terça-feira, 16 de maio de 2017

Os mistérios do Livro da Criação

                             
                     


                                                                                 
                              
Coisas Judaicas

O sentido da revelação é concedido àqueles que têm a mente desarmada para o mistério” (Abraham Joshua Heschel)

Por Sheila Sacks


Talvez o mais antigo e misterioso de todos os textos do judaísmo místico, o Sêfer Ietsirá (O Livro da Criação), que trata das origens do mundo, tem sido estudado por teólogos, filósofos e historiadores ao longo de mais de dois mil anos. O rabino norte-americano Arieh Kaplan, falecido aos 48 anos, em 1983, foi um dos inúmeros eruditos que se debruçaram sobre esse pequeno texto (1.300 palavras, em sua versão curta) envolto em superstições e proibições, em razão das dificuldades que o mesmo apresenta para o seu entendimento. De forma generosa e até ousada, Kaplan, que antes de se dedicar aos estudos da teologia judaica trabalhou como físico para o governo dos Estados Unidos, se dispôs a realizar a difícil tarefa de tornar mais acessível aos leigos, através de suas pesquisas, análises e comentários, os ditos e as expressões contidos neste texto milenar.
Na apresentação da tradução brasileira, o maçom e estudioso da Cabalá (a dimensão mística do judaísmo), o paraense Erwin Von-Rommel Vianna Pamplona, alerta para a complexidade da obra. “Este não é um livro fácil”, escreve. “Necessita de pré-requisitos para ser aprendido.” O tradutor lista então certas condições indispensáveis ao leitor para o entendimento da obra: equilíbrio emocional, persistência, determinação, tranquilidade e merecimento, esse último item a ser atingido pela caridade e reza. Erwin também aconselha que a leitura do texto seja compartilhada por duas pessoas, porque “o praticante solitário pode, em dado momento, perder a noção do que é realidade e imaginação”.

À parte esses cuidados, Erwin Von-Rommel faz uma afirmação empolgante: assegura que para o neófito o livro se constituirá na porta de entrada para os mistérios do Universo. Dando como exemplo a sua própria experiência como estudioso da Cabalá (‘recebimento’, em hebraico), ele diz que comprovou, no campo material, o poder dos ensinamentos interpretados e analisados por Kaplan, que lançam maiores luzes no conteúdo desse texto obscuro com “fortes insinuações mágicas”.

Texto remonta ao patriarca Abraham

Os primeiros comentários conhecidos sobre o Sefer Ietsirá datam do século 10. À época, o rabino Saadia Gaon atribuiu a sua origem ao patriarca Abraham (Avraham), o primeiro hebreu da história. Nascido na Mesopotâmia no século 18 antes da Era Comum (atual Iraque), o patriarca viveu e morreu em Canaã (hoje Israel), sendo versado nos mistérios da astrologia e das letras hebraicas. Daquele início da trajetória do povo de Israel até os séculos seguintes, os ensinamentos teriam sido passados oralmente através das gerações. Entretanto, algumas fontes dizem que já havia comentários escritos sobre o Livro da Criação no período do Segundo Templo (516 a.E.C. a 70 E.C.). 

Um dos envolvidos nos mistérios do Sêfer Ietsirá seria Menhachem, o essênio, que profetizou que Herodes seria rei. Essa seita judaica monástica e ascética que vivia no deserto, em Qumran, a 32 quilômetros de Jerusalém (do século 2 a.E.C. até o século 1) e cujos rituais e práticas foram conhecidos com a descoberta dos rolos do Mar Morto, em 1947, mantinha um comportamento religioso ortodoxo e rigoroso no cumprimento das leis de Moisés. O historiador Flavio Josefo (século 1), em seu livro sobre as guerras judaicas contra os romanos, afirma que os essênios podiam predizer o futuro mediante diversas purificações e métodos dos profetas. Eles tinham desapego aos bens materiais e se empenhavam na busca da evolução espiritual. Menachem teria sido morto pelos soldados romanos no ano 4 a.E.C., segundo o historiador israelense Israel Knohl. Outra figura histórica que teria vivido na comunidade de Qumran seria Yochanan ha-Matbil - João, o Batista, que morreu em 25 da E.C. O teólogo alemão Otto Betz assinala que o pregador recebeu forte influência mística da seita, principalmente no tocante às orações e hinos.

Letras e números formam os caminhos

Mas, é no século 16 que surge a versão escrita do Sêfer Ietsirá mais aceita pelos cabalistas, devido ao refinamento do texto e por estar em concordância com o Sêfer ha-Zohar (O Livro do Esplendor) – a obra principal e mais sagrada da Cabalá. Finalizada pelo rabino Isaac Luria (1534-1572), em Jerusalém, o texto comporta 1.800 palavras. O interessante é que muitos estudiosos especulam que os ensinamentos originais seriam limitados a 240 palavras.

Segundo Kaplan, a obscuridade do texto impõe uma cuidadosa análise de cada palavra e sua correspondência na literatura bíblica (Torá/Pentateuco, Neviim/ Profetas e Ketuvim/Escritos) e talmúdica (de Talmud, do hebraico ‘aprendizado’, obra de compilação, comentários e interpretação das leis e tradições judaicas). Quando oSêfer Ietsirá se inicia assinalando que “com 32 caminhos místicos de Sabedoria gravou Yah (o Eterno)”, esse número corresponde a soma das 22 letras do alfabeto hebraico com os 10 dígitos ou dez Sefirot – as fontes nas quais os números se originam.
Os cabalistas observam que esses 32 caminhos são aludidos na Torá (do hebraico ‘ensinamento’) no capítulo do Gênesis, quando 32 vezes aparece o nome de D’us no relato da Criação. Outro detalhe significativo: o número 32 é escrito em hebraico com as letras Lamed e Bet, que se lê Lev, a palavra hebraica para coração. Também a primeira letra do Gênesis é justamente Bet, da palabra Bereshit (No princípio), e a última letra do Torá é Lamed, de Israel, formando novamente a palavra coração. É importante ressaltar que a Torá é vista como o coração da Criação, sendo as letras entendidas tanto como responsáveis pelo começo do mundo – já que em cada ato da Criação está escrito “D’us disse“ – como também por sustentá-lo constantemente. Acerca da Torá, um dos muitos mestres do texto bíblico, o rabi Elazar ben Padat que chefiou a academia de Tiberíades, na Terra Santa, em 279 da E.C., defendia os poderes existentes no livro sagrado: “Os parágrafos da Torá não estão em ordem. Se estivessem na ordem correta, qualquer um que lesse seria capaz de ressuscitar os mortos e fazer milagres.” 

Segundo a tradição judaica os patriarcas através de suas visões proféticas transmitiam oralmente a Lei de D’us. Só mais tarde, Moshé (Moisés), o maior profeta e líder do povo hebreu, colocou parte dessa tradição por escrito na Torá. Mas o nível de interpretação mais secreto continuou sendo transmitido oralmente por Moshé para alguns iniciados, os nistarim (literalmente ‘os ocultos’).

