sábado, 21 de maio de 2016

600,000 Almas

600,000 Almas




600,000 Almas

Diz-se que há 600,000 almas, e cada alma se divide em várias centelhas. Nós devemos compreender como é possível para o espiritual se dividir, dado que inicialmente, apenas uma alma foi criada, a alma de Adam ha Rishon.

Na minha opinião, há certamente apenas uma única alma no mundo, como está escrito (Génesis, 2:7), “e soprou para suas narinas o sopro da vida.” [1] A mesma alma existe em todos os filhos de Israel, completa em todo e cada um, como em Adam ha Rishon, dado que o espiritual é indivisível e não pode ser cortado - que é em vez um traço de coisas corpóreas.

Todavia, dizer que há 600,000 almas e centelhas de almas aparenta como se ela é dividida pela força do corpo de cada pessoa. Por outras palavras, primeiro, o corpo divide e nega-lhe completamente do esplendor da alma, e pela força da Torá e o Mitzva, o corpo é purificado, e à extensão de sua purificação, a alma comum brilha sobre ele.

Por esta razão, dois discernimentos foram feitos no corpo corpóreo: No primeiro discernimento, um sente a sua alma como um único órgão, e não compreende que isto é o todo de Israel. E isto é verdadeiramente uma falha; logo, isso causa o supramencionado.

No segundo discernimento, a verdadeira Luz da alma de Israel não brilha sobre ele em toda a sua força de iluminação, mas apenas parcialmente, pela medida que ele se purificou a si mesmo ao voltar para o colectivo.

O sinal para a correção completa do corpo é quando um sente que a sua alma existe no todo de Israel, em todo e cada um deles, pelo qual ele não se sente a si mesmo como um individuo, pois um depende do outro. Nessa altura, ele é completo, sem defeito, e a alma brilha verdadeiramente sobre ele no seu mais poder total, como ela apareceu em Adam ha Rishon, como em “O que soprou, soprou de dentro d'Ele.”

Este é o significado dos três tempos de uma pessoa:

1. Uma centelha de uma alma, a ação por meio de cintilar, como em proibir e permitir.

2. Uma alma particular, uma parte de 600,000. Ela está permanentemente completada, mas seu defeito está com ela. Isto significa que seu corpo não pode receber o todo da alma, e sente-se a si mesma como sendo distinta, que a causa muitas dores de amor.

Subsequentemente, ele aproxima-se da perfeição, a alma comum, dado que o corpo foi purificado e está inteiramente dedicado aHaVaYaH e não apresenta quaisquer medidas e telas e é completamente incluído no todo de Israel. … …

Nós aprendemos que “se até um homem chegou perante seu Mestre em completo arrependimento, o Rei Messias viria de uma vez.” Isto parece significar, como eles dizer (Cântico dos Cânticos, 1), “Moisés é igual a 600,000.” Nós precisamos de compreendê-lo, dado que isto significaria que há duas vezes 600,000 almas — a alma de Moisés e a alma de Israel.

Mas a verdade é que não há mais que uma alma, como é sabido pela medida de toda e cada alma que se purifica e limpa a si mesma de sua imundice. Assim, quando todas as almas estão corrigidas, elas irão atrair sobre elas a alma Superior de Atzilut, para toda e cada alma, dado que o espiritual é indivisível. Nessa altura (Zacarias, 14:9) “E o Senhor será Rei sobre toda a terra.” Logo, enquanto uma única alma é negada de completa pureza, a extensão de Kedusha (Santidade) será deficiente em toda a alma de Israel.

E quando uma única alma de Israel é purificada de toda a sua imundice, ela irá atrair sobre si mesma o todo da alma de Atzilut, e através dela, todas as almas da geração serão completadas. Este é o significado de uma ser dependente da outra, como está escrito (Sanhedrin, 11), “Foi merecido que a Divindade estivesse sobre ele, mas sua geração era indigna disso.”

O conteúdo das palavras é unanimemente desconcertante, que a mesma alma que foi recompensada com purificação imediatamente se esforça para aumentar a graça da geração e pede por eles, até que ela eleva sua inteira geração a seu mérito.

Este é o significado de “Moisés é igual a 600,000.” Porque ele foi seu leal pastor, ele tinha a mesma Kedusha (Santidade) que a inteira geração tinha.

