terça-feira, 14 de maio de 2013

Sábios Pensamentos


Sábios Pensamentos
O dia de hoje jamais acontecerá novamente. Mas uma boa ação pode fazê-lo durar para sempre



A quê a vida pode ser comparada? A um balde que é atirado num lago. Quando entra na água, está vazio. Porém, quando é retirado pelo dono, retorna cheio. Assim também, quando entramos no mundo, não temos mitsvot em nosso nome. Mas quando regressamos, temos uma vida inteira repleta de bons pensamentos, palavras bondosas e ações nobres.
- Cohelet Rabá
"O supremo alicerce e pilar da sabedoria é a percepção de que há um primeiro Ser, sem princípio nem fim, que trouxe tudo à existência e continua a sustentá-la. Este Ser é D'us."
- Maimônides, Yesodei HaTorah, 1:1
"A soma de toda evidência é esta: Reverencie a D'us e cumpra Seus mandamentos; pois este é o propósito da vida do homem."
- Cohêlet 12:13
"D'us tem compaixão como um pai, e conforta como uma mãe."
- Pesikta Rabati 139a
"Todo judeu é repleto de mitsvot, como uma romã está cheia de sementes."
- Bereshit Rabah 32:10
"O Eterno, bendito seja, não retira a recompensa de nenhuma criatura, por qualquer ato positivo."
- Talmud-Bava Kama 38
“Cada pessoa é um mundo inteiro. Faça um favor a uma pessoa, e faça um mundo de diferença.”
“O dia de hoje jamais acontecerá novamente. Mas uma boa ação pode fazê-lo durar para sempre.”
“Vista um casaco e você ficará aquecido. Acenda um fogo e aquecerá os outros.”
“O autocontrole é saber que você pode, mas decide que não o fará.”
A primeira coisa que se precisa para consertar o mundo é que uns devem amar aos outros e promover a união. E isso pode começar mesmo sem fundos ou um comitê de planejamento. Pode começar por você!
- Dos ensinamentos do Rebe
“A sabedoria não pode ser medida em pensamento abstrato, mas sim em ação adequada.”
“Nossa estadia neste mundo é breve. Podemos desperdiçar o tempo totalmente, perseguindo miragens ou metas inatingíveis; ou podemos estar satisfeitos com o que temos e sermos gratos à D'us pelo que nos dá.”
Rabi Chaim de Sanz declarou: "As pessoas descem de um trem e correm para pegar outro, em busca do bem que procuram. Talvez se eles ficassem parados por uns instantes, o bem passasse por eles."
"Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias sejam longos" (Shemot 20:12). Como uma sugestão prática, como você também envelhecerá algum dia, deve estabelecer um exemplo para seus filhos, sobre como comportar-se em relação a pais idosos.
“Num estado de desânimo enxergamos a realidade sob uma luz negativa, enquanto que com alegria, podemos reconhecer tudo o que temos como uma dádiva preciosa.”
Rabi Wolf de Zbaroz não permitia que um cocheiro chicoteasse os cavalos. Costumava dizer: "Se você soubesse como falar com eles, não precisaria chicoteá-los, certo? É justo puni-los por causa de sua ignorância?"
“A verdadeira satisfação não advém da quantidade, nem mesmo da qualidade do que se tem, mas em como é obtido.”
Não se pode preencher um vazio interior com coisas exteriores.
Um sorriso nada custa… mas fornece muito. Enriquece a quem recebe, sem deixar mais pobre aquele que o dá. Dura só um momento. Entretanto, deixa uma lembrança que permanece para sempre.
Moshê promoveu o censo fazendo cada pessoa contribuir com meio-shekel. Por que não um shekel inteiro? Porque ele desejava que cada um percebesse que se estiver sozinha, é incompleta.
Comemoramos o Êxodo todos os dias em nossas preces, porque cada dia devemos nos libertar do jugo tirânico de nossas paixões.
Da próxima vez que falar com seu filho lembre-se de que ele está pensando: “Aquilo que você pensa de mim, eu pensarei de mim. E aquilo que penso de mim… é o que serei.”
Alguém perguntou a um erudito: "O que é mais importante, a Torá ou a prece?" Ele respondeu: "A Torá é D’us falando ao homem, e a prece é o homem falando com D’us: ambas são essenciais para que ocorra um diálogo."
O Talmud declara: "Se alguém diz: 'Tentei, mas nada consegui', não acredite nele" (Meguilá 6b). Por que? Porque tentar é conseguir. É o esforço despendido que importa, mais que o resultado.
Só uma coisa torna o sonho impossível: o medo de fracassar.
A felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista.
Quando paramos de crescer não estamos vivendo; estamos apenas existindo.
A vida não é uma corrida para derrotar o próximo: a vida é apenas uma corrida para conquistar a si mesmo.
Com palavras gentis, você enriquecerá a vida de muitas pessoas, e a vida que você mais enriquecer será a sua.
Um homem disse certa vez a um rabino: "Eu faria teshuvá se tivesse certeza de que isso aliviaria totalmente minha angústia." O rabino respondeu: "Você cometeu seus pecados condicionais também?"
Impaciência no ouvir é sinal de presunção. "Aquele que responde antes de ouvir, faz papel de tolo e se envergonha" (Mishlê 18:13). A paciência para ouvir é não somente cortês, como também sábia.
"Remova os sapatos de seus pés, porque o local onde você pisa é solo sagrado" - Shemot 3:6. Uma pessoa tem capacidade de tornar sagrado o próprio lugar que ocupa, o que na verdade, é a missão do ser humano na terra.
Existe algo tão único que jamais existiu no passado e jamais estará aqui novamente: Hoje!
Pensamos nos milagres da Torá como grandes maravilhas. É uma maravilha muito maior quando uma pessoa faz uma mudança no próprio caráter.
- Rabi Yerucham
A palavra hebraica para “escada” (sulam) possui o mesmo valor numérico que “dinheiro” (mamon). Isto nos ensina que dinheiro é como escada: pode ser usado tanto para nos elevar, como nos arremessar às profundezas, tudo depende de que forma o utilizamos e para que propósito.
- Baal Shem Tov
A esposa de Mar Ukva disse a ele: “Minha caridade é maior que a sua; você dá dinheiro aos mendigos, ao passo que eu lhes dou comida, que lhes proporciona alívio imediato.”
- Talmud, Ketubot 67b
A escuridão é covarde. Acenda uma pequena luz e ela fugirá apavorada.
Fale pouco, pense mais e sobretudo…
Faça!
A alegria não está nos presentes que você ganha ou nos objetos que compra. A alegria é algo que você cria dentro de si mesmo.
Uma boa pergunta… já é metade da resposta!
Sempre que duas pessoas se encontram, algo de bom resulta para uma terceira.
Em vez de pensar sobre do que você precisa, pense onde você é necessário.
Uma mitsvá é sua própria recompensa.
Não pergunte: "Como posso conseguir aquilo que desejo?" Pergunte: "Como posso apreciar aquilo que já tenho?"
Seja sempre um pouco mais gentil que o necessário.
Todos deveriam ter um objetivo e um plano para atingi-lo. Sem um objetivo, a pessoa não sabe para onde ir; sem um plano, não sabe como ir.
Faça aquilo que puder e verá que está fazendo aquilo que pensou não poder.
Neste mundo, não é aquilo que recebemos, mas aquilo que damos, que nos torna ricos.
Não se pode ensinar tudo a alguém. Pode-se apenas ajudá-lo a encontrar as respostas por si mesmo.
Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra.
Não é justo nem aconselhável agir em desacordo com a própria consciência.
O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.
Quando lidar com os outros, use o coração. Ao lidar consigo mesmo, use a cabeça.
Na Arca de Nôach, o lobo se deitou ao lado do cordeiro, mas não se tornou um cordeiro. Paz é quando opiniões diferentes vivem lado a lado.
Adote um bom hábito, e ele adotará você.
As pessoas são como espelhos. Franza o rosto, e franzirão de volta. Sorria, e elas sorrirão também.
Não há nada material que não possua centelhas espirituais.
- Rabi Elimelech de Lizensk
Para quem acredita na bondade Divina, não há perguntas. Para quem não acredita, não há respostas.
- Rabi Yaacov de Rezimin
Nossa tradição nos ensina:
"Os portões das lágrimas nunca se fecham." Se é assim, então para que há portões? Para cessar as lágrimas daqueles que choram por tolices.
- Rabi Simcha Bunim de Pshischa
Temor a D'us sem alegria não é temor, é depressão.
- Rabi Israel Báal Shem Tov
Nunca precisei de algo até tê-lo em mãos, pois, enquanto não o possuía, certamente não precisava dele.
- Rabi Yechiel Michel de Zlotchov
“Por que cobiçar aquilo que não temos, quando não nos pertence nem mesmo o que já temos?”
- Rabi Yehoshua de Ostrova
“Como é possível ter pena do homem que vive na miséria a fim de morrer rico?”
- Rabi Yechezkel de Shinova
Não há ninguém mais dependente dos outros do que aquele que persegue honrarias.
- Rabi Nachman de Breslav
“O guloso não é só aquele que come demais, é também o que fala demais. Ambos se excedem no uso de suas bocas: um, de fora para dentro; o outro, de dentro para fora.”
- Rabi Yechiel de Mulganitza
“Piora aquele que não se torna melhor.”
- Rabi Aharon de Karlin
Existem duas maneiras de fracassar:
Agir sem pensar .... ou pensar sem agir!
“Quando a pessoa cresce em altura, isto não prejudica os outros. Porém, quando cresce "para os lados", aí passa a ‘espremer’ os outros.”
- Rabi Chanoch Henich de Alexander
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”
- Albert Einstein
O esperto fala de ideias, o comum fala de coisas e o pequeno fala dos outros”
Um amigo é alguém que permite distância, mas nunca está longe.
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Seridó
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para o rio de mesmo nome, veja Rio Seridó. Para o município paraibano, veja Seridó (Paraíba).

