segunda-feira, 13 de maio de 2013

OS SÁBIOS ENSINAM: OS ANJOS NÃO DEIXAM PEGADAS



O título de meu último livro, “Os anjos não deixam pegadas”, baseia-se na afirmação do Talmud de que os anjos apenas ficam parados, enquanto os seres humanos podem caminhar.
Nesta afirmação está implícito que por mais santificados que sejam os anjos, eles o são por terem sido criados desta forma. Sua santidade não é fruto de suas próprias ações. Os anjos não conseguem aperfeiçoar-se. Não se podem tornar ainda mais santificados do que quando foram criados. Pois os anjos são estacionários, nem progridem nem retrocedem.

Os seres humanos, por outro lado, não são criados com santidade. Pelo contrário, são criados com um corpo físico que tem fortes impulsos e desejos de agir em total contraste com a santidade. Quando os homens exercem controle sobre suas urgências físicas e agem de acordo com a moral e a ética, tornam-se espirituais e santificados por obra de seu próprio empenho. Contrapondo-se aos anjos que são estacionários, os seres humanos caminham, podendo, portanto, progredir. É por esta razão que os ensinamentos de nossa Torá nos dizem que os homens são superiores aos anjos.

Quando as pessoas progridem espiritualmente, elas impactam o ambiente que as rodeia. Sua família, seus amigos e sua comunidade são influenciados por sua espiritualidade. Eles assim possibilitam que outros sigam seus passos, suas pegadas. Daí o título de meu trabalho, “Os anjos não deixam pegadas”. As pessoas, sim, deixam sua marca.

Uma pessoa pode minimizar o efeito de seus atos. “O que eu fizer não mudará o mundo”. Isto é um grave erro. Se agirmos moralmente e espiritualmente, estaremos elevando o mundo. Se nos comportarmos de forma imoral, faremos com que o mundo se degenere.

Nossa responsabilidade, enquanto povo que recebeu a Torá, é a obra de Tikun Haolam, a retificação do mundo. Trata-se de uma assombrosa responsabilidade, mas uma responsabilidade à qual não ousamos nos furtar.

De modo semelhante a outros seres vivos, o homem, por natureza, busca o prazer. Em nome do comportamento ético e moral, com freqüência temos que nos privar de certos prazeres. Nossa mente tem enorme capacidade de racionalização. O Rei Salomão, em seus Provérbios, diz: “Os caminhos do homem são justos a seus próprios olhos”. Ou seja, conseguimos encontrar justificativa para o que quer que seja de nossa vontade, para o que desejarmos.

Se usarmos nosso intelecto apenas para encontrar formas de aumentar o nosso prazer e justificar nossos atos, seremos exatamente aquilo pelo qual a ciência nos identifica: homo sapiens, animais inteligentes.

A perspectiva da Torá é muito diferente. Estamos aqui para ser criaturas espirituais, cujo comportamento é determinado pelo que é certo ou errado – e não por aquilo que desejamos. Não devemos satisfazer-nos com aquilo que somos. Devemos empenhar-nos em ser aquilo que podemos vir a ser.

PADRE JOSÉ DE ANCHIETA – “ O Judeu “




PADRE JOSÉ DE ANCHIETA – “ O Judeu “ AMSDJU

JESUÍTA, DE MÃE JUDIA. PORTANTO DE ETNIA JUDAICA
O APÓSTOLO DO BRASIL É JUDEU
Ainda, no Brasil, o nosso primeiro educador, o jesuíta JOSÉ DE ANCHIETA, proclamado o "Santo do Brasil", opõe-se energicamente à instalação de tribunais do Santo Ofício no país. (c.f. Henrique Veltman, in A História dos Judeus em São Paulo, Ed. Expressão Cultural, 1996, p.17).
José de Anchieta, também conhecido por Joseph d'Ancheta, era espanhol de São Cristóvão de Laguna, Tenerife, Ilhas das Canárias, onde nasceu em 1534, filho de pai basco e mãe judia ou marrana (cristã nova).Emigrou aos 14 anos para estudar em Coimbra, Portugal, quando ingressou na Companhia de Jesus, em 1551,sendo que dois depois, em 1553, embargou para o Brasil, numa expedição de missionários portugueses. Com Manoel da Nóbrega fundou a cidade de São Paulo de Piratininga, onde hoje é o Pátio do Colégio, tendo colaborado com a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Faleceu em 159, na cidade de Reritiba, hoje Anchieta, Espírito Santo, aos 63 anos de idade, tendo trabalhado no Brasil, como missionário, por cerca de 44 anos, evangelizando e batizando os brasilis, na própria língua deles, o tupi, que falava e escrevia corretamente..
Foi beatificado em 1980, mas, ainda, não canonizado, isto é não declarado santo, mas é assim considerado por inúmeros católicos.
Por parte de pai tinha parentesco com Inácio de Loiola e por parte da mãe com o Padre Helio Viotti, descendente de Judeus cristãos-novos.

