Mistérios Sobre a Shabat - O Verdadeiro Dia da Shabat
O Zôhar afirma que Moshê (Moisés) ocultou-se do mundo em um Shabat e para os não iniciados poderá "soar" que nosso Mestre Moisés tenha deixado o mundo no entardecer duma sexta-feira qualquer, mas não é assim.
De acordo com o luach dos Hilul'Ot dos Tsadiqim, nosso Mestre Moisés nasceu no dia sétimo de Chodesh Adar, o mês em que Moed Purim está fixado, e deixou o mundo em outro sétimo dia de Chodesh Adar 120 anos depois e o Zôhar revela que isto foi um Shabat. O nascimento de Moisés deu-se no ano hebreu de 2368 e o seu ocultamento no ano hebreu de 2488. A Toráh foi outorgada no ano hebreu de 2448. No calendário greco-romano Moisés nasceu então no ano 1393 antes da era comum e ocultou-se no ano 1273, no dia 23 de Fevereiro, num domingo que foi considerado pelo Zôhar como sendo uma Shabath e não porque era uma sexta-feira e sim porque foi o sétimo dia do mês hebreu.
Em outro ponto está revelado pelo Dere'k Nistar, a tradição dos Mistérios através do Santo Zôhar, que o Rei David nasceu em um Shabat (Shavu'Ot) e por isto teve também que deixar o mundo numa Shabat (Shavu'Ot) 70 anos depois. O nascimento de David ha'melech (O Rei David) deu-se no ano hebreu de 2854 no dia 6 de Sivan que correspondeu ao dia 25 de Maio de 907 antes da era comum, uma Quarta-Feira e ocultou-se no mesmo dia 6 de Sivan de 2924, isto foi Segunda-Feira, 30 de Maio de 837 antes da era comum, ambos nascimento e ocultamento foram numa Shabat.
"Portanto, a shavuá (semana) estabelecida pela Torah não é a semana estabelecida pela religião e o Shabat não é às sextas-feiras."
A Torah diz:
"Lembra-te do sétimo dia para o santificar...".
Por que o sétimo dia é tão importante? Porque está atado ao sétimo nível de consciência, ao sétimo céu e o Sagrado só se encontra no sétimo pavimento, que é o Pavimento de Safira (Livinat ha'Saphir) no Sétimo Heichal (Palácio Celestial). Isto significa que todos os véus da consciência ilusória devem ser atravessados para se chegar ao sétimo nível, o sétimo dia.
A consciência Israel (os aspectos negativos em nós que foram corrigidos e elevados) é dominada pela Lua, enquanto a consciência das nações (os aspectos negativos não corrigidos) é dominado pelo sol.
Assim, no 7°, 14°, 21° e 28° dias do mês lunar são shabat'Ot (plural de Shabat) caindo ou não na sexta-feira. Logo, deve-se compreender que o Shabat é consciência e assim para o mequbal (místico hebreu/qabalista) todos os dias são Shabat.
Uma grande amiga, que dá muito valor a história, me mandou a dica desta postagem.
Ela é feita sob medida para aqueles que buscam saber se descendem, ou não, de judeus.
Mas vamos aos fatos.
Bem, em um site de notícias mexicano temos a informação que o governo espanhol publicou uma lista com 5.220 nomes e sobrenomes de origem judaica, que serão reconhecidos pela Espanha após mais de 500 anos de exclusão.
Informa o site que dias atrás o parlamento espanhol começou uma análise para devolver a cidadania para os descendentes dos judeus expulsos em 1492.
Aqueles que possuem estes sobrenomes, que vivam ou não na Espanha, poderão obter a dupla cidadania. Pois segundo o site de notícias, o artigo 23 º do Código Civil Espanhol, afirma que “Os cidadãos estrangeiros sefarditas, que provem a sua condição e sua ligação especial com o nosso país, mesmo sem residência legal em Espanha, qualquer que seja a sua ideologia, religião ou crenças”.
Bem, se isso é sério e real eu não tenho como corroborar.