Localização do Seridó nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba.
Seridó é uma região interestadual localizada no sertão nordestino do Brasil. Oriunda da antiga região da "Ribeira do Seridó". Abrange vários municípios do Rio Grande do Norte e da Paraíba, onde é oficialmente dividida pelo IBGE em Seridó Ocidental Potiguar e Seridó Oriental Potiguar, Seridó Ocidental Paraibano e Seridó Oriental Paraibano. No entanto, outros municípios costumam se identificar como "Seridó" ou seridoense o que agrega um total de 54 municípios, sendo 28 potiguares e 26 paraibanos, o que levou a uma subclassificação realizada pelo Ministério da Integração Nacional. [1] Mesmo sendo uma das regiões mais áridas do nordeste, o Seridó, principalmente o potiguar, apresenta a melhor qualidade de vida do interior nordestino. [2] [3] [4]
Há divergências quanto a origem do topônimo Seridó, segundo o folclorista e historiador Luiz da Câmara Cascudo, vem do linguajar dos tapuias transcrito como "ceri-toh" e que quer dizer "pouca folhagem e pouca sombra", em referência as características da região. No entanto, existe a teoria que os colonizadores tenham sido cristãos-novos, descendentes de judeus, os termos "sarid" e "serid", seriam oriundos do hebraico, que significaria "sobrevivente" ou "o que escapou". Ou ainda "she'erit" no sentido de "refúgio Dele" ou "refúgio de Deus”. [5]
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Gill bem Baruch.