 AMSDJU

JESUÍTA, DE MÃE JUDIA. PORTANTO DE ETNIA JUDAICA
O APÓSTOLO DO BRASIL É JUDEU
Ainda, no Brasil, o nosso primeiro educador, o jesuíta JOSÉ DE ANCHIETA, proclamado o "Santo do Brasil", opõe-se energicamente à instalação de tribunais do Santo Ofício no país. (c.f. Henrique Veltman, in A História dos Judeus em São Paulo, Ed. Expressão Cultural, 1996, p.17).
José de Anchieta, também conhecido por Joseph d'Ancheta, era espanhol de São Cristóvão de Laguna, Tenerife, Ilhas das Canárias, onde nasceu em 1534, filho de pai basco e mãe judia ou marrana (cristã nova).Emigrou aos 14 anos para estudar em Coimbra, Portugal, quando ingressou na Companhia de Jesus, em 1551,sendo que dois depois, em 1553, embargou para o Brasil, numa expedição de missionários portugueses. Com Manoel da Nóbrega fundou a cidade de São Paulo de Piratininga, onde hoje é o Pátio do Colégio, tendo colaborado com a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Faleceu em 159, na cidade de Reritiba, hoje Anchieta, Espírito Santo, aos 63 anos de idade, tendo trabalhado no Brasil, como missionário, por cerca de 44 anos, evangelizando e batizando os brasilis, na própria língua deles, o tupi, que falava e escrevia corretamente..
Foi beatificado em 1980, mas, ainda, não canonizado, isto é não declarado santo, mas é assim considerado por inúmeros católicos.
Por parte de pai tinha parentesco com Inácio de Loiola e por parte da mãe com o Padre Helio Viotti, descendente de Judeus cristãos-novos.

A Chegada dos Cristãos-Novos / Pedro Álvares Cabral



A Chegada dos Cristãos-Novos e Marranos ao Brasil
Na própria expedição de Pedro Álvares Cabral já aparecem alguns judeus, dentre eles, Gaspar Lemos, (seu nome antes da conversão era Elias Lipner),Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei D. Manuel. Podemos imaginar que tamanha alegria regressou Gaspar Lemos a Portugal, levando consigo esta boa nova: - descobria-se um paraíso, uma terra cheia de rios e montanhas, fauna e flora jamais vistos. Teria pensado consigo: não seria ela uma “terra escolhida” para meus irmãos hebreus? Esta imaginação começou a tornar-se realidade quando o judeu Fernando de Noronha, primeiro arrendatário do Brasil, demanda trazer um grande número de mão de obra para explorar seiscentas milhas da costa, construindo e guarnecendo fortalezas na obrigação de pagar uma taxa de arrendamento à coroa portuguesa a partir do terceiro ano. Assim, milhares e milhares de judeus fugindo da chamada “Santa Inquisição” e das perseguições do “Santo Ofício” de Roma, começaram a colonizar este país.
Afinal, os judeus ibéricos, como qualquer outro judeu da diáspora, procuravam um lugar tranqüilo e seguro para ali se estabelecer, trabalhar, e criar sua família dignamente.

É interessante notar os sobrenomes dos capitães da Armada de Pedro Álvares Cabral:
Pedro ÁLVARES Cabral
Pedro de ATAÍDE
Nuno Leitão da CUNHA
Sancho de TOVAR
Simão de MIRANDA
Nicolau COELHO
Bartolomeu DIAS
Luiz PIRES
Aires GOMES DA SILVA
Simão de PINHA
Diogo DIAS
Gaspar LEMOS
Vasco de ATAÍDE


Departamento da divulgação Social
AMSDJU – Ass. Salomon Molcho de descendentes Judeus

Dados de Fonte Por Marcelo M. Guimarães

Você Ainda Come carne de Porco?


                                    
Por Silvia Helena, Quinta, 26 de Julho de 2012 às 11:38 •

DADOS IMPORTANTES: se vocês soubessem o que eu sei sobre a carne de porco, acreditem-me, vocês nunca mais tocariam esta carne, enquanto estivessem vivos. O porco é o único animal que realmente se parece com o homem. Quanto à forma, tamanho relativo e posição dos órgãos internos (as vísceras), o animal mais parecido com o homem não é certamente o macaco, mas sim, o porco. Em 1628, Willian Havey que descreveu os mecanismos que regem a circulação sanguínea humana, utilizou o suíno como animal de experimentação para melhor compreender e explicar a fisiologia humana.

Segundo Swindle e col. (1992) esses estudos de Willian Havey, embasaram as normas da medicina experimental por Claude Bernard 250 anos após, normas essas que regem os procedimentos experimentais em biologia e medicina de nossos dias.
O porco tem seus intestinos e muitos órgãos internos iguais aos dos humanos.
Sua dentição é idêntica até em numero de dentes.
A pele do porco é a única que queima no sol como a dos humanos, todos os outros animais, não sofrem a mudança da cor da pele ao sol. Apenas o porco passa por este processo.
Os médicos estão usando porcos para fabricar válvulas cardíacas para humanos;
A semelhança entre as duas espécies é imensa. Porém, o grande problema em utilizarmos órgãos de animais para transplante em humanos é o risco de uma nova epidemia, causada por novos vírus ainda desconhecidos.

O sabor da carne de humana é igual ao sabor da carne de porco, e isto foi dito por pessoas que comeram a carne de seus amigos para poderem sobreviver em situações de extrema necessidade.

Este foi o caso dos desaparecidos naquele acidente aéreo na Cordilheira dos Andes com um avião uruguaio em que viajavam 45 pessoas, sendo 19 jogadores de rugby e muitos de seus parentes.

Durante mais de dois meses, os sobreviventes tiveram que se alimentar com restos humanos para sobreviver.

Veja estes dois casos bizarros - A polícia mexicana prendeu Carlos Constantino Machuca, um homem que há vários anos vende e cozinha os tradicionais tamales - uma espécie de panqueca mexicana que tem na receita a carne de porco e frango.