Mas sabemos que no final do século XV, os judeus compunham entre 10% e 15% da população de Portugal — isso somando os cerca de 50 mil judeus portugueses, mais os quase 120 mil que cruzaram a fronteira vindos da vizinha Espanha em 1492, quando os Reis Católicos Fernando e Isabel expulsaram toda a população judaica daquele reino. Nos primeiros dois séculos depois do Descobrimento, o Brasil recebeu boa parte dessa população, os chamados Cristão-novos, convertidos ao cristianismo à força. Um em cada três portugueses que imigraram para a colônia era Cristão-novo.
Até recentemente, acreditava-se que esses judeus conversos abandonaram seus sobrenomes “infiéis” para adotar novos “inventados” baseados exclusivamente em nomes de plantas, árvores, frutas, animais e acidentes geográficos.
Como identificar, então, quem era Cristão-novo?
A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Waingort Novinsky, historiadora da Universidade de São Paulo, encontrou exatos 1.819 sobrenomes de Cristão-novos detidos, só no século XVIII, no chamado “Livro dos Culpados”. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram , Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33). A Inquisição anotava todos os nomes dos detidos cuidadosamente, como se fosse a Gestapo nazista e mantinha uma relação de bens de Cristão-novos para confisco.
Isso não quer dizer, no entanto, que todas as famílias com esses sobrenomes eram marranas. Nas investigações, sob tortura, os detidos diziam tudo o que os inquisidores queriam ouvir, acusando vizinhos, empregados e parentes “inocentes”. Fora isso, os sobrenomes eram realmente comuns.
O historiador paulistano Paulo Valadares, autor do “Dicionário Sefaradi de Sobrenomes”, no qual destaca 14 mil sobrenomes oriundos de judeus da Península Ibérica, alerta que é preciso ir além: identificar se há antepassados portugueses que chegaram ao Brasil nos séculos XVI ou XVII ou se foram citados nos anais da Inquisição até o século XVIII, se a família se estabeleceu em alguma região específica e se guarda tradições “estranhas” (Ver –http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=3514 ).
Bom, mas em relação a como se consegue esta dupla nacionalidade?
Aí não sei mesmo!
Mas acho que isso é difícil, pois assim a população Espanha dobraria de tamanho rapidamente. Tanto que depois saiu uma notícia que a pretensa concessão de cidadania espanhola através da ligação histórica com antepassados judeus seria falsa.
Em todo caso, no meu ponto de vista, o legal da postagem foi a publicação dos 5.220 sobrenomes de origem judaica. De pessoas que, segundo o site, foram comprovadamente expulsas daquele país após a Reconquista do território espanhol dos Mouros.
Eu encontrei meu sobrenome (ou “apellido”), Medeiros, entre os listados.
Mas os meus antepassados partiram, em um dia bem remoto, nesta situação de perseguição lá da Espanha ?
Esse material me incentivou a pesquisar mais fundo na história dos meus antepassados e o que descobri é que eles são realmente oriundos da Península Ibérica.
Brasão da freguesia da Ribeira Seca
É certo também que eles vieram de Portugal, pois consegui alcançar dois irmãos Medeiros que emigraram para o Brasil, mais precisamente para a vila (atual cidade) de Santa Luzia, na Paraíba e depois para o Seridó Potiguar.
Um deles fincou raízes na região da cidade potiguar de Caicó e seu irmão em Acari, de quem descendo. Isso tudo na primeira metade do século XVIII. Constam que eram oriundos da Ilha de São Miguel, nos Açores, mais precisamente da freguesia (aqui no Brasil é o distrito) da Ribeira Seca, também conhecida como São Miguel da Ribeira Seca. Esta freguesia pertence a cidade de Ribeira Grande.
Bem o que apurei sobre estes meus antepassados reproduzo mais adiante, logo após a lista com os nomes.
Mas voltando a questão judaica – Os antepassados destes irmãos Medeiros poderiam ter vindo da Espanha? Seriam eles eram judeus ou cristãos?
Confesso que nada sei. Mas buscar este passado remoto, as minhas raízes, isso é legal de se conhecer e espero aprofundar mais e mais estas pesquisas.
