sábado, 14 de janeiro de 2017

O VERDADEIRO RETORNO

O VERDADEIRO RETORNO

Um retorno à fé de Israel é sempre possível àqueles que se afastaram ou se rebelaram deliberadamente. Não importa se a estrada a ser percorrida por aquele que retorna é longa ou curta, começar a viagem por ela é um dos atos religiosos mais significativos. Esta jornada é conhecida como teshuvá: aquele que a empreende é o báal-teshuvá.
A palavra teshuvá é muitas vezes traduzida como arrependimento. O radical da palavra, porém, significa simplesmente retorno. "Retorna, ó Israel, ao Eterno teu D’us" (Hosea 14:2) é a essência da teshuvá, a chave da expiação. Um retorno a D’us não é apenas um reconhecimento de Sua existência, ou simplesmente dizer "Eu creio n’Ele". O fato de meramente se juntar a uma sinagoga também não constitui um retorno a Ele. Estes são apenas os primeiros passos naquela direção. Teshuvá significa nada menos que se tornar um servo do Senhor, um eved Hashem. Um servo é aquele que não somente reconhece a existência do amo como também se submete à sua lei e jurisdição, que se sujeita aos comandos e pedidos do amo. O relacionamento de Israel com D’us também é assim. Porém ao nos submeter a D’us, proclamamos nossa liberdade da servidão humana. "Vós sereis Meus servos, disse o Eterno, e não servos de Meus servos."
"Pois o verdadeiro amor não é feito apenas de declarações de afeição. O verdadeiro amor envolve doação, não recebimento."
Existe ainda um outro relacionamento com D’us que Israel é conclamado a fortalecer: o de amar a D’us. Duas vezes ao dia, no Shemá (Ouve, ó Israel) somos lembrados do mandamento "E amarás ao Senhor teu D’us com todo teu coração…" O relacionamento de Israel com D’us é descrito em termos de um eterno matrimônio também entre amantes: "Eu Te ligarei a Mim para sempre; eu te ligarei a Mim em justiça e integridade, em bondade e misericórdia; eu te ligarei a Mim em fidelidade e tu conhecerás o Eterno."
(Hosea 2:21-22)
Enquanto a reação de um servo é universalmente reconhecida, aquela de alguém comprometido não é, nem mesmo por uma geração que está exposta a mais demonstrações públicas de amor num ano que as gerações anteriores podiam ver durante toda a vida. A auto-satisfação às custas do ser amado não é verdadeiro amor. O verdadeiro amor não se expressa por uma recusa teimosa em ceder aos prazeres e desejos do outro, mas por uma disposição de se sacrificar para satisfazer o ser amado.
Os casamentos – e todos os relacionamentos baseados no amor – se deterioram quando predomina o egoísmo. Quando uma das partes se comporta como se apenas suas necessidades e prazeres sejam importantes, o verdadeiro amor desaparece. E a religião, que no seu nível mais elevado está baseada no amor a D’us, também se deteriora na presença do egoísmo. Quando as pessoas agem como se apenas suas próprias necessidades e desejos importassem, sem pensar naquilo que poderia agradar ao Todo Poderoso, o amor de D’us também evapora.
Sob um ponto de vista pragmático, não há realmente muita diferença se um relacionamento com D’us está construído sobre uma base de profundo amor ou por uma aceitação do relacionamento amo-servo. Embora sob um ponto de vista filosófico e espiritual não haja dúvida sobre a superioridade deste relacionamento, em termos práticos os resultados são os mesmos. É somente por motivos que entram na psique pessoal que algumas pessoas se sentem mais propensas a enfatizar um em vez do outro destes dois relacionamentos muito legítimos.
Seja qual for a abordagem, nosso relacionamento com D’us envolve mais que a prece. Exige uma transformação pessoal, uma auto-reconstrução que envolve obedecer a Ele onde até então isso não acontecia; satisfazê-Lo onde até então pensávamos apenas em satisfazer a nós mesmos.
Efetuar tal transformação exige um esforço duplo. Um deles envolve o tipo de estudo do qual deveria emergir o conhecimento em largura e profundidade de todo o legado de Israel. "Não é mais religião que é necessária em educação mais elevada, mas educação mais elevada que é necessária em religião." O outro envolve experiências, a experiência de viver como judeu, de comportar-se como judeu.
O conhecimento exige entendimento, e o maior entendimento deriva do envolvimento pessoal e não meramente do estudo de livros. Conhecer interiormente com certeza é superior a apenas observar do lado de fora. Um reconhecimento intelectual da importância de ser um judeu não pode se comparar com a valorização intuitiva de seu valor, que vem do ato de fazer. Embora o intelecto possa estar lá para reforçá-lo, especialmente em nossa época, a sensação direta daquilo que realmente é vem do fazer, não apenas de saber. Se uma avaliação intuitiva ou emocional dos valores e idéias judaicos em si não é mais suficientemente forte para enfrentar a luz do exame crítico no mercado de idéias e exige um sólido apoio intelectual e acadêmico, este por si mesmo não trará engajamento ao modo de vida judaico.
O primeiro artigo em cada credo é a crença… Mas é difícil ver como uma simples ideia pode ter esta eficácia… Não é suficiente que pensemos nelas (as idéias), é também indispensável que nos coloquemos em sua esfera de ação e que nos coloquemos onde possamos melhor sentir sua influência; numa palavra, é necessário agir…
Nossos Sábios disseram: no lugar onde está um báal-teshuvá, nem mesmo o perfeito justo pode ficar. Em outras palavras, seu nível espiritual é ainda mais elevado que o daqueles que nunca pecaram..
Vamos enfrentar o assunto friamente. A sobrevivência dos judeus em si não é suficiente para justificar lealdade ao Judaísmo ou algo no qual se basear para permanecer judeu. Se o fato de ser judeu não tem significado, então a sobrevivência de Israel como um povo distinto ou fé é de menor importância. E se alguém acredita profundamente que tem importância, então isto deve também ter significado e implicações num nível pessoal.
"Retorna, ó Israel ao Eterno teu D’us" é o grito dos profetas hebreus que tem ecoado através das gerações sempre que nosso povo se afastou d’Ele. O centro de nossa fé é a noção de que nunca é tarde demais para um retorno. Se a pessoa tem seis ou sessenta anos, dez ou cem, é convocado a purificar seu coração e seus pensamentos e a direcionar-se ou redirecionar-se ao Todo Poderoso.
Que nenhum báal teshuvá imagine que está muito distante do nível dos justos por causa de seus pecados e transgressões passados. Não é assim. Ele é amado e querido perante o Criador como se jamais tivesse pecado… Não somente isso, mas sua recompensa é ainda maior, pois ele experimentou a transgressão e se afastou dela, dominando sua má inclinação. Nossos Sábios disseram: no lugar onde está um báal-teshuvá, nem mesmo o perfeito justo pode ficar. Em outras palavras, seu nível espiritual é ainda mais elevado que o daqueles que nunca pecaram. Todos os Profetas conclamaram ao arrependimento, "e a redenção final de Israel somente virá por meio do arrependimento…"(Hil. Teshuvá 7:4,5)
Podemos também registrar a conclusão do sábio Cohêlet, que após toda sua procura pelo significado da vida e após toda sua busca por ela, do ascetismo ao hedonismo, concluiu que: "Após todas as coisas terem sido ouvidas… reverencia o Eterno e guarda Seus mandamentos. Pois esta é a íntegra do homem" (Cohêlet 12:13).
"Se alguém que salva uma vida recebe, segundo nossa tradição, o mérito de ter salvado o mundo inteiro, então aquele que destrói uma vida é culpado de destruir um mundo." Se aquele que sufoca espiritualmente uma vida judaica, seja a sua ou a de seus próprios filhos, é imputável pela sufocação espiritual de todo um mundo judaico, também aquele que revive espiritualmente uma vida judaica – seja a sua própria – é como se espiritualmente revivesse um mundo judaico.
B'H

