domingo, 6 de outubro de 2013

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 2



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 2

A referência cristã testamentária Evangelho de João 11,1-44 registra uma obra idolátrica realizada por Yeshua Nazareth, segundo a qual relata a incrível ressurreição física de Lázaro (irmão de Maria e Marta) por intermédio de Yeshua Nazareth. Mas, entretanto, até hoje, nenhuma autoridade religiosa cristã realizou a ressurreição física de alguém e, do mesmo modo, ninguém até hoje conseguiu realizar curas físicas em seres humanos sem o devido auxílio de medicamentos. E, de fato, até hoje, ninguém realizou obras iguais ou obras maiores do que as obras realizadas por Yeshua Nazareth, conforme registram as fontes literárias cristãs testamentárias e, deste modo, não há nenhuma necessidade de se acreditar em Yeshua Nazareth. E, portanto, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, ou então é fraudulenta a referência cristã testamentária Evangelho de João 11,1-44. E, além disto, Yeshua Nazareth é apresentado nas fontes literárias cristãs testamentárias como um judeu que freqüenta sinagogas, discute com rabinos fariseus (cujos nomes de nenhum deles são citados) e realiza curas milagrosas (físicas e espirituais) em pessoas, as quais nada se conhecem se conhecem. Entretanto, é apenas, exclusivamente e somente em narrativas míticas que divindades nascem de virgens, encarnam, morrem e depois ressuscitam. Mas, Adonai-Elohim revela que não há nenhuma outra divindade além Dele próprio, segundo está escrito:

A ti foi mostrado para que soubesses que o Eterno – Ele é o Deus, e não há outro fora Dele.

Sepher Devarim 4,35

E, confirmando mais uma vez a Sua eternidade, a Sua imutabilidade e a Sua unicidade, Adonai-Elohim revela ao Navi Yeshayahu Ben Amos que não existe outra divindade além Dele, segundo está escrito [1,2]:

Assim disse o Eterno, o Rei de Israel e seu redentor, o Eterno dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e não existe Deus além de mim! Quem como eu poderia proclamar – que o faça, se puder – tudo que foi feito desde que este povo antigo escolhi, e tudo que ainda haverá de acontecer? Não vos assusteis nem temais; não vos anunciei e vos fiz conhecer desde aquele tempo? Vós sois as Minhas testemunhas! Porventura há outro Deus além de Mim? Não! Não há outra rocha. Nenhuma outra conheço, nem conhecereis.

Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8

E o Navi Yeshayahu Ben Amos declara, reforça e repete claramente o ensinamento judaico tanaítico sobre a salvação divina e sobre a unicidade divina, somente devida a Adonai-Elohim, segundo está escrito [1,2]:

Em verdade, Tu és um Deus que se oculta, ó Deus de Israel, o salvador.

Sepher Navi Yeshayahu 45,15

Diante das referências judaicas tanaíticas Sepher Navi Yeshayahu 44,6-8 e Sepher Navi Yeshayahu 45,15, conclui-se que os ensinamentos sobre a filiação divina e sobre a messianidade de Yeshua Nazareth estão completo e total desacordo com o Tanakh, e induzem aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 5,18, cujo autor relata que os judeus rejeitavam a Yeshua Nazareth porque ele desrespeitava o shabbath e também se fazia igual a Adonai-Elohim. Além disto, é simplesmente incrível que nem os familiares de Yeshua Nazareth acreditavam nele, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 7,1-5. E, por fim, Yeshua Nazareth induz mais uma vez aos seus discípulos a confusão, ao erro e à idolatria ao transmitir ele o ensinamento segundo o qual a unicidade divina é composta por duas pessoas, conforme registram as referências cristãs testamentárias Evangelho de João 8,58 e Evangelho de João 10,30. Assim, Yeshua Nazareth é um idólatra.

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 3


SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 3

O erudito e sábio judeu tanaíta da quarta geração, Rabbi Shimon Bar Yochai (100 d.e.c. – 160 d.e.c.), ensina que não há pensamento algum que contenha a plenitude divina, conforme registra a referência judaica rabínica Sepher Ha Zohar – Tikunei Zohar 17a. Na obra literária judaica rabínica, Sepher Ha Zohar [a obra literária judaica rabínica mais fundamental da Kabbalah (A sabedoria mística judaica extraída dos ensinamentos registrados na Torah), foi elaborada de acordo com as revelações divinas obtidas por Rabbi Shimon Bar Yochai, diante do seu grande círculo de alunos e discípulos judeus. Porém, durante as horas tristes que antecederam ao falecimento do Rabbi Shimon Bar Yochai [ocorrido no trigésimo terceiro dia da contagem do omer (18 do mês hebraico de Iyar), que é um período de 49 dias que começa na segunda noite da Festa de Pessach e encerra na véspera da Festa de Shavuot] ele ainda transmitiu ensinamentos judaicos rabínicos da Torah para que a data do seu falecimento fôsse celebrada com bastante júbilo [1,2,4].

Do mesmo modo, o erudito e sábio judeu acharonita hassidi, Rabbi Shneor Zalman Baruchovitch de Liadi (1745 – 1812), conhecido na literatura judaica rabínica como Rabbi Shneor Zalman ou Baal Ha Tanya Ve Shulchan Aruch, e o qual também é conhecido como Alter Rebbe (Velho Rebbe), ensina que assim como, fisicamente, a mão de um ser humano não consegue de forma alguma agarrar um pensamento, também a mente do ser humano não consegue nem tão pouco agarrar a plenitude divina, segundo está escrito [1,2,4]:

E disse: Mostra-me, rogo, a Tua glória. E disse: “Eu farei passar todo o Meu bem diante de ti, e chamarei em Nome do Eterno diante de ti – (para ensinar-te como implorar Minha piedade) – e farei misericórdia quando Eu quiser fazer misericórdia e Me compadecerei quando Eu quiser Me compadecer.” E disse: “Não poderás ver Meu rosto, pois não poderá ver-Me o homem e viver.” E o Eterno disse: “Eis aqui um lugar junto a Mim, e te porás de pé sobre o penhasco. E será, quando passar a Minha glória, que te porei na fenda do penhasco e te protegerei à Minha maneira, até que Eu tenha passado. E depois retirarei a Minha glória, e verás Minhas costas, e o Meu rosto não será visto”.