A policia investiga a denuncia de que ele teria utilizado a carne de um homem assassinado por ele, como recheio dos tomales, ao invés do porco. Ele sabe da semelhança do sabor das duas carnes.

Esta não é a primeira vez que isto é declarado. Um assassino e raptor de crianças nos Estados Unidos, declarou ter servido uma das crianças que assassinou, à própria família da criança, seus vizinhos, em um almoço como se fosse um ensopado de carne de porco. Isto foi feito para livrar-se do corpo sem deixar vestígios.

A verdade é que o sabor da carne de porco é realmente igual ao da carne humana, assim, nunca se sabe ao certo se o que está sendo servido é carne humana ou de carne de porco. . . .
O consumo da carne suína aumentou muito no decorrer dos anos. . .

Embora causadora de doenças diversas, seu consumo tem ganhado lugar na mesa de muitas famílias.

Não se pode negar que a Carne de Porco tem um sabor incrível, especialmente bem condimentada. Ao ler a Torah (o Pentateuco da Bíblia), veremos que Deus advertiu sobre alimentação. Em meio a uma infinidade de alimentos, podemos encontrar diversas fontes de vitaminas nas mais diversas frutas e hortaliças, legumes e cereais. Tudo o que Deus criou foi feito exclusivamente para nosso bem estar e alegria.

Para quem tem problemas no aparelho digestivo existe o mamão, os grãos integrais, o chuchu, a cenoura, o limão. Para quem procura Vitamina C, pode encontrar a laranja, acerola, tangerina. A Proteína pode ser encontrada em vários alimentos como a soja, a azeitona, as castanhas, os grãos integrais, o feijão, as lentilhas, os brotos, as nozes, o pão integral, os cereais secos, entre muitos outros alimentos.

E para quem quer acabar com sua saúde, também existe uma alimentação específica.

Deus só criou a alimentação para longevidade saudável ativa e lucida. As forças do mal buscam sempre transformar o bom em ruim, vida em morte, a saúde em doença.

De acordo com a Torá a Carne de Porco não deve ter lugar a nossa mesa, pois Deus a considera imunda. "Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo;" Levítico 11:7.
Neste verso, bem como em todo o capítulo 11 de Levítico, Deus dá as características dos animais puros e os impuros. De fato, podemos dizer que são dicas de Saúde e não leis, mas devem ser cumpridas a fim de mostrar obediência e gratidão a Deus através de nosso corpo.

Nosso Criador quer a nossa saúde e bem estar. Ele jamais criaria um alimento que nos trouxesse doenças. Se a carne suína fosse adequada para o homem, Deus seria o primeiro a indicar seu uso. Mas o que vemos é o contrário. O próprio nome do animal deixa a desejar, quanto mais as condições na qual vive. 

*As milhares de triquinas e outros vermes existentes na carne suína.

Embora pequeno, os riscos de contaminação através de vermes como esse, o risco não deve ser descartado. Ainda que esta carne seja cozida, há uma probabilidade de infecção, pois tais vermes são encontrados com facilidade no porco; A maneira como são abatidos, não é nada agradável. Só o fato de esses animais serem transportados à longa distância, propicia o aquecimento do sangue, que mal pode esfriar. Sem falar que todo o seu "stress" ao ser abatido, fica na carne. . . Imagine o nervosismo e agonia de um animal que na maioria das vezes é morto à pauladas, ou esfaqueado. . . E quando são criados em cativeiro sem poder se mexer para engordar rápido e tomando antibióticos para não terem inflamações em seus joelhos e cascos? Se você ainda não se convenceu, leia esse artigo de Michelson Borges. . .

"Dr. Humberto O. Swartout, ex-membro da Comissão Americana de medicina Preventiva e Saúde Pública, adverte: “O porco, além do mais, é objetável por outros males além do perigo de transmitir a triquinose.” Ele contém maior proporção de gordura do que a maioria dos outros produtos cárneos.

A febre ondulante devida ao germe do porco é em geral mais grave do que aquela devida ao gado ou aos caprinos.

Não admira que desde os primeiros tempos da história do Antigo Testamento o porco tenha sido classificado como imundo ” (The New Modern Medical Counselor , pág. 119 – Review and Herald Publ. Assn., Washington, 1951).

Os horrores da triquinose deviam ser conhecidos de todos: Não menos de uma pessoa dentre cinco, nos EUA, sofre de alguma forma de triquinose. Sabe-se de famílias inteiras que foram levadas à morte por essa terrível enfermidade.

O Dr. O. S. Parrett, que realizou profundo estudo sobre as doenças dos animais utilizados como alimento, declara: “Os sacerdotes do Antigo Testamento, que serviam como verdadeiros funcionários sanitaristas faziam rigorosa inspeção dos alimentos que eram consumidos“.

Ainda hoje recorremos a Moisés como autoridade em matéria de alimentos cárneos chamados limpos e imundos.

Moisés proibiu tanto a carne de porco como os mariscos; e convém notar que o mundo gentílico, que em geral ignora essas regras sanitárias, mostra que nos EUA a ocorrência da triquinose entre os adultos se calcula em 25%, segundo pesquisa de dois médicos de San Francisco (McNaught e Anderson), publicada no Journal of the American Medical Association.

Exames post-mortem feitos por esses médicos em pedaços de músculos do diafragma de cem corpos, mostraram que 23 tinham triquinas, e em outros 100 puderam demonstrar 25 casos positivos.

