terça-feira, 1 de dezembro de 2015

ÉTICA DO SINAI –

O QUE 22 ANOS DE EXÍLIO FAMILIAR ENSINOU A YOSSEF?



(por R. Joaquim Aharón Filho).
Hashem ajudou Yossef também na prisão. O oficial encarregado dos presos percebeu que podia confiar completamente em Iosséf e ordenou: "Que Iosséf não seja vigiado como os outros presos. Ele tem permissão para circular livremente. Eu o nomeio supervisor dos outros presos." Por 10 anos Yossef esteve na prisão como supervisor. (MIDRÁSH)
Pirkêi Avóth IV, 22 – Rabi Yaacov costumava a ensinar: “Uma hora de ‘PENITÊNCIA’ e de realização de ‘BOAS OBRAS’ neste mundo é mais bela do que toda a vida por vir; e mais bela é ainda uma hora de ‘BEATITUDE’ no mundo futuro do que toda a vida presente...”
ANTES DE TRATARMOS O ASSUNTO DA VENDA E DA PRISÃO DE YOSSEF NO EGITO, CABE-NOS PERGUNTAR “PORQUE OS JUSTOS SOFREM?” VEREMOS UMA RESPOSTA DO ZÔHAR, PARASHÁ VAYÊSHEV–
Rabi Chiyá falou sobre o texto: Por isso me escutem vós homens de entendimento. Longe esteja de D’us que Ele pudesse fazer maldade; e do Todo Poderoso que Ele pudesse cometer iniquidade. Pois a obra do homem lhe será devolvida e fará que cada um tenha um fim encontrado segundo seus caminhos (Iyóv 34:10-11).
Continuou seu discurso: D’us ao criar o mundo teve a intenção de baseá-lo sobre a justiça, e tudo o que acontece no mundo há de ser pesado com as medidas de justiça, pois se assim não fosse, o mundo não seria salvo de perecer, D’us protegeu o mundo pondo ao seu redor um escudo de misericórdia, que tempera a pura justiça e evita que seja destruído o mundo.
Assim, o mundo é governado com misericórdia e pode persistir. Porém, podeis perguntar: Não é pouca coisa o homem ser castigado por D’us imerecidamente? A resposta é, como se afirmou, que quando o sofrimento ataca a um homem justo, isso se deve ao amor que D’us tem para com ele.
Hacadósh Barúch Hú quebranta o corpo do Tsadik para poder dar mais força a sua alma, de modo que possa aproximar-se de Hashem com um amor ainda maior. Pois é necessário que o corpo humano esteja fragilizado (para não ansiar pelas paixões carnais) e a alma esteja fortalecida (nos preceitos da Torá), de modo que o homem possa ser amado por D’us.
Como hão afirmado os companheiros de estudos da Torá, Hacadósh Barúch Hú inflige sofrimento aos Tsadikim (justos) no Olam Hazê (neste mundo), para que possam merecer o Olam Habá (o Mundo Vindouro).
Porém, aqueles (ímpios, RASHÁYIM) cuja alma está fragiliza e seu corpo está fortalecido (com as delícias e paixões da carne), a esse, D’us o odeia.
Porque D’us não se apraz nele, não lhe inflige dor neste mundo e permite que sua vida flua brandamente com facilidade e comodidade, e se efetua um ato virtuoso o recompensa neste mundo, desta forma, nada lhe cabe como pão no Olma Habá (mundo futuro).
Isso concorda com a paráfrase aramaica do texto da Torá feita por Onkelos: "Ele deu a paga aos que O odeiam em seu rosto" (Devarim 7:10), que diz: "Ele deu o pago aos que O odeiam neste mundo". Então, o homem justo que é continuamente quebrantado é amado de Hacadósh Barúch Hú.
Bem, várias dificuldades surgem quando fazemos tal afirmação. Em primeiro lugar, sabemos que a Shechiná não reside em meio a ambientes tristes, senão somente onde há alegria. Por esta razão Eliseu disse: "Agora, traga-me um músico, e assim aconteceu que quando o trovador executava, a mão do Eter-no veio sobre ele" (II Rs. 3:15).
A mesma lição nós aprendemos de Yaacov, de que a Shechiná partiu de sobre ele durante os anos em que estava se afligindo por Yossef, mas ela retornou tão pronto quando lhe chegou noticias alegres acerca de Yossef, quando, como está escrito, "o espírito de Yaacov, o pai deles, reviveu" (Bereshíth 45:27).
Sendo assim, podemos perguntar – onde se acha o espírito alegre no homem justo de corpo quebrantado, dado que ele se encontra atormentado por seus sofrimentos? E não sabemos (através da literatura talmúdica) de muitos homens justos, queridos pelo Todo Poderoso, que nunca foram presa de sofrimento agudo ou de debilidade física?
Por que agora tal discriminação? Por que há justos fisicamente robustos e de bom ânimo e há outros presos nas minas romanas? Umas das explicações dadas é que os primeiros nasceram de pais justos, enquanto os outros, ainda que sejam justos, seus pais não foram.
Mas muitos dos sábios se opõem a isso que foi afirmado acima, pois também, temos visto em nossa geração muitos homens justos que são filhos de pais justos, e, mesmo assim, estão sofrendo males corporais e sofrem durante toda a sua vida. Aqui há um segredo indesvendável, pois os caminhos de D’us se baseiam na verdade e na justiça.
Em conexão com este verso, encontrei nos livros dos antigos sábios de Israel, um conceito hermético e junto dele havia outro conceito de difícil analogia, ambas iguais. Este era o conceito: há um período que a lua (Israel quanto às mitsvóth) está defeituosa, o juízo a visita, e o sol (a Shechiná) está escondido dela (para os pecados serem expiados).
Bem, durante todo o tempo em que a lua está cheia, em toda esta estação, as almas dos filhos dos homens se libertam para que entrem na Terra Santa, havendo eles se reunido previamente para este propósito (como em Pêssach, no relato do Êxodo).
Então, das almas que ela põe em liberdade durante o período em que está debaixo da sentencia (quando a lua está defeituosa), cada alma judia sempre será vítima de degradação e pobreza, e acaba sofrendo outros castigos, independentemente de que seja pecaminosa ou justa.
Porém, está claro entre nós que a reza pode evitar toda sentença de castigo. Mas as almas libertas durante o período da lua cheia (a semelhança do Pêssach do relato do Êxodo), num grau de completude e de uma correnteza de águas eternas que fluem (pela influencia desta lua cheia), estão destinadas a gozar de abundância de todas as coisas boas.
Já a riqueza, os filhos, a saúde física e todo o resto estão sob a influência do mazal de quando as almas vieram ao este mundo, que se unem à Lua Cheia (Israel quando está cumprindo fielmente a Torá), tornando cada alma perfeita e bendita através dela (do milagre referente à libertação nacional das potências estrangeiras que dominavam Israel).
Assim, vemos que todas as coisas dependem do mazal, de acordo com o dizer da Cabalá: "Filhos, vida e sustento não dependem dos méritos do homem, senão apenas do Mazal".
Daqui, concluímos que todos os que se acham afligidos neste mundo, a pesar de ser verdadeiramente justos, sofrem pelo infortúnio de suas almas (estarem expiando Israel). Mas, em compensação, Hacadósh Barúch Hú, se compadece deles no Olam Habá.
Rabi Eleazar disse: Todos os atos do Todo Poderoso concordam com a justiça e Seu propósito é purificar sua alma (do Tsadik) da escória que se lhe adere neste mundo, e trazê-la ao Mundo Vindouro.
Quando o corpo está quebrantado, a alma se purifica. Assim, Hashem traz dores e sofrimentos ao homem justo neste mundo para que possa ganhar a vida eterna. A este respeito está escrito: "O Eter-no prova aos justos..." (Tehilim 11:5).
SEGUNDO OS MIDRASHIM, YOSSEF ERA UM TSADÍK NOTÁVEL, MAIS DO QUE SEUS ANTECESSORES, E INCLUSIVE SEUS DESCENDENTES E SUCESSORES, TANTO QUANTO MOSHÉH OU SH’MUEL.
AS QUATRO ÚLTIMAS PARASHYIÓTH DE BERESHÍTH SÃO DEDICADAS A CONTAR SUA HISTÓRIA, NUM TOTAL DE 12 CAPÍTULOS, DE BERESHÍTH 37 A 50, EXCETUANDO-SE BERESHÍTH 38 (QUE CONTA O CASO DE YEHUDÁH) E BERESHÍTH 49 (O TESTAMENTO DE IA’ACÓV ÀS 12 TRIBOS).
EM BERESHÍTH 37, YOSSEF TEM 17 ANOS DE IDADE E É VENDIDO COMO ESCRAVO. SERVE UM ANO NA CASA DE POTIFAR COMO ESCRAVO, E APÓS 12 ANOS DE PRISÃO SE TORNA VICE-REI DO EGITO, AOS 30 ANOS DE IDADE.
PASSAM-SE SETE ANOS DE FARTAS COLHEITAS NO EGITO, E COMEÇAM OS SETE ANOS DE SECA. NO 1º ANO VÊ SEUS IRMÃOS, E NO 2º ANO RECEBE IA’ACÓV EM CASA. ISSO DÁ UM TOTAL DE 22 ANOS.
O TEHILIM 119 FOI COMPOSTO POR YOSSEF E DEPOIS RECOMPILADO POR DAVID HAMÉLECH. TRATA-SE DE UM SALMO COMPOSTO POR OITO VERSOS DEDICADOS A CADA UMA DAS 22 LETRAS DO ÁLEF-BÊITH (ALFABETO HEBRAICO).
Vamos aqui apenas trazer alusões em cada letra (em seu conjunto de oito versos) à vida de Yossef e o que ele aprendeu, e tentou nos ensinar para sermos também tsadikim.
(א) ALEF- 119:1 BEM-AVENTURADOS AQUELES QUE SÃO ÍNTEGROS NAS HALACHÓT E ANDAM NAS TRILHAS DA TORÁT HASHEM. (8) OS TEUS DECRETOS COMPREENDI E POR ISSO NÃO ME DESAMPARASTES.
Yossef estudou a Torá com Ia’acóv, e com 17 anos, ao ser levado pro Egito entendeu que a família de Avraham iniciaria os seus 400 anos de escravidão a partir de seu episódio com seus irmãos.
Porém manteve-se fiel ao Eter-no e compreendeu o propósito. A Shechináh foi com ele no Egito, e a tristeza de Ia’acóv contribui para o Rúach Hacodésh acompanhar agora Yossef.
(ב) BÊITH- 119:9 COMO PODERÁ O JOVEM MANTER-SE ÍNTEGRO NA SUA HALACHÁ? SE ESFORÇAR-SE AO CUMPRIMENTO DE TUA PALAVRA. (10) A TI BUSQUEI COM TODO MEU CORAÇÃO, NÃO PERMITAS QUE ME DEIXE DESVIAR DE TUAS MITSVÓTH.
Aos 18 anos, idade em que a Mish’náh (Pirkêi Avóth 6:25) recomenda o casamento, Yossef é constantemente seduzido por Zuleica, a esposa de Potifar. Um rapaz numa terra de alta imoralidade sexual, vivendo como escravo e supervisor, que se deparava com cenas pornográficas, resiste às tentações e é condenado à prisão.
(ג) GUÍMEL- 119:17 SEJA MISIRICORDIOSO COM TEU SERVO, PARA QUE EU VIVA E OBSERVE A TUA PALAVRA. (23) PRÍNCIPES SE UNEM PARA FALAR CONTRA MIM, MAS TEU SERVO CONTINUA A RELEMBRAR SUAS LEIS.
Com o ocorrido, Yossef poderia ter sido decapitado por violentar sua senhora, mas Potifar entende que seu escravo deveria ser afastado de Zuleica, que transbordava em ira de mulher rejeitada por um estrangeiro.
Yossef se tornou boato em toda a corte egípcia durante 10 anos, pois ele era mordomo de um dos três oficiais mais importantes de Faraó, o chefe dos açougueiros.
Mesmo na prisão, repassou todos os ensinamentos de seu pai e praticou a “Caridade e Misericórdia” com seus amigos de cela, como seu bisavô Avraham fizera e continuou servindo a Hashem dessa forma, amando o próximo com a si mesmo.
(ד) DALÉTH- 119:25 PROSTRADA AO PÓ ESTÁ MINHA NEFÉSH; REVIVE-A CONFORME A TUA PROMESSA. (31) APEGO-ME A TEUS ESTATUTOS, Ó ETER-NO! NÃO ME DEIXES FICAR CONFUNDIDO E ENVERGONHADO...
Yossef humilhava-se a Hashem, mas não se submetia aos costumes egípcios. Ele manteve em sua mente que de certo, em algum momento a revelação dada nos sonhos do passado iriam se concretizar. Mesmo em terras do Nilo não adorou outros deuses nem deixou de lado a fidelidade do D’us de Avraham, Yits’chák e Ia’acóv.
(ה) HÊI- 119:36 INCLINA MEU CORAÇÃO PARA AS TUAS MITSVÓT, E NÃO PARA A GANÂNCIA E À AMBIÇÃO. (37) DESVIA OS MEUS OLHOS DE CONTEMPLAREM FUTILIDADES E PRESERVA-ME TUAS HALACHÓTH.
A prisão onde Yossef estava era especial. Não era outra se não de presos políticos. A história afirma que o Faraó da época era proveniente dos hicsos, povo de origem semita que conquistou o Egito e depôs os antigos monarcas.
O exemplo disso, é que podemos traduzir o cargo de Potifar como oficial dos torturadores. Assim a prisão em que Yossef estava, era concebida para “traidores do Estado”.
Como sabemos, Yossef se tornara supervisor do cárcere, e sabemos que há muitos “favores” feitos aos presos que mostram a condição mais vil e abjeta que o ser humano pode chegar: sexo, drogas, assassinatos... De tudo isso Yossef pedia por “salvação”, pois a pior derrota em qualquer batalha é perder em sua própria mente.
(ו) VAV- 119:42 TEREI ENTÃO UMA RESPOSTA AOS QUE ME AFRONTAM, POIS EM TUA PALAVRA CONFIEI. (46) DE TEUS TESTEMUNHOS FALAREI PERANTE REIS, E NÃO SEREI ENVERGONHADO.
No cárcere, ao lidar com os “políticos” do Egito, Yossef teve que aprender a ter a Guevurá de seu avô Yits’chák, uma determinação em ensinar os conceitos da Torá num país idólatra, com pessoas corrompidas, cuja vida girava em torno do “bem-estar” do rei Faraó.
Palavras de insulto a um estrangeiro, pobre, de língua rudimentar e preso por um motivo tão vil é o que Yossef ouvia, talvez ele era humilhado assim diariamente. Mas manteve-se firme em sua Emunáth Hashem.
(ז) ZÁYIN- 119:50 ELA (A TORÁ) É MEU CONFORTO EM MEIO À AFLIÇÃO, POIS TUA PROMESSA PRESERVA MINHA VIDA. (52) LEMBREI TEUS JULGAMENTOS DESDE TEMPOS PASSADOS E COM ISSO, ME SENTI CONFORTADO.