D. Da Costa, Da Silva, Dacosta, D’Acosta,Dalorso, Dalorzo, Dalsaso, Damaceno, Damito,Daniel, Daniels, Dapuerto, Dapueto,Darce, Darche,Darcia, Darío, Dasadre, Dasilva, Dávalos, David,Dávila, Davis, D’Avola, De Abate, De Aguilar, De Alba, De Alvarado, De Benedictis, De Briones, De Camino, De Castro, De Céspedes, De Espeleta, De Ezpeleta, De Falco, De Faria, De Franco, De Jesús, De Jorge, De Juana, De La Cruz, De La Cuesta,De La Espriella, De La Fuente, De La Garza, De La Guardia, De La Herran, De La Hormaza, De La Jara, De La Mata, De La Nuez, De La O, De La Osa, De La Ossa, De La Paz, De La Peña, De La Rocha, De La Rosa, De La Selva, De La Teja, De La Torre, De La Trava, De La Vega, De Largaespada, De Las Casas, De Las Cuevas, De Las Heras, De Lemos, De León, De Lev, De Lima, De López, De Luz, De Miguel, De Miranda, De Moya, De Odio, De Óleo, De Ona, De Oña, De Paco, De Paredes, De Pass, De Paz, De Pazos, De Pedro, De Pinedo, De Prado, De Rayo, De Sárraga, De Sá, De Trinidad, De Ureña, De Vega, De Yglesias, Del Barco, Del Barrio, Del Bello, Del Busto, Del Carmen, Del Castillo, Del Cid, Del Pilar, Del Pimo, Del Río, Del Risco, Del Socorro,Del Solar, Del Valle, Delatolla, Delgadillo, Delgado, Deliyore, Dellale, Dellanoce, Delso, Delvo, Dengo, Denis, Dennis, Detrinidad, Devanda, Devandas, Devoto, Dias, Díaz, Díez, Díjeres, Díjerez, Dimas, Dinares, Dinarte, Discua, Doblado, Dobles, Dodero, Dalmus, Dalmuz, Domingo, Domínguez, Donado, Donaire, Donato, Doña, Doñas, Donzón, Dorado, Dormos, Dormuz,Doryan, Duar, Duares, Duarte, Duartes, Duenas, Dueñas, Duque, Duque Estrada, Durall, Durán, Durante, Duval, Duvall, Duverrán.
Bem, como comentei anteriormente, este material me ajudou incentivou muito a buscar mais informações e o que apurei sobre o meu primeiro antepassado a chegar ao Brasil eu reproduzo agora….
Sebastião de Medeiros Matos– Natural da Ilha de São Miguel, nos Açores, Sebastião (também Sebastião Afonso de Medeiros, conforme alguns genealogistas) migrou para o Brasil na primeira metade do século XVIII, estabelecendo-se, inicialmente, em Santa Luzia, na Ribeira do Sabugi, na Paraíba, juntamente com seu irmão e companheiro de migração Rodrigo de Medeiros Rocha (nascido a 21 de janeiro de 1709, batizado no dia 26 seguinte, na igreja de São Pedro da Ribeira Seca, na mencionada Ilha de São Miguel).
Eles eram filhos de Manuel Afonso de Matos, Alferes, e Maria de Medeiros Pimentel, os quais haviam casado nos Açores, a 17 de junho de 1693, e, conforme o grande e seguro historiador e genealogista Olavo de Medeiros Filho, faleceram a 7 de novembro de 1729 e 27 de novembro de 1734, respectivamente, no lugar chamado Lomba de Santa Bárbara.
Pelo lado paterno, foram seus avós Rodrigo de Matos e Catarina de Fontes, e, pelo materno, Bartolomeu de Frias Camelo e Maria de Medeiros Rocha (casaram 31 de março de 1674), esta, filha de Francisco Lopes da Costa e Maria de Medeiros (casaram a 15 de outubro de 1650.
