quarta-feira, 10 de julho de 2013

D'us e o Facebook podem ser amigos?


                                                                                     


Por Rochel Holzkenner
Eis aqui algo para se pensar: a tecnologia ajudou ou atrapalhou o comprometimento religioso?

Ciência e religião há muito têm tido um relacionamento tumultuado. No Século 16 as descobertas de Copérnico e Galileu deram um arrepio na espinha dos religiosos, e a ciência ameaçava substituir D'us pela razão. Mas a religião não foi deixada de lado. Na verdade, as descobertas científicas com frequência mostram o brilhante projeto de D'us para o universo.Vamos correr até o Século 21.

A essa altura a ciência tem desvendado impressionantes desenvolvimentos que alteraram radicalmente as nossas vidas, e o progresso continua a toda velocidade. Os cientistas dizem que nos anos 1990-2000 houve mais avanços científicos que em toda a história combinada! Aqui surge a pergunta contemporânea: A tecnologia e a religião podem trabalhar em uníssono?

Por um lado, a alta tecnologia parece na malhor das hipóterses uma distração para aqueles que buscam o espiritual. Na pior, desvenda todo um mundo novo de tentação. Um judeu tem algo de significativo a ganhar de uma página de Facebook, o iPad com 3G, ou um smartphone BlackBerry? Por mais vital que a comunicação instantânea possa ser, ela realmente torna o mundo um lugar melhor?

O Zohar, escrito há quase dois mil anos, tem algo surpreendente a dizer sobre o valor da tecnologia. Segundo o Zohar, o desenvolvimento da tecnologia leva ao crescimento espiritual sendo na verdade um prelúdio para a vinda de Mashiach. O Zohar vê esta previsão na descrição vívida da Torá sobre o dilúvio de Nôach: “No ano 600 da vida de Nôach… todas as fontes da grande profundeza irromperam, e as janelas do céu se abriram.”1

A água jorrou dos céus e brotou da terra através de fontes naturais. Espelhando essa descrição, o Zohar prevê um futuro dilúvio – apenas este dilúvio seria um derramar de sabedoria. (A água é um símbolo cabalístico para sabedoria). Cada parte do futuro dilúvio está previsto na Torá:

“No ano 600 da vida de Nôach…” – Os seiscentos anos da vida de Nôach aludem ao sexto milênio da existência do mundo, mais especificamente o ano seiscentos do sexto milênio. Transposto para o Calendário Gregoriano, é a metade do Século 19, mais especificamente o ano 1840 EC.

“As fontes da grande profundeza irrompem…” – Isto, diz o Zohar, é uma alusão ao desenvolvimento científico que vai emergir da engenhosidade humana e vai inudar a terra no sexto milênio.

“E as janelas do céu se abriram.” – Os céus também brotarão com sabedoria esotérica e mística, uma referência ao profundo entendimento da Torá, a Cabalá.

O Zohar conclui: Tanto a sabedoria elevada como a inferior virão para preparar o mundo para o sétimo milênio, a Era Messiânica, quando “o mundo estará repleto com o conhecimento de D'us como as águas cobrem o leito do oceano.”2

Mil e quinhentos anos após serem escritas, as previsões do Zohar começaram a se desenrolar. Como um prelúdio desta mudança cósmica, passaremos a conhecer alguns empolgantes avanços.

O ano 1820 marcou o surgimento da Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Tecnológica. Os avanços tecnológicos começam a surgir num movimento espiral ascendente. Estradas de ferro, eletricidade, telefone, e por fim automóvel e avião mudaram a vida como a conhecíamos.

O início do século 19 também assinalou uma reviravolta maciça na sociedade judaica. Um século antes o Baal Shem Tov tinha catalisado a Revolução Chassídica, e por volta de 1800, os ensinamentos mais profundos da Torá, conhecidos como Cabalá e Chassidismo, começaram a ser largamente estudados e disseminados. Os rituais judaicos que tinham sido entendidos de maneira mecânica por milênios agora eram ensinados com profundidade e amplitude inteiramente novas, vistos através da lentes do misticismo judaico. Os segredos do universo que antes eram exclusividade para os místicos começaram a saturar a sociedade judaica na Europa e em outros locais.

Duas escolas de sabedoria tinha surgido poderosamente. Assim como o Zohar tinha previsto, a metade do sexto milênio trouxe um diluvio torrencial de conhecimento.