SOBRE YESHUA DE NAZARETH


SOBRE YESHUA DE NAZARETH, BRUXO, HIPÓCRITA E IDÓLATRA – OS TERRÍVEIS MALES QUE YESHUA DE NAZARETH CAUSOU AOS BINEY YISRAEL.
Os sábios fariseus Iehoshua Ben Perachyah e Nitai de Arbel receberam ensinamentos dos sábios fariseus Iossef Ben Ioézer, de Tzeredá, e Iossef Ben Iochanan, de Jerusalém. Os dois sábios judeus formaram o segundo par de Zugots. Eles viveram na segunda metade do século II a.e.c. Em sua juventude, o Rabino Hilel testemunhou Iehoshua Ben Perachyah tornar-se Nassí após a morte trágica de Iosse Ben Ioézer, de Tzeredá, no ano de 162 a.e.c. Na época de Iehoshua Ben Perachyah, João Hyrcanus I, filho de Simão Macabeu, controlou a Judéia de 134 a.e.c. até 104 a.e.c. Neste período de tempo, João Hyrcanus I continuou o processo de judaização da Palestina, mas, por adotar medidas militares e políticas helenizantes, ele passou a enfrentar oposição dos fariseus, um movimento religioso judaico que se tornava cada vez mais popular [Jerusalém – Uma Cidade, Três Religiões – Karen Armstrong – Companhia das Letras – São Paulo (2000) – ISBN: 85-359-0004-7]. Sendo ele também um Cohen Gadol e um saduceu confirmado e contrário ao movimento fariseu, ele também perseguiu os fariseus. Assim, Iehoshua Ben Perachyah precisou fugir para o Egito em busca de segurança. Iehoshua Ben Perachyah permaneceu no Egito até o sábio fariseu Shimon Ben Shatach o trazer de volta, mais ou menos em torno do ano de 88 a.e.c., quando a paz foi restaurada sob Salomé Alexandra, irmã de Shimon Ben Shatach e esposa de Alexandre Jannaeus, conforme registrado no Talmude de Babilônia Tratado Sotah 47a. Os sábios fariseus Iehudá Ben Tabai e Shimon Ben Shatach formaram o terceiro par de Zugots que conduziram a vida espiritual do povo judeu em Israel no século II a.e.c.
Há cerca 100 a.e.c., no tempo dos sábios fariseus Iehoshua Ben Perachyah e Nitai de Arbel, já havia pessoas referidas como Notzrim. A palavra hebraica referida para Cristãos é Notzrim. Esta palavra deriva da palavra hebraica Neitzer, que significa Broto ou Rebento, palavra utilizada para simbolizar o messianismo. Embora os cristãos afirmem que o Cristianismo surgiu no século I d.e.c., os cristãos do século I d.e.c. em Israel se consideravam como a continuação do Movimento Notzri, um movimento que já existia à cerca de 150 a.e.c. Um dos Notzrim foi Yeshu ha-Notzri, como está registrado em algumas passagens de Tratados do Talmud de Babilônia juntamente com comentários registrados em notas de rodapé. O nome hebraico para Iehoshua é Yeshu, e o nome hebraico para Iehoshua de Nazaré é Yeshu ha-Notzri. O nome Yeshu é diminutivo do nome Yeshua, e não do nome Iehoshua. Os estudiosos do Talmude de Babilônia sempre afirmaram que a história de Iehoshua de Nazaré começou com os relatos talmúdicos sobre Yeshu ha-Notzri, o discípulo do Rabino Iehoshua Ben Perachyah [Introduction to Talmud and Midrash – Herman L. Strack, Gunter Stemberger and Markus Bockmuehl – Augsburg Fortress – Minneapolis, United States (1992) – ISBN: 0800625242]. Uma vez que apologistas do Cristianismo negam qualquer ligação entre Iehoshua de Nazaré e Yeshu ha-Notzri devido ao fato dos dois terem vivido em épocas diferentes, segundo registros dos Talmud de Babilônia e Evangelhos, eles estão impossibilitados de aceitar que Yeshu ha-Notzri e Iehoshua de Nazaré são a mesma pessoa.
No Talmud de Babilônia encontram-se referências ou comentários registrados em notas de rodapé a respeito de Iehoshua Ben Perachyah ou Joshua Ben Perahiah, e a respeito do nome Iehoshua de Nazaré são encontradas referências e comentários sobre os nomes de Jesus The Nazarene, Jesus of Nazareth, Yeshu (Yeshu ha-Notzri), Ben Pandira, Ben Stada [The Soncino Hebrew Babylonian Talmud – Translation Edited by Rabbi Isidore Epstein – The Soncino Press, Ltda. – New York, USA (1990) – ISBN: 1871055504].
Referências ou comentários registrados em notas de rodapé a respeito dos nomes Jesus The Nazarene ou Jesus of Nazareth constam em alguns Tratados do Talmud de Babilônia. Estas referências ou comentários podem ser encontrados no site http://www.come-and-hear.com/. As referências juntamente com as suas respectivas páginas do referido site seguem abaixo:
Talmud de Babilônia Tratado Abodah Zarah 16b – http://www.come-and-hear.com/zarah/zarah_16.html
Talmud de Babilônia Tratado Abodah Zarah 17a – http://www.come-and-hear.com/zarah/zarah_17.html
Talmud de Babilônia Tratado Abodah Zarah 27b – http://www.come-and-hear.com/zarah/zarah_27.html
Talmud de Babilônia Tratado Gittin 57a – http://www.come-and-hear.com/gittin/gittin_57.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 43a – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_43.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 46a – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_46.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 56a – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_56.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 61b – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_61.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 67a – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_67.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 106a – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_106.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 106b – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_106.html
Talmud de Babilônia Tratado Sanhedrin 107b – http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_107.html
Talmude de Babilônia Tratado Sotah 47a – http://www.come-and-hear.com/sotah/sotah_47.html

Terceiro Templo.




Terceiro Templo.




Sabiam que TODOS os cristãos ignoram esta profecia?

Porque se eles a conhecessem saberiam que o que dizem sobre que jesus é falso, e que se o terceiro Templo for reconstruído, voltarão a praticar sacrifícios no mesmo.

Vejamos os versículos que claramente e profeticamente sobre este terceiro Templo.

sim, a esses os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
Yesha'yahú/Isaias 56:7

Aqui está muito bem claro que isso é grande valia não só para os judeus, mas sim para todos os povos !

Todos os rebanhos de Quedar se congregarão em ti, os carneiros de Nebaoite te servirão; com aceitação subirão ao meu altar, e eu glorificarei a casa da minha glória.
Yesha'yahú/Isaias 60:7 

Vejam agora que é impossível dizer que os sacrifícios não poderão voltar serem realizados no templo, nessa passagem é bem clara, pois o pacto é perpétuo:

Farei com eles um pacto de paz, que será um pacto perpétuo. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
Meu tabernáculo permanecerá com eles; e eu serei o seu D'us e eles serão o MEU POVO.
E as nações saberão QUE EU SOU ELOHIM que santifico a Israel, quando estiver o MEU santuário no meio deles para sempre.
Yechezekel/Ezequiel 37:26-28


ABRAÇANDO A CAUSA DOS “ANUSSIM”


Anita Waingort Novinsky

A Congregação Judaica P´Nei Or que abraçou a causa dos “Anussim”, dedica essa página a grande historiadora Anita Novinsky, que conta o por que do ódio tão longo e tão violento contra os judeus e o por que foi criado um Tribunal exclusivamente para perseguir, prender e punir os judeus, depois de convertidos – forçosamente – ao catolicismo.

