quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Profeta Daniel Resumo Briográfico


Profeta Daniel Resumo Biográfico
Daniel (em hebraico דניאל) é um dos profetas da Bíblia. A sua vida e profecias estão incluídas no Livro Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Du's" ou "D'us assim julgou", ou ainda, "D'us é meu juiz"
No terceiro ano de Joaquim como rei de Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. Nabucodonosor conquistou, pilhou a cidade e levou objetos de sua conquista para a Babilônia e mandou colocá-los no templo do seu deus, na sala do tesouro. O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres. Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. Entre os que foram escolhidos estavam Daniel da tribo de Judá. Aspenaz lhe deu outro nome babilônico. Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, até mesmo pelos governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstâncias de sua morte. Mas ele possívelmente morreu em Susa, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba (imagem acima) onde estaria seu corpo, este lugar é conhecido como 'Shush-Daniel'.
O Livro de Daniel
O livro leva o nome de seu protagonista, no entanto vários livros do Tanach recebem o nome de seu principal herói como título, como por exemplo os livros de Josué, Samuel, Ester etc. Mas tal título não indica necessariamente que essa pessoa foi a autora do livro. No caso de Daniel além de protagonista ele é o provável autor do Livro. As evidências em favor dessa opinião são as seguintes:
  • O profeta Daniel fala em primeira pessoa em muitas passagens. Afirma que recebeu pessoalmente a ordem divina de preservar o livro. O fato de que existam seções nas quais o autor se refira a si mesmo em terceira pessoa não é estranho, já que esse estilo era frequente.
  • Somente um homem bem versado em assuntos babilônicos, poderia ter escrito quanto a fatos históricos que se encontram no livro.
O livro se divide em duas partes fáceis de distinguir. A primeira (Capítulos 1 a 6) é principalmente histórica. A segunda (Capítulos 7 a 12) tem um cunho profético. Apesar disto o livro constitui uma unidade literária. Para defender tal unidade apresentam-se os seguintes argumentos:
  • As diferentes partes do livro estão mutuamente relacionadas entre si.
  • A parte histórica contém uma profecia (Daniel 2) estreitamente relacionada com o tema das profecias que se encontram na última parte do livro (Daniel 7 a 12). O capítulo 7 amplia o tema tratado no capítulo 2. Há também uma relação evidente entre elementos históricos e proféticos.

A suposta discrepância cronológica entre Daniel 1:1 e Jeremias 25:1.

Jeremías sincroniza o 4.º ano de Joaquim de Judá com o primeiro ano de Nabucodonosor da Babilônia. No entanto, Daniel fala que a primeira conquista de Jerusalém efetuada por Nabucodonosor ocorreu no terceiro ano de Joacim, com o que indubitavelmente afirma que o primeiro ano de Nabucodonosor coincide com o terceiro ano de Joaquim. Antes da descoberta de registos dessa época que revelam variados sistemas de computar anos de reinado dos antigos monarcas, os comentaristas tinham dificuldade para explicar esta aparente discrepância. Tratavam de resolver o problema supondo uma convergência de Nabucodonosor com seu pai Nabopolasar ou pressupondo que Jeremías e Daniel localizavam os acontecimentos segundo diferentes sistemas de datas: Jeremías segundo o sistema judeu e Daniel segundo o babilônico.Resolveu-se a dificuldade ao descobrir que os reis babilonios, como os de Judá desse tempo, contavam os anos de seus reinados segundo o método do ¹"ano de ascensão". O ano em que um rei babilonio ascendia ao trono não se contava oficialmente como seu primeiro ano, mas como o ano de ascensão ao trono. Seu primeiro ano, é o primeiro ano completo no calendário, não começava até o próximo dia de ano novo, quando, numa cerimônia religiosa, tomava as mãos do deus babilônico Bel. Também sabemos por Flávio Josefo e pela Crônica que Nabucodonosor estava empenhado numa campanha militar na Palestina contra o Egito quando seu pai morreu e ele tomou o trono. Portanto, Daniel e Jeremías concordam completamente. Jeremías sincronizou o primeiro ano do reinado de Nabucodonosor com o quarto ano de Joaquim, enquanto Daniel foi tomado cativo no ano que subiu ao trono Nabucodonosor, ano que ele identifica como o terceiro de Joaquim.