Durante a vida, nenhuma dessas pessoas tinha suspeitado de triquinose, e, no entanto, em todas elas, independentemente da extensão de tempo decorrido desde a infecção, observaram-se sob o microscópio larvas vivas, enrolando-se e desenrolando-se.

"De cada cinco linguiças de porco, dos melhores mercados, uma continha triquinas vivas” (Diseases of Food Animals , págs. 7 e 8).

“Comida a carne de porco infestada, os germes são pela digestão gástrica liberados no estômago do humano hospedeiro, onde se unem machos e fêmeas, seguindo-se a produção de grande número de larvas. Através da corrente sangüínea ou dos vasos linfáticos, essas larvas rapidamente migram para os tecidos, encontrando alojamento especialmente no tecido muscular através do corpo, principalmente no músculo do diafragma” (Diseases of Food Animals , págs. 9 e 10)."

Deus deixou a alimentação correta para você.
Experimente, você vai gostar !


O Que É Cabalá?



A Alma do Judaísmo

Por Tzvi Freeman

Dentro de seu corpo respira uma pessoa – uma alma. Dentro do corpo da prática judaica respira uma sabedoria interior – a alma do Judaísmo. Nós a chamamos de “Cabalá”, que significa “receber”. Assim como a prática judaica é recebida por meio de uma tradição antiga e ininterrupta da revelação no Sinai, assim é a sua alma.
Cabalá, então, é a sabedoria recebida, a teologia e a cosmologia nativas do Judaísmo.
Outro nome para Cabalá – mais revelador – é “Torat ha’Sod.” Comumente, é mal traduzido como “o ensinamento secreto”. A tradução correta, porém, contém o significado oposto: “o ensinamento do secreto.”
“O ensinamento secreto” significa que estamos tentando esconder algo de você.
“O ensinamento do secreto” significa que estamos tentando ensinar algo a você, abrir e revelar algo oculto.
Ora, você poderia dizer, se o segredo é ensinado, não é mais um segredo. Um segredo revelado, poderia parecer, é uma contradição.
Seria assim se estivéssemos discutindo um segredo artificial, que é secreto apenas porque é velado em segredo, porque outros não querem que você descubra. Os verdadeiros segredos, uma vez revelados, explicados, ilustrados, analisados e integrados em sua consciência, permanecem tão misteriosos quanto antes. Não – muito mais misteriosos, pois à medida que a ilha de conhecimento se expande, assim também sua praia sobre o infinito mar do desconhecido.
A vida tem muito desses mistérios: O que é amor? O que é mente? O que é vida? O que é existência? Como acontecem? De onde emergem? O que é a sua alma, a pessoa dentro do seu corpo? Você passa por todos esses a cada momento. Eles são você. E apesar disso, quanto mais você contempla as profundezas de seus mistérios, mais profundas as águas se tornam.
A Cabalá não é um ensinamento sagrado. É o ensinamento de um segredo.
Os segredos mais profundos são aqueles conhecidos de todos, aqueles que aprendemos quando somos crianças pequenas, aceitamos como certo pelo resto da nossa vida, vivenciamos diariamente – e mesmo assim jamais conseguimos desvendar ou entender com nossa mente cognitiva.
Existe. As coisas existem. Eu existo. Estou vivo. A vida é a não-morte. Escuridão não é luz. Existe aquilo que é maior que eu.
A Cabalá mergulha nesses segredos e traz suas profundezas para a luz. Fornece metáforas para cura e crescimento na vida diária. É por isso que a experiência de estudar Cabalá é “Sim! Eu sabia essa verdade o tempo todo! Meu coração sabia, mas minha boca era incapaz de expressá-la!” As verdades da Cabalá pertencem a todo ser que sente.
Porém, acima de tudo, a Cabalá proporciona uma sensação do além; o conhecimento daquilo que não pode ser conhecido, a sabedoria do mistério, o entendimento daquilo que não entendemos. A Cabalá é o conhecimento do assombro.
Por que a Cabalá é tão secreta?
Ensinar um segredo é perigoso. O aluno está em perigo, pois pode acreditar que realmente entende. Um mistério jamais pode ser apresentado sem as coberturas da metáfora e da parábola. Talvez o estudante entenda a capa mas não consiga desvendar seu conteúdo, como aquele que mastiga a casca e descarta o interior do fruto.
O professor está em perigo, pois como pode saber se realmente entendeu? Vai ensinar muitos alunos, suas ideias serão popularizadas, a essência será perdida e seu significado será retorcido ao oposto da sua intenção.
A própria Cabalá está em perigo, pois uma vez que tenha perdido sua integridade, imediatamente deixa de ser “a sabedoria recebida”. Pode ser sábia, pode ser bela, porém não é mais Cabalá.
É por isso que, na maior parte do tempo, a Cabalá foi transmitida de mestre para alunos selecionados e de confiança, na maior confiabilidade. Quando foi escrita, os textos eram propositadamente crípticos e misteriosos, em enigmas sussurrados, parábolas e alusões obscurecidas. Às vezes, as restrições tinham de ser reafirmadas para impedir todos, exceto alguns poucos, de estudar Cabalá.
As águas desta fonte devem ser mantidas puras; devem continuar sendo águas vivas.
Somente nas últimas centenas de anos os mestres começaram a revelar abertamente estas verdades. Os mestres chassídicos revelaram uma luz e forneceram um conjunto de metáforas que permite a todos abordarem aquela luz, trazendo a Cabalá ao domínio até da alma mais simples.
Mas mesmo assim, um guia é indispensável, e deve-se tomar muito cuidado para preservar a pureza dos ensinamentos.
Quem é este guia? Como você sabe que está recebendo águas puras, direto da fonte original?
Por um lado, água pura reflete claramente. Se a vida do professor não reflete seus ensinamentos, suas águas são impuras.
Depois, saiba que até Mashiach chegar, o caminho interior nunca é sem conflito. Se o ensinamento vem facilmente, não é o ensinamento interior.
E em terceiro: É verdade que você não precisa ser judeu para se embeber no doce vinho da Cabalá ou para aprender seus caminhos de cura. Mas a alma da Cabalá é diferente de uma alma humana – jamais pode ser arrancada de seu corpo, pois o casamento de alma e corpo é completo. A prática judaica e a Cabalá são uma só. Se você ouvir “Não tem nada a ver com o Judaísmo”, está ouvindo uma mentira.