O Zohar previu que tanto o conhecimento elevado como o inferior viriam como um prelúdio da Era Messiânica. Na verdade, há um antigo costume de provar a comida do Shabat na sexta-feira. Da mesma forma, D'us está nos dando um sabor da sabedoria abundante que estará disponível no sétimo milênio, a época de Mashiach, um pouco mais cedo, no sexto milênio.

Mas como a Revolução Tecnológica é parte de um prelúdio ao profundo conhecimento de D'us que estará disponível nos tempos de Mashiach? Como a tecnologia reforça uma realidade centrada em D'us? Como as “águas” superiores e inferiores trabalham em uníssono?

Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo.

Bem vindo ao ao nosso site que você agora está visitando. Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo. Com milhões de visitantes por mês e milhares de artigos de Torá, a tecnologia permitiu que a esfera de influência da Torá se expandisse em proporções gigantes.

Por muitos anos agora, transmissões ao vivo de rádio e televisão e a internet têm sido usadas para divulgar os ensinamentos da Torá e Chassidismo. Eles atingem pessoas que de outra forma não teriam acesso ou interesse no estudo de Torá. A tecnologia é como uma tela que avança em 3D criando uma rede enorme de influência sempre em expansão para saturar o mundo com a vibraçã judaica; no celular, ipad, em todas as formas e formatos possíveis sempre sendo redesenhados, ganhando sempre mais velocidade e feacil acesso.

Além disso, a tecnologia nos ensina sobre D'us de maneira mais palpável do que poderíamos ter conhecido a partir de um texto filosófico.

Os livros dizem que D'us tem “um olho que vê e um ouvido que escuta.”3 Ele é onipresente, observando a todos ao mesmo tempo. Há cem anos aceitávamos a palavra dos livros para isso, mas com o Google Earth, de repente não está mais tão longe de procurar.

Os livros dizem que D'us dá vitalidade contínua às Suas criações. Cem anos atrás acreditávamos nisto. Agora entendemos isto. Se uma usina elétrica energiza milhões de aparelhos elétricos com uma corrente consistente passando através de cada aparelho, então o processo criativo de D'us se torna mais compreensível.

É claro, D'us não pode dublar Sua criação. Portanto em vez de tornar óbvio que a principal função da tecnologia é espalhar o conhecimento de D'us, Ele lhe deu uma fachada humana. Para manter o equilíbrio entre bem e mal no mundo, D'us também deu às forças do mal a oportunidade de colocar seu dedo negro na torta da tecnologia – daí a Internet, “crackberries”, (pessoas viciadas em seus BlackBerrys), e muita imoralidade para esconder a verdadeira natureza do nosso diluvio tecnológico.

A Cabalá, no entanto, é inequívoca em sua declaração de que a tecnologia não apenas é boa, mas espetacular. Para isto é só selecionar, filtrar e transformar o mundo para o bem. E a favor dele.


Notas:
1 – Bereshit 7:11
2 – Isaiah 11:19
3 – Ética dos Pais
4 – Baseado numa palestra do Rebe, registrada em Licutei Sichot vol. 15.
 

Halachot no nosso Dia-a-Dia

 

Pergunta: Tenho de bater à porta das pessoas antes de entrar?

Resposta: Não se deve entrar na própria casa e certamente não na casa dos outros abruptamente, a fim de não violar a privacidade alheia. Isso é algo que nossos Sábios descreveram (Talmud, Nidah 16 b) como um ato que desagrada a D'us.

Download no Shabat
Pergunta: Posso deixar meu computador carregando no decorrer do Shabat?

Resposta: Não há um problema haláchico em começar um download antes do Shabat, mesmo que termine durante o Shabat. Se o download é algo como um programa que foi comprado por dinheiro, deve-se evitar fazê-lo. Além disso, é preferível que a tela seja desligada antes do Shabat para que não fique visível que o computador está fazendo isso. Se o servidor do qual você está carregando está localizado em Israel e pode-se presumir que aqueles que o estão operando não são observantes do Shabat, não se deve fazer este download.
Aparelho de asma no Shabat
Pergunta:
Tenho asma, e recentemente está atacando, e afetado minha capacidade de andar longas distâncias. Meu bairro não tem um eruv. Tudo bem se eu carregar um inalador comigo a caminho da sinagoga nos sábados?