1. A Inquisição não foi um fenômeno isolado contra os judeus convertidos, mas acompanhou e fez parte de uma corrente antijudaica que teve início na Antiguidade.
2. Os judeus foram o único povo na história da humanidade, para o qual foi criada uma Corte de Justiça para punir os praticantes da religião judaica.
3. A criatividade judaica, que fez a glória da Espanha medieval, foi completamente apagada.
4. A expulsão da Espanha atingiu os judeus de surpresa, como um raio, pois na véspera da saída, os judeus ainda fecharam grandes negócios.
5. O ódio aos judeus tem vários fatores que podem ter contribuído, porém há um que parece decisivo: o antijudaismo da Igreja.
6. Os cristão-novos permanecem sempre cristão-novos secretos, isto é, no meio do caminho, judeus para o mundo e cristãos para os judeus.
7. O que permaneceu praticamente ignorado foi a história dos judeus e do judaísmo no Brasil . Esse é o novo desafio que os historiadores enfrentam hoje.
8. Denominam-se “B´nei Anussim”, que significa “os filhos dos forçados”.
9. Lamentavelmente, os “B´Nei Anussim” estão sós, como estavam sós durante a Inquisição, como estavam sós sob o Nazismo.
10. Ouvi um velho marrano lamentar: - Sim! Nós somos o rebotalho do mundo.

Um tribunal para os judeus – de Anita Waingort Novinsky
Anita Waingort Novinsky
Laboratório de Estudos sobre a Intolerância Universidade de São Paulo.
o povo judeu está presenciando um recrudescimento do antissemitismo e o futuro é totalmente imprevisível. Um encontro dedicado ao tema Inquisição e cristãos-novos é oportuno e importante, pois velhos mitos, preconceitos e estereótipos estão sendo revividos, e movimentos antijudaicos estão crescendo em nível mundial. Tal fenômeno, passados apenas 69 anos após o Holocausto, é bastante preocupante.
Há uma questão que preocupa a todos nós, cuja resposta, até hoje, ainda não é satisfatória: Por que um ódio tão longo e tão violento contra os judeus? Por que foi criado um Tribunal, exclusivamente, para perseguir, prender e punir os judeus, depois de convertidos ao Catolicismo?
Vou procurar mostrar nesta breve exposição, que a Inquisição não foi um fenômeno isolado contra os judeus convertidos suspeitos de heresia judaizante, mas acompanhou um longo processo, fazendo parte de uma corrente antijudaica, que teve início na Antiguidade, e amadureceu durante o período visigótico e com as leis do direito canônico, culminando com a Inquisição e o Nazismo.
Inicialmente vou fazer um percurso histórico, pois como disse Freud, quanto mais conhecermos o passado, melhor estaremos preparados para o futuro. Vou procurar mostrar os fatores que levaram à criação do Tribunal da Inquisição e o papel relevante que os judeus convertidos tiveram na construção e no desenvolvimento do Brasil.
Por que eu denominei essa conferencia "Um Tribunal para os Judeus"? Por que esse titulo? Os judeus foram o único povo na história da humanidade, para o qual foi criada uma Corte de Justiça, especialmente voltada para punir os praticantes da religião judaica. A ação desse Tribunal contra os judeus, do ponto de vista econômico-financeiro e cultural, teve tão ricas consequências que tem despertado o interesse, não apenas de historiadores, mas também de filósofos, sociólogos, antropólogos e psicanalistas, que têm procurado interpretar o fenômeno marrano, sob as mais diversas óticas.
Vou iniciar com um preâmbulo para entendermos o que significou para os judeus, o êxodo da Espanha, após terem vivido nesse país do ponto de vista cultural e econômico, o mais fecundo período de sua história na Diáspora.
Oitocentos anos os judeus conviveram com os árabes na Península Ibérica, com o povo mais culto e civilizado da Europa e principalmente, com alto senso de tolerância. Quando, no ano de 1492, os reis católicos, Isabel e Fernando expulsaram os árabes da Espanha, também foram expulsos os judeus, aos quais foi dada uma opção, converterem-se ou sair. Parece que, segundo os cronistas, metade do total dos judeus espanhóis se tornou católica, para poder ficar na pátria, enquanto a outra metade, não quis aceitar nenhuma condição, e optou pelo exílio. Partiu, deixando tudo o que possuía: casas, propriedades, negócios, família.
Após viverem na Península Ibérica pelo longo período de quinze séculos, os judeus da Espanha foram declarados "estrangeiros" e proibidos de viver na terra que sentiam como sua pátria. Ao serem expulsos, não foi nem por um momento considerado pelo Rei, pelos poderosos, pelos letrados, os relevantes serviços prestados pelos judeus à sua pátria, seus trabalhos inovadores na ciência náutica, que levaram às grandes descobertas, sua contribuição para a filosofia medieval, para a medicina, literatura, nem seu papel fundamental como mediadores políticos e financistas. Não foi também lembrado o fantástico trabalho dos judeus como tradutores para as línguas vernaculares, dos textos clássicos gregos que permitiram, junto com os árabes, o florescer do renascimento na Europa.
A criatividade judaica, que fez a glória da Espanha medieval, foi completamente apagada, se propagando apenas a imagem dos judeus deicistas, hereges e perversos. A expulsão da Espanha atingiu os judeus de surpresa, como um raio, pois na véspera da saída, os judeus ainda fecharam grandes negócios.
O cronista dos reis da Espanha, Bernaldez, deixou-nos o testemunho de uma das mais dolorosas experiências vividas pelos judeus. Conta-nos ele como os judeus, no seu desespero, trocavam uma casa por um burro e terras e vinhas por um pedaço de pano. Saíram da pátria de seus antepassados, da terra onde nasceram, "pequenos e grandes, velhos e crianças, a pé ou montados em burros, e iam andando pelos caminhos e campos, uns caindo, outros se levantando, outros morrendo, outros nascendo, outros enterrando. Não havia cristão que não se compadecesse deles. E por piedade, os cristãos pediam aos judeus que aceitassem o batismo, para poderem ficar em suas casas, e cansados, alguns se batizaram, mas muito poucos, pois os rabinos lhes iam dando forças e faziam as mulheres e as moças cantarem e tangerem os pandeiros, para alegrar a pobre gente. E foi assim que os judeus saíram da Espanha".
O refúgio mais fácil era cruzar a fronteira e entrar em Portugal. D João III, por interesses econômicos, garantiu-lhes abrigo temporário, prometendo que, passados oito meses, os ajudaria a partir. Os cofres do tesouro encheram-se com o dinheiro que os judeus pagaram por cabeça. Mas os judeus espanhóis foram enganados por D. João III, que em vez de ajudá-las vendeu os mais pobres como escravos. O monarca português cometeu ainda um dos mais bárbaros crimes, lamentado mesmo pelos cristãos. Mandou que se tirasse dos pais os filhos de 2 a 10 anos, para serem enviados às ilhas desertas de São Tomé, na África, onde, segundo o cronista Samuel Usque, foram devorados pelas feras. 
Conta ainda um cronista, que de uma mãe a quem tiraram seis filhos, enlouquecida, se atirou entre os cavalos da carruagem em que passava o rei, pedindo-lhe que lhe deixasse pelo menos, um. Quando os lacaios tentaram tirá-la, D. João III lhes disse: "deixem-na! É como uma cadela a quem tiraram os filhotes". Assim, o amor de uma mãe judia era comparado com o de um cão. 
A agonia dos judeus parecia não ter mais fim. Cinco anos se passaram, e o rei D. Manuel, também respondendo a interesses políticos, ordenou que todos os judeus de Portugal fossem obrigados a se converter ao Cristianismo. 
Agarrados pelas barbas e pelos cabelos, os judeus foram levados a pia batismal. Os mais religiosos clamavam perdão ao Deus de Israel, muitos se mataram, outros mataram seus próprios filhos para que não vivessem na idolatria. Um pai sufocou seus 4 filhos em baixo do "talis". 
Os judeus batizados passaram a ser designados cristãos-novos e inicia-se assim, o que eu denomino "a era dos cristãos-novos". 
O rei D. Manuel, forçando os judeus a se tornarem cristãos, não tirou-lhes apenas a religião. Tirou-lhes a Alma. Tirou-lhes os rituais, as festas, os costumes, as tradições, o idioma, fechou-lhes suas escolas, destruiu-lhes os cemitérios e as sinagogas, tirou-lhes os livros, tirou-Ihes seus nomes, tirou-lhes a identidade. 
Entretanto, nem o batismo, nem a tortura, nem a morte conseguiram apagar-lhes na memória, nem as tradições judaicas - Zakhor "lembre-se". Obrigados a viver como cristãos, os judeus construíram uma "segunda vida", Cuja base era a dissimulação. Durante séculos, gerações e gerações representaram um duplo papel, fingindo ser o que não eram. Para entender a história de Portugal é fundamental que se entenda o que foi, para os portugueses, a "cultura do segredo". O regime totalitário, a repressão, o medo, obrigaram toda a população a esconder seus pensamentos, sua crítica, seus sentimentos. As cerimônias judaicas eram observadas no mais íntimo de seu seus lares. Com o tempo, sem mestres, sem livros, sem escolas, muitas práticas judaicas foram se apagando. O que nunca foi esquecido foi o sentido do "shabat", um dia de descanso, para os homens, para os escravos, para os animais. O "shabat" foi a primeira lei trabalhista da história, cinco mil anos antes do mundo civilizado reconhecer o direito do descanso de cada ser vivo. 
O Judaísmo foi, principalmente, preservado pelas mulheres, pois proibidas as sinagogas, o templo transferiu-se para a casa. A memória que também não se apagou na mente e nos corações dos marranos, foi o "Êxodo do Egito": "lembrem-se que fomos escravos no Egito", simbolizando a ambicionada liberdade.