Passado, presente e futuro juntos

Para Kaplan, se um indivíduo deseja obter uma experiência mística e aproximar-se da dimensão da Sabedoria (a Mente pura e indiferenciada), ele deve percorrer os 32 caminhos que os cabalistas antigos definem como “diferentes estados de consciência”. No livro “Universo Kabbalístico”, o inglês Z’ev bem Shimon Halevi, 79 anos, escritor e professor de Cabalá, ensina que as 10 Sefirot são ligadas por 22 caminhos-fluxo de letras que formam uma rede de subsistemas.
Essa busca pela Sabedoria é um anseio que persiste na alma humana indiferente ao progresso científico e tecnológico. O Talmud declara: “Quem é sábio? Aquele que percebe o futuro”. Kaplan explica que a Sabedoria é a força mental pura que transcende o tempo. “No nível da Sabedoria, o passado, o presente e o futuro ainda não foram separados. Portanto nesse nível, alguém pode ver o futuro exatamente como o passado e o presente.”
Ainda sobre a relação das Sefirot com o tempo, existe um dado interessante explicitado pelo cabalista Moisés ben Nachman, há 800 anos, no século 12. No livro “O Poder da Cabala”, o rabi Yehuda Berg, codiretor do “Kabbalah Centre” e autor de “Os 72 Nomes de D’us” (livro de exercícios de meditação), cita esse conceito de que existe um segredo cabalístico por trás da frase “Seis dias de Criação”, já que “um D’us todo-poderoso não necessitaria de qualquer quantidade de tempo para criar um Universo”. Os dias da Criação seriam as seis dimensões (sefirot) das 10 que precederam o nascimento de nosso Universo. Isso porque a Criação não tem nada a ver com o conceito de tempo conforme nós conhecemos. “Trata-se de um código para a união de seis dimensões do mundo superior em uma. As quatro que restam são as precursoras de nosso universo tridimensional (largura, comprimento e altura) e da quarta dimensão de espaço-tempo.” Assim, a realidade existiria em 10 dimensões, sendo que seis delas compactadas em uma.
Berg assinala que os nossos cinco sentidos nos impedem de ver ou experimentar a dimensão do tempo. ”São unicamente os limites de nossa consciência que nos impedem de perceber o ontem e o amanhã nesse exato momento.” Ele dá como exemplo um prédio de 30 pavimentos em que o observador esteja em um apartamento no 15º andar. Os andares abaixo, do 1 ao 14, representam o passado, o tempo que o trouxe até este momento. Os andares de 16 a 30 representam o futuro. Mas, o observador através dos seus cinco sentidos somente vê onde está, no 15º andar. Contudo, todos os andares existem - isto é, o passado, o presente e o futuro - como um todo unificado. E se ele for para fora do edifício e olhar de longe, poderá ver todos os 30 andares juntos.

Letras hebraicas como símbolos

Sobre a mística das letras hebraicas, o rabino Kaplan chama a atenção para os três aspectos que envolvem a interpretação das letras: 1 – a representação física, que é a maneira como elas são no texto; 2 - seu valor numérico (guematria), quando cada letra representa um número; 3 – a sonoridade da letra e o modo como é pronunciada. No primeiro aspecto, a forma física da letra no texto (sêfer) está vinculada ao espaço, visto que sua forma só pode ser definida no espaço, ou seja, no Universo. Sua utilização como número (sefar) implica em sequencia, que tem correspondência no tempo, ou Ano. Quanto ao som da letra, esse aspecto a remete à narração ou comunicação (sipur) e aplica-se à mente e à dimensão espiritual, ou  à Alma.

Um dos mais importantes eruditos judaicos, Iehuda Halevi, nascido em Toledo em 1075, afirma que as letras hebraicas não são meros sinais. Elas simbolizam com exatidão aquilo que designam. Em sua obra “Cuzari”, no capítulo sobre a santidade e a importância do idioma hebraico, ele assinala: “Não surpreende, portanto, que certas invocações ou amuletos feitos com estas letras sejam eficazes.”
Está escrito no Sêfer Ietsirá: “E criou Seu universo com três livros/com texto (Sêfer)/com número (Sefar)/e com comunicação (Sipur).”
Segundo Kaplan, essas três palavras (sêfer, sefar e sipur) definem a palavra sefirá (dimensão) e seu plural, sefirot. Na Cabalá, as 10 Sefirot são os conceitos básicos da existência, os canais pelos quais as emanações divinas fluem, e os meios através dos quais o homem se comunica com D’us. Todos os nomes das sefirot são derivados da Escritura: Kéter (Coroa), Chochmá (Sabedoria), Biná/Dáat  (Entendimento/Conhecimento), Chéssed (Amor), Guevurá (Força), Tiféret (Beleza), Nêtsach (Vitória), Hod (Esplendor), Iessód (Fundação) e Malchut (Realeza). Em sentido místico as sefirot se constituem em uma escada através da qual se pode ascender e se aproximar do Infinito.
De acordo com os comentaristas, o “princípio, a causa” é Kéter, e o “fim, o efeito” é Malchut, os pontos terminais das dimensões espirituais. Kéter também é identificado como “a Vontade”, a causa de todas as ações. Por estar mais perto de D’us, Kéter é chamada de “o Bem”. Já a sefirá Malchut, por ser a mais afastada e estar na direção oposta de D’us é dita como “o Mal”, com a ressalva de que o termo está associado aos estágios inferiores da Criação. A disposição completa das Sefirot é chamada de “A Árvore da Vida” e também está associada ao sonho de Yacoov (Jacob) – o terceiro e último patriarca hebreu, mais tarde chamado de Israel -  representado por uma longa escada apoiada na terra, cujo topo se estende céu adentro.

As bases para a meditação

Segundo Rambam – o médico e rabino Moisés Maimônedes (1135-1204), nascido em Córdoba e um dos mais reverenciados teólogos da história judaica – “todo o despertar de baixo motivo um despertar de cima”. Significa que quando se eleva mentalmente alguma coisa a sua essência espiritual, similarmente também se faz descer o sustento espiritual a esse objeto particular. Essa correspondência, para os cabalistas, pode gerar mudanças físicas no mundo. 

A respeito do mundo físico, a questão mais básica para muitos estudiosos se concentra na indagação: por que D’us criou um mundo físico? Qual o motivo da existência de um mundo físico, se D’us criou o universo pra dar o Bem a sua Criação e este Bem é puramente espiritual. Sabemos que o espaço físico só existe no mundo físico. No espiritual, não há o espaço na forma que conhecemos. Kaplan explica: “D’us criou o conceito de espaço. As coisas espirituais podem se ligar ao material do mesmo modo que a alma está ligada ao corpo. E o fato de o bem e o mal existirem no mesmo espaço físico também permite o bem superar ao mal neste mundo.”
Dessa forma, para influenciar alguma coisa no universo físico, deve-se fazer uso da forma física das letras hebraicas. Isso envolve técnicas de meditação que consistem em visualizar determinadas letras ou a combinação apropriada de letras, eliminando todos os outros pensamentos da mente. Por outro lado, para influenciar na dimensão espiritual, usa-se o som das letras ou de seus nomes.

Entretanto, o anseio de alcançar a Sabedoria (Chochmá), um estado puro de consciência não-verbal, esbarra na dificuldade de esvaziar a mente dos devaneios e reflexões que habitam normalmente os pensamentos das pessoas. As técnicas de meditação consistem em eliminar, por momentos – e através dos exercícios ir estendendo o tempo desses momentos – os pensamentos que habitam nossa mente, através da visualização ou repetição das letras hebraicas.

No Sefer Ietsirá está dito: “Ele as gravou (as 22 letras), esculpiu, permutou, pesou, transformou...”. Kaplan explica que cada letra representa um tipo diferente de informação e através das diversas manipulações das letras, D’us criou todas as coisas. Nota-se que as letras hebraicas têm três partes básicas: topo,centro e base. O topo e a base são feitas de linhas horizontais grossas, e o centro constituído de linhas verticais finas, como fossem lados de paredes a separar uma letra da outra. A meditação consiste em focalizar as letras hebraicas escolhidas, visualizando-as (gravando-as em sua mente), fazendo-as preencher toda a consciência, permutando-as ou manipulando-as através de seus valores numéricos e diferentes códigos. Escrever ou recitar as combinações das letras funcionaria como uma espécie de mantra para alcançar o estágio superior de consciência.