Certamente, o todo é achado dentro de cada item, dado que no fim, todas as almas se unirão em um discernimento, voltando à sua raiz espiritual. Logo, todos os milagres e maravilhas e todas as jornadas que elas viajaram pelo mundo fora durante os 6,000 anos devem ser experimentados por cada alma. As boa alma atrai sobre si mesma todos os discernimentos de Kedusha antes disso e depois disso; e a alma má faz ao contrário.

E os tempos de mudança são considerados gerações. Contudo, cada geração se comporta como seu juiz, pela mente que a julga, dado que ela recebe da Kedusha desse tempo.

Por esta razão, cada alma está disposta a atrair as almas de Moses, Aarão, Samuel, David, e Salomão dentro dela, como tempos que ela experimenta. Durante a saída do Egito e a recepção da Torá, a alma de Moisés aparece nela; durante as sete das conquistas, as almas de Josué; e durante a construção do Templo, as almas de Rei Salomão, etc.

Isto não se refere às almas supramencionadas em particular, mas de acordo com a regra que nós dissemos que o espiritual é indivisível, assim que um é recompensado com uma alma, ele é recompensado com a alma do todo de Israel, embora de acordo com o seu mérito e lugar. Logo, na altura em que um é recompensado com estas maravilhas, um recebe em si mesmo a abundância da alma nessa divulgação, logo o nome do dono dessa divulgação está sobre ele.

E eles disseram (Shabat, 67; Baba Metzia, 113), “Todos de Israel são filhos de reis. Também (Talmud de Jerusalém, Masechet Horaiot(Instruções), 3, 5), “Um rei que morre, todos de Israel são dignos de realeza.” Este é um grande segredo, pois em todas as anteriores gerações, que foram senão uma preparação para Malchut (realeza), Kelim (vasos) especiais foram requisitados para a unção de seus juízes, tais como as almas de Moisés e Samuel. Mas o propósito final depende do todo de Israel, dado que quando uma minúscula parte de uma minúscula centelha está em falta, o fim não será capaz de aparecer. Logo, todos de Israel são dignos de realeza, dado que cada um é igual neste verdadeiro discernimento.

Por esta razão, não há Kli (vaso) especial para atrair essa perfeição, senão qualquer um que limpe e purifique sua alma para ser digna de alongar a revelação de Malchut no mundo será literalmente chamado “Rei David.” Este é o significado de “David, Rei de Israel, está realmente vivo,” pois ele não morreu de todo. Seu Kli está dentro de toda e cada alma de Israel. Este não é o caso com a alma de Moisés, que é achada apenas nos sábios discípulos na geração, tão bem como em profetas e sacerdotes.

Este é o significado de (Talmud de Jerusalém; Masechet Horaiot, 3, 5) “Um rei que morre, todos de Israel são dignos de realeza.” Este é também o significado de isentar o público.

Este é o significado de (Sutah, 49), “No tempo do Messias, Chutzpah (impudência) acrescerá,” e (Isaías, 3:5) “a criança se comportará insolentemente contra os de idade, e o vil contra o honorável.” Isto significa que até uma criança ignóbil ousará alongar Sua realeza para o mundo, como se ela fosse um dos anciões e os honráveis na geração.

Caso o ignóbil, também - o que tem uma baixa e vil alma na sua raiz - direcione seu coração e purifique suas ações para se tornar digno, ele será recompensado com alongar o todo da alma de uma nação sagrada na sua alma, com todas as maravilhas que a nação sagrada até então provou. Isto é porque elas foram todas senão preparações para esta completude.

Assim, até a alma particular deve provar tudo, e ele comprará este mundo numa hora devido à habilidade dessa geração alongar a coroa de Sua realeza, que contém tudo: “E todos precisam do dono das agulhas, e cada elemento nele é requisitado” (Berachot, 64; Baba Batra, 145).

Este é o significado de suas palavras: “Até se um homem chega perante seu Mestre em completo arrependimento, o Rei Messias virá de uma vez.” Isto significa que quem quer que tenha sido, até se foi apenas um homem na geração que foi recompensado com alongar essa alma por si mesmo, ele será capaz de recompensar sua inteira geração, dado que todos os que são obrigados, isentam o público através de seu dever, e ele pode fazer muita oração e manter a sua própria até que ele recompense a sua inteira geração.