O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição foi introduzido em Portugal, por razões econômico-financeiras, pelo monarca D. João III, no ano de 1536, com a aprovação do papa Paulo III. As razões que levaram o seu estabelecimento foram duas, principalmente a conversão forçada e o segredo. Uma vez batizados, os judeus pertenciam à alçada da Igreja e a prática secreta da religião judaica os tornava hereges do Cristianismo. 
O povo judeu foi o único povo no mundo para o qual foi criada uma Corte de Justiça, um Tribunal, especialmente voltado para os vigiar e punir. Foi a Inquisição que inaugurou um novo sistema para glorificar o extermínio dos judeus, num clima de festa popular. Esses espetáculos populares reuniam massa de gente, que vinha se divertir, vendo agonizar os hereges de Judaísmo, muitas vezes completamente inocentes do crime de que eram acusados. Essas festas, chamadas "autos de fé", eram assistidas pelo rei, rainha, infantes, nobreza e toda população da cidade. As mulheres reservaram, para essas festas, seus mais belos trajes, suas mais vistosas perucas, e o populacho se regozijava vendo os pobres réus desfilarem, nus da cintura para cima, carregando uma vela acesa nas mãos. Ilustres cientistas, médicos, poetas, que humilhados desfilavam como gado para o matadouro. 
Muitos historiadores atribuem o ódio aos judeus à religião. Eu não creio. Vários fatores podem ter contribuído, porém há um que me parece decisivo: o antijudaismo da Igreja. O Código Visigótico é o exemplo mais elucidativo do fanatismo religioso, e os Concílios da Igreja sistematicamente denegriam os judeus. 
Alain Finkielkraut mostrou durante uma de suas conferências, ' que hoje existe um paradoxo em relação ao antissemitismo da Igreja, pois, se de um lado a Igreja tem mantido um diálogo com os judeus, e a "Nostra Aetate" abandonou o conceito de "povo deicida", de outro, o antissemitismo que presenciamos no mundo tem, ainda hoje, raízes cristãs. Repetem-se os velhos mitos, os velhos slogans e as tradicionais acusações. Nem as ideias de tolerância da Ilustração, do século XVIII, nem a abolição do Santo Ofício, nem Auschwitz, no século XX conseguiram arrefecer o ódio aos judeus, Apenas juntou-se, aos motivos que vinham de longe, um novo fator, que foi muito bem copiado pelo Nazismo: o racismo biológico. 
O "Estatuto de Pureza de Sangue" nasceu em Toledo, na Espanha em 1449 e, foi posteriormente adotado em Portugal, como um pretexto para eliminar os judeus convertidos das corporações profissionais, A competição e a rivalidade dos cristãos com os judeus vinha se agravando desde a Idade Média, pois os judeus foram, na Península Ibérica, uma facção importante da classe média, todos alfabetizados em meio a uma população analfabeta. Seu emprego em cargos honoríficos despertou inveja e animosidade também na população menos qualificada. 
Cada nau que saía do Tejo levava fugitivos para o Novo Mundo. O Brasil foi o país que recebeu o maior número de cristãos-novos portugueses e onde foi desmentido o velho mito de que os judeus não têm inclinações para o trabalho agrícola, Foi na agricultura que os judeus mais se sobressaíram em terras brasileiras. Representaram um número extremamente alto da população branca e, segundo informações de agentes inquisitoriais, viajantes e cronistas, chegavam, no século XVII, a três quartos da população colonial, sendo proprietários de grande parte do território brasileiro. 
Os judeus que vieram para o Brasil apresentaram uma grande variedade de comportamentos e de níveis culturais. Tanto havia, entre eles, eruditos, profissionais, como artesãos, trabalhadores manuais, lavradores, e ainda aventureiros e revolucionários. As recentes pesquisas trouxeram novas informações sobre algumas personalidades da história do Brasil, como por exemplo, de que eram judeus, em grande parte, os bandeirantes paulistas. Uma revelação curiosa foi feita sobre a origem judaica de Antonio Raposo Tavares. Sua bravura e personalidade o colocam nas palavras de seu biógrafo Jaime Cortesão, como "um dos nossos". 
De São Paulo alcançou o Amazonas, uma das mais fantásticas façanhas já realizadas na história em todos os tempos. As guerras que travou contra os missionários jesuítas espanhóis lhe valeram todo tipo de adjetivos ofensivos, inclusive de "judeu". O conhecimento que temos de sua origem e de sua personalidade oferece uma nova visão ao capítulo das Missões. 
A guerra que travou contra as Reduções Jesuíticas, destruindo as igrejas, quebrando as imagens não foi motivada, exclusivamente, por razões econômicas como querem alguns autores, mas também por motivos ideológicos, pois os Provinciais das Missões eram comissários da Inquisição de Lima, enviados para prender os paulistas, principalmente, Raposo Tavares entregá-lo à Inquisição. 
Os jesuítas consideravam os paulistas judeus e falsos cristãos. Nessa afirmação não erraram de todo. A declaração de Judaísmo de Raposo Tavares vem claramente expressa quando responde a um jesuíta que lhe perguntou qual lei o autorizava a matá-los. Ao que respondeu: "a Lei que Deus deu a Moisés". 
Uma nova história do Brasil precisa ser escrita, pois durante séculos a historiografia brasileira ignorou a poderosa instituição do Santo Ofício, que durante três séculos atuou em todos os níveis da vida colonial. Não é mais possível escrever história do Brasil sem mencionar os cristãos-novos e os nomes de figuras ilustres como Sergio Buarque de Holanda, Vinicius de Moraes, Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre, Glauber Rocha e tantos outros que testemunham a inestimável contribuição dos judeus à civilização brasileira. 
Numa cultura como a portuguesa, onde imperou, durante séculos, a cultura do segredo, é muito difícil nos aproximarmos da personalidade e da alma do marrano. Para chegar aos sentimentos dos cristãos-novos e marranos é necessário decodificar sua linguagem hermética. Num regime totalitário, onde cada palavra pode ser comprometedora, a dissimulação faz parte da vida cotidiana de todo cidadão. Na literatura portuguesa abundam exemplos dessa dissimulação. Uma obra escrita no século XVI por um marrano, Bernardino Ribeiro, intitulada Menina e Moça, que muitos lemos na escola, foi caracterizada, pela famosa escritora portuguesa Agostina Bessa Luiz, de "dissimulação genial". Nessa obra, a palavra "parece" mostra a incerteza da narrativa. Ninguém está certo de nada. A única coisa certa é a "infelicidade". Todas as técnicas que Bernardino Ribeiro utiliza concorrem para impor ao leitor a versão trágica da existência humana, condenada como está, a viver na incerteza. 
Os marranos conseguiram chegar ao norte da Itália, Amsterdã, Turquia e, em grande quantidade, povoaram o Brasil. Com exceção dos anos em que os holandeses ocuparam o nordeste, não houve "retorno" aberto ao Judaísmo. Os cristãos-novos permaneceram sempre cristãos-novos secretos, isto é, no meio do caminho, judeus para o mundo e cristãos para os judeus. 