Os idiomas do livro
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Como Esdras, uma parte do livro de Daniel foi escrita em hebraico e outra parte em aramaico.
Uma opinião aparentemente bem orientada é que as diferentes seções do livro foram escritas em diferentes ocasiões. Pelo fato de ser um culto servidor público do governo, Daniel falava e escrevia em vários idiomas. Provavelmente escreveu alguns dos relatos históricos e algumas das visões em hebreu, e outras em aramaico. Partindo desta suposição, o capítulo 1 teria sido escrito em hebreu, provavelmente durante o primeiro ano de Ciro, e os relatos dos capítulos 3 ao 6 em aramaico em diferentes ocasiões. As visões proféticas foram registradas na maior parte em hebreu (Daniel 8 a 12), ainda que a visão do capítulo 7 foi escrita em aramaico. Por outro lado, o relato do sonho de Nabucodonosor (Daniel 2) foi escrito em hebreu até o ponto em que se cita o discurso dos caldeos (Daniel 2:4) e desde este ponto até o fim da narração o autor usou o aramaico.
Ao final de sua vida, quando Daniel reuniu todos seus escritos para formar um só livro, é possível que não tivesse considerado necessário traduzir certas partes para dar ao livro unidade lingüística, já que sabia que a maior parte de seus leitores entenderiam os dois idiomas.
Aqueles que datam a origem de Daniel no século II a.e.c. têm também o problema de explicar por que um autor hebreu do período macabeo escreveu parte de um livro em hebreu e outra parte do mesmo em aramaico.
Também as peculiaridades ortográficas das seções arameas do livro de Daniel são parecidas às do arameo do Ásia ocidental dos séculos IV e III a.e.c., devido possivelmente a uma modernização do idioma, há diferenças notáveis. A ortografia não pode dizer-nos muito quanto à data quando se escreveu o livro. No máximo, as peculiaridades ortográficas podem indicar quando se fizeram as últimas revisões da ortografia.
Notas"1 - Método de calcular o tempo do governo dos reis. Nos registros históricos era costume, na Babilônia, calcular os anos de governo ou reinado de um rei como anos completos, a partir de 1.° de nissan. Os meses durante os quais o rei talvez tivesse realmente começado a governar antes de 1.° de nissan eram considerados como constituindo seu ano de ascensão, mas eram historicamente creditados ou contados como anos completos de governo do rei que o precedera.” – Estudo Perspicaz das Escrituras, Vol. 1, p. 144.  Texto baseado no original em inglês  da Enciclopédia Britanica

Quatro versos do Profeta Daniel

Quatro versos do Profeta Daniel:


Os missionários utilizam o capítulo 9 do Profeta Daniel como cumprimento de uma "profecia" sobre Jesus, de Nazaré. Com isto visam dar suporte a sua crença que o nazareno é o "messias" descrito nas Escrituras. No entanto, uma leitura mais atenta dos versículos e comparando traduções missionárias com hebraicas aparecem discrepâncias.
Observe que:
Versos em negrito - Bíblia Sagrada, versão da Imprensa Bíblica Brasileira, baseada na tradução de João Ferreira de Almeida.
Versos em azul - Bíblia Hebraica, baseada no Hebraico e à luz do Talmud e Fontes Judaicas, David Gorodovits e Jairo Fridlin.
9:2 - no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era setenta anos.
9:2 - ...eu, Daniel, examinava nos livros os cálculos sobre o número de anos que tinham se passado desde a revelação do Eterno ao profeta Jeremias, para compreender quanto faltava para que se completassem os 70 anos desde a destruição de Jerusalém.