Essas técnicas, porém, funcionariam apenas como meios para limpar a mente de todo o pensamento. A experiência real das Sefirot só ocorre quando a pessoa se encontra em um estágio em que todos os processos pensantes estão silenciados e a mente se fecha a todo pensamento verbal e descritivo. Daí a recomendação do Sêfer Ietsirá: “Refreia tua boca de falar e teu coração de pensar.”

Os 231 portões da Criação

Sêfer Ietsirá também faz uma conexão das 22 letras hebraicas com “231 Portões”. Segundo os cabalistas antigos, as letras que formam a palavra Yisrael (Israel) igualmente formam a palavra Yeshrla, que significa “existem 231”. É uma alusão de que a Criação teve lugar através de 231 portões. Outra constatação: o número 231 representa a quantidade de modos que duas letras diferentes do alfabeto hebraico podem ser conectar. Este também é o número de palavras de duas letras que podem ser formadas, sempre que a mesma letra não se repita e a ordem não seja considerada.

A meditação a respeito das conexões das 22 letras com os 231 portões é mostrada por Kaplan através da apresentação de vários quadros e tabelas em diferentes disposições das letras hebraicas e números formando sistemas de códigos, sequências e associações adotados por eruditos e cabalistas através dos séculos. Ele afirma que a utilização de Nomes Divinos também é efetiva na meditação, especialmente oTetragrama, o nome mais elevado de D’us, que escrito com as letras hebraicas Yud, Hei, Vav e Hei unifica todas as Sefirot.  

Ainda sobre o Eterno, o Séfer Ietsirá declara: “Mestre único, D’us, Rei fiel”. Kaplan observa que ao descrever D’us, o livro não emprega a palavra Um (Echad, em hebraico), mas afirma que Ele é Único (Yachid), isto é, Ele é tão absolutamente único que não existe qualidade alguma que Lhe possa ser atribuída. “Embora não possamos dizer o que Deus é, pelo uso de atributos negativos nós podemos dizer o que Ele não é. Do mesmo modo, com atributos de ação, nós podemos falar o que D’us faz.” Em hebraico, a frase em questão se lê “El Melech Neeman” e as letras iniciais de cada uma das palavras formam o termo hebraico “Amen”, usado nas orações judaicas.

Enfim, o mistério do simbolismo está presente em todos os ensinamentos do Sêfer Ietsirá e Kaplan admite a complexidade em se entender suas expressões visto que todo o conceito do não-físico é de difícil compreensão para o ser humano. Um dos mais importantes teólogos judaicos do século 20, Abraham Joshua Heschel (1907-1972) dizia que a percepção da glória é uma ocorrência rara em nossas vidas. Isso porque, segundo ele, o homem falha em responder ao acontecimento do milagre. “Essa é a tragédia de toda a humanidade: ofuscar o milagre com a nossa indiferença. A vida é rotina, e a rotina é a resistência ao milagre” (do livro ‘Deus em Busca do Homem’). E de fato, recorrendo ao Zohar, a obra máxima da Cabalá (compilada e escrita pelo Rabi Shimon bar Yochai, no século 2), lá está dito: “Abram para mim uma abertura do tamanho do buraco de uma agulha, e Eu lhes abrirei os portões celestiais”.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O DEUS DE EINSTEIN

O DEUS DE EINSTEIN
Quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, o físico Albert Einstein respondeu: "Acredito no Deus de Espinosa, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pelo destino e pelas ações dos homens".
Einstein enfrentou críticas, e o cardeal O’Connel, de Boston, publicou uma declaração na qual dizia que a teoria da relatividade "encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação". Hoje o Papa parece conviver bem com a idéia de Deus ser uma força por trás do Big Bang, conciliando (na medida do possível) ciência e religião.
Seis anos depois, em uma carta escrita a um banqueiro do Colorado, Einstein explica: "Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue, diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto apesar do fato de que a causalidade mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância - para nós, porém, não para Deus".
No artigo Religião e Ciência, que faz parte do livro Como vejo o mundo, publicado em alemão em 1953, Einstein escreve: "Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica e não posso falar dela com facilidade já que se trata de uma noção muito nova, à qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico (...) Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos (...) Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza se assemelham profundamente".
Quem foi Espinosa, a inspiração para Einstein?
Bento de Espinosa foi um dos grandes filósofos racionalistas do século XVII, juntamente com René Descartes. Nasceu nos Países Baixos em uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Foi profundo estudioso da Bíblia, de obras religiosas judaicas e de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro e Lucrécio.
Foi excomungado pela Igreja devido aos seus pensamentos em relação a Deus. Espinosa ficou considerado como maldito por muitos anos após sua morte. Quem recuperou sua reputação foi o crítico Lessing em seus diálogos com Jacobi, em 1784. Na seqüência, o filósofo foi citado, elogiado e inspirou pessoas como os teólogos liberais Herder e Schleiermacher, o poeta católico Novalis e o grande Goethe.
Em Haia, onde morreu, foi construído um monumento em homenagem a Espinosa, assim comentado por Ernest Renan em 1882:
"Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas – pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus".

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Parshat Acharei-Kedoshim Em profundidade Levítico 16: 1-20: 27

