terça-feira, 16 de julho de 2013

O 'SERVO SOFREDOR' DE ISAÍAS 53

Segue um ótimo estudo sobre "O servo sofredor de Isaías 53".

O 'SERVO SOFREDOR' DE ISAÍAS 53

Este estudo foi preparado em conformidade com a interpretação tradicional judaica, sendo que as citações apresentadas foram extraídas diretamente do texto hebraico e as traduções seguem o padrão da Jewish Press Bible, em inglês.


ISAÍAS 53:1

מי האמין לשמועתנו וזרוע יהוה על מי נגלתה

Mi heemin lish'muatênu, uz'rôa Adonay al mi niglatah?

1 Quem acreditou em nosso relato e o braço do S-nhor a quem foi revelado?

“Quem acreditou em nosso relato?” - O Servo do S-nhor (isto é, o remanescente fiel de Israel – os profetas e justos de todas as gerações) era constantemente ignorado pelo resto do povo o qual não acreditava em suas palavras de exortação ao arrependimento. Os israelitas são reconhecidos por D-us como sendo Suas “testemunhas” (Isa 43:10), todavia nem sempre o relato transmitido por essas testemunhas tem sido aceito, seja pelos rebeldes dentre o próprio povo, ou seja ainda pelas nações as quais Israel serve de luz (Isa 42:6). Por esta razão Isaías diz, “Quem acreditou em nosso relato?” (Veja II Cro 24:19); O povo era aconselhado por todos os profetas a voltarem do seu mau caminho e a cumprir os mandamentos de D-us (II Rs 17:13) e mesmo assim, muitos deles foram mortos (I Rs 19:10).

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Se este verso diz respeito a Jesus, como explicar o fato narrado pelo NT que as multidões se admiravam da sua “doutrina” e que seguiam-no para cima e para baixo, admirados pelos seus ensinamentos? (Mat 4:25/7:28) Se ninguém acreditava em Jesus por que as autoridades não queriam prendê-lo durante a Páscoa para evitar um motim entre o povo? (Mar 14:2) Se ninguém acreditou em Jesus por que diz-se que muitos sacerdotes tornaram-se cristãos? (At 6:7) Enfim, se ninguém acreditou em Jesus, por que Roma se preocuparia com ele, condenando-o à morte?

“...e o braço do S-nhor a quem foi revelado?” - Na Bíblia, a palavra “braço” tem o sentido de “poder de salvação”, e vemos por várias passagens que foi a Israel que o S-nhor revelou o Seu braço, pois foi ao povo judeu que o Eterno manifestou de forma maravilhosa o Seu grande poder para salvar quando estavam oprimidos:

Exo 6:6 Israel resgatado com braço estendido e com grandes juízos.
Deu 4:34 Israel tirado do Egito por D-us com mão poderosa e braço estendido.

(Veja ainda: Deu 5:15/ 7:19/9:29/ 26:8/ Sal 44:3/ 77:15/ Isa 33:2/ 59:16)

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Se este texto diz respeito a Jesus, pedimos que nos expliquem se algum dia Jesus teria precisado que D-us lhe manifestasse Seu “braço”, isto é, Seu poder de salvação. Se isto foi assim, então Jesus também precisou ser salvo e não pode ser “salvador”.

ISAÍAS 53:2

ויעל כיונק לפניו וכשרש מארץ ציה לא תאר לו ולא הדר ונראהו ולא מראה ונחמדהו

Va-yaal ka-yonek lefanáv ukhe-shoresh me-êretz tsiáh. Lô toar lo ve-lô hadar ve-nir'ehu ve-lô mar'eh ve-nech'medehu.

2 Mas ele subiu como um lactente diante d'Ele e como raiz de uma terra seca. Ele não tinha formosura e nem glória para que o notássemos, e nem aparência para que o desejássemos.

“Ele subiu como um lactente...” - O Servo do S-nhor (o remanescente fiel de Israel) é retratado pelo profeta como um “lactente” que sobe (cresce) diante de D-us, como um bebê que cresce e se desenvolve diante de seu Pai. Israel é mencionado várias vezes pelos profetas como uma criança, como um menino – filho de D-us:

Ose 11:1 Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho.
Exo 4:22 Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito.
Exo 4:23 Deixa ir meu filho (Israel), para que me sirva.
Deu 1:31 Deus levou Israel como um homem leva seu filho por todo o caminho.

“...como raiz de uma terra seca” - Israel cresceu diante de D-us, Seu Pai celestial, como um ramo verdejante em um deserto abrasante e seco:

Sal 80:8-9 Israel é uma videira frondosa cultivada por D-us.
Deu 32:9-10 D-us achou Israel numa terra deserta, num êrmo de solidão.
Ose 13:4-5 D-us conheceu Israel no deserto, em terra muito seca.
Jer 2:6 D-us fez Israel subir do Egito por uma terra de sequidão.

“...não tinha formosura...e nem aparência para que o desejássemos” - Israel desde os seus primeiros dias até hoje não parece atraente diante das nações; Os povos do mundo têm historicamente desprezado o povo judeu, relegando-o como um rejeitado e renegado. Isto é um fato inegável desde que os judeus estiveram cativos no Egito até os dias do holocausto nazista.

Isa 51:7 Israel não deve preocupar-se com a injúria dos homens.
Jer 33:24 Israel desprezado e ignorado como povo pelas nações.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Se esta passagem refere-se a Jesus, como explica-se o fato de Israel ter sido chamado de “filho” de D-us e “primogênito” muito tempo antes? Note que o termo “primogênito” refere-se ao primeiro filho gerado, o mais importante. Não podem existir dois primogênitos, e assim, Jesus não pode ser chamado de “primogênito” de D-us quando Israel já foi chamado assim séculos antes. No evangelho de Mateus 2:15, o autor cita Oséias 11:1, aplicando-a a Jesus – mas note as diferenças:

Mat 2:15 “e lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egito chamei o meu filho”

Mateus dá a entender que Oséias teria “profetizado” a ida de Jesus ao Egito. Mas, vejamos se isso é assim:

Ose 11:1 “Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho”

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Veja: quem é mesmo chamado de “filho” de D-us pelo profeta Oséias? Israel, é claro! Não tem nada a ver com Jesus ou com qualquer outra pessoa. Se Mateus era confiável e agia de boa fé, por que então omitiu vergonhosamente a primeira parte do verso de Oséias que diz claramente que o filho tirado do Egito é Israel? Sejamos honestos com a verdade!

E mais: Será que Jesus foi conhecido numa terra seca, desértica assim como ocorreu com Israel como já vimos? Bem, todos sabem que Jesus teria nascido na Judéia ainda que haja controvérsias entre os pesquisadores, pois segundo alguns ele nasceu na Galiléia. Seja a verdade qual for, fato é que ambas as regiões ficam dentro das fronteiras de Israel, que de acordo com a Bíblia não é uma terra seca, um deserto – mas sim, “uma terra que mana leite e mel” (Exo 13:5), uma terra fértil (Nee 9:35), terra de trigo e cevada, de vides e figueiras, de azeite e mel (Deu 8:8).

E finalmente, quando foi Jesus alguém não desejado? Os gentios até hoje seguem cegamente sua doutrina, multidões e gerações acreditaram nele e desejam seguir seus passos como se ele fosse alguém digno de ser seguido. Além disso, os cristãos tem em Jesus o “desejado de todas as nações”, numa referência a Ageu 2:7. Como pode ser ele o “desejado das nações” e ainda assim “não ter aparência para que fosse desejado”??

ISAÍAS 53:3

נבזה וחדל אישים איש מכאבות וידוע חלי וכמסתר פנים ממנו נבזה ולא חשבנהו

Nivzeh va-chadal ishim ish mackheovot vi-yidua choli ukhe-master panim mimênu nivzeh ve-lô chashavnuhu.

3 Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experiente em enfermidades. E como alguém de quem se esconde o rosto, nós o desprezamos e não o consideramos.

“...desprezado e rejeitado pelos homens” - Não é necessário investigar muito a fundo a história de Israel para percebermos o quanto este povo foi desprezado pelos outros povos: primeiro, faraó os oprimiu no Egito; depois, vieram os inimigos de Babilônia, da Assíria, da Grécia e Roma. Com o surgimento do cristianismo, os judeus (o povo de Israel) foi duramente perseguido, humilhado e quase destruído pela sanha sanguinária dos líderes desta religião, quer fossem eles católicos ou protestantes. Vieram as inquisições, os pógroms, expulsões em massa, o exílio, as deportações, as calúnias de sangue e finalmente em pleno século XX a maior das catástrofes: o holocausto (em hebraico, shoah), no qual seis milhões de judeus pereceram nos fornos crematórios ou envenenados.

“homem de dores...experiente em enfermidades” - Israel é sem dúvida o “homem de dores, experiente em enfermidades” mencionado por Isaías. Dele os povos até hoje escondem o rosto, desprezando-o e desconsiderando-o.

Isa 49:7 Israel desprezado dos homens, aborrecido das nações, servo dos tiranos.
Sal 44:13 Israel como opróbrio aos seus vizinhos, escárnio e zombaria.
Sal 44:14 Israel, provérbio entre as nações, meneio de cabeça entre os povos.
Jer 10:19 Israel quebrantado; sua chaga causa grande dor.
Jer 30:12 O ferimento de Israel é gravíssimo.