Na América, vivendo sempre sob o signo da Igreja, desde a infância doutrinada no catolicismo, a assimilação foi muito mais fácil e numerosa do que na Europa, onde os marranos deram origem à comunidades sefaradins, cujos descendentes conhecemos hoje. Assim mesmo, o que surpreende é que houve os que, no Brasil colonial, permaneceram, durante séculos, judeus secretos, persistindo em manter sua identidade judaica. Esse é um fenômeno original na história. 
Sobre as comunidades judaicas na Holanda, Itália, Turquia, Marrocos, muito se tem escrito. O que permaneceu praticamente ignorado foi a história dos judeus e do Judaísmo no Brasil. Esse é o novo desafio que os historiadores enfrentam hoje. Milhares de documentos permanecem inéditos, como por exemplo, o Livro dos que se mataram na prisão ou o Livro dos que enlouqueceram, que continuam desconhecidos. 
A identidade judaica foi mantida no distante sertão, quando muitos dos rituais religiosos já tinham sido esquecidos. A sobrevivência do Judaísmo é o grande mistério que o Tribunal da Inquisição não conseguiu extinguir. 
Um grande número de cristãos-novos, vivendo divididos em dois mundos, acabaram afastando-se completamente da religião, tornando-se agnósticos, céticos e mesmo, ateus. Entretanto, como escreveu Spinoza, cripto judeus, céticos, descrentes, ou ateus, todos fazem parte de um só povo judeu. 
Os marranos podem ser considerados a consciência crítica de seu tempo. Lutaram contra a intolerância em duas frentes: a religiosa, como cripto judeus e a laica como céticos. Suas ideias eram uma ameaça contra o antigo regime e os privilégios de um grupo minoritário que detinha todo o poder. Nesse sistema político e religioso não havia lugar para judeus. 
E agora perguntamos: durante os três séculos de perseguições e torturas, quem defendeu os judeus? Nenhuma nação protestou ou se ergueu a favor dos que eram queimados ou reduzidos à miséria. Os eruditos, escritores e poetas, portugueses e espanhóis, que conseguiram fugir para Holanda choraram em versos a sina de seus irmãos, mas não tomaram nenhuma atitude drástica além de Menassé ben Israel, que tentou convencer Cromwell a deixar os perseguidos judeus portugueses entrar na Inglaterra. O mundo todo silenciou. 
Os famosos pensadores da Renascença admiraram a atitude dos reis católicos em expulsar os judeus e Maquiavel chegou a elogiar esse ato de Fernando e lzabel, "como sua obra mais magnífica". 
Uma única voz se ergueu contra o assassinato dos judeus. A voz de um padre cristão, jesuíta, Antonio Vieira. Vieira teve a coragem de ir ao Rei, ao Papa, para denunciar que na sua pátria estavam matando homens e mulheres inocentes? Quem assistiu ao filme, dirigido por Costa Garras, Amém, pode tecer paralelos, numa distância de séculos, entre o jesuíta cristão e o vigário alemão. Nem Vieira nem o vigário do filme conseguiram salvar os judeus. Examinando a história, podemos ver que os mecanismos que tornaram possível o extermínio de milhares de judeus, durante a Inquisição, e os que vigoraram durante o Nazismo, não foram muito diferentes. 
E, voltando à pergunta inicial, qual a razão dos judeus serem tão odiados? O antissemitismo não é apenas racismo, não é apenas discriminação, não é só preconceito. Antissemitismo é um fenômeno específico, tem uma especificidade e parece, realmente, não ter fim. 
A historia nos ensinou, que de nada valeu a conversão, o abandono da religião judaica e a tentativa de assimilação. O ódio ao judeu convertido e assimilado foi muito mais forte do que aos judeus ortodoxos e assumidos, tanto durante a Inquisição, como na Alemanha. Se compararmos a linguagem, as acusações, a diabolização, usados pela Igreja contra os judeus, nos séculos VI e VII, com a linguagem inquisitorial e a linguagem nazista, ficaremos perplexos de constatar as semelhanças. Como disse Umberto Eco, "se todo passado não tivesse preparado o ódio e as difamações contra os judeus, o Holocausto não teria acontecido". 
E. agora, fazendo um breve mergulho na antropologia brasileira, quero dar-lhes o exemplo de uma outra "história", que corre paralela, nos subterrâneos da nossa sociedade. Séculos se passaram, o tribunal foi extinto e a história dos cristãos-novos ficou esquecida. A historiografia raramente se refere a eles e nada mais se soube sobre o que aconteceu, no século XIX, com os descendentes daqueles marranos, que tão honrosamente suportaram viver sob o regime inquisitorial. Repentinamente, do longínquo sertão, emerge um Judaísmo secreto, dissimulado, mas vivo. Pensou-se que o Judaísmo tinha desaparecido e que a Inquisição havia vencido e os conversos tivessem sido absorvidos pela Igreja. 
Quinhentos e treze anos se passaram, de quando D. Manuel ordenou a conversão obrigatória de todos os judeus de Portugal e, hoje, emergem centenas, talvez milhares de descendentes dos convertidos, que observam cerimônias, rituais e leis dietéticas judaicas, muitas vezes sem saber seu significado. Denominam-se "B'nei Anussin", que significa "filhos dos forçados". Em todo o nordeste vivem descendentes dos marranos coloniais. Seu nível social é diverso, desde ricos fazendeiros até pobres trabalhadores rurais, negros, mulatos, mamelucos. Alguns médicos, poetas (todo nordestino é um poeta), em busca de uma identidade que lhes foi roubada há 500 anos. Mas, lamentavelmente, os "B'nei Anussin" estão sós, como estavam sós durante a Inquisição, como estavam sós sob o Nazismo. Ouvi um velho marrano lamentar: sim! Nós somos o rebotalho do mundo. Ninguém nos quer. Continuamos como há 500 anos atrás. Para os judeus, somos cristãos e para os cristãos, somos judeus. E assim, a história judaica caminha hoje na mesma incerteza de ontem. Mas, quando durante um Congresso em Campina Grande, me pediram para falar alguma coisa, ouvindo os "B'nei Anussin" cantarem Hatikva, em hebraico, a única coisa que eu pude dizer foi: "Vocês são o exemplo vivo da eternidade de Israel". 
Anita Waingort Novinskyl
Pós doutora pela Universidade de Paris I (I983), Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (I970), Livre docente da Universidade de São Paulo, Consultora do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico (CNPq), Possui Especialização em Racismo no Mundo Ibérico, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (I 977) e Especialização em Psicologia pela Universidade de Sáo Paulo (1958). Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1956). Atua, principalmente, com os temas Brasil Colônia, Cristão Novo, História do Brasil e Tolerância. 
Museu da história da inquisição no Brasil 
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Abraão ben Samuel Zacuto (1450-1522)