Sepher Shemot 33,18-23

E, além disto, vale acrescentar que Adonai-Elohim revela diretamente ao Navi Yeshayahu Ben Amos que os Seus caminhos, os Seus pensamentos e a Sua vontade estão sempre em um nível bem mais elevado do que o nível de todos os seres humanos; que a Sua palavra nunca retorna vazia sem ter ela realizado a Sua vontade; e que não há idéia ou pensamento que possa conter a plenitude divina, segundo está escrito [2,4]:

Pois os Meus pensamentos não são iguais aos vossos, nem Meus caminhos são os que trilhais – diz o Eterno. Assim como muito acima da terra estão os céus, Meus caminhos são mais elevados que os vossos, e Meus pensamentos muito mais profundos que os vossos. Assim como do céu descem a chuva e a neve, e para lá não retornam sem que primeiro reguem a terra e a façam germinar e brotar, para dar semente ao que semeia e pão ao que se alimenta, também a palavra que de Mim emanar (pela boca dos profetas) não retornará para mim vazia, mas efetuará o que Me aprouve, e prosperará naquilo para que a enviei.

Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11

De acordo com a referência judaica tanaítica Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que não é possível de forma alguma entender os abomináveis, falsos e idolátricos ensinamentos proferidos por Yeshua Nazareth e, nem tão pouco é possível entender a realização das enganosas e terríveis obras a respeito do seu advento, e da instauração do equivocado Reino de Adonai-Elohim, conforme anunciado por Yeshua Nazareth, porque ele era um grandessíssimo idólatra.

Na realidade, até hoje, os cristãos continuam acreditando no equivocado, falso e fictício ensinamento sobre o reino divino, conforme anunciado por Yeshua Nazareth. Mas, entretanto, o que ocorreu, de fato, foi a morte trágica de Yeshua Nazareth, conforme registram as fontes literárias cristãs testamentárias e, após a morte de Yeshua Nazareth, surgiram milhares de comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos, além também do surgimento de várias guerras travadas entre impérios, nações e reinos, sobretudo na sociedade cristã. Assim, a palavra divina segundo a referência judaica tanaítica Sepher Navi Yeshayahu 55,8-11, retornou vazia (o que é bem improvável) ou então esta referência judaica tanaítica não se aplica a Yeshua Nazareth e nem tão pouco se aplica às comunidades, denominações e lideranças religiosas cristãs (o que é bem mais provável). Portanto, diante das análises, comentários e discussões, efetuados até aqui se entende muito bem porque as comunidades, denominações e movimentos religiosos cristãos iniciaram o seu catastrófico e desastroso curso histórico através do surgimento de milhares de divisões entre si. E estas divisões são provas da completa falta de veracidade dos ensinamentos cristãos porque eles estão baseados em referências cristãs testamentárias tais como Evangelho de João 5,18; Evangelho de João 7,1-5; Evangelho de João 8,58; Evangelho de João 10,30; Evangelho de João 14,8-12, e etc. O que fazer agora???

De fato, devido às várias divisões causadas pelos falsos e idolátricos ensinamentos de Yeshua Nazareth, as autoridades religiosas cristãs católicas apostólicas romanas, em particular, tornaram-se bastante prósperas e, em seguida, impuseram a tirania religiosa cristã dogmática. E, bem mais tarde, surgiram vários líderes cristãos evangélicos e protestantes que enriqueceram bastante e prosperaram através da Ideologia Cristã da Prosperidade. A Ideologia Cristã da Prosperidade defende a idéia de que as doações efetuadas por um cristão às lideranças religiosas cristãs conduzirão, pela ação da divindade cristã, ao aumento da riqueza material do cristão. Na realidade, a Ideologia Cristã da Prosperidade faz da relação entre o homem e a divindade cristã um simples contrato financeiro. De acordo com a Ideologia Cristã da Prosperidade, se os seres humanos possuírem fé na divindade cristã, então ela enriquecerá o cristão. Desta forma, a relação entre o cristão e a divindade cristã é estabelecida e mantida apenas pela reciprocidade, isto é, o cristão faz doações acreditando que a divindade cristã cumprirá promessas baseadas em referências judaicas tanaíticas interpretadas e traduzidas de forma distorcida. Além disto, a Ideologia Cristã da Prosperidade conduz aos cristãos a acreditarem em falsas curas (espirituais e físicas) e em falsos milagres. Mas, de forma contrária a isto, Adonai-Elohim revela diretamente a Mosheh Ben Amram que se Ele é buscado com sinceridade, então Ele é certamente encontrado, conforme registra a referência judaica tanaítica Sepher Devarim 4,29. Assim, diante das referências judaicas tanaíticas Sepher Devarim 4,29 e Sepher Navi Yeshayahu 55,9-11, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não se encarnou através do corpo físico de um ser humano porque Ele prometeu enviar Neviim aos Filhos de Yisrael para falar por Ele e nunca revelou aos Neviim Yisrael que possuía filho único, o qual se encarnaria na forma humana. E, desta forma, Yeshua Nazareth não é o intercessor, mediador, salvador ou senhor, mas apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o único intercessor, mediador, salvador e senhor.

Outro exemplo dos falsos e idolátricos ensinamentos de Yeshua Nazareth consiste no relato evangélico da Parábola do Rico, conforme registra a referência evangélica Evangelho de Lucas 16,19-31, segundo a qual relata um mendigo de nome Lazaro (o qual estava coberto de chagas) se encontrava deitado à porta de um homem rico, desejando fartar-se das migalhas que caiam da sua mesa, mas ninguém lhes concedia. E os cães vinham lamber as feridas do corpo do mendigo. Mas, ao morrer, este mendigo foi conduzido pelos anjos até a presença de Avraham Ben Terah. Mais tarde, morreu o homem rico e foi sepultado no inferno. Durante os seus tormentos, o homem rico implorou a Avraham Ben Terah para que Lazaro fôsse enviado aos seus cinco irmãos informando-lhes para não residirem naquele lugar de tormentos. De acordo com o ensinamento desta parábola, não há sentido algum ensinar que Yeshua Nazareth é o intercessor entre os seres humanos e Adonai-Elohim porque se alguém não ouve os ensinamentos de Mosheh Ben Amram e nem dos Neviim Yisrael então este alguém não ouvirá a mais ninguém, mesmo diante da ressurreição de algum morto. Ora, então por que se deve acreditar em Yeshua Nazareth apesar das fontes literárias cristãs testamentárias relatarem a sua ressurreição? Desta forma, Yeshua Nazareth ensina que ele próprio é menor do que Mosheh Ben Amram e menor do que os Neviim Yisrael. De fato, Yeshua Nazareth era um idólatra.

SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 4


SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 4

Do ponto de vista judaico, Yeshua Nazareth é, de fato, menor do que Mosheh Ben Amram, menor do que os Neviim Yisrael e menor do que os eruditos e sábios judeus que surgiram antes e depois da sua vinda. Assim, acreditar em Yeshua Nazareth é uma atitude idólatra e uma grande perda de tempo porque apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é o único intercessor, mediador, salvador e senhor dos Filhos de Yisrael. Devido a isto, os judeus não devem acreditar, confiar e nem crer nos ensinamentos propostos pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos. Porém, no entanto, os judeus devem sim acreditar apenas, exclusivamente, somente e unicamente em Mosheh Ben Amram, nos Neviim Yisrael e, por fim, nos eruditos e sábios judeus. De fato, os ensinamentos judaicos rabínicos sobre Adonai-Elohim são analisados, comentados, discutidos e interpretados nas fontes literárias judaicas rabínicas por eruditos e sábios judeus, os quais ensinam que Adonai-Elohim é o único criador, intercessor, mediador, salvador e senhor. E, segundo eruditos e sábios judeus, não existe absolutamente nada neste mundo que não possua origem em Adonai-Elohim. De acordo com isto, o Tanakh registra, segundo está escrito [4,5]:

No princípio, ao criar Deus os céus e a terra, a terra era sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a face do abismo, e o espírito de Deus pairava sobre a face das águas.

Sepher Bereshit 1,1-3

Assim disse o Eterno, teu redentor, que desde o seio materno te formou: Eu sou o Eterno, que cria todas as coisas, que sozinho expandiu os céus e estendeu a terra;

Sepher Navi Yeshayahu 44,24

Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que além de ter criado e expandido sozinho (e não com a ajuda de seres humanos) os céus e a terra, Adonai-Elohim criou também as matérias física e química presentes em todos os corpos animados, inanimados e celestes existentes na natureza. Portanto, apenas, exclusivamente e somente Adonai-Elohim é o único autor das obras da criação.

Vale acrescentar que na obra literária judaica rabínica, The Aryeh Kaplan Anthology, o erudito e sábio judeu acharonita sephardi, Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan (1934 – 1983), utiliza teorias físicas relativísticas para ajudar na obtenção do conhecimento de Adonai-Elohim [5]. Nesta obra literária judaica rabínica, o Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan ensina que estas teorias físicas estabelecem o espaço e o tempo como atributos físicos da matéria, e que, ao criar sozinho tudo o que é fisicamente e quimicamente material, Adonai-Elohim, simultaneamente, criou sozinho também as noções de espaço e tempo. E como somente Adonai-Elohim, sozinho, antecede as obras da criação, Ele não é afetado, determinado e nem localizado através da matéria, espaço ou tempo e, nem tão pouco por quaisquer outros meios. Deste modo, Adonai-Elohim não é objeto físico material e, consequentemente, as estruturas existenciais de espaço e tempo não podem jamais ser aplicadas a Adonai-Elohim. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não foi criado, engendrado e nem formado porque Adonai-Elohim é eterno, imutável e infinito. Mas, no entanto, se Adonai-Elohim criou o universo, então quem criou Adonai-Elohim? Uma resposta judaica a estas perguntas consiste no ensinamento de que Adonai-Elohim está além da noção de tempo o qual Ele mesmo criou. E, portanto, Adonai-Elohim nunca foi criado, não possui início e nem fim. E assim, conclui-se que Adonai-Elohim sempre existiu. Os Neviim Yisrael, eruditos e sábios judeus ensinam que Adonai-Elohim não possui início, não envelhece e não possui fim. Na sua obra literária judaica rabínica o Rabbi Aryeh Mosheh Eliyahu Kaplan ensina que o fato de Adonai-Elohim manter-se apartado de qualquer atributo de tempo informa sobre a natureza da Sua existência. E as alterações, as modificações e as mudanças (comportamentais, emocionais, éticas, físicas, morais, químicas e temperamentais) ocorrem apenas com a matéria, mas dentro da estrutura de tempo [5].

Desta forma, Adonai-Elohim também não sofre mudanças, inclusive de julgamento, segundo está escrito:

– Porque Eu, o Eterno, não mudei (Meu padrão de julgamento), e vós, ó filhos de Jacob, não fostes consumidos.

Sepher Navi Malachim 3,6

Assim, como os atributos de espaço, matéria e tempo não se aplicam a Adonai-Elohim, Ele não manifesta e nem assume e nem possui aparência física material porque tudo o que é físico é constituído de matéria e ocupa lugar no espaço e no tempo. Esta é apenas, exclusivamente, somente e unicamente a razão pela qual Adonai-Elohim não pode ser observado diretamente e nem indiretamente pelos seres humanos. E quando Adonai-Elohim se manifestou aos Filhos de Yisrael, eles apenas ouviram-No. E, de fato, a Torah registra que atributos espaciais, materiais e temporais jamais se aplicam a Adonai-Elohim, segundo está escrito [5]:

E guardareis muito vossas almas, porque não vistes imagem alguma no dia em que o Eterno vos falou em Horeb do meio do fogo.

Sepher Devarim 4,15

Infelizmente, mal entendidos podem surgir ao se estudar a referência judaica tanaítica Sepher Bereshit 1,1-31, a qual parece relatar que Adonai-Elohim possui vários atributos físicos humanos; que Adonai-Elohim é imutável; que Adonai-Elohim é fisicamente semelhante aos seres humanos; e que Adonai-Elohim se revela na forma material. Mas, na realidade, Adonai-Elohim criou sozinho o ser humano segundo a sua imagem e semelhança, a qual é simplesmente única e puramente espiritual, isto é, o ser humano foi criado com uma alma divina, eterna e imortal, mas com um corpo físico material, não eterno e mortal, segundo está escrito:

E Deus disse: “Façamos homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, e que domine sobre o peixe do mar, sobre a ave dos céus, sobre o animal e em toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta na terra!”