9:24 - Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.
9:24 - Setenta períodos foram decretados sobre teu povo e sobre a cidade santa para dar por finda a transgressão, cessar o pecado, perdoar a iniqüidade e promover a justiça eterna, , confirmando a visão e a profecia, e consagrando o Santo dos Santos.
Setenta semanas...
Interessante observar que a palavra hebraica para semanas é shavua, aqui, especificamente o profeta usa shavuí, que em hebraico é semanal. O mais correto é próximo da tradução seria "períodos".
...fazer cessar...
Tradução errada: Em hebraico, "kalê" significa extingüir. Refere-se à extinção da transgressão que precedera o exílio na Babilônia.
...para dar fim aos pecados...


Tradução errada: para selar os sacrifícios pelas transgressões não intencionais.


...o santíssimo.


A forma colocada é intencional, para se fazer levar a Jesus. Na verdade, é sobre o Templo reconstruído. No original, Kodech kodachim. Este é o local mais santo do templo. O Santo dos Santos.
9:25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos
9:25 Saiba e compreenda: desde a proclamação da ordem para restaurar e reedificar Jerusalém até que seja ungido um princípe, passar-se-ão 7 períodos; durante 62 períodos será reconstruída com suas praças e seus fossos, enfrentando tempos difíceis.
...ungido...
Refere-se a Ciro, chamado pelo profeta de ungido (mesisas) antes de seu nascimento. Ver em Isaias 45:1
Assim disse o Eterno a Seu ungido, a Ciro...

(Isaias 45:1)

9:26 E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.
9:26 E depois dos 62 períodos será abatido o ungido e não haverá outro; o povo de um monarca que virá destruirá a cidade e o Santuário, mas por fim será arrastada por uma inundação; depois, até o final da guerra, grande destruição foi decretada.



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Sim! Jesus foi previsto por Daniel.




Sim! Jesus foi previsto por Daniel

Judaísmo Messiânico Não Existe
Os missionários que se apresentam como 'judeus messiânicos', distorcendo o termo para de forma rasteira enganarem judeus e afastá-lo de sua herança sempre insistem em afirmar que o Tanach (Torá - Profetas - Escritos) estão cheios de profecias sobre Jesus. Será mesmo? A resposta é que sim, realmente existe uma profecia de Daniel que fala sobre Jesus. O "evento" Jesus foi previsto pelo profeta, mais precisamente no capítulo 11 versículo 14. Para uma melhor compreensão reproduzimos abaixo o capítulo XI da Leis dos Reis do livro de Juízes de Mishné Torá.

1 - O Rei - Messias erguer-se-á, no futuro, e restaurará o reinado de Davi como nos dias de outrora, e a sua soberania original; reconstruirá o Templo e reunirá os dispersos do povo judeu. Voltarão a vigorar os sacrifícios, comemorações de anos sabáticos e jubileus, de acordo com as orientações que constam na Santa Torá. Todo aquele que não acredita nele(1) ou que não espera pela sua vinda, não renega apenas os outros profetas da Torá, mas a própria Torá e Moshê Rabênu, pois a Torá garantiu sua vinda, como está escrito: "...Então o Senhor teu D'us mudará tua sorte para o melhor e se compadecerá de ti...e te reunirá de entre os povos nos quais te havias dispersado" (Devarim 30:3-5). Estas palavras explícitas da Torá já incluem tudo o que foi dito(2) pelos profetas. Na própria parashá de Bilam (Bamidbar 24:17-18) consta uma profecia sobre os dois Messias, referindo-se ao primeiro, o Rei Davi, que salvou o povo judeu de seus opressores, e ao último Messias, que será seu descendente e redimirá o povo judeu no final: "eu vejo - mas não agora" (refere-se ao rei Davi); "eu o contemplo - mas não de perto" (refere-se ao Rei Messias); "uma estrela procedente de Jacó" (este é Davi); "um cetro erguer-se-á de Israel" (O Rei Messias); "e esmaga as cabeças de Moab": trata-se de Davi, como está escrito:"Ele venceu os moabitas e os mediu com um cordel" (Samuel Beit 8:2); " e dominará todos os filhos de Set";(3) - trata-se do Rei Messias, sobre quem está escrito: "O seu domínio irá de mar a mar" (Zacarias 9:10); "Edom se torna uma possessão" - tal passagem refere-se a Davi, como está escrito:"e os iduemues se tornaram súditos de Davi..." (Samuel Beit 8:6); "e Seir será uma herança...": aqui a referência é para o Rei Messias, como está escrito: "E os salvadores subirão a montanha de Sião para julgar a montanha de Esaú. Então este reino pertencerá ao Senhor" (Ab 1:21)