Veja ainda Isa 51:7/54:6/60:14-15/ Jer 18:16/ 33:24.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

E quanto a Jesus? Foi ele algum dia “desprezado” dos povos? Não é isso que diz o NT. Ele era seguido por multidões: Será que isto significa ser “desprezado”? (Mat 4:25; Luc 23:27) Jesus era famoso por toda a Galiléia e por todos era admirado (Luc 4:14-15). É isso que significa ser desprezado? Não é o que parece. Hoje cerca de 1/3 da população mundial (cerca de 2 bilhões de pessoas) vê em Jesus uma espécie de “deus” - isso é ser “desprezado”? Não é o que parece!

Jesus não trabalhava e aconselhava os outros a também não trabalhar (Joa 6:27); vivia de doações e ofertas, sendo sustentado por mulheres (Luc 8:1-3); além disso, vivia nos banquetes e grandes festas (Luc 7:36/11:37/14:1), e dava-se com ricos e famosos. Será que isso pode ser considerado como uma vida de sofrimentos e dores? Dificilmente...

ISAÍAS 53:4

אכן חלינו הוא נשא ומכאבינו סבלם ואנחנו חשבנהו נגוע מכה אלהים ומענה

Akhen, cholayênu hu nassá umakheoveinu s'valam va-anachnu chashavnuhu nagua mukeh Elohim umeuneh.

4 Certamente ele levou as nossas enfermidades, e nossas dores suportou e nós o tínhamos como alguém abatido, ferido de D-us e oprimido.

“...ele levou as nossas enfermidades” - O Servo de D-us, o fiel remanescente de Israel sofre juntamente com os pecadores dentre o povo, levando suas dores. Assim, vemos os profetas e justos antigos pedindo e intercedendo pelos que de fato pecaram contra as leis de D-us. Moisés por exemplo, pediu a D-us que perdoasse o pecado do povo, levou sobre si a “enfermidade” de sua nação (Exo 32:11-12); Daniel, embora sendo justo, assumiu a culpa pelo erro do seu povo em suas orações, levou por assim dizer, as “enfermidades” de sua nação e de sua gente (Dan 9:4-5); Jeremias é um outro bom exemplo em sua ousada e apaixonada defesa do povo judeu, mesmo quando esse não correspondia à vontade de D-us (Jer 30:23-25).

“ferido de D-us e oprimido” - Israel foi ferido de D-us, pois segundo os profetas, foi o próprio Eterno que causou sua chaga e Ele mesmo e quem a sara:

Isa 60:10 D-us feriu Israel em sua ira.
Ose 6:1 D-us feriu Israel e é quem o cura.
Sal 44:19 Israel foi ferido pelo Eterno.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Jesus não tomou sobre si as dores ou enfermidades de ninguém, uma vez que disse que quem desejasse seguí-lo deveria tomar sua própria cruz (Mat 16:24). Assim, ele não pode ser considerado como alguém “ferido de D-us” no sentido de trazer a redenção; ele foi sim ferido por D-us, foi considerado “maldito” (Deu 22:21-23) pelas suas próprias transgressões e recebeu sobre si mesmo a paga pelas suas más obras, morrendo pendurado no madeiro, isto é, sobre uma cruz romana.

ISAÍAS 53:5

והוא מחלל מפשעינו מדכא מעונתינו מוסר שלומנו עליו ובחברתו נרפא לנו

Ve-hu mecholal mi-peshaeinu medukah me-avonoteinu mussar shlomenu alav uva-chavuratô nirpá lanu.

5 E ele foi profanado pelas nossas transgressões, oprimido pelas nossas iniqüidades; a disciplina da nossa paz estava sobre ele, e pelo seu ferimento fomos curados.

“...profanado pelas nossas transgressões” - Israel foi chamado de povo santo, separado para seu D-us (Deu 7:6). Entretanto, as transgressões da maioria rebelde do povo fez com que sua vocação à santidade fosse profanada; isso ocorreu também com a terra de Israel e com o Templo sagrado (Eze 24:21).

“a disciplina da nossa paz estava sobre ele” - A disciplina, a palavra de exortação ao arrependimento que pode sempre trazer a paz sobre todo Israel está na boca dos justos dentre o povo. O ímpio todavia rejeita a palavra de correção e ignora a disciplina; nessa passagem, há uma espécie de reconhecimento de que a palavra proferida pelo Servo do S-nhor é aquilo que pode trazer a paz (Jer 25:4/29:19/35:15/Dan 9:6 e 10).

“pelo seu ferimento fomos curados” - Os justos de Israel sofreram terrivelmente pela opressão e pelo aperto dos inimigos do povo de D-us. Entretanto, foram justamente estas feridas que trariam a paz e a cura para todo o povo. Nunca faltaram justos em Israel para pedir e rogar ao Eterno pelo povo rebelde. Jeremias é um clássico exemplo:

“Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; ando de luto; o espanto apoderou-se de mim” (Jer 8:21)

“Portanto lhes dirás esta palavra: Os meus olhos derramem lágrimas de noite e de dia, e não cessem; porque a virgem filha do meu povo está gravemente ferida, de mui dolorosa chaga”. (Jer 14:17)

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Jesus pelo que notamos não foi profanado pelas transgressões de ninguém, senão pelas dele mesmo pois blasfemava constantemente querendo ser D-us e menosprezando o ser humano (Mat 15:26/23:33/João 5:18). A disciplina da paz do povo judeu nunca esteve sobre Jesus pois ele jamais pediu a D-us por eles e nunca os defendeu diante dos seus inimigos como fizeram os grandes profetas. A “disciplina” que Jesus ensinava não serviu para nada, pois buscava fazer dos judeus suas vítimas, fazendo-os aceitar um ser humano (ele mesmo) como D-us, uma heresia imperdoável pela lei judaica. Ninguém foi curado pelos ferimentos inflingidos a Jesus, uma vez que aqueles que o feriram (os gentios) sempre tiveram sua simpatia ao contrário dos judeus que eram supostamente seu povo. Suas condenações e críticas eram constantemente dirigidas aos judeus – nenhuma palavra de conforto ou de consolação.

ISAÍAS 53:6

כלנו כצאן תעינו איש לדרכו פנינו ויהוה הפגיע בו את עון כלנו

Kulanu ka-tson taínu; ish le-darkô paninu, va-Adonay hifgía bo et avon kulanu.

6 Todos nós como ovelhas nos desgarramos; nos desviamos cada um pelo seu caminho, e o S-nhor o atingiu com o pecado de nós todos.

“...como ovelhas nos desgarramos” - O povo de Israel sempre foi comparado nas Escrituras às ovelhas do pasto, guiadas por D-us. Entretanto, as ovelhas (o povo judeu) vez ou outra se desgarrava devido ao descuido de seus pastores (líderes politicos e religiosos).

Jer 50:6 O povo de D-us como ovelhas desgarradas; seus pastores as fizeram errar.
Ez 34:6 O povo de D-us como ovelhas espalhadas por todas as nações.

“...o S-nhor o atingiu com o pecado de nós todos” - O pecado de toda a nação [e também dos gentios] atinge o Servo do S-nhor, ferindo e quebrantando-o.

Jer 8:21 Jeremias ferido pelo pecado de seu povo.
Jer 15:18 Dor perpétua e ferida incurável atinge o profeta.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Jesus ao contrário de buscar as ovelhas desgarradas, tentou fazer com que as que já estavam congregadas se desgarrassem; fez isso quando insistiu em ser reconhecido como D-us ou como parte da Divindade; fez isso também quando tentava desviar os judeus de sua Lei ancestral, voltando-se ao culto pagão dos deuses semi-humanos. Assim, o pecado de ninguém o atingiu, senão o dele mesmo e teve o fim merecido em conformidade com suas más obras.

ISAÍAS 53:7

נגש והוא נענה ולא יפתח פיו כשה לטבח יובל וכרחל לפני גזזיה נאלמה ולא יפתח פיו

Nigash ve-hu naaneh ve-lô yiftach piv, ka-seh la-têvach yuval, ukhe-rachel lifnei goz'zeiha neelamah ve-lô yiftach piv.

7 Ele foi afligido, tiranizado e ainda assim não abriu sua boca; como um cordeiro levado ao matadouro e como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu sua boca.

O remanescente justo de Israel sofreria os terrores do exílio, da deportação e a morte sem abrir sua boca; tal como o cordeiro que vai para a morte ingenuamente, o Servo sofre sem ter culpa alguma e sem entender bem por que tudo aquilo acontece.

Isa 42:2 O Servo não clama, não se exalta e nem se ouve sua voz nas praças e ruas.
Sal 44:11 Entregues como ovelhas para o pasto.
Sal 44:22 Entregues à morte como ovelhas para o matadouro.
Isa 50:6 A resignação do Servo.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

E quanto a Jesus? Será que ele não abriu sua boca diante de seus acusadores e na presença daqueles que o condenaram à morte? Quando o servo do sumo-sacerdote lhe bate no rosto, ele ao contrário do que pregava, não deu “a outra face”, mas reclamou do golpe (João 18:22-23); Em João 18:33-37 ele abre sua boca novamente para apresentar sua defesa diante de Pilatos e finalmente na cruz ele mais uma vez abre sua boca, desta vez para queixar-se do abandono que sofrera da parte do seu “deus” (Mat 23:46). Assim, Jesus definitivamente não se enquadra à figura de uma “ovelha muda” que não abre a boca diante de seus tosquiadores, isto é, como alguém que por estar fazendo a vontade de D-us sofre resignadamente a opressão dos inimigos.

ISAÍAS 53:8

מעצר וממשפט לקח ואת דורו מי ישוחח כי נגזר מארץ חיים מפשע עמי נגע למו
Me-otser umi-mishpat lukach ve-et dorô mi yesocheach? Ki nigzar me-êretz chayim, mi-pêsha ami nêga lamô.