Em Santa Luzia, casaram-se ambos os irmãos com duas irmãs – Sebastião de Medeiros Matos, com Antônia de Morais Valcácer, e Rodrigo de Medeiros Rocha, com Apolônia Barbosa de Araújo. Eram elas filhas de Manuel Fernandes Freire, natural de Olinda, e de Antônia de Morais Valcácer, também Antônia de Morais, a qual era filha de Pedro Ferreira das Neves, conhecido como Pedro Velho, e sua mulher Custódia de Amorim Valcácer – ele, natural de Mamanguape, transladou-se para a Ribeira do Sabugi, onde viveu na Fazenda Cacimba da Velha e se tornou um patriarca e proprietário de muitas terras.
Aliás, juntamente com o cunhado Sebastião de Medeiros Matos, um filho homônimo do patriarca requereu a sesmaria transcrita abaixo, publicada por João de Lyra Tavares:
“Nº 497 em 24 de Março de 1759 – Tenente Vicente Ferreira Neves e Tenente Sebastião de Medeiros, moradores nesta capitania, dizem que a custa de sua fazenda e risco de suas vidas, tinham descoberto sobre a serra da Borburema, sertões deste governo, terras devolutas e desaproveitadas, com sufficiencia de crear gados e como careciam de terras para os crear pretendiam que se lhes concedesse por sesmaria em nome de S.M. tres leguas de comprido e uma de largo, para ambos, na dita serra, logar chamado Albino riacho chamado Olho d’Agua Grande que nascia da pedra chamada o Fundamento cujas terras confrontam em muita distância pela parte do nascente com R.R.P.P. da companhia do sitio do Poço, pela parte do poente com terras do defunto Izidoro Hortins, pela do norte com as de Antonio de Araujo Frazão e Cosme Dias de Araujo e pela do sul com José da Costa Romeo ou com quem verdadeiramente pertencesse, podendo fazer do comprimento largura ou da largura comprimento, pedindo em conclusão se lhe concedesse as ditas terras por sesmaria com as confrontações declaradas para fazer a sua situação e peão no dito logar chamado Albino e Riacho chamado Olho d’Agua Grande. Foi feita a concessão, no governo de José Henrique de Carvalho.”
A cidade de Acari, na ribeira do Rio Acauã, no Seridó Potiguar, surgiu de um pouso de viajantes, a partir da construção da Capela de Nossa Senhora da Guia (foto) pelo sargento‐mor Manuel Esteves de Andrade, em 1737. Foi neste templo religioso que meus antepassados buscaram conforto espiritual no Brasil – Fonte – http://vlogdocatiripapo.blogspot.com.br/2010/04/cantos-de-acari-igreja-do-rosario.html
Posteriormente, o Alferes, depois Tenente e, finalmente, Capitão Sebastião de Medeiros Matos e sua mulher, Antônia de Morais Valcácer, passaram para o Seridó do Rio Grande do Norte, região vizinha do Sabugi, onde até hoje proliferam seus descendentes. Todos os estudiosos da história e da genealogia do Sabugi e do Seridó são unânimes em afirmar que daqueles dois casais – Sebastião de Medeiros Matos e Antônia de Morais Valcácer, Rodrigo de Medeiros Rocha e Apolônia Barbosa de Araújo – descendem todos os que portam o sobrenome Medeiros, originados do sertão do Rio Grande do Norte e do da Paraíba. Aqui se deve registrar, ainda, que um sobrinho dos dois irmãos, de nome José Inácio de Matos, igualmente açoriano, também esteve muito ligado a eles, havendo migrado junto ou chegado logo pouco tempo depois; ele casou com uma filha de Sebastião de Medeiros Matos, Quitéria Maria da Conceição. Não se sabe exatamente quando aqueles irmãos chegaram ao Brasil, mas é razoável acreditar que aportaram aqui no final da terceira década do século XVIII. Sabe-se que Rodrigo teve seu inventário iniciado em 1757, ficando seu irmão como tutor dos órfãos; sua viúva, Apolônia, faleceu e foi sepultada a 28 de novembro de 1802, estando com 88 anos de idade, conforme o registro do seu sepultamento. De Sebastião e de sua mulher, Antônia, não tenho as datas de falecimento, mas ele estava ainda vivo em 1793, com uma avançadíssima idade.
Bom, é isso pessoal, espero que tenham curtido esta viagem genealógica.
