quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Unicidade de D'us

Para um bom entendedor meia palavra basta;

D'us é Único. Não dois ou mais de dois. Um que é diferente de qualquer outra unidade. Não a uma unidade que consiste em partes, nem uma unidade corporal que podem ser divididos em partes e componentes, mas sim uma unidade que é diferente de qualquer outra unidade. (Maimônides, Os Fundamentos da Torá 01:07


terça-feira, 8 de outubro de 2013

O JUDAÍSMO MESSIÂNICO – COMENTÁRIO TANAÍTICO 6




SEPHER TOSAFOT YEHUDIM – SUPLEMENTOS TANAÍTICOS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – TOSEFTA 2 – O JUDAÍSMO MESSIÂNICO – COMENTÁRIO TANAÍTICO 6

 O BNEY ANUSSIM SEPHARAD adverte, denuncia e informa que em detrimento da ação dos religiosos que se apresentam, se declaram e se identificam como judeus, mas que na realidade são missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, cujo medíocre trabalho é evangelizar judeus, induzindo-os a aceitarem a filiação divina, a messianidade e os ensinamentos de YESHUA NAZARETH, torna-se necessário, principalmente para os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, o fornecimento de explicações sobre YESHUA NAZARETH, sobre o CRISTIANISMO e, sobretudo sobre as intenções dos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, informando principalmente os motivos da fortíssima rejeição judaica a YESHUA NAZARETH, através da identificação de distorções, de fraudes e de mentiras registradas no NOVO TESTAMENTO, quando elas são confrontadas diante do TANAKH.

 Há algumas décadas atrás, cristãos pertencentes a várias denominações religiosas cristãs evangélicas e protestantes descobriram (por elas mesmas e sem a interferência de terceiros) as suas raízes judaicas. Estes cristãos descobriram, através de pesquisas históricas, que os sobrenomes das suas famílias possuem origens judaicas sefaraditas e, devido a isto, estes cristãos concluíram que eram descendentes de judeus marranos de origem sefaradita (cujos ancestrais familiares foram coagidos, forçados e obrigados, durante séculos, a praticar o idolátrico culto religioso cristão católico apostólico romano). E, a partir desta grande descoberta histórica, eles decidiram olvidar grandes esforços para retornarem às práticas do modo de viver judaico. Porém esta descoberta histórica também é um cumprimento profético, segundo está escrito [1–3]:

 Estes cativos do exército dos filhos de Israel que habitavam com os cananeus, até Tsorfat, e os cativos de Jerusalém, que habitavam em Sefarad, possuirão as cidades do Sul.

 Sepher Navi Obhadyahu 20

 Os judeus sefaraditas foram expulsos da ESPANHA no ano de 1492; foram expulsos da SICILIA no ano de 1493; e, por fim, eles foram expulsos de PORTUGAL no ano de 1496, por não aceitarem eles a idolátrica fé religiosa cristã católica apostólica romana. Mas, infelizmente, os judeus sefaraditas que decidiram permanecer na ESPANHA e em PORTUGAL (porque não possuíam recursos financeiros para procurar refúgio seguro em outros países) foram ameaçados, coagidos e forçados na marra (isto é, através da força bruta) a abandonar, a abjurar e a desprezar as práticas do modo de viver judaico, e a aceitar amargamente e com profunda tristeza a idolátrica fé religiosa cristã católica apostólica romana. E, devido a isto, os judeus originários de ESPANHA e de PORTUGAL se tornaram conhecidos historicamente como JUDEUS MARRANOS, BNEY ANUSSIM (FILHOS DOS FORÇADOS) e, mais tarde, estes judeus tornaram-se conhecidos também historicamente como CRISTÃOS NOVOS. Mas, felizmente, os judeus sefaraditas que não decidiram permanecer na ESPANHA e em PORTUGAL (porque possuíam recursos financeiros para procurar refúgio seguro em outros países) conseguiram se refugiar na BÉLGICA, na HOLANDA, em LUXEMBURGO, e em países do NORTE DA ÁFRICA e do ORIENTE MÉDIO [3].

 A partir do século XVI, pequenos grupos de judeus marranos de origem sefaradita conseguiram embarcar em navios e encontraram refúgio seguro nos países citados acima, nos quais os judeus marranos de origem sefaradita se misturaram aos judeus sefaraditas que lá já se encontravam. Assim, torna-se muito difícil distinguir judeus sefaraditas de judeus marranos de origem sefaradita até porque a maioria deles é oriunda da PENÍNSULA IBÉRICA e, além disto, ser coagido, forçado e obrigado a procurar refúgio seguro em outros países também é uma grande amargura e uma grande tristeza. Mas a palavra MARRANO refere-se apenas, exclusivamente, somente e unicamente aos judeus sefaraditas que foram coagidos, ameaçados e obrigados na marra a abandonar, abjurar e desprezar as práticas do modo de viver judaico, e a aceitar amargamente e com profunda tristeza a idolátrica fé religiosa cristã católica apostólica romana, mas os judeus marranos de origem sefaradita continuaram a praticar, em segredo, o modo de viver judaico [1–3].

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Eu protesto! Animais são espirituais!

                                    Foto: Pergunta:

Obrigado por compartilhar sua sabedoria.

Eu tenho uma perspectiva diferente sobre a sua declaração:

Os animais não olham para as estrelas, e os anjos estão confinadas ao reino do espírito, mas o homem é D'us são uma ponte entre o céu e a terra.

Nossos corpos são formados a partir do pó, as nossas almas são da essência de D'us. Só nós podemos olhar para um mundo físico e ver que a vida espiritual e linda. 
Nós, que somos além do o céu e a terra, forma e matéria, espírito e corpo, que por si só pode fundir os dois.

Este conceito tem cegado a humanidade e especismo institucionalizado desde Descartes.