Yossef entendia que cada ano na prisão era uma experiência de governança que jamais esqueceria. As rebeliões só ocorriam quando o que se pedia não era dado.
Há um exemplo no Tana”ch de política intolerante, onde em 1 Rs. 12 onde Roboão (então reis das 12 tribos) tenta aumentar os impostos e dominar à força as 10 tribos do Norte, o que causou o cisma, e o início de liderança de Jeroboão sobre Israel, afrontando Yehudá.
Infelizmente, Jeroboão quis governar não segundo a Torá, mas segundo o coração do homem. Yossef não conseguiria em sua geração expiar o caso de Roboão X Jeroboão na prisão.
(ח) CHETH- 119:61 HORDAS DE ÍMPIOS ME DESPOJARAM, MAS DE TUA TORÁ NÃO ME ESQUECI. (63) MINHA AMIZADE SE ESTENDE A TODOS QUE TE TEMEM E AOS QUE GUARDAM TUAS MITSVÓT.
Em Pirkêi Avóth 5:14, lemos que um justo (chassídico) diz que “o que é meu é seu, e o que é seu é seu.” Certamente Yossef além de ajudar as pessoas no cárcere, também era vitima de roubos, mas a Torá não permitiu ele criar e alimentar ódio em seu coração.
Podemos dizer que isso influenciou o sustento que Yossef deu aos irmãos, pois não guardou mágoa no coração, nem alimentou ódio enquanto no cárcere.
(ט) TÊTH- 119:69 ÍMPIOS FORJARAM CALÚNIAS CONTRA MIM, MAS EM VERDADE DE TODO CORAÇÃO GUARDEI TEUS PRECEITOS.
(70) SEUS CORAÇÕES SE TORNARAM INSENSÍVEIS, COMO SE FOSSEM, REVESTIDOS DE GORDURA, MAS EU CONTINUO ENCONTRANDO PRAZER EM TUA TORÁ.
Os anos se passavam e o caso de Yossef permanecia sem solução. Para os espectadores externos, a vida pode se resumir a eventos isolados que nada tem a ver com o tempo real na vida das pessoas envolvidas.
Vivemos numa sociedade que o tempo todo julga os outros sem dar nenhuma oportunidade de mudança de vida, e seus corações pesados como de Faraó veda-nos a mudança tão esperada.
Só há um refúgio: a Toráh. Ao lermos, por exemplo, os primeiros três capítulos de Shemót, ali estão 400 anos de escravidão! Durante todo esse tempo, os israelitas só puderam confiar que Hashem estava certo em tratá-los assim.
Na última geração clamaram a D’us contra o extermínio total, isso faz-nos lembrar dos alemães sorridentes que cantarolavam enquanto matavam seis milhões de judeus, acreditando que Hashem os entregou a morte e esse era o destino final dessa herança do passado.
Mas, eis que surge o Estado de Israel, a Alemanha perde a guerra e Hitler deixa de existir.
(י) IUD- 119:78 SEJAM CONFUNDIDOS OS MALÉVOLOS QUE ME DIFAMAM COM CALÚNIAS; QUANTO A MIM CONTINUAREI A MEDITAR NOS TEUS PRECEITOS. (79) QUE TORNEM A VOLTAR-SE PARA MIM OS QUE TE TEMEM E OS QUE CONHECEM AS TUAS LEIS.
Fim dos 10 anos de prisão. Yossef ora para Hashem enviar alguém que no Egito tivesse respeito pelo D’us de Avraham Avínu e o tirasse do cárcere. D’us ouve e permite que um escândalo ocorra no palácio real: o oficial dos copeiros e o chefe dos padeiros atentam contra a vida do Faraó.
(כ) CAF- 119:82 OS MEUS OLHOS SE ENCHERAM DE LÁGRIMAS AO ESPERAR POR TUA PALAVRA ENQUANTO PERGUNTO: QUANDO ME CONSOLARÁS? (83) PAREÇO-ME COM O ODRE RESSECADO PELA FUMAÇA, MAS DE TEUS ESTATUTOS NÃO ESQUEÇO.
Quando o copeiro e o padeiro chegaram, Yossef sabia que as ferramentas das engrenagens do milagre divino tinham chegado. Num dia de extremo calor, onde Yossef ajudava a extrair pedras preciosas junto com os presos políticos menos afortunados, ao ver os oficiais do rei, ele chora ao pressentir o sobrenatural que estava por vir.
Hashem envia dois sonhos. O copeiro seria perdoado e Yossef sente que seu dever era plantar uma semente no coração do copeiro para que ao sair inocentado, contasse o caso de Yossef a Faraó, mas o chefe dos copeiros o esquece dois anos no cárcere.
(ל) LÂMED- 119:94 A TI PERTENÇO, SALVA-ME, POIS SOMENTE BUSCO CUMPRIR A TORÁ. (96) PARA TUDO HÁ LIMITES, MENOS PARA TUAS MITSVÓT, CUJA GRANDEZA É INFINITA.
Yossef percebe o abandono do chefe dos copeiros, e aprende que, embora devemos criar oportunidades, a confiança só pode ser completamente depositada no Eter-no. Por isso, ele pede para que haja um limite aos 12 anos de prisão.
(מ) MÉM- 119:98 A TORÁ ME TORNOU MAIS SÁBIO QUE OS MEUS INIMIGOS; POI SEMPRE A TENHO DIANTE DE MIM. (103) Ó, QUÃO DOCES SÃO AS TUAS PALAVRAS AO MEU PALADAR, MAIS QUE O MEL PARA A MINHA BOCA!
Através do cárcere, Hashem tornou Yossef em alguém preparado a lhe dar com Faraó. Ao conversar com tantos políticos e ao se lembrar dos ensinamentos de seu pai Ia’acóv quanto à Torá, quando completou 30 anos interpreta os sonhos faraônicos na Parasháth Mikêts [em hebraico significa “fim”].
O Rúach Hacodesh reveste Yossef e ele interpreta o sonho e a resposta arde no coração de Faraó lhe dando “paz de espírito”. Hashem convence a Faraó que Yossef seria alguém capacitado, mais do que todos os sábios egípcios para a tarefa dos armazéns, e entrega-lhe o vice-reinado.
(נ) NUN- 119:105 A TUA PALAVRA É LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS E LUZ PARA O MEU CAMINHO. (108) ACEITA FAVORAVELMENTE AS OFERTAS DOS MEUS LÁBIOS E ENSINA-ME OS TEUS JUÍZOS.
Yossef está sendo orientado por Hashem em todas as decisões jurídicas pelo país do Egito. Inclusive, os sacerdotes acabam tendo que estudar Judaísmo e acabam se circuncidando. A própria história mostra um rei no Egito chamado Amnófis IV que teria feito uma reforma religiosa, influenciado pelo vizir, em prol do monoteísmo.
(ס) SAMÊCH- 119:119 REJEITAS AOS QUE DE TEUS ENSINAMENTOS SE AFASTAM, PORQUE VIVEM EM MENTIRA E FALSIDADE. (120) PURGASTE DA TERRA COMO ESCÓRIA TODOS OS ÍMPIOS, POR ISSO AMO OS TEUS DECRETOS.
Lógico que nem todos os sacerdotes apoiaram Yossef. Logo após sua morte, os sacerdotes deram um golpe de Estado e colocaram no trono Tutancamón que restaurou o politeísmo egípcio.
Ao menos na geração de Yossef até os egípcios tornaram-se “B’nêi Nôach”, o que significou em uma mudança de vida a um país idólatra. Conta o Midrásh, que na verdade, para vender os cereais, Yossef mandou que se circuncidassem, como aconteceu com a cidade de Shechém em relação à Dináh.
(ע) ÁYIN- 119:121 AGI COM JUSTIÇA E INTEGRIDADE; NÃO ME ABADONES NA MÃO DOS EGÍPCIOS. (126) É CHEGADO O MOMENTO DA INTERVENÇÃO DIVINA, POIS ELES [MEUS IRMÃOS] INFRIGIRAM TUA TORÁH.
Para o leitor atento, verá que no lugar de “egípcios” o Tanâ”ch trás “meus opressores”.
Acontece que em hebraico é uma mesma palavra “mits’ráyim” que quer tanto dizer opressores, quanto egípcios.
Yossef orou pela Teshuvá dos irmãos, pois Yossef é o primeiro “juiz” de toda a história de Israel, pois não só julgou seus irmãos, como também o Mundo Antigo. Ele esperou que Hashem trouxesse seus irmãos para o Egito, e não foi à Canaã por conta própria.
(פ) PÊH-119:133 CONDUZA MEUS PASSOS POR TUA VEREDA, PARA QUE DE MIM NÃO SE APODERE INIQUIDADE ALGUMA. (135) FAÇA RESPLANDECER O TEU ROSTO SOBRE O TEU SERVO, E ENSINA-ME TEUS ESTATUTOS.
Agora no palácio real, Yossef estava rodeado de homens corrompidos pelo poder. Cada decreto tinha que ser preciso e inquestionável para a lógica egípcia.
Assim como hoje várias leis são tidas por injustas, no passado um erro déspota podia encerrar-se com um golpe de Estado, inaugurando-se uma nova dinastia, o que incluía o que chamamos hoje de “queima de arquivo” (todos os funcionários reais eram assassinados).
Yossef orava para que voltasse a ver seu pai Ia’acóv e sua família, mas se fosse à procura deles, os egípcios poderiam achar que “Tsafenát Panêach” seriam um impostor ou um espião (interessante é que esse é o motivo da prisão dos hebreus de Canaã).
(צ) TSADÍK-119:139 EM MEU ZELO PELA TORÁ SENTI REVOLTA CONTRA MEUS OPRESSORES, POR TEREM IGNORADO TUAS PALAVRAS. (141) MESMO SENDO JOVEM E OLHADO COM DESPREZO, JAMAIS ESQUECI A TUA TORÁ.
Yossef era um grande tsadík. O Midrásh conta que o seu nível de santidade era maior que de seus irmãos. Eles o venderam por que pensavam que Yossef herdaria sozinho de Ia’acóv, e que seu pai os expulsaria como ocorreu como Yishma’el e Avraham.
Realmente há tsadikim que ficam chateados com a letargia da humanidade e da leniência dada aos que são benonim (que não são completamente justos). Porém, deve-se aprender que Hashem é misericordioso com todos e abrir mão de “Justiça”, pois podemos ser condenados a expiar pelos outros.
(ק) KUF- 119:147 LEVANTEI-ME ANTES DO AMANHECER PARA IMPLORAR A TI, ANSIANDO POR TUA PALAVRA. (148) MEUS OLHOS SE ANTECIPAM ÀS VIGÍLIAS DA NOITE PARA QUE, SOBRE O TEU MANDAMENTO, EU PUDESSE MEDITAR.
Yossef cumpriu o propósito de durante sete anos, armazenar alimentos de tal forma que se levantava de madrugada e dormia já de noite. Não deixou de relembrar às mitsvót e cumpri-las agora que estava no poder.
Em Pirkêi Avóth 4:11, Rabi Ionatan ensina: “Quem cumpre a Torá na indigência, cumpri-la-á na opulência; quem a violar na opulência fará o mesmo no dia da indigência.”
Yossef cumpriu o conselho acima, pois cumpriu a Torá quando estava com o pai, na casa de Potifar, no cárcere, e agora na corte egípcia, onde muitos se corromperiam.
(ר) RÉSH-119:157 EMBORA MUITOS FOSSEM MEUS OPRESSORES [EGÍPCIOS] E PERSEGUIDORES [NA CASA DE MEU PAI], NÃO ME DESVIEI DOS TEUS TESTEMUNHOS.
(158) ENFRENTEI OS TRAIDORES QUE ENCONTREI EM MEU CAMINHO, PORQUE A TUA PALAVRA [DE AMAR O PRÓXIMO] NÃO OBSERVAVAM.
Yossef agora começa a receber pessoas do mundo inteiro no palácio real para comercializar os alimentos. Muitos egípcios que zombaram dele, agora pediam alimento a ele. Logo quando subiu o trono, casou-se com a enteada da mulher responsável por sua prisão cujo nome no Egito era Assenáth bat Zuleica.
Segundo os Midrashim, Assenáth era filha de Dináh bat Léah, porém como a sua presença no arraial era insuportável, Ia’acóv a manda embora e ela vai ao Egito, chegando na casa de Potifar e Zuleica, que a adotam por filha.
Hashem faz um escravo, hebreu, jovem e prisioneiro governar o país que na época era o mais rico do mundo. O próprio Napoleão Bonaparte ficou impressionado com a tecnologia egípcia e fundou a egiptologia no início do século XIX (1801-1900).
(ש) SHIN- 119:161 SEM CAUSA OS PRÍNCIPES ME PERSIGUIRAM, MAS MEU CORAÇÃO TEMEU SOMENTE AFASTAR-SE DE SUA PALAVRA.
(165) SHALOM COMPLETA HÁ PARA OS QUE AMAM TUA TORÁ E NÃO TEM OBSTÁCULOS INTRANSPONÍVEIS PARA ELES. (166) ESPERO POR TUA SALVAÇÃO, Ó HASHEM, E TUAS MITSVÓT TENHO CUMPRIDO.
Os irmãos de Yossef por ele são chamados de “príncipes”. Sem causa, pois o ódio foi gratuito, pois não entendiam as revelações dadas a seu irmão “caçula”.
Ele se depara com seus irmãos após 20 anos e os põem a prova para que o coração deles fosse-lhe revelado. Seu exílio no Egito fora obra de Hashem ou mero capricho humano? Seus irmãos o odiavam ou queriam se vingar de Rachel, sua mãe? Se fosse contra Rachel, venderiam como escravo Bin-yamin por vingança ou conveniência?
Tais perguntas foram dissipadas ao fato dos irmãos terem desesperadamente livrar Binyamin da prisão e consequente venda à escravatura e de Yehudáh se dispor a ficar no lugar do irmão, retificando seu erro de ter influenciado seus irmãos na venda de Yossef.
(ת) TAV- 119:171 DE MEUS LÁBIOS TRANSBORDARÃO LOUVORES, QUANDO ME ENSINARES OS TEUS ESTATUTOS. (176) COMO UMA OVELHA PERDIDA ESTIVE DESGARRADO; BUSCA TEU SERVO, Ó HASHEM, PORQUE TEUS MANDAMENTOS JAMAIS ESQUECI.
Yossef vê Benyamin e depois de 22 anos se encontra com o pai. São agora 70 hebreus no Egito, que em 400 anos se tornarão 600.000 hebreus. Yossef compreendeu o propósito e vive mais 17 anos sustentando seu pai e volta a Canaã para enterrá-lo.
Aqui há Tik’váh (ESPERANÇA) para os nossos irmãos da Bêith Yossef no exílio romano de nossos dias. Não temam, Hashem será com vocês mesmo se não há uma sinagoga que vos recebam no Shabáth, ou vocês estão sem a Bríth Miláh ou o estudo da Toráh.
Que todos os judeus marranos do Brasil orem ao Eter-no D’us para que chegue a redenção final através da Teshuvá que todos os B’nêi Anoussim tem feito ao Judaísmo Ortodoxo, até que Mashíach ben David se revele em nossos dias edificando o Templo Sagrado e reunindo as doze tribos dispersas no planeta terra no Estado de Israel, veim’rú veamén!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SAGITÁRIO (KISLEV – O MÊS DOS MILAGRES)