2 - Mesmo com relação às cidades de refúgio,(4) está escrito: "Quando o Senhor alargar as tuas fronteiras... acrescentarás ainda mais três cidades..." (Deuteronômio 19:8-9); isto ainda não aconteceu, e D'us não ordenou isto à toa. Quanto aos profetas, nem é preciso mencioná-los pois suas profecias estão cheias.(5)

3 - Não penses que o Rei Messias precisa fazer sinais e maravilhas, criar algo novo [como um "novo testamento"(5A)], ressuscitar os mortos ou realizar algum ato do gênero. Não é assim: Rabi Akiva, que foi um grande sábio dentre os sábios da Mishná, e também arauto do Rei Ben Coziva(6), dizia que aquele rei era o Rei Messias. Ele e os sábios de sua geração acreditavam que o mesmo era o Rei-Messias, até que foi morto pelo pecado(7). Quando (Ben Coziva) foi morto, todos souberam que ele não era o Rei-Messias - os sábios não lhe pediram sinal ou maravilha. O principal é o seguinte: a Torá, seus estudos e suas leis são eternos, nada se pode acrescentar ou subtrair deles.

4 - Um rei descendente de Davi, que se erga e se aprofunde no estudo da Torá, se ocupe com os Mandamentos como seu ancestral Davi, seguindo a Torá Escrita e a Oral,(8) que induza todo o povo judeu a andar nelas, a reforçar as suas brechas e a guerrear as batalhas do senhor:(9) este provavelmente será o Messias. Se ele fizer tudo, for bem-sucedido e construir o Beit Hamicdashe no seu devido lugar, reunindo o povo judeu, será o Messias com certeza, e restabelecerá o mundo todo fazendo todos servirem a D'us, juntos, como está escrito: "Então, darei aos povos lábios puros, para que todos possam invocar o nome do Senhor e servi-Lo sob um mesmo jugo" (So 3:9). Se ele não vier lograr tal êxito ou se for morto, saber-se-á então que não era quem a Torá nos garantiu, que era apenas um como todos os reis da casa de Davi, íntegros e bons, mas que faleceram. D'u só o terá feito existir para testar o povo: "Entre esses homens esclarecidos, alguns serão prostrados, a fim de que entre eles haja os que sejam acrisolados, purificados e alvejados, até o tempo do Fim., porque o tempo marcado ainda está por vir" (Daniel 11:35).