Abraham bar Samuel Abraham Zacut
Judeu sefárad, rabino, astrónomo, matemático e historiador que serviu na corte do Rei João II de Portugal.
O Almanach perpetuum foi um dos quatro primeiros livros impressos em Portugal e o primeiro no que respeita às Matemáticas. É um livro raro, e por isso Joaquim Bensaúde fêz reproduzir em 1915 pela fotogravura um exemplar que existe na Biblioteca de Augsburg, na Alemanha, e a tradução em castelhano dos Cânones (Regras para o seu uso), que existe na Biblioteca Pública de Évora.

Zacuto nasceu em Salamanca, em cerca de 1450. Estudou astrologia e astronomia e tornou-se professor destas disciplinas na Universidade de Salamanca, e mais tarde nas de Saragoça e Cartagena. Também se formou em lei judaica e tornou-se rabino.
Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492
, Zacuto refugiou-se em Lisboa, Portugal. Foi chamado à corte portuguesa e nomeado Astrónomo e Historiador Real por João II, cargo que exerceu
até ao reinado de Manuel I.
Suas contribuições salvaram sem dúvida a vida de muitos marinheiros portugueses e permitiriam as descobertas do Brasil e da Índia. Ainda em Espanha, escreveu e publicou em 1491 um tratado de astronomia em hebreu, com o título Ha- Hibbur ha-Gadol.

Zacuto viveu em Portugal apenas 6 anos, porque em 1496 Manuel I seguiu o exemplo dos Reis Católicos de Espanha e decretou a expulsão do país de todos os judeus que recusassem a conversão ao catolicismo através dos baptismo. Zacuto foi um dos poucos a conseguir fugir de Portugal após as conversões à força e as proibições de emigração que Manuel I impôs aos judeus portugueses.
Zacuto refugiou-se em Tunes, no Norte de África, tendo depois passado para a Turquia, vindo a morrer na cidade de Damasco (Império Otomano) em ano posterior a 1522.
Em 1504, em Tunes, Zacuto escreveu uma História dos Judeus, Sefer ha-Yuasin, desde a Criação do Mundo até 1500, e ainda vários tratados astronómicos. Esta História foi muito respeitada e republicada em Cracóvia em 1581, em Amsterdão em 1717, e em Königsberg em 1857. Em Londres foi publicada uma edição também 1857.