Sagitário é um signo do elemento fogo e corresponde ao mês de Kislev no calendário cabalista. É um fogo que se move pelo mundo das ideias, sempre em busca de novos conhecimentos.
Segundo a Cabala, o mês em que o Sol transita no signo de Sagitário é chamado de “Mês dos milagres”. O Milagre é a capacidade de romper com os padrões impostos pelo mundo das limitações, mesmo nas situações aparentemente sem saída. Quando os hebreus saíram do Egito, eles tinham o mar a sua frente, um deserto cheio de desafios do outro, e o exército do Faraó os perseguindo. De seu ponto de vista limitado, eles tinham poucas escolhas e todas muito dolorosas. Clamaram ao Eterno e a resposta foi surpreendente: “Que clamas a mim? Fala aos filhos de Israel que marchem! O Midrash nos revela que nada aconteceu até que Nach’shon entrasse no mar e a água lhe chegasse às narinas, impedindo-o de respirar, então o mar abriu. Você é responsável pela produção de todos os milagres na sua vida. Segundo a Tradição cabalista, através de uma alteração de consciência, o ser humano pode transcender suas limitações, criar uma nova realidade e  acessar a dimensão do milagre.
O nome Kislev deriva da palavra hebraica para confiança, um atributo essencial para acessarmos a dimensão do milagre. A verdadeira confiança não é passiva, ela vem junto com uma consciência proativa - precisamos criar um circuito de energia que ajude a Luz a fluir para o nosso mundo.  Quando pensar em um milagre que quer ver se realizando em sua vida também se pergunte: O que estou disposto a fazer para que ele se torne realidade?
SAMECH E GUIMEL SÃO AS LETRAS REGENTES DO MÊS.