Como fundador e presidente de uma organização de resgate de animais nos últimos 30 anos, eu posso dizer com certeza que os animais que tomamos em casa e no mundo verde, depois de gerações em laboratórios de pesquisa abomináveis, passam dias olhando para o céu com espanto.

Há muitas, muitas pessoas confinadas à esfera do mundo material. A maioria dos animais que temos resgatados tem  uma conexão mais profunda com o mundo espiritual de maneira mais profunda, autêntica imaginável. Sentimo-nos mais perto da sua presença "D'us do que os pesquisadores desumanos que os torturou.

A Terra é redonda, e nós somos um com todos os seres do Criador.

É muito tempo passado a deixar de ir a crença de espécies-centric que "só pode olhar para um mundo físico e ver a vida espiritual como e linda." Eu tenho que dizer, com todo o respeito, que isso não é verdade.

Resposta:

Estou feliz por podermos compartilhar perspectivas com tolerância e compreensão. Uma coisa que eu acho que você vai certamente concordar: Se o planeta Terra fosse um jardim, e visse estes seres humanos correndo causando os estragos que eles fazem, gostaríamos de correr para a loja do jardim imediatamente para encontrar uma maneira de eliminar a praga!

Felizmente, o Criador é mais paciente. Deve haver alguma qualidade redentora Ele vê em nós.

Eu espero que tenha paciência para deixar-me compartilhar um ensinamento de um dos cabalistas italiano do século 16, Yehuda Moscato:

Perek Shirah , em um texto do antigo midrashic, descreve a canção cantada em cada criatura ao seu Criador. Ele termina com a história de um sapo que se gaba do Rei Davi dizendo que sua música é mais bonita do que qualquer coisa que ele possa compor.

Quais são essas músicas? Que músicas eles compõem? Os cabalistas explicam que cada animal recebe a sua vida através do canal de um ser espiritual. A música é a do espirito a ser nomeado em cada espécie. Em sua melodia está contida todos os movimentos e atividades, buzinas, apitos, latidos e rugidos de cada animal, que está ligado a esse ser.

Todo ser criado está vivo, mesmo as pedras, a areia, a água e o ar. Cada um tem a sua canção, e, juntos, eles compõem uma magnífica sinfonia.

O ser humano, escreveu Moscato, é a criatura que toca todas as partes como um, assim como o solista de um concerto de sinfônica toca a melodia tema. E, como ele ou ela desempenha, por isso, a orquestra de todas as coisas vivas reproduz a ele ou ela. Para quem joga fora a chave, o universo reproduz em acrimônia. Para quem joga em harmonia, eles jogam de volta em forma de doce e celestial.

Sim, somos da terra, outra das criaturas de D'us pertencentes a esta biosfera. No entanto, somos também o elemento radical, aquele que tem o poder de trazer devastações muito além dos meios de qualquer outra criatura. Assim como nós temos o poder de destruir, ainda mais temos o poder de restaurar, curar e sublimar todo o nosso mundo. Esse é o nosso redentor qualidade, uma espécie de espiritualidade que se apóia apenas em nós: a capacidade de ver a cura da doença, onde reside, e tomar medidas para perceber que a cura. Ele está sendo praticada hoje por pessoas como você. Obrigado.

Rabbi Tzvi Freeman 
Chabad . org-rabinos que os cuidados

Pergunta:

Obrigado por compartilhar sua sabedoria.

Eu tenho uma perspectiva diferente sobre a sua declaração:

Os animais não olham para as estrelas, e os anjos estão confinadas ao reino do espírito, mas o homem é D'us são uma ponte entre o céu e a terra.

Nossos corpos são formados a partir do pó, as nossas almas são da essência de D'us. Só nós podemos olhar para um mundo físico e ver que a vida espiritual e linda.
Nós, que somos além do o céu e a terra, forma e matéria, espírito e corpo, que por si só pode fundir os dois.

Este conceito tem cegado a humanidade e especismo institucionalizado desde Descartes.

Como fundador e presidente de uma organização de resgate de animais nos últimos 30 anos, eu posso dizer com certeza que os animais que tomamos em casa e no mundo verde, depois de gerações em laboratórios de pesquisa abomináveis, passam dias olhando para o céu com espanto.

Há muitas, muitas pessoas confinadas à esfera do mundo material. A maioria dos animais que temos resgatados tem uma conexão mais profunda com o mundo espiritual de maneira mais profunda, autêntica imaginável. Sentimo-nos mais perto da sua presença "D'us do que os pesquisadores desumanos que os torturou.

A Terra é redonda, e nós somos um com todos os seres do Criador.

É muito tempo passado a deixar de ir a crença de espécies-centric que "só pode olhar para um mundo físico e ver a vida espiritual como e linda." Eu tenho que dizer, com todo o respeito, que isso não é verdade.

Resposta:

Estou feliz por podermos compartilhar perspectivas com tolerância e compreensão. Uma coisa que eu acho que você vai certamente concordar: Se o planeta Terra fosse um jardim, e visse estes seres humanos correndo causando os estragos que eles fazem, gostaríamos de correr para a loja do jardim imediatamente para encontrar uma maneira de eliminar a praga!

Felizmente, o Criador é mais paciente. Deve haver alguma qualidade redentora Ele vê em nós.

Eu espero que tenha paciência para deixar-me compartilhar um ensinamento de um dos cabalistas italiano do século 16, Yehuda Moscato:

Perek Shirah , em um texto do antigo midrashic, descreve a canção cantada em cada criatura ao seu Criador. Ele termina com a história de um sapo que se gaba do Rei Davi dizendo que sua música é mais bonita do que qualquer coisa que ele possa compor.