RÓSH CHÔDESH, O SEGREDO DA LUA NOVA!

Habbalak– RÓSH CHÔDESH, O SEGREDO DA LUA NOVA!



Hoje, vamos analisar um Midrásh quanto ao segredo de Rósh Chôdesh (cabeça do mês) e a dinâmica espiritual que há nisso em nossas almas, conforme o ensino de nossos sábios, a Luz da Cabalá. Estudaremos o aspecto espiritual de Yessód [BASES ESPIRITUAIS], que se reflete no Rósh Hashaná &nas Luas Novas.
O Judaísmo e o Lúach (nome do Calendário Hebraico, que literalmente quer dizer “TABULETA DE CÁLCULOS”, porque usava-se tábuas de argila para contas matemáticas que os contabilistas desejassem conservar no passar dos séculos), apresenta diversos “CABEÇAS DO ANO” – Nissan, Tish’rêi & Sheváth.
Na história judaica descrita no Tana”ch, o mês de Nissan (chamado na Antiguidade pré-cativeiro babilônico de Aviv ou PRIMAVERA) era o mais importante porque se contava o número de anos de um rei sobre Israel. Mesmo que um rei Ezequias tivesse começado a reinar em Elul (6º mês) ou Adar (12º mês), em Nissan começava o 2º ano.
Já em Tish’rêi, os hebreus comemoravam a Criação de Adam e do perdão divino dado a Humanidade. Dia especial, onde o nascimento dos patriarcas dos tempos de Adam & Nôach tinham nascido. Um mês símbolo de JUÍZO sobre a Humanidade. Para efeitos de ano da shemitá e jubileu, contava-se por esse mês.
Por fim, para o dízimo das colheitas anuais aparecia no Lúach o mês de Sheváth & a Festa das Árvores (15 do 11º mês judaico). Um mês especial aos da tribo de Levi, que peregrinavam pelas planícies e montanhas de Israel, para que todas as famílias judaicas fossem abençoadas por Hashem e o Templo tivesse suprimentos sacrificiais.
Antigamente, embora os sábios fizessem cálculos astronômicos, havia um ritual de confirmação da Lua Nova, que hoje corresponde ao início da fase lunar chamada de Lua Crescente. No livro, O Cuzari, de R. Yehudá Halevi (século XI E.C), registra uma controvérsia entre talmudistas e caraítas sobre o dia verdadeiro de Rósh Chôdesh.
Os sábios do Talmud seguiam a Tradição estabelecida por Hilel II (365 e.c), herdada por fariseus cabalistas, onde a véspera da Lua Crescente, e por tanto o último dia da Lua Nova (o 7º dia em que a lua não aparece no céu) seria o Rósh Chôdesh (início do mês).
Já os caraítas (herdeiros dos saduceus que davam crédito apenas aos 24 livros da bíblia hebraica, descartando toda literatura de procedência oral como o Talmud e os apócrifos) e os samaritanos (que reconhecem apenas como texto sagrado a Torá, descartando os livros proféticos e sapienciais), festejavam como no Midrásh abaixo:
A PRIMEIRA MITSVÁ ENCOMENDADA AO POVO JUDEU: OS JUÍZES DE BÊITH DIN (TRIBUNAL) SEMPRE DEVEM FIXAR O COMEÇO DO NOVO MÊS JUDAICO.
ANTES QUE A NOVA PRAGA COMEÇASSE, HASHEM ORDENOU A MOSHÉ E AHARÓN QUE ENSINASSEM AO POVO DE YISRA’EL A PRIMEIRA MITSVÁ (PRECEITO).
MOSHÉ E AHARÓN ENSINARAM ENTÃO AOS JUDEUS A MITSVÁ DE ROSH CHÔDESH: (PRIMEIRO DIA DO MÊS). ASSIM QUE OS JUDEUS ESTIVEREM ESTABELECIDOS EM ÉRETS YISRA’EL, O BÊITH DIN DETERMINARIA O PRIMEIRO DIA DE CADA NOVO MÊS JUDAICO.
COMO O TRIBUNAL DECIDIRIA QUANDO COMEÇAR O NOVO MÊS?
VEJAMOS: TODOS OS MESES A LUA "CRESCE" E SE "CONTRAI". NO PRINCÍPIO DO MÊS A LUA É PEQUENA. ENTÃO CRESCE, ATÉ ASSEMELHAR-SE A UMA BANANA.
ATÉ A METADE DO MÊS ESTÁ CHEIA E REDONDA, COMO UMA LARANJA. LOGO COMEÇA A CONTRAIR-SE NOVAMENTE. VOLTA A DIMINUIR MAIS E MAIS, ATÉ DESAPARECER NO FIM DO MÊS.
NO PRÓXIMO MÊS, VOLTA A APARECER. TODO JUDEU QUE VISSE A PEQUENA LUA NOVA NO COMEÇO DO NOVO MÊS, DEVERIA APRESENTAR-SE AO BÊITH DIN.
ALI ESSSE JUDEU INFORMAVA COMO TESTEMUNHA AO BÊITH DIN: "VI A LUA NOVA NO CÉU." OS JUÍZES ENTÃO AGUARDAVAM QUE CHEGASSE OUTRO JUDEU E AFIRMASSE O MESMO.
LOGO FORMULAVAM ÀS TESTEMUNHAS NUMEROSAS PERGUNTAS PARA ASSEGURAR-SE DE QUE DIZIAM A VERDADE. SE OS JUÍZES SE SENTISSEM SATISFEITOS, DECLARAVAM PUBLICAMENTE: "HOJE É ROSH CHÔDESH, O COMEÇO DO NOVO MÊS."
HOJE ATRAVÉS DE NOSSO CALENDÁRIO JÁ DETERMINAMOS O INÍCIO DO NOVO MÊS DURANTE O ANO INTEIRO. PORÉM, QUANDO MASHÍACH CHEGAR, OS JUÍZES DO BÊITH DIN VOLTARÃO A ESTABELECER CADA ROSH CHÔDESH SEGUNDO AS TESTEMUNHAS QUE VIRAM A LUA NOVA.
Vamos entender o que esse princípio espiritual quer nos ensinar e porque Mashíach irá reimplantá-lo? A LUA na Cabalá representa a capacidade espiritual da Humanidade se renovar por meio das relações maritais lícitas, o que gera uma nova vida por meio dos filhos. A lua passou a ser símbolo de Israel na Galúth (exílio) porque é como as marés.
O movimento das marés se baseia na força gravitacional influenciada pelo magnetismo da lua sobre as ondas do mar, causando a vazante e a cheia. Rósh Chôdesh representa o aspecto de que por meio da Emunát Hashem, Yossef teve altos e baixos, mais prevaleceu em seu propósito sagrado, trazendo brachóth ao nosso mundo.
O Judaísmo por outro lado é a única religião do mundo onde D’us se “tornou visível a toda a uma geração no Egito-Deserto-Canaã”, tendo milhares de testemunhas e provas arqueológicas documentais de outros povos circunvizinhos. Como que o sentido de Judiciário nasce com Israel e Sua Lei Sagrada, o testemunho era essencial aos hebreus.
Lemos o seguinte texto de Tehilim 81:4-6, que confirma esta tradição ocular testemunhal relacionada a Yossef e sua libertação da prisão para governar o Egito em dia de Rósh Chôdesh:
“Soprai o Shofar na Lua Nova, no tempo fixado como dia da nossa festa. Pois este é um estatuto para Israel, um dia de juízo para o D’us de Yaacov. Ele o estabeleceu para Yossef como testemunho, quando este saiu para governar na terra do Egito, onde ouviu uma língua que não conhecia...”
Porquanto, o Rósh Chôdesh está associado a nossa habilidade de julgar nossos atos e encaminhá-los para a JUSTIÇA. Então, um leigo em religião perguntará: MAS TEMOS UM CORAÇÃO QUE MAQUINA O MAL TODO DIA (Bereshíth 6:5), COMO É POSSÍVEL TORNARMO-NOS JUSTOS E NÃO ÍMPIOS?
O Zôhar, nesta Parashá Bo, estabelece um paralelo com o justo Iyóv e com o povo de Israel ao celebrar o Rósh Chôdesh queimando um bode para enganar o gênio do mal:

E o Senhor disse a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido seu coração.
R. Judá, começou aqui com o verso você bem-aventurado e as pessoas que aprende ser alegre; Oh Senhor, eles andarão à luz do seu rosto [Sl. 89:16].
Ele exclamou: Quão importante é para o homem a andar nos caminhos do Santo, abençoado seja, e manter os mandamentos da Torá, para que ele possa ser o mundo digno de para vir e triunfar sobre as acusações, tanto em terra como em elcielo "o céu".
Porque, assim como existem homem que acusam aqui embaixo e lá em cima também tem acusadores ... Mas aqueles que guardam os mandamentos da Torá e Yandan "mão" na justiça, com medo de seu Senhor não terá intercessores nunca elcielo no céu não, portanto, talvez escrito: "Se nenhum anjo com ele um intercessor, um entre mil ... então é engraçado para ele e diz: Eu entregá-lo descer à cova: Eu encontrado un resgate "[Jó 33: 23-24].
R. Chiya disse: Por que você precisa de um anjo Para que homem interceder por ele? Não está escrito: "O Senhor será a tua confiança e vai manter tupla a tomar" [Pv. 03:26]; "O Senhor te guardará de todo o mal" [Sl. 121: 7].
Puesefectivamente, o próprio santo vê tudo o homem faz, seja bom Omalo, como está escrito: "Pode um homem ocultarseen Yono lugares secretos que eu vejo isso" [Jr. 23:24].
R. Judá disse: Na verdade, você fala a verdade! Mas os candidatos também está escrito que Satanás disse: "Mas você tende a sua mão e toca-lhe nos ossos e na carne", Yque o próprio santo disse a Satanás:
"E você me contra ele persuadir" [Jó 2: 3-4], que deu poderes que teste que a permissão "outro lado" para; poder levantar-se contra o homem por atos que realizaram neste mundo.
E nestas estradas Santos estão escondidos, e além de minha capacidade em o segui-los porque estes são os estatutos do Santo, que os homens não devem examinar muito de perto, exceto aqueles homens que andam no caminho da sabedoria e por isso são verdadeiramente digno de noites no caminho para adentrar a Torá e, assim, compreender as verdades escondidas neles.
R. Eleazar, em seguida, discorreu sobre o versículo: E houve um dia em os filhos de Deus veio para ficar diante do Senhor e veio também Satanás entre eles [Jó 7: 6]. Este "dia", disse ele era o Dia de Ano Novo, no qual os juízes Sagrados do mundo. "Os Filhos de Deus" são os seres superiores designados para monitorar as ações de humanidade.
A expressão "para estar com o Senhor" é paralelo ao verso "todos os exércitos do céu em pé ao lado dele em sua mão direita e esquerda" [I Rs. 22: 9] .Mas neste versículo tem um significado especial: colocar o amor manifesto ao Santo de Israel.
Porque os mensageiros que são nomeados para vê-los obras de homens vagar e para trás em todo o mundo, reunindo santos de todas as criaturas para que no dia do Ano Novo, o dia do Juizo, diante do Senhor pode cumprir sua carga de encargos .
E todos os povos da terra, apenas um, Israel, cujas obras eles examinam cuidadosamente e em detalhe, porque os israelitas foram os filhos de um sentido Santo em particular, e se suas obras não correspondem ao propósito Divino, eles realmente enfraquecem o poder de Santo, mas quando o fazem sua vontade, eles aumentam a sua força e poder "dar força a Deus" [Sl. 68:35].
Assim, "os Filhos de Deus", os principais mensageiros, quando "dizem" suas acusações contra Israel são também "contra (a) Deus". "E Satanás também vemos entre eles."
"Além disso", significa que ele veio com o propósito definido implantar seu poder superior como o maior de todos os acusadores celestiais e dificultar para Israel para obter o perdão.
Quando o Espírito viu que todos eles vieram para acusar, "Ele disse a Satanás: De onde você vem? E Satã respondeu: para ir de um lugar para outro no país ". E nós sabemos que o monitoramento o fall "Cair" países é confiado a capitães seniores, com exceção apenas País de Israel.
Assim, quando Satanás disse: "O país," Deus sabia que sua intenção era acusar de Israel, e assim ele imediatamente perguntou:
"Você já pensou em mim servir Jó, que não há ninguém como ele na terra?", para distrair a fim outro assunto e fazer Israel parar assim como um pastor que lança um cordeiro um lobo para salvar o resto do rebanho.
E Satanás saiu de Israel e voltar sua atenção para o trabalho, dizendo: "Jó teme a Deus nada" Como se houvera disse: "Não há nada de incomum sobre o servo você ama o que seu coração deseja. Arrumar o seu cuidado providencial dele e depois ver o que vai valer a pena seu temor e reverência. "
Observe isso quando o tempo de necessidade algo é lançado, como suborno, o "outro lado", como o lobo joguei o cordeiro o representante do "outro lado" em breve deixará de atacar o suas vítimas originais.
Esta é a razão para a oferta de um iene cabra para o Dia da Expiação Lua Nova. Pois Satanás lida com estes e deixa Israel em paz a hora é tempo para o "outro lado" para obter o que é devido de toda a descendência de Abraão.
Porque Satanás tinha uma acusação contra Abraham por saber como um sacrifício animal em vez de Isaac, que é a transação ilegal, como é dito: "Ele não alterou (o destino ao sacrifício do animal), nem a mudança" [Lv. 27:10], portanto, a alegação foi totalmente razoável.