Guimel representa Júpiter, um planeta muito positivo, que nos conecta com uma forte energia de expansão. É o planeta que acumula toda a energia das ações positiva que fizemos no passado e diante dos desafios que enfrentamos, todo esse merecimento aparece para nos ajudar a sair de uma situação problemática. Tzedek, Júpiter em hebraico, é a raiz de “estar certo, ser justo”- refere-se à consciência do que deve ser feito para revelar a Luz oculta dentro de nós. Júpiter está ligado à abundância, à generosidade e à expansão (do receptor metafísico). Este planeta suaviza situações difíceis e faz as coisas fluírem e crescerem.
A letra Samech, associada ao signo de Sagitário, simboliza uma aliança com a Luz e a necessidade de escolhermos se estamos dentro ou fora dela. Esta letra representa uma roda, em constante movimento. É um período adequado à projeção de nossa vontade para as esferas superiores (flechas de Sagitário), projetando tudo que precisamos para o nosso crescimento espiritual.
Samech significa amparar e ser amparado, ressaltando o conceito de reciprocidade (participar da troca) e interdependência. Permanecer estável, mesmo nos momentos de oscilação é um atributo da letra Samech.
O aspecto sombrio desta letra é tornar-se defensivo e protetor em excesso ou extremamente dependente dos outros. 



UM ÓTIMO MÊS PARA TODOS!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

GUIA DOS PERPLEXOS:A FUTURA RECOMPENSA DE ROMA!

