nascida de mãe judia é um judeu.
  • Um não-judeu pode se converter para se tornar judeu, mas somente de acordo com as condições da halachá, incluindo circuncisão (para o homem), imersão num micvê casher e a aceitação de todos os mandamentos da Torá. Outra condição haláchica: a conversão deve ser supervisionada por um Bet Din (Tribunal Rabínico) composto por eruditos, que se sujeitam à autoridade Divina da Halachá e a seguem em suas vidas cotidianas.
2. Pode qualquer não-judeu se tornar judeu?
Resposta:
Sim! Desde que seja sincero com o seu compromisso e o Bet Din estiver convencido de sua sinceridade.
3. Esta é a única maneira de se tornar judeu?
Resposta:
Sim. Este padrão haláchico tem sido aceito através da história judaica por todos os judeus, sem exceção, observantes ou não da Torá, pelo seu bisavô tanto quanto pelo meu. O único padrão para a conversão sempre foi o tradicional haláchico. Um assunto tão sério e profundo como conversão ao judaísmo obviamente exige um critério sério e universalmente aceito, que lhe concede autenticidade.
4. A Halachá aceita conversões do movimento Reformista ou Conservador?
Resposta:
A Halachá só reconhece uma conversão quando realizada de acordo com todas as suas regras. Mas isto não é uma questão de Ortodoxo em contra partida a Conservador ou Reformista. O que conta aqui não é o rótulo que se tenta dar a um determinado grupo, mas o processo da própria conversão: se um rabino ortodoxo realiza uma conversão não totalmente de acordo com a Halachá, então essa conversão não será reconhecida pela Halachá. A Halachá é o critério exclusivo para determinar como e quando um não-judeu pode se tornar judeu.
5. Por que os judeus que aceitam a Halachá não são tolerantes com os outros padrões?
Resposta:
Os judeus sempre acreditaram que a Halachá, como parte da Torá, foi dada por D’us. Alguém que acredita nisto, obviamente não pode aceitar concessões numa questão tão fundamental. Ou o processo da conversão é realizado de acordo com a Halachá e é portanto sancionada por D’us, ou ela não concorda com a Halachá e permanece obra humana.
Conversão implica numa mudança espiritual, por isso, para um judeu que acredita na origem Divina da Halachá a conversão só pode ser feita de acordo com as condições da Lei de D’us. Qualquer outra forma ou “fórmula” é desprovida de sentido.
6. A insistência no padrão haláchico não divide nosso povo?
Resposta:
Pelo contrário, ela é a única maneira de unir nosso povo. Insistir no contrário é demagógico e deliberadamente enganoso. Para capacitar um não-judeu a se tornar um membro do povo judeu, somente um padrão de conversão tem sido aceito e ainda o é por todos os judeus sem exceção – o Haláchico. Mesmo aqueles que não se sentem obrigados pela Halachá ainda aceitam como judeus aqueles convertidos pelo padrão haláchico. Uma simples analogia: certa vez perguntaram a Golda Meir por que as Forças Armadas de Israel só serviam alimentos casher, se há muitos soldados que não observam a cashrut. “Se a comida é casher”, ela respondeu, “aqueles que não se importam com a cashrut não perdem nada ao comê-la. Mas se a comida não for casher, aqueles que guardam cashrut serão forçados a ir a outro lugar…” Obviamente, um soldado que não observa cashrut, de modo algum compromete seus princípios ao comer alimentos casher. No nosso caso também, judeus que não se sentem obrigados pela Halachá podem ainda, em nome da unidade judaica, viver com o padrão estabelecido pela Torá para a conversão.
7. Os judeus ortodoxos consideram os outros judeus plenamente judeus?
Resposta:
Absolutamente! Qualquer um nascido de mãe judia permanece por toda a vida um membro total e completo do povo judeu, independente dos seus atos ou práticas, opiniões ou afiliações. Independente das suas ações, opiniões ou graus de comprometimento, todo e qualquer judeu é nosso irmão ou irmã em todos os aspectos. Isso está declarado no Talmud e reiterado nos Códigos da Lei haláchica de Maimônides, o Shulchan Aruch, etc. De acordo com a Torá, todo judeu, sem exceção, tem valor intrínseco e é um componente essencial do povo judeu, sem o qual a nação inteira não pode realizar seu pleno potencial.
8. Por que há uma ênfase tão grande a não realização de casamentos mistos?
Resposta:
Permanecemos muito firmes nesta questão, pois o que mais tem afastado nosso povo de suas raizes é o casamento misto e a assimilação. Nossa batalha é conservar dentro de cada judeu a chama judaica viva. Cada judeu é valioso, independente de quem seja. Temos a obrigação de lutar com todas nossas forcças pela sua sobrevivência, não apenas material mas espiritual. O que tem nos mantido vivos até hoje é a não assimilação e a transmissão de nossos valores em todas as gerações. Todo e qualquer judeu vale esta batalha!


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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Moshê descreve a grandeza do povo judeu.

Moshê começou com louvores a D’us, descrevendo como Ele Se revelou no Har Sinai para outorgar a Torá. Moshê proclamou: "D’us foi ao povo judeu no Monte Sinai como um noivo que vai encontrar sua noiva. D’us ofereceu previamente a Torá a todas as nações gentias, mas elas se recusaram a aceitar."
Moshê proclamou: "A grandeza de D’us desafia a descrição. No Sinai, Ele levou com Ele apenas uma fração das hostes celestiais sob Seu comando, ao contrário de um ser humano que exibe toda sua riqueza no dia das bodas.

"Ele deu aos judeus Sua lei de fogo, a Torá, que Ele tinha gravado sobre as Tábuas com Sua mão direita."Por que a Torá é chamada de ‘uma lei de fogo’?
1 – A Torá existiu antes da criação do universo. Antes de ser entregue à humanidade, foi escrita perante D’us em fogo negro sobre fogo branco. Moshê então a escreveu com tinta sobre pergaminho.
2 – A Torá foi entregue em meio ao fogo: os anjos descendo com D’us ao Har Sinai estavam em chamas: a montanha estava em chamas; foi dado por D’us, que é chamado "um Fogo devorador"; e a face do agente de D’us (Moshê) reluziu por entre o fogo.
Moshê agora abençoou os judeus para que merecessem a vida eterna no Mundo Vindouro por terem aceitado a Torá. "D’us amava muito as tribos. Ele atou as almas dos tsadikim com Ele para a vida eterna. Eles a merecem, pois se colocaram ao pé do Monte Sinai e aceitaram o jugo da Torá."

Targum Faz Rute

Targum Rute Tradução de Samson H. Levey Capítulo 1. 1- Aconteceu nos dias do juiz de juízes que havia uma grande fome na terra de I...