8 Pela opressão e pelo juízo foi tirado e sua geração quem mencionará? Pois ele foi cortado da terra dos viventes, pela transgressão do meu povo houve ferimento para eles.

“Pela opressão e pelo juízo foi tirado” - O Servo do S-nhor (os justos em Israel) foi tirado, tomado, levado pela opressão de seus inimigos e também pelo juízo divino. A combinação desses dois fatores fez com que o Servo passasse por todas as crises e que pudesse assim por seu testemunho fiel, servir de meio para trazer novamente a paz ao povo de D-us. A “opressão” na passagem refere-se aos inimigos do povo de D-us (Babilônia, Grécia, Roma, a Igreja, etc); o “juízo” por sua vez reflete a mão de D-us que fere o Servo atingindo-o com todo tipo de aflições e que mais tarde traz-lhe a cura (ver Ose 6:1-3).

“...e sua geração quem mencionará?” - A penúria pela qual o Servo teria que passar chega a impressionar o profeta levando-o a questionar se haveria alguém que pudesse fazer menção de sua posteridade. O sofrimento que os servos de D-us passariam colocaria em risco toda a sua geração; os seus inimigos certamente não pouparam esforços na tentativa maquiavélica de eliminar da face da terra sua incômoda presença. Entretanto, apesar do duro castigo imposto ao Servo, há o anúncio da redenção e do livramento: “Tu não temas, servo meu, Jacó, diz o S-nhor; porque estou contigo; pois destruirei totalmente todas as nações para onde te arrojei; mas a ti não te destruirei de todo, mas castigar-te-ei com justiça, e de modo algum te deixarei impune” (Jer 46:28).

“...ele foi cortado da terra dos viventes” - O termo “cortado” como usado por Isaías refere-se à morte, e ao exílio por extensão. Ser cortado da terra dos viventes é o mesmo que ser morto ou desterrado, exilado de sua terra natal, e da terra por excelência, a Terra de Israel. O profeta Jeremias como modelo do Servo do S-nhor, sentiu-se como cordeiro levado ao matadouro, vítima daqueles inimigos que tencionavam eliminá-lo: “Mas eu era como um manso cordeiro, que se leva à matança; não sabia que era contra mim que maquinavam, dizendo: Destruamos a árvore com o seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, para que não haja mais memória do seu nome” (Jer 11:19). Assim sentia-se o Servo do S-nhor:

Eze 37:11 “Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que eles dizem: Os nossos ossos secaram-se, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo cortados”

“Pela transgressão do meu povo houve ferimento para eles” - O Servo de forma coletiva foi atingido pela transgressão de todo o povo rebelde, e recebeu a ferida e o quebrantamento sem embora merecê-lo. A tradução deste verso poderá surpreender aquele que não está familizarizado com o hebraico bíblico, entretanto a expressão encontrada no final do verso (“para eles”) traduz-se do termo לָמוֹ [lamô]. Esta expressão hebraica é encontrada em cerca de 20 versos nas Escrituras, especialmente em Jó 24:17 e Sal 88:8 onde a mesma é vertida pela Almeida como “para eles” (note o plural).
No caso de nosso texto (Isa 53:8) não poderíamos esperar que as versões em português ou em qualquer outra língua moderna vertesse o termo desta forma, no plural pois isto seria um golpe fatal na idéia cristã de que o Servo do S-nhor retratado pelo profeta seria uma só pessoa, no caso Jesus. Percebemos aí e em muitos outros casos, a desonestidade intelectual dos chamados “eruditos” cristãos.
Ao usar o plural (“para eles”), Isaías demonstra cabal e insofismavelmente que o Servo do S-nhor é um personagem coletivo – não trata-se portanto de uma só pessoa, mas sim, de várias. Como vimos, o termo inclui todos os justos de Israel de todas as gerações, profetas, patriarcas, reis e pessoas comuns que fizeram a vontade de D-us, chamando o restante do povo ao arrependimento e à conversão.

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

Jesus não foi levado pela opressão dos inimigos do povo de D-us pois ao contrário dos profetas das Escrituras, não denunciou o opressor estrangeiro – antes, foi conivente com ele. Cedeu a Roma quando tacitamente concordou com o pagamento dos pesados tributos impostos pelos dominadores (Mat 22:21), entretanto nos evangelhos não vemos jamais ele devolvendo os dízimos no Templo; Jesus nunca criticou o poder político dominante, no caso o Império Romano – preocupou-se mais em falar mal dos líderes e príncipes do seu povo (Mat 23), algo condenado pela Lei bíblica (Exo 22:28). Quando inquirido sobre sua pretensa identidade messiânica diante do potentado romano, ele acovardou-se não assumindo publicamente o que ensinava aos seus chegados, isto é, que ele seria o Messias enviado de D-us; ele certamente não o fez diante de Pilatos porque isto poderia acarretar em crime de lesa majestade, podendo ser acusado de insurreição política. Quanto a ser tirado pelo juízo (divino), cristão algum concordaria com isso pois evidenciaria que Jesus sofreu um castigo pelas mãos de D-us.

A “geração” de Jesus, isto é, sua memória não correu jamais risco de ser esquecida, uma vez que sua doutrina prevaleceu no mundo de então, ganhando todo o orbe romano por decreto à partir do séc. III EC. Logo, não é sobre ele que Isaías fala.

Jesus morreu (de forma prática) por aqueles que o aceitam. Logo, sua morte so pode significar alguma coisa para as pessoas que acreditam que seus pecados afetaram-no, causando sua sina fatídica na cruz. O profeta Isaías afirma: “pela transgressão do meu povo foi ele atingido” - Isaías pertencia ao povo judeu, e para os judeus, a morte de Jesus nao tem o valor que os cristãos lhe conferem. Logo, Isaías falava sobre outras pessoas, e não sobre o deus cristão.

ISAÍAS 53:9

ויתן את רשעים קברו ואת עשיר במתיו על לא חמס עשה ולא מרמה בפיו

Va-yiten et reshayim kivrô veet ashir be-motav al lô chamás assah ve-lô mirmah be-piv.

9 E foi-lhe dada sepultura com os ímpios e com os ricos em suas mortes apesar de não ter feito violência e de não existir engano em sua boca.

“E foi-lhe dada sepultura com os ímpios” - O Servo do S-nhor recebeu “sepultura” juntamente com os que mereciam a morte, ou seja, os ímpios dentre o povo. Como afirmamos anteriormente, a morte aqui e tudo o que se relaciona a ela não significa necessariamente a interrupção da existência física. “Morte” nessas passagens é uma espécie de metáfora para aludir ao exílio, à deportação (cf. Sal 107:10-14/Eze 37/Ose 13:14-16). O Servo (os justos dentre o povo) foi ao exílio, e em certo sentido, deram-lhe sepultura juntamente com os malévolos que não deram ouvidos às palavras dos profetas. Basta lembrar de Daniel e seus companheiros em Babilônia; de Esdras, Neemias e Zorobabel nos dias da Média e Pérsia e depois de todos os justos que foram dispersos depois do ano 70 EC.

“...e com os ricos em suas mortes” - O “pobre” não necessariamente no sentido econômico, é às vezes colocado em oposição ao “rico”, ao mais favorecido. Diz o salmista que “o ímpio...persegue furiosamente ao pobre” (Sal 10:2). Logo, os ricos aqui significam os ímpios – e o que temos é uma repetição da frase anterior usando outras palavras, o que é característico da literatura hebraica. Este recurso literário é chamado de paralelismo:

foi-lhe dada sepultura com os ímpios = com os ricos nas suas mortes

Temos uma aparente inconsistência nesse verso. Ninguém “morre” mais de uma vez, então como explicar nossa tradução da última parte do verso “em suas mortes”? Mais uma vez, nossas versões em língua portuguesa nos desamparam e não nos deixam perceber esta realidade. O profeta escreveu “nas suas mortes” (note o plural) e não “na sua morte” (singular). A palavra em hebraico para “morte” é מֹת (mot), e se Isaías pretendesse dizer “na sua morte” (singular), ele teria escrito בְּמֹתוֹ (be-motô); ao contrário disso, ele escreveu בְּמֹתָיו (be-motav), onde o sufixo יו corresponde à uma forma do possessivo plural, traduzido como “suas”. Hoje em dia infelizmente nenhuma versão em língua portuguesa transmite esta realidade.

Mas, voltando à questão: como explicar o uso do plural aqui visto que ninguém morre mais do que uma vez? Bem, como já afirmamos, não estamos falando aqui de morte física como a conhecemos. A idéia da “morte” nessa e em outras passagens refere-se ao exílio, como já demonstramos (vide Sal 107:10-14/Eze 37:12/Ose 13:14-16). Sabendo então que houve dois grandes exílios (O primeiro, de 586 a 515 aEC e o segundo, do ano 70 EC até 1948), poderemos perceber por que o profeta falou de “mortes” e não de uma só “morte”. Assim, a profecia se encaixa perfeitamente ao contexto histórico da experiência do povo judeu.

“...apesar de não ter feito violência e de não existir engano em sua boca” - O salmista afirma que embora o Servo (o justo remanescente de Israel) não tivesse se esquecido de D-us e jamais agido de forma falsa contra o Pacto, todo aquele mal (o exílio) lhes sobreveio (Sal 44:18). Sofonias afirma por outro lado, que o remanescente de Israel não comete iniqüidade e nem profere mentiras, não achando-se engano em sua boca (Sof 3:13).