Resposta: Sinto muito pelo seu estado de saúde, que exije que você tenha sempre à mão este aparelho. Infelizmente, não é possível carregá-lo no Shabat num local onde não haja eruv, mesmo que isso signifique que você não possa ir à sinagoga. Desejamos sua completa recuperação e que pelo mérito da observância do Shabat, D'us escute as suas preces mesmo na sua casa.
Aparelho de audição no Shabat
Pergunta: Tenho problemas de audição e está difícil usar aparelho. Gostaria de saber as ramificações haláchicas sobre o que eu deveria fazer por exemplo em Purim, para ouvir meguilá, e o shofar, em Rosh Hashaná. Além disso, preciso desligá-los toda noite antes de dormir. No Shabat também preciso tirá-los. Quando tiro eu os desligo porque caso contrário eles fazem barulho (assobiam). Isso é permitido? O que eu deveria fazer? Desligar com a ajuda de um shinui? Além disso, se a bateria acabar no Shabat, posso trocá-la? Caso contrário, não posso escutar com aquele ouvido. Certa vez fui informado que seria perigoso se não usá-lo, pois se estiver caminhando na rua e vier um carro... De qualquer forma, favor dar-me o máximo de informações sobre as minhas dúvidas. Dificilmente encontro literatura sobre o meu problema, muito obrigado.

Resposta: Quem precisa de aparelho de audição pode usá-lo no Shabat, e no caso de dificuldade, pode sair com o aparelho colocado mesmo num local onde não haja eruv. Não se pode trocar a bateria no shabat. (Se você trocá-la antes do Shabat, deve durar o Shabat inteiro). É permitido aumentar ou diminuir o volume do aparelho no Shabat. Não se deve desligá-lo com um interruptor, mas sim abaixá-lo até o nível mínimo. Neste caso, não vai “assobiar” quando o remover do ouvido, e o uso de energia é abaixado até o mínimo. Não se deve trocar qualquer controle no aparelho com um controle remoto, somente com um potenciômetro mecânico.
Cirurgia a laser para miopia
Pergunta: É permitido passar por uma cirurgia corretiva a laser para miopia para evitar a necessidade de usar óculos? Isso seria considerado equivalente a cirurgia cosmética?

Resposta: Segundo a Halachá, a cirurgia a laser não é considerada cosmética.
Shehecheyanu
Pergunta: Meu filho se casará na próxima semana, se D'us quiser. Como pai, esta é uma grande simcha para mim, pois tenho esperado muito tempo por isso. Poderia me informar se a beracha de shehecheyanu pode ser recitada? Em caso negativo, gostaria de saber os fundamentos sobre a halacha de recitar essa bênção.

Resposta: A bênção “Shehecheyanu” foi instituída sobre a felicidade de algo novo, como uma fruta, roupa nova, ou qualquer outro objeto novo, e também pelo nascimento de um filho, ou uma nova mitsvá que a pessoa não tenha cumprido recentemente. Apesar da grande felicidade de um casamento, recitar esta bênção não se enquadra neste caso. Obviamente, isso não diminui a obrigação de agradecer a D'us por toda a Sua bondade.
Brit milá: anestesia e hospital são escolhas possíveis?
Pergunta: Minha mulher e eu estamos esperando um filho. Queremos fazer um bris segundo a Halachá, mas queremos que nosso filho receba a mesma anestesia que teria num hospital. Sei que não é costumeiro, mas a Halachá permite anestesiar o bebê antes do bris, com injeção ou com um creme tópico? Além disso, é permitido fazer o bris num hospital, e não em casa? E quem precisa estar lá, além do bebê e do mohel?

Resposta: Não há motivo haláchico para que um bris não seja feito por um cirurgião, e também não há proibição contra usar anestesia local ou outro preparo cirúrgico. A experiência tem mostrado, porém, que os mohalim que têm feito centenas ou até milhares de circuncisões têm mais sucesso nisto, e muito raramente ocorrem complicações ou infecções. (Os próprios médicos corroboram essa estatística). Segundo a Halachá, um bris é considerado adequado mesmo se apenas o mohel estiver presente. Apesar disso, se for possível ter um minyan (dez homens judeus a partir de barmitsvá, 13 anos), é preferível.(Shulchan Aruch, Y.D., 265,6). Isso é para que eles escutem as brachot que são dadas à criança e que eles próprios a abençoem. É muito valioso aproveitar este momento sagrado na vida da criança, pois é uma ocasião de grande amor entre D'us e o povo judeu.
Escrita sobre a lápide
Pergunta: O que deve ser colocado numa lápide segundo a Lei Judaicao, pelo Judaísmo Ortodoxo, Conservador?