Como o estudo de Cabalá pode me ajudar?
Cabalá é um aspecto da Torá, e Torá significa “orientação” ou “instruções”. Tudo na Cabalá é para ser uma instrução na vida. Estudamos Cabalá não apenas para atingir um ponto alto, mas porque precisamos de sua inspiração na vida cotidiana, e porque nos fornece direção e orientação prática.
Para o Cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora.
A Cabalá proporciona uma dimensão cósmica aos assuntos da vida humana de todos os dias. A doença é um reflexo da doença de amor da divina presença para a Luz Infinita. Os desafios da vida são as centelhas perdidas no ato primitivo da criação, vindas a você para serem consertadas e elevadas. Sua vida é uma missão, na qual você é direcionado para as centelhas divinas que pertencem unicamente à sua alma, pelas quais sua alma tem retornado muitas vezes a este mundo até que sejam todas reunidas.
Entender a dimensão cósmica significa que nada na vida é trivial. Tudo tem significado. Tudo se move rumo a um só propósito, com uma única meta. O entendimento permite que você aceite estes desafios e complete a jornada da sua alma.
Como a Cabalá difere de outros ensinamentos espirituais?
Há muitos ensinamentos espirituais sábios de pessoas em toda parte do globo. Em sua prática, as pessoas encontram transcendência do mundo material, esclarecimento e serenidade.
O foco da Cabalá não é a serenidade. Também não é o esclarecimento transcendental. Proporciona estes também, mas como um meio, não como meta. A meta da Cabalá é a ação inspirada. Qualquer que seja a sabedoria que o cabalista adquire, qualquer que seja o estado de êxtase ou união mística ao qual ele ascende, o resultado será sempre um ato de beleza no mundo físico.
Falando de outra forma: muitos mestres dirão a você para praticar boas ações e atos de bondade porque esta é uma pedra ao longo do caminho da consciência mais elevada. O cabalista lhe dirá que no momento da boa ação, você já está ali. O ato em si é a sua meta, à qual uma consciência mais elevada deve levar você.
Para o cabalista, o supremo paraíso é aqui agora, porque a Luz Infinita está aqui agora, e mais que qualquer reino espiritual, é onde a Luz Infinita anseia por ser descoberta. Nosso trabalho é descascar o fruto para revelar aquela luz dentro de cada artefato físico do mundo. Para iluminar não apenas a nós mesmos, mas todo ser vivo, e até a matéria inerte do nosso mundo.
Quando a Cabalá começou?
A revelação no Sinai foi a primeira e a suprema experiência da verdade interior.
As histórias dos ancestrais são pintadas com uma paleta de visões místicas, revelações divinas e comunicação com seres não-físicos. Porém a Torá, incluindo a Cabalá, não é definida por aquelas visões. O evento central da narrativa judaica é a revelação em massa no Monte Sinai, quando “todo o povo viu os sons e a iluminação”.
Digamos que você viveu pouco tempo depois do evento. Digamos que você perguntou às pessoas que tinham estado lá: “Diga-me o que aconteceu.” O que elas diriam a você?
“Fomos instruídos a não ter outros deuses.”
“Fomos instruídos a honrar nossos pais, a não roubar nem matar.”
Não creio nisso.
Mais provavelmente, a resposta deles seria algo assim:
“Vimos todos os segredos do cosmos abertos à nossa frente. Vimos como cada coisa é gerada para ser a todo momento, vimos como não há realmente nada exceto um Criador, e tudo o mais são articulações de Sua vontade.”
Os próprios mandamentos – não ter outros deuses, honrar os pais, não roubar ou matar – são apenas o conteúdo daquela experiência. O meio, a experiência – isto foi o âmago da mensagem. Foi naquela experiência mística que nosso povo nasceu – a experiência de um mundo no qual “de toda direção, D'us falou com eles.” Eles viram toda a realidade como nada exceto as palavras de uma única, incognoscísvel origem de todas as coisas. E eles entraram em comunhão com aquela Fonte.
Por cerca de mil anos após o Sinai, a experiência judaica permaneceu definida pela profecia. A sabedoria era conhecida às pessoas através de videntes e profetas, homens e mulheres que se afastaram dos desejos e vaidades humanas para atingir uma visão clara dos reinos interiores. Porém nenhuma dessas visões forneceu uma nova revelação, acrescentando ou subtraindo coisa alguma da Torá. Estavam simplesmente afirmando, esclarecendo e sustentando a visão partilhada do Sinai.
A era de profecia acabou no início do período do Segundo Templo, mas a revelação Divina e a visão mística nunca partiram. Nem os rececptores daquela sabedoria se sentaram à beira da tradição judaica. Muitos, se não a maioria, dos mais conhecidos mestres da alma da Torá foram também os mestres estabelecidos sobre o corpo da prática da Torá. Rabi Akiva é considerado o pai da Mishná, e o Talmud e Sefer HaBahir descrevem suas jornadas místicas. Seu aluno, Rabi Shimon bar Yochai, foi responsável pela clássica obra cabalística, o Zohar, e suas opiniões permeiam toda seção do Talmud.
Às vezes, e em determinados lugares, a inquirição filosófica deixou de lado a tradição recebeida para dominar o pensamento judaico. Porém raramente foi considerada a teologia nativa, mas sim uma espécie de enxerto vindo de vinhas estranhas. As obras de filosofia ascendentes, lutando para criar uma única visão a partir de partes disparatadas. A Cabalá faz a conversão, começando com uma visão vívida, holística, e tentando transmitir aquela visão a outros. Apesar disso, especialmente após a expulsão da Espanha, o racionalismo e grande parte da terminologia dos filósofos se integrou à sabedoria holística da Cabalá. O resultado foi um florescimento e uma popularidade sem precedentes do pensamento cabalístico.
A investigação filosófica jamais foi considerada nossa teologia nativa. Porém a Cabalá mais tarde se beneficiou através da síntese com ela.