Mesmo sobre Jesus, de Nazaré, que pensava ser o Messias e que foi julgado pelo Bet Din já fora profetizado: "Muitos dentre o teu povo se insurgirão, erguendo-se como 'profetas' e fracassarão. (Daniel 11:14). Pode haver fracasso maior [que Jesus]? Todos os profetas falaram que o Messias vem redimir o povo judeu e salvá-lo, reunir os seus dispersos e fortalecer os Mandamentos: [Jesus], aquele causou a perda do povo judeu pela espada, dispersou seus sobreviventes e rebaixou-os, trocou a Santa Torá (por outros livros) e iludiu grande parte do mundo, para servir a outros deuses além de D'us. Porém, não está ao alcance do homem captar as intenções do Criador, pois, "os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos" (Isaias 55:8), tudo o que fizeram Jesus de Nazaré e o ismaelita,(10) que veio depois, é apenas uma forma de preparar o caminho para o Rei-Messias, moldando o mundo todo para servir a D'us conjuntamente, como está escrito: "Então darei aos povos lábios puros, para que todos possam invocar o Nome do Senhor e servi-Lo sob o mesmo jugo" (So 3:9). De que maneira? O mundo todo está repleto das idéias do Messias, as palavras da Torá e os Mandamentos espalharam-se pelas ilhas mais longínquas e por inúmeros povos de coração duro, eles discutem todos esses assuntos e os mandamentos da Torá dizendo: 'estes preceitos são verdadeiros, porém não são mais obrigatórios hoje em dia'. Outros dizem: 'há mistérios, e é preciso dar uma interpretação diferente, pois o Messias já veio e revelou o segredo...' Quando vier o Messias (Verdadeiro), e quando ele triunfar, ele se elevará,(11) então, de imediato, todos reconhecerão que herdaram apenas falsidades de seus antepassados, e seus "profetas" e ancestrais os iludiram.

Mishné Torá,Leis dos Reis, capítulo XI do livro Juízes. 1 - No Messias; 2 - Posteriormente a Moisés, o que seria dito depois pelos profetas; 3 - Os sábios debatem como será o "domínio sobre os filhos de Set" (terceiro filho de Adão e Eva, do qual adveio toda a humanidade): uns acham que, após terem recebido os castigos merecidos, os outros povos serão redimidos, mas num nível inferior ao do povo judeu; outros sábios acham que eles não terão nenhum destaque, mas ficarão submetidos aos judeus; 4 - Leia Números 35:9-34; Êxodo 21:13-14, Deuteronômio 19:1-13; 5 - De referências ao Messias;5A - Nota deste editor; 6 - é o Bar Cohvá, que viveu 52 anos após a destruição do Beit Hamicdashe, liderando a revolta contra Roma do ano 135 da era comum; 7 - De ter assassinado o Rabi Elazar Ha-Modai; 8 - Talmude, tanto o da Babilônia, como o de Jerusalém. Ver na introdução.; 9 - Contra os inimigos do povo judeu; 10 - Maomé. Os sábios explicam que todos os acontecimentos e fatos, individuais ou mundiais, são Providência Divina, são meios e caminhos, com o objetivo de revelar a Divindade, só que, se o homem ou pessoa tem mérito, essa Revelação vem pelo lado positivo, e se não, pelo lado negativo; 11 - À liderança.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma Breve História dos Anoussitas


UMA BREVE HISTORIA DOS ANOUSSITAS








RETIRADO DA REVISTA JUDAICA



Uma parte da sociedade brasileira, incluindo parte da comunidade judaica, desconhece tudo - ou quase tudo - sobre os marranos.(bene anoussim) A outra parte tem conhecimentos superficiais, não muito precisos historicamente. É comum, por exemplo, ouvir essas pessoas comentando que marranos eram os judeus portugueses que mudaram seus nomes hebraicos para portugueses, geralmente de plantas e animais.
Embora isso de fato tenha ocorrido como evidenciam alguns Oliveira, Pereira, Carneiro e Lobo, não só nomes identificados com a fauna e a flora foram usados por aqueles judeus. O universo de nomes portugueses adotados pelos marranos engloba praticamente todos os nomes próprios usados pelos lusitanos, conforme constatamos em Raízes Judaicas no Brasil, de Flávio Mendes Carvalho(1). Aos interessados no assunto recomendo meu livro Os Marranos e a Diáspora Sefardita(2).