Resposta: Segundo a Halachá, deve-se escrever sobre a lápide o nome do falecido e o nome de seu pai (e segundo o costume sefaradita, em vez desse o nome da mãe), e a data hebraica do falecimento. O costume é escrever também as letras hebraicas T.N.Z.B.H, que representam “que sua alma seja atada para a vida”. Sobre títulos e outras adições, não há obrigação de escrevê-los, e em todos os casos não se deve escrever numerosos títulos.
Shivá
Pergunta: Uma convertida ao Judaísmo cujos pais não-judeus faleceram. Entendo que não há obrigação religiosa, mas a convertida pode sentar shivá se ela quiser ou isso seria considerado impróprio?

Resposta: Se uma convertida deseja “sentar shivá” após a morte de seus pais não-judeus, deve ser impedida de fazê-lo.
Música em período de luto
Pergunta: Meu pai faleceu recentemente e meu irmão e eu temos poskim diferentes sobre ouvir música. Seu Rabino disse que tudo bem, enquanto o meu disse que não posso. Ele está sempre tocando música pela casa, onde é impossível eu não ouvir. É permitido que eu peça a ele para desligar ou abaixar o som?

Resposta: Seu sentimento de que não é correto escutar música durante o período de luto é correto segundo a Halachá, e se você puder pedir que seu irmão também não escute, isso seria louvável. Se ele não concordar, você não está obrigado a sair da casa.
Esportes radicais
Pergunta: Qual é o status haláchico de descer uma montanha russa, fazer bungee jumping, ou participar de atividades perigosas?

Resposta: Sobre esportes perigosos: a Torá proíbe uma pessoa de colcoar a vida em risco, e portanto não se deve praticar esportes perigosos. Essa é uma contra-distinção à prática entre muitas nações de procurarem diversão com risco à própria vida e à vida de outros.
Shabat e Yom Tov
Água do Ar condicionado

Pergunta: Acabo de ler numa publicação que a água que sai do ar condicionado é muktze. Pode explicar-me o motivo?

Resposta: O motivo para a água ser muktze é que é considerada “nolad”, o que significa “criada” no Shabat. (Veja Shulchan Aruch, O.H. 318, 16). Isso não depende de ser considerado um objeto útil. A Guemara em Eiruvin 46b, declara que a água da chuva que cai no Shabat seria muktze (veja tosefot Beitza 2 a), se não fosse o fato de ser considerada como já estar presente nas nuvens. Portanto o condicionador de ar que está removendo vapor d’água do ar está “criando” nova água líquida, que portanto é muktze.
Câmera no Shabat
Pergunta: Posso usar uma câmera de vídeo apontada em minha entrada particular com um monitor na minha cozinha no Shabat? (Favor incluir referências se possível.)

Resposta: É permitido caminhar na frente dessa câmera desde que não seja feito intencionalmente para ser fotografado. Certamente seria melhor não ter esse sistema operando no Shabat. (Após consulta com Rabino L. Y. Halperin do Instituto Torá e Tecnologia).
Lava-Louças
Pergunta: É permitido colocar vasilhas na lava-louças no Shabat a fim de estarem prontas para ser lavadas imeditamente após o Shabat?

Resposta: É permitido, desde que nenhuma luz seja acesa quando a lava-louças é aberta.
Fio dental
Pergunta:
Posso usar fio dental no Shabat?

Resposta: Se o uso do fio dental não causar sangramento, pode ser usado no Shabat. É proibido cortar o fio em pedaços no Shabat.
   

   

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM 45



SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 4 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 45

A estrutura filosófica básica do modo de viver judaico reside praticamente na TORAH. Porém, quando um tema de discussão judaico seja ele profético ou não se torna muito difícil de compreender, então os eruditos e sábios judeus discutiam extensamente o referido tema com o auxílio de tratados do TALMUD.

Mas, em particular, YESHUA NAZARETH declara, conforme registrado em algumas referências evangélicas, cumprir profecias tanaíticas. No entanto, ao final do estudo destas referências evangélicas pseudo proféticas os judeus concluem que não há referências tanaíticas alguma a YESHUA NAZARETH. Na realidade, os autores cristãos destas referências evangélicas pseudo proféticas efetuaram fraudes e, para isto, estes autores construíram frases nas quais se transmite o abominável, falso e idolátrico ensinamento de que YESHUA NAZARETH é o FILHO DE ELOHIM, o MASHIACH e o REI DE YISRAEL [15].