Entretanto, confesso que por mais que descubra coisas interessantes nesta questão, o que me dá orgulha mesmo de ser quem sou, é o fato de ser Nordestino. Talvez eu não fosse tão feliz em ser brasileiro se não tivesse nascido nesta região e morasse aqui.
Um especial de duas horas que investiga, com imparcialidade, a Bíblia hebraica, desde o ponto de vista arqueológico ao literário. Apresentado pela premiada unidade científica NOVA, o documentário explora as origens dos antigos israelitas e a evolução de seu deus Jeová no Deus único e invisível do judaísmo, cristianismo e islamismo.
Se
Deus nos ama, por que nos colocou em um mundo escuro e mal?
Muitas
pessoas se incomodam com a seguinte questão teológica: Se Deus nos ama e quer o
melhor para nós, por que não nos colocou diretamente no céu? Vamos desfrutar de
um relacionamento com ele imediatamente! Por que Deus criou um mundo tão escuro
e distante fisicamente, insistindo que mantendo as mitzvot e superar os
desafios para recompensar somente após o próximo mundo se superarmos nossas
provações? Por que nos expor a tanto mal, dor e tentações?
Talvez
possamos responder que não estamos prontos para um relacionamento com Deus em
nosso estado atual. Nós somos muito comum e físico para se conectar com o
infinito. Primeiro temos de melhorar e desenvolver, tornando-nos mais
espiritual e capaz de desfrutar de um relacionamento com o Divino. Mas então,
por que Deus nos criou para viver fisicamente? Ele não poderia ter nos criado
como seres angelicais, prontos para desfrutar o máximo de prazer da proximidade
de Deus desde o início? Deus, ele pode fazer alguma coisa?
Eu
gostaria de apresentar três abordagens a estas questão, embora na realidade os
três incidem sobre a mesma resposta: são três ângulos da mesma verdade
fundamental. Cada resposta irá apresentar-nos a uma compreensão mais profunda.
Vamos começar.
Você
queria a recompensar ou a humilhação?
No
nível mais simples, se uma pessoa recebe uma recompensa por algo que ele não
fez, não seria uma recompensa. Seria uma vergonha. Se Deus nos recompensará,
dando-nos o Mundo Vindouro, não iria gostar. Nós sentiríamos a mesma vergonha e
humilhação que sente neste mundo uma pessoa que depende da caridade. Uma pessoa
tem vergonha de admitir sua dependência de outros, que não pode ser suportado
por seus próprios esforços, mas deve subsistir nas graças à benevolência dos
outros. No mundo espiritual, esse sentimento não é menor, mas é infinitamente
mais intenso.
Cabalistas
se referem a isso como dekisufa recompensa imerecida Nahama, o "pão da
vergonha". Sempre que temos algo que não merecemos ganhar, sentimos menos: nós somos um pouco
menos "real", nos sentimos um pouco menos feito.
Nós
nunca se sentir bem perto de alguém que nos deu algo que não merecemos.
Nossos
Sábios declaram: "Se alguém come na mesa de outra pessoa, sua mente nunca
está em paz" (Avot de Rabi Nathan 31: 1). É desconfortável depender dos
outros, receber o que não ganhamos. Se outra pessoa nos sustenta e não damos
nada em troca, então nunca vamos se sentir perto dela. Nós não vamos se sentir
bem olhando para seu rosto.
O
mesmo acontece de verdade para o mundo vindouro. Se Deus nos colocou lá e
começou a recompensar-nos para qualquer coisa, nunca iriamos desfrutar de
sua proximidade. Tudo o que iria
alcançá-lo é criar um sentimento deprimente de desamparo e dependência. Nossa
recompensa seria eternamente imerecida, e ficaríamos ciente disso ... para
sempre.
Criar
Algo do Nada
Mas é
ainda mais profundo do que isso. No reino físico, há um conceito chamado de
"Lei de Conservação de Energia". A energia não pode ser criada a
partir do nada (após o primeiro ato da criação divina); Ela pode ser
concentrada e difusa, dirigido e convertido (pouco importa se você tem energia
suficiente e sabe o que está fazendo), mas nunca pode ser criada ou destruída.