RABINO SALOMON MOLCHO - DIOGO PIRES

Secret conversions to Judaism in early modern Europe
Por Martin Mulsow,e Richard Henry Popkin pag 6
American Yiddish poetry: a bilingual anthology
Por Benjamin Harshav,Barbara Harshav
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História dos judeus em Portugal - Meyer Kayserling
“Após a circuncisão teve Diogo, ou Salomão Molcho, como reflexo de suas idéias fixas, diversas visões, que quase sempre se referiam à libertação ... O jovem cabalista e sonhador, recém-conquistado pelo Judaísmo, atraiu a atenção..”
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Llivros & leitores: Edições 29-32 
“Por seu turno, esse clima de agitação favoreceu Solomon Molkho e para o aumento do seu prestígio muito contribuiu o facto de ele ter previsto a inundação do Tibre de 8 de Outubro de 1530..”

A ORIGEM DOS MARRANOS:


A ORIGEM DOS MARRANOS:

A Conversão forçada

Em 1495, D. Manuel I assumiu o trono português e concedeu liberdade aos judeus castelhanos que haviam sido escravizados. Entretanto, em função de sua promoção política, decidiu casar-se com a princesa Isabel, filha dos reis católicos. No contrato de casamento figurava a perversa cláusula que exigia a expulsão dos hereges (judeus e mouros) de Portugal e que foi a causa primeira dos grandes mal a que os judeus foram submetidos em terras portuguesas.

Expulsá-los o rei não podia, pois isso acarretaria um desastre econômico, com a fuga de capitais e expertise. Tentou-se por cartas convencer a princesa Isabel do contrário, mas sem sucesso. Assim, em “cinco de dezembro de 1496”, foi assinado por D. Manuel I o decreto de expulsão dos incrédulos mouros e judeus de Portugal, com prazo limite até 31 de Outubro de 1497. Aos judeus, sob punição de morte e confisco de bens, foi dada a opção do desterro ou da conversão, esperando-se que estes cedessem ao batismo. O rei promulgou também a lei que proibia indagações sobre as crenças dos novos convertidos, como que para permitir aos judeus a conversão superficial, ou cripto-judaísmo.

Contudo, não houve uma grande procura por batismos, ao contrário os judeus se preparavam para abandonar o Reino, em sua sina errante. Todos, ao mesmo tempo, buscaram se desfizer de seus bens, o que ocasionou uma desvalorização instantânea de bens imobiliários, como residências e fazendas.

D. Manuel, percebendo que os judeus prefeririam deixar o Reino ao invés da fé mosaica, e para impossibilitar a emigração destes, ordenou que se fechassem todos os portos portugueses, exceto o porto de Lisboa. Isto ocasionou enorme concentração de membros da nação judaica na capital portuguesa.

Em abril de 1497, foi dada a ordem de seqüestro dos filhos menores de 14 anos daqueles que, relutantes à conversão ao catolicismo, preferissem sair do reino. Essas crianças judias deveriam ser distribuídas pelas cidades e aldeias, para serem batizadas e criadas como católicas por famílias católicas. O historiador Flávio Mendes de Carvalho descreve a situação promovida após esta ordem: “Quando a notícia deste decreto transpirou entre o povo banido, o terror grassou por todos os pontos do país. Gritos de mães, de cujos braços arrancavam os filhos; gemidos e desespero de pais e irmãos; reações e lutas dos mais fortes e audaciosos; lágrimas e inúteis súplicas dos mais fracos e tímidos transformavam o reino português no cenário de um drama diabólico.” (Raízes Judaicas no Brasil, p. 18) Depois se incluiu no decreto também os menores de 20 anos.

Uns optaram por converter-se, para não terem suas famílias despedaçadas. Muitos pais, sem esperança e desesperados, preferiram matar seus filhos e em seguida se suicidarem, ao invés de entregá-los aos oficiais do rei, para a apostasia. Algumas crianças foram sufocadas pelos pais num abraço de adeus, outras foram atiradas em poços. Grande parte dos judeus foi vítima da violência, tendo seus filhos raptados e levados ao batismo para serem em seguida distribuídos entre a população católica. A situação produzida foi tão terrível que, mesmo trinta anos depois, o ocorrido ainda povoava a memória do velho Bispo Coutinho: “Eu vi muitas pessoas serem arrastadas pelos cabelos à pia batismal. Vi pais, cujas cabeças estavam cobertas, em sinal de dor e luto, levando seus filhos ao batismo, protestando e invocando a Deus por testemunha de que eles desejavam morrer juntos na Lei de Moisés. Ainda muitas coisas terríveis lhes foram feitas e eu testemunhei com meus próprios olhos.”

Decreto da Conversão forçada

Em Outubro de 1497, aglomerados em Lisboa se encontravam mais de 20 mil indivíduos da nação hebréia, sob a ilusão – alimentada pelo rei – de que lá obteriam navios e mantimentos para saírem de Portugal. Ali, a ‘gente miúda’, encabeçada por clérigos fanáticos e protegida por oficiais do rei, forçaria também ao batismo os homens, mulheres e velhos judeus. Depois de violentar a juventude, foi dito aos judeus que seus filhos já em cristãos se haviam convertido e que, se quisessem viver em sua companhia, assim também deviam fazer. Como não se abalaram o rei lhes mandou tirar o comer e o beber por 34 dias contínuos e usar com eles a mesma violência que havia usado com seus filhos, a conversão forçada: agora era a vez dos adultos e velhos. Aos resistentes lhes golpeavam a cabeça e arrastavam-nos a pia batismal.

Se deram assim os chamados batismos em massa, reproduzidos em várias partes do Reino, e que fizeram cristãos a todos os judeus que não puderam abandonar Portugal.

Consumado o seu desumano plano de expulsar os judeus, mas mantê-los no Reino pela conversão, D. Manuel poderia então informar a princesa Isabel de Espanha que já não mais havia hereges em Portugal.

O batismo forçado, no entanto, trouxe a heresia para dentro do catolicismo, não só porque os cristãos novos continuaram a ser vistos como judeus, mas porque passaram a praticar o judaísmo no segredo de seus lares, mesmo que professando publicamente a fé católica. Surgiram assim os chamados marranos ou cripto-judeus. Isso fez com que aumentasse ainda mais o ódio ao judeu, agora converso, e com que eclodissem vários assédios aos cristãos novos, dentre eles o Massacre de 1506 em Lisboa.

Os Ossos da Matéria

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