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

E quanto a Jesus? Bem, sabemos que ele morreu literalmente e que foi sepultado. Entretanto, aprendemos de Isaías 53:9 que é impossível uma referência aqui à morte física, uma vez que o profeta usa o plural e ninguém morre duas ou mais vezes! Temos aqui a primeira impossibilidade da aplicação do texto a Jesus. A segunda diz respeito à sepultura que deram ao Servo junto com os ímpios. Como sabemos, Jesus não foi sepultado juntamente com ninguém, seja justo ou ímpio – ele esteve segundo os evangelhos, sozinho no sepulcro de José de Arimatéia, que não era ímpio (segundo o NT), mas sim, rico. Jesus não esteve com Arimatéia (um homem rico) em sua morte – logo, nem de longe poderemos aplicar tal passagem a Jesus.

E será que não podemos encontrar violência e mentira nas palavras e ações de Jesus? O que dizer do destino bárbaro e cruel que ele tenciona dar àqueles que não acreditam nele? (veja Luc 19:27) Como esquecer da violência empregada por ele ao expulsar os cambistas? (Mat 21:12) E o que dizer da mentira que Jesus proferiu ao dizer aos seus irmãos que não iria à festa dos tabernáculos? Sabemos que depois que seus irmãos foram, ele para lá se dirigiu, mas em secreto (João 7:2, 8-10) E o que dizer da maior mentira de todos os tempos, ou seja, a mentira da sua segunda vinda – visto que ele mesmo prometeu voltar ainda naquela mesma geração? Quantas centenas de gerações se passaram desde então? (Mat 24:34)

ISAÍAS 53:10

ויהוה חפץ דכאו החלי אם תשים אשם נפשו יראה זרע יאריך ימים וחפץ יהוה בידו יצלח

Va-Adonay chafetz dakeô hecheli. Im tassim asham nafshô yir'eh zerá yaarikh yamim ve-chefetz Adonay be-yadô yitslach.

10 E ao S-nhor agradou ferí-lo, fazendo-o adoecer. Se ele imputar culpa à sua alma, verá sua descendência prolongar os seus dias, e a vontade do S-nhor prevalecerá pela sua mão.

“E ao S-nhor agradou ferí-lo” - Sabemos pelo profeta Oséias que foi o S-nhor que feriu Israel, Seu Servo, e é Ele mesmo quem os cura:

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará” (Ose 6:1)

“Se ele imputar culpa à sua alma...” - Note que a tradução da frase deixa claro que o Servo não tem culpa, mas se ele imputar culpa à si mesmo “verá sua descendência prolongar os seus dias”. Ao longo do texto bíblico, vemos os profetas e os justos entre os israelitas assumindo, tomando sobre si a culpa que não tinham pelos pecados do seu povo. Daniel é um clássico exemplo:

Eu, pois, dirigi o meu rosto ao S-nhor D-us, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. E orei ao S-nhor meu D-us, e confessei, e disse: (...) pecamos e cometemos iniqüidades, procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas ordenanças. (Dan 9:3-5)

Jeremias embora inocente assim como Daniel, assumiu a culpa do seu povo:

“Nós transgredimos, e fomos rebeldes” (Lam 3:42)

“verá sua descendência prolongar os seus dias” - O salmista afirma que os justos florescerão como a palmeira (Sal 92:12), isto é, sua descendência permanecerá para sempre; o S-nhor promete preservar os seus santos (Sal 37:28) e seus dias serão como os dias da árvore (Isa 65:22).

“a vontade do S-nhor prevalecerá pela sua mão” - Através do sofrimento inflingido ao Servo, a vontade de D-us finalmente prevalecerá. Sabemos que Israel foi posto por luz das nações (dos gentios) de acordo com Isa 42:6 e 49:6. Ao perceber a penúria e a aflição do Servo do S-nhor, as nações serão finalmente compungidas, levadas a entender o propósito do Eterno D-us. Assim, o véu posto sobre o entendimento dos gentios será levantado (Isa 25:7) e os povos do mundo buscarão a D-us através do povo judeu (Zac 8:23), reconhecendo que só herdaram mentiras e ilusões (Jer 16:19-20).

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

E quanto a Jesus? Concordariam os cristãos que D-us agradou-se com a sua execução sobre uma cruz romana? Dificilmente...
E o que dizer da frase, “se ele imputar culpa a sua alma”? Será que em algum momento Jesus cogitou a hipótese de ter alguma culpa? Será que algum dia imputou culpa sobre si mesmo, pedindo a D-us pelo seu povo? Não encontramos um só verso do NT que apóie isso – muito pelo contrário, pois ele disse: “Quem de vós me convence de pecado?” (Joa 8:46). Jesus não soa nada humilde e nem um pouco disposto a imputar culpa a si mesmo, compartilhando do destino do povo de D-us, assim como fizeram os justos e profetas no passado.
E quanto à “descendência” de Jesus? Onde ela está? Deixou ele alguma semente na terra? De que forma sua semente pode ela mesma “prolongar os seus dias”?
E o que dizer da “vontade do S-nhor”? Terá ela prevalecido pela mão de Jesus? O que vemos no mundo hoje depois de 2000 anos de existência do cristianismo? De que forma o mundo mudou – para melhor ou para pior? E o conhecimento das leis de D-us, a que nível está? O que as pessoas hoje em dia conhecem da Torá, da Palavra de D-us? Não há como demonstrar que isso cumpriu-se nele, de forma alguma.

ISAÍAS 53:11

מעמל נפשו יראה ישבע בדעתו יצדיק צדיק עבדי לרבים ועונתם הוא יסבל

Me-amal nafshô yir'eh yisbá. Be-datô yatsdik tsadik avdi la-rabim va-avonotam hu yisbol.

11 Ele verá e ficará satisfeito com o trabalho de sua alma. Através de seu conhecimento, o meu Servo vindicará o Justo a muitos e as suas iniqüidades ele levará;

“Ele verá e ficará satisfeito com o trabalho de sua alma” - O Servo verá com satisfação que a obra de conversão do seu povo será finalmente coroada de êxito e que sua vocação para ser luz dos gentios será gratificada pelo sucesso, como vimos no verso anterior. O povo judeu pelo testemunho do Servo servirá plenamente o seu D-us, observando fielmente Suas leis (Eze 37:24); os gentios buscarão ao Eterno e aprenderão sobre Ele (Zac 8:23)

“Através do seu conhecimento o meu Servo vindicará o Justo” - D-us será plenamente vindicado pela obra do Servo, quando a mesma for concluída.

“...e as suas iniqüidades ele levará” - O Servo como vimos, levou a culpa pelas iniqüidades da maioria do povo rebelde; imputou culpa a si mesmo, sem embora ser culpado (Daniel, Jeremias, etc).

REFUTAÇÃO DA POSIÇÃO CRISTÃ

E quanto a Jesus? Sua pretensa obra de redenção do povo judeu terminou em tragédia para o povo de D-us, antes e depois do aniquilamento do estado judaico. Sua pretensa obra de salvação dos gentios terminou em rejeição da Lei de D-us, de uma profunda fobia por tudo que é judaico – e isso inflingiu ainda maiores sofrimentos sobre o Servo. Não podemos ver como essa “obra” poderia satisfazer Jesus, a não ser que ele tenha inclinações sádicas.
Não podemos de forma alguma dizer que Jesus vindicou o D-us de Israel pela sua obra. Muito do preconceito contra os judeus que hoje existe foi semeado por distorções da verdade sobre o judaísmo ensinadas por Jesus e seus sucessores. Jesus como dissemos, não levou as inqüidades de ninguém, senão as dele mesmo. Aliás, ele jamais imputou culpa sobre si mesmo e repelia todos aqueles que apontavam seus pecados.

ISAÍAS 53:12

לכן אחלק לו ברבים ואת עצומים יחלק שלל תחת אשר הערה למות נפשו ואת פשעים נמנה והוא חטא רבים נשא ולפשעים יפגיע

Lakhen, achalek lo va-rabim, ve-et atsumim yechalek shalal tachat asher heerah la-mavet nafshô ve-et peshayim nim'nah ve-hu chet rabim nassá ve-la-posheyim yafgía.

12 Portanto, eu lhe darei parte com os grandes e ele repartirá os poderosos como despojo, pelo que derramou sua alma na morte, e foi contado com os transgressores e levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercederá.

“...parte com os grandes...repartirá os poderosos como despojo” - A recompensa do Servo será ver com satisfação que o povo de D-us e conseqüentemente o próprio Eterno serão finalmente vindicados e as grandes nações ao reconhecerem isso, trarão dádivas e honras (Isa 60:6-9) e os filhos de Israel despojarão aqueles que antigamente os despojaram (Eze 39:10).

“...derramou sua alma na morte” - a gloriosa recompensa do Servo é proporcional ao seu grande desprendimento e altruísmo, pois não tendo culpa alguma, é levado à morte junto com aqueles que de fato são os culpados e nisso ele foi “contado com os transgressores”, isto é, foi considerado como um deles.

“e pelos transgressores intercederá” - Lembremo-nos mais uma vez da grande oração intercessória feita por Daniel em Babilônia, confessando o pecado do seu povo e imputando culpa também a si mesmo (Dan 9). Jeremias fez o exatamente isso ao compor o livro de Lamentações (Lam 3:42). O verbo interceder está aqui no futuro por uma razão bem simples: a intercessão do Servo não está restrita apenas ao passado. O profeta vislumbra por todo o caítulo 53 as penúrias e os sofrimentos pelos quais o Servo ainda passaria (os dois exílios, pógroms, deportações, inquisições, holocausto etc) e dessa forma usa o verbo no futuro de forma bem apropriada.