Outro erro freqüente entre os que têm noções sobre os marranos é relacionar a designação com "porcos" da língua espanhola. De fato, a tradução literal é coincidente, mas o termo "marrano" é muito mais transcendente, segundo explicações de especialistas como David Gonzalo Maeso ("A respeito da etimologia do vocábulo marrano", em Os Marranos, coletânea organizada por Nachman Falbel e Jacó Guinsburg) e Elias Lipiner (Santa Inquisição: Terror e Linguagem). Com base nestes estudos, semanticamente é mais correto e espiritualmente mais justo, entender o termo marrano como a junção das palavras hebraicas mar (amargo) e anussim (forçados). Isto é: os forçados amargamente a deixar o judaísmo.
Nesse ponto, o da religiosidade, há ainda aqueles que dizem que os marranos traíram o judaísmo para usufruir a vantagem de uma cômoda conversão ao catolicismo. Qual a vantagem, pergunto? A aparente vantagem era enganosa, e aqueles judeus sabiam e sentiam na pele que ao aceitar a religião imposta, aceitavam também ser julgados como hereges cristãos ao praticar ritos judaicos clandestinamente. Então, uns poucos privilegiados (e mesmo assim necessitando de muita sorte) conseguiam sair de Portugal rumo à Holanda, Turquia, Marrocos, Brasil. Outros realmente optavam por morrer queimados gritando o Shemá Israel!(3) E não foram poucos.
Os inquisidores, percebendo que a armadilha da conversão não atraía o número esperado de judeus que seriam logo acusados e condenados sumariamente, enquanto seus bens iam para a Igreja, trataram de fazer a Inquisição funcionar a pleno vapor. A metáfora lembra de perto os campos de extermínio nazistas. Entrava em cena a "Fábrica de judeus", expressão criada pelo dominicano e deputado da Inquisição, Domingos de São Tomás (1640-1670).
Com isso, desde o final do século 15, milhares de judeus foram oficialmente tornados cristãos em Portugal, por decreto. Nessa situação, não havia a opção nem de sair do país, nem de morrer na fogueira. Muitos se suicidaram! não concordamos com um suicídio coletivo. Nem a Torá concorda! Quando Moshe Maimon respondeu aos judeus iemenitas no século 12, recomendou que aceitassem o Islão em vez do suicídio coletivo. Em sua sabedoria, Maimon intuía que a história faria justiça aos descendentes daqueles judeus do Iêmen que foram obrigados a deixar sua fé mosaica. A história também faria justiça aos marranos.
Quem acha que os marranos traíram o judaísmo por conveniência, comete duplo erro: histórico e moral. Os marranos não tiveram opção. Nem o suicídio era opção. Torturados física e psicologicamente, mães assistiam, inertes, a seus filhos serem raptados pela Igreja para serem criados em lares católicos, enquanto outras crianças judias eram abandonadas na ilha africana de São Tomé para serem devoradas pelos animais. Pergunto de novo: Qual a vantagem do judeu se tornar cristão nessa sociedade?
Por último, o grande erro de muita gente é dizer que a Inquisição aconteceu "Há tanto tempo" que nenhum descendente daqueles judeus poderia reivindicar seu direito de pertencer ao povo de Israel hoje. A história tem seu curso natural e não se apavora com 500 anos. Os marranos brasileiros da atualidade que, por convicção própria, desejam retornar ao judaísmo devem ser acolhidos de braços abertos pela comunidade organizada.
A bem da verdade, as conversões forçadas em Portugal e Espanha se intensificaram há 500 anos. A Inquisição só parou de perseguir os judeus nas primeiras décadas do século passado. Visto assim, a história é bem mais recente.
O trabalho por nós desenvolvido, no sentido de recuperar a herança judaico-marrana no Brasil, tem encontrado muita receptividade em pessoas apaixonadas pelo judaísmo, pelo Estado de Israel, pela cultura judaica, e que desejam sinceramente fazer o caminho de volta, teshuvá. Felizmente, a receptividade por parte de rabinos, intelectuais e lideranças comunitárias judaicas tem sido muito favorável para receber e integrar comunitariamente também esses Filhos da Aliança. Notas:




1) Ed. Nova Arcádia, São Paulo, 1992.
2) Ed. Capital Sefarad, São Paulo, 1995.
3) "Ouve ó Israel!", uma das principais orações da liturgia judaica, que reafirma a unicidade de Deus.