Sepher Bereshit 1,26

Mas, entretanto, eruditos e sábios judeus ensinam que a linguagem escrita da Torah é compreensível ao ser humano, o qual é um ser finito, limitado e que vive em um mundo físico finito, limitado e que, devido a isto, a Torah deve falar a linguagem dos seres humanos, conforme registra a referência judaica talmúdica Talmud Bavli – Seder Zeraim – Tractate Berachot 31a [6]. Devido a isto, Tanakh apresenta linguagem antropomórfica, mas que esta linguagem não é exatamente a linguagem antropomórfica presente nas obras literárias míticas gregas, as quais influenciaram bastante na construção, desenvolvimento e elaboração dos enganadores, falsos e idolátricos dogmas cristãos católicos apostólicos romanos, os quais deram origem ao Catolicismo Romano. O antropomorfismo grego é uma forma de pensamento mitológico, o qual atribui características humanas aos animais, às divindades, a elementos da natureza, e etc., para tornar possível ao ser humano conhecer melhor a vontade das divindades gregas. Mas, no entanto, do ponto de vista judaico, ao invés de se referir à infinita onisciência divina, os Neviim Yisrael registram, no Tanakh, que os olhos divinos estão em todo o lugar e que Adonai-Elohim observa tudo o que ocorre no mundo. Porém, isto não significa necessariamente afirmar que Adonai-Elohim possua olhos exatamente como os seres humanos porque Adonai-Elohim não precisa de olhos para enxergar. E, para evitar quaisquer tipos de complicações ou confusões, é necessário conhecer também sobre o atributo da unicidade divina, segundo está escrito [5]:

Escuta, Israel! O Eterno é nosso Deus, o Eterno é um só!

Sepher Devarim 6,4

No meio social judaico, a referência judaica tanaítica Sepher Devarim 6,4 é denominada Shema Yisrael. Esta referência judaica tanaítica consiste na oração mais sagrada do modo de viver judaico porque ela contém e revela o principal atributo divino, o qual é o atributo da unicidade divina. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim é (sozinho) o único criador e a única fonte de vida de todos os seres animados, inanimados e espirituais, e também que não existem quaisquer outras divindades presentes no universo [5].

De acordo com isto, Mosheh Ben Amram declara o atributo da unicidade divina, segundo está escrito [5]:

E saberás hoje, e considerarás no teu coração, que o Eterno – Ele o Deus, em cima nos céus e embaixo na terra; não há nenhum outro.

Sepher Devarim 4,39

Assim, Adonai-Elohim é único, e não há duas ou mais divindades onipotentes porque se uma divindade é mais poderosa do que a outra divindade, então obviamente a divindade menos forte não é onipotente. E, se ambas as divindades são absolutamente onipotentes, então delas podem desencadear conflitos de interesses entre si e, assim, também nenhuma das duas divindades é onipotente. Desta forma, apenas pode haver um único ser onipotente. Deste modo, a moralidade humana depende da unicidade divina. Mas, por outro lado, se Adonai-Elohim não fôsse uno então não haveria código universal ético e moral humano de conduta, justiça e verdade. É exatamente por este motivo que os eruditos e sábios judeus ensinam que a idolatria é a crença mais terrível que existe, na qual o ser humano aceita, acredita e defende a existência de mais de uma divindade. E esta terrível crença idolátrica equivale a negar a Torah e os escritos proféticos. E, além disto, Adonai-Elohim é reconhecido como o único juiz, salvador e senhor, também através dos absolutos, eternos e insubstituíveis Aseret Ha-Dibrot (Dez Mandamentos), registrados na Torah, segundo está escrito:

Porquanto o Eterno, o Altíssimo, é excelso; Ele é o grande Rei sobre toda a terra.

Sepher Tehilim 47,3

A má interpretação da referência tanaítica Sepher Tehilim 47,3 pode conduzir a falsa idéia de que embora Adonai-Elohim seja excelso; que Adonai-Elohim não pode ser observado pelos seres vivos; e que Adonai-Elohim está além da noção de espaço e tempo, então Ele está ausente e não mais se interessa pelas obras da Sua criação. Para abandonar esta falsa idéia deve-se saber que o primeiro dos Aseret Ha-Dibrot é a única revelação divina transmitida apenas e exclusivamente aos Filhos de Yisrael, segundo está escrito [5]:

E Deus falou todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Eterno, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa dos escravos.

Sepher Shemot 20,1-2

Alguns podem questionar perguntando por que Adonai-Elohim estabeleceu a Sua existência durante o êxodo dos Filhos de Yisrael e não através do fato de que Ele criou e governa todo o universo? Outros podem questionar perguntando por que Adonai-Elohim não disse: Eu Sou o senhor Teu Deus Quem criou e Quem governa todo o universo? Entretanto, se Adonai-Elohim houvesse se revelado inicialmente como o criador do universo, então os Filhos de Yisrael poderiam pensar que após a criação Adonai-Elohim decidiu Se ausentar. Mas, de forma contrária a isto, o primeiro dos Aseret Ha-Dibrot registrados na Torah declara indiretamente que Adonai-Elohim está, de fato, profundamente envolvido com a Sua criação e também declara que Ele nunca esteve ausente e nunca está ausente, mas que Ele sempre está presente e que apenas, exclusivamente, somente e unicamente Ele é a única divindade, conforme registra a referência tanaítica Sepher Tehilim 145,18. Assim, somente Adonai-Elohim é o único salvador e o único senhor dos israelitas.

De acordo com isto, o Navi Yehezkel Ben Buzi também protesta duramente contra filosofias e ideologias materialistas oriundas daqueles que fingem se posicionar a favor de Adonai-Elohim, segundo está escrito:

E Ele me disse: Ó filho do homem! Viste o que fazem os anciãos da Casa de Israel na obscuridade, nestas câmaras infestadas de imagens? Eles dizem: ‘O Eterno não nos vê. O Eterno abandonou a terra.’

Sepher Navi Yehezkel 8,12

Mas, no entanto, alguns ainda podem questionar perguntando como pode Adonai-Elohim, o qual realizou sozinho as Sete Obras da Criação, se preocupar com as obras da Sua criação? E, de fato, esta foi a pergunta que David Melech Ben Yishai dirigiu a Adonai-Elohim, através das suas canções, segundo está escrito [5]:

Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda terra, Tu que estendeste Teu esplendor sobre os céus! Até do balbuciar das crianças e lactentes crias força contra Teus detratores, para destruir inimigos e malévolos. Quando contemplo Teus céus, obra dos Teus próprios dedos, vejo a lua e as estrelas que criaste, e me pergunto: o que é o ser humano para que dele Te lembres? E o filho do homem, para que o consideres? Entretanto, pouco menos que os anjos o fizeste e de glória e esplendor o coroaste. Tu o puseste como soberano sobre as obras de Tuas mãos; tudo puseste a seus pés: ovelhas e gado, todos eles, e também os animais do campo, os pássaros do céu, os peixes do oceano e tudo o que se move sobre os caminhos dos mares. Ó Eterno, nosso Deus! Quão majestoso é o Teu Nome em toda a terra!

Sepher Tehilim 8,2-10

Uma dentre as várias respostas judaicas rabínicas para estas perguntas consiste em advogar, ensinar e reconhecer que Adonai-Elohim é eterno, ilimitado e infinito. Na obra literária judaica rabínica, Likkutei Amarim, o Rabbi Shneor Zalman Baruchovitch de Liadi ensina que não há lugar algum no universo desprovido da presença divina [7–10]. E, além disto, eruditos e sábios judeus ensinam que Adonai-Elohim é Ein Sof (Infinito), isto é, eles ensinam que Adonai-Elohim é aquele que não possui início e nem fim [5].

Porém, vale acrescentar que a utilização dos verbos ser ou estar ou quaisquer outros verbos da língua portuguesa embora diminuam ou limitem aquele que é ilimitado, podem, no entanto, ser utilizados no estudo da vontade divina. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim não é diminuído e nem limitado pela matéria, espaço ou tempo. E por Adonai-Elohim ser infinito e uno, Ele nunca está ausente, mas Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. A infinitude de Adonai-Elohim é indivisível, sem dimensões, sem limitações e, portanto, para Ele, grande e pequeno, distante e próximo, carecem de sentido. Devido a isto, Adonai-Elohim sempre está a observar, ao mesmo tempo, todas as estrelas e galáxias. E, ao mesmo tempo, Adonai-Elohim está sempre atento, consciente e presente em todos os ínfimos detalhes da Sua criação. Além de tudo isto, Adonai-Elohim acompanha tudo, conhece tudo, dirige tudo, escuta tudo, observa tudo, testemunha tudo e vê tudo, segundo está escrito [4,5]:

E o Eterno disse a Samuel: “Não atentes à sua aparência, nem à grandeza da sua estatura, porquanto o rejeitei. Pois (Eu) não vejo como vê o homem, porque o homem vê o que está diante de seus olhos, mas o Eterno olha para o coração.”

Sepher Navi Shemuel Alef 16,7

Finalmente, Adonai-Elohim acompanha, conhece e testemunha as obras boas e más realizadas por cada ser humano neste mundo, conforme registra a referência tanaítica Sepher Tehilim 91,14-16. Por causa disto, todas as graças, glórias e vitórias sejam sempre dadas em nome de Adonai-Elohim, o senhor dos israelitas.

– SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 5



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 1 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 5

Eruditos e sábios judeus, ao utilizarem a linguagem antropomórfica, ensinam que Adonai-Elohim está em aflição quando um ser humano também está em aflição, conforme registra a referência judaica talmúdica Talmud Bavli – Seder Nezikin – Tractate Sanhedrin – Chapter 6 [11]. Pelo fato de apenas, exclusivamente, somente e unicamente Adonai-Elohim ter-Se revelado apenas, exclusivamente, somente e unicamente aos Filhos de Yisrael, no Monte Sinai, isto indica que somente Ele é o Pai da Criação, segundo está escrito [5]:

Não temos todos nós um mesmo Pai? Não nos criou a todos um mesmo Deus? Por que então trai um homem a seu irmão, profanando a aliança de nossos pais?

Sepher Navi Malachim 2,10

E, juntamente com a Sua unicidade, Adonai-Elohim pode sempre ser percebido, sentido e testemunhado indiretamente por todos os seres humanos acima de tudo, e principalmente pelo Seu infinito amor, pela Sua infinita bondade, pela Sua infinita justiça e pela Sua infinita misericórdia, segundo está escrito [1,4,5]:

Assim disse o Eterno: No deserto, o povo que escapou da espada alcançou a graça, pois Ele conduziu Israel a um lugar de repouso. Ainda no passado remoto me apareceu o Eterno, proclamando: Amor eterno te dediquei e, por isto, com muito carinho te atrai para Mim.

Sepher Navi Yirmiyahu 31,1-2

E, desta forma, na Sua eterna infinita bondade, Adonai-Elohim concede atenção e providência a cada uma das Suas criaturas, conforme registra as referências judaicas tanaíticas Sepher Tehilim 145,9 e Sepher Tehilim 146,5-7. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que Adonai-Elohim acolhe e une aos Filhos de Yisrael considerando a todos como uma autêntica e verdadeira nação de justos, tesouro eterno, único filho verdadeiro e único primogênito. Portanto, não há ensinamento judaico rabínico que motive aos Filhos de Yisrael a acreditarem nas curas espirituais e físicas, nos milagres e nos idolátricos ensinamentos e nas falsas promessas de Yeshua Nazareth, o qual realizou terríveis males.

Do mesmo modo, o Rabbi Mosheh Ben Maimon inicia a sua obra literária judaica rabínica, Mishneh Torah, ensinando que o fundamento de todos os fundamentos é o conhecimento da existência de Adonai-Elohim [12]. O Rabbi Mosheh Ben Maimon também ensina que mesmo no caso de um judeu transgredir diariamente a Torah, Adonai-Elohim sempre estará pronto para aceitá-lo de volta e lhe permitir um novo começo, e também que na Era Messiânica os seres humanos se ocuparão apenas, exclusivamente, somente e unicamente em conhecer os mistérios de Adonai-Elohim; que nesta época não haverá dificuldades, fome, guerras e sofrimento; que o amor, a bondade e a justiça fluirão com muita abundância; que tudo estará disponível como o pó da terra; e que nesta época haverá a redenção suprema de toda a humanidade [5,12].

E, do mesmo modo, o erudito e sábio judeu acharonita hassidi, Rabbi Yisroel Ben Eliezer (1698 – 1760), conhecido como Baal Shem Tov, ensina que Adonai-Elohim sempre ama a cada judeu muito mais do que os pais amam o seu único filho, nascido na sua velhice, e que este amor é incondicional, real e verdadeiro. Segundo o Rabbi Yisroel Ben Eliezer, o amor divino se aplica a quaisquer judeus sem distinção. Desta forma, ao desejarem apressar o ansioso advento da Era Messiânica, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita devem sempre recitar durante os serviços de orações diárias, segundo está escrito [4,5]:

E o Eterno será Rei sobre toda a terra; naquele dia, o Eterno será um e Seu Nome, um.

Sepher Navi Zecharyahu 14,9

Eruditos e sábios judeus perguntam: Mas já não é Adonai-Elohim sempre o único, como proclamado na oração Shema Yisrael? Eles respondem sim, ensinando que na época em que começar a redenção judaica messiânica, os seres humanos finalmente compreenderão que muitos fatos históricos ocorridos, incluindo aqueles interpretados como terríveis, visavam na realidade o próprio bem da humanidade. O erudito e sábio judeu acharonita hassidi, Rabbi Menachem Mendel Schneerson (1902 – 1994), costumava ensinar que a Era Messiânica se constituirá em uma nova realidade. Eruditos e sábios judeus perguntam como o Rabbi Menachem Mendel Schneerson predisse um ótimo futuro para os seres humanos cujas sociedades em que eles vivem ainda são caracterizadas por crimes terríveis sobretudo contra os Filhos de Yisrael [12].

O Rabbi Menachem Mendel Schneerson ensina que a hora mais sombria é aquela que antecede a aurora. Os acontecimentos registrados no Sepher Shemot foram precedidos pela escravidão dos israelitas. A mais intensa opressão contra os israelitas ocorrida no Egito aconteceu justamente pouco antes deles serem livres. Eruditos e sábios judeus ensinam que a redenção judaica messiânica será comparada à libertação dos Filhos de Yisrael ocorrida durante a época de Mosheh Ben Amram. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita devem se lembrar da promessa de Adonai-Elohim, conforme registra a referência judaica tanaítica Sepher Navi Mikhayahu 7,15. A redenção judaica messiânica consistirá em uma era de paz universal, na qual a existência e a presença de Adonai-Elohim serão completamente perceptíveis por todos os seres humanos. Naquela época não haverá idolatria e nem interpretações duvidosas ou enganosas sobre Adonai-Elohim. De fato, a humanidade inteira reconhecerá finalmente que Adonai-Elohim nunca construiu, criou, elaborou, engendrou, fabricou, formou, gerou, manufaturou, pensou e nem tão pouco produziu um ser semidivino encarnado com as mesmas características do que Ele próprio. E, além disto, durante a Era Messiânica a humanidade inteira proclamará que Adonai-Elohim é a única divindade e que o Seu nome é um. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que o Credo Niceno Constantinopolitano carece completamente de sentido para os judeus porque este idolátrico credo religioso cristão católico apostólico romano registra que a divindade cristã gerou um ser com características semelhantes a ela, e isto representa idolatria para os judeus [13,14].

Ora, se o Credo Niceno Constantinopolitano afirma, impõe e registra que a divindade cristã gerou um ser com características semelhantes a ela, então existem dois seres onipotentes. Assim, a unicidade divina deixa de existir porque ela está dividida em duas. Desta forma, se uma divindade é mais poderosa do que a outra divindade, então obviamente a divindade menos forte não pode ser onipotente. E, se ambas as divindades são absolutamente onipotentes, então delas surgirão conflitos de interesses entre si e, consequentemente, nenhuma das duas divindades pode permanecer onipotente. Por outro lado, aceitar Yeshua Nazareth como Filho de Adonai-Elohim e acreditar que ele se encarnou na forma humana é ensinar que Adonai-Elohim se subordinou às exigências dos limites da matéria (animada ou inanimada). Desta forma, ao se subordinar às exigências dos limites da matéria, Adonai-Elohim precisaria deixar de ser puramente espiritual para assumir a forma de matéria e, portanto, Adonai-Elohim deixaria de ser eterno, ilimitado, imutável e infinito, e seria finito, limitado, mutável e não eterno. Mas, vale acrescentar ainda que Yeshua Nazareth possuía aparelho digestivo e, assim, ele precisava se alimentar; ele possuía estrutura esquelética óssea e, desta forma, ele caminhava e sentia cansaço; ele morreu como qualquer ser humano, como de fato ele era; em seguida, segundo relatos das fontes literárias cristãs testamentárias, um soldado romano transpassou o corpo de Yeshua Nazareth com uma lança para averiguar se ele estava ou não morto e, portanto, ele era um ser humano; por fim, após a ressurreição de Yeshua Nazareth, ele subiu aos céus de corpo e alma. Mas, entretanto, se a referência cristã testamentária Epístola de Tiago 1,17-18 registra que no Pai das Luzes não há mudança e nem sombra de variação, então como os judeus podem acreditar que no ensinamento de que no princípio era o Verbo (referindo-se a Yeshua Nazareth); que o Verbo era Deus (referindo-se ao Pai de Yeshua Nazareth); que o Verbo estava junto ao Pai de Yeshua Nazareth; e que, por fim, o Verbo se transformou em carne, conforme registra a referência cristã testamentária Evangelho de João 1,1-18? Ora, se o Verbo era o Filho de Deus, então Yeshua Nazareth é o Pai dele mesmo. E, por fim, se o Verbo se transformou em carne, então o Verbo sofreu mudança de espírito para matéria e, após a morte de Yeshua Nazareth, ele ressuscitou ao terceiro dia, sofrendo mudança da morte para a vida [15,16].

COMENTÁRIO TANAÍTICO 1



SEPHER TOSAFOT YEHUDIM – SUPLEMENTOS TANAÍTICOS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – TOSEFTA 1 – OS MISSIONÁRIOS CRISTÃOS MESSIÂNICOS – COMENTÁRIO TANAÍTICO 1

O BNEY ANUSSIM SEPHARAD adverte, denuncia e informa que em detrimento da ação dos religiosos que se apresentam, se declaram e se identificam como judeus, mas que na realidade são missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, cujo medíocre trabalho é evangelizar judeus, induzindo-os a aceitarem a filiação divina, a messianidade e os ensinamentos de YESHUA NAZARETH, torna-se necessário, principalmente para os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, o fornecimento de explicações sobre YESHUA NAZARETH, sobre o CRISTIANISMO e, sobretudo sobre as intenções dos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, informando principalmente os motivos da fortíssima rejeição judaica a YESHUA NAZARETH, através da identificação de distorções, de fraudes e de mentiras registradas no NOVO TESTAMENTO, quando elas são confrontadas diante do TANAKH.

Os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita devem saber que há décadas atrás, líderes religiosos cristãos evangélicos e protestantes começaram a divulgar a falsa ideologia de que quaisquer judeus podem praticar os ensinamentos de YESHUA NAZARETH e continuarem como judeus. Para isto, estas autoridades religiosas cristãs evangélicas e protestantes começaram a designar cristãos evangélicos e protestantes que se disponibilizaram como voluntários para receberem instrução, orientação e treinamento de autoridades religiosas cristãs evangélicas e protestantes, os quais capacitaram, prepararam e treinaram aos cristãos voluntários para que eles possam se apresentar, se declarar e se identificar diante dos judeus.

Durante as instruções, as orientações e os treinamentos realizados, os cristãos evangélicos e protestantes voluntários aprendem o idioma hebraico e aprendem a utilizar as vestimentas judaicas e, após o fim do aprendizado eles se tornam missionários cristãos evangélicos messiânicos ou missionários cristãos protestantes messiânicos e, em seguida, eles se infiltram discretamente em sinagogas judaicas, nas quais eles se apresentam diante dos judeus como ISRAELITAS DO CAMINHO, ISRAELITAS DA NOVA ALIANÇA, JUDEUS DO CAMINHO, JUDEUS EFRAIMITAS, JUDEUS NAZARENOS, JUDEUS DA NOVA ALIANÇA, JUDEUS DA UNIDADE, e etc. Durante o medíocre processo de evangelização, os missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos expõem aos judeus os idolátricos ensinamentos religiosos mitológicos cristãos da TRIUNICIDADE DIVINA, UNICIDADE DIVINA COMPOSTA ou UNICIDADE DIVINA TRIÚNICA. Estes idolátricos ensinamentos religiosos cristãos ensinam que ADONAI-ELOHIM é uma divindade tríplice e que é, ao mesmo tempo, indivisível e única.

De acordo com isto, estes idolátricos ensinamentos religiosos cristãos são integrados sutilmente ao modo de viver judaico, e os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, ao invés de realizarem o processo de retorno aos exercícios das práticas do modo de viver judaico, eles terminam retornando sutilmente às igrejas cristãs de onde eles haviam saído anteriormente. Mas, ADONAI-ELOHIM é QUEM revela aos FILHOS DE YISRAEL a inexistência de quaisquer divindades compostas, tríplices e triúnicas, as quais estão completamente e totalmente desacordo com o TANAKH, segundo está escrito [1]:

Vós sois as Minhas testemunhas – diz o Eterno – Meus servos a quem escolhi, para que possais saber, acreditar e compreender que Eu sou o Eterno. Nenhum deus havia antes de Mim e nenhum haverá depois. Somente eu sou o Eterno, e outro salvador não existe, além de Mim.

Sepher Navi Yeshayahu 43,10-11

Escutai a palavra que contra vós tem pronunciado o Eterno, ó filhos de Israel, contra toda a família que tirei da terra do Egito, dizendo: Dentre todas as famílias da terra só a vós tenho conhecido; por isto, de vós cobrarei todas as vossas iniquidades.

COMENTÁRIO TANAÍTICO 2


SEPHER TOSAFOT YEHUDIM – SUPLEMENTOS TANAÍTICOS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – TOSEFTA 1 – OS MISSIONÁRIOS CRISTÃOS MESSIÂNICOS – COMENTÁRIO TANAÍTICO 2

A estratégia desesperada, fracassada e inútil elaborada e utilizada pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos para tentar, felizmente sem sucesso algum, integrar os idolátricos ensinamentos religiosos cristãos ao modo de viver judaico é muito semelhante à estratégia político-religiosa utilizada pelas autoridades reais seldjucidas para integrar às filosofias greco-helênicas ao modo de viver judaico. Esta ridícula estratégia missionária cristã evangélica e protestante messiânica empregada contra os judeus é, entre outros motivos, a hipócrita resposta cristã ao esvaziamento dos seus templos religiosos pelo fato de muitos descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, há muito tempo, estarem abandonando, desprezando e rejeitando os vários cultos cristãos para retornarem às práticas do modo de viver judaico [2].

O engraçado desta ação missionária cristã evangélica e protestante messiânica é que nos séculos passados, os FILHOS DE YISRAEL foram falsamente acusados da culpa de deicídio; amaldiçoados, ameaçados e estigmatizados; discriminados, perseguidos e transformados em bodes expiatórios; coagidos, forçados e obrigados a exercerem a prática da usura, e a sobreviverem em guetos; testemunharam a queima de obras literárias judaicas rabínicas; e, por fim, eles quase foram completamente exterminados nos campos de concentração nazistas construídos em países cristãos europeus. E, após todas estas práticas cristãs antissemitas terem sido realizadas em países cristãos e sob a concordância, a omissão e o silêncio santo das autoridades religiosas cristãs, surgiram há décadas atrás, missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos que, de forma hipócrita, medíocre e muito ousada, foram instruídos a se apresentarem aos judeus, manuseando eles livros da literatura judaica rabínica (muitos dos quais foram queimados nos séculos passados), além de utilizarem vestimentas judaicas e construírem falsas sinagogas judaicas, as quais são, de fato, igrejas cristãs disfarçadas, e que devem sempre ser referidas como IGREGOGAS [1,2].

A medíocre militância cristã evangélica e protestante messiânica, a qual é empregada na evangelização de judeus, carece completamente de sentido porque segundo informam filósofos, historiadores e teólogos cristãos (nas suas inúmeras obras literárias), o CONCÍLIO DE JERUSALÉM consistiu na primeira reunião cristã (constituída de judeus conversos e não judeus) de muita importância para o início do CRISTIANISMO porque a principal decisão do concílio jerusolomita foi desobrigar aos judeus conversos e aos não judeus de praticar os mandamentos, preceitos e prescrições registradas na TORAH, julgados inconvenientes, mas o restante dos mandamentos, dos preceitos e das prescrições foi julgado adequado, apropriado e conveniente. E, de fato, esta decisão conciliar causou o desligamento, a dissensão e a divisão entre a IGREJA (CRISTIANISMO) e a SINAGOGA (JUDAÍSMO), e tornou possível aos judeus e aos não judeus a professarem livremente a idolátrica crença cristã em nome de YESHUA NAZARETH [1,2].

Mas, entretanto, foi YESHUA NAZARETH quem primeiro ameaçou, coagiu e intimidou aos FILHOS DE YISRAEL (referindo-se ao POVO JUDEU como FILHOS DO REINO) com a sua abominável promessa de condenação eterna, caso os judeus não o aceitassem (e isto em completa e total contradição com a TORAH), conforme registrado nas referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 8,10-12; EVANGELHO DE MATEUS 10,34-36; EVANGELHO DE MARCOS 16,15-16; EVANGELHO DE LUCAS 12,49-53; EVANGELHO DE LUCAS 19,27; e EVANGELHO DE JOÃO 3,16-18. Mas de acordo com estas referências evangélicas, foi YESHUA NAZARETH quem primeiro declarou não trazer paz, mas sim trazer a espada, isto é, trazer o desligamento, a dissensão, a divisão, a ruptura e a separação. Assim, de acordo com YESHUA NAZARETH e também de acordo com as decisões dos membros do CONCÍLIO DE JERUSALÉM, os judeus conversos e os não judeus devem se desligar das práticas do modo de viver judaico, conservando eles apenas, exclusivamente, somente e unicamente as práticas do modo de viver judaico julgadas convenientes. Ora, se conforme filósofos, historiadores e teólogos cristãos informam, em suas inúmeras obras literárias religiosas cristãs, tal desligamento, dissensão e divisão houve por decisão, primeiro por parte de YESHUA NAZARETH e depois por parte dos judeus conversos, então é FALSO afirmar que judeus continuam judeus mesmo que eles aceitem a YESHUA NAZARETH [1,2].

COMENTÁRIO TANAÍTICO 3



SEPHER TOSAFOT YEHUDIM – SUPLEMENTOS TANAÍTICOS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – TOSEFTA 1 – OS MISSIONÁRIOS CRISTÃOS MESSIÂNICOS – COMENTÁRIO TANAÍTICO 3

As abomináveis declarações de condenação, desligamento, dissensão, divisão, ruptura e separação trazidas por YESHUA NAZARETH, conforme registradas nas referências evangélicas EVANGELHO DE MATEUS 8,10-12; EVANGELHO DE MATEUS 10,34-36; EVANGELHO DE MARCOS 16,15-16; EVANGELHO DE LUCAS 12,49-53; EVANGELHO DE LUCAS 19,27; e EVANGELHO DE JOÃO 3,16-18, identificam verdadeiramente YESHUA NAZARETH como PAI DA CONDENAÇÃO; PAI DO DESLIGAMENTO; PAI DA DISSENSÃO; PAI DA DIVISÃO; PAI DA RUPTURA; e o PAI DA SEPARAÇÃO e, desta forma, foi YESHUA NAZARETH quem trouxe não somente a espada, mas também as lanças, os tribunais inquisidores e as câmaras de gás, utilizadas por autoridades religiosas e ditadores cristãos para assassinar judeus durante os períodos históricos, cruzado, inquisidor católico apostólico romano e nazista. Mas também estas estúpidas declarações de YESHUA NAZARETH são as principais causas das dissensões, das divisões, das rupturas e das separações existentes na sociedade cristã. De acordo com isto, torna-se hipócrita, medíocre e ridículo o trabalho desenvolvido pelos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, o qual é destinado à inútil evangelização de judeus [2,3].

As abomináveis declarações de condenação, desligamento, dissensão, divisão, ruptura e separação trazidas por YESHUA NAZARETH, e as infames declarações de PAULLUS TARSOS representam um grande perigo, sobretudo para os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, segundo está escrito [3]:

Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

I Epístola de Paulo aos Coríntios 9,19-23

Assim, como ensina de forma espúria, PAULLUS TARSOS, as autoridades religiosas cristãs da sua época deviam fazer de tudo para obter crédito e se manterem no poder não importando como isto pudesse ser realizado. E, desta forma, é possível entender as santas monstruosidades praticadas pelas autoridades religiosas cristãs católicas quando assassinaram, discriminaram e perseguiram milhões de pessoas durante vinte séculos, conforme a declaração insana do próprio YESHUA NAZARETH, segundo está escrito [3]:

E quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

Evangelho de Lucas 19,27

E, finalmente, é possível entender as distorções, as fraudes e as múltiplas faces e truques elaborados pelas autoridades cristãs evangélicas e protestantes messiânicas, quando decidiram fazerem se passar por judeus. De fato, absurdo, hipócrita e medíocre são as atitudes dos missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos, ao se vestirem como judeus, portarem falsos diplomas de rabino, e declararem que amam a CIDADE DE YERUSHALAYIM e o ESTADO DE YISRAEL. Na realidade, o que os missionários cristãos evangélicos e protestantes messiânicos desejam verdadeiramente é amar uma CIDADE DE YERUSHALAYIM, mas com todos os seus habitantes crentes em YESHUA NAZARETH; eles desejam amar aos judeus, mas apenas se eles decidirem aceitar a filiação divina e a messianidade de YESHUA NAZARETH; e, por fim, o que eles desejam é amar um ESTADO DE YISRAEL completamente cristão.

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