Parshat Acharei-Kedoshim Em profundidade

Levítico 16: 1-20: 27


A leitura da Torá desta semana consiste em dois Parshiot - Acharei Mot ("Depois da Morte") e Kedoshim ("Santos").
Depois das mortes de Nadav e Avihu, que " se aproximaram de D'us e morreram", D'us diz a Moisés para instruir Aaron
... que ele não deve entrar, em todos os momentos, no santo, dentro do Parochet (o "véu" que separava o "Santo dos Santos" do resto do Santuário), antes do Kaporet A Arca - para que não morra; Pois em uma nuvem eu apareço acima do Kaporet ...
Somente no dia mais sagrado do ano - Iom Kipur - e depois de trazer uma série de ofertas especialmente ordenadas, se o Kohen Gadol ("sumo sacerdote") se purificar, vestir roupas de linho branco e entrar na câmara que abriga a Arca :
Ele tomará uma panela cheia de carvões ardentes do alto do altar que está diante de D'us, eo enchimento de suas mãos de ketoret finamente -chão (incenso), e trazê-los dentro do Parochet.
E ele colocará o cetoro sobre o fogo diante de D'us; E a nuvem de incenso cobrirá o Kaporet que está na [arca] do Testamento ...
Nossa Parashá então passa a detalhar o serviço realizado pelo Kohen Gadol em Yom Kipur para garantir a expiação por seu povo. Entre as ofertas do dia estavam dois cabritos machos:
E Aarão lançará sortes sobre os dois bodes, uma sorte para D'us e outra para Azazel.
A cabra que o lote determinou ser "Para D'us" é trazida como uma oferta e seu sangue é aspergido no Santo dos Santos. O que se considera "Azazel" é "despachado pela mão de um homem designado para o deserto, eo bode levará sobre ele todos os seus pecados para uma terra estéril".
E fará expiação pelo lugar santo, sobre as impurezas dos filhos de Israel, sobre as suas transgressões em todos os seus pecados. E assim fará para a Tenda da Reunião, que habita entre eles no meio da sua impureza ...
E este será para vós um estatuto perpétuo: no sétimo mês, no décimo dia do mês, afligireis as vossas almas, e não farás nenhuma obra, nem o lar nascido, nem o estrangeiro que peregrina no meio de vós.
Pois neste dia Ele vai expiar-te, para te purificar, para que fiques limpo de todos os teus pecados antes de D'us ... uma vez por ano.
A Parashá de Acharei também adverte contra trazer ofertas a D'us em qualquer lugar, mas no Templo Sagrado, proíbe o consumo de sangue e detalha as leis que proíbem o incesto e outros comportamentos sexuais desviantes.
Santidade e amor
A Parashá de Kedoshim começa com a declaração de D'us ao povo de Israel:
Você será santo , pois eu, D'us seu D'us, sou santo .
D'us então procede a comandar numerosas mitsvot, muitos dos quais são preceitos cardinais da lei da Torá. Por exemplo,:
Todo homem temerá a sua mãe e ao seu pai, e guardará os meus sábados; Eu sou D'us seu D'us.
Vire não aos ídolos, nem façais para vós fundição deuses; Eu sou G-d seu G-d ...
Não roubarás , nem faltarás, nem mentirás uns aos outros.
E não jurarás pelo meu nome falsamente; Nem profanarás o nome do teu D'us. Eu sou D'us.
Não defraudarás o teu próximo, nem o roubareis; O salário do que é contratado não permanecerá com você a noite toda até a manhã.
Caridade aos necessitados,
Quando colhereis a colheita da vossa terra, não segarás inteiramente os cantos do vosso campo, nem recolhereis a ceifa da vossa seara. Deixá-los-eis para o pobre e estrangeiro; Eu sou D'us seu D'us.
E igualdade perante a lei,
Não fareis injustiça no juízo; não darás consideração especial ao pobre, nem honrarás o grande; Na justiça julgarás o teu próximo.
Também em nossa Parashá: a injunção de não "ficar do lado do sangue de seu irmão " (ie, o dever de "se envolver" quando a vida de outra pessoa é ameaçada); o dever de " repreender seu companheiro" sobre a sua irregularidade ao invés de "odiar o seu irmão em seu coração "; Proibições contra calúnias e fofocas , vingança e rancor.
Kedoshim também contém o dito que o grande sábio Rabi Akiva chamou de "um princípio cardinal da Torá" e do qual Hillel disse: "Esta é toda a Torá , o resto é comentário":
Ame seu companheiro como você mesmo .
Em adição a estes " mitzvot entre o homem e do homem ", existem "mitzvot entre o homem e G-d", tais como os chokim (decretos divina supra-racional) contra híbrido cruzamento de espécies animais diferentes, plantio híbrido de espécies de plantas, E shaatnez - uso híbrido de lã e linho em uma peça de vestuário.
Além disso,
Quando entrardes na terra e plantardes todo o manto de árvores para alimento, então considerareis os seus frutos como orlah ("incircuncisos"). Três anos será como orlah a você: ele não deve ser comido.
O produto do quarto ano deve ser levado a Jerusalém, onde é comido em santidade; "Seu fruto será santo para louvor, dando a D'us". Somente "no quinto ano comereis do seu fruto, para que vos dê o seu fruto."
E,
Não farás os cantos dos teus cabelos; Nem destruirás os cantos da tua barba ...
Não prostituas a tua filha, para que ela seja prostituta; Para que a terra não caia em prostituição, e a terra se torne cheia de impureza ...
Levantar-se-ás diante dos cabelos brancos, e honrarás o rosto do velho , e temerás o teu D'us; Eu sou D'us.
E se um estrangeiro peregrinar convosco em vossa terra, não o injurigais ... e vós o amareis como a vós mesmos; Porque vós fostes estrangeiros na terra do Egito; Eu sou D'us seu D'us.
Uma advertência severa é emitida para aqueles que assumem a prática dos habitantes da terra de Canaã para sacrificar seus filhos ao deus pagão Molekh.
Kedoshim conclui com uma lista de proibições contra as relações sexuais ilícitas: o adultério, várias relações incestuosas (a esposa de um pai, uma nora, uma tia, uma irmã, uma cunhada, etc.), a homossexualidade, a bestialidade, Relações com uma mulher menstruada.
E sereis santo para mim, porque eu, D'us, sou santo, e vos separarei das nações, para que me pertençais.

De nossos sábios


De Depois da morte dos dois filhos de Arão ( Levítico 16: 1)
Rabino Elazar ben Azaria explicaria isso com uma parábola: Um doente foi visitado por um médico, que lhe disse: "Não coma comida fria e não deite na cama úmida, para que não morra". Então veio um segundo médico que lhe disse: "Não coma comida fria e não deite na umidade, para que não morra como tal fulano morreu". O segundo o influencia mais do que o primeiro. Assim diz: "Depois da morte dos dois filhos de Arão".
(Rashi)

Quem chegou perto de D'us e morreu (16: 1)
Aproximaram-se da grande luz do seu grande amor ao Santo, e assim morreram. Assim, eles morreram por "beijo divino", tal como experimentado pelos perfeitamente justos; É somente que os justos morrem quando o beijo divino se aproxima deles, enquanto eles morreram ao se aproximarem dele ... Embora eles sentissem sua própria morte, isso não os impediu de se aproximarem de D'us em apego, deleite, Companheirismo, amor, beijo e doçura, ao ponto que suas almas cessaram deles.
(Ohr HaChaim)

E banhará a sua carne em água, e vestirá-se neles (16: 4)
Naquele dia, o Kohen Gadol imergiu (em um mikvah) cinco vezes, e lavou as mãos e os pés do kiyyor ("bacia") que estava diante do Santuário dez vezes: cada vez que ele mudou suas roupas, ele foi obrigado a imergir Uma vez, e lavar duas vezes (uma vez antes de remover o primeiro conjunto de roupas, e novamente depois de vestir no segundo conjunto).

Pois havia cinco conjuntos de serviços prestados por ele naquele dia: 1) Os serviços regulares da manhã, realizados nas " vestes de ouro " (usadas pelo Kohen Gadol ao longo do ano). 2) Os serviços especiais do dia (recitando a confissão sobre as ofertas do Iom Kipur, lançando os lotes, entrando no Santo dos Santos para oferecer o cetoret e para aspergir o sangue das ofertas de Yom Kipur) - realizado nas roupas de linho. 3) Os dois carneiros trazidos como "oferendas ascendentes" e as ofertas do dia musaf - em roupas de ouro. 4) retornando ao Santo dos Santos para remover a panela de incenso ardente - em roupas de linho. 5) os serviços regulares da tarde - nas peças douradas.
Talmud, tracto Yoma)

Dois cabritos (16: 5)
Eles devem ser idênticos em aparência, altura e preço, e devem ser adquiridos em conjunto.
(Talmud, Yoma 62b)

E assim fará para a tenda da reunião, que habita entre eles no meio de sua impureza (16:16)
Também quando estão em estado de impureza, a Shechinah (Presença Divina) habita com eles.

(Talmud, Rashi)

Mais

"Porque neste dia Ele vos expiará (16:30)

Em Yom Kippur, o próprio dia expia ... como está escrito: Porque neste dia ... expiará por ti. "

(Maimonides)

Mais

Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Sereis santos ... ( Levítico 19: 2)

Rabi Chiyya ensinou: Esta seção foi falada na presença de uma reunião de toda a comunidade, porque a maioria dos princípios essenciais da Torá são anexados a ele.

Rabi Levi disse: Porque os Dez Mandamentos estão incluídos nela:

1) "Eu sou o Senhor vosso D'us", e aqui está escrito: "Eu sou o Senhor vosso D'us" (19: 3, et al ).

2) "Não terás outros deuses diante de mim", e aqui está escrito: "Não façais para vós deuses derretidos" (19: 4).

3) "Não tomarás o nome do Senhor teu D'us em vão", e aqui está escrito: "E não jurarás pelo meu nome falsamente" (19:12).

4) "Lembra-te do dia de sábado", e aqui está escrito: "E guardai os meus sábados" (19: 3).

5) "Honra a teu pai e a tua mãe", e aqui está escrito: "Todo homem temerá a sua mãe e a seu pai" (19: 3).

6) "Não matarás", e aqui está escrito: "Não suportarás o sangue do teu próximo" (19:16).

7) "Não cometerás adultério", e aqui está escrito: "Tanto o adúltero como a adúltera certamente serão mortos" (19:10).

8) "Não roubarás", e aqui está escrito: "Não roubarás, nem faltarás, nem mentirás uns aos outros" (19:11).

9) "Não darás falso testemunho", e aqui está escrito: "Não andarás como um vigarista" (19:16).

10) "Não cobiçarás nada que seja do teu próximo", e aqui está escrito: "Amai a vós como a vós mesmos" (19:18).

(Midrash Rabbah)

Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis santos ... (19: 2)

A coisa mais fácil é esconder-se do mundo e de suas loucuras, se isolar em uma sala e ser um santo eremita. O que a Torá deseja, no entanto, é que uma pessoa deve ser parte integrante de "toda a congregação dos filhos de Israel" - e ser santo.

(Alshich)

Você será santo (19: 2)

Santificai-vos também quanto àquilo que vos é permitido.

(Talmud, Yevamot 20a)

O significado disto é que, já que a Torá advertiu contra as relações sexuais proibidas e com os alimentos proibidos, permitindo relações com a esposa e comendo carne e vinho, a pessoa luxuriosa pode encontrar um lugar para se envolver na fornicação com sua esposa ou esposas e ser de "Os guzzlers do vinho e os gluttons da carne", e conversar à vontade de todas as coisas licenciosas (desde que nenhuma proibição de encontro a este é especificada no Torah). Ele pode ser um hedonista com a permissão da Torá. Portanto, depois de enumerar as coisas que ela proíbe totalmente, a Torá diz: "Sede santos". Limite-se também naquilo que é permitido .

(Nachmanides)

O primeiro dito que ouvimos do Rebe (Rabi Schneur Zalman de Liadi) era: "O que é proibido, não se deve, o que é permitido, não é necessário".

(Rabino Mordechai de Horadok)

Todo homem temerá a sua mãe e ao seu pai (19: 3)

E em Êxodo 20:12 diz: "Honra teu pai e tua mãe". Pois é revelado e conhecido por D'us que uma pessoa adora mais a mãe do que seu pai, e que teme mais a seu pai do que a sua mãe. Portanto, D'us fixou a honra do pai primeiro e o medo da mãe primeiro, para enfatizar que se deve honrar e temer a ambos igualmente.

(Talmud, Kiddushin 31a)

Todo homem temerá a sua mãe e ao seu pai, e guardará os meus sábados; Eu sou D'us seu D'us (19: 3)

Embora eu tenha ordenado que você teme o seu pai, se ele lhe diz para violar o Shabat - ou para transgredir qualquer outra mitsvá - não atendê-lo; Para "Eu sou G-d seu G-d" - tanto você como seu pai são obrigados a honrar-Me.

(Rashi, Talmud)

Não vos volteis para ídolos, nem façais para vós deuses derretidos (19: 4)

No início, eles serão apenas "ídolos"; Mas se você voltar para eles, você vai acabar tornando-os "deuses".

(Rashi)

Tu não andarás como trapaceiro entre o teu povo; Não ficarás ao pé do sangue do teu próximo (19:16)

Disse o Rabbi Yitschak: Aquele que lida com as histórias é um assassino, como está escrito: "Não andarás como um porta-conto entre o teu povo, nem te sustentarás no sangue do teu próximo"

(Tosefta, Drech Eretz 6: 3)

A conversa maléfica mata três pessoas: o falante, o ouvinte e aquele de quem se fala.

(Talmud, Erachin 15a)

O orador, obviamente, comete um pecado grave ao falar negativamente de seu companheiro. O ouvinte, também, é um parceiro para este mal. Mas por que é aquele de quem se fala afetado pelo seu ato? São seus traços negativos piorados pelo fato de que eles são falados?

Na verdade, eles são. Uma pessoa pode possuir um traço ou tendência maligna, mas sua bondade por excelência, intrínseca a cada alma, se esforça para controlá-la, conquistá-la e, finalmente, erradicar suas expressões negativas e redirecioná-la como uma força positiva. Mas quando esse mal é falado, ele se torna muito mais manifesto e real. Falando negativamente da característica ou da ação da pessoa, os evilspeakers estão, na verdade, definindo como tal; Com suas palavras, concedem substância e validade a seu potencial negativo.

Mas o mesmo se aplica ao contrário: falar favoravelmente de outro, acentuar seu lado positivo, o ajudará a realizar-se da maneira que você o definiu.

(O Rebe de Lubavitcher)

O salmista compara a conversa caluniosa com "flechas afiadas do guerreiro, brasas de vassoura" ( Salmos 120: 4) . Todas as outras armas batem de perto, enquanto a flecha bate na distância. Assim é com calúnia: é falado em Roma e mata na Síria. Todos os outros carvões, quando extinguidos, são extintos sem e dentro; Mas os carvões da vassoura ainda estão queimando dentro quando são extinguidos fora. Assim é com palavras de calúnia: mesmo depois de parecer que seus efeitos foram apagados, eles continuam a arder dentro daqueles que os ouviram. Uma vez aconteceu que uma vassoura foi incendiada e queimou dezoito meses - inverno, verão e inverno.

(Midrash Rabbah)

A conversa malvada é como uma flecha. Uma pessoa que desembainha uma espada pode lamentar sua intenção e devolvê-la à bainha. Mas a seta não pode ser recuperada.

(Midrash Tehillim)

A que a língua pode ser comparada? Para um cão amarrado com uma corrente de ferro e trancado em uma sala dentro de uma sala dentro de uma sala, mas quando ele latidos toda a população está apavorado com ele. Imagine se ele estava solto lá fora! Assim, a língua: é seguro por trás dos dentes e por trás dos lábios, mas não faz nenhum fim de dano. Imagine se fosse fora!

(Yalkut Shimoni)

Rabi Israel Baal Shem Tov uma vez instruído vários de seus discípulos para embarcar em uma viagem. O líder chassídico não lhes disse para onde ir, nem pediram; Eles permitiram que a Providência Divina dirigisse seu vagão onde pudesse, confiante de que o destino e o propósito de sua viagem seriam revelados no devido tempo.

Depois de viajar por várias horas, eles pararam em uma pousada do caminho para comer e descansar. Agora, os discípulos do Baal Shem Tov eram judeus piedosos que insistiam nos mais altos padrões de kashrut ; Quando souberam que seu anfitrião planejava servir-lhes carne na refeição, pediram para ver o shochet da casa, interrogaram-no quanto ao seu conhecimento e piedade e examinaram sua faca em busca de possíveis manchas. Sua discussão sobre o padrão kashrut da comida continuou durante toda a refeição, como eles perguntaram após a fonte de cada ingrediente em cada prato definido antes deles.