Assim, a partir do momento Isaac foi salvo e um animal substituído por ele sacrifício, o Santo, bendito seja nomeado para Satanás outro ramo da família de Abraham para que ele pudesse acusar, ou seja, os descendentes de pagãos sseu irmãos família Naor Uz, Jó era o país de Uz.
Agora, Jó era um dos conselheiros mais próximos do Faraó como o último desenvolveu a intenção de exterminar os filhos de Israel, Jó advertiu: ". Não mate-os, mas leve-os seus corpos submetidos a trabalho duro e suas posses"
Em seguida, o Santo disse: "Como você vive, você será julgado de acordo com seu próprio julgamento." Então quando Satán disse: "Mas estende agora a tua mão, e toca tudo o que ele tem e joga seu osso e sua carne", o Senhor colocou em sua posse todos os bens de Jó e sua carne, comprometendo-lo apenas para "salvar a sua alma" em vida.
E verdade o texto diz "E você me incitou contra ele para destruí-lo sem causa" [Jó 2: 3], que parece mostrar que os sofrimentos de Jó foram imerecidos pois pode traduzir "contra ele" (bo), mas " nele ", isto é, em sua opinião, isso só sendo ideia de Jó, e não o fato real.
Aqui R. Abba interveio, dizendo que isso é correto até certo ponto, mas tem-nos ensinado que Satanás, o "velho mas tolo rei" [Eq. 04:13] tem o direito de acusar apenas a indivíduos e não a humanidade como um todo.
Como o julgamento do mundo é dirigido pelo Santo, como se diz, para aqueles que construíram a torre de Babel: "O Senhor baixou para ver" [Gn. 11: 5].
Também no âmbito de Sodoma e Gomorra, "Eu transferirei agora e veja" [Gn. 18:21] para o Santo não estar satisfeito com meramente a perdição e condenar o mundo pela força da palavra de Satanás, que é o grande acusador cujo único desejo é o de destruir o mundo.
Mas a verdade é que no Dia de Ano Novo estão de pé dois "lados" para o Santo, bendito seja Ele, para a recepção da humanidade. Os homens podem registar de quem são as boas ações e arrependimento tendo o privilegio de ser registrado no do rolo que é a vida e traz vida e eu que estão em consulado está registrado para a vida.
E aqueles cujas obras são más sou eu atribuído agora deste lado, que é a morte. Mas às vezes acontece que o mundo está exatamente equilibrado entre os dois. Por isso, se existe uma pessoa justa para mover a balança, o mundo está guardado. Mas se há um mal, o mundo inteiro está condenado à morte.
E apenas em tal condição que eram questões os homens no momento de Jó, quando o acusador "estava diante do Senhor," ansiosos para mundo a queixa. Imediatamente o Espírito perguntou: "as de considerar meu servo Jó?" E assim que Satanás ouviu este nome, ele se concentrou toda a sua atenção sobre ela.
Por esta razão, somos ensinados que é que um errado é isolado e separado do corpo da comunidade, para, em seguida, pode-se ser escolhido e cobrado no reino superior.
Então, disse a mulher sunamita "tenho sido entre o meu povo" [II Rs. 04:13], o que significa que ele não tinha vontade de separar-se de mais, tendo até então roxo entre as pessoas e ser conhecido como um com o povo.
Em vez disso, Job era conhecido além do seu povo foi destacado, e esta foi a oportunidade de Satanás. Ele disse: "por nada Job teme a Deus? Você não fez uma cobertura sobre ele e sobre sua casa ... [Jó 1: 9-10]?
Que significa "removido todas as coisas boas que você forneceu, e ele vai maldize-lo em seu rosto: você sair e vai ligar o outro lado. Agora ele come sua comida, removê-lo e em breve vamos ver substancia e que irá dobrar feito "!
O qual "Disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão" [Jó 02:12] .Assim Satanás recebeu permissão para buscar trabalho e mostrar que suas razões não eram realmente puro.
Pois tão logo apresentou a estrada teste à esquerda em frente e manteve-se firme: "Ele não pecou com seus lábios" [Jó 2:10], mas pecou com sua mente e, em seguida também no idioma. Mas não foi tão longe quanto para conectar-se ao "outro lado", como Satanás previu.
Seus testes durou doze meses, porque este é o tempo dado para o "outro lado", porque, segundo a tradição, os pecadores são julgados no Gehinom para doze meses. E como Jó não se apegou o "outro lado", "abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro" [Jó 42:12].
R. Simeon disse: O Santo, bendito seja, não é tentado trabalho da mesma forma quetentó outros homens justos. seu respeito não é dito, como eles dizem sobre deAbraham [Gn. 22: 1] Deus o tentou. Abraão levou com suas próprias mãos seu único filho para ser sacrificado para o santo, mas nada deu Jó.
Não pedi a ele para fazer nada do tipo, como Deus sabia que não faria a essa altura do teste. Foi apenas entregue o Acusador, e do Espírito estimulou
Satanás, através do atributo da justiça, para colocá-lo à prova, como está dito: "Você considera meu servo Jó?"
R. Simeon disse sobre Cain é escrito e] trouxe um sacrifício "nos últimos dias" [Gn. 4: 8] e nós estabelecemos que esta expressão indica o "outro lado". E de Abel é dito que "ele também trouxe dos primogênitos do seu rebanho os mais gordos" [Gn. 4: 4].