Exemplo disto é o registro da frase repetitiva: ISTO ACONTECEU PARA QUE SE CUMPRISSE O QUE FOI DITO PELO(S) PROFETA(S). Por outro lado, os discípulos de YESHUA NAZARETH não possuíam conhecimento algum dos ensinamentos tanaíticos e, por isto, tornou-se muito fácil controlá-los e manipulá-los. E não é à toa que os ensinamentos de YESHUA NAZARETH, além de estarem em desacordo com os mandamentos, os preceitos e prescrições registrados na TORAH, eles foram aceitos pelos seus discípulos. Assim, não adianta a filósofos e teólogos cristãos enganarem judeus através da ação de militante de líderes religiosos cristãos evangélicos e protestantes porque esta estratégia já desmoronou.

Infelizmente, filósofos e teólogos cristãos ainda consideram espantoso o fato de que muitas profecias tanaíticas terem sido cumpridas na vida de YESHUA NAZARETH, porém eles não enxergam, não querem enxergar ou simplesmente ignoram o real contexto destas profecias, porque elas foram interpretadas fora de seu tempo real. Desta forma, se comprova que a literatura cristã testamentária consiste em uma coletânea de distorções e fraudes, intencionais ou não, cuja origem está na utilização de profecias tanaíticas que não possuem ligação alguma com YESHUA NAZARETH. Muitos cristãos assumem, consideram e têm fé que estas profecias tanaíticas foram cumpridas na pessoa de YESHUA NAZARETH, mas ao mesmo tempo eles não fornecem evidências reais para apoiar teologicamente os cumprimentos destas profecias. Mas, entretanto, quando estas profecias são estudadas detalhadamente nos seus contextos originais, identifica-se que nenhuma delas pode ser aplicada a YESHUA NAZARETH.

Enquanto que a comprovação judaica da existência de ADONAI-ELOHIM se verificou mais fortemente através da experiência da atravessia do deserto, a comprovação cristã da existência divina reside apenas, exclusivamente, somente e unicamente no NOVO TESTAMENTO, o qual não possui consistência alguma com as profecias tanaíticas, as quais foram inseridas na literatura cristã evangélica visando somente forçar à alusão a YESHUA NAZARETH. Assim, a base de sustentação do CRISTIANISMO reside no NOVO TESTAMENTO e nas correntes filosófico-teológicas cristãs dos PAIS DA IGREJA.

O desenvolvimento do CRISTIANISMO e a construção das características de YESHUA NAZARETH ao longo dos séculos foram possíveis graças à assimilação (por parte dos filósofos e teólogos cristãos) e influência de práticas religiosas mais antigas ao surgimento do CRISTIANISMO. Diante disto, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita aprendem porque há mais de dois mil anos a sociedade cristã ainda continua repleta de adultérios; assaltos; drogados; favelados; filhos bastardos; filhos assassinando pais; milhares de lideranças cristãs e somente quatro evangelhos creditados como autênticos; pais assassinando filhos; pais desquitados, divorciados e separados; e milhares de presidiários encarcerados em várias penitenciárias. E isto testemunha o quanto os ensinamentos testamentários baseados em YESHUA NAZARETH são falsos, fraudulentos e mentirosos. Mesmo assim, a sociedade cristã ainda continua a crer em YESHUA NAZARETH. Por causa disto, já duram mais de dois mil anos os sofrimentos pelos quais a sociedade cristã continua passando, mas infelizmente ela deseja assim [16].

terça-feira, 9 de julho de 2013

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM

 

SEPHER TESHUVAH YEHUDIM – DISCUSSÕES TANAÍTICAS PARA A TESHUVAH DOS JUDEUS MARRANOS DE ORIGEM SEFARADITA – SEDER CHOCHMAH YEHUDIM – TRATADO BERESHIT – SHA'AR 4 – DISCUSSÃO TANAÍTICA 44

De acordo com as referências tanaíticas SEPHER DEVARIM 13,1 e SEPHER DEVARIM 29,28, os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita concluem que os mandamentos, os preceitos e as prescrições registradas na TORAH devem ser obedecidos e praticados para sempre, segundo está escrito:

Isto, quando obedecerdes à voz do Eterno, teu Deus, para guardares Seus mandamentos e Seus estatutos, escritos neste livro da Torá; quando voltares ao Eterno, teu Deus, com todo teu coração e com toda tua alma. Porque este mandamento que eu te ordeno hoje não te é encoberto nem está longe de ti. Não está nos céus para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, para que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que o traga a nós e nos faça ouvi-lo, para que o observemos? Pois isso está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para que o observes.

