segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

10 corajosos diplomatas da Segunda Guerra Mundial que salvaram a vida de milhares de judeus

  Enquanto muitos almejam a posição pelo prestígio e pela imunidade, há, surpreendentemente, alguns diplomatas que realmente querem ajudar as pessoas. Esse foi o caso em algumas histórias que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial, quando cônsules de todo o mundo ajudaram judeus a escapar da perseguição na Alemanha nazista. Confira alguns desses relatos, de restaurar a fé na humanidade:

10. Príncipe Constantin Karadja, da Romênia

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Acredita-se que Constantin Karadja, como Cônsul Geral da Romênia em Berlim entre 1931 e 41, tenha salvado a vida de nada mais nada menos do que 51 mil pessoas.
Constantin teve uma educação humanística e jurídica, dedicando atenção especial para a garantia dos direitos humanos ao longo de sua carreira. O príncipe se dedicou a proteger principalmente os cidadãos romenos, independentemente de etnia ou religião.
O trabalho salvador de Constantin consistia em emitir centenas de vistos tanto para judeus romenos quanto para os não romenos durante a guerra. Os boatos sobre a ajuda que prestava ultrapassou os limites da cidade de Berlim e se espalhou principalmente pela França e pela Hungria.
Porém, ele não apenas concedia visto aos que eram perseguidos por serem judeus – ele desafiava as ordens de seu próprio país ao fazê-lo. No dia 7 de março de 1941, Constantin desobedeceu a imposição feita por seu governo para começar a colocar uma indicação da religião nos passaportes de judeus romenos, temendo que a informação atrapalhasse quem tentasse fugir.
Mais tarde, naquele mesmo ano, depois de ter sido nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros romeno, Constantin Karadja foi capaz de aprovar uma lei que protegia todos os romenos no exterior, sem distinção ou discriminação. Indo ainda mais longe, em 1943, convenceu o governo romeno a mudar sua postura pró-Alemanha. Na realidade, ele era tão irritantemente bom em seu trabalho de salvar pessoas que acabou sendo demitido. Mais tarde, o país se recusou a lhe pagar pensão.

9. Carl Lutz, Suíça

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Nominado vice-cônsul suíço em Budapeste no ano de 1942, Carl Lutz causou o maior rebuliço em seu país de origem quando “ameaçou” sua neutralidade, inventando uma “carta de proteção” que concedia esta neutralidade a judeus.
Carl entregou estes modelos de carta a mais de 10 mil crianças judias, permitindo-lhes fugir. Quando os alemães tomaram o controle da capital húngara, em 1944, Lutz conseguiu negociar a proteção de 8 mil judeus locais. Explorando o acordo que ele havia criado, Lutz imediatamente começou a proteger 8 mil famílias judias – ou seja, concedeu proteção à família inteira daqueles primeiramente amparados.
O vice-cônsul foi além e instalou 76 casas seguras por toda a cidade, declarando-as solo suíço. Cerca de 3 mil judeus estavam abrigados em um único prédio. Lutz chegou a pular em um rio atrás de uma mulher judia que estava ferida. Ele, depois, declarou que a moça em questão era cidadã suíça. Lutz salvou a vida dela e, segundo estimativas, foi o responsável por salvar outras 62 mil vidas também.