A expressão "também" sugere que, ao contrário de Caim, ele trouxe o seu oferecendo principalmente para Santo e apenas reservado "gordura" para o "outro lado", enquanto Caim ofereceu-se principalmente para o "outro lado" e só deu uma parte o Santo, e que seu sacrifício não foi aceito.
Job que ler sobre "os seus filhos foram e realizada ... e mandou chamar a suas três irmãs para comer e beber com eles" [Jó 1: 4].
Como eles festejaram e alegraram-se, o acusador era diária presente no meio deles, butnot poderia prevalecer contra eles, como está escrito: "não fez um ambiente cerca em torno dele e de sua casa"
Quando Jó fez sacrifícios, ele não deu a Satán parte alguma, como é dito: "Ele ofereceu holocaustos de acordo com o número de tudo [Jó 1: 5] sendo esta uma oferta no valor inteiramente alto para que deu nada" outro lado".
Se tivesse, o Acusador não havia sido capaz de prevalecer contra ele. Assim, no final, ele levou apenas loque lhe era devido.
Quanto ao perguntar-se que ser levantadas a respeito de porque D'us permitiu Job sofrer tanto, a resposta poderia ser a de ter aSatán resultaram devido, o "lado profano" que este último ter separado o santo e permitiu ascender sem ser perturbado, para os mais altos níveis.
Mas não funcionou bem, o Santo fez ser executado a justiça. Observe-se que:
Como Jacob manteve-se bom separado-se do mal e não se fundiram, ele foi considerado em conformidade experimentou pela primeira vez o bom, Maloy, então o que é experiente em seguida, novamente bom. Para o homem tem de conhecer o bem e o mal,
e transformar o mal em bem. Esta é um principio profundo da fé.
ESTE TEXTO NOS ENSINA QUE DEVEMOS NOS TORNAR JUSTOS NO ASPECTO de não desejar demonstrar domínio sobre os demais ou uma distinção demasiadamente soberba sobre os outros, não denunciando lapsos dos que nos rodeiam, como Iyóv fez quando aconselhou mal a Faraó quanto ao povo de Israel.
Muitas vezes, nos tornamos vítimas de nossa própria vaidade, ainda que nem tenhamos sequer ideia de nossa presunção, como Yossef que foi vendido ao Egito por ter denunciado a seu pai os irmãos por uma possibilidade remota de prostituição, chamar seus irmãos de escravos e comer membros de um animal ainda vivo.
O texto tenciona a nos revelar que não devemos usar de astúcias vinculadas ao mundo do EU que nosso EGO quer fazer imperar: vaidade, orgulho, cobiça... Tudo isso é símbolo do bode sacrificado em Lua Nova. Os justos devem viver depositando suas orações ante ao Todo Poderoso para que a Humanidade tenha uma esperança futura.
A esperança da Humanidade está pautada numa superior contemplação dos segedos da Torá que consertam o homem em sua presunção de superioridade e o trona humilde ante ao poder do seu Criador. A abertura do mar na vida de Iyóv foi sua saída do estreitamento espiritual de sua arrogância e sentimento de completude sem D’us.
Israel foi plenamente dependente de Hashem na abertura do mar, onde viram a SALVAÇÃO DOS CÉUS (Shemóth 14:13). Iyóv ainda não tinha depositado a si mesmo no limiar entre a morte e a vida nas mãos de um D’us poderoso na batalha que a vida apresenta. Suas palavras de murmuração iram Hashem porque são acusativas.
Israel pode ver o juízo sobre si decretado transformado em benevolência por cumprir as mitsvóth divinas (Pirkêi Avóth 4:13), criando anjos que lutam e defendem a sua causa. No lugar do justo fica o ímpio que foi criado para o dia do mal. O EGO cria espíritos capazes de apodrecer o corpo e por isso, pessoas hoje possuem DST.
Enquanto o povo judeu cumprir com santidade a procriação dentro do casamento judaico e guardar sua Bríth Milá das forças da impureza (as relações ilícitas), sempre se verá livre da morte e verá ante si a PORTA DA SALVAÇÃO PELA QUAL OS TSADIKIM ENTRARÃO (Tehilim 118:20).
Como fazer quando a pessoa pregressamente viveu ignorando as leis básicas que resguardam o indivíduo de pecar contra seu Criador, visto que Edom é abominável ante as palavras sagradas contaminando e conspurcando seu Yessód?
São dois os aspectos da Teshuvá que a pessoa que pecou na área sexual deve esforçar-se por cumprir para purificar-se do mal que sua consciência o acusa quanto ao Serviço do Criador: a) ABSTINÊNCIA POR UM TEMPO CONSIDERADO LONGO & b) CASAR-SE E MANTER RELAÇÕES PERMITIDAS EM SANTIFICAÇÃO.
É considerado no Judaísmo as relações maritais dentro do período fértil da mulher como a primeira mitsvá ordenada ao gênero humano no Éden (Bereshíth 1:28). Assim, abandonando um estilo de vida que ocasionará em doenças pelo fato da alma enojar-se do corpo que não serve a Hashem mas ao “outro lado”, obtém-se a vida eterna.
A pessoa poderá fazer seu intelecto (CHABAD – Chochmá, Biná & Da’áth) decretarem novas Halachóth (leis de cunho espiritual que manipulam nossa realidade, como a abertura do Mar Vermelho) que corresponderá uma nova fase para a Humanidade – um ÊXODO do cativeiro de EDOM que culminará com a chegada de Mashíach!
Que todos nós sejamos testemunhas de renascimentos espirituais por meio deste ensino e que as últimas almas que estão no Pátio das Almas no Céu venham através do casamentos santificados, inaugurando a Era de Shalom e grande sabedoria da Torá que haverá com a edificação do III Templo, veim’rú amén!