Isto não é assim com outros tipos de redenções, que foram apenas na forma de preparações e não pertenceram a todo e cada um. Por exemplo, a entrega da Torá pertence especificamente a essa geração do deserto e a Moisés. E qualquer outra geração, até se eles fossem mais dignos, não alongaram esse discernimento, e nenhum fez qualquer outra pessoa além de Moisés, pois num eles eram interdependentes.

Contudo, o Messias está pronto para toda e cada geração. Devido a isso, ele está também pronto para toda e cada pessoa alongar o discernimento do Messias, como em “Todos os que são obrigados,” como mencionado acima.

E a razão é que unções dizem respeito à correção dos Kelim, e o retratar de todos os Kelim como iguais, uma vez que qualquer divisão entre eles é apenas em seus HBD, por suas medidas. Logo, do ministro que vê a face do Rei ao que se senta por trás de sua mó, todos são servos iguais em trazer de volta a velha glória, e nisso, não há graus entre um e outro.

[1] Nota de tradução: Em Hebraico, as palavras “alma” e “sopro” são soletradas da mesma maneira.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Análise da Oração Cabalística Ana Bekoach


Análise da Oração Cabalística Ana Bekoach

Análise da Oração Cabalística Ana Bekoach

Autor Jefferson Leister - jeffleister@ig.com.br

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Amigo, 

 

Tempos atrás andei pesquisando na internet sobre uma antiga oração cabalística chamada Ana Bekoach, que é considerada uma das mais poderosas preces do mundo e a maior das bênçãos cabalísticas, mas não consegui encontrar, na época, informações diretas e  resumidas sobre ela. Assim, resolvi escrever este artigo,   a fim de lhe poupar da necessidade de uma pesquisa abrangente, fornecendo a você um resumo sobre ela.

                

Ana Bekoah (lê-se ANA BECOAH, com um “E” breve, um “O” fechado e um “H” levemente aspirado) é atribuída grande cabalista Nehuniá ben Hakanah do séc I da Era Cristã (Lei sobre o Bahir) que se baseou no primeiro parágrafo do Livro da Gênese (Bereshit), que tem 42 letras no original em hebraico, para escrevê-la. Por isso, a essa prece é atribuído o poder de evocar a poderosíssima energia inicial da criação (Zimzum, o Big Bang Luriânico), e a própria Luz emanada por Deus naquele momento.

 

Não é necessário que se conheça o idioma hebraico para que se possa usufruir das maravilhosas bênçãos dessa oração. Apenas pronunciar a forma transliterada do texto, conforme o abaixo explicado, já é suficiente. Aliás, a simples meditação abaixo sugerida traz a conexão com tais forças, pois as letras hebraicas podem ser consideradas como “mágicas”, refletindo, cada uma delas, princípios cósmicos arquetípicos e universais, válidos para qualquer pessoa, de qualquer religião e origem. Também a combinação das letras daquele alfabeto, bem como as permutações de grupos de letras, tem o mesmo efeito, como é ensinado naquilo é chamado de Cabala Literal.

 

Ana Bekoach é composta por sete versos, cada um deles formado por seis palavras:

 



Obs: Não se esqueça de que o hebraico é lido da direita para a esquerda.

 

A oitava linha do diagrama acima, que se lê: “ Baruch Shem Kevód Malkuto Le’Olam Va’ed” (Bendito seja o Nome do Senhor, cujo Glorioso Reino é Eterno), é uma espécie de ratificação da prece, um AMÉN ou um Está Feito, e deve ser lida em voz muito baixa, como que sussurrada.

 

A transliteração de Ana Bekoach que julgo mais adequada ao nosso idioma é a seguinte:

       
 
1-   Ana bekôach gedulát yeminchá tatir tzerurá

2- Kabél rinát amcha sagveinu tahareinu norá

3- Na guibór dorshéi yechúdcha kevavát shomrem

4- Barchem taharem rachamei tzidkatechá tamid gomlem

5- Hassín kadósh beróv tuvchá nahél adatechá

6- Yahíd ge’eh le’amchá p’nêh zochrei kedushatechá

7-
 Shavateinu kabél ushmá tza’akateinu yódea ta’alumot

 
 
 
 
 
 
 
    (8)- Baruch shem kevód malkuto le’olam va’ed.