GUIA DOS PERPLEXOS:A FUTURA RECOMPENSA DE ROMA!
(por R. Joaquim Aharón Filho)
A Parashá Vayish’lách mostra-nos que Ia’acóv promete que em um dado tempo ele iria se encontrar com Essáv (Gn. 33:14 “... Passe meu senhor, por favor, adiante de mim, poie eu irei devagar conforme o trabalho que está diante de mim, e conforme o passo dos meninos, até chegar a meu senhor, a Seir.”)
Mas, não naquela geração. No fim da Parashá, no capítulo 36:6 a Torá relata que Essáv mudou-se para outra terra (continente europeu, mais precisamente a Itália) fora de Canaã, tal que seu neto passa a ser o primeiro rei de Roma.
A história dos irmãos Rômulo e Remo, da qual sai o nome Roma, nada mais é que uma adaptação latina à história real entre Essáv e Ia’acóv, ocorrida no Oriente Médio.
Antes de analisar o texto de Ovadiáh, cabe explicar como Roma entra na história judaica. A Toráh já falava nos kititas (romanos) já em Nm. 24:24-
“E uma frota de navios de Ketim (Roma) há de vir, e afligirão à Assíria (o Império Selêucida, helenista era chamado na época dos Macabeus como Assíria) e a Éver (os hebreus, i.é, Israel).”
Os Macabeus lutavam pela libertação de Judá contra a dominação dos Selêucidas, que queriam que Israel fosse mais uma nação “secular” no globo, com cultura grega. Isso significava a extirpação da religião judaica.
Os Chash’monáyim (Macabeus) fizeram uma aliança com Roma (uma potência expansionista na época) e com Esparta (incrível é que o Livro dos Macabeus demonstra que Esparta tinha como patriarca sanguíneo Avraham, como Roma também crê).
Passa-se um pouco mais de um século, e sob o pretexto de Judá não ter cumprido o tratado das “Tábuas de Bronze”, Roma conquista Ierushaláyim em pleno Shabáth para o horror dos judeus ortodoxos de então (as crônicas comentam que as massas tinham como líderes os rabinos fariseus, enquanto os abastados seguiam os sauduceus).
Conta o Midrásh, que quando o governador romano, Pôncio Pilatos, chegou emJudáh e zombeteiramente pergunta a Raban Gamaliel Hazaken quem iria governar o mundo depois de Roma, o rabino escreve num pergaminho Gn. 25:26 –
“E depois saiu seu irmão, e sua mão agarrava o calcanhar de Essáv; e chamou seu nome Ia’acóv.” Ao que o governador responde: “Velhas palavras de um livro antigo.”
Como Daniel profetizou, o Império Romano só vai cair quando Mashíach ben David ser revelado, que em breve com o Retorno dos B’nêi Anoussim ao verdadeiro monoteísmo apressemos os dias da Gueulá Shelemá (Redenção Final)!
Agora, segue-se o texto (em caixa alta de Ovadiáh haNavy) e os comentários a parte:
1. VISÃO DE OVADIÁH. EIS O QUE DIZ O ETER-NO D’US A RESPEITO DE EDOM. EIS A MENSAGEM QUE RECEBEMOS DO ETER-NO, E QUE UM MENSAGEIRO FOI ENVIADO POR ENTRE DAS NAÇÕES: DE PÉ! LEVANTEMO-NOS CONTRA EDOM PARA FAZER-LHE GUERRA!
Obadias era edomita, mas recebeu o entendimento de viajantes judeus de que Hashem era o único D’us verdadeiro e então, circuncidou-se (segundo o Midrásh) e voltou a sua aldeia para levar a Teshuváh aos seus correligionários.
Há uma herança entre os países do Ocidente (como no Brasil), chamado de Edom (
isto é, na esfera do Cristianismo) que pertence a David (Nm. 24:18), isto é, aos marranos perdidos pela perseguição inquisitorial, os Filhos deIsrael.
Quando chegar o tempo do Juízo contra Roma, Nm. 24:19 fala que será decretada a sua destruição pelos exércitos israelenses.
2. EIS QUE TE FIZ PEQUENO ENTRE AS NAÇÕES, TU ÉS MUITO DESPREZADO.
A primeira parte do verso se cumpriu, o Vaticano é um mini-Estado e tem sido desprezado. O próprio Papa agora já está falando sobre revelações da III Guerra Mundial, o que indica que o Leviatan está dando sinais de sua própria queda.
3. A SOBERBA DO TEU CORAÇÃO ENGANOU-TE: TU QUE HABITAS NAS FENDAS DO PENHASCO, NUMA MORADA ELEVADA, E DIZES NO TEU CORAÇÃO: QUEM ME DERRUBARÁ POR TERRA?
Roma, no início de sua glória militar criou um sistema político que influenciou o mundo secular, até que o imperador Constantino cria o Cristianismo e o funde com o Império, tornando-o um poder que influi em todo mundo até hoje.
Pelo fato da Europa ter expandido o Cristianismo e a cultura europeia e dos EUA terem conseguido suplantar a URSS, o Capitalismo senta-se sobre bases do Cristianismo. Não é à toa que as vendas crescem nas épocas festivas da antiga religião católica, tal como o Natal, Carnaval, Páscoa ou Festas Juninas.
4. EMBORA SUBAS AO ALTO COMO A ÁGUIA E PONHAS O TEU NINHO ENTRE AS ESTRELAS, DALI TE FAREI DESCER - DIZ O ETER-NO.
O símbolo do Senado Romano e de seus exércitos era a águia. Algumas nações a herdaram como verdadeiros continuadores do império, tal como Alemanha, Inglaterra e os EUA.
O ninho entre as estrelas é uma referência ao que o rabino de Obadias lhe ensinara. Segundo a tradição, seu professor era Isaías. Em seu livro lemos:
Is. 14:4. (...) pronunciarão esta comparação ao rei da Babilônia: (12) Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da aurora! Como foi derrubado por terra o que ditava sortes entre as nações.
13. Tu que dizias em teu coração: subirei aos céus, acima das estrelas de D’us [Israel] exaltarei o meu trono; sentar-me-ei sobre o outeiro da assembleia [destruirei Ierushaláyim em 70 E.C.] do lado mais extremo do Norte [substituirei e dominarei aos marranos];
14.Subirei acima das nuvens [criando um falso messias deus]; serei o próprio Altíssimo.
Roma criou uma religião onde ela mesma pensa que é D’us. Por isso ela cairá!
5. SE A TI VIESSEM LADRÕES OU SALTEADORES NOTURNOS, ACASO TE CALARIAS? ACASO ELES SÓ LEVARIAM AQUILO QUE LHES BASTASSEM; SE VINDIMADORES ENTRASSEM EM TUA VINHA, NÃO DEIXARIAM RESTAR ALGUMAS UVAS?
Roma gastou o dinheiro do mundo todo e construiu catedrais ricas, principalmente na Europa. Aqui a censura é justamente o espólio de guerras religiosas que Roma tomou para si, pois Hashem os repreende pelo povo judeu, e não outro.
Os utensílios originais do II Bêith haMic’dásh está lá, cópias do Talmud, Zôhar e outras literaturas que confiscaram da Inquisição hispano-portuguesa.
6. COMO FORAM REBUSCADOS OS BENS DE ESSÁV E COMO FORAM REVELADOS SEUS TESOUROS!
Tudo que Roma saqueou de Israel nestes 2000 anos retornará ao povo judeu, inclusive a falsa visão de que o Cristianismo é a única religião que leva a D’us. Sabemos que isso não é verdade, mas sim uma mentira satânica.
7. FOSTE ACOMPANHADO ATÉ A FRONTEIRA POR TODOS OS TEUS ALIADOS; OS HOMENS QUE ESTAVAM EM PAZ CONTIGO TE ENGANARAM E PREVALECERAM CONTRA TI; OS QUE COMEM TEU PÃO PUSERAM ARMADILHAS PARA TI E EM TI NÃO HÁ ENTENDIMENTO!
No fim, os que se diziam cristãos apostólicos romanos e evangélicos vão reconhecer a maldição sob qual viveram e eles mesmos vão contribuir com a chegada do verdadeiro Mashíach ao saírem do Cristianismo e tornarem-se judeus por opção.
8. NAQUELE DIA – DIZ O ETER-NO - FAREI PERECER OS SÁBIOS DE EDOM, E DA MONTANHA DE ESSÁV O ENTENDIMENTO.
O que o mundo está assistindo em Roma? Pastores se vestindo de judeus e construindo maquetes do Templo, ou o Papa falando em III Guerra Mundial.
Ou seja, um desespero total da teologia cristã, que se rui a cada dia, pois seus dogmas estão desacreditados, e por incrível que pareça pela sua própria obra literária, filosófica, política e econômica de anomia.
9. TAMBÉM OS TEUS VALENTES, Ó TEMAN, SERÃO TOMADOS DE MEDO, A FIM DE QUE TODO HOMEM, NO DIA DA CARNIFICINA, SEJA EXTERMINADO DA MONTANHA DE ESSÁV.
Aqui é a profecia da volta da Shechiná através de Mashíach do campo da vinha de Botzrá (Is.63:1 a 6), simbolizando a vingança divina por 2.000 anos de sangue inocente derramado, como podemos ler:
1.Quem é Este que vem de Edom, com as vestes tintas de escarlate, de Botsrá, Este cujotraje é majestoso e ostenta a glória de Sua fortaleza? Sou Eu, que falo com retidão e
tenho poder para salvar.
2.Por que está vermelho o teu traje, e estão tuas vestes como as do quepisa no lagar?
3.Eu (D’us) acionei sozinho a prensa das uvas e ninguém dentre todos os povosestava Comigo; Eu os pisei em Minha ira e os esmaguei em Minha indignação; e seu sangueveio salpicar as Minhas vestes, e manchar todos os Meus trajes.
4.Porque o dia da vingançaestava no Meu coração e o tempo da redenção (para Meu povo) havia chegado.
5.Mas mesmobuscando em toda volta, não encontrei mérito que ajudasse Israel e nada nem ninguém havia queo pudesse sustentar; então Meu próprio braço lhe trouxe a salvação, e sustentado fui por Minhaira contra as nações que o subjugaram.
6.Em Minha ira os pisoteei, em Meu furor osembriaguei; sobre a terra derramei seu sangue.
10. POR CAUSA DA MALDADE FEITA AO TEU IRMÃO IA’ACÓV, ESTARÁS COBERTO DE VERGONHA, E SERÁS EXTERMINADO PARA SEMPRE.
Qual maldade? A destruição do II Templo, mortes de chassidim por 2000 anos por meio de inquisições, inventar mentiras sobre o Judaísmo escritas no Novo Testamento,apoiar o Holocausto Nazista e indiretamente contribuir pela fomentação do ódio antissemita entre sírios e palestinos.
11. NO DIA EM QUE FICASTE INDIFERENTE, QUANDO ESTRANGEIROS LEVAVAM OS SEUS BENS, FORASTEIROS ENTRARAM PELOS SEUS PORTÕES E FIZERAM SORTEIOS SOBRE IERUSHALÁYIM, TU TAMBÉM ÉS CONSIDERADOS COMO UM DELES.
Ainda que aparentemente Roma não tenha nenhuma conexão com os palestinos, vamos ser tão céticos em não acreditar que as conexões depois virão à tona como as do Holocausto, até hoje não comprovadas, por conveniência?
12. MAS TU NÃO DEVIAS TER VISTO SEM TÊ-LO AJUDADO NO DIA EM QUE FOI ENTREGUE AOS INIMIGOS, NEM TER SE ALEGRADO SOBRE OS FILHOS DE IEHUDÁH NO DIA DA SUA DESTRUIÇÃO, NEM FALADO DE BOCA CHEIA NO DIA DA TRIBULAÇÃO.
Muitos cristãos quando viram na Europa Hitler dando a “Solução Final” aos judeus, se calaram, uma vez que são traidores de seu Cristo. Hoje em dia, o mesmo é feito pelos ataques terroristas em Israel.
Os EUA tem o direito de invadir qualquer país para que o Império do Consumo das empresas norte-americanas continue, mas quando Israel tem que defender seus civis a mídia ocidental e islâmica ficam contra. Muitos se alegram na verdade quando há mortes em colônias judaicas por conta da moral pregada por Roma!
13. NÃO DEVIAS TER ENTRADO PELO PORTÃO DA CIDADE DE MEU POVO NO DIA DA SUA DESTRUIÇÃO, NEM DEVIAS TER OLHADO, TU TAMBÉM, EM SUA CALAMIDADE NO DIA DE SUA DESTRUIÇÃO, NEM DEVIAS POR AS MÃOS SOBRE OS SEUS BENS NO DIA DE SUA DESTRUIÇÃO.
Quem destruiu o II Templo e saqueou Ierushaláyim e impede o III Templo ser reerguido por conta de uma falsa visão de sacerdócio romano, advindo de um Cristo que fez o sacrifício total e autoriza seus fiéis a substituir Israel?
14. NÃO DEVIAS TER TE POSTO NA BRECHA, PARA LHE EXTERMINARDES OS QUE ESCAPAVAM, E NÃO DEVIAS FECHAR NA PRISÃO OS SOBREVIVENTES NO DIA DA TRIBULAÇÃO.
Muitos cristãos foram delatores de judeus na Inquisição e no Holocausto Nazista. O termo “brecha” não deixa dúvidas sobre uma religião que se diz a única a ligar a humanidade com o Criador.
“Prisão” se refere ao Galúth (o desterro), já que a ida de todos os judeus a sua terra ancestral não ocorreu pela boa vontade dos povos. Chegará o dia que os países expulsarão os judeus para Israel. Isso não é negativo, se o Egito não tivesse expulsado os hebreus, até hoje haveriam escravos judeus lá!
15. PORQUE O DIA DO ETER-NO ESTÁ PRESTES A CHEGAR SOBRE TODAS AS NAÇÕES QUE FIZERAM MAL A ISRAEL: COMO TENS FEITO, ASSIM SE FARÁ A TI; E O QUE MERECERES LEVARÁS SOBRE A TUA CABEÇA.
Todos que maltrataram judeus já estão em crise no mundo atual.
16. POIS COMO BEBESTE O CÁLICE DE AMARGURA SOBRE O MEU SANTO MONTE, ASSIM BEBERÃO SEMPRE TODAS AS NAÇÕES; BEBERÃO E SERÃO COMO SE NUNCA TIVESSEM SIDO.
Quando Roma destruiu Ierushaláyim e criou sua nova religião, alegrou-se muito, pois vislumbrou um domínio de 2000 anos que pareceriam ser eternos. Mas hoje já está em sinais de embriaguez e loucura de todos os tipos.
Antes o que era feito nos bastidores agora se torna política social, sua pseudomoral, onde se fazia diferente na rua do que em antros de perversidade se realizava, finalmente desmorona e se está vindo para fora o “lixo de debaixo do tapete vermelho de gala”.
17. PORÉM, SOBRE O MONTE TSIYÓN HAVERÁ UM REFÚGIO; E ELE SERÁ SANTO, E OS DA CASA DE IA’ACÓV HERDARÃO O QUE LHES PERTENCIA.
A santidade só é possível pela mitsvóth. Não há santidade em outras religiões, uma vez que concebem um padrão que não se adequa a todos os homens, como o celibato cristão, que mais contribui a bestialidades do que de fato uma aura angelical.
Desde 1948, assiste-se a volta dos remanescentes da Casa de Judá. Hoje, o Brasil vive o fenômeno dos marranos, como descendentes da Tribo de José começar a acordar pós-2.000 ao separar-se de grupos vassalos de Roma ou do deus pregado na cruz.
Vemos que para Ierushaláyim tornar-se de fato a capital judaica de uma monarquia davídica e a reconstrução do Bêith haMic’dásh, dependem não só do aspecto externo do Mashíach ben David.
Mas, sim, de um movimento interno, que rói Roma por dentro, do qual quando os marranos saírem da esfera de influência cristã, romperão com a casca que a mantém em pé toda a estrutura do Bezerro de Ouro e Roma ruirá.
Só assim, “toda a Casa de Ia’acóv voltará a Tsyón”.
18. A CASA DE IA’ACÓV SERÁ UM FOGO E A CASA DE IOSSÉF UMA CHAMA, ENQUANTO A CASA DE ESSÁV SERVIRÁ DE RESTOLHO QUE SERÁ INCENDIADO E CONSUMIDO POR AQUELAS. NINGUÉM MAIS RESTARÁ DA CASA DE ESSÁV, PORQUE O ETER-NO ASSIM DETERMINOU.
Tal movimento interno marrano brasileiro precisa de retornar ao Judaísmo Ortodoxo para que a Casa de José seja acessa como uma chama. Repare que a Casa de Ia’acóv é a reunião das 12 tribos, com cada tribo sendo uma chama que unidas tornam-se fogo para destruir o poder espiritual de Roma!
19. OS HABITANTES DO NEGUÉV TOMARÃO A MONTANHA DE ESSÁV, OS DA PLANÍCIE, OS PALESTINOS; E HERDARÃO O CAMPO DE EFRÁYIM E O CAMPO DE SHOMRÓN, E OS DE BIN-YAMIN HERDARÃO GUIL’AD.
Aqui a profecia relata que os expatriados e esquecidos daCasa de Joséespalhados pelo mundo, vão retornar a sua antiga capital no Reino do Norte.
Porém, os que estavam como que no deserto de Judá, sendo colocados de lado e um pouco rejeitados pelo seu retorno tardio ao Judaísmo (como nós, B’nêi Anoussim) terão a missão de destruir Roma, tanto ideológica como, no fim dos dias, materialmente.
Aqueles que habitam hoje na planície de Israel (os atuais judeus israelenses) vão vencer finalmente os Palestinos. A volta da tribo de Benyamin vai determinar o fim do conflito com os países da Síria, Líbano e Jordânia.
20. ESTES (SÃO) OS CATIVOS DO EXÉRCITO DOS FILHOS DE ISRAEL QUE HABITAVAM COM OS CANANEUS, ATÉ TSORFAT. (JÁ) OS CATIVOS DE IERUSHALÁYIM EM SEFARAD POSSUIRÃO AS CIDADES DO NEGUÉV.
Aqui Hashem vislumbra profeticamente que a Casa de Israel estaria entre cananeus, que podem ter como tradução literal de comerciantes. No mundo atual do Império Romano, temos o Capitalismo como uma das faces de Edom, e cananeus também se refere aos idólatras com sérias perversões sodomitas.
Aqueles que são os B’nêi Anoussim também aparecem na profecia. Tais somos nós, que ainda que estejamos com a peculiaridade de sermos a tribo perdida de José,muitos de nós somos na verdade do reino de Judá, que exilou-sena Espanha e em Portugal, e vieram para as Américas como “cristãos-novos”.
Quando o Mashíach ben David chegar, todos nós estaremos em Israel.
21. E SALVADORES SUBIRÃO AO MONTE TSIYÓN PARA JULGAREM A MONTANHA DE ESSÁV; E O REINO PERTENCERÁ AO ETER-NO.
É a promessa de Ia’acóv a ser cumprida, quando finalmente, na ressurreição dos mortos, Ia’acóv e outros que morreram nas mãos de Edom vão julgar as almas de tais pecadores.Que chegue rapidamente os dias do Mashíach, amén veamén!