Na era crítica quando a Halachá foi codificada e estabelecida (a partir da expulsão espanhola até a metade do Século 17), quase todos os eruditos sérios estavam mergulhados na Cabalá. Rabi Yosef Caro, autor do código padrão da Lei Judaica, o Shulchan Aruch; Rabi Moshê Isserles, cujos retoques tornaram aquele código aceitável ao Judaísmo askenazita; bem como a maioria dos comentaristas padrão daquele código, escreveram obras cabalísticas também. Até o popular sermão na sinagoga com frequência era revestido e enfeitado com referências cabalísticas.
Para a maior parte dos judeus de países muçulmanos, o Zohar é tão sagrado quanto o Livros dos Salmos. O Movimento Chassídico cresceu diretamente a partir da Cabalá. Os oponentes originais ao Movimento Chassídico, como Rabi Elijah de Vilna, foram mestres da Cabalá. Muitos dos comentários padrão estudados atualmente sobre os Cinco Livros de Moshê estão repletos de referências a ideias cabalísticas.
É por isso que tentar entender a experiência judaica sem entender a Cabalá é o mesmo que analisar o comportamento de uma pessoa sem saber o que se passa em sua mente. Os judeus notáveis das eras passadas que não provaram a Cabalá sentiam aquela alma interior intuitivamente dentro da Torá que eles estudavam, dentro de suas preces e dentro da prática das mitsvot. Em todas essas coisas, suas almas brilhavam vibrantemente. No decorrer dos séculos, à medida que o mundo se tornava mais estéril, materialista e confuso, aquela alma se tornou cansada e sentiu-se adormecida. Hoje, o caminho cecrto para uma pessoa que raciocina sentir a alma da experiência judaica é provar seus segredos íntimos. Hoje, o Judaísmo privado da Cabalá é um corpo privado de sua alma.
Hoje o estudo da cabala é vital por um motivo ainda mais importante – como um estágio essencial para a evolução definitiva da humanidade. Abordaremos isto depois.
Você pode ser criativo com a Cabalá?
Uma sabedoria recebida pareceria não deixar espaço para originalidade ou criatividade. O Zohar nos diz que aquele que cria as próprias ideias e as chama de Torá está criando um ídolo.
A comparação é significativa: como um ídolo é uma falsa representação de D'us, também essa ideia é uma falsa representação da sabedoria Divina, e “Ele e Sua sabedoria são um.”
Porém, como em outros campos da Torá, a Cabalá ferve com pensamento criativo e originalidade. Eis como Rabi Moshê Cordovero, um professor líder do Século 16 da escola racionalista-cabalista de Tzfat, explicava a necessidade e os parâmetros de originalidade na Cabalá:
O Livro da Formação diz: “Entenda com sabedoria; seja sábio com entendimento.”
“Entender com sabedoria” significa investigar bem tudo que seu mestre ensinou a você na sabedoria das modalidades. Afinal, nesses assuntos transmitimos apenas um mero esboço. A partir deste esboço, cada pessoa deve entender uma ideia a partir de outra.
O Cabalista é criativo, pode ter visões iluminadoras, porém tudo que ele ensina não passa de comentário sobre a tradição recebida.
Você pode ver isto nas palavras de nossos Sábios quando eles disseram: “Este assunto é falado somente a um sábio que entende com sua própria mente.” A partir disto, você vê que uma pessoa deve usar a própria mente para comparar uma coisa com outra, e assim extrair uma ideia de dentro da outra. Dessa maneira ele terá uma mente procriativa e não uma estéril.
E ainda diz; “Seja sábio com entendimento”. Isso significa que quando você origina e analisa com o próprio intelecto para que possa entender, deve tomar cuidado para conceber a ideia e explicá-la dentro da estrutura da tradição dos rabinos e suas palavras verdadeiras. As ideias originais devem estar incluídas naquilo que você adquiriu, seja pouco ou muito.
Os cabalistas podem ter visões, mas eles não encontraram seus ensinamentos naquelas revelações. Sejam quais forem as visões que eles tiveram, veem aquelas como meras iluminações dos textos sagrados e dos ensinamentos que já receberam. Nesta maneira, a Cabalá permanece uma árvore da vida, com profundas raízes segurando-a firmemente no lugar, enquanto dá doces frutos novos a cada estação.
Quais são algumas ideias básicas da Cabalá?
Embora tudos se estendam a partir de uma só visão unificada, os temas que a Cabalá aborda são vastos e variados. Aqui estão alguns dos principais:
Luz Infinita:
Uma metáfora para D'us. D'us é incognoscível e sem forma, porém todas as formas se expandem a partir Dele. A ideia de luz ilimitada ajuda a comunicar essa ideia. Porém a essência de D'us está além até do infinito. E D'us é encontrado nas trevas assim como é encontrado na luz.
Luz e Recipientes:
Similar à ideia moderna de energia e matéria. O ato da criação é sustentado através de uma dinâmica de luz infinita comprimida em estados definidos de ser chamados “recipientes”, que então projetam a luz para criar uma infinidade de seres.
Dez Sefirot:
A conexão entre a Luz Infinita e uma criação finita deveria ser intransponível, e mesmo assim aqui estamos nós, decididamente projeções finitas daquela Luz Infinita. Este é o mistério das dez sefirot: como o Infinito interage com os mundos que gerou através de dez modalidades luminosas, A ordem das sefirot se move a partir do domínio intelectual através da emoção e desce até o âmbito do “domínio” – a esfera de realmente conseguir algo feito. Esta é a “divina imagem” na qual o ser humano é criado. Ao nos conhecermos como seres humanos, portanto, podemos descobrir o divino. E ao entender o divino, somos mais capazes de curar e nutrir o ser humano.
O Mistério do Alfabeto Hebraico:
Em hebraico, não há coisas, somente palavras. O nome hebraico de cada coisa contém sua força de vida essencial. O poder infinito do Criador é encontrado dentro de cada exemplo e objeto da criação; nada está fora dessa luz e nada é vazia dela. As vinte e duas letras do alfabeto hebraico expressam as articulações específicas daquela força criativa. Aquele que domina seus mistérios tem a chave para entender a natureza de cada coisa.
União de Opostos:
O universo inteiro é uma união dinâmica de macho e fêmea. A alma-vida do universo, conhecida como Shechiná, e a Luz Infinita, anseiam por se reunir, como a alma humana anseia por se reunir com sua origem dentro de D'us. O estudo de Torá e o cumprimento das mitsvot provocam essas uniões, permitindo assim que a luz nova e transcendental penetre no cosmos.
Tikun:
O mais notável dos cabalistas, Rabi Yitschak Luria, conhecido como “o Ari” (o leão), conseguiu explicar muitas passagens arcanas do Zohar por meio de uma doutrina de tikun, que significa “conserto”. Revertendo o modelo padrão, o Ari explicou que o mundo foi criado num estado quebrado, e o ser humano foi colcoado nele para recolher as peças espalhadas e consertar sua integridade. O resultado eventual é a união da existência finita com a Luz Infinita, além até daquilo que era no início da criação.
Como a Cabalá se encaixa no mundo moderno?
A Cabalá tem o potencial de amainar o conflito entre o frio mundo exterior que observamos e o cálido mundo interior do observador.
Nos últimos cem anos, a ciência desnudou a complicada e pura vastidão do mundo físico numa maneira antes inconcebível. Descobrimos uma impressionante harmonia pela qual todo o universo físico é visto como uma singularidade, toda partículo integralmente relacionada a toda outra partícula, uma harmonia pela qual até a matéria e a energia em si mesmas são essencialmente uma única dinâmica.
A tecnologis nos deu meios para partilhar e examinar este conhecimento que era inimaginável há uma geração. Programar nossos próprios ambientes virtuais nos enriquece com uma metáfora pela qual podemos imaginar o que significa criar um mundo e sustentar sua existência a cada momento.
A humanidade deveria ser tomada por reverência e assombro, mas em vez disso temos sido deixados no frio. Ironicamente, em nossa busca pela unidade da lei fisiica, temos nos afastado daquela unidade, cavando um vácuo devastador entre o mundo difícil e material que nos cerca e o mundo suave e humano que arde no interior. Ao mediar este divórcio, nos mesmos nos tornamos órfãos.
A Cabalá cura esta ferida. Descreve o mundo ao redor na linguagem da nossa psique. Ela nos põe em contato com um mundo composto não de matéria crua, mas de mente inimaginável.
O cientistas descreve o universo dentro das dimensões de tempo e espaço, em termos que ele pode contar e mensurar. Porém nem tudo que conta pode ser contado. Uma das obras mais antigas da Cabalá, o Livro da Formação, descreve ainda outra dimensão: aquela da vida, consciência e alma. Tudo que existe no tempo e no espaço, aprendemos, é primeiro encontrado no fundo daquela dimensão interior.
É uma dimensão com a qual estamos intimamente familiarizados.
O artista olha para uma árvore e vê não uma estrutura celular de carbono, mas beleza, vida e magnificência. O amante da música escuta num quarteto de cordas não as vibrações das cordas de nylon e sua série de tons, mas a luta pela resolução dentro da alma do compositor. O crítico literário lê dentro das palavras do romance os pensamentos do autor, dentro dos pensamentos as atitudes, dentro das atitudes a percepção do mundo que gera tais atitudes, e dentro daquela percepção a persona do próprio autor.
Assim também, o cabalista vê dentro de cada exemplo da realidade não sua presença palpável e definida, mas uma energia divina sustentando toda a existência, sempre nova como a água da cachoeira é renovada a cada momento, gerando e regenerando cada detalhe do vácuo absoluto, imbuindo cada coisa com suas propriedades particulares e com vida, cada instante da existência em sua maneira particular. E dentro daquela dinâmica da criação, o cabalista vê o próprio D'us.
Como resultado, temos uma afinidade com este universo ao redor. Assim como sentimos dentro de nós mesmos camada sobre camada de personalidade, mais profundamente cada extrato da consciência, e ainda dentro de tudo isso uma indefinível essência do ser, também podemos perceber profundamente dentro do universo uma sentença infinitamente maior que a nossa, e uma essência que transcende o conhecimento e o saber juntos.
Na verdade, somos os filhos daquela essência incognoscível, nossas mentes um pálido reflexo de sua luz dentro das águas barrentas do mundo material, nossas almas seu próprio sopro dentro daqueles limites corpóreos.
Por que precisamos agora da Cabalá?
O franco estudo da Cabalá atualmente não é apenas porque precisamos da inspiração que ele fornece, mas porque este é um estágio vital na evolução do mundo.
Divulgar os ensinamentos da Cabalá numa forma que a mente possa entender prepara o mundo para a Era Messiânica.
A suprema fase deste mundo é uma era messiânica na qual “a ocupação do mundo inteiro será apenas conhecer a D'us”. Isso não significa simplesmente saber que há um D'us, mas conhecer Seu universo como Ele o conhece, e a sabedoria por trás disso como aquela sabedoria é uma com Ele. A preparação para este tempo já começou, e estamos nela.
A obra principal da Cabalá, o Zohar, descreve uma era que espelhará o dilúvio de Nôach – dessa vez com um mundo inundado com sabedoria em vez de água:
“No seiscentésimo ano da vida de Nôach… todos os mananciais da grande profundeza se abriram, e as janelas do céu ficaram abertas…” – Bereshit, 7:11
Sobre isto, o Zohar declara:
“No 6º século do 6º milênio os portões da sabedoria sobrenatural serão abertos, como as fontes de sabedoria terrena, preparando o mundo para ser elevado ao sétimo milênio.”
O sexto século do sexto milênio do calendário judaico corresponde ao período de 1740-1840, na verdade um período de explosivos avanços em tecnologia e ciência. Ao mesmo tempo, os portões da sabedoria sobrenatural foram abertos através dos mestres chassídicos da Cabalá.
Agora é hora de partilhar ambas as sabedorias, a terrena e a celestial, para fundi-las como uma só e inundar o mundo até que seja cumprida a promessa do profeta:
“A terra ficará repleta com a consciência de D'us como a água cobre o oceano.” - Yeshayahu 11:9
Onde posso aprender a Cabalá autêntica?
Fale com seu rabino. Talvez ele esteja dando aulas sobre Cabalá, ou algum tópico a partir de uma perspectiva cabalística.