 

 

Nessa transliteração, o SH deve ser lido como em Shopping ou Shiva, ainda que esteja no final da palavra. Já o CH deve ser lido, a grosso modo, como o dígrafo RR, como carro, morro. Por exemplo, a palavra yeminchá, do 1º verso, deve ser lida yeminrrá. A palavra amchá, do sexto verso, deve ser pronunciada como amrrá, enquanto que barchem, da 4ª linha, deve ser lida como bar rrem. Quando o CH estiver no final da palavra, porém, deve ser lido como um H aspirado. Observe a palavra bekoach, com seu CH final, que deve ser pronunciada como becôahh.  O H entre duas vogais, como por exemplo em tahareinu (2º verso) deve ser lido como RR – tarrareinu, no caso.

 

 

A tradução de Ana Bekoach é:

 

Verso 1: Nós te rogamos: com o poder de Tua Mão Direita, desmancha o nó;

Verso 2: Aceita o canto de Tua Nação, exalta-nos e purifica-nos, ó Temido;

Verso 3: Por favor, ó Poderoso, protege aqueles que exijam a Tua Unificação, como a pupila do Olho;



Verso 4: Abençoa-os, purifica-os, concede- lhes sempre Tua Justiça misericordiosa;

Verso 5: Ó Santo, ó Protetor, com a abundância da Tua Bondade, governa Tua congregação;

Verso 6: Ó Único, ó Exaltado, derrama-Te sobre Teu povo, e aqueles que se lembram de Tua Santidade;

Verso 7: Aceita os nossos clamores, e ouve os nossos gritos, ó Tu, que conheces todos os mistérios.


 

Última linha: (Bendito seja o Nome daquele cujo glorioso Reino é Eterno.)

 

Analisando a prece de maneira resumida, observamos que cada verso tem 6 palavras cada. Ao multiplicarmos os sete versos pelas 6 letras iniciais de cada uma das mencionadas palavras, em cada verso, obtemos um total de 42 letras, que formam o chamado nome de Deus, ou nome divino, de 42 letras. Tradição Cabalística, embora monoteísta, fala sobre vários nomes de Deus, seja dentro das Sefiras (Sephirot, esferas), seja em outros temas cabalísticos, como o nome dividido (os 72 nomes de Deus) e outros nomes originários de acrônimos, por um processo chamado Notarikon.Escrevi sobre esse assuntoem meu livro “O Tarô dos 72 Nomes Sagrados da Cabala”, cujo lançamento está previsto para breve e cuja venda será disponibilizada neste site oportunamente. Aqui, entretanto, tocarei apenas do Nome de 42 Letras.

 

O Nome de 42 Letras está abaixo transcrito e a meditação sobre cada seqüência de seis letras (dois pares de três letras) tem uma finalidade específica. Já a meditação sobre o conjunto, como um todo, tem o objetivo de atrair as forças primordiais da Criação, conforme o já mencionado. A meditação sobre cada seqüência de letras permite que sejamos envolvidos e enlevados pelas vibrações por ela emanada, trazendo para nosso ser uma harmonização com sua essência vibracional: 
 
 

 


Linha a (oriunda do primeiro verso): meditação para desmaterializar a ilusão, remover a influência do materialismo e nos conectar com a árvore da vida;
Linha b (oriunda do segundo verso): meditação para frear os impulsos reativos, para combater o Mal, para eliminar pensamentos negativos e para fechar as portas para Satan*;
Linha c (oriunda do terceiro verso): meditação para a prosperidade e para abrir os canais para o sustento (primeiras três letras, da direita para a esquerda). Para recuperar a energia perdida para o lado negro** e para eliminar o ódio sem motivo conhecido ou aparente (quarta, quinta e sexta letras);
Linha d (oriunda do quarto verso): meditação para alcançar a perseverança e força para continuar seu caminho, mesmo perante a adversidade;
Linha e (oriunda do quinto verso): meditação para desenvolver a clarividência, o sexto sentido e para conseguir enxergar a causa além do efeito. Também para adquirir a capacidade de vivenciar o aqui/agora;
Linha f (oriunda do sexto verso): meditação para que a espiritualidade se espalhe pelo mundo e para que as pessoas se tornem cada vez mais conscientes das forças superiores. Também para a revelação da Cabala;
Linha g (oriunda do sétimo verso): meditação para trazer energia de renovação e entusiasmo para nossas vidas.
 
 
* não se assuste, mas o nome Satan está mesmo na segunda seqüência de três letras da linha b (da direita para a esquerda). Mas essa menção serve apenas para “fechar as portas” para ele;
 
 
 
** o lado negro é estudado pela Cabala Draconiana que é muito profunda e extensa. Por agora, basta falar em algo como “o Lado Negro da Força”. Aliás, o próprio nome Anakin, do personagem Darth Vader, vem do estudo do “outro lado” e serve para classificar uma ordem de entidades revolucionárias (os Anakim).

 

 

O método básico de meditação sobre as seqüências de letras é o seguinte: num lugar calmo, tranqüilo e seguro (você não vai querer ser interrompido durante suas meditações) você deve se sentar calmante com as seqüências de seis letras, três a três – ou a oração completa, em hebraico -  à sua frente. Deve fazer, então, uma série de inspirações profundas, para acalmar sua mente e tranqüilizar seu corpo. Então, deve passar a se concentrar na série de letras escolhidas, passando o olhar sobre ela, da direita para a esquerda, sem pressa e passivamente. Em seguida, deve imaginar que cada letra, e depois a seqüência delas, começa a se iluminar e vibrar e mitindo uma luz branca meio “elétrica” e que essa luz emanada pelas letras entra por suas narinas e percorre todo seu corpo. Depois, passe a sentir que uma vibração muito positiva percorre seus todos seus órgãos internos e todas as suas células. Permaneça nessa condição por alguns minutos. Quando sentir que conseguiu perfeita harmonia com as vibrações emanadas pelas letras sagradas, pode, então, encerrar sua meditação, agradecendo às forças superiores que o acompanharam nesse trabalho. Você pode repetir essa meditação quando e sempre que quiser.

 

Esse procedimento é suficiente para que você possa usufruir do conhecimento que você adquiriu agora, mas um método mais detalhado e completo será descrito em meu livro “O Tarô dos 72 Nomes Sagrados da Cabala”, sobre o qual já falei.

 

Outra maneira de usufruir da oração é ler em voz relativamente alta a transliteração acima escrita, como se estivesse falando em hebráico e, em seguida, ler também a tradução, diante de seu altar, sanctum ou local de estudos. É interessante repetir esse procedimento por quatro vezes seguidas, para evocar os quatro níveis da criação segundo a tradição cabalística. A explicação sobre esses quatro níveis também poderá ser encontrada em meu livro.

Importante: não esqueça que ao ler Ana Bekoach em voz alta, o último parágrafo deve ser sussurrado, como já mencionado acima.

Invocação cabalística do sábio Salomão

A Invocação do Sábio Salomão é uma oração mágica poderosa muito antiga. Não se tem certeza se foi escrita pelo próprio rei hebreu de mesmo nome, mas certamente o foi por uma casta sacerdotal contemporânea a ele.
Consiste na invocação das Hierarquias Celestiais guardiãs e responsáveis pelas diversas dimensões da Natureza e do Cosmo, desde os mundos divinos próximos ao Absoluto até o mundo físico.
Para as pessoas mais sensíveis, praticar a Invocação de Salomão é o mesmo que depurar nossos corpos internos, desde o corpo causal até o físico, limpando cada região de nossos Mundos Internos. Isso se deve a que os Deuses conjurados não são somente as forças cósmicas externas ao ser humano, mas especialmente trabalhamos com os Poderes Internos de nossos Deuses Atômicos” (existem átomos divinos de diversas categorias energéticas em nosso interior – tanto no corpo físico quanto nos internos -, e esses átomos divinos, que podemos chamá-los de Deuses Atômicos, são “excitados” com a Invocação de Salomão).

    É importante destacar que os nomes das divindades são   mantras sagrados que exercem funções em nossa psique, das quais não temos a menor ideia, mas sabemos de sua influência porque no mínimo temos uma sensação de bem-estar após a pronúncia dessa Invocação.
Abaixo, as frases da Invocação do Sábio Salomão e suas explicações:
Potências do Reino, colocai-vos sob meu pé esquerdo e em minha mão direita.
As Potências da Árvore Cabalística de Malacut, transformando meu corpo na letra Aleph, a Unidade.
Glória e Eternidade, tocai meus ombros e levai-me pelos caminhos da vitória.
Glória do Mundo Elemental, Etérico; e Eternidade do Mundo Astral, equilibrai e levai-me ao Mundo da Vitória, ao Mundo da Mente. Só se é vitorioso quando se entra dominando a mente.
Misericórdia e Justiça, sede o equilíbrio e o esplendor de minha vida.
O Íntimo e a Consciência, Misericórdia e Justiça, devem equilibrar nossas vidas. Justiça sem misericórdia é tirania; misericórdia sem justiça é conivência divina ao erro. Esse equilíbrio deve fazer nossa vida brilhar, triunfar.
Inteligência e Sabedoria, dai-me a coroa.
Esses 3 Atributos divinos formam o Triângulo Logoico Interno. Inteligência é Binah, o Espírito Santo; Sabedoria é Chokmah, o Mashiach, e a Coroa é a Santíssima Trindade, ou Kether, o Pai Celestial Uno.
Espíritos de Malacut, conduzi-me por entre as duas colunas sobre as quais se apoia todo o edifício do Templo.
Os espíritos de Malacut (o Mundo Físico) são os Ischin (os Viventes). As duas colunas do templo são as pernas até o Fundamento do Reino, que é o Mundo de Yesod, nossos órgãos sexuais. Eles estão entre as duas colunas (as pernas).
Anjos de Netzach e de Hod, afirmai-me sobre a pedra cúbica de Yesod!
Átomos da Mente e das Emoções, equilibrem-se para que eu possa iniciar meus trabalhos em Yesod, o Sexo.
Ó Gedulael! Ó Geburael! Ó Tiferet!
Ó Seres da Sagrada Trindade Ética (Íntimo, Consciência e Causal).
Binael, sede meu Amor.
Seres de Binah, meu Espírito Santo, despertai o Amor por meio da Magia Sexual.
Ruach-Chokmael, sede minha luz!
Espíritos das dimensões de Chokmah, do Mashiach, iluminai meu Caminho.
Sede o que vós sois e o que sereis, ó Ketheriel!
Vós, ó Seres das regiões de Kether, o Pai, sede minha Verdade em minha vida.
Ischin, assisti-me em nome de Shadai.
Espíritos Viventes, auxiliai-me em nome do Todo-Poderoso.
Querubim, sede minha força em nome de Adonai!
Seres de Yesod (o Mundo Etérico), dai-me a Força por meio da energia sexual, para que eu possa alcançar Deus (Adonai).
Beni-Elohim, sede meus irmãos, em nome do Mashiach, e pelas virtudes do Sabaoth.
Filhos dos Ehohim, seres do Mundo Astral, que eu entre na 5ª dimensão, em nome do Mashiach, sempre, que também é pelos poderes do Exército da Palavra.
Elohim, combatei por mim, em nome do Tetragrammaton.
Elohim, Senhores da Mente Cósmica, ajudai a vencer o bom combate (o trabalho interno, o combate contra as trevas egoicas internas), equilibrando-me e ajudando a vencer nas 4 Provas Elementais. (Esta é também uma frase para se invocar os Anjos do Karma.)
Malakim, protegei-me em nome de Iod-He-Vau-He!
Seres do Mundo Causal, protegei-me dos Karmas Negativos pela Lei do 4.
Serafim, depurai meu amor, em nome de Eloah!
Seres do Mundo da Consciência, que eu desperte a minha energia com a Energia do Amor. Avivai meus fogos internos para o despertar da minha consciência.
Hasmalim, iluminai-me com os esplendores dos Elohim e da Shekinah.
Só com a Magia Sexual, o Espírito Santo pode nos iluminar e criar corretamente nossa Shekinah, que é o nome dos 4 Veículos ou Corpos Inferiores equilibrados.
Aralim, obrai! Ophanim, girai e resplandecei.
(Aralim) Divinos seres das regiões do Espírito Santo (Binah), realizai vossa Grande Obra dentro e fora de nós.
(Ophanim) Seres das dimensões do Mashiach Cósmico (Chokmah), girai como o Sol e iluminai meus caminhos.
Hajoth Ha Kadosh, gritai, falai, rugi, mugi!
Seres do mundo de Kether, o Pai de todo o Criado, dominai meus 4 corpos inferiores para que eu faça a Tua Vontade.
Kadosh, Kadosh, Kadosh.
Shadai, Adonai, Jot-chavah…
Kadosh significa Santo (Santificado 3 vezes).
Eheie Ashr Eheie
Significa Eu sou o que Eu Sou… Por que ele é santificado (glorificado) por 3 vezes? Kadosh pronunciado 3 vezes nos dá a energia dos mundos superiores, essa energia vem dos mundos superiores.
Halelu-Yah, Halelu-Yah, Halelu-Yah
Salve, Yah! (Eu Sou.)
Amém, Amém, Amén…
Aceito, Aceito, Aceito…
(Depois de haver recitado com fervor, com intensa fé essa Invocação, se rogará aos Grandes Mestres da Luz para que nos curem ou purifiquem o ambiente…)

domingo, 8 de maio de 2016

“Chamados cristãos” e “Auto-denominados cristãos”

“Chamados cristãos” e “Auto-denominados cristãos”




A palavra ‘cristão’ do grego ‘cristianoV' (Cristianos) de ‘cristoV’ (Cristos) encontra-se no NT apenas três vezes e sempre com uma carga negativa e mesmo no sentido pejorativo. Os membros desse grupo ‘Socio-religioso’ nunca assumiram nem aceitaram tal título.

Os membros do grupo de Jesus eram conhecidos como a ‘Seita do Caminho’ (Actos 24: 14). Ora, no tempo de Jesus, haviam varias ‘Seitas Judaicas’, tais como, ‘os Saduceus’ –de Zadok, a família sacerdotal, ‘os Fariseus’ com os quais, segundo registos, a família de Jesus pertencia, ‘os Nazarenos’ –por vezes e porque Jesus era de Nazareh, os compiladores do NT, confundem esta com o grupo de seguidores de Jesus, ‘os da Nova Aliança’, que, hoje, por ignorância ou má fé, alguns grupos dos chamados cristãos intitulam-se de NA
Foquemo-nos no nome original do grupo de Jesus ‘o Caminho’. Este nome é a tradução da palavra hebraica  ‘הלכה’ o Caminho; esta palavra hebraica significa o conjunto de ‘normas ou leis’ padrão da religião judaica, e era essa a denominação do grupo de Jesus e, depois, dos apóstolos, sendo espúrio os textos do NT que atribuem a Jesus, auto denominar-se de ‘Caminho’.
Posto isto, continuaremos no que nos propomos esclarecer:

1)      –Lemos em Actos, 11: 26 que “… em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” o sublinhado, em todo o texto, é meu.
Neste texto, os tradutores aligeiraram; mas no grego, sem manipulações intencionais, apercebemo-nos com clareza, que não foram os Judeus que lhes atribuíram esse ‘apodo’ e sim os gentios pagãos apontando-os como ‘gente a evitar’. Em apoio deste ponto de vista está o facto de Lucas, o autor do livro “Os Actos dos Apóstolos”, neste mesmo contexto, continuar a referir-se aos crentes como ‘discípulos’.

2)    –Quando Saul (Saulo) também chamado Paulo, se defendia perante Festo e Agripa das graves acusações que sobre ele caiam; Festo
disse: “Estás louco Paulo; as muitas letras te fazem delirar…” e disse Agripa a Paulo “por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! Ao que Paulo replicou: “provera a Deus que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, excepto estas cadeias”. (Actos, 26: 24-29)
Notemos que a palavra ‘cristão’ proferida por Agripa está associada à frase de Festo “estás louco”.
Merece-nos especial atenção a resposta de Paulo “… se tornassem tais qual eu sou” ié ‘integro e coerente’; evitando, de propositadamente, o apodo ‘cristão’; esta palavra nem sequer fazia parte do vocabulário da Igreja, ao tempo dos apóstolos. Os fiéis eram referidos como ‘discípulos’, e, colectivamente como ‘o caminho’ em alusão às suas normas de conduta.


3)    –Temos em I Pedro, 4: 16 “… mas se padece como cristão …” Aqui, por
força do contexto (v. 15) a palavra ‘cristão’ é sinonimo de calunia, tal era o procedimento criminoso que foi, falsamente, atribuído àqueles a quem chamavam cristãos que os tornava alvo de perseguição até ao martírio.

Com isto presto a mais elevada homenagem a quantos acreditam fazerem parte do grupo que   ישוע yeshuaa (Jesus) estabeleceu.


Os que acreditam que ישוע ‘Yeshuaa’ (Jesus) era o משיח ‘Mashia’h’ (Cristo) tinham consciência da Universalidade da sua fé, por isso estabeleciam congregações onde quer que fossem com o objectivo de difundirem o que acreditavam ser a verdade redentora da Humanidade; e a sua mensagem era a mesma de Moisés e dos Profectas que, como eles diziam, teve o seu ápice na pessoa e obra (missão) de yeshuaa (Jesus); era a mesma que os Hebreus pré-Israelitas conheciam e Moisés deu ao povo de Israel; e os profectas ‘lutaram’ para que Israel e Judah aceitassem e obedecessem.
Nunca, porém, ambicionaram o poder civil, político ou mesmo religioso. Não lhes era licito dominar nem mesmo os seus correligionários (I Pedro, 5: 1-3).

Foi logo nos primórdios do Século segundo que a Igreja, sob orientação do bispo de Roma, pretendendo-se única, assumiu a designação de ‘cristã’ paralelamente com o titulo ostentoso de ‘caqolich ecclhsia’ Católiké Ecclesia (igreja católicauniversal e, os seus membros, receberam assim, a ‘auto-denominação’ de cristãos. Isto não foi pacífico, porque, por esse tempo ainda viviam alguns ‘anciãos’ que, sendo discípulos, acompanharam o ministério de alguns apóstolos; nomeadamente Policarpo que fora discípulo do apóstolo João e bispo de Esmirna mantendo-se fiel às práticas, princípios e exercício da fé que tinha herdado dos apóstolos com quem conviveu, de modo algum aceitou ser denominado cristão; tampouco, se vergou ao paganismo e idolatria, cuja infiltração, por conveniência, os bispos de Roma facilitavam. Foi com Policarpo que Eleutério (174-189), bispo de Roma, discutiu sobre a data da Pascoa e continuou a discussão acerca das normas bíblicas sobre alimentação (Lev. 11: 2-47 e Deut. 14: 3-21) que a Igreja primitiva continuava a praticar. A discussão sobre estas matérias tinha sido iniciada por outro bispo anterior, Aniceto (155-166) além da substituição do Sábado pelo Domingo. Outro bispo de Roma, Victor I… decretou que fossem excomungados todos os que persistissem nestas “heresias” como ele lhes chamava. As controvérsias sobre estes e outros assuntos arrastaram-se durante muito tempo até que foram decretados no Concilio de Niceia, convocado pelo Imperador Romano, Constantino, em 325. Sendo bispo de Roma, Silvestre I.
Quando esta Igreja já tinha marginalizado os Apóstolos e seus continuadores, adoptou o pomposo nome de “Igreja Católica Apostólica Romana”, recorrendo às armas para impor o seu pretenso domínio religioso e secular Universal; posto que com Constantino se tinha constituído o (conhecido na história como) “Poder Césaro-Papal”. Deificaram o seu ‘cristo’ e expulsaram o ‘Jesus, o mestre dos apóstolos e seus continuadores’ quando, muito a gosto do -já decadente- poder Romano, eliminaram tudo que fosse Judaico. Pois Jesus, o Cristo dos Evangelhos, era Judeu; nada o distinguia de outro qualquer judeu, excepto a sua restrita obediência á Torah, e rigor no ensino das Sagradas Escrituras. Também estas Escrituras, sendo provenientes de Deus, era património dos Judeus.

Não se pense que estou referindo-me ao tempo das ‘Cruzadas’ ou da ‘Inquisição’ e do ‘genocídio’ da II Guerra -1939-1945 (de que foi cúmplice); esta ‘onda’ começou nos princípios do Século II e ainda não parou, salvo alguns períodos para ‘tomar folga’’ e se ‘reorganizarem’ e, logo, voltarem ao ‘ataque’. Claro que, agora, com outros métodos -mais discretos.
A atestar o que acabo de afirmar lembro as, relativamente recentes, palavras do sr. Josepf Aloissius Ratzinger, actual chefe da Igreja de Roma: “A Igreja Católica Apostólica Romana é a única Igreja apesar de abundarem as ‘seitas’ que também se intitulam cristãos”.
Foi esta presunção que despoletou a, de tão má memória, Inquisição que durante séculos se alimentou de tortura e assassinatos em massa, perpetrados com todo o requinte com o pretexto de preservar a ‘pureza da cristandade’.

Aqui têm o meu esclarecimento do porquê “Chamados Cristãos” e “Auto denominados Cristãos”


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