                                        

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O Mês de Kislêv Por Rabino Yitzchak Ginsburgh

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Segundo o Sêfer Yetzira, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco, uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele.

Kislêv é o nono dos doze meses do calendário judaico.

Kislêv é o mês de Chanucá (o único dia festivo no calendário judaico que combina dois meses: Chanucá começa no mês de Kislêv e continua e termina em Tevêt.

O nome Kislêv deriva da palavra hebraica para bitachon, "confiança". Há dois estados de confiança, um ativo e outro passivo, e ambos se manifestam no mês de Kislêv (veja Bitachon, confiança). O milagre de Chanucá reflete a confiança ativa dos Chashmonaim (Macabeus) de se erguerem e lutar contra o império helenístico (e sua cultura).

O senso de sono de Kislêv reflete a confiança passiva que a providência de D’us sempre vigia sobre Israel.

Na tradição da Chassidut, 19 de Kislêv, o dia da libertação e redenção de Rabi Shneur Zalman, autor do clássico texto da Chassidut, o Tanya (discípulo do Maguid de Mezeritch, sucessor do Báal Shem Tov) da prisão (onde foi colocado pela disseminação dos mais recônditos mistérios da Torá) é chamado de "Ano Novo da Chassidut" (sugerindo que é através do canal espiritual desse dia que a sabedoria interior da Chassidut e o poder de integrar essa sabedoria à vida cotidiana da pessoa são trazidos a este mundo. O alicerce do caminho da Chsssidut é a absoluta confiança e fé na onipresença de D’us, e a onipotência de Sua Divina providência.

Letra: samech

O nome Samech significa "apoiar". O sentimento de sentir-se apoiado corresponde à confiança em D’us e em Sua providência associada ao mês de Kislêv, como foi descrito acima. Assim encontramos expresso em Tehilim: "D’us apóia (somech) todos os caídos e levanta todos os encurvados"; "Mesmo quando ele cai, não será deixado caído no chão, pois D’us apóia (yismoch) sua mão."

O formato do samech é um círculo, que representa a abrangente onipresença de D’us e Sua providência. O "grande círculo" da luz infinita de D’us é explicado na Cabalá e Chassidut como refletindo Seu "braço direito" que abraça (e apóia por baixo) com grande e infinito amor toda a realidade, como está escrito: "E por baixo, os braços do universo."

Mazal: "kesher" (Sagitário = arco)

O arco de Kislêv é o arco dos Macabeus. Simboliza sua ativa confiança em D’us para lutar contra o império e a cultura que então governavam a terra.

Embora os próprios Chashmonaim fossem da tribo sacerdotal de Israel, a "arte" do arco é designada na Torá à tribo de Benjamin em particular, a tribo do mês de Kislêv.

Os Cohanim (e Leviim) não são considerados como uma das doze tribos na correspondência das tribos aos meses do ano (segundo o Arizal). Como uma abrangente manifestação da alma judaica, os Cohanim contêm e refletem a fonte espiritual de cada uma das tribos de Israel. Isso é especialmente verdade no que diz respeito à tribo de Benjamim, pois em sua porção estava o Templo Sagrado onde serviam os Cohanim. Assim, a relação dos Cohanim a Benjamim é similar àquela da alma com o corpo. Os Cohanim lutam a guerra sagrada incorporada no arco de Benjamim.

O arco de guerra de Kislêv é na verdade projetado ("atirado") do arco (o arco-íris; em hebraico ambos, "arco" e "arco-íris" são idênticos – keshet) da paz (entre D’us e a Criação) do fim do mês anterior de Cheshvan, como foi explicado acima. Os dois arcos (semicírculos) unem-se para formar o círculo completo do samech de Kislêv.

Tribo: Benjamim

Como foi mencionado acima, Benjamim é a tribo mais dotada da "arte" do arco. Em sua porção está o Templo Sagrado em Jerusalém, como é declarado na bênção de Moshê a Benjamim no final da Torá (a qual, segundo a explicação acima sobre o relacionamento entre os Cohanim e Benjamim, segue diretamente a bênção a Levi e os Cohanim, e que na verdade profetisa a guerra dos Macabeus contra os Gregos): "A Benjamim ele disse: o amado de D’us, Ele habitará em confiança sobre ele, Ele paira sobre ele o dia todo, e entre seus ombros Ele repousa" (Devarim 33:12). Aqui vemos explicitamente que Benjamim simboliza tanto confiança quanto repouso, o sentido de Kislêv.

De todas as tribos de Israel, Benjamim foi a única tribo nascida na Terra de Israel. A Terra de Israel é o local onde ,ais se sente a Divina providência e a total onipresença de D’us. Nas palavras do Zohar: "Não há lugar vazio d'Ele".

Sentido: sono (sheina)

O sentido do sono é a tranqüilidade e repouso que vêm com a confiança e segurança em D’us e Sua Divina providência. Assim vemos nas bênçãos ao final de Vayicrá (26:5-6): "E habitarás com segurança em tua terra. E Eu darei paz à terra, e repousarás sem medo…"

Como a palavra "sentido" (chush) é cognata de "rápido" (chish), o sentido do sono sugere a capacidade de dormir bem mas rapidamente (como se fala dos grandes tsadikim que precisavam de pouquíssimas horas de sono por dia).

O próprio talento de Benjamim de atirar direto no alvo depende de um espírito tranqüilo. Ele atira e acerta quase adormecido. D’us transporta sua flecha até o destino desejado. Uma personalidade tranqüila é aquela com pouco desgaste e tensão interior. O sentido do sono traz consigo a capacidade de liberar a tensão, confiante no apoio de D’us.

O sentido do sono traz também o sentido do sonho. Conforme nossa fé na Divina Providência, especialmente manifesta relativamente à conexão entre as porções semanais da Torá e o ciclo anual de meses e seus eventos, todos os sonhos da Torá estão contidos nas porções que são lidas durante o mês de Kislêv.

Quando alguém possui completa confiança em D’us, tem sonhos bons com o futuro. Sonhos bons à noite refletem bons pensamentos durante o dia, especialmente uma atitude e a consciência otimista ensinada pela Chassidut (cujo Ano Novo é 19 de Kislêv): "Pense o bem, e tudo sairá bem."