Quais são essas músicas? Que músicas eles compõem? Os cabalistas explicam que cada animal recebe a sua vida através do canal de um ser espiritual. A música é a do espirito a ser nomeado em cada espécie. Em sua melodia está contida todos os movimentos e atividades, buzinas, apitos, latidos e rugidos de cada animal, que está ligado a esse ser.

Todo ser criado está vivo, mesmo as pedras, a areia, a água e o ar. Cada um tem a sua canção, e, juntos, eles compõem uma magnífica sinfonia.

O ser humano, escreveu Moscato, é a criatura que toca todas as partes como um, assim como o solista de um concerto de sinfônica toca a melodia tema. E, como ele ou ela desempenha, por isso, a orquestra de todas as coisas vivas reproduz a ele ou ela. Para quem joga fora a chave, o universo reproduz em acrimônia. Para quem joga em harmonia, eles jogam de volta em forma de doce e celestial.

Sim, somos da terra, outra das criaturas de D'us pertencentes a esta biosfera. No entanto, somos também o elemento radical, aquele que tem o poder de trazer devastações muito além dos meios de qualquer outra criatura. Assim como nós temos o poder de destruir, ainda mais temos o poder de restaurar, curar e sublimar todo o nosso mundo. Esse é o nosso redentor qualidade, uma espécie de espiritualidade que se apóia apenas em nós: a capacidade de ver a cura da doença, onde reside, e tomar medidas para perceber que a cura. Ele está sendo praticada hoje por pessoas como você. Obrigado.

Rabbi Tzvi Freeman

domingo, 6 de outubro de 2013

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 1


SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 1

A característica básica, fundamental e principal do modo de viver judaico consiste apenas em saber que existe apenas, exclusivamente, somente e unicamente um único ser sagrado, Adonai-Elohim, o qual é um ser pleno de propósitos e o único criador de um mundo no qual os seres humanos carregam a sua razão de existir. Na obra literária judaica rabínica, Mishneh Torah, o erudito e sábio judeu talmudista rishonita sephardi, Rabbi Mosheh Ben Maimon (1138 – 1204), ensina que o princípio central e fundamental de todo o conhecimento judaico reside somente em acreditar que o Criador existe; que o Criador é único; e que o Criador concede vida duradoura a todos os seres vivos [1]. Além disto, na obra literária judaica rabínica, Peirush Ha Mishnayot, o Rabbi Mosheh Ben Maimon registra o primeiro dos treze princípios do Judaísmo, na qual declara convictamente e com firmeza que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o único Criador, o único Salvador e o único Senhor dos Filhos de Yisrael [2]. De fato, os Neviim Yehudah, os Neviim Yisrael, os eruditos e os sábios judeus crêem e se referem ao Criador como Adonai-Elohim, Quem Se revelou a Avraham Ben Terah; Yitshak Ben Avraham; Yaakov Ben Yitshak; e Mosheh Ben Amaram, conforme registra o Tanakh. Mas, no entanto, o que os Filhos de Yisrael conhecem e sabem sobre Adonai-Elohim, a Quem os libertou da longa e terrível escravidão no Egito e que, em seguida, Se revelou diretamente a Mosheh Ben Amram, no Monte Sinai, e também durante toda a atravessia do deserto? Em particular, o Navi Yirmiyahu Ben Hizkiyahu declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o Rei Eterno; o Rei Salvador; o Rei Único; e o Senhor, segundo está escrito:

Mas só o Eterno é o Deus verdadeiro! É o Deus vivo e o Rei eterno! Ante Sua ira estremece a terra e Sua indignação não pode ser suportada pelas nações.

Sepher Navi Yirmiyahu 10,10

Desta forma, o Navi Yirmiyahu Ben Hizkiyahu declara que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é eterno e vivo, isto é, um ser existente, presente e muito real, mas não como um ser vivo biológico ou como um ser físico material. Desta forma, Adonai-Elohim não pode ser questionado através de conceitos filosóficos e nem questionado como um conceito material. Além disto, como Adonai-Elohim é verdadeiro e vivo, segundo os Neviim Yehudah, os Neviim Yisrael, os eruditos e os sábios judeus, então a Sua existência é incondicional e real. Entretanto, esta existência não é fisicamente real e nem é conhecida ou sustentada teologicamente por encarnação de um ou mais indivíduos, fé, imaginação e nem tão pouco por intermédio de alguma votação pública. Mas, entretanto, apesar de ser real, verdadeiro e vivo, Adonai-Elohim parece ser inacessível, inatingível e misterioso, conforme registra o Tanakh. No entanto, a Torah registra que nem mesmo Mosheh Ben Amram percebeu, fisicamente, a glória divina, segundo está escrito:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

Assim, conforme registra a referência judaica tanaítica Sepher Shemot 33,18-23, Adonai-Elohim declara que nenhum ser humano poderá vê-Lo e continuar a viver. Diante disto, não há como aceitar e acreditar no ensinamento de Yeshua Nazareth, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 10,30. Ora, se Adonai-Elohim e Yeshua Nazareth constituem, ambos juntos, uma única divindade, então Yeshua Nazareth se faz igual à Adonai-Elohim. Por outro lado, os filósofos e os teólogos cristãos não podem continuar transmitindo o ensinando que Yeshua Nazareth é Adonai-Elohim na forma encarnada ou o Filho de Adonai-Elohim, porque, em caso contrário, os amigos, os discípulos, os inimigos e os parentes de Yeshua Nazareth também deveriam todos eles ter morrido durante o primeiro encontro pessoal com Yeshua Nazareth. Portanto, conclui-se que Yeshua Nazareth induz aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria ao ensinar que aquele que o vê também está vendo a Adonai-Elohim, o qual ele chama de Pai.

Em seguida, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, ao transmitir ele um ensinamento (o qual está em completo e total desacordo com a Torah), segundo o qual Adonai-Elohim pode se apresentar e se manifestar fisicamente na forma humana, segundo está escrito [3]:

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.

Evangelho de João 14,8-11

E, mais adiante, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, ao transmitir ele um ensinamento (o qual está em completo e total desacordo com a Torah), segundo o qual quem crer nele realizará também obras maiores do que aquelas que ele realizou, segundo está escrito [2,3]:

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.

Evangelho de João 14,12

Desta forma, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria ao ensinar ele que qualquer um que o veja estará vendo a Adonai-Elohim, e que qualquer um que crer nele realizará obras bem maiores do que aquelas realizadas por ele próprio. E, através destes falsos e idolátricos ensinamentos cristãos, se conclui que qualquer ser humano pode ensinar que todo aquele que o vê também estará vendo a Adonai-Elohim e, consequentemente, ele pode ensinar que ele é único com Adonai-Elohim.

A nota de rodapé da página 1399 da fonte literária cristã testamentária, Bíblia Sagrada, informa que a referência cristã testamentária Evangelho de João 10,30 contém o principal ensinamento sobre a divindade de Yeshua Nazareth [3]. Mas, entretanto, este ensinamento é falso e idolátrico porque se é possível realizar as mesmas obras realizadas pelo próprio Yeshua Nazareth ou realizar obras maiores do que as obras que ele realizou, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 14,8-12, então se conclui com certeza absoluta que Yeshua Nazareth nunca foi e jamais será o único a realizar as obras que ele mesmo realizou, mas que qualquer um dos seus seguidores se tornará como ele ou maior do que ele. Assim, se quaisquer dos seguidores de Yeshua Nazareth realizar obras iguais ou obras maiores do que as obras realizadas por Yeshua Nazareth, então não é mais necessário acreditar em Yeshua Nazareth porque ele não é mais exclusivo e não é mais o único a realizar tais obras. Portanto, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria ao ensinar que ele próprio e Adonai-Elohim são uma única pessoa, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 14,8-12. Diante disto, se conclui com toda a certeza que Yeshua Nazareth era declaradamente um grande idólatra!!

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 2



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 2

A referência cristã testamentária Evangelho de João 11,1-44 registra uma obra idolátrica realizada por Yeshua Nazareth, segundo a qual relata a incrível ressurreição física de Lázaro (irmão de Maria e Marta) por intermédio de Yeshua Nazareth. Mas, entretanto, até hoje, nenhuma autoridade religiosa cristã realizou a ressurreição física de alguém e, do mesmo modo, ninguém até hoje conseguiu realizar curas físicas em seres humanos sem o devido auxílio de medicamentos. E, de fato, até hoje, ninguém realizou obras iguais ou obras maiores do que as obras realizadas por Yeshua Nazareth, conforme registram as fontes literárias cristãs testamentárias e, deste modo, não há nenhuma necessidade de se acreditar em Yeshua Nazareth. E, portanto, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, ou então é fraudulenta a referência cristã testamentária Evangelho de João 11,1-44. E, além disto, Yeshua Nazareth é apresentado nas fontes literárias cristãs testamentárias como um judeu que freqüenta sinagogas, discute com rabinos fariseus (cujos nomes de nenhum deles são citados) e realiza curas milagrosas (físicas e espirituais) em pessoas, as quais nada se conhecem se conhecem. Entretanto, é apenas, exclusivamente e somente em narrativas míticas que divindades nascem de virgens, encarnam, morrem e depois ressuscitam. Mas, Adonai-Elohim revela que não há nenhuma outra divindade além Dele próprio, segundo está escrito:

A ti foi mostrado para que soubesses que o Eterno – Ele é o Deus, e não há outro fora Dele.

Sepher Devarim 4,35

E, confirmando mais uma vez a Sua eternidade, a Sua imutabilidade e a Sua unicidade, Adonai-Elohim revela ao Navi Yeshayahu Ben Amos que não existe outra divindade além Dele, segundo está escrito [1,2]:

Assim disse o Eterno, o Rei de Israel e seu redentor, o Eterno dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e não existe Deus além de mim! Quem como eu poderia proclamar – que o faça, se puder – tudo que foi feito desde que este povo antigo escolhi, e tudo que ainda haverá de acontecer? Não vos assusteis nem temais; não vos anunciei e vos fiz conhecer desde aquele tempo? Vós sois as Minhas testemunhas! Porventura há outro Deus além de Mim? Não! Não há outra rocha. Nenhuma outra conheço, nem conhecereis.

Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8

E o Navi Yeshayahu Ben Amos declara, reforça e repete claramente o ensinamento judaico tanaítico sobre a salvação divina e sobre a unicidade divina, somente devida a Adonai-Elohim, segundo está escrito [1,2]:

Em verdade, Tu és um Deus que se oculta, ó Deus de Israel, o salvador.

Sepher Navi Yeshayahu 45,15

Diante das referências judaicas tanaíticas Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8 e Sepher Navi Yeshayahu 45,15, conclui-se que os ensinamentos sobre a filiação divina e sobre a messianidade de Yeshua Nazareth estão completo e total desacordo com o Tanakh, e induzem aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 5,18, cujo autor relata que os judeus rejeitavam a Yeshua Nazareth porque ele desrespeitava o shabbath e também se fazia igual a Adonai-Elohim. Além disto, é simplesmente incrível que nem os familiares de Yeshua Nazareth acreditavam nele, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 7,1-5. E, por fim, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria ao transmitir ele o ensinamento segundo o qual a unicidade divina é composta por duas pessoas, conforme registram as referências cristãs testamentárias Evangelho de João 8,58 e Evangelho de João 10,30. Assim, Yeshua Nazareth é um idólatra.