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Retrato de um retrato

Retrato de um retrato. A jovem é Katia Pringsheim, antes de se tornar Katia Mann pelo casamento com o escritor Thomas Mann. O retrato original é do pintor Kalbach, e vi numa edição em francês das recordações de Katia, quando ela já estava com 96 anos ("Souvenirs à Bâtons Rompus"). Levei um choque com o mistério e a beleza da fisionomia, e compreendi por que o grande escritor, ao vê-la pela primeira vez num ônibus, disse consigo:
"Ce sera-t-elle, ou aucune autre!".
Coloquei-a duas vezes como personagem no meu Retábulo da Rosa (1978), que se compunha de trinta quadros em seqüência e tinha sete metros e meio de comprimento.
Tudo a bico-de-pena.
 — com Katia Mann.


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B'nei Anussim Brasil: POR QUE O BRASIL ROMPEU RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM ...

B'nei Anussim Brasil: POR QUE O BRASIL ROMPEU RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM ...: Essa matéria não é o padrão do perfil desse blog, porém se existe imprensa livre (ainda) é preciso saber os fatos que não são notícias ...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO!

[Compartilhe] A VERDADE SOBRE O DÍZIMO! Além do Dízimo nunca ter sido em dinheiro, muitas religiões pedem em dinheiro, os donativos são maiores do que os gastos..., e nem o que "sobra" é dado para os pobres!


NESTE ARTIGO SERÁ RESPONDIDO ÁS PERGUNTAS:
É verdade que hoje eu não tenho que pagar dízimo na “igreja”? Dízimo na bíblia, nunca foi dinheiro? Por que então dizem que “eu estou em pecado, caso não ofertei meu dízimo”?
Para responder a questão dos dízimos, que me foi feita, utilizo duas porções semanais da leitura da Torá (5 primeiros livros do Tanakh/”velho” testamento): Números 18 [Bamidbar] XVIII:25-XX:13 e Deuteronômio 11-16 [Debhari:m] XI:26-XVI:17; e recomendo que o leitor faça a leitura de todo o livro de Malaquias [Mal'ākhi:].
Visto que quem me perguntou foi um cristão, peço que façam uma reflexão: não dizem vocês que “não estão de baixo da lei”? Então por que os pastores gostam que vocês cumpram este “mandamento” (miṣwāh)? Reflita!

O QUE É, e QUEM TEM QUE DAR DÍZIMO? (“Dizimar”):
DIZIMO é uma unidade de medida apresentada na Torá (5 primeiros livros do Tanakh/”velho” testamento). A décima parte de algo. E há mandamentos (no plural - miṣwāth) que utilizam desta unidade de medida. Esse termo é usado até para imposto no Tanakh (“velho” testamento). — 1 Samuel 8 [shemu'El] VIII:15-17.
Leia na sua Bíblia o texto de Deuteronômio 14:22-29:

“Certamente a décima parte de todo ganho da tua semente, trará [do] campo ano a ano. E comerás perante 'Adhonāy teu Elohi:m (D'us), naquele lugar que Ele escolher...a décima parte do teu grão. E se for longe de mais para ti, de modo que não és capaz de carregá-lo... então restaure-o em prata (dinheiro), e ata a prata (dinheiro), na tua mão, e irás á aquele lugar que escolheu 'Adhonāy teu Elohi:m (D'us). E ofertará a prata (dinheiro), para tudo o que desejar a tua vitalidade, em bovinos (gado), e ovinos (ovelhas), e vinho, e bebida... e comerás perante 'Adhonāy teu Elohi:m (D'us), e se alegrará, tu e a tua casa.
E o levita que está dentro de teus portões, não o abandone; pois ele não tem parte nem herança contigo. Ao final de três em três anos, destacará toda décima parte do seu ganho deste ano, este determinará dentro dos teus portões. E virá o levita, porque ele não tem parte nem herança contigo, e o peregrino [ou estrangeiro naturalizado/peregrino residente], e o órfão, e a viúva, que estão dentro dos teus portões, e comerão; e ficará satisfeito, a fim de que a benção de 'Adhonāy teu Elohi:m (D'us) [esteja] em todo o trabalho de sua mão porquanto realizas.” — Tradução reduzida feita por mim; leia por completo em Deuteronômio 14 [Debhari:m] XIV:22-29
Embora este texto seja muito esclarecedor, devemos entender primeiramente que o dízimo (a décima parte) nunca foi em dinheiro! Dizimo não era a décima parte do salário de um trabalhador, mas era dado sobre produção agrícola e pecuária. E caso o lugar escolhido por D’us para o dízimo ser apresentado, fosse “longe de mais para ti, de modo que não és capaz de carregá-lo”, então deveria vender os animais/plantação e ao chegar no local, deveria pegar o dinheiro e comprar comida. Se dinheiro fosse aceito como dízimo, por que então que D’us diria para pegar o dinheiro e ter um trabalho adicional de comprar comida? Não seria mais fácil [caso fosse permitido], apenas entregar o dinheiro?
Além do dízimo não ser em dinheiro, na leitura de todo o capítulo 12 de Deuteronômio [Debhari:m], nos mostra que deve ser oferecido em um local específico, e não “em qualquer lugar que te agrade”: “Guarda-te para que tu porventura não ofereça teus holocaustos (sacrifício) em todo lugar porquanto olhar.” — Deuteronômio 12 [Debhari:m] XII:13; Levítico 27 [wayyqrā'] XXVII:30, 32
Se alguém disser a você, que “os antigos pagavam o dízimo desta forma, pois não tinham dinheiro”, não acredite, pois isso é uma grande falácia. Basta ler a Bíblia, e verá como exemplo, o ciclo de prata como dinheiro para negociações comerciais (ao qual acabei de mencionar em Deut. 14:22-29). Nem todos eram agricultores, as pessoas tinham outras ocupações.
Como vemos em nossa última aula, o nosso amigo Sha’ul bem explicou, que “o dizimo não é um mandamento (miṣwāh) que se refere à pessoa. Incidi sobre a terra e os animais, não sobre a pessoa. Só dava dízimo (a décima parte) se fosse dono de terra, e era dado sobre produção agrícola e pecuária.” Para entender:
“Por exemplo, um pedreiro não daria dízimo, exceto se este tivesse uma horta, então ele daria dízimo da horta, e não em dinheiro! Mas caso seu sustento vinha do salário de pedreiro, ele não daria dízimo. Podia fazer oferta ao santuário.”
O que você precisa entender é que, o dízimo era para distribuição de alimentos para a tribo de Lewi que não tinham direito a terra, portanto dependiam disso, e para aqueles que eram menos afortunados. E como bem lembrado pelo amigo Holean, ‘Levitas são os descendentes de Levi, filho de Ya`aqobh/Yisra’El (Jacó/Israel). Assim, esse título não pode ser usado indiscriminadamente para qualquer líder religioso ou músico – como é comum entre os não-judeus na atualidade. ’ — Deuteronômio 12 [Debhari:m] XII:19