Controlador: barriga (keiva)

A keiva é um dos três presentes que somos ordenados a dar aos sacerdotes após abater um animal casher. Nossos Sábios ensinam que todos os três presentes – "braço, faces e a barriga" – aludem ao auto-sacrifício de Pinchás de matar Zimri (o príncipe de Simeon) e Kozbi (a princesa de Midyan), e assim salvar os Filhos de Israel da peste que já tinha começado entre eles. Ali, a palavra keiva refere-se ao útero de Kozbi.

Assim, vemos que keiva significa "barriga" num sentido geral, incluindo toda a região do abdômen, seja o estômago, intestino (grosso) ou útero (similarmente, a palavra beten na Torá significa tanto estômago quando útero). O útero, especificamente, relaciona-se com a tribo de Benjamim, que na Cabalá personifica o segredo do yesod feminino (útero).

A relação entre a barriga (quando "repleta" e saciada) e o tranqüilo estado do sono é clara (e explícita nos ensinamentos de Nossos Sábios).

A palavra keiva deriva de kav, que significa "medida". Sobre o notável sábio Tanniac, Rabi Chaninah ben Dosa, afirma-se: "O mundo inteiro é alimentado pelo mérito de Rabi Chanina ben Dosa, porém para Rabi Chanina ben Dosa uma medida (kav) de alfarrobas é suficiente de uma sexta-feira à outra."

Uma barriga tranqüila é aquela que conhece sua medida certa. Este conceito aparecerá novamente com relação ao mês de Shevat, seu sentido (o sentido de comer e do gosto) e seu controlador (o etztomcha ou kurkavan, do esôfago ao estômago).

Na retificação dos traços de caráter da pessoa, a keiva retificada (e sentido do sono) jamais está invejosa de outros. Nossos Sábios nos ensinam: "Um homem deseja uma medida (kav) daquilo que é seu mais do que nove que pertençam a seu amigo." E assim somos ensinados em Pirkê Avot: "Quem é rico? Aquele que está satisfeito com sua porção."

Amplie seus conhecimentos...

A revolta dos Macabeus abriu um precedente na história da humanidade: nunca antes uma nação morreu por seu deus. Esta foi a primeira guerra religiosa e ideológica da história da civilização.
Tudo o que sabemos sobre a história de Chanucá é retirado dos dois Livros dos Macabeus, encontrados numa coletânea chamada de Sêfer Hachitsonim, que inclui outros livros que ficaram de fora da Bíblia, mas são mencionados no Talmud.
O nome "Macabeu", apelido usados pelos cinco filhos de Matityáhu e aqueles que lutaram com eles para defender o Judaísmo, deriva do acrônimo "Mi camocha bae-lim Hashem", ou seja, "quem é como Tu dentre os fortes, Ó D'us". Este era o seu lema!
Não sabemos ao certo o tamanho do exército macabeu, mas mesmo os mais otimistas estimam que contasse com doze mil homens. Este punhado de pessoas lutou contra uma potência militar de quarenta mil soldados, equipados com armamentos e elefantes- os tanques da época, e... os fracos venceram os fortes.
A maioria das batalhas entre macabeus e gregos ocorreu na região entre as atuais cidades de Jerusalém e Tel Aviv, inclusive num local chamado Modiin, situado a oeste de Jerusalém, que pode ser visitado pela estrada Jerusalém-Tel Aviv.
Da maneira como conhecemos a história, pensamos que a batalha contra os gregos foi resolvida dentro de algumas semanas. No entanto, ela durou vinte e cinco anos! No ano 167 AEC o exército grego invadiu a cidade de Modiin, e foi apenas no ano142 AEC, que a paz foi restabelecida.
No terceiro ano da batalha, os judeus reconquistaram a cidade de Jerusalém, e então procuraram óleo para acender a Menorá do Templo Sagrado, profanado pelos gregos. Foi então que ocorreu o conhecido milagre de Chanucá, comemorado neste mês.