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sábado, 2 de julho de 2011

A odisséia dos marranos


A odisséia dos marranos
segundo Hélio Daniel Cordeiro ROBERTO NONATO Entrevista concedida por Hélio Daniel Cordeiro à Rádio CBN - Central Brasileira de Notícia.
Desde quando você pesquisa sobre os marranos brasileiros?
Eu comecei a trabalhar esse tema a partir de 1990, dado ao insistente número de pessoas que me procuravam, fosse pessoalmente, ou através de cartas e telefonemas, buscando informações sobre suas possíveis origens judaicas.
Comecei a receber, também, regularmente, através do Consulado de Israel, Federação Israelita do Estado de São Paulo, Congregação Israelita Paulista e outras entidades judias, várias correspondências de todas as partes do Brasil, e até do Exterior, de pessoas buscando informações sobre genealogia, história e religião judaica.
Foi quando decidi aprimorar a divulgação do assunto, para oferecer respostas mais completas aos milhares de interessados que me contatavam.
Desde quando existem marranos no Brasil?
Isso tem pelo menos 500 anos. Tudo começou com a expulsão dos judeus da Espanha em 1492, antes ainda do Descobrimento do Brasil. 1492 é um ano que coincide (sem ser exatamente uma coincidência, por paradoxal que seja) com a Descoberta da América. O que se sabe hoje (e há muito ainda por ser desvendado) é a grande presença de pessoas de origem judaica na frota do descobridor Cristóvão Colombo e, posteriormente, na frota de Pedro Álvares Cabral.
Qual foi a participação dos judeus na Descoberta da América?
É evidente o fato da participação judaica, num primeiro plano, e de judaizantes (judeus ocultos), num segundo momento, que atuaram em campos da astronomia e no financiamento das expedições marítimas para o Novo Mundo.
O termo "marrano" ainda é usado?
Sim, o termo "marrano" ainda é usado até hoje. Há uma grande controvérsia sobre sua origem e significado. Eu em particular (juntamente com uma linha de pesquisadores), entendo que o termo "marrano" é originário da palavra hebraica anussim, ou seja, "conversos forçados". É exatamente o caso daqueles judeus que tiveram de abandonar o judaísmo, ao menos formalmente, e passar a aparentar uma vida pública como católicos.
Como você tomou contato com o rabino reformista Jacques Cukierkorn?
O rabino Jacques Cukierkorn é brasileiro, fez a faculdade rabínica nos Estados Unidos e ali vive e trabalha como líder espiritual de uma sinagoga.
Eu tenho contato com o Cukierkorn desde o início dos anos 90, justamente quando ele preparava uma dissertação rabínica nos Estados Unidos. Foi quando ele voltou ao Brasil para levantar informações para sua tese e solicitou minha ajuda para seu projeto.
Desde então, nosso intercâmbio é regular justamente pelo seu interesse no assunto e por eu estar inserido, vamos dizer assim, no campo fértil que é o Brasil, onde estão os marranos buscando descobrir suas raízes.
A que se deveu a recente visita do rabino Cukierkorn e do professor James Ross ao Brasil?
Como normalmente acontece, uma coisa leva à outra. Cukierkorn teve contato com este pesquisador estadunidense, James Ross, que foi contratado pela tradicional editora anglo-americana Penguin Books, justamente para levantar informações no Brasil para a edição de um livro sobre grupos judaicos ao redor do mundo, livro este que já está com o contrato assinado.
Ross e Cukierkorn passaram por São Paulo, ocasião em que lhes forneci uma série de informações de vivência pessoal e de arquivo sobre os marranos brasileiros. Eles depois seguiram para Recife, Natal e Manaus.
Qual foi a participação dos cristãos-novos na história do Brasil?
A participação dos cristãos-novos, ou judaizantes, