segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Levitas, os escolhidos? Por Rochel Chein

                                                                                                                           

Pergunta:

Por que os Levitas foram escolhido como ministros especiais de D'us?


                                                                                                                   

Resposta:

Originalmente, os filhos primogênitos eram para ter sido os sacerdotes da nação judaica, que serviriam no Tabernáculo e no Templo, e atuariam como líderes espirituais. Quando D'us poupou o primogênito judeu durante a Praga dos Primogênitos no Egito, Ele os “adquiriu” e os designou para este papel especial.

Após a Outorga da Torá no Monte Sinai, o povo judeu fez e adorou um bezerro de ouro. A única tribo que não participou desse ato vergonhoso foi a tribo de Levi. Nessa ocasião, o primogênito perdeu seu status especial, e este foi transferido para os Levitas. Na descrição da Torá sobre a indução dos Levitas quando começaram seu novo papel (Bamidbar 8:16-18), D'us diz a Moshê: “Pois eles [os Levitas] são totalmente dados a Mim de entre os filhos de Israel; em vez daqueles que abrem o utero todos os primogênitos de Israel Eu os levei para Mim mesmo…”

Que possamos logo merecer a construção do Terceiro Templo, e o retorno dos Levitas ao seu serviço.

POR ROCHEL CHEIN
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Pergunta:
Se uma pessoa tem um caso com uma pessoa casada e esta resulta numa gravidez e um deles, para preservar seu casamento, deseja optar pelo aborto, como fica esta situação perante o judaísmo?

Resposta:
Segundo o judaísmo, o aborto não é uma opção. A não ser em casos extremos e raros, como doenças ou perigo de vida para a mãe, onde um rabino sempre deverá ser consultado, não se permite o aborto em nenhuma instância. Isto porque o feto já é considerado um ser vivo, que possui alma. Impedir um aborto é equivalente a salvar uma vida. O fato da criança estar ainda na barriga da mãe em nada altera a proibição de tirarem-lhe a vida.

Uma criança que foi concebida fora do casamento é considerada um mamzer, ou bastardo. No que se refere à relação dos pais com o filho nascido fora do casamento, não há diferença nenhuma: eles têm a mesma obrigação de cuidar dele e zelar por seu bem como para qualquer filho.

No entanto, um filho mamzer, ou bastardo, encontrará dificuldades em sua vida. De acordo com o judaísmo, a relação fora do casamento deve ser algo impensável. O lar é o núcleo da vida judaica, e deve ser permeado por lealdade e amor. Um filho nascido de uma relação extra-matrimonial carrega a marca das circunstâncias nas quais foi gerado. O mamzer possui restrições quanto a pessoas com quem poderá casar.

Cabe aos adultos o dever de manterem-se fiéis e honestos dentro do seu casamento, não só pela obrigação religiosa e moral, mas inclusive pelo dever de zelar pelo destino de uma criança para que não seja concebida, fruto de uma relação ilícita.

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domingo, 24 de novembro de 2013

Cabala - O misticismo judaico revelado

Cabala - O misticismo judaico revelado

                                                                              

Cabala - O misticismo judaico revelado

Texto Daniel Schneider  

Qual a origem do Universo? Por que estamos aqui? De onde vem a vida? O que acontece depois da morte? Imagine se você pudesse fazer todas essas perguntas diretamente para a autoridade máxima no assunto. Isso mesmo: que tal ter uma conversa com Deus e ouvir dele todas as respostas? Agora imagine que as respostas já existem, e foram passadas de geração a geração por um grupo de sábios estudiosos, do início dos tempos até os dias de hoje. Pois essa é a definição da cabala: uma revelação feita por Deus para os homens, capaz de esclarecer todos os mistérios que rondam a humanidade. Conheça aqui a história do misticismo judaico e saiba como a cabala está conquistando o planeta.

No princípio, Deus criou os céus e a Terra. "Faça-se a luz", e a luz foi feita. Depois, Deus criou o homem e o chamou Adão. Findos os 7 dias da Criação, o Senhor viu que tinha feito algo bom. O homem habitava o paraíso e tinha contato direto e constante com Ele. E daí Deus resolveu passar ao homem toda a sabedoria da cabala. "Adão conhecia a cabala", dizem alguns praticantes. O assunto, porém, é controverso entre os próprios cabalistas. Teria o conhecimento da cabala sido passado de Adão a seus descendentes até Noé, depois até Abraão, Moisés e em seguida aos grandes mestres históricos, que selecionavam rigorosamente aqueles que estariam aptos a ser seus discípulos? Não há consenso sobre o momento em que a cabala foi revelada ao homem, mas todos os cabalistas concordam que o ensinamento sagrado veio diretamente do Criador, assim como os 613 mandamentos judaicos contidos na Torá, a bíblia judaica, que os cristãos chamam de Pentateuco. "A cabala é além do tempo, ela não tem nem começo nem fim", diz o rabino israelense Joseph Saltoun, ex-professor do Centro de Estudos da Cabala, em São Paulo, e que hoje leciona em Vancouver, no Canadá.

Mas, afinal, o que é a cabala? Bem, para tornar mais simples a tarefa de explicar, vamos começar dizendo o que ela não é. Ok, cabala NÃO É religião, autoajuda, superstição, magia, bruxaria, sociedade secreta, meditação, adivinhação, interpretação de sonhos, ioga, hipnose ou espiritismo, embora possa estar relacionada a todas essas coisas. Agora fica mais simples entender o que a cabala É: um conjunto de ensinamentos sobre Deus, o homem, o Universo, a Criação, o Caminho, a Verdade e coisas afins; uma revelação de Deus para o homem. "Ela nos diz por que o homem existe, por que nasce, por que vive, qual é o objetivo de sua vida, de onde vem e para onde vai quando completa sua vida neste mundo", diz Marcelo Pinto, representante do centro de cabala Bnei Baruch no Brasil. "O ser humano tem muitas questões, e a cabala é um caminho espiritual que permite trazer de volta o elo com a verdadeira origem de tudo", explica Ian Mecler, professor de cabala no Rio de Janeiro e escritor de livros como O Poder de Realização da Cabala (Editora Mauad). Para Shmuel Lemle, professor da Casa da Cabala, também no Rio, "nada acontece por acaso. Existem leis de causa e efeito. Assim como existem leis físicas como a lei da gravidade, existem leis espirituais".

Independentemente de quando a cabala tenha surgido, o modo como a conhecemos hoje é o resultado da transmissão desses ensinamentos por meio da tradição judaica. A palavra cabala (????, em hebraico, cuja pronúncia mais próxima do original é "cabalá") significa receber/recebimento. A cabala é uma forma de misticismo, pois ensina que é possível ao homem ter contato direto com esferas superiores da realidade, ou mesmo com manifestações do próprio Criador. Portanto, de um modo simplificado, a cabala é o misticismo judaico, ou a corrente mística ligada à tradição do judaísmo, para ser mais exato.

União com o criador

Grosso modo, a cabala está para o judaísmo assim como o gnosticismo está para o cristianismo e o sufismo está para o islã. Gnosticismo e sufismo são as correntes místicas ligadas respectivamente às tradições cristã e muçulmana. Como misticismos, essas 3 correntes têm muito em comum (veja o quadro da página ao lado). A maior parte das diferenças está no modo de transmissão do conhecimento, adaptado à tradição em que aquele tipo de misticismo se desenvolveu. Esse raciocínio não vale apenas para as 3 religiões chamadas abraâmicas (por serem todas herdeiras do patriarca Abraão) mas também para as místicas orientais, como hinduísmo, tao e budismo, além do zoroastrismo na Pérsia, só para citar as mais conhecidas.

Se a cabala é um tipo de misticismo, talvez seja o caso de explicar: o que é misticismo? Em poucas palavras, é a crença na possibilidade de percepção, identidade, comunhão ou união com uma realidade superior, representada como divindade(s), verdade espiritual ou o próprio Deus único, por meio de forte intuição ou de experiência direta em vida. Na intenção de atingir esse tipo de experiência, as tradições místicas fornecem ensinamentos e práticas específicos, como meditação e aperfeiçoamento pessoal consciente. Nosso foco nesta reportagem, a cabala, não é exceção. Para entender melhor, vamos dar uma espiada no passado?

Tradição oral

Seja qual for o primeiro e privilegiado homem a ter recebido o conhecimento esotérico da cabala, ninguém discute que os ensinamentos foram transmitidos oralmente ao longo de muitas gerações, até que alguém resolvesse eternizá-los na escrita. Os primeiros escritos conhecidos com referências a esses ensinamentos datam do século 1. São livretos reunidos numa coleção chamada Heichalot ("Os Palácios"), que versam sobre os passos necessários para ascender evolutivamente através de 7 palácios celestiais, com ajuda de espíritos angelicais. Mas os livros mais importantes da cabala são o Sefer Yitizirah (Livro da Criação) e o Zohar (Livro do Esplendor), ambos de origem incerta. O primeiro teria sido escrito no século 2, mas seu autor é desconhecido. No caso do Zohar, a situação é ainda mais complexa. Para alguns cabalistas, ele foi escrito pelo rabino Shimon bar Yochai, também no século 2. A maioria dos estudiosos, porém, acredita que o Livro do Esplendor seja de autoria do escritor judeu-espanhol Moisés de León, que divulgou os manuscritos no século 13.

Embora o Sefer Yitizirah e o Zohar concentrem em suas páginas os principais ensinamentos da cabala, é importante lembrar que a Torá é tão importante quanto eles. Isso porque, segundo a cabala, a Torá contém ensinamentos preciosos codificados dentro do texto sagrado - decifrar esses ensinamentos ocultos é, por sinal, um dos principais propósitos do misticismo judaico. Uma das maneiras de interpretar a bíblia hebraica é recorrer a códigos e números: a guematria, a face matemática da cabala (veja reportagem na página 32), atribui valores numéricos a cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico. A ordenação dessas letras no texto bíblico seria uma das maneiras que Deus teria encontrado para revelar ao homem os segredos do Universo.

As interpretações da Torá são tão importantes que foram divididas em 4 níveis de profundidade. O 1º nível, Peshat, é aquele com que todos leitores estão acostumados, mais simples, que compreende o sentido literal do texto. O 2º, Remez, já considera os significados alegóricos da linguagem (alusões). No 3º nível, Derash, entram comparações entre trechos similares e metáforas. O último nível seria aquele que compreende o sentido secreto e misterioso da mensagem divina: Sod. Juntos, os nomes das interpretações já possuem um significado próprio. Combinando-se as primeiras letras de cada um, obtém-se a palavra PaRDeS, que significa paraíso e remete à finalidade última do esforço de interpretação. Isto é, ao finalmente compreender a mensagem que Deus colocou nos textos sagrados, o cabalista receberia de volta o conhecimento do paraíso, como se lhe fosse devolvida a chave para retornar ao Éden, do qual Adão foi expulso por desobediência. "É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil", diz o rabino Leonardo Alanati, da Congregação Israelita Mineira.

Mestres e discípulos

Durante séculos, especialmente após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos, no ano 70, a sabedoria da cabala foi cuidadosamente transmitida "por mestres iluminados somente a pequenos grupos de seus discípulos mais brilhantes e inspirados", conta Alanati. Os discípulos ideais eram homens maduros (mais de 40 anos), pais de família, de comportamento exemplar e ávidos por descobrir os segredos do Universo. Não eram muitos, portanto, aqueles que se tornavam mestres e davam continuidade à transmissão do conhecimento oral.

Para boa parte dos cabalistas, as restrições tinham uma razão clara: o público não estava preparado para receber esses ensinamentos. "Esse é o principal motivo para a transmissão restrita", opina Mecler. "Hoje, a evolução da ciência ajuda a compreender muitos dos ensinamentos antigos", diz. Mas o motivo de tanto segredo não era somente a escassez de discípulos ideais. Em diversas épocas, por razões diferentes, os judeus foram proibidos de professar publicamente sua fé - a perseguição aos cabalistas atingiu o clímax no século 16, durante a Inquisição espanhola (veja reportagem na página 56). Além disso, "a cabala contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico, que usa uma simbologia complexa e uma linguagem ambígua", diz Alanati. Por causa disso, em muitas ocasiões os cabalistas foram considerados hereges. Até hoje, o estudo da cabala é condenado por várias vertentes do judaísmo.

Entre o período final da Idade Média e o fim da Idade Moderna, houve um ressurgimento da cabala. No século 13, o Zohar foi distribuído pelo escritor espanhol Moisés de León; no século 16, os conhecimentos foram sistematizados pelo místico Moisés Cordovero, um dos sábios a se refugiar na cidade israelense de Safed; em seguida, Isaac Luria divulgou novas interpretações dos ensinamentos, que foram espalhados por vários mestres pela Europa, fazendo da cabala a teologia dominante em círculos escolásticos e no imaginário popular judaico; e, no século 18, o rabino Baal Shem Tov fundou o hassidismo, variante ortodoxa do judaísmo que ensinava uma versão mais "fácil" da cabala. De todo modo, "a essência é a mesma há 4 mil anos", diz Mecler. "O conhecimento não muda, assim como as leis da física não mudam. Muda só a forma de transmitir", diz Lemle.

Hoje, com o advento da internet, o conhecimento da cabala é acessível a qualquer interessado, ainda que de forma simplificada. "Estamos prontos, então a hora chegou", conclama Lemle. Nos séculos 20 e 21, foram feitas diversas traduções do Zohar para o hebraico moderno (o idioma original é o aramaico) e para o inglês (não existe uma versão completa em português). Mas o fator que mais contribuiu para a popularização da mística judaica foi a recente adesão (desde a década de 1990) de celebridades como Madonna, Mick Jagger, David Bechkam, Britney Spears e outras (veja reportagem na página 44).

A organização responsável pelo surgimento da cabala pop é o Kabbalah Centre, uma escola de cabala fundada em 1984 na cidade de Los Angeles. Lá, como você pôde perceber ao ler o nome dos famosos, o acesso aos ensinamentos não é restrito a judeus. "Temos alunos de várias religiões", diz Yehuda Berg, um dos coordenadores do centro americano. "Não vejo problema nisso."

Nem todos estudiosos aceitam a ideia de que a cabala deva ser acessível a todos. A atitude do Kabbalah Centre provocou reações indignadas de cabalistas mais tradicionais, como o iraquiano Yitzhak Kadouri, um dos mais importantes estudiosos da cabala no último século. "A cabala não é moda", disse em 2004, comentando a adesão de Madonna ao misticismo. "Ela deve ser estudada somente por judeus."

Controvérsias à parte, a verdade é que a cabala ganhou milhares de aspirantes de diversas religiões nos últimos anos. Mas essa não é a primeira vez que acontece esse tipo de "sincretismo". Veja a seguir como diversas crenças e religiões encontraram na cabala uma parceira de peso.

Parcerias poderosas

Durante o Renascimento, a cabala despertou interesse de grupos místicos cristãos, intrigados com a compatibilidade entre as duas tradições. O resultado foi a criação da cabala cristã (ou católica), que levou novos níveis de interpretação aos textos sagrados cristãos. "Considero Jesus um mestre de cabala", diz Mecler. Um sincretismo mais profundo resultou no surgimento da chamada cabala hermética, que reúne ensinamentos de gnosticismo, alquimia, astrologia, religiões egípcia, greco-romana e pagãs, tarô, tantra, maçonaria, hermeticismo, neoplatonismo, hinduísmo e budismo, em uma espécie de síntese de todas as tradições místicas ditas autênticas. Outra variante é a cabala prática, que trabalhava com o uso da magia, incluindo a criação de amuletos e encantamentos, e teve seu apogeu na Idade Média (veja reportagem na página 62).

Mas, além dessas tradições cabalísticas distintas, a própria cabala judaica tem diferentes correntes. Uma delas é a já citada cabala pop. Outra variante tem como expoente o Bnei Baruch Kabbalah Education & Research Institute, fundado em 1991. Autodenominado o maior grupo de cabalistas em Israel, o Bnei Baruch não considera a cabala um misticismo, mas "uma ferramenta científica para o estudo do mundo espiritual". A proposta deles para compreender o Universo é aliar os estudos científicos da física, da química e da biologia às ferramentas cabalísticas. Seu fundador e atual diretor, o filósofo Michael Laitman, é Ph.D. em cabala pela Academia Russa de Ciências e mestre em biocibernética médica.

Além dessas e, claro, do judaísmo hassídico, existem outras correntes - mais conservadoras, mais literais, mais flexíveis... "Cada escola se liga mais em um ou outro mestre", esclarece Mecler. As diferenças são na ênfase em cada aspecto da sabedoria, mas todas seguem a base comum dos textos sagrados e da tradição oral. "Existem muitos mestres, e cada um pode escolher aquele com o qual se identifica, mas não há diferença na base do ensinamento", diz Lemle. Afinal, como costumam dizer, "a Verdade é uma só". Que tal conhecer um pouco dela?

Deus-infinito

Assim como a religião judaica, a cabala afirma que tudo o que existe vem de Deus. Entretanto, o Deus único não é compreendido exatamente da mesma maneira. Se, para a religião tradicional, Deus é o todo-poderoso Criador de todas as coisas, para a cabala Ele não é somente o Criador mas é também a Criação. Ou seja, a Criação não é dissociada do Criador, mas parte d’Ele. A existência de Deus não seria, portanto, distinta do espaço e do tempo; o espaço e o tempo estariam contidos no próprio Deus-Infinito. Mas não vá pensando que já entendeu, porque isso não é assim tão simples. E nem imagine que essas racionalizações vão proporcionar a você um entendimento profundo de Deus. Por um simples fato: segundo a cabala, ou mesmo a religião judaica, o Deus-Infinito não pode ser compreendido pela nossa mente física limitada.

Claro que, apesar disso, os cabalistas não deixam de estudar esses ensinamentos, porque os consideram fundamentais para prosseguir no caminho da evolução espiritual. Um dos estudos mais importantes é justamente o que diz respeito à natureza da divindade. Para começar, os cabalistas preferem o termo Deus-Infinito - uma tradução para ??? ??? (lê-se da direita para a esquerda), ou Ein Sof, aquele que veio antes de tudo, que precede a Criação. Veja o que diz o Zohar sobre o Ein Sof: "Antes de dar qualquer formato ao mundo, antes de produzir qualquer forma, Ele estava só, sem forma e sem semelhança com qualquer outra coisa. Quem então pode compreender como Ele era antes da Criação? Por isso é proibido emprestar-Lhe qualquer forma ou similitude, ou mesmo chamá-Lo pelo Seu nome sagrado, ou indicá-Lo por uma simples letra ou um único ponto... Mas, depois que Ele criou a forma do Homem Celestial, Ele a usou como um veículo por onde descer, e Ele deseja ser chamado por Sua forma, que é o nome sagrado ‘YHWH’".

Pode parecer estranho não poder dar um nome a Deus, tornando-o de certa maneira inacessível para os homens. Afinal, se é assim, como pode existir uma experiência mística que permite esse acesso? Bem, a cabala explica que o contato com Deus é realizado indiretamente, por meio de um de seus desdobramentos. "Para tornar-se ativo e criativo, Deus criou as 10 sefirot ou emanações. As sefirot formam a Árvore da Vida, que representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós", explica o rabino Alanati. Ou seja, uma maneira de ter o contato místico com Deus é através de uma das 10 sefirot, as mesmas representadas no famoso diagrama. Alanati explica que as 7 esferas mais baixas estão diretamente relacionadas com os 7 dias da Criação descritos no livro do Gênese.

Mas como teria se dado exatamente a Criação? A cabala tem um livro dedicado a esse tema: o já citado Sefer Yitizirah. O texto ensina que a primeira emanação do Ein Sof foi ruach (espírito/ar), que em seguida gerou fogo, responsável por formar água. A existência real dessas substâncias potenciais foi comandada por Deus, que as utilizou como matérias-primas de toda a Criação. Por exemplo, a água deu origem à terra, o fogo originou o céu e o ar ocupou o espaço entre eles para formar nosso planeta. Ainda segundo o Sefer, o Cosmos é dividido em 3 partes (cada uma delas contendo uma combinação dos 3 elementos primordiais): o mundo (ou, com alguma abstração, o espaço), o ano (tempo) e o homem.

A cabala divide o Universo em 4 planos de existência, divididos hierarquicamente a partir da emanação do Ein Sof até nós. Nessa ordem, teríamos então: o Atziluth (Mundo da Emanação ou das Causas), que recebe a luz diretamente do Ein Sof; o Beri’ah (Mundo da Criação), onde não há matéria e onde moram os anjos de mais alta hierarquia; o Yitizirah (Mundo da Formação), onde a Criação assume forma material; e o Assiah (Mundo da Ação), onde se completa a Criação e se localiza todo o Universo físico e suas criaturas. No sistema luriânico, um quinto mundo é mencionado, acima do primeiro, e que serviria de mediação entre o Ein Sof e o Mundo da Emanação.

Planos superiores

É curioso observar que, na cabala luriânica, desenvolvida no século 16 pelo rabino Isaac Luria, há um conceito que lembra a Teoria do Big Bang. Segundo essa linha cabalística, a primeira ação de Ein Sof para criar o Universo teria sido uma contração sobre si mesmo, que teria provocado uma catástrofe inicial chamada tohu, gerando um vácuo. Em seguida, esse váculo teria sido preenchido com as emanações divinas (de uma maneira explosiva, tendo em vista a grande velocidade dos acontecimentos narrados) e, a seguir, "retificado" nos mundos que você conheceu no parágrafo anterior.

Enquanto estiver no Mundo da Ação, o homem está sujeito a dirigir o corpo físico que lhe foi concedido, mas seu objetivo deve ser sempre o mesmo: aprender e evoluir para ascender aos planos superiores. "O judaísmo acredita que a alma é eterna e subdividida", diz Alanati. "A vida continua em outras realidades além da nossa, aguardando a ressurreição. A cabala é a única corrente dentro do judaísmo que defende o conceito de reencarnação: algumas almas retornam a este mundo em outro corpo, até acabar de cumprir a sua missão. Ou então elas voltam para nos trazer bênçãos e luz através de seu ser altamente desenvolvido". Segundo ele, seria possível uma alma atingir o estágio de evolução necessário em uma única vida, mas é comum receber mais algumas chances, num processo de reencarnação que também faz parte dos aprendizados evolutivos.

Segundo a cabala, a alma humana é dividida em 3 partes básicas. A mais "baixa", chamada nefesh, é a parte animal, responsável pelos instintos e reflexos corporais. Acima dessa estaria ruach, o espírito ou alma média, que contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o que é bom e o que é ruim. A alma alta, neshamah, seria a terceira parte, que representa o intelecto e distingue o homem das outras formas de vida, por permitir a vida após a morte. É a neshamah que permite a percepção da existência de Deus.

Outras duas partes da alma humana são discutidas no Zohar: chayyah, que permite a consciência da força divina, e yehidah, a parte da alma que é alta o suficiente para atingir o maior nível possível de união com o Criador. "A meta é alcançar o propósito para o qual fomos criados: a equivalência de forma com a Força Superior. Todo o trabalho na cabala tem esse objetivo", resume Marcelo. Na hipótese remota de a humanidade finalmente se unir ao Criador, em uma fusão completa e perfeita, o que aconteceria? O fim do mundo? O começo de uma nova e gloriosa Criação? Bom, isso nem mesmo os mestres cabalistas sabem responder...


VOLTA ÀS ORIGENS
Grupo de jovens israelenses se reúne em uma caverna perto da vila de Beit Meir, em Jerusalém, para estudar a cabala, em maio de 2010. Uma vez por semana, cerca de 12 judeus ortodoxos se encontram nesta caverna perto da cidade sagrada para repetir um ritual antigo: analisar e discutir, por horas a fio, os textos de livros como o Zohar.


FESTA MÍSTICA
Mais de 2 mil estudantes da cabala se reuniram na Times Square, em Nova York, para celebrar a chegada do Ano-Novo Judeu, Rosh Hashana, em setembro de 2001. O canto, a dança e as vestes brancas são típicos de uma nova geração de cabalistas, que considera a festa, a celebração e a alegria tão importantes quanto a meditação e as longas sessões de estudo dos textos antigos.



SÓ PARA JUDEUS
O cabalista Yitzhak Kadouri segura um exemplar do Zohar na biblioteca de sua casa em Jerusalém, em 2004. Um dos maiores estudiosos contemporâneos da cabala, Kadouri ganhou notoriedade por sua influência política e por suas declarações polêmicas. Em 2004, durante visita de Madonna a Israel, ele se recusou a falar com a cantora, dizendo que "o estudo de cabala é proibido para as mulheres, e também para os que não são judeus".
 
A cabala no tempo
Conheça a evolução da corrente mística judaica, da criação do Universo até os dias de hoje

Criação
Origem - 3700 a.C.
Deus cria Adão. Há quem defenda que ele teria sido o primeiro conhecedor da cabala, obtida diretamente do Criador.

Patriarca - 1800 a.C.
Nasce Abraão, patriarca dos judeus, dos cristãos e dos muçulmanos. Para alguns, ele seria o primeiro conhecedor da cabala.

Êxodo - 1500 a.C.
O profeta Moisés teria recebido a cabala diretamente de Deus no monte Sinai, juntamente com a Torá e os Mandamentos.

Templo - 516 a.C.
É erguido o Segundo Templo em Jerusalém. A chamada Torá Oral é transmitida ao longo dos anos.


Formação
Diáspora - 70 D.C.
Perseguição romana e destruição do Segundo Templo. Segunda diáspora. Cabala é mantida em segredo.

Palácios - Séc. 1
É escrita a coleção de literatura judaica conhecida como Heichalot ("Os Palácios"), que inspirou motivos cabalísticos.

Manuscritos - Séc. 2
É escrito o livro Sefer Yitizirah, a obra mais antiga do chamado esoterismo judaico. Segundo a tradição, é escrito também o Zohar, no idioma aramaico, pelo rabino Shimon bar Yochai.

Título - Séc. 11
O termo cabala passa a ser usado para identificar o misticismo judaico. Não há consenso se o pioneiro nesse uso foi o filósofo judeu Shlomo ibn Gevirol ou o cabalista espanhol Bahya ben Ahser.


Expansão
Redescoberta - Séc. 13

O Zohar é descoberto (ou escrito, segundo alguns estudos) e distribuído pelo escritor judeu-espanhol Moisés de León.

Renovação - Séc. 16
Sábios cabalistas refugiam-se na cidade de Safed, em Israel: entre eles está Isaac Luria, criador da cabala luriânica.

Vivência - Séc. 18
Fundado pelo rabino e místico judeu Baal Shem Tov, o judaísmo hassídico, ramo ortodoxo que prega a vivência mística da fé judaica, populariza uma forma mais simples de cabala no Leste Europeu.

Tradução - Séc. 20
O rabino Yehuda Ashlag, fundador do Kabbalah Centre de Israel, completa em 1922 a primeira tradução do Zohar para o hebraico moderno. Em 1984, Philip Berg funda o Kabbalah Centre de Los Angeles.


Ao acompanhar esta linha do tempo, você vai notar algumas discrepâncias entre o que dizem as tradições judaicas e a opinião dos estudiosos. O caso mais exemplar é o do Zohar: no século 13, Moisés de León distribuiu a primeira versão escrita da obra, alegando que havia encontrado os manuscritos originais, do século 2. Conta-se, porém, que um homem rico ofereceu à viúva de Moisés de León uma alta soma de dinheiro pelos originais. Desolada, ela teria confessado que seu marido era o verdadeiro autor.

Uma verdade, muitos caminhos
Cada misticismo tem seu próprio método para chegar até a Verdade. Mas a essência é a mesma. Veja aqui as semelhanças e diferenças entre 6 correntes místicas

CABALA

O que é - O misticismo judaico é baseado na crença de que todos os segredos do Universo foram revelados por Deus, de forma codificada, na Torá. Os cabalistas procuram desvendar esses segredos.

Principal texto - Distribuído no século 13 pelo rabino Moisés de León, o Zohar ajuda a explicar os ensinamentos ocultos na Torá.

Principal patriarca - Abraão, embora não haja consenso se o primeiro conhecedor da cabala teria vindo antes (Adão ou Noé) ou depois (Moisés).

Entidade máxima - Ein Sof, o Deus-Infinito, que criou o Universo usando as 22 letras do alfabeto hebraico e as 10 emanações chamadas de sefirot.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CRUCIFICADOS

•  Divindade: Quetzalcóatl
Quetzalcóatl    


•  Onde: México

•  Quando: 587 A.C.

Venerado por astecas, toltecas e maias, seu nome combina “quetzal” (uma ave nativa, com belas plumas) e “cóatl” (serpente).

Também nasceu de uma mãe virgem para livrar os homens dos seus pecados. Foi baptizado na água, ungido com óleos e jejuou por 40 dias. Crucificado entre dois ladrões, renasceu e subiu aos céus.





•  Divindade: Esus

•  Onde: Bretanha

•  Quando: 834 A.C.

Nasceu da virgem Mayence, hoje representada como uma santa envolta em 12 estrelas e uma serpente aos pés.  ( 12 estrelas? Foi daí que se inspiraram para criar os 12 apóstolos de Jesus?)

Foi crucificado num carvalho, considerada “a árvore da vida”, entre um elefante (que simbolizaria a magnitude dos pecados da humanidade) e um cordeiro (alusão à pureza de quem se oferece para o sacrifício divino).

O poeta romano Lucano (39-65) não estabelece de que maneira Esus (essa é a grafia correcta) teria morrido.





•  Divindade: Hórus

•  Onde: Egipto

•  Quando : 3000 a.c.



Hórus nasceu da virgem Isis, o nascimento de Hórus foi acompanhado por uma estrela a Leste, essa acompanhada por 3 reis. O nascimento de Jesus foi semelhante. Hórus foi considerado uma criança-prodígio aos 12 anos. Jesus também. Hórus teve 12 discípulos e viajou com eles praticando milagres Jesus também.
Hórus andou sobre as águas. Jesus também. Hórus foi traído por Tifão. Jesus foi traído por Judas. Hórus foi condenado a morte e crucificado. Jesus também.
Hórus ressucitou 3 dias depois. Jesus também.







Mitra (persa romano) 1200 a.C
Nasceu dia 25 de dezembro; nasceu de uma virgem; foi baptizado; teve 12 discípulos; praticou milagres; morreu crucificado; ressuscitou no 3º dia...



Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C.
Nasceu dia 25 de dezembro; Nasceu de uma virgem; Foi crucificado, morreu e foi enterrado; Ressuscitou no 3º dia...





•  Divindade: Prometeu

•  Onde: Grécia

•  Quando: Não é possível estabelecer uma data para a sua morte
prometeus


Foi o Titã que libertou e “iluminou” a raça humana ao dar-lhe o fogo dos deuses. Por essa ousadia, foi condenado por Zeus a viver pregado numa rocha, com o fígado devorado por uma águia. Para os gregos, era nesse órgão que ficavam os sentimentos, e não no coração.







•  Divindade: Bali

•  Onde: Índia

•  Quando: 725 A.C.

Segundo o historiador Godfrey Higgins, a cidade de Mahabalipore, na Índia, traz registos dessa crucificação, que também teria servido para limpar os nossos pecados.

“Bali” significa “Segundo Senhor” , ele integrava uma trindade que compunha um só Deus. Era cultuado como Deus e como filho Dele.







•  Divindade: Indra

•  Onde: Tibete

•  Quando: 725 A.C.

A sua mãe, virgem, era negra. Indra também. Acreditava-se que ele tinha poderes extraordinários, como prever o futuro, andar sobre as águas e levitar. ( Jesus também caminhara sobre as águas)

Indra era um deus guerreiro, que não pregava a paz, e defendia que a castidade era o único caminho para se tornar santo.







•  Divindade: Krishna

•  Onde: Índia

•  Quando: 900 A.C.

Tem muitos pontos em comum com Jesus. Segundo textos hindus, como o Bhagavata Purana e o Mahabaratha, o seu nascimento estava previsto num livro sagrado.

Para evitar que a profecia se concretizasse, o governante da região mandou matar todos os recém-nascidos. A sua mãe era uma virgem de origem humilde, que recebeu a visita de pastores quando deu à luz. ( muito semelhante á história de Jesus! Mas Krishna surgiu muito antes de Jesus )

Krishna peregrinou por regiões rurais dando sermões, curando doentes e operando milagres, como a multiplicação de peixes. Recomendava aos discípulos que amassem os seus inimigos.

Segundo alguns relatos, teria sido crucificado , assim como Jesus, entre dois ladrões e aos 33 anos. Ressuscitou no terceiro dia e subiu aos céus, mas avisou que ainda voltaria à Terra. Numa segunda versão dos factos, Krishna teria sido vítima de flecha, aos 125 anos.





•  Divindade: Sakia

•  Onde: Índia

•  Quando: 600 A.C.

Nasceu para expiar os pecados do mundo e a sua mãe era chamada pelos seus seguidores de Virgem Sagrada. Assim como Jesus, operou milagres e curou doentes.

Foi tentado pelo diabo e deixou mandamentos como “não matarás”, “não roubarás”, “não pecarás”, “não cometerás adultério” e “não mentirás”. Ficou eternizado pelo símbolo da cruz. ( mais uma divindade com história idêntica à de Jesus, mas que surgiu muito antes! )





•  Divindade: Alceste

•  Onde: Grécia

•  Quando: 600 A.C.

É o único caso de que se tem relato sobre uma mulher sendo crucificada para livrar a humanidade dos próprios pecados. Ela também era parte de uma Santíssima Trindade.

A morte da deusa gera controvérsia: algumas versões defendem que ela deu a vida para salvar o marido, Eurípedes. Como recompensa, teria ressuscitado ainda mais bela. Humana, Alceste teria sido levada pelo deus da morte, Tanatos



Existem outros deuses com características muito semelhantes a estes:

Adad de Asiría , Hércules da Grécia , Baal de Fenicia , Beddou do Japão , Deva Tat da Tailândia , Jao de Nepal , Salivahana de Bermudas , Thor da Mitologia Nórdica .


Ieshaiáhu 7:14 (Isaias)

                                               
Uma grande polêmica que os cristãos INVENTAM é que no versículo de Isaías 7:14 estaria a palavra virgem.


Isaías 7:14

יד לָ֠כֵן יִתֵּ֨ן אֲדֹנָ֥י ה֛וּא לָכֶ֖ם א֑וֹת הִנֵּ֣ה הָעַלְמָ֗ה הָרָה֙ וְיֹלֶ֣דֶת בֵּ֔ן וְקָרָ֥את שְׁמ֖וֹ עִמָּ֥נוּ אֵֽל׃

Bom, a tradução correta desse versículo é a seguinte:

Isaías 7:14 Portanto dará Ad-nai (nome de D-us), Ele mesmo, para vocês um sinal, eis que a jovem (mulher entre 12 e 30 anos) engravidará e dará a luz a um filho e ela chamará seu nome Imanu-El.

Ocorre que a palavra usada é עַלְמָה (Almá) que é o feminino de אֵלֶם (Élem) que quer dizer um homem entre 12 e 30 anos, um jovem, em todo o Tanach a palavra Élem só ocorre uma vez.
Salmos 56:1.
א. לַמְנַצֵּחַ עַל יוֹנַת אֵלֶם רְחֹקִים לְדָוִד מִכְתָּם בֶּאֱחֹז אוֹתוֹ פְלִשְׁתִּים בְּגַת:
Salmos 56:1. Ao mestre do canto, sobre yonat élem Rehokim (o pombo do jovem nas distâncias – nome de lugar) um Michtam (Salmo com conteúdo) para David ao ser capturado pelos Filisteus em Gat.

A palavra Almá só ocorre 3 outras vezes em todo o Tanach.

Gênesis 24:43

מג הִנֵּ֛ה אָנֹכִ֥י נִצָּ֖ב עַל־עֵ֣ין הַמָּ֑יִם וְהָיָ֤ה הָֽעַלְמָה֙ הַיֹּצֵ֣את לִשְׁאֹ֔ב וְאָמַרְתִּ֣י אֵלֶ֔יהָ הַשְׁקִֽינִי־נָ֥א מְעַט־מַ֖יִם מִכַּדֵּֽךְ׃

43)Eis que eu estou sentado sobre o olho d’água, e será a JOVEM que sair para pegar água, e eu disser para ela, me sirva um pouco d’água de teu cântaro.

Êxodo 2:8

ח וַתֹּֽאמֶר־לָ֥הּ בַּת־פַּרְעֹ֖ה לֵ֑כִי וַתֵּ֙לֶךְ֙ הָֽעַלְמָ֔ה וַתִּקְרָ֖א אֶת־אֵ֥ם הַיָּֽלֶד׃

E disse para ela a filha do Faraó, vá chame a JOVEM, e ela chamou a mãe do menino.

Provérbios 30:19.

יט דֶּ֤רֶךְ הַנֶּ֨שֶׁר ׀ בַּשָּׁמַיִם֮ דֶּ֥רֶךְ נָחָ֗שׁ עֲלֵ֫י צ֥וּר דֶּֽרֶךְ־אֳנִיָּ֥ה בְלֶב־יָ֑ם וְדֶ֖רֶךְ גֶּ֣בֶר בְּעַלְמָֽה׃

19)O caminho da águia é pelo céu, o caminho da cobra é por cima da pedra, o caminho do navio é pelo coração do mar e o caminho do macho é com a JOVEM.

Notem que em Êxodo 2:8 a palavra se refere à Yochébed, mãe de Moysés, que é o terceiro filho dela, essa palavra não poderia se aplicar a uma virgem de modo algum.

A palavra hebraica para virgem é בְּתוּלָה (Betulá) e pode ser encontrada 20 vezes no Tanach. Em todas as suas 20 ocorrências ela significa VIRGEM, não podendo ter outro significado, citareis apenas alguns casos.

Gênesis 24:16
טז וְהַֽנַּעֲרָ֗ טֹבַ֤ת מַרְאֶה֙ מְאֹ֔ד בְּתוּלָ֕ה וְאִ֖ישׁ לֹ֣א יְדָעָ֑הּ וַתֵּ֣רֶד הָעַ֔יְנָה וַתְּמַלֵּ֥א כַדָּ֖הּ וַתָּֽעַל׃

16) E a moça tinha muito boa aparência, VIRGEM, e não tinha conhecido homem, e desceu na direção do olho d’água e encheu o cântaro e subiu.

Êxodo 22:15

טו וְכִֽי־יְפַתֶּ֣ה אִ֗ישׁ בְּתוּלָ֛ה אֲשֶׁ֥ר לֹא־אֹרָ֖שָׂה וְשָׁכַ֣ב עִמָּ֑הּ מָהֹ֛ר יִמְהָרֶ֥נָּה לּ֖וֹ לְאִשָּֽׁה׃
15) E quando um homem abrir a uma virgem (desvirginá-la), a qual não noivou, e deitou-se com ela, depressa farão dela sua esposa.

Levítico 21:3

ג וְלַאֲחֹת֤וֹ הַבְּתוּלָה֙ הַקְּרוֹבָ֣ה אֵלָ֔יו אֲשֶׁ֥ר לֹֽא־הָיְתָ֖ה לְאִ֑ישׁ לָ֖הּ יִטַּמָּֽא׃

3) E por sua irmã VIRGEM, a que está próxima a ele, que não esteve com homem, por ela se impurificará.

Levítico 21:14.
יד אַלְמָנָ֤ה וּגְרוּשָׁה֙ וַחֲלָלָ֣ה זֹנָ֔ה אֶת־אֵ֖לֶּה לֹ֣א יִקָּ֑ח כִּ֛י אִם־בְּתוּלָ֥ה מֵעַמָּ֖יו יִקַּ֥ח אִשָּֽׁה׃

14) Viúva e divorciada e halalá (filha de Cohen que perdeu o título), prostituta, a elas nãotomará, pois somente VIRGEM de seu povo tomará por mulher.

Deuteronômio 22:23
כג כִּ֤י יִהְיֶה֙ (נער) [נַעֲרָ֣ה] בְתוּלָ֔ה מְאֹרָשָׂ֖ה לְאִ֑ישׁ וּמְצָאָ֥הּ אִ֛ישׁ בָּעִ֖יר וְשָׁכַ֥ב עִמָּֽהּ׃

23) Quando houver moça VIRGEM divorciada de um homem e a encontrou o homem na cidade e deitou com ela.

Deuteronômio 22:28

כח כִּֽי־יִמְצָ֣א אִ֗ישׁ (נער) [נַעֲרָ֤ה] בְתוּלָה֙ אֲשֶׁ֣ר לֹא־אֹרָ֔שָׂה וּתְפָשָׂ֖הּ וְשָׁכַ֣ב עִמָּ֑הּ וְנִמְצָֽאוּ׃

28) Quando um homem encontrar uma moça VIRGEM que não noivou, e a tomar, e deitar-se com ela e se encontram.

Deuteronômio 32:25

כה מִחוּץ֙ תְּשַׁכֶּל־חֶ֔רֶב וּמֵחֲדָרִ֖ים אֵימָ֑ה גַּם־בָּחוּר֙ גַּם־בְּתוּלָ֔ה יוֹנֵ֖ק עִם־אִ֥ישׁ שֵׂיבָֽה׃

25) Por fora, a espada do assaltantes os devastará, e por dentro, o medo, tanto ao jovem quanto à VIRGEM, à criança de peito como o homem idoso.

Ou seja, a hipótese da palavra עַלְמָה (Almá) significar virgem é simplesmente ridícula.

Créditos Eliezer Abensur.

MEDO DO DIABO? DEIXA DISSO, RAPAZ!!!!!


           


(leia e reflita!)

Quando você se der conta de que o mal é simples fruto de ESCOLHAS ERRADAS, feitas por seres humanos com LIVRE ARBÍTRIO, como você, e não resultado de ações de seres espirituais maléficos, vai entender que a construção de uma realidade melhor ESTÁ EM NOSSAS MÃOS!

É só fazermos as escolhas certas, SEM TERCEIRIZAÇÃO de culpas e de responsabilidades!

Mas e Lúcifer? - Alguns perguntarão - Ele não é o deus do mau? Não é ele que faz as pessoas agirem de forma errada?

A resposta é tão simples, que a pergunta nem deveria existir:

O conceito de Lúcifer, é resultado de uma COMPREENSÃO DETURPADA de versículos do profeta Isaías.

No trecho tratado*, o profeta, relatando a queda do REI DA BABILÔNIA, (um ser humano normal) chama-o de Helil Shahar*, que significa ESTRELA DA MANHÃ. Já a tradução tradicional (não judaica) chamou-o de Lúcifer (portador da Luz) que na sequência acabou sendo identificado como deus, ou anjo do mau, figura inexistente no judaísmo!

Na tradição judaica EXISTE SOMENTE O ETERNO, no mais, há somente criações que servem a Seus PROPÓSITOS EDIFICANTES!

Esta regra serve também para o Satan (Traduzido como Satanás) força criada por Ele para permitir o erro ao ser humano, de modo que venha a ter LIVRE ARBÍTRIO, e portanto, MÉRITO em seus ACERTOS!

A SUBMISSÃO desta força ao Eterno é FACILMENTE identificada no início do Livro de Jó*.

Para concluir este texto, o qual dedico àqueles que querem conhecer de verdade as fontes judaicas, SEM INTERFERÊNCIAS, cito o versículo 7 do capítulo 45 de Isaías, que diz:

"Eu formo a luz e crio a escuridão. Faço a paz e CRIO O MAL. EU SOU O ETERNO QUE TUDO FAZ!"

Concluindo:

De acordo com as fontes judaicas NÃO HÁ dEUS OU ANJO DO MAU, a quem devamos temer, ou culpar, por nossas ações!

NOSSAS AÇÕES SÃO NOSSAS e portanto, suas consequências também! Caso contrário, não teríamos livre arbítrio e não poderíamos nunca ser responsabilizados por nossos erros!

CHEGA DE TERCEIRIZAÇÃO DE RESPONSABILIDADES! Vamos fazer jus a nossa existência, fazendo as escolhas corretas e BENEFICIANDO ASSIM, TODA A HUMANIDADE E A CRIAÇÃO!

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