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 3


SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 3

O erudito e sábio judeu tanaíta da quarta geração, Rabbi Shimon Bar Yochai (100 d.e.c. – 160 d.e.c.), ensina que não há pensamento algum que contenha a plenitude divina, conforme registra a referência judaica rabínica Sepher Ha Zohar – Tikunei Zohar 17a. Na obra literária judaica rabínica, Sepher Ha Zohar [a obra literária judaica rabínica mais fundamental da Kabbalah (A sabedoria mística judaica extraída dos ensinamentos registrados na Torah), foi elaborada de acordo com as revelações divinas obtidas por Rabbi Shimon Bar Yochai, diante do seu grande círculo de alunos e discípulos judeus. Porém, durante as horas tristes que antecederam ao falecimento do Rabbi Shimon Bar Yochai [ocorrido no trigésimo terceiro dia da contagem do omer (18 do mês hebraico de Iyar), que é um período de 49 dias que começa na segunda noite da Festa de Pessach e encerra na véspera da Festa de Shavuot] ele ainda transmitiu ensinamentos judaicos rabínicos da Torah para que a data do seu falecimento fôsse celebrada com bastante júbilo [1,2,4].

Do mesmo modo, o erudito e sábio judeu acharonita hassidi, Rabbi Shneor Zalman Baruchovitch de Liadi (1745 – 1812), conhecido na literatura judaica rabínica como Rabbi Shneor Zalman ou Baal Ha Tanya Ve Shulchan Aruch, e o qual também é conhecido como Alter Rebbe (Velho Rebbe), ensina que assim como, fisicamente, a mão de um ser humano não consegue de forma alguma agarrar um pensamento, também a mente do ser humano não consegue nem tão pouco agarrar a plenitude divina, segundo está escrito [1,2,4]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

E, além disto, vale acrescentar que Adonai-Elohim revela diretamente ao Navi Yeshayahu Ben Amos que os Seus caminhos, os Seus pensamentos e a Sua vontade estão sempre em um nível bem mais elevado do que o nível de todos os seres humanos; que a Sua palavra nunca retorna vazia sem ter ela realizado a Sua vontade; e que não há idéia ou pensamento que possa conter a plenitude divina, segundo está escrito [2,4]:

Pois os Meus pensamentos não são iguais aos vossos, nem Meus caminhos são os que trilhais – diz o Eterno. Assim como muito acima da terra estão os céus, Meus caminhos são mais elevados que os vossos, e Meus pensamentos muito mais profundos que os vossos. Assim como do céu descem a chuva e a neve, e para lá não retornam sem que primeiro reguem a terra e a façam germinar e brotar, para dar semente ao que semeia e pão ao que se alimenta, também a palavra que de Mim emanar (pela boca dos profetas) não retornará para mim vazia, mas efetuará o que Me aprouve, e prosperará naquilo para que a enviei.

Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11

De acordo com a referência judaica tanaítica Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que não é possível de forma alguma entender os abomináveis, falsos e idolátricos ensinamentos proferidos por Yeshua Nazareth e, nem tão pouco é possível entender a realização das enganosas e terríveis obras a respeito do seu advento, e da instauração do equivocado Reino de Adonai-Elohim, conforme anunciado por Yeshua Nazareth, porque ele era um grandessíssimo idólatra.

Na realidade, até hoje, os cristãos continuam acreditando no equivocado, falso e fictício ensinamento sobre o reino divino, conforme anunciado por Yeshua Nazareth. Mas, entretanto, o que ocorreu, de fato, foi a morte trágica de Yeshua Nazareth, conforme registram as fontes literárias cristãs testamentárias e, após a morte de Yeshua Nazareth, surgiram milhares de comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos, além também do surgimento de várias guerras travadas entre impérios, nações e reinos, sobretudo na sociedade cristã. Assim, a palavra divina segundo a referência judaica tanaítica Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11, retornou vazia (o que é bem improvável) ou então esta referência judaica tanaítica não se aplica a Yeshua Nazareth e nem tão pouco se aplica às comunidades, denominações e lideranças religiosas cristãs (o que é bem mais provável). Portanto, diante das análises, comentários e discussões, efetuados até aqui se entende muito bem porque as comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos iniciaram o seu catastrófico e desastroso curso histórico através do surgimento de milhares de divisões entre si. E estas divisões são provas da completa falta de veracidade dos ensinamentos cristãos porque eles estão baseados em referências cristãs testamentárias tais como Evangelho de João 5,18; Evangelho de João 7,1-5; Evangelho de João 8,58; Evangelho de João 10,30; Evangelho de João 14,8-12, e etc. O que fazer agora???

De fato, devido às várias divisões causadas pelos falsos e idolátricos ensinamentos de Yeshua Nazareth, as autoridades religiosas cristãs católicas apostólicas romanas, em particular, tornaram-se bastante prósperas e, em seguida, impuseram a tirania religiosa cristã dogmática. E, bem mais tarde, surgiram vários líderes cristãos evangélicos e protestantes que enriqueceram bastante e prosperaram através da Ideologia Cristã da Prosperidade. A Ideologia Cristã da Prosperidade defende a idéia de que as doações efetuadas por um cristão às lideranças religiosas cristãs conduzirão, pela ação da divindade cristã, ao aumento da riqueza material do cristão. Na realidade, a Ideologia Cristã da Prosperidade faz da relação entre o homem e a divindade cristã um simples contrato financeiro. De acordo com a Ideologia Cristã da Prosperidade, se os seres humanos possuírem fé na divindade cristã, então ela enriquecerá o cristão. Desta forma, a relação entre o cristão e a divindade cristã é estabelecida e mantida apenas pela reciprocidade, isto é, o cristão faz doações acreditando que a divindade cristã cumprirá promessas baseadas em referências judaicas tanaíticas interpretadas e traduzidas de forma distorcida. Além disto, a Ideologia Cristã da Prosperidade conduz aos cristãos a acreditarem em falsas curas (espirituais e físicas) e em falsos milagres. Mas, de forma contrária a isto, Adonai-Elohim revela diretamente a Mosheh Ben Amram que se Ele é buscado com sinceridade, então Ele é certamente encontrado, conforme registra a referência judaica tanaítica Sepher Devarim 4,29. Assim, diante das referências judaicas tanaíticas Sepher Devarim 4,29 e Sepher Navi Yeshayahu 55,9-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não se encarnou através do corpo físico de um ser humano porque Ele prometeu enviar Neviim aos Filhos de Yisrael para falar por Ele e nunca revelou aos Neviim Yisrael que possuía filho único, o qual se encarnaria na forma humana. E, desta forma, Yeshua Nazareth não é o intercessor, mediador, salvador ou senhor, mas apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o único intercessor, mediador, salvador e senhor.

Outro exemplo dos falsos e idolátricos ensinamentos de Yeshua Nazareth consiste no relato evangélico da Parábola do Rico, conforme registra a referência evangélica Evangelho de Lucas 16,19-31, segundo a qual relata um mendigo de nome Lazaro (o qual estava coberto de chagas) se encontrava deitado à porta de um homem rico, desejando fartar-se das migalhas que caiam da sua mesa, mas ninguém lhes concedia. E os cães vinham lamber as feridas do corpo do mendigo. Mas, ao morrer, este mendigo foi conduzido pelos anjos até a presença de Avraham Ben Terah. Mais tarde, morreu o homem rico e foi sepultado no inferno. Durante os seus tormentos, o homem rico implorou a Avraham Ben Terah para que Lazaro fôsse enviado aos seus cinco irmãos informando-lhes para não residirem naquele lugar de tormentos. De acordo com o ensinamento desta parábola, não há sentido algum ensinar que Yeshua Nazareth é o intercessor entre os seres humanos e Adonai-Elohim porque se alguém não ouve os ensinamentos de Mosheh Ben Amram e nem dos Neviim Yisrael então este alguém não ouvirá a mais ninguém, mesmo diante da ressurreição de algum morto. Ora, então por que se deve acreditar em Yeshua Nazareth apesar das fontes literárias cristãs testamentárias relatarem a sua ressurreição? Desta forma, Yeshua Nazareth ensina que ele próprio é menor do que Mosheh Ben Amram e menor do que os Neviim Yisrael. De fato, Yeshua Nazareth era um idólatra.

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 4


SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 4

Do ponto de vista judaico, Yeshua Nazareth é, de fato, menor do que Mosheh Ben Amram, menor do que os Neviim Yisrael e menor do que os eruditos e sábios judeus que surgiram antes e depois da sua vinda. Assim, acreditar em Yeshua Nazareth é uma atitude idólatra e uma grande perda de tempo porque apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o único intercessor, mediador, salvador e senhor dos Filhos de Yisrael. Devido a isto, os judeus não devem acreditar, confiar e nem crer nos ensinamentos propostos pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos. Porém, no entanto, os judeus devem sim acreditar apenas, exclusivamente, somente e unicamente em Mosheh Ben Amram, nos Neviim Yisrael e, por fim, nos eruditos e sábios judeus. De fato, os ensinamentos judaicos rabínicos sobre Adonai-Elohim são analisados, comentados, discutidos e interpretados nas fontes literárias judaicas rabínicas por eruditos e sábios judeus, os quais ensinam que Adonai-Elohim é o único criador, intercessor, mediador, salvador e senhor. E, segundo eruditos e sábios judeus, não existe absolutamente nada neste mundo que não possua origem em Adonai-Elohim. De acordo com isto, o Tanakh registra, segundo está escrito [4,5]:

No princípio, ao criar Deus os céus e a terra, a terra era sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo, e o espírito de Deus pairava sobre a face das águas.

Sepher Bereshit 1,1-3

Assim disse o Eterno, teu redentor, que desde o seio materno te formou: Eu sou o Eterno, que cria todas as coisas, que sozinho expandiu os céus e estendeu a terra;

Sepher Navi Yeshayahu 44,24

Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que além de ter criado e expandido sozinho (e não com a ajuda de seres humanos) os céus e a terra, Adonai-Elohim criou também as matérias física e química presentes em todos os corpos animados, inanimados e celestes existentes na natureza. Portanto, apenas, exclusivamente e somente Adonai-Elohim é o único autor das obras da criação.

Vale acrescentar que na obra literária judaica rabínica, The Aryeh Kaplan Anthology, o erudito e sábio judeu acharonita sephardi, Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan (1934 – 1983), utiliza teorias físicas relativísticas para ajudar na obtenção do conhecimento de Adonai-Elohim [5]. Nesta obra literária judaica rabínica, o Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan ensina que estas teorias físicas estabelecem o espaço e o tempo como atributos físicos da matéria, e que, ao criar sozinho tudo o que é fisicamente e quimicamente material, Adonai-Elohim, simultaneamente, criou sozinho também as noções de espaço e tempo. E como somente Adonai-Elohim, sozinho, antecede as obras da criação, Ele não é afetado, determinado e nem localizado através da matéria, espaço ou tempo e, nem tão pouco por quaisquer outros meios. Deste modo, Adonai-Elohim não é objeto físico material e, consequentemente, as estruturas existenciais de espaço e tempo não podem jamais ser aplicadas a Adonai-Elohim. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não foi criado, engendrado e nem formado porque Adonai-Elohim é eterno, imutável e infinito. Mas, no entanto, se Adonai-Elohim criou o universo, então quem criou Adonai-Elohim? Uma resposta judaica a estas perguntas consiste no ensinamento de que Adonai-Elohim está além da noção de tempo o qual Ele mesmo criou. E, portanto, Adonai-Elohim nunca foi criado, não possui início e nem fim. E assim, conclui-se que Adonai-Elohim sempre existiu. Os Neviim Yisrael, eruditos e sábios judeus ensinam que Adonai-Elohim não possui início, não envelhece e não possui fim. Na sua obra literária judaica rabínica o Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan ensina que o fato de Adonai-Elohim manter-se apartado de qualquer atributo de tempo informa sobre a natureza da Sua existência. E as alterações, as modificações e as mudanças (comportamentais, emocionais, éticas, físicas, morais, químicas e temperamentais) ocorrem apenas com a matéria, mas dentro da estrutura de tempo [5].

Desta forma, Adonai-Elohim também não sofre mudanças, inclusive de julgamento, segundo está escrito:

– Porque Eu, o Eterno, não mudei (Meu padrão de julgamento), e vós, ó filhos de Jacob, não fostes consumidos.

Sepher Navi Malachim 3,6

Assim, como os atributos de espaço, matéria e tempo não se aplicam a Adonai-Elohim, Ele não manifesta e nem assume e nem possui aparência física material porque tudo o que é físico é constituído de matéria e ocupa lugar no espaço e no tempo. Esta é apenas, exclusivamente, somente e unicamente a razão pela qual Adonai-Elohim não pode ser observado diretamente e nem indiretamente pelos seres humanos. E quando Adonai-Elohim se manifestou aos Filhos de Yisrael, eles apenas ouviram-No. E, de fato, a Torah registra que atributos espaciais, materiais e temporais jamais se aplicam a Adonai-Elohim, segundo está escrito [5]:

E guardareis muito vossas almas, porque não vistes imagem alguma no dia em que o Eterno vos falou em Horeb do meio do fogo.

Sepher Devarim 4,15

Infelizmente, mal entendidos podem surgir ao se estudar a referência judaica tanaítica Sepher Bereshit 1,1-31, a qual parece relatar que Adonai-Elohim possui vários atributos físicos humanos; que Adonai-Elohim é imutável; que Adonai-Elohim é fisicamente semelhante aos seres humanos; e que Adonai-Elohim se revela na forma material. Mas, na realidade, Adonai-Elohim criou sozinho o ser humano segundo a sua imagem e semelhança, a qual é simplesmente única e puramente espiritual, isto é, o ser humano foi criado com uma alma divina, eterna e imortal, mas com um corpo físico material, não eterno e mortal, segundo está escrito:

E Deus disse: “Façamos homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, e que domine sobre o peixe do mar, sobre a ave dos céus, sobre o animal e em toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta na terra!”

Sepher Bereshit 1,26

Mas, entretanto, eruditos e sábios judeus ensinam que a linguagem escrita da Torah é compreensível ao ser humano, o qual é um ser finito, limitado e que vive em um mundo físico finito, limitado e que, devido a isto, a Torah deve falar a linguagem dos seres humanos, conforme registra a referência judaica talmúdica Talmud Bavli – Seder Zeraim – Tractate Berachot 31a [6]. Devido a isto, Tanakh apresenta linguagem antropomórfica, mas que esta linguagem não é exatamente a linguagem antropomórfica presente nas obras literárias míticas gregas, as quais influenciaram bastante na construção, desenvolvimento e elaboração dos enganadores, falsos e idolátricos dogmas cristãos católicos apostólicos romanos, os quais deram origem ao Catolicismo Romano. O antropomorfismo grego é uma forma de pensamento mitológico, o qual atribui características humanas aos animais, às divindades, a elementos da natureza, e etc., para tornar possível ao ser humano conhecer melhor a vontade das divindades gregas. Mas, no entanto, do ponto de vista judaico, ao invés de se referir à infinita onisciência divina, os Neviim Yisrael registram, no Tanakh, que os olhos divinos estão em todo o lugar e que Adonai-Elohim observa tudo o que ocorre no mundo. Porém, isto não significa necessariamente afirmar que Adonai-Elohim possua olhos exatamente como os seres humanos porque Adonai-Elohim não precisa de olhos para enxergar. E, para evitar quaisquer tipos de complicações ou confusões, é necessário conhecer também sobre o atributo da unicidade divina, segundo está escrito [5]:

Escuta, Israel! O Eterno é nosso Deus, o Eterno é um só!

Sepher Devarim 6,4

No meio social judaico, a referência judaica tanaítica Sepher Devarim 6,4 é denominada Shema Yisrael. Esta referência judaica tanaítica consiste na oração mais sagrada do modo de viver judaico porque ela contém e revela o principal atributo divino, o qual é o atributo da unicidade divina. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é (sozinho) o único criador e a única fonte de vida de todos os seres animados, inanimados e espirituais, e também que não existem quaisquer outras divindades presentes no universo [5].

De acordo com isto, Mosheh Ben Amram declara o atributo da unicidade divina, segundo está escrito [5]:

E saberás hoje, e considerarás no teu coração, que o Eterno – Ele o Deus, em cima nos céus e embaixo na terra; não há nenhum outro.

Sepher Devarim 4,39

Assim, Adonai-Elohim é único, e não há duas ou mais divindades onipotentes porque se uma divindade é mais poderosa do que a outra divindade, então obviamente a divindade menos forte não é onipotente. E, se ambas as divindades são absolutamente onipotentes, então delas podem desencadear conflitos de interesses entre si e, assim, também nenhuma das duas divindades é onipotente. Desta forma, apenas pode haver um único ser onipotente. Deste modo, a moralidade humana depende da unicidade divina. Mas, por outro lado, se Adonai-Elohim não fôsse uno então não haveria código universal ético e moral humano de conduta, justiça e verdade. É exatamente por este motivo que os eruditos e sábios judeus ensinam que a idolatria é a crença mais terrível que existe, na qual o ser humano aceita, acredita e defende a existência de mais de uma divindade. E esta terrível crença idolátrica equivale a negar a Torah e os escritos proféticos. E, além disto, Adonai-Elohim é reconhecido como o único juiz, salvador e senhor, também através dos absolutos, eternos e insubstituíveis Aseret Ha-Dibrot (Dez Mandamentos), registrados na Torah, segundo está escrito:

Porquanto o Eterno, o Altíssimo, é excelso; Ele é o grande Rei sobre toda a terra.

Sepher Tehilim 47,3

A má interpretação da referência tanaítica Sepher Tehilim 47,3 pode conduzir a falsa idéia de que embora Adonai-Elohim seja excelso; que Adonai-Elohim não pode ser observado pelos seres vivos; e que Adonai-Elohim está além da noção de espaço e tempo, então Ele está ausente e não mais se interessa pelas obras da Sua criação. Para abandonar esta falsa idéia deve-se saber que o primeiro dos Aseret Ha-Dibrot é a única revelação divina transmitida apenas e exclusivamente aos Filhos de Yisrael, segundo está escrito [5]:

E Deus falou todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Eterno, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.

Sepher Shemot 20,1-2

Alguns podem questionar perguntando por que Adonai-Elohim estabeleceu a Sua existência durante o êxodo dos Filhos de Yisrael e não através do fato de que Ele criou e governa todo o universo? Outros podem questionar perguntando por que Adonai-Elohim não disse: Eu Sou o senhor Teu Deus Quem criou e Quem governa todo o universo? Entretanto, se Adonai-Elohim houvesse se revelado inicialmente como o criador do universo, então os Filhos de Yisrael poderiam pensar que após a criação Adonai-Elohim decidiu Se ausentar. Mas, de forma contrária a isto, o primeiro dos Aseret Ha-Dibrot registrados na Torah declara indiretamente que Adonai-Elohim está, de fato, profundamente envolvido com a Sua criação e também declara que Ele nunca esteve ausente e nunca está ausente, mas que Ele sempre está presente e que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Ele é a única divindade, conforme registra a referência tanaítica Sepher Tehilim 145,18. Assim, somente Adonai-Elohim é o único salvador e o único senhor dos israelitas.

De acordo com isto, o Navi Yehezkel Ben Buzi também protesta duramente contra filosofias e ideologias materialistas oriundas daqueles que fingem se posicionar a favor de Adonai-Elohim, segundo está escrito:

E Ele me disse: Ó filho do homem! Viste o que fazem os anciãos da Casa de Israel na obscuridade, nestas câmaras infestadas de imagens? Eles dizem: ‘O Eterno não nos vê. O Eterno abandonou a terra.’

Sepher Navi Yehezkel 8,12

Mas, no entanto, alguns ainda podem questionar perguntando como pode Adonai-Elohim, o qual realizou sozinho as Sete Obras da Criação, se preocupar com as obras da Sua criação? E, de fato, esta foi a pergunta que David Melech Ben Yishai dirigiu a Adonai-Elohim, através das suas canções, segundo está escrito [5]:

Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda terra, Tu que estendeste Teu esplendor sobre os céus! Até do balbuciar das crianças e lactentes crias força contra Teus detratores, para destruir inimigos e malévolos. Quando contemplo Teus céus, obra dos Teus próprios dedos, vejo a lua e as estrelas que criaste, e me pergunto: o que é o ser humano para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o consideres? Entretanto, pouco menos que os anjos o fizeste e de glória e esplendor o coroaste. Tu o puseste como soberano sobre as obras de Tuas mãos; tudo puseste a seus pés: ovelhas e gado, todos eles, e também os animais do campo, os pássaros do céu, os peixes do oceano e tudo o que se move sobre os caminhos dos mares. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda a terra!

Sepher Tehilim 8,2-10

Uma dentre as várias respostas judaicas rabínicas para estas perguntas consiste em advogar, ensinar e reconhecer que Adonai-Elohim é eterno, ilimitado e infinito. Na obra literária judaica rabínica, Likkutei Amarim, o Rabbi Shneor Zalman Baruchovitch de Liadi ensina que não há lugar algum no universo desprovido da presença divina [7–10]. E, além disto, eruditos e sábios judeus ensinam que Adonai-Elohim é Ein Sof (Infinito), isto é, eles ensinam que Adonai-Elohim é aquele que não possui início e nem fim [5].

Porém, vale acrescentar que a utilização dos verbos ser ou estar ou quaisquer outros verbos da língua portuguesa embora diminuam ou limitem aquele que é ilimitado, podem, no entanto, ser utilizados no estudo da vontade divina. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não é diminuído e nem limitado pela matéria, espaço ou tempo. E por Adonai-Elohim ser infinito e uno, Ele nunca está ausente, mas Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. A infinitude de Adonai-Elohim é indivisível, sem dimensões, sem limitações e, portanto, para Ele, grande e pequeno, distante e próximo, carecem de sentido. Devido a isto, Adonai-Elohim sempre está a observar, ao mesmo tempo, todas as estrelas e galáxias. E, ao mesmo tempo, Adonai-Elohim está sempre atento, consciente e presente em todos os ínfimos detalhes da Sua criação. Além de tudo isto, Adonai-Elohim acompanha tudo, conhece tudo, dirige tudo, escuta tudo, observa tudo, testemunha tudo e vê tudo, segundo está escrito [4,5]:

E o Eterno disse a Samuel: “Não atentes à sua aparência, nem à grandeza da sua estatura, porquanto o rejeitei. Pois (Eu) não vejo como vê o homem, porque o homem vê o que está diante de seus olhos, mas o Eterno olha para o coração.”

Sepher Navi Shemuel Alef 16,7

Finalmente, Adonai-Elohim acompanha, conhece e testemunha as obras boas e más realizadas por cada ser humano neste mundo, conforme registra a referência tanaítica Sepher Tehilim 91,14-16. Por causa disto, todas as graças, glórias e vitórias sejam sempre dadas em nome de Adonai-Elohim, o senhor dos israelitas.

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