(REPOSTANDO E CORRIGINDO ALGUNS ERROS NO HEBRAICO HAHA)



(REPOSTANDO E CORRIGINDO ALGUNS ERROS NO
HEBRAICO HAHA)
"Quem pois, há de preservar-nos a vida? El SHADAI."
Curiosidade: quem sabe o que significa a palavra hebraica
SHADAI ?
Muitos dirão que significa “O Todo Poderoso” outros dirão que significa “O Onipotente, Onipresente e Onisciente” entre outras traduções, todas se referem a mesma Pessoa (HaShem) porém o que há por trás dessa palavra tão pequena e tão importante para que nosso povo siga existindo até os dias de hoje? A língua hebraica é cheia de mistérios, e muitas vezes os nomes que dizemos na verdade nem são nomes, são junção de algumas palavras que formam frases, e que tem um significado maravilho e merece ser descoberto.
Ex: a palavra Amen (quem muitos traduzem como “assim seja”) na verdade é a junção das iniciais da frase Adonai MElech Neeman. Que significa D’us é Rei e Fiel.
Mas a palavra que nos interessa agora é outra a palavra Shadai, o que significa? Por que ela está escrita em algumas mezuzot que pregamos em nossas portas? (algumas trazem somente a primeira letra da palavra o “Shin” que pode fazer referencia tanto ao Shem (Nome) de Adonai quanto a palavra Shadai (que também se refere a Adonai).
Pois bem ai vai a resposta:
A palavra Shadai é a junção das iniciais das palavras que forma a frase SHomer D'LATot Israel, que significa: O Guarda das portas de Israel por isso há o costume de se escrever essa palavra nas mezuzot, pois uma vez pregada na porta da casa, mostra que quem guarda as portas, a entrada, a saída e até mesmo a existência do povo judeu é Adonai o Guarda das portas de Israel!
Erev Tov Lekulam.
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gui

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SHALOM NÃO É PAZ!   


Venho elucidar agora, o significado da palavra Shalom,
Traduzida em erro como paz, se fosse isso, seria só bom!

Mas na verdade Shalom, à palavra Shalem alude.
Esta última significando pleno e a primeira PLENITUDE!

Por isso falei que paz, neste contexto apenas bom seria,
Pois plenitude é mais, implicando em plena harmonia!

Termino este verso que trás, quem está no erro, rumo á verdade,
Desejando paz e plenitude, aos que tenho, ou não, amizade!

M.Ventura!

                         A quem interessar possa. Encontrei o assento de batismo de um Francisco, filho de um PEDRO GUARDÊS DE MOURA...