Enquanto falavam e comiam, uma voz surgiu por trás do forno, onde um velho mendigo descansava entre os seus pacotes. "Queridos Judeus", gritou, "vocês são tão cuidadosos com o que sai da sua boca como vocês são com o que entra nele?"

A festa dos Chassidim concluiu sua refeição em silêncio, subiu em sua carroça e virou-a de volta para Mezhibuzh. Eles agora entendiam o propósito para o qual o Rebe os havia despachado naquela manhã.

Não andarás como um charlatão (19:16)

Um homem veio uma vez ver Rabi Yosef Yitzchak de Lubavitch e procedeu a retratar-se como um vilão do pior tipo. Depois de descrever detalhadamente suas deficiências morais e espirituais, ele implorou ao Rebe para ajudá-lo a superar seu caráter perverso.

"Certamente", disse o Rebe, "você sabe o quão grave é o pecado de lashon harah , falando mal de um ser humano. Em nenhum lugar, a meu conhecimento, ele diz que é permissível falar lashon harah sobre si mesmo. "

Você não deve ficar ao lado do sangue do seu companheiro (19:16)

De onde sabemos que se alguém vê seu companheiro se afogando em um rio, sendo arrastado por um animal selvagem ou atacado por ladrões, aquele é obrigado a salvá-lo? Do verso, "Você não estará de pé pelo sangue do seu companheiro."

(Talmud, Sanhedrin 73a)

Mais

Não odiarás o teu irmão no teu coração; Repreenda, repreenda seu companheiro, mas não incorrer em um pecado em seu cliente (19:17)

Se uma pessoa é ofendida por outra, não o odeie e permaneça em silêncio, como se diz em relação aos ímpios: "E Absalão não falou a Amnom, nem bem nem mal, porque Absalão odiava Amnom" ( II Samuel 13: 22) . Em vez disso, é uma mitsvá para ele fazer isto conhecido a ele, e dizer-lhe: "Por que você fez isso e isso para mim? Por que você me ofendeu desta maneira?", Como está escrito: Repreenda, repreenda seu companheiro. " E se essa pessoa expressar arrependimento e pedir-lhe perdão, ele deve perdoá-lo ...

Aquele que vê que seu companheiro pecou, ​​ou está seguindo um caminho impróprio, é uma mitsvá para trazê-lo de volta ao caminho apropriado e informá-lo que ele peca por suas más ações, como está escrito: "Repreenda, repreenda o seu companheiro."

Quando alguém repreende o seu companheiro, quer se trate de assuntos entre os dois, quer de assuntos entre ele e D'us, ele deve repreendê-lo em privado. Ele deve falar com ele suavemente e suavemente, e deve dizer-lhe que ele está fazendo isso para seu próprio bem, para que ele possa merecer o Mundo Vindouro.

Se essa pessoa aceitar [a repreensão], bom; Se não, ele deveria repreendê-lo uma segunda vez e uma terceira vez. Ele deve continuar a repreendê-lo até o ponto em que o pecador o golpeia e lhe diz: "Eu me recuso a ouvir".

Quem tem a capacidade de repreender e não faz isso compartilha a culpa pelo pecado, pois ele poderia ter evitado isso ...

Aquele que é ofendido por seu companheiro, mas não deseja repreendê-lo ou falar com ele sobre isso em tudo porque o ofensor é uma pessoa muito grosseira, ou uma pessoa perturbada, mas escolhe em vez disso, perdoá-lo em seu coração, sem rancor Nem repreendê-lo, esta é a maneira dos piedosos. A objeção da Torá [ao silêncio remanescente] é somente quando ele abriga a animosidade.

(Mishneh Torah, Leis do Caráter, capítulo 6)

Repreende, repreende o teu próximo (19:17)

Nossos sábios disseram: "Palavras que vêm do coração, entram no coração". Portanto, se você procura corrigir uma falha de seu companheiro e não tiver êxito, a culpa não está conosco, mas com você mesmo. Se você realmente tivesse sido sincero, suas palavras certamente teriam um efeito.

(O Rebe de Lubavitcher)

Repreende, repreende o teu próximo (19:17)

Por que a palavra "repreensão" é repetida? Porque primeiro você deve repreender a si mesmo.

(Os Mestres Chassídicos)

Seu companheiro é seu espelho. Se o seu próprio rosto está limpo, a imagem que você perceber também será impecável. Mas se você olhar para o seu próximo e ver uma mancha, é a sua própria imperfeição que você está encontrando - você está sendo mostrado o que é que você deve corrigir dentro de si mesmo.

(Rabino Israel Baal Shem Tov)

Repreende, repreende o teu próximo (19:17)

Em certa ocasião, Rabi Aarão de Belz foi informado de que um dos habitantes da cidade havia profanado o Shabat. Ele imediatamente ordenou que o informante e o infrator do Shabat aparecessem diante dele.

"Eu ordeno que você doe dois quilos de velas para a sinagoga", disse Rabi Aaron ao informante, "a fim de expiar o fato de que você falou negativamente de um judeu companheiro."

"E você", disse o Rebe ao segundo homem, "eu fino uma libra de velas, por ser a causa de seus judeus colegas falando negativamente de outro judeu."

Repreende, repreende o teu próximo (19:17)

Disse Rabbi Ilaah em nome de Rabi Elazar ben Rabi Shimon: Assim como é uma mitsvá para uma pessoa dizer o que será aceito, é uma mitzvá se abster de dizer coisas que não serão aceitas.

Rabi Abba disse: Na verdade, é uma obrigação [agir assim], como está escrito ( Provérbios 9: 8) : "Não repreendas o tolo, para que não te odeie, repreende o sábio e ele te amará. "

(Talmud, Yevamot 65b)

Não tomarás vingança nem ostentarás rancor (19:18)

O que é vingança eo que está rancor? Se uma pessoa disse ao seu companheiro: "Me empreste sua foice", e ele respondeu "Não", e no dia seguinte a segunda pessoa chega ao primeiro e diz: "Empresta-me o seu machado", e ele responde: "Eu Não o emprestará a você, assim como você não me empresta sua foice "- isso é vingança.

E o que está trazendo rancor? Se uma pessoa diz ao seu companheiro: "Empresta-me o seu machado", e ele responde: "Não", e no dia seguinte o segundo pergunta: "Empresta-me a vossa roupa", e as primeiras respostas: "Aqui está. Não como você que não me emprestar "- que está trazendo um rancor.

(Talmud, Yoma 23a)

Não tomarás vingança nem levareis rancor contra nenhum dos teus povos; E amarás o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

Como se evita agir vingativamente? Deve-se pensar: Se uma pessoa estava cortando carne e a faca cortasse sua mão, essa mão cortaria a primeira mão em troca?

(Jerusalém Talmud, Nedarim 9: 4)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

Rabi Akiva disse: Este é um princípio fundamental da Torá.

(Midrash Rabbah)

Um gentio veio antes de Shammai e disse-lhe: "Quero me converter ao judaísmo, com a condição de que você me ensine toda a Torá enquanto estou em pé". Shammai o afastou com o cúbito do construtor que estava em sua mão. Quando ele veio antes de Hillel, Hillel disse a ele: "O que é odioso para você, não faça para o seu vizinho.Esta é toda a Torá, o resto é o comentário - ir e aprender."

(Talmud, Shabat 31a)

Por que Hillel disse que isso é "toda a Torá"? Concedido que é a essência de todas as mitzvot que governam nosso comportamento "entre homem e homem"; Mas a Torá também inclui muitas mitzvot que estão no reino de "entre o homem e D'us". De que modo a mitzvá para "Amar o seu semelhante como a si mesmo" é a essência das mitzvot, como orar ou cessar o trabalho no Shabat?