8. Hiram Bingham IV, dos Estados Unidos

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Hiram Bingham IV servia como o Cônsul dos Estados Unidos em Marselha, na França, quando se deu a eclosão da guerra. Em uma tentativa de manter boas relações com a França de Vichy (o Estado francês entre os anos 1940 e 1944 basicamente era um fantoche sob a influência nazista dos vizinhos alemães), o governo dos Estados Unidos desencorajava seus diplomatas a ajudar refugiados.
Harry foi uma exceção a esta regra desumana. Em 1940, Hiram emitiu ilegalmente um falso conjunto de documentos de viagem a Varian Fry, romancista norte-americano e membro do Comitê de Resgate de Emergência. Com esses documentos de viagem, Fry ajudou mais de 2 mil judeus a escaparem da França.
Hiram também refugiou judeus desabrigados e se reuniu com grupos de escape para auxiliar a evacuação dos perseguidos. No final de 1940, Bingham começou a visitar campos de concentração e emitir ordens de proteção e vistos às pessoas que lá estavam. Estes campos incluíam Gurs, Le Vernet, Argelès-sur-Mer, Agde e Les Milles.
Bingham concedia a cidadania àqueles que sofriam nos campos, colocando-os sob a proteção norte-americana. Em 1941, o governo dos Estados Unidos retirou Bingham de seu cargo e o transferiu para a Argentina, provavelmente apenas para tentar se livrar dele. Bingham foi, posteriormente, fundamental no rastreamento de criminosos de guerra nazistas.

7. Arcebispo Angelo Giuseppe Roncalli (Papa João 23), do Vaticano

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O arcebispo Angelo Giuseppe Roncalli, que mais tarde se tornou o Papa João 23, atuou como Delegado Apostólico na Turquia e Grécia. Angelo usou sua posição para ajudar o movimento clandestino judeu e salvar milhares de refugiados na Europa. Ele ainda auxiliou refugiados judeus que chegavam a Istambul a fugir para a Palestina ao arranjar dinheiro, transporte e suprimentos.
Angelo ainda liberou um grande número de judeus dos campos de concentração Jasenovac e Serede, concedendo-lhes documentos falsos de batismo. Em 28 de outubro de 1958, ele foi eleito papa e, mais tarde, foi o responsável por convocar o Concílio Vaticano II, que teve como objetivo renovar os ritos da Igreja Católica. O Papa João 23 também eliminou a descrição dos judeus como “enganosos” na liturgia da sexta-feira santa e fez uma confissão em nome da Igreja pelo pecado do anti-semitismo.


6. Selahattin Ulkumen, da Turquia

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O turco Selahattin Ulkumen era o Cônsul da Turquia em Rhodes, na Grécia, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele agiu contra os desejos dos nazistas quando interveio na perseguição contra os judeus na cidade, a qual começou em 19 de julho de 1944. Ulkumen exigiu que os judeus turcos que haviam sido reunidos para a deportação fossem liberados, uma vez que o governo turco não discriminava os direitos de proteção dos seus cidadãos.
Finalmente, depois de muitos entraves burocráticos (e com medo de fazer ainda mais inimigos), a Gestapo desistiu dos judeus, que, em seguida, ficaram sob os cuidados e a proteção de Ulkumen. Em represália, os alemães bombardearam a embaixada turca, matando a esposa grávida de Ulkumen e prendendo-o junto com sua equipe durante todo o resto da guerra. Ulkumen sobreviveu ao conflito e morreu apenas em 2003.

5. Angelo Rotta, do Vaticano

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Como diplomata do Vaticano em Sofia, capital da Bulgária, Angelo Rotta salvou milhares de judeus por meio da emissão de certidões de batismo falsas, que concediam a eles uma passagem segura para a Palestina. Apesar de ter praticado repetidas vezes esse crime, passível de ser punido com a morte pelos nazistas, Monsignore não parou por aí.
Quando ele se tornou decano do corpo diplomático em Budapeste, na Hungria, ativamente condenou o holocausto no quintal de Hitler. Rotta emitiu mais de 15 mil certificados de conduta segura, o que concedia neutralidade aos judeus.
Angelo até mesmo visitou campos de trabalhos forçados e participou de marchas da morte para distribuir ainda mais certidões falsas de batismo. Além disso, ele pessoalmente instalou e protegeu diversas casas seguras em toda a cidade de Budapeste para acolher aqueles que havia salvado.


4. Friedrich Borns, da Cruz Vermelha da Suíça

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Friedrich Born foi delegado da Cruz Vermelha em Budapeste, capital húngara, entre maio de 1944 e janeiro de 1945. Seguindo o exemplo de Carl Lutz, Born também salvou milhares de judeus na cidade. Ele recrutou cerca de 3 mil para “trabalhar” em seu escritório, concedendo-lhes proteção, além de declarar várias casas seguras por toda a cidade e protegê-las por meio da Cruz Vermelha.
Além de tudo isso, ele também distribuiu 15 mil documentos de proteção que impedia a deportação de judeus húngaros. No total, estima-se que Fredrich tenha sido o responsável por poupar a vida de 11 a 15 mil pessoas.

3. Gilberto Bosques Saldivar, do México

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O mexicano Gilberto Bosques Saldivar era o Cônsul do México na França de Vichy durante a guerra. Gilberto ordenou sua equipe a emitir vistos a qualquer pessoa em busca de refúgio, em sua maioria judeus. Mais de 40 mil foram expedidos.
Giberto chegou a alugar um castelo e uma casa de veraneio na cidade de Marselha para abrigar os refugiados sob a proteção do território mexicano. Em 1943, Saldivar e sua família, juntamente com 40 de seus funcionários, foram presos pela Gestapo e detidos por um ano. Ele foi liberado durante uma troca de prisioneiros entre os governos mexicano e alemão. Gilberto não apenas sobreviveu à guerra como também só faleceu aos 103 anos. Outro caso de “anjo” que viveu muitos anos depois para contar suas histórias.

2. José Castellanos Contreras, de El Salvador

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Trabalhando como Cônsul de El Salvador na Suíça, José começou pequeno, concedendo a um empresário judeu da região da Transilvânia, na Romênia, e a seus familiares um visto para salvar a família inteira de um esquadrão da Gestapo que estava prestes a deportá-los.
Depois que ele se tornou o Cônsul Geral de El Salvador em Genebra, em 1942, José passou a emitir milhares de vistos para refugiados judeus, permitindo-lhes fugir para o continente americano.
Em 1944, a distribuição de documentos salvadorenhos tinha se tornado uma produção em série: José ajudava grupos judaicos para que eles próprios pudessem produzir as falsificações ilegais e permitir que mais judeus fossem salvos. Nesse ano, ele percebeu que poderia fazer ainda mais, de modo que secretamente começou a emitir 13 mil “certificados de cidadania salvadorenha” para judeus da Europa Central de graça.
O consulado salvadorenho foi o primeiro da América Latina a produzir esse tipo de documento contra a vontade de seus superiores e, obviamente, dos nazistas. Os judeus que possuíam o certificado ganhavam o direito de buscar refúgio com a Cruz Vermelha, além do próprio consulado suíço em Genebra. Os documentos foram os responsáveis por salvar milhares de judeus da extradição para os campos de extermínio nazistas. Acredita-se que as ações de José Castellanos Contreras e sua equipe salvaram a vida de uma quantia espantosa de vidas: entre 30 e 50 mil pessoas.


1. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, do Brasil

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A brasileira Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda esposa do escritor Guimarães Rosa, não podia ficar de fora desta lista. Aracy foi muito além dos deveres como uma funcionária que trabalhava no departamento de vistos na embaixada brasileira em Hamburgo, na Alemanha.
Ela usou sua posição como chefe da Seção de Passaportes – e contrariou ordens – para conceder vistos a judeus entre os anos de 1938 até 1942, quando o Brasil se juntou aos Aliados. O chamado Anjo de Hamburgo não só fornecia vistos, como também ajudava os refugiados financeiramente e com suprimentos para a viagem ao Brasil comprados com o dinheiro de seu próprio bolso. Ela ainda abrigava alguns deles.
Em 1938, entrou em vigor no Brasil a Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. Aracy ignorou a ordem oficial e continuou preparando vistos para judeus, permitindo a entrada deles por aqui. Como despachava documentos com o Cônsul Geral, a paranaense colocava os vistos entre a papelada para ser assinada. Para obter a aprovação dos vistos, Aracy simplesmente deixava de por neles a letra J, que identificava quem era judeu.
Nessa época, Guimarães Rosa era Cônsul Adjunto e eles ainda não eram casados. Ele soube do que ela fazia e apoiou sua atitude, com o que Aracy intensificou aquele trabalho, livrando muitos judeus da prisão e da morte. O “anjo” viveu até os 102 anos de idade, e faleceu apenas em 2011. Certamente podemos dizer que ela mereceu estes anos extras.
    
     

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Uma parábola sobre o sentido da vida:


Reflexões sobre a Parashá Chayei Sarah.
Por Rabino Marc D. Angel

Na porção desta semana da Torá, lemos sobre as mortes de Sara e Abraão - o casal fundador do monoteísmo ético e do povo de Israel. Suas vidas têm deixado uma marca profunda na história da humanidade, desde que vamos refletir sobre suas vidas e mortes, seria bom para e refletir sobre o sentido da vida para nós mesmos. Uma parábola rabínica nos oferece uma perspectiva aguçada.
A parábola conta de um homem pobre que lutava para sustentar sua família. Ele ficou sabendo de uma terra distante cheia de jóias preciosas. Para sua sorte um navio logo estaria partindo para essa terra e tinha uma vaga para ele como passageiro. Porém o navio só voltaria após um intervalo de duração indeterminado. Sua esposa concordou que ele deveria fazer a viagem, de modo a ser capaz de obter valiosas jóias que traria de volta para poder sustentar sua família em termos de riqueza e honra.
Então, o homem embarcou no navio e partiu para fazer fortuna. O navio chegou naquela terra distante, e ele comprovou que tudo era verdade sobre os tesouros. A terra estava coberta de diamantes e de todos os tipos de pedras preciosas. Ele rapidamente encheu os bolsos de jóias, ele encheu suas bolsas com pedras preciosas. Ele era agora um homem extraordinariamente rico. Ele se alegrou com o pensamento de quão rico ele e sua família seriam logo o seu retorno para casa.

Mas na terra longínqua, o homem logo percebeu que suas pedras preciosas eram sem valor. Eles eram tão abundantes que ninguém prestava atenção a elas. Nenhum dos lojistas as aceitavam como forma de pagamento. Pelo contrário, a moeda desta terra era velas de cera. Estas eram difíceis de se encontrar, e foram altamente valorizadas pelo público. Todos se esforçaram para acumular o máximo de velas de cera como for possível, a riqueza e o poder eram avaliados pelo número de velas que possuíam.
Não demorou muito para que o homem a reconhecer sua necessidade de velas de cera. Ele trabalhou duro para ganhar tantas quanto podia. Logo, tinha acumulado um grande número delas. Ele esvaziou os bolsos e bolsas dos diamantes, rubis e esmeraldas, e encheu-los em vez de velas de cera. Nessa nova terra, ele se tornou rico e importante - uma pessoa muito bem sucedida.

O tempo passou. Era chegada a hora do homem voltar à sua esposa e família. O navio estava pronto para sair. Rapidamente, o homem embalou quantas velas de cera quantas podia. Ele orgulhosamente embarcou no navio, carregado com muitas velas.
Quando ele chegou em casa, sua esposa ansiosamente o cumprimentou. Ela pediu para ver os tesouros que ele tinha trazido de volta. Orgulhosamente, o homem abriu os sacos e esvaziou os bolsos. Ele empilhou montanhas de velas de cera. Sua esposa ficou atônita. "Você gastou todo esse tempo numa terra distante, uma terra repleta de jóias preciosas, e você trouxe de volta só de velas de cera sem valor?"
Logo, o homem percebeu que tinha cometido um erro terrível. Quando ele chegou naquela terra distante, ele sabia que devia reunir pedras preciosas - mas logo esqueçeu sua missão. Influenciado pelo povo dessa terra, ele viu nas velas valor e ignorou as jóias. Ele pensou que acumulando velas se tornaria bem-sucedida. Mas agora que ele voltou para casa, ele percebeu que tinha perdido a sua oportunidade para trazer de volta tesouros reais. Em vez disso, ele voltou com um monte, quase inútil, de velas.

Fomos colocados nesta terra para atingir tesouros transcendentes: sabedoria, amor, discernimento espiritual, coragem moral, estudo da Torá e mitsvot. Se conseguirmos manter nossas vidas focadas nesses objetivos, podemos voltar ao nosso lar celestial com os verdadeiros tesouros. Mas neste mundo, as pessoas correm atrás das "velas" - a riqueza material, carros de luxo, glamour, estilo de vida hedonista. Neste mundo, as pessoas são julgadas de "sucesso" pelos padrões falsos do materialismo e do hedonismo. É possível perder de vista os nossos verdadeiros tesouros e metas, perseguindo os valores da nossa sociedade. Quando, finalmente, voltamos para casa - a nossa casa celestial no além -
podemos perceber que estamos trazendo conosco "velas" em vez de pedras preciosas - que tínhamos vivido nossas vidas seguindo falsidades e vaidades, em vez de perseguir a bondade, a verdade e a piedade.

Sucesso na vida significa manter focado no que é verdadeiramente importante e não se desviar pelo brilho externo. Sucesso não é um evento isolado, mas ele vem de forma contínua na vida.

Tehilim - Os Salmos


A principal ferramenta de trabalho do cabalista são as letras hebraicas. A partir delas, formou-se o Universo e é com elas que podemos transmutar a realidade.

As letras podem ser usadas isoladamente ou em grupos. Estes grupos formam nomes, que podem ter um significado intelectual ou não. Em geral, este significado é absolutamente secundário. O que importa é a energia criada pela combinação das letras. Elas são chaves de acesso a estas energias. Por este motivo, não importa se o usuário conhece o idioma hebraico, mesmo que ele não tenha noção do que está lendo, falando ou escrevendo, ele acessará esta energia. É mais um daqueles casos em que temos que ultrapassar a dimensão do lógico, do intelectual, para podermos acessar nossas dimensões superiores.

Tudo o que somos e o que fazemos no Mundo Físico recebe 3 "roupagens": o pensamento, a fala e a ação. Cada uma destas roupagens tem uma força e todas elas são necessárias para que algo se materialize nesta dimensão em que estamos (Malchut). Assim, tudo o que pensamos, falamos e executamos vira realidade. A força e amplitude que este novo ser criado atingirá, depende da energia emocional que colocamos ao criar este novo ser.

Portanto, dentro das práticas cabalistas estão sempre incluídas estas 3 coisas. Muitas vezes, esta ação é o acender uma vela, um incenso. A principal, dentro das linhas mais místicas da cabalá é a escrita. Desenhamos Nomes Sagrados, letras.

Ao desenhar uma letra (especialmente se primeiro nós a contemplamos mentalmente, depois a vocalizamos e depois a escrevemos), criamos um "ser" com aquela energia. Aquele ser continuará influenciando o ambiente a sua volta. Isto se chama "ressonância mórfica" e existe em diversas culturas. Por exemplo, é uma prática comum do Extremo Oriente colocar ideogramas em determinados locais. A simples presença daquele "ser", muda os fluxos energéticos ali existentes. O mesmo é feito com as letras hebraicas. Sozinhas, ou combinadas, elas estão vivas e influenciando aquilo que está ao seu redor.

A partir destes princípios surgiram, dentro da Cabalah, algumas combinações muito poderosas, que são usadas em forma de oração. A principal é o Sêfer HaTorah.

A Torah é o Universo. Ela é a estrutura do Universo materializada. Possuir um pergaminho da Torah em sua casa é algo extremamente luminoso. Lê-lo, olhá-lo, deixá-lo vibrando no ambiente durante algum tempo é fundamental. Por isso, em determinados rituais cabalistas, abrimos e erguemos o Sêfer HaTorah e o visualizamos através das franjas do talit. A Torah também deve ser estudada todas as semanas. Ela deve ser entendida em todas as suas formas: Pshat (significado literal), Remez (entender a metáfora, a lição ali existente), Drash (entender os códigos, através de guematria ou de elucidações existentes em comentários externos, como o Midrash, o Zohar, livros de profetas e comentários de cabalistas) e Sod (segredos místicos, a revelação que se dá pela energia das letras da Torah, o nível muito além do intelectual e do emocional). Quando praticamos estes 5 níveis de entendimento da Torah, atingimos o PRDS, ou PaRDeS, o tal do Paraíso.

Outro livro muito importante nos foi deixado por aquele que melhor soube utilizar as letras e suas combinações: David HaMelech (o Rei David). O famoso episódio de David e Golias narra como ele vence um gigante com uma pedra. Quando os textos nos falam de "pedras", normalmente estão se referindo às letras. Yacov deitou sua cabeça em pedras no monte Moriah e, a partir daí, lutou contra o anjo Peniel e se superou, tornando-se Israel. David também utilizou pedras na atiradeira (combinou-as de forma a uni-las fortemente) e destruiu Golias ao neutralizar sua cabeça, sua fonte. A partir desse evento, o rumo de sua vida mudou, abrindo o caminho para os eventos que o levaram a tornar-se rei de Israel.

Este grande compêndio de combinações de letras, de "pedras para matar gigantes", é o Livro dos Salmos. Obviamente, trata-se da versão hebraica, casher, sem acentuação. É uma grande arma. No entanto, considera-se que fazem efeito as traduções também, já que os idiomas são formados por letras hebraicas (elas são a estrutura da realidade). Os salmos devem ser lidos e recitados. Podemos escolher frases que nos interessam e repeti-las como canções, como mantras. Algumas são clássicas, repetidas há milênios em forma de canção. A leitura do salmo pessoal (sua idade +1), também é muito eficaz para o autoconhecimento.

No Chabad podemos encontrar os salmos hebraicos em português, ou na versão transliterada.

Algumas canções clássicas que são frases dos salmos:

"Hine Ma Tov Umanayim Shevet Achim Gam Yachad" - Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia (Salmo 133)

"Kol HaNeshamah Tehal-El Yah, Halelu-Yah" - Que todos os seres vivos louvem ao Eterno! Louvado seja o Eterno! Haleluiá! (Salmo 150)

"Hodu L'Adonai Ki Tov Ki Leolam Chasdoh" - Agradecei ao Eterno, porque Ele é bom e eterna é Sua misericórdia. (Salmo 118)

"Adonai Sefatai Tiftach Ufi Yaguid Tehilêha" - Adonai, abre os meus lábios e a minha boca proferirá o Teu louvor. (Salmo 51)

"Shiviti Adonai Lenegdi Tamid" - Tenho posto ao Eterno diante dos meus olhos (ou diante de mim, ou à minha frente). (Salmo 16)

Compreendendo ou não o texto, é uma boa prática começar a incluir os Tehilim (salmos) em suas orações e meditações diárias.

Sempre que houver problemas no mundo, perto ou longe de você, recite salmos em nome daqueles que precisam de Luz.

Judaismo Sefaradi: Kaluach 3 - Calendário Cabalistico do Judaismo

Judaismo Sefaradi: Kaluach 3 - Calendário Cabalistico do Judaismo: OBS.: O "CH" de 'kaluach' é lido como um 'RR' bem forte, ou como o 'J' espanhol. Kaluach ( kabalistic lu...

O que é especial sobre o número sete? pelo rabino Shalom Hazan

O NÚMERO SETE


No judaísmo, encontramos o conceito de sete dias com bastante frequência. Pense nos sete dias de luto, e o período de regozijo sete dias depois de um casamento. O ciclo semanal é conhecido como o "sete dias de construir" - refere-se especificamente à criação do mundo ("edifício de construção"), que levou sete dias (incluindo o dia de descanso). A semana também é conhecido como o "sete dias do ciclo." Isto significa que um determinado ciclo começa e termina cada semana. É um ciclo fundamental, pois baseia-se na própria criação do mundo. Este ciclo é "construído em" para a psique do mundo e seus habitantes.
É por essa razão que, quando precisamos marcar algo importante, nós fazemoS ao longo de um período de sete dias. Quando, D'us não o permita, uma família está de luto pela perda de um ente querido, eles precisam realizar na segunda-feira, segunda-feira que de hoje é diferente do da semana passada segunda-feira. Na terça-feira eles precisam perceber que não é o mesmo que na terça-feira, e assim por diante, por uma semana inteira. O mesmo se aplica em circunstâncias alegres, em um casamento. Precisamos perceber que a vida do jeito que sabia que mudou (para melhor!). Nós realmente internalizar isso quando é enfatizado por todo um "ciclo de sete dias."

De acordo com a Cabala (misticismo judaico), D'us criou o mundo com sete atributos divinos. Eles são: Bondade, Severidade, Harmonia, Perseverança, Esplendor, Apego e realeza. Assim, toda a criação é um reflexo desses sete atributos.

Os sete atributos (Midot) são:

Chesed (bondade) é a qualidade que faz com que se dar àqueles que são indignos. Nós todos somos beneficiários de Chesed de D'us todos os dias.

Geburah (Severidade). Atributo de D'us da disciplina e da justiça.

Tiferet (Harmonia) é a capacidade de sintetizar diferentes, e muitas vezes opostas, idéias e emoções.

Netzach (Perseverança) é a unidade de uma pessoa de sucesso. O poder que motiva uma pessoa a concluir um projeto que ele / ela já começou, apesar da oposição de dentro e / ou outros.

Hod (Humildade) - o nome fala por si.

Yesod (Fundação) é o atributo que lhe permite estabelecer um relacionamento com alguém que é mais baixa do que a si mesmo (intelectualmente ou não) e dar de si mesmo para essa pessoa.

Malchut (Royalty) é exatamente o oposto, é o atributo que lhe permite estabelecer um relacionamento com alguém que é maior do que a si mesmo (intelectualmente ou não) e receber dessa pessoa.

A Identidade Judaica e Herdada da Mãe ou do Pai

A Identidade Judaica e Herdada da Mãe ou do Pai


Qual é o procedimento para a lavagem das mãos que precede a Bênção Sacerdotal?


•E necessário O Kohen lavar ritualmente e santificar as mãos diante da Birchat Cohanim (Bênção sacerdotal). 

A alnetilat bênção yadayim não é recitada após está lavagem das mãos. As mãos devem ser lavadas com o tempo de proximidade mais próxima possível da Birchat Cohanim (normalmente após a santidade é recitada na repetição da Amidá ).

•D'us hávia conferido ao santo tribo de Levi o privilégio de ajudar e servir os Cohanim, enquanto eles estavam no "cumprimento do dever". Assim, a honra de lavar as mãos do Cohanim pertence aos levitas. Se nenhum levita está presente, um filho primogênito faz as honras. [Embora o sacerdócio fosse retirado do primogênito após a fabricão do Bezerro de Ouro, eles ainda mantêm uma medida adicional de santidade.] Se nenhum levita ou primogênito é no atendimento, o Kohen deve lavar suas próprias mãos.

• Antes de lavar as mãos do Kohen, o levita (ou primogênito) deve lavar suas próprias mãos. Chabad costume é para o levita para lavar as mãos três vezes de forma intermitente, como se faz depois de acordar pela manhã. Por outro lado, as mãos do Kohen são lavados como é feito quando a lavagem de pão, mão direita três vezes e, em seguida, à esquerda três vezes.

• O Kohen não deve falar entre a lavagem das mãos e a Birchat Cohanim.


• O Kohen deve tirar os sapatos antes de lavar as mãos, ou, pelo menos, afrouxar ou desatar os cordões dos sapatos, para que ele não precise tocar em seus sapatos depois de removê-los, uma vez que isso iria obrigá-lo voltar a lavar suas mãos.

                         A quem interessar possa. Encontrei o assento de batismo de um Francisco, filho de um PEDRO GUARDÊS DE MOURA...