Sepher Devarim 30,10-14

Portanto, que não há permissão alguma para profeta alterar, aumentar, diminuir, inovar, modificar, renovar e substituir quaisquer que sejam os ensinamentos, mandamentos ou preceitos registrados na TORAH. Portanto, caso surja alguém dos FILHOS DE YISRAEL ou de outros povos, realizando curas, milagres e sinais, declarando ser enviado de ADONAI-ELOHIM para anular, dar, ensinar e fornecer outras explicações ou interpretações de novos mandamentos, preceitos e prescrições oriundos de ADONAI-ELOHIM de forma a contradizer o que foi escutado e transmitido por MOSHEH BEN AMRAM, ou ainda que este alguém ensine que estes mandamentos e preceitos, os quais os FILHOS DE YISRAEL foram ordenados a cumprir, obedecer, observar e praticar, não mais são eternos e nem mais são vigorarão de geração em geração, senão somente para uma determinada época ou tempo, então este alguém é declaradamente um falso profeta. Porque este alguém se apresentou para negar o que ADONAI-ELOHIM ordenou aos judeus por intermédio de MOSHEH BEN AMRAM, e sua penalidade é a morte física porque falou intencionalmente em nome de ADONAI-ELOHIM o que ELE não lhe ordenou. Mas, ADONAI-ELOHIM ordenou a MOSHEH BEN AMRAM que os mandamentos, preceitos e prescrições ordenados por ELE durariam e vigorariam para sempre, isto é, por toda a eternidade, segundo está escrito:

As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus. Porém, as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para cumprir todas as palavras desta Torá.

Sepher Devarim 29,28

E, diante disto, deve ser lembrado, segundo está escrito:

Deus não é homem para que minta, nem é filho de homem para que Se arrependa; se Ele disse, não o fará? E tendo falado, não o cumprirá?

Sepher Bamidbar 23,19

Assim, as falsas profecias e os falsos ensinamentos de YESHUA NAZARETH, impostos como verdade há mais de dois mil anos, foram, na realidade, convenientemente escondidos, mas são agora conhecidos, desmascarados, explicados, expostos, mostrados, provados e revelados, com muita clareza, como grandes mentiras principalmente para os descendentes de judeus marranos de origem sefaradita, muitos dos quais estão retornando às práticas do modo de viver judaico. Portanto, as denominações religiosas cristãs cujos líderes transmitem os ensinamentos cristãos baseando-se nas interpretações tanaíticas distorcidas, continuam sem fundamentação para apoiarem os seus ensinamentos e serão futuramente desmascaradas.

segunda-feira, 8 de julho de 2013



DESCANSE EM PAZ ???

-Sinto muito pela morte.
-Morte? Mas só houve mudança de estado!

-Mas como aconteceu? Foi acidente?
-Não! A alma foi se desligando do corpo, trazendo uma nova perspectiva, mais leve e agradável.

-Sim, mas por que isso aconteceu? Estava doente?
-Não é isso, é que já não era mais tempo dele/a ficar aqui.

-Mas eu gostava tanto dele/a!
-Então continue gostando! Ele/a não deixou de existir!

-Hum... Então que pena que ele/a partiu!
-Partiu de nossa perspectiva. Da outra, chegou!

-Então que descanse em Paz!
-Descansar do que? Alma não se cansa, alma vive. Por isso a palavra Vida em hebraico, Haim, é no plural, indicando que existe vida no mundo físico e também no espiritual!

-Ué? Então ele não morreu?
-O corpo sim, mas a essência, a identidade, não! Por isso em hebraico usamos o termo Niftar, se isentou, para se referir ao falecimento, indicando que a alma continua viva, porem isenta dos mandamentos que tem que cumprir aqui no nosso mundo.
No mais, há vida, aprendizado, interação e até mesmo processos de evolução.

-Agradeço a explicação, agora tudo faz mais sentido!
-  Um grande abraço!

MoreVentura

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Leilui Nishmat Renee bat Yaacov.

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