A explicação pode ser encontrada na resposta a outra pergunta: como é possível amar outro "como você mesmo"? Não são o eu e os companheiros duas entidades distintas, de modo que, por mais próximos que sejam, o outro será sempre outro, e nunca inteiramente como o eu?

Como seres físicos, o próprio eu e o companheiro são, de fato, duas entidades distintas. Como seres espirituais, no entanto, eles são em última análise um, pois todas as almas são de uma única essência, unidas em sua fonte em D'us. Enquanto se considerar o eu físico como o verdadeiro "eu" ea alma como algo que eu "tenho", nunca amaremos verdadeiramente o outro "como a si mesmo". Mas se a alma é o Eu eo corpo, mas sua ferramenta e extensão, pode-se chegar a reconhecer que o "eu" e o "companheiro" não são mais que duas expressões de uma essência singular, de modo que tudo o que se deseja para si, Igualmente desejos para um companheiro.

Dito de outra forma, o esforço de amar o companheiro como a si mesmo é o esforço para cultivar a própria identidade espiritual; Ver a alma eo espírito como a realidade verdadeira e última, eo corpo eo material como estranhos e subordinados a ele.

Esta é a Torá inteira.

(Rabino Schneur Zalman de Liadi)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

Uma alma pode descer à terra e viver setenta ou oitenta anos com o único propósito de fazer um favor a outro - um favor espiritual, ou mesmo um favor material.

(Rabino Israel Baal Shem Tov)

Quando duas pessoas se encontram, algo positivo deve resultar em um terço.

(Rabi Yosef Yitzchak de Lubavitch)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

O amor de um companheiro é o primeiro portão que conduz ao palácio de D'us.

Amar um companheiro é amar a D'us. Pois "Vós sois filhos do Senhor vosso D'us" ( Deuteronômio 14: 1) ; Quem ama um pai ama seus filhos.

"Ame o seu companheiro como a si mesmo" é uma elaboração e elucidação sobre "E você vai amar o L-rd seu D'us" ( Deuteronômio 6: 5) . Quando se ama o próximo, alguém ama a D'us, pois seu companheiro contém dentro de si uma "parte de D'us" ( Jó 31: 2) . Ao amar o companheiro, a parte mais íntima dele, alguém ama a D'us.

(Rabino Israel Baal Shem Tov)

Os três amores - amor a D'us, amor à Torá e amor ao companheiro - são um. Não se pode diferenciar entre eles, pois eles são de uma única essência. E uma vez que eles são de uma única essência, cada um encarna os três.

Então, se você vê uma pessoa que tem um amor de D'us, mas não tem amor pela Torá e um amor de seu companheiro, você deve dizer-lhe que seu amor por D'us está incompleto. E se você vê uma pessoa que só tem um amor por seu companheiro, você deve se esforçar para trazê-lo para um amor da Torá e um amor de D'us - que seu amor para com os seus companheiros não deve ser apenas expressado em fornecer pão para Os famintos e água para os sedentos, mas também para aproximá-los da Torá e de D'us.

Quando tivermos os três amores juntos, alcançaremos a Redenção. Pois assim como este último Exílio foi causado pela falta de amor fraternal, assim também a Redenção final e imediata será alcançada pelo amor ao próximo.

(Das palavras ditas pelo Rebe de Lubavitch, imediatamente após sua aceitação formal da liderança de Chabad-Lubavitch em 1951)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

É preciso amar o mais humilde dos homens tanto quanto o maior erudito da Torá.

(Rabino Israel Baal Shem Tov)

Três grandes líderes chassídicos eram famosos por seu ahavat yisrael : "Rabi Israel Baal Shem Tov, Rabbi Levi Yitschak de Berditchev e Rabi Zusha de Anipoli.

Rabi Zusha era um exemplo vivo da máxima de que "o amor encobre todas as iniquidades" (Provérbios 10:12) . O que o observador comum perceberia como uma deficiência flagrante, ou mesmo um pecado absoluto, não se "registaria" em seus olhos e mente santos. Rabi Zusha era simplesmente incapaz de ver algo negativo em um judeu companheiro

Rabi Levi Yitzchaks ahavat yisrael encontrou expressão em seus esforços incessantes como um advogado para o povo de Israel. Ao contrário do rabino Zusha, ele não era cego para seus erros e falhas; Mas ele nunca deixou de "julgar cada homem para o lado do mérito" para encontrar uma justificação, e até mesmo um aspecto positivo, em seu comportamento. (Uma história típica conta como, ao notar um motorista de vagão que estava lubrificando as rodas enquanto recitava as orações da manhã, Rabi Levi Yitschak ergueu os olhos para o Céu e gritou: "Mestre do Universo, veja a piedade de Seus filhos! Eles vão sobre seus assuntos diários, eles não param de orar a Você! ")

Mas o amor do Baal Shem Tov correu ainda mais fundo. Para ele, ahavat yisrael não era a recusa em ver as deficiências de um sujeito, ou mesmo o esforço para transformá-las em méritos, mas um amor inequívoco, independentemente do seu estado espiritual. Ele amava o transgressor mais iníquo com o mesmo amor ilimitado com que ele amava o maior tzaddik ; Ele os amava como G-d os ama como um pai ama seus filhos, independentemente de quem e o que eles são.

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

Aprendi o significado do amor de dois bêbados cuja conversa eu uma vez ouvi.

O primeiro bêbado disse: "Eu te amo."

"Não, você não", respondeu o outro.

- Sim, sim, eu amo-te de todo o coração.

Se você me ama, por que você não sabe o que me magoa?

(Rabi Levi Yitzchak de Berditchev)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

Nossos sábios disseram: "Não julgueis o vosso companheiro até que fiques no seu lugar" (Ética dos Padres 2: 4). Uma vez que a única pessoa em cujo lugar você pode realmente estar é você mesmo, isso significa que você está qualificado para julgar apenas a si mesmo.

Quanto a si mesmo, você deve condenar suas falhas morais e espirituais e ser crítico de todas as suas realizações. Quanto ao seu companheiro, no entanto, você deve empregar um duplo padrão: o seu amor e estima para com ele deve ser amplificado por cada qualidade positiva que você vê nele, e não deve ser afetado pelo menos por qualquer coisas aparentemente negativas que você pode observar.

(Rabino Schneur Zalman de Liadi)

Quando eu tinha quatro anos, perguntei a meu pai: "Por que G-d fez as pessoas com dois olhos, por que não com um olho, assim como nos foi dado um único nariz e uma única boca?"

Diz o pai: "Há coisas sobre as quais se deve olhar com o olho direito, com afeição e empatia, e há coisas sobre as quais se deve olhar com um olho esquerdo - severamente e criticamente. Um olho direito, em si mesmo, um deve olhar com um olho esquerdo. "

(Rabi Yosef Yitzchak de Lubavitch)

Ama o teu próximo como a ti mesmo (19:18)

A Torá ordena: "Ama o teu próximo como a ti mesmo". Por que somente tanto quanto você mesmo?

De fato, os Chassidim sempre sustentaram que o significado do versículo é o oposto de como é comumente entendido. Apesar de tudo o que você sabe sobre si mesmo, a Torá está dizendo, você deve tentar amar a si mesmo tanto quanto você ama seu companheiro ...

(Rabi Yosef Yitzchak de Lubavitch)

Quando entrardes na terra e plantardes todo o manto de árvores para o sustento ... Três anos será "orlah" para vós; não se comerá. No quarto ano, todo o seu fruto será santo para louvor a D'us. E no quinto ano comereis do seu fruto, para que vos dê o seu fruto ... (19: 23-25)

Assim, a árvore frutífera passa por todos os três estados básicos haláchicos (Torah-legais): o proibido, o santificado e o permissível.

A árvore frutífera pode, portanto, ser vista como representativa de toda a criação, que também se divide entre estas três categorias. Há, por exemplo, alimentos que são proibidos para nós (por exemplo, carne de porco, carne com leite); Alimentos cujo consumo é uma mitsvá - um ato que santifica o alimento, elevando-o como um objeto da vontade divina (como matzah na noite do seder ); E alimentos que são espiritualmente "neutros" - comê-los não é nem uma transgressão nem um ato santificador. O mesmo se aplica à roupa (o shaatnez proibido , a mitsvá de tzitzit , e roupas comuns); Discurso (fofoca e calúnia, a santa conversa de oração e estudo da Torá, conversa sobre assuntos cotidianos); Sexualidade (adultério e incesto, a mitsvá para "ser frutífero e multiplicar"; Vida conjugal ordinária); Dinheiro (roubo, caridade, negócios legais); E para todas as outras áreas da vida.

Caso contrário afirmado: há elementos de nossa experiência e ambiente que D'us nos ordena a rejeitar e rejeitar; Elementos que somos capacitados a santificar por envolvê-los diretamente em nosso relacionamento com D'us; E, finalmente, existem elementos que, mesmo servindo como "elenco de apoio" para o cumprimento da vontade de D'us (por exemplo, o alimento que nos fornece a energia para rezar), continuam comuns e mundanos.

Em vista disso, não seria mais apropriado que os três estágios da árvore frutífera seguissem uma ordem de santidade crescente - isto é, o proibido, seguido pelo permitido e culminando no santo? Em vez disso, a Torá legisla três anos proibidos, seguido por um ano em que o fruto é sagrado e seu consumo uma mitsvá, após o que o fruto se torna alimento comum! Ainda mais surpreendente é o fato de que o fruto do quinto ano é apresentado como o produto eo objetivo dos quatro primeiros: por três anos você deve se abster do fruto de uma árvore, diz a Torá, e no quarto ano você deve santificá-lo, De sorte que no quinto ano, "pode ​​render-lhe o seu aumento." Manter da transgressão e santificar o santo para que você deve ter um monte de frutas comuns para comer!

Na verdade, no entanto, o objetivo final de nossas vidas reside no reino do "ordinário". Apenas uma pequena porcentagem do couro do mundo é transformada em tefilin ; Apenas uma pequena parte das horas-homem de uma comunidade pode ser dedicada à oração e ao estudo da Torah. A maior parte de nossas vidas se enquadra na categoria "espiritualmente neutra": elementos que, mesmo servindo uma vida que se baseia no compromisso com a vontade divina, continuam a ser componentes ordinários e mundanos de uma existência material; Elementos cuja função positiva não lhes toca profundamente o suficiente para lhes transmitir a "santidade" que soletra um apego manifesto e tagível ao Divino. Mas é nessa área que servimos mais o desejo de D'us para "uma morada em Os reinos baixos " - que a paisagem ordinária da vida material deve ser tornada hospitaleira à Sua presença. E subserviente à Sua vontade.

(Os Mestres Chassídicos)

Você se levantará diante dos cabelos brancos, e honrará o rosto do velho (19:32)

Os rabinos ensinaram: Eu poderia pensar, mesmo antes de um pecador idoso; Mas a Torá usa a palavra zakein ("velho homem"), que se refere a um sábio ... a alguém que adquiriu sabedoria ...

Mas Issi ben Yehudah disse: "Você se levantará antes do branco-haired" implica qualquer cabeça hoary.

Disse Rabbi Yochanan: A lei segue Issi ben Yehudah. O rabino Yochanan costumava se levantar diante dos gentios idosos, dizendo: "Quantas experiências passaram sobre estes!"

(Talmud, Kiddushin 32b-33a)

A Torá considera a velhice uma virtude e uma bênção. Ele instrui a respeitar todos os idosos, independentemente de sua erudição e piedade, porque as muitas provações e experiências que cada ano adicional de vida traz trazem uma sabedoria que o jovem prodígio mais realizado não pode igualar.

Isso está em marcado contraste com a atitude predominante nos países "desenvolvidos" do mundo de hoje, onde a velhice é um passivo. A juventude é vista como a mais alta credencial em todos os campos, do negócio ao governo, como uma geração mais jovem insiste em "aprender com seus próprios erros", em vez de construir sobre a experiência de vida de seus mais velhos. Aos 50 anos, uma pessoa é considerada "sobre a colina" e já está recebendo sugestões de que sua posição seria melhor preenchida por alguém de vinte e cinco anos de idade; Em muitas empresas e instituições, a aposentadoria é obrigatória até 65 anos ou mais cedo.

Assim, a sociedade determina que os anos posteriores sejam marcados por inatividade e declínio. Os idosos são feitos para sentir que eles são inúteis, se não um fardo, e melhor se limitar a aposentadoria aldeias e lares. Após décadas de realização, seu conhecimento e talento são de repente sem valor; Depois de décadas de contribuir para a sociedade, eles são repentinamente destinatários indignos, grato por cada vez que a geração mais jovem decolou do trabalho e jogar para cair por uma bate-papo de meia hora e gravata necessária do Dia dos Pais.

Na superfície, a atitude moderna parece pelo menos parcialmente justificada. Não é um fato que uma pessoa fisicamente enfraquece como ele avança em anos? É verdade que a inatividade da aposentadoria tem se mostrado um fator chave na deterioração dos idosos; Mas ainda não é um fato inevitável da natureza que o corpo de um de 70 anos de idade não é o corpo de um 20 anos de idade?

Mas isso, precisamente, é o ponto: uma pessoa vale a pena ser medido por sua proeza física? Pelo número de horas-homem e vôos inter-continentais que podem ser extraídos dele por semana? Nossa atitude em relação aos idosos reflete nossa própria concepção de "valor". Se a força física de uma pessoa tem diminuído enquanto sua sagacidade e percepção têm crescido, nós vemos isso como uma melhoria ou um declínio? Se a produção de pessoas diminuiu em quantidade, mas aumentou em qualidade, seu patrimônio líquido aumentou ou caiu?

Na verdade, um jovem de vinte anos pode dançar toda a noite enquanto sua avó cansa depois de alguns minutos. Mas o homem não foi criado para dançar por horas a fio. O homem foi criado para tornar a vida na Terra mais pura, mais brilhante e mais santa do que era antes de entrar em cena. Visto nesta luz, a maturidade espiritual dos idosos mais do que compensa a sua menor força física.

Certamente, a saúde física do corpo afeta a produtividade. A vida é um casamento de corpo e alma, e é mais produtivo quando nutrido por um físico sadio, bem como um espírito saudável. Mas os efeitos do processo de envelhecimento sobre a produtividade das pessoas são em grande parte determinados pela maneira como ele considera este casamento e parceria. Qual é o meio e qual é o fim? Se a alma não é nada mais do que um motor para conduzir a aquisição do corpo de suas necessidades e objetivos, então o corpo física enfraquecimento com a idade traz com ele uma deterioração espiritual também - uma descida no tédio, futilidade e desespero. Mas quando se considera o corpo como um acessório para a alma, o oposto é o caso: o crescimento espiritual da velhice revigora o corpo,

(O Rebe de Lubavitcher)

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