BIBLIOGRAFIA

Bíblia Hebraica (Texto Massorético) – The British and Foreign Bible Society, 1958
Jewish Press Bible, JPB – edição on-line do site www.chabad.com

 

Talmud da Babilônia, edição on-line do site www.mechon-mamre.com
 

Isaías – Introdução e Comentários (J. Ridderbos) Ed. Mundo Cristão
Ezequiel – Introdução e Comentário (John B. Taylor) Ed. Mundo Cristão
Daniel – Introdução e Comentário (Joyce G. Baldwin) Ed. Mundo Cristão
Estudos na Bíblia Hebraica (Betty Bacon) Ed. Vida Nova
Dicionário Hebraico-Português/Aramaico-Português (Ed. Vozes/Sinodal)
Dicionário Hebraico-Português (Ed. Sefer)

Autor: ESH (Esh Yohanan) - jew.118@hotmail.com

Fonte: NT DESMASCARADO

Transcrito por: Ernesto Neto

segunda-feira, 15 de julho de 2013

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM 48



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 5 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 48


A palavra traduzida comumente por DEUS e registrada na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 1,1 é a tradução da palavra hebraica transliterada por ELOHIM, e não a tradução da palavra hebraica transliterada por ADONAI, isto é, o TETRAGRAMA HEBRAICO, composto pelas letras hebraicas YUD + HE + VAV + HE. A palavra hebraica transliterada por ELOHIM clama MIDAT HADIN (JUSTIÇA DIVINA) e a palavra hebraica transliterada por ADONAI clama MIDAT HARACHAMIM (MISERICÓRDIA DIVINA). Isto ocorre por que o propósito inicial de ADONAI-ELOHIM foi criar o mundo no qual o ser humano fôsse julgado somente de acordo com a SUA JUSTIÇA. Por isto, a palavra hebraica transliterada por ELOHIM é que foi utilizada para narrar as SETE OBRAS DA CRIAÇÃO [1].

Mas, após realizar as SETE OBRAS DA CRIAÇÃO e observar que, devido às suas atitudes, o ser humano não sobreviveria a um julgamento desprovido da assistência do MIDAT HARACHAMIM, ADONAI-ELOHIM acrescentou então o MIDAT HARACHAMIM ao MIDAT HADIN. Esta é a razão pela qual, após a criação do ser humano, foi escrita pela primeira vez a expressão hebraica transliterada por ADONAI-ELOHIM, conforme registrada na referência tanaítica SEPHER BERESHIT 2,4-3,23. Assim, desde o início da CRIAÇÃO prevaleceu o MIDAT HARACHAMIM, sem o qual nada existiria e subsistiria. Em caso contrário, se não fôsse por ele, então os espíritos malignos apressariam a morte física do homem. Assim, através do MIDAT HARACHAMIM, foi estabelecido que no mês hebraico de NISÃ [mês em que se comemora a festa judaica de PESSACH (PÁSCOA)] no momento do EQUINÓCIO DE PRIMAVERA, as hierarquias angelicais dos SERAFINS (ABRASAR, CONSUMIR, QUEIMAR) devem sempre se apresentar ao mundo dos espíritos, e intimá-los a não fazer mal aos seres humanos [1].

Além disto, se o MIDAT HARACHAMIM não viesse acompanhado da PROTEÇÃO DIVINA para os seres vivos fracos, então os animais domésticos, por exemplo, seriam aniquilados pelos animais selvagens e os animais aquáticos de menor porte seriam aniquilados pelos animais aquáticos de maior porte. Devido a isto, no mês hebraico de TAMUZ, durante o SOLSTÍCIO DE VERÃO, a intensidade da força do grande animal terrestre BEHEMOTH atinge o seu ponto máximo de tal forma que o terrível som emitido por ele é percebido por todos os animais terrestres e durante o período de um ano estes animais permanecem amedrontados e as suas ações irracionais tornam-se menos ferozes. No mês hebraico de TISHREI, durante o EQUINÓCIO DE OUTONO, o grande animal alado ZIZ agita as suas asas e emite o som anunciando a sua presença de tal forma que os abutres, as águias, os falcões e as outras aves de rapina permanecem amedrontadas. No mês hebraico de TEVET, durante o SOLSTÍCIO DE INVERNO, o nível da água do mar se eleva porque os movimentos do grande animal marinho LEVIATÃ fazem derramar grandes volumes de água salgada, tornando inquietos os animais marinhos de maior porte e, quando o seu apetite diminui, os animais marinhos de menor porte escapam da sua grande ferocidade [1].

Portanto, o MIDAT HARACHAMIM sempre se manifestou preservando a sobrevivência dos FILHOS DE YISRAEL, os quais jamais poderiam sobreviver à inimizade de nações e povos hostis a ele, se não houvesse a proteção de ADONAI-ELOHIM. Assim, sempre que os FILHOS DE YISRAEL transgredem os mandamentos, os preceitos e as prescrições registrados na TORAH, eles são acusados de crimes e delitos por outras nações e povos, mas ADONAI-ELOHIM os defendem incutindo neles o temor impedindo-os de levar adiante os seus malditos propósitos perversos contra os FILHOS DE YISRAEL.

Portanto, a presença da misericórdia de ADONAI-ELOHIM é tudo neste mundo e também é o maior exemplo da SUA HUMILDADE DIVINA. Assim, uma vez que a bondade e a humildade de ADONAI-ELOHIM governam o UNIVERSO, aos anjos da destruição divina é providenciado um lugar do qual não podem jamais se afastar da PRESENÇA DIVINA. Mas a HUMILDADE DIVINA era uma característica ética e moral que YESHUA NAZARETH parecia, de fato, não conhecer, quase sempre não demonstrava ou não possuía, conforme registrado na referência evangélica EVANGELHO DE MATEUS 8,21-22 [1].

Por outro lado, os anjos da misericórdia divina se apresentam humildemente diante do KISSEH HAKAVOD, e eles são destinados para onde ADONAI-ELOHIM os enviar, segundo está escrito [1,2]:

Ao mestre do canto, acompanhado por instrumentos de sopro, um salmo de David. Dá ouvidos às minhas palavras, ó Eterno, e considera minha súplica. Atenta à voz do meu clamor, meu Rei e Deus, pois a Ti dedico minha prece. Eterno, ouve a voz da oração que a Ti dirijo a cada manhã, aguardando Tua resposta. Pois Tu não és complacente com a maldade, e a perversidade não se pode manter junto a Ti.

Sepher Tehilim 5,1-5

É interessante observar que a palavra hebraica transliterada por ELOHIM está registrada no início do TANAKH para exemplificar a HUMILDADE DIVINA de ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito:

No princípio, ao criar Deus os céus e a terra,...

Sepher Bereshit 1,1

Assim, através de narrativas do TANAKH os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem sobre o exercício da observância e da prática da humildade. Por exemplo, quando AVRAHAM BEN TERAH adoeceu, após a realização da sua circuncisão, ADONAI-ELOHIM foi o primeiro a visitá-lo, manifestando-SE a ele antes do surgimento dos três anjos enviados por ELE, segundo está escrito [1]:

E o Eterno, apareceu-lhe (a Abrahão) junto a Elone Mamré, e ele estava sentado à porta da tenda ao calor do dia. E alçou seus olhos e olhou, e eis que 3 homens estavam parados perto dele; ao vê-lo, correu ao seu encontro desde a porta da tenda e prostrou-se em terra, e disse: Meu senhor, se encontrei graça em teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Que seja trazido, por favor, um pouco de água e lavai vossos pés; e recostai-vos em baixo da árvore. E tomarei um pedaço de pão, e sustentai o vosso coração; depois ireis adiante, já que passastes (para honrar) a vosso servo. E disseram: Assim farás, conforme falaste.

Sepher Bereshit 18,1-5

Outro exemplo da HUMILDADE DIVINA ocorreu quando, certa vez, ADONAI-ELOHIM ordenou ao NAVI YEHEZKEL BEN BUZI comparecer a um determinado local, mas ELE próprio decidiu, de acordo com a SUA VONTADE, chegar primeiro ao local e esperou pelo profeta, segundo está escrito [1]:

E pousou sobre mim a mão do Eterno que me disse: Levanta-te, sai do vale e ali te falarei. Levantei-me e dirigi-me ao vale, e eis que a glória do Eterno ali estava, da mesma forma como eu havia percebido junto ao rio Kevar, e prostrei-me com o rosto sobre a terra.

Sepher Navi Yehezkel 3,22-23

A HUMILDADE DIVINA, nos exemplos mencionados acima, deve sempre ser lembrada para que se possa extrair deles ensinamentos para a edificação ética e moral do ser humano. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que o ser humano deve sempre se lembrar de que ele foi criado após a natureza ser criada juntamente com os animais alados, aquáticos e terrestres, para ensinar que ninguém neste mundo deve ser arrogante e prepotente. Devido à existência da HUMILDADE DIVINA, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem que ao terminar de estudar diariamente a TORAH e o TALMUD, devem eles agradecer a ADONAI-ELOHIM e dizer: OBRIGADO SENHOR. DESAGRADA-ME TER-LHE CAUSADO TANTO DISTÚRBIO [2].

domingo, 14 de julho de 2013

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM 47




SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 5 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 47


Os ensinamentos evangélicos são idolátricos, estão em desacordo com a TORAH e eles são caracterizados pelas expressões SUBIR AO CÉU; DESCER DO CÉU; SER ENVIADO DO PAI; ENSINAMENTOS RECEBIDOS DO MEU PAI; LIGAR E DESLIGAR NA TERRA E NO CÉU; ESCUTAR VOZES ORIUNDAS DO CÉU; OUVISTES O QUE FOI DITO AOS ANTIGOS...MAS EU, PORÉM, VOS DIGO; ABANDONAR CASA E FAMÍLIA PARA SEGUI-LO; SOFRER MUITO PELO NOME DELE; SENTAR-SE A DIREITA OU A ESQUERDA DELE; e ANUNCIAR UMA BOA NOVA.

Do mesmo modo, as fontes literárias evangélicas registram relatos sobre perdão de pecados realizado por YESHUA NAZARETH e supostas aparições de anjos transmitindo mensagens em completo desacordo com os mandamentos e preceitos registrados na TORAH. A literatura cristã evangélica está repleta de ensinamentos, os quais foram guardados, mantidos e suportados por séculos através de ameaças, mortes e perseguições porque através da análise destes ensinamentos se conclui facilmente que YESHUA NAZARETH nunca foi REI, jamais será REI e que o EVANGELHO DO REINO, o REINO DOS CÉUS ou REINO DE DEUS anunciado e profetizado por ele, segundo registrado na literatura cristã evangélica, é incompreensível, nunca se cumpriu e jamais se cumprirá. Do mesmo modo, YESHUA NAZARETH não é DEUS e nem FILHO DE ELOHIM. Porém, o que de fato se cumpriu para YESHUA NAZARETH foi a sua morte física, segundo relatos evangélicos, mas por ele ter assumido o comportamento de um falso profeta, conforme a palavra de ADONAI-ELOHIM, segundo está escrito:

Mas o profeta que propositadamente falar alguma coisa em Meu Nome, que não lhe ordenei falar, ou que falar em nome de outros deuses, este profeta morrerá.

Sepher Devarim 18,20

As SETE OBRAS DA CRIAÇÃO realizadas por ADONAI-ELOHIM não poderiam subsistir se ELE cumprisse o SEU PROPÓSITO original de GOVERNÁ-LAS aplicando apenas a SUA JUSTIÇA porque, em caso contrário, ADONAI-ELOHIM as destruiria completamente todas elas. Por causa disto, ADONAI-ELOHIM decidiu unir a SUA JUSTIÇA com a SUA MISERICÓRDIA, segundo está escrito:

E a palavra do Eterno veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te e vai à casa do oleiro, e lá te farei ouvir Minha voz. Fui então à casa do oleiro, que estava trabalhando com seus instrumentos. O vaso de barro que ele estava fazendo se deformou em suas mãos e ele moldou um outro que pudesse atender a seu gosto. E a palavra do Eterno veio a mim, dizendo: Porventura não posso Eu agir para contigo assim como age o oleiro, ó Casa de Israel? – diz o Eterno. – Pois como a argila nas mãos do oleiro, assim sois vós em Minha mão, ó Casa de Israel! Num momento posso dirigir a uma nação ou a um reino palavras que visam à sua ruína, à sua destruição e à sua erradicação, mas se esta nação se arrepende do mal praticado que provocou Minhas palavras, também Eu Me arrependerei do mal que lhe pretendi aplicar. Num momento posso pronunciar palavras concernentes a uma nação ou a um reino, que objetivam fazê-la florescer e crescer, mas se ela praticar o que parece mal a Meus olhos e não escutar Minha voz, arrepender-Me-ei do benefício que lhe queria prestar.

Sepher Yirmiyahu 18,1-10

Diante disto, deve ser lembrado que o primeiro versículo da TORAH registra, segundo está escrito:

No princípio, ao criar Deus os céus e a terra,...
Sepher Bereshit 1,1

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A história do Brasil pela vertente da Cabalá


Yacov Gerenstadt – No período de colonização do Brasil, grande parte dos colonizadores eram cristãos novos (judeus convertidos), que optaram por sair do seu país de origem, na esperança de fugir das garras da Santa Inquisição.
Estudos revelam que os cristãos novos, que se comunicavam em hebraico[bb], nomearam vários estados brasileiros, entre eles: “Nele está D’us”, que em hebraico significa Bahia; “Obra de D’us”- Maceió; “Povo forte”- Goiás; “Acima de Goiás”- Alagoas; “Recifes”- Recife. Inclusive o nome do país, Brasil, que como todos sabem, tem origem do Pau Brasil, e é também conhecido como Pau Ferro, possivelmente tem origem judaica, já que a palavra ferro em hebraico é chamada de BaRZeL. Esses detalhes nos levam a afirmar, com grande margem de segurança, que o nome Pau Brasil ou Pau Ferro foi criado pelos cristãos novos.
De acordo com a Cabalá[bb], o terceiro patriarca do povo judeu – Jacob, casou-se com quatro mulheres, e ao descrever o nome delas, na ordem inversa, ou seja, começando pela ordem da mais jovem a mais velha – Bilá, Rachel, Zilpa e Lea, obtemos o acróstico da palavra BaRZeL – ferro. Por isso, o ferro está ligado com energias negativas, expressando a falta de respeito da mulher mais jovem pela mais velha. Nossos sábios revelavam que o Templo Sagrado de Jerusalém não podia ser construído com ferro, e se um ferro fosse colocado sobre o altar do Templo, a pedra que teve contato com o ferro deveria ser removida e trocada por outra, pois o altar foi criado para alongar a vida das pessoas enquanto o ferro a encurta. Da mesma forma, a lei judaica nos diz que, ao fazermos a benção final após as refeições, devemos cobrir a faca que se encontra sobre a mesa.
Assim como o ferro, podemos afirmar que durante 500 anos, o Brasil teve forte ligação com energias negativas. Podemos citar como evidência, o fato do Brasil sempre ser classificado como país de terceiro mundo, além da dívida externa que não pára de crescer e o alto percentual da população abaixo da linha dapobreza[bb]. Mas é importante ressaltar que como a era messiânica está se aproximando, com isso podemos notar que algumas profecias estão se concretizando. Já dizia o profeta: “(…) e o espírito de impureza, Banirei sobre a face da terra”, e “(…) não levantará mais a espada, um povo sobre outro, e não conhecerão mais a guerra”. O ferro não encurtará mais as vidas das pessoas e, justamente com ele, será reconstruído o Terceiro Templo.
Portanto, assim como o ferro será purificado, o Brasil também passa por um processo de limpeza. Um exemplo claro dessa purificação é o fato do Brasil[bb] ser o primeiro país a sair de uma recente crise econômica, além de o terem elegido como sede das próximas olimpíadas e da próxima copa, em 2014. Com certeza isto é mais um sinal da breve revelação de Mashiach (Messias) que trará paz e harmonia ao mundo.
Sobre o Rabino e estudioso da Cabalá Yacov Gerenstadt
Em 1988, com apenas 18 anos de idade, Yacov Gerenstadt ingressou em uma jornada de conhecimento e estudo da Torá. Por dois anos, viveu no seminário rabínico (Yeshiva) da cidade cabalística de Safed, em Israel, em seguida, mudou-se para Nova York em busca da sua ordenação rabínica; conquistada no ano de 1994. Fascinado pelas peculiaridades e principalmente pelos ensinamentos da Cabala, Rabino Yacov decide retornar para Israel[bb] e aprimorar os seus conhecimentos sobre esta cultura milenar. De volta ao Brasil, foi responsável por quatro Sinagogas e recentemente, recebeu o convite do Rabino Yitschak Ginsburgh, fundador do Gal Einai, Instituto Internacional de Difusão de Cabala, para presidir a primeira unidade do Gal Einai no Brasil e disseminar os ensinamentos místicos da autêntica Cabalá, ao povo brasileiro.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

D'us e o Facebook podem ser amigos?


                                                                                     


Por Rochel Holzkenner
Eis aqui algo para se pensar: a tecnologia ajudou ou atrapalhou o comprometimento religioso?

Ciência e religião há muito têm tido um relacionamento tumultuado. No Século 16 as descobertas de Copérnico e Galileu deram um arrepio na espinha dos religiosos, e a ciência ameaçava substituir D'us pela razão. Mas a religião não foi deixada de lado. Na verdade, as descobertas científicas com frequência mostram o brilhante projeto de D'us para o universo.Vamos correr até o Século 21.

A essa altura a ciência tem desvendado impressionantes desenvolvimentos que alteraram radicalmente as nossas vidas, e o progresso continua a toda velocidade. Os cientistas dizem que nos anos 1990-2000 houve mais avanços científicos que em toda a história combinada! Aqui surge a pergunta contemporânea: A tecnologia e a religião podem trabalhar em uníssono?

Por um lado, a alta tecnologia parece na malhor das hipóterses uma distração para aqueles que buscam o espiritual. Na pior, desvenda todo um mundo novo de tentação. Um judeu tem algo de significativo a ganhar de uma página de Facebook, o iPad com 3G, ou um smartphone BlackBerry? Por mais vital que a comunicação instantânea possa ser, ela realmente torna o mundo um lugar melhor?

O Zohar, escrito há quase dois mil anos, tem algo surpreendente a dizer sobre o valor da tecnologia. Segundo o Zohar, o desenvolvimento da tecnologia leva ao crescimento espiritual sendo na verdade um prelúdio para a vinda de Mashiach. O Zohar vê esta previsão na descrição vívida da Torá sobre o dilúvio de Nôach: “No ano 600 da vida de Nôach… todas as fontes da grande profundeza irromperam, e as janelas do céu se abriram.”1

A água jorrou dos céus e brotou da terra através de fontes naturais. Espelhando essa descrição, o Zohar prevê um futuro dilúvio – apenas este dilúvio seria um derramar de sabedoria. (A água é um símbolo cabalístico para sabedoria). Cada parte do futuro dilúvio está previsto na Torá:

“No ano 600 da vida de Nôach…” – Os seiscentos anos da vida de Nôach aludem ao sexto milênio da existência do mundo, mais especificamente o ano seiscentos do sexto milênio. Transposto para o Calendário Gregoriano, é a metade do Século 19, mais especificamente o ano 1840 EC.

“As fontes da grande profundeza irrompem…” – Isto, diz o Zohar, é uma alusão ao desenvolvimento científico que vai emergir da engenhosidade humana e vai inudar a terra no sexto milênio.

“E as janelas do céu se abriram.” – Os céus também brotarão com sabedoria esotérica e mística, uma referência ao profundo entendimento da Torá, a Cabalá.

O Zohar conclui: Tanto a sabedoria elevada como a inferior virão para preparar o mundo para o sétimo milênio, a Era Messiânica, quando “o mundo estará repleto com o conhecimento de D'us como as águas cobrem o leito do oceano.”2

Mil e quinhentos anos após serem escritas, as previsões do Zohar começaram a se desenrolar. Como um prelúdio desta mudança cósmica, passaremos a conhecer alguns empolgantes avanços.

O ano 1820 marcou o surgimento da Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Tecnológica. Os avanços tecnológicos começam a surgir num movimento espiral ascendente. Estradas de ferro, eletricidade, telefone, e por fim automóvel e avião mudaram a vida como a conhecíamos.

O início do século 19 também assinalou uma reviravolta maciça na sociedade judaica. Um século antes o Baal Shem Tov tinha catalisado a Revolução Chassídica, e por volta de 1800, os ensinamentos mais profundos da Torá, conhecidos como Cabalá e Chassidismo, começaram a ser largamente estudados e disseminados. Os rituais judaicos que tinham sido entendidos de maneira mecânica por milênios agora eram ensinados com profundidade e amplitude inteiramente novas, vistos através da lentes do misticismo judaico. Os segredos do universo que antes eram exclusividade para os místicos começaram a saturar a sociedade judaica na Europa e em outros locais.

Duas escolas de sabedoria tinha surgido poderosamente. Assim como o Zohar tinha previsto, a metade do sexto milênio trouxe um diluvio torrencial de conhecimento.

O Zohar previu que tanto o conhecimento elevado como o inferior viriam como um prelúdio da Era Messiânica. Na verdade, há um antigo costume de provar a comida do Shabat na sexta-feira. Da mesma forma, D'us está nos dando um sabor da sabedoria abundante que estará disponível no sétimo milênio, a época de Mashiach, um pouco mais cedo, no sexto milênio.

Mas como a Revolução Tecnológica é parte de um prelúdio ao profundo conhecimento de D'us que estará disponível nos tempos de Mashiach? Como a tecnologia reforça uma realidade centrada em D'us? Como as “águas” superiores e inferiores trabalham em uníssono?

Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo.

Bem vindo ao ao nosso site que você agora está visitando. Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo. Com milhões de visitantes por mês e milhares de artigos de Torá, a tecnologia permitiu que a esfera de influência da Torá se expandisse em proporções gigantes.

Por muitos anos agora, transmissões ao vivo de rádio e televisão e a internet têm sido usadas para divulgar os ensinamentos da Torá e Chassidismo. Eles atingem pessoas que de outra forma não teriam acesso ou interesse no estudo de Torá. A tecnologia é como uma tela que avança em 3D criando uma rede enorme de influência sempre em expansão para saturar o mundo com a vibraçã judaica; no celular, ipad, em todas as formas e formatos possíveis sempre sendo redesenhados, ganhando sempre mais velocidade e feacil acesso.

Além disso, a tecnologia nos ensina sobre D'us de maneira mais palpável do que poderíamos ter conhecido a partir de um texto filosófico.

Os livros dizem que D'us tem “um olho que vê e um ouvido que escuta.”3 Ele é onipresente, observando a todos ao mesmo tempo. Há cem anos aceitávamos a palavra dos livros para isso, mas com o Google Earth, de repente não está mais tão longe de procurar.

Os livros dizem que D'us dá vitalidade contínua às Suas criações. Cem anos atrás acreditávamos nisto. Agora entendemos isto. Se uma usina elétrica energiza milhões de aparelhos elétricos com uma corrente consistente passando através de cada aparelho, então o processo criativo de D'us se torna mais compreensível.

É claro, D'us não pode dublar Sua criação. Portanto em vez de tornar óbvio que a principal função da tecnologia é espalhar o conhecimento de D'us, Ele lhe deu uma fachada humana. Para manter o equilíbrio entre bem e mal no mundo, D'us também deu às forças do mal a oportunidade de colocar seu dedo negro na torta da tecnologia – daí a Internet, “crackberries”, (pessoas viciadas em seus BlackBerrys), e muita imoralidade para esconder a verdadeira natureza do nosso diluvio tecnológico.

A Cabalá, no entanto, é inequívoca em sua declaração de que a tecnologia não apenas é boa, mas espetacular. Para isto é só selecionar, filtrar e transformar o mundo para o bem. E a favor dele.


Notas:
1 – Bereshit 7:11
2 – Isaiah 11:19
3 – Ética dos Pais
4 – Baseado numa palestra do Rebe, registrada em Licutei Sichot vol. 15.
 

Halachot no nosso Dia-a-Dia

 

Pergunta: Tenho de bater à porta das pessoas antes de entrar?

Resposta: Não se deve entrar na própria casa e certamente não na casa dos outros abruptamente, a fim de não violar a privacidade alheia. Isso é algo que nossos Sábios descreveram (Talmud, Nidah 16 b) como um ato que desagrada a D'us.

Download no Shabat
Pergunta: Posso deixar meu computador carregando no decorrer do Shabat?

Resposta: Não há um problema haláchico em começar um download antes do Shabat, mesmo que termine durante o Shabat. Se o download é algo como um programa que foi comprado por dinheiro, deve-se evitar fazê-lo. Além disso, é preferível que a tela seja desligada antes do Shabat para que não fique visível que o computador está fazendo isso. Se o servidor do qual você está carregando está localizado em Israel e pode-se presumir que aqueles que o estão operando não são observantes do Shabat, não se deve fazer este download.
Aparelho de asma no Shabat
Pergunta:
Tenho asma, e recentemente está atacando, e afetado minha capacidade de andar longas distâncias. Meu bairro não tem um eruv. Tudo bem se eu carregar um inalador comigo a caminho da sinagoga nos sábados?

Resposta: Sinto muito pelo seu estado de saúde, que exije que você tenha sempre à mão este aparelho. Infelizmente, não é possível carregá-lo no Shabat num local onde não haja eruv, mesmo que isso signifique que você não possa ir à sinagoga. Desejamos sua completa recuperação e que pelo mérito da observância do Shabat, D'us escute as suas preces mesmo na sua casa.
Aparelho de audição no Shabat
Pergunta: Tenho problemas de audição e está difícil usar aparelho. Gostaria de saber as ramificações haláchicas sobre o que eu deveria fazer por exemplo em Purim, para ouvir meguilá, e o shofar, em Rosh Hashaná. Além disso, preciso desligá-los toda noite antes de dormir. No Shabat também preciso tirá-los. Quando tiro eu os desligo porque caso contrário eles fazem barulho (assobiam). Isso é permitido? O que eu deveria fazer? Desligar com a ajuda de um shinui? Além disso, se a bateria acabar no Shabat, posso trocá-la? Caso contrário, não posso escutar com aquele ouvido. Certa vez fui informado que seria perigoso se não usá-lo, pois se estiver caminhando na rua e vier um carro... De qualquer forma, favor dar-me o máximo de informações sobre as minhas dúvidas. Dificilmente encontro literatura sobre o meu problema, muito obrigado.

Resposta: Quem precisa de aparelho de audição pode usá-lo no Shabat, e no caso de dificuldade, pode sair com o aparelho colocado mesmo num local onde não haja eruv. Não se pode trocar a bateria no shabat. (Se você trocá-la antes do Shabat, deve durar o Shabat inteiro). É permitido aumentar ou diminuir o volume do aparelho no Shabat. Não se deve desligá-lo com um interruptor, mas sim abaixá-lo até o nível mínimo. Neste caso, não vai “assobiar” quando o remover do ouvido, e o uso de energia é abaixado até o mínimo. Não se deve trocar qualquer controle no aparelho com um controle remoto, somente com um potenciômetro mecânico.
Cirurgia a laser para miopia
Pergunta: É permitido passar por uma cirurgia corretiva a laser para miopia para evitar a necessidade de usar óculos? Isso seria considerado equivalente a cirurgia cosmética?

Resposta: Segundo a Halachá, a cirurgia a laser não é considerada cosmética.
Shehecheyanu
Pergunta: Meu filho se casará na próxima semana, se D'us quiser. Como pai, esta é uma grande simcha para mim, pois tenho esperado muito tempo por isso. Poderia me informar se a beracha de shehecheyanu pode ser recitada? Em caso negativo, gostaria de saber os fundamentos sobre a halacha de recitar essa bênção.

Resposta: A bênção “Shehecheyanu” foi instituída sobre a felicidade de algo novo, como uma fruta, roupa nova, ou qualquer outro objeto novo, e também pelo nascimento de um filho, ou uma nova mitsvá que a pessoa não tenha cumprido recentemente. Apesar da grande felicidade de um casamento, recitar esta bênção não se enquadra neste caso. Obviamente, isso não diminui a obrigação de agradecer a D'us por toda a Sua bondade.
Brit milá: anestesia e hospital são escolhas possíveis?
Pergunta: Minha mulher e eu estamos esperando um filho. Queremos fazer um bris segundo a Halachá, mas queremos que nosso filho receba a mesma anestesia que teria num hospital. Sei que não é costumeiro, mas a Halachá permite anestesiar o bebê antes do bris, com injeção ou com um creme tópico? Além disso, é permitido fazer o bris num hospital, e não em casa? E quem precisa estar lá, além do bebê e do mohel?

Resposta: Não há motivo haláchico para que um bris não seja feito por um cirurgião, e também não há proibição contra usar anestesia local ou outro preparo cirúrgico. A experiência tem mostrado, porém, que os mohalim que têm feito centenas ou até milhares de circuncisões têm mais sucesso nisto, e muito raramente ocorrem complicações ou infecções. (Os próprios médicos corroboram essa estatística). Segundo a Halachá, um bris é considerado adequado mesmo se apenas o mohel estiver presente. Apesar disso, se for possível ter um minyan (dez homens judeus a partir de barmitsvá, 13 anos), é preferível.(Shulchan Aruch, Y.D., 265,6). Isso é para que eles escutem as brachot que são dadas à criança e que eles próprios a abençoem. É muito valioso aproveitar este momento sagrado na vida da criança, pois é uma ocasião de grande amor entre D'us e o povo judeu.
Escrita sobre a lápide
Pergunta: O que deve ser colocado numa lápide segundo a Lei Judaicao, pelo Judaísmo Ortodoxo, Conservador?

Resposta: Segundo a Halachá, deve-se escrever sobre a lápide o nome do falecido e o nome de seu pai (e segundo o costume sefaradita, em vez desse o nome da mãe), e a data hebraica do falecimento. O costume é escrever também as letras hebraicas T.N.Z.B.H, que representam “que sua alma seja atada para a vida”. Sobre títulos e outras adições, não há obrigação de escrevê-los, e em todos os casos não se deve escrever numerosos títulos.
Shivá
Pergunta: Uma convertida ao Judaísmo cujos pais não-judeus faleceram. Entendo que não há obrigação religiosa, mas a convertida pode sentar shivá se ela quiser ou isso seria considerado impróprio?

Resposta: Se uma convertida deseja “sentar shivá” após a morte de seus pais não-judeus, deve ser impedida de fazê-lo.
Música em período de luto
Pergunta: Meu pai faleceu recentemente e meu irmão e eu temos poskim diferentes sobre ouvir música. Seu Rabino disse que tudo bem, enquanto o meu disse que não posso. Ele está sempre tocando música pela casa, onde é impossível eu não ouvir. É permitido que eu peça a ele para desligar ou abaixar o som?

Resposta: Seu sentimento de que não é correto escutar música durante o período de luto é correto segundo a Halachá, e se você puder pedir que seu irmão também não escute, isso seria louvável. Se ele não concordar, você não está obrigado a sair da casa.
Esportes radicais
Pergunta: Qual é o status haláchico de descer uma montanha russa, fazer bungee jumping, ou participar de atividades perigosas?

Resposta: Sobre esportes perigosos: a Torá proíbe uma pessoa de colcoar a vida em risco, e portanto não se deve praticar esportes perigosos. Essa é uma contra-distinção à prática entre muitas nações de procurarem diversão com risco à própria vida e à vida de outros.
Shabat e Yom Tov
Água do Ar condicionado

Pergunta: Acabo de ler numa publicação que a água que sai do ar condicionado é muktze. Pode explicar-me o motivo?

Resposta: O motivo para a água ser muktze é que é considerada “nolad”, o que significa “criada” no Shabat. (Veja Shulchan Aruch, O.H. 318, 16). Isso não depende de ser considerado um objeto útil. A Guemara em Eiruvin 46b, declara que a água da chuva que cai no Shabat seria muktze (veja tosefot Beitza 2 a), se não fosse o fato de ser considerada como já estar presente nas nuvens. Portanto o condicionador de ar que está removendo vapor d’água do ar está “criando” nova água líquida, que portanto é muktze.
Câmera no Shabat
Pergunta: Posso usar uma câmera de vídeo apontada em minha entrada particular com um monitor na minha cozinha no Shabat? (Favor incluir referências se possível.)

Resposta: É permitido caminhar na frente dessa câmera desde que não seja feito intencionalmente para ser fotografado. Certamente seria melhor não ter esse sistema operando no Shabat. (Após consulta com Rabino L. Y. Halperin do Instituto Torá e Tecnologia).
Lava-Louças
Pergunta: É permitido colocar vasilhas na lava-louças no Shabat a fim de estarem prontas para ser lavadas imeditamente após o Shabat?

Resposta: É permitido, desde que nenhuma luz seja acesa quando a lava-louças é aberta.
Fio dental
Pergunta:
Posso usar fio dental no Shabat?

Resposta: Se o uso do fio dental não causar sangramento, pode ser usado no Shabat. É proibido cortar o fio em pedaços no Shabat.
   

   

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM 45



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 4 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 45

A estrutura filosófica básica do modo de viver judaico reside praticamente na TORAH. Porém, quando um tema de discussão judaico seja ele profético ou não se torna muito difícil de compreender, então os eruditos e sábios judeus discutiam extensamente o referido tema com o auxílio de tratados do TALMUD.

Mas, em particular, YESHUA NAZARETH declara, conforme registrado em algumas referências evangélicas, cumprir profecias tanaíticas. No entanto, ao final do estudo destas referências evangélicas pseudo proféticas os judeus concluem que não há referências tanaíticas alguma a YESHUA NAZARETH. Na realidade, os autores cristãos destas referências evangélicas pseudo proféticas efetuaram fraudes e, para isto, estes autores construíram frases nas quais se transmite o abominável, falso e idolátrico ensinamento de que YESHUA NAZARETH é o FILHO DE ELOHIM, o MASHIACH e o REI DE YISRAEL [15].

Exemplo disto é o registro da frase repetitiva: ISTO ACONTECEU PARA QUE SE CUMPRISSE O QUE FOI DITO PELO(S) PROFETA(S). Por outro lado, os discípulos de YESHUA NAZARETH não possuíam conhecimento algum dos ensinamentos tanaíticos e, por isto, tornou-se muito fácil controlá-los e manipulá-los. E não é à toa que os ensinamentos de YESHUA NAZARETH, além de estarem em desacordo com os mandamentos, os preceitos e prescrições registrados na TORAH, eles foram aceitos pelos seus discípulos. Assim, não adianta a filósofos e teólogos cristãos enganarem judeus através da ação de militante de líderes religiosos cristãos evangélicos e protestantes porque esta estratégia já desmoronou.

Infelizmente, filósofos e teólogos cristãos ainda consideram espantoso o fato de que muitas profecias tanaíticas terem sido cumpridas na vida de YESHUA NAZARETH, porém eles não enxergam, não querem enxergar ou simplesmente ignoram o real contexto destas profecias, porque elas foram interpretadas fora de seu tempo real. Desta forma, se comprova que a literatura cristã testamentária consiste em uma coletânea de distorções e fraudes, intencionais ou não, cuja origem está na utilização de profecias tanaíticas que não possuem ligação alguma com YESHUA NAZARETH. Muitos cristãos assumem, consideram e têm fé que estas profecias tanaíticas foram cumpridas na pessoa de YESHUA NAZARETH, mas ao mesmo tempo eles não fornecem evidências reais para apoiar teologicamente os cumprimentos destas profecias. Mas, entretanto, quando estas profecias são estudadas detalhadamente nos seus contextos originais, identifica-se que nenhuma delas pode ser aplicada a YESHUA NAZARETH.

Enquanto que a comprovação judaica da existência de ADONAI-ELOHIM se verificou mais fortemente através da experiência da atravessia do deserto, a comprovação cristã da existência divina reside apenas, exclusivamente, somente e unicamente no NOVO TESTAMENTO, o qual não possui consistência alguma com as profecias tanaíticas, as quais foram inseridas na literatura cristã evangélica visando somente forçar à alusão a YESHUA NAZARETH. Assim, a base de sustentação do CRISTIANISMO reside no NOVO TESTAMENTO e nas correntes filosófico-teológicas cristãs dos PAIS DA IGREJA.

O desenvolvimento do CRISTIANISMO e a construção das características de YESHUA NAZARETH ao longo dos séculos foram possíveis graças à assimilação (por parte dos filósofos e teólogos cristãos) e influência de práticas religiosas mais antigas ao surgimento do CRISTIANISMO. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem porque há mais de dois mil anos a sociedade cristã ainda continua repleta de adultérios; assaltos; drogados; favelados; filhos bastardos; filhos assassinando pais; milhares de lideranças cristãs e somente quatro evangelhos creditados como autênticos; pais assassinando filhos; pais desquitados, divorciados e separados; e milhares de presidiários encarcerados em várias penitenciárias. E isto testemunha o quanto os ensinamentos testamentários baseados em YESHUA NAZARETH são falsos, fraudulentos e mentirosos. Mesmo assim, a sociedade cristã ainda continua a crer em YESHUA NAZARETH. Por causa disto, já duram mais de dois mil anos os sofrimentos pelos quais a sociedade cristã continua passando, mas infelizmente ela deseja assim [16].

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