E como o Hakham Luciano bem explicou em um comentário sobre os mandamentos (miṣwāth) de dízimo: “são, a saber:
1) Terumá Gedholá ou Oferta ou Doação Maior = Para os sacerdotes (Cohanim).
2) Ma`asêr Richôn ou Primeiro Dízimo = Para os Levitas (Lewiím).
3) Terumáth Ma`asêr ou Oferta do Dízimo = Do dado aos levitas, estes separam e dão para os sacerdotes.
4) Ma`asêr Chení ou Segundo Dízimo= Separado pelo dono da produção para ser consumido por ele em Jerusalém.
5) Ma`asêr `Oní ou Dízimo do Pobre = Como dito, dado aos pobres.
6) Há ainda a Terumáth Halá, que é a doação de parte da massa para o pão (a porção separada da massa), para a pessoa de origem sacerdotal. Este pedaço retirado é chamado em hebraico de Halá. A Halá é parte de um dos 24 presentes ou dádivas que são, numa situação legal apropriada, dados aos sacerdotes.
As leis concernentes as dádivas são bastante detalhadas e não convém, aqui, tratar do assunto, pois envolvem, também, aspectos de pureza... tanto em relação às pessoas que fazem as dádivas, quem as consome, e a pureza dos alimentos dos quais são retiradas as porções cabíveis. As medidas de cada uma são diferentes e não exatamente 10%. Por exemplo, a Terumá Gedholá, pela Torá, pode ser qualquer quantidade. Entretanto, os Sábios decidiram que há que dar uma quantidade mínima.” — Fim da citação do Hakham.

Mas talvez você pergunte: Por que só os levitas tinham o direito ao dizimo?
Primeiramente que não apenas os levitas usufruíam do dízimo: Ma`asêr `Oní incluía todos os pobres (viúvas, etc), mas este dízimo em específico, não ocorre todos os anos. E como mencionei acima, a tribo de Lewi, não tinha propriedade de terra, e como não tinham como cultivar, nem criar gado, dependiam do dizimo. O tempo que eles “gastariam” plantando e colhendo, eles utilizavam fazendo parte da estrutura jurídica de Yisra’El. E por atuarem em funções tais como, advogados, promotores, juízes (shoftim), professores (morim) e ajudar no Templo (sacerdócio - kehuná), não lhes “sobravam” tempo para plantar e colher. Mas, pelos meus estudos, vi que isso não os impedia de fazer um trabalho para receberem dinheiro (caso fosse um trabalho rápido em que ganhariam algum lucro), tais como trabalhar com serviços de alvenaria, carpintaria, etc. Daí o óbvio de que o dízimo (a décima parte) era em alimento, e não em dinheiro.
E SE ALGUÉM DISSER que existem varias passagens na Torá (5 primeiros livros do Tanakh/”velho” testamento), onde patriarcas dedicam a décima parte de algo para O Eterno ('Adhonāy), tentando justificar que o dízimo é anterior a construção do templo, e por isso ainda seja válido?
Entenda que quando os patriarcas fizeram estas ofertas, elas foram para O Eterno ('Adhonāy), para D’us, e não para uma instituição, nem foram feitas como um mandamento (miṣwāh), mas um gesto voluntário. Não eram obrigados a fazer. Agora, o mandamento (miṣwāh) do dizimo refere-se ao Templo e incide sobre o excedente da semente (ou seja, aquilo que você colheu e plantou) e também sobre o nascimento do gato. Nunca incidiu sobre dinheiro. Se ainda tiver dúvidas, leia todo o livro de Malaquias [Mal'ākhi:], e veja que lá está falando sobre o Templo (que aguardamos ser reconstruído), não diz sobre outro local. E não houve em nenhum momento uma autorização de D'us em generalizar o dízimo e dizer que tudo que é grupo religioso pode usufruir deste mandamento (miṣwāh), muito menos de utilizar outro tipo de dízimo em termo de lei, por D’us.
Notasse que a única aplicação destes mandamentos da décima parte (miṣwāth) que pode ser aplicada nos dias atuais, seria “o dízimo da viúva e do pobre” (Ma`asêr `Oní). Mas o que eu vejo, é que, as “igrejas” e instituições religiosas que exigem/colhem dízimo do salário de seus “fiéis”, são em muito, proprietários de terras. Mas, destas, qual aplica realmente a distribuição de todo o valor do dízimo arrecadado aos pobres? Pois assim é que a lei manda, e eles dizem cumpri-la, mas o tem feito? E você continua neste local... O porquê é com você!
Em resumo:
Se você não tem terra, não é agricultor, pecuarista ou qualquer coisa do gênero, esqueça o dízimo. Não se aplica a você. Simples assim.
Sabe-se que, todo grupo religioso possui despesas, e que as pessoas que dedicam seu tempo a isso têm direito ao seu sustento. Ao invés de tentar obrigar a pessoa através de um mandamento (miṣwāh) inexistente e inaplicável, tais grupos deveriam conscientizar as pessoas de que as despesas do local são de responsabilidade de todos. Seria muito mais honesto. Tais instituições podem ser encaradas como que, de obrigação daqueles que delas usufruem. Mas, distorcer as Escrituras Sagradas nunca é a solução!

Ao ouvir frases tais como:
"Não tem como você ser próspero, se você não for um dizimista fiel!"
Vejo que o dízimo seja talvez o mandamento (miṣwāh) mais tirado de contexto de toda a Torá, por parte destas religiões que afirmam serem representantes de D’us.
Torá: 5 primeiros livros do Tanakh/chamada de ”velho” testamento, por alguns .
COMPARTILHO COM VOCÊS, pois pode ser a sua dúvida, ou de alguém próximo.
Compartilhe você também esta verdade! E que a mentira não nos alcance mais.
Chālom lekulam! Paz a todos!

domingo, 8 de janeiro de 2017

GÓI CONVERSÃO

CONTINUO BATENDO NA MESMA TECLA QUEM BUSCA A CONVERSÃO E PORQUE É GÓI.
Retirado do livro: Portões de Reencarnação
Ao todo, há 70 nações. A conversão de uma nação para a outra não se aplica aqui. Cada nação tem o seu próprio Tikun coletivo. Os indivíduos de cada uma das nações tem sua própria consciência de alma especifica que pertence ao especifico Ticun coletivo da nação à qual aquele individuo pertence. Portanto a conversão neste caso realmente não serve para nada e não tem significado espiritual, o termo hebraico Goi não se refere as 70 nações.
Assim no caso da conversão hebraica, o Gói é uma pessoa cuja Nefech não esta ligada as nações. é por isso que um prosélito em "Potencial", ou seja, um Gói se sentirá deslocado e como se não pertencesse à nação na qual nasceu. No caso de conversão a volta para a nação hebraica, o Gói se torna um Guêr (Um prosélito hebraico ou convertido). Neste caso há uma "vantagem" para a nefesh do Guêr, que merece o nível do nefech graças a conversão.
Retirado do livro: Portões de Reencarnação
Sanhedrim Pg. 23/24

sábado, 24 de dezembro de 2016

CRUELDADE OU FALTA DE ENTENDIMENTO?



                           
Há quem acredite que a Bíblia Hebraica, ou pior, o próprio Eterno, seja cruel devido ao fato de tomar versículos isolados, e... não compreender o texto das Escrituras. Um desses trechos é o seguinte:
“Feliz aquele que pegar em teus pequeninos e der com eles nas pedras.” (Sl. 137:9)
Como pode o Eterno enaltecer o ato de pegar crianças e dar com eles nas pedras?
Na realidade, a compreensão desse versículo é totalmente diferente do que pode parecer à primeira vista.
A primeira coisa a compreender é que salmo não é mandamento, nem profecia, muito menos promessa. E, no salmo, não é o Eterno falando, nem tampouco psicografando, mas sim o salmista entoando uma canção.
Os salmos são cânticos que os sacerdotes e juízes de Israel escolheram para fins litúrgicos no Templo, ou para outras ocasiões especiais.
A segunda coisa a compreender é que o contexto não fala de crianças. Observe:
“Ah! Filha de Babilônia, devastadora; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós;
feliz aquele que pegar em teus pequeninos [עֹלָלַיִךְ - olalayikh] e der com eles nas pedra.” (Sl.137:8,9)
Acaso a Babilônia teria, literalmente uma filha? É claro que não! A ‘filha da Babilônia’ é uma personificação poética do Reino da Babilônia.
Da mesma forma, quando se fala aqui dos ‘pequeninos da Babilônia’, é uma referência aos babilônios em geral, e não a crianças!
Observe uma passagem com linguagem quase que idêntica, falando sobre Israel:
“Clama ao ETERNO, ó filha de Sião; corram as tuas lágrimas, como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês repouso, nem descansem os teus olhos. Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante do ETERNO! Levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus pequeninos [עֹלָלַיִךְ - olalayikh], que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas.” (Lm. 2:18,19)
Repare que da mesma maneira, o Reino de Judá é chamado de ‘filha de Sião’. Sião é uma referência ao monte Sião, em Jerusalém. E os pequeninos são nada mais, nada menos que os próprios israelitas. Essa passagem também ajudará a compreender o contexto do salmo. Isso será visto mais adiante.
Voltando ao salmo, portanto, já vimos que quem fala é o salmista, e não o Eterno. E que ele não está se referindo a esmagar crianças contra a pedra, mas sim de vingança contra os babilônios.
E qual a razão dele estar se sentido assim? Para isso, observemos o começo do salmo:
“Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião. Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas, pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.” (Sl. 137:1-3)
Observe que o salmista está no exílio, na Babilônia. E o povo judeu na Babilônia estava sofrendo muito, sendo atormentado pelos babilônios.
Os babilônios debochavam dos judeus, pedindo que eles cantassem sobre sua terra, que tinha sido destruída. O tema do livro de Lamentações, citado acima, é exatamente esse: Todo o sofrimento que pelo qual o povo judeu passou.
A Babilônia havia sido particularmente cruel com o povo judeu: Além de ter devastado Judá, levou a maior parte do povo cativa, e destruiu o Templo do Eterno. E ainda submetia o povo judeu a tormentos no exílio.
É absolutamente natural, portanto, que o salmista estivesse muito angustiado. O salmo deve ser entendido exatamente como ele é: O clamor desesperado de um homem que viu tudo o que tinha, sua terra natal, tudo aquilo que lhe era precioso e sagrado, e até mesmo sua própria família e amigos arrasados, destruídos e despedaçados por uma nação estrangeira.
Para trazer aos dias atuais, seria como um judeu no campo de concentração, na 2a. Guerra Mundial, clamando por vingança contra o exército dos nazistas.
Esse clamor do salmista pede que o Eterno se vingue da Babilônia (vide verso 8), e é nesse sentido que ele diz: Feliz aquele que der com os babilônios nas pedras.
Ou seja, o salmista entende que feliz seria aquele por intermédio de quem o Eterno exercesse vingança e juízo sobre a Babilônia por todas as atrocidades cometidas contra o povo judeu.
E observe que ele não queria simplesmente vingança por vingança. Ele queria ser liberto da tirania Babilônia, e voltar para casa:
“Mas como entoaremos o cântico do ETERNO em terra estrangeira? Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.” (Sl. 137:4,5)
Como se pode perceber, longe de ser um convite à barbárie e à crueldade, este trecho do salmo não é nada mais do que a oração emocionada, passional por assim dizer, de um homem desesperado, clamando por libertação e justiça.
Mesmo assim, sobra ainda uma pergunta: Por que os juízes de Israel escolheram esse salmo, com uma linguagem tão gráfica, para figurar entre os cânticos de Israel?
Há duas razões para isso. A primeira é justamente para ensinar que nós podemos derramar completamente os nossos corações perante o Criador.
Nossos sentimentos não são todos lindos e belos. Frequentemente temos ira, raiva, sentimos o peso da injustiça, e desejamos ver retribuição. E não há nada de errado em ser sincero com o Criador. Não precisamos esconder dEle esses sentimentos.
No entanto, o salmista faz aquilo que é o mais correto nesses momentos. Ele entrega a situação nas mãos do Eterno. Observe:
“Lembra-te, ETERNO, contra os edomitas, do dia de Jerusalém, porque eles diziam: Arrasai-a, arrasai-a até os seus alicerces.” (Sl. 137:7)
(A referência aqui a Edom é porque os edomitas também tinham se aproveitado da situação e subido contra Judá, quando esse estava fragilizado combatendo inimigos externos.)
Ou seja, a lição é: Não importa qual o nosso sentimento, não há porque tentar escondê-lo do Eterno. Mas, o Eterno irá tratar e trabalhar nosso interior, e sempre agirá com justiça.
O segundo motivo era porque, muito possivelmente, os juízes sabiam que Israel viria a sofrer novo exílio, e que quando isso acontecesse, seria útil que tivessem a lembrança do que aconteceu, de como se sentiram, de como, por fim, o Eterno trouxe livramento.
Como se pode perceber, a boa exegese, que compreende adequadamente o texto bíblico em seu contexto dá trabalho. Pois requer uma leitura contextualizada não só pelo que há em torno dos versículos, como também pelos fatos históricos que cercam a passagem.
Antes de ler qualquer trecho bíblico, é importantíssimo se perguntar: Em que época foi escrito, e o que estava acontecendo naquele momento? Só assim poderemos entender a mentalidade e o sentimento do autor.
Mais uma vez, o objetivo não é falar de religião, mas sim da interpretação correta e adequada das Escrituras.
Aproveito o ensejo para também recomendar um estudo que também fala sobre a questão de outras passagens aparentemente cruéis:
http://qol-hatora.org/…/misterios-do-tanakh-tora-e-genocid…/

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