O Mês de Kislev

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Astrologia Cabalística – O Mês de Kislev (Novembro-Dezembro) - Academia de Cabala
Kislev é o terceiro mês civil e o nono religioso. Depois de dois meses de julgamento (Tishrei e Mar Cheshvan), Kislev traz abertura em diferentes áreas de nossas vidas.O arco-íris que sela o pacto entre o Eterno e a humanidade logo após o Dilúvio surge no Rosh Chodesh (início) deste mês, de modo que, desde então, esta energia de proteção se faz presente neste mesmo período todos os anos. O arco-íris possui muitos significados. Entre eles, temos no arco-íris uma ponte entre Malchut e Biná, as moradas da Shechiná (Presença Divina) no exílio e nos mundos superiores. Outra referência (também associada à Shechiná) diz que o arco-íris é a “vestimenta da rainha”, que se coloca na frente do rei quando este está pronto para punir seu filho em função de alguma falta. Quando o rei vê a rainha a raiva passa e ele se alegra com ela.Kislev é o mês de celebração de Chanucá e, em função deste e de outros elementos, é conhecido como o "mês das luzes" ou o "mês dos milagres".Kislêv é o nono dos doze meses do calendário hebraico.
É o mês de Chanucá (o único dia festivo no calendário hebraico que combina dois meses: Chanucá começa no mês de Kislev e continua/termina em Tevet).
O nome Kislêv deriva da palavra hebraica para bitachon, "confiança". Há dois estados de confiança, um ativo e outro passivo, e ambos se manifestam no mês de Kislev. O milagre de Chanucá reflete a confiança ativa dos Chashmonaim (Macabeus) de se erguerem e lutar contra o império helenístico (e sua cultura).
O senso de sono de Kislev reflete a confiança passiva que a providência de D’us sempre vigia sobre o Povo de Israel.
Na tradição da Chassidut, 19 de Kislêv, o dia da libertação e redenção de Rabi Shneur Zalman, autor do clássico texto da Chassidut, o Tanya (discípulo do Maguid de Mezeritch, sucessor do Báal Shem Tov) da prisão (onde foi colocado pela disseminação dos mais recônditos mistérios da Torá) é chamado de "Ano Novo da Chassidut" (sugerindo que é através do canal espiritual desse dia que a sabedoria interior da Chassidut e o poder de integrar essa sabedoria à vida cotidiana da pessoa são trazidos a este mundo.O alicerce do caminho da Chassidut é a absoluta confiança e fé na onipresença de D’us, e a onipotência de Sua Divina providênciaDurante este mês, trabalhamos em "correto relaxamento" ou sono, que resulta de nossa dedicação à "ação correta" durante nossas horas de atividade.O mês de Kislev é regido pela sefirá de Tiferet.O Tikun deste mês é evitar os mesmos erros do passado. Este é um mês para fazer tsedacá (caridade).Verso do Ana Becoach para este mês: "Kabel Rinat Amecha Sagveinu Tahareinu Norah", O Mazal do Mês de Kislev - Keshet (Sagitário)Keshet significa tanto "arco" como "arqueiro" e "arco-íris". Astrologicamente, este mazal é representado pela imagem de um arqueiro que aponta sua flecha para o alto. Esta postura se refere ao poder da oração, à projeção de nossa vontade, de nossas preces, de nossos anseios, para as esferas superiores.Keshet também evoca a busca do sagrado, tendo D-us como alvo - não é por acaso que muitas pessoas ingressem em diferentes tradições religiosas neste mês. A ambição é outro atributo do arqueiro e, na medida certa, enfatiza positivamente o desejo de receber, a expansão dos horizontes. A trajetória da flecha também é igualmente associada à objetividade, à franqueza e à transparência.Quando o arqueiro identifica a si mesmo, a flecha e o seu objetivo como uma coisa só ele nunca erra o alvo. No Rosh Chodesh (inicio) de Kislev devemos lançar as nossas flechas projetando tudo aquilo que necessitamos para o nosso crescimento. A própria energia do mês irá nos favorecer para que os recursos necessários sejam disponibilizados, tendo em mente que ser insistente não basta - o que não se busca de maneira correta não se encontra. O arco de Kislêv é o arco dos Macabeus. Simboliza sua ativa confiança em D’us para lutar contra o império e a cultura que então governavam a terra.
Embora os próprios Chashmonaim fossem da tribo sacerdotal de Israel, a "arte" do arco é designada na Torá à tribo de Benjamin em particular, a tribo do mês de Kislêv.
Os Cohanim (e Leviim) não são considerados como uma das doze tribos na correspondência das tribos aos meses do ano (segundo o Arizal). Como uma abrangente manifestação da alma cabalista, os Cohanim contêm e refletem a fonte espiritual de cada uma das tribos de Israel. Isso é especialmente verdade no que diz respeito à tribo de Benjamim, pois em sua porção estava o Templo Sagrado onde serviam os Cohanim. Assim, a relação dos Cohanim a Benjamim é similar àquela da alma com o corpo. Os Cohanim lutam a guerra sagrada incorporada no arco de Benjamim.
O arco de guerra de Kislêv é na verdade projetado ("atirado") do arco (o arco-íris; em hebraico ambos, "arco" e "arco-íris" são idênticos – keshet) da paz (entre D’us e a Criação) do fim do mês anterior de Cheshvan (quando se iniciou o Dilúvio). Os dois arcos (semicírculos) unem-se para formar o círculo completo do samech de Kislêv.
Kehest, Sagitário, em hebraico que dizer arqueiro. O arqueiro é aquele que consegue atingir o alvo com precisão, e assim, durante este mês devemos meditar no propósito de nossas vidas, estabelecer as nossas metas.
A Tribo do Mês de Kislev - Benjamim
Como foi mencionado, Benjamim é a tribo mais dotada da "arte" do arco. Em sua porção está o Templo Sagrado em Jerusalém, como é declarado na bênção de Moshê a Benjamim no final da Torá (a qual, sobre o relacionamento entre os Cohanim (sacerdotes) e Benjamim, segue diretamente a bênção a Levi e os Cohanim, e que na verdade profetisa a guerra dos Macabeus contra os Gregos): A Benjamim ele disse: o amado de D’us, Ele habitará em confiança sobre ele, Ele paira sobre ele o dia todo, e entre seus ombros Ele repousa" (Devarim 33:12). Aqui vemos explicitamente que Benjamim simboliza tanto confiança quanto repouso, o sentido de Kislêv.
De todas as tribos de Israel, Benjamim foi a única tribo nascida na Terra de Israel. A Terra de Israel é o local onde ,ais se sente a Divina providência e a total onipresença de D’us. Nas palavras do Zohar: "Não há lugar vazio d'Ele".Da mesma forma, a tribo deste mês, Binjamin. possuía valentes guerreiros. Seu território continha o local do Templo Sagrado, aonde nossas preces e sonhos são dirigidos. As Letras do Mês de Kislev - Samech e Guimel Samech é a letra associada ao mazal Keshet. A palavra samech significa "suporte" e faz uma alusão à Divina Providência, a presença constante de D-us em nossas vidas tanto nas oportunidades como, e principalmente, nos desafios. Samech é a inicial de sucá (tendas, cabanas) e de sohirá ("escudo"), mas a grande curiosidade associada a Samech, contudo, está na gravação dos 10 Pronunciamentos, no alto do Sinai. Conta a história que o texto dos 10 Pronunciamentos vazava nas pedras de safira, ou seja, era possível olhar do outro lado através do "buraco" deixado pelas letras. Como até então Samech era a única letra fechada (o Mem sofit só apareceria mais tarde), surge um problema técnico: a sustentação do miolo da letra - um problema que, na verdade, jamais existiu, porque este miolo flutuava no meio da letra Samech sem qualquer apoio. Meditar na letra Samech desperta ou fortalece a nossa confiança no Eterno. Ajuda a identificar, igualmente, a presença da energia do milagre em nossas vidas. Para quem acha que milagre é cair maná dos céus ou fazer brotar água de pedra, é importante ter em mente que o Eterno se faz presente, principalmente, nas pequenas coisas. Reconhecer os pequenos milagres é um dos passos para que grandes milagres aconteçam.O nome Samech também significa "apoiar".O sentimento de sentir-se apoiado corresponde à confiança em D’us e em Sua providência associada ao mês de Kislêv. Assim encontramos expresso em Tehilim (salmos):"D’us apóia (somech) todos os caídos e levanta todos os encurvados"; "Mesmo quando ele cai, não será deixado caído no chão, pois D’us apóia (yismoch) sua mão."
O formato do samech é um círculo, que representa a abrangente onipresença de D’us e Sua providência. O "grande círculo" da luz infinita de D’us é explicado na Cabalá e Chassidut como refletindo Seu "braço direito" que abraça (e apóia por baixo) com grande e infinito amor toda a realidade, como está escrito: "E por baixo, os braços do universo."Mais uma significação do nome da letra deste mês, samech, "confiança."Nossa confiança verdadeira em D'us nos dá a certeza de afirmar nossa santidade e resistir àqueles que a desafiam. Isso está refletido na celebração de Chanucá, e o signo astrológico de Sagitário, o arqueiro. "Relaxamento correto," usando o descanso como um meio para a ação adequada, nos ajuda a canalizar nossos esforços ("mirando" nosso arco) na direção correta.
Guimel é a letra associada ao planeta Tsedek (Justiça). Se Dalet representa o homem pobre, Guimel é o homem rico que vai ao seu encontro para ajudar. Com as mesmas letras de Guimel escrevemos gamal ("camelo"), e da mesma forma que o animal suporta uma longa jornada com um suprimento interno de água, Guimel nos supre com Luz Espiritual quando vivenciamos os nossos desertos pessoais - períodos de restrição, de reveses, etc. Inicial de guedulá ("abundância"), Guimel evoca o desprendimento, o auxílio que antecede a necessidade e a energia dos três Patriarcas - Avraham, Yitschak e Yaacov.Guimel é a única letra que não aparece nos 72 Nomes de D-us, mas como cada Nome é composto por três letras, na verdade Guimel se faz presente em todos eles como pano de fundo. Meditar em Guimel ativa a energia do terceiro pilar, que neutraliza a oposição de forças contrárias e as faz trabalhar em conjunto.Lembrando que meditar nas letras do mês cria um receptor adequado para as bênçãos disponíveis a cada período.A letra guimel gera a energia do Milagre. Os dois meses onde ela aparece são Kislev e Adar (Sagitário e Peixes). Ela rege o ouvido direito. Desperta também o dom de compartilhar. Esta letra faz a conexão na Árvore da vida entre Binah-entendimento e Guevurah-disciplina. Esta letra lhe dá disciplina, ajuda a ordenar a sua vida e também injeta energia de entusiasmo para que se faça as coisas com vitalidade, alegria. Quanto maior a alegria/entusiasmo, maior a capacidade de compreensão. Milagre é a habilidade de conseguir romper com o padrão robótico e repetitivo. Júpiter (regente deste mês) tem a finalidade de gerar em nós o senso de justiça. O senso de justiça está diretamente ligado à visão espiritual. A letra guimel gera a energia de Júpiter. Para a Astrologia Cabalística, o planeta Jupiter está relacionado a beleza e nos permite acessar as chaves dos portais do Mundo Físico e do Mundo EspiritualNeste mês os sonhos afloram com muita intensidade e pode haver sonhos reveladores - estes acontecem pouco antes de se acordar (a letra samech desperta esta energia dos sonhos). O sonho é como uma matéria prima, e devemos tomar cuidado para quem contamos os nossos sonhos, pois pode ser mal interpretado por terceiros, e essa opinião entrar na sua alma, pegar a matéria prima do sonho e criar uma programação negativa. Ou seja, o sonho pode ser remodelado para ser negativo ou positivo, independente do simbolismo original. O ideal é contar o sonho para uma pessoa com habilidade para interpretá-lo e que seja de sua confiança. Não se deve contar um sonho para mais de duas pessoas. O pesadelo em geral ocorre de madrugada. Problemas no estômago (letra samech) e na região do ventre podem ser provenientes de deficiências na relação com a tranquilidade e na capacidade de ouvir a intuição (letra guimel). Caso estes problemas surjam, medite nas letras do mês e suas conexões. Segundo Rav Abuláfia o tseruf (combinação) de Guimel+Samech geram a força da energia que nos permite acessar a nossa falta de refinamento, o aspecto mais inferior de nossa natureza. Isso poderá nos conceder o auto conhecimento. Quando meditamos no tseruf Samech+Guimel, temos uma energia favorável ao estado contemplativo e também a capacidade para equilibrar os três pilares da Árvore da Vida. . O Sentido do Mês de Kislev - Sono (sheina)
O sentido do sono é a tranqüilidade e repouso que vêm com a confiança e segurança em D’us e Sua Divina providência. Assim vemos nas bênçãos ao final de Vayicrá (26:5-6): "E habitarás com segurança em tua terra. E Eu darei paz à terra, e repousarás sem medo…"
Como a palavra "sentido" (chush) é cognata de "rápido" (chish), o sentido do sono sugere a capacidade de dormir bem mas rapidamente (como se fala dos grandes tsadikim (justos) que precisavam de pouquíssimas horas de sono por dia).
O próprio talento de Benjamim de atirar direto no alvo depende de um espírito tranqüilo. Ele atira e acerta quase adormecido. D’us transporta sua flecha até o destino desejado. Uma personalidade tranqüila é aquela com pouco desgaste e tensão interior. O sentido do sono traz consigo a capacidade de liberar a tensão, confiante no apoio de D’us.
O sentido do sono traz também o sentido do sonho. Conforme nossa fé na Divina Providência, especialmente manifesta relativamente à conexão entre as porções semanais da Torá e o ciclo anual de meses e seus eventos, todos os sonhos da Torá estão contidos nas porções que são lidas durante o mês de Kislêv.
Quando alguém possui completa confiança em D’us, tem sonhos bons com o futuro. Sonhos bons à noite refletem bons pensamentos durante o dia, especialmente uma atitude e a consciência otimista ensinada pela Chassidut (cujo Ano Novo é 19 de Kislêv): "Pense o bem, e tudo sairá bem."
O Controlador do Mês de Kislev - Barriga (keiva)
A keiva é um dos três presentes que os Bnei Israel são ordenados a dar aos sacerdotes após abater um animal casher (apropriado). Nossos Sábios ensinam que todos os três presentes – "braço, faces e a barriga" – aludem ao auto-sacrifício de Pinchás de matar Zimri (o príncipe de Simeon) e Kozbi (a princesa de Midyan), e assim salvar os Filhos de Israel da peste que já tinha começado entre eles. Ali, a palavra keiva refere-se ao útero de Kozbi.
Assim, vemos que keiva significa "barriga" num sentido geral, incluindo toda a região do abdômen, seja o estômago, intestino (grosso) ou útero (similarmente, a palavra beten na Torá significa tanto estômago quando útero). O útero, especificamente, relaciona-se com a tribo de Benjamim, que na Cabalá personifica o segredo do yesod feminino (útero).
A relação entre a barriga (quando "repleta" e saciada) e o tranqüilo estado do sono é clara (e explícita nos ensinamentos de Nossos Sábios).
A palavra keiva deriva de kav, que significa "medida". Uma barriga tranqüila é aquela que conhece sua medida certa. Este conceito aparecerá novamente com relação ao mês de Shevat, seu sentido (o sentido de comer e do gosto) e seu controlador (o etztomcha ou kurkavan, do esôfago ao estômago).
Na retificação dos traços de caráter da pessoa, a keiva retificada (e sentido do sono) jamais está invejosa de outros. Nossos Sábios nos ensinam: "Um homem deseja uma medida (kav) daquilo que é seu mais do que nove que pertençam a seu amigo."E assim somos ensinados em Pirkê Avot: "Quem é rico? Aquele que está satisfeito com sua porção."
Fonte: Academia de Cabala

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