O
mesmo se aplica no reino espiritual. Aceitar uma recompensa imerecida não é
apenas embaraçoso, mas, por definição, não pode existir. Deus não pode, por
assim dizer, "recompensar-nos para qualquer coisa." Se a nossa
recompensa é imerecida, é, por definição, um resultado natural e uma extensão
de nossos esforços. É nossa criação independente. Mas se não fez nada, então a
recompensa pode não vir.
Portanto,
a fim de recompensar, Deus nos dar a oportunidade de ganhar a nossa própria
recompensa. E para permitir que isso aconteça é que criou um mundo físico, um
mundo de escuridão e distanciado dele (ou, pelo menos, parece ser distante
dele). Servir a Deus é um desafio. Temos de descobrir Deus através das camadas
da separação física e indiferente. Temos livre arbítrio -A possibilidade para a
existência do mal e da destruição e temos que usar essa liberdade com cuidado
ao se aproximar de Deus. Desta forma, nossas vidas e nossas ações são
significativas e nossa recompensa final é nossa. Vamos ter uma existência real
e eterna, sabendo que nós ganhamos através da nosso realização eterna.
Criação
de nós Mesmos
Mas
aqui há um dilema ainda mais fundamental, que à própria essência da existência
do homem está escondida. O homem, como um ser criado, não é completamente real.
Se uma pessoa é criada por Deus e nunca realiza nada, é nada mais do que uma
extensão de Deus. Ele não é independente de Deus, mais do que uma pintura do
pintor. Essa pessoa vai viver com um sentimento deprimente de ausência. Eu não
sou "real", eu sou apenas uma projeção de um pouco de sabedoria e
poder de Deus. Mas eu não sou "real". E ter um coração e um cérebro
não altera esse sentimento básico e debilitante.
Se eu
tiver de nunca fazem nada para justificar minha existência, eu não sou mesmo
"real".
Finalmente
chegamos à essência do assunto. Começamos dizendo que uma recompensa imerecida
embaraça o receptor. Em seguida, disse que, logicamente, não pode mesmo ser uma
recompensa merecida, porque ela não pode vir do nada. No entanto, a raiz da
questão é que, se eu nunca fiz nada para justificar minha existência, então eu
não sou mesmo "real". Eu sou um passivo, criado, nada mais do que uma
extensão de Deus que me criou, quase um produto de sua imaginação. E este é o
sentido deprimente e debilitante de ausência que a peste e, inevitavelmente,
aflige o ser o pensamento humano e que faz ir até o fim do mundo em busca da
imortalidade (esta foi a sensação de que fez Adão e Eva comer da Árvore do
Conhecimento mas que a discussão é para outra altura).
I
"am" e não há nenhum maior do que alegria.
Como
um ser humano pode ser "real"? Por meio de realizações, fazendo uso
de sua livre vontade e escolher o bem. Quando eu escolho o bem-estar
voluntariamente eu poderia ter escolhido o errado, fiz algo comigo: eu lutei e
venci. Isto não só a minha recompensa, mas também a minha existência. Não estou
apenas uma sendo formado por Deus, que funciona da maneira que eu programei meu
Criador. I realizei algo! Minhas ações são meus! Deus não fez para mim! Eles
são minha própria criação, foram gerados por minha própria vontade. Isto é o
que me garante a realidade e a vida eterna. Eu vivo para sempre, porque ações I
da imortalidade. I "am" e não há nenhum maior do que alegria.
Agora
podemos começar a entender o que é o mundo vindouro. Não é apenas um lugar de
recompensa; É um lugar de existência. Até que eu não tenha criado e eu ter
justificado a minha existência, eu não serei real. Eu sou uma mera extensão de
Deus, e eu não sou mais capaz de ter um relacionamento com ele que a relação
pode ter uma escultura com o escultor. Mas quando eu acho que a minha parte no
futuro, eu faço a minha existência. Eu me tornarei meu próprio ser,
independente de Deus, alguém que tanto pode amar e ser amado por Ele. O mundo
que virá é o lugar para essa proximidade. Nós existimos, somos eternos e, como
resultado, podemos desfrutar de brilho eternamente em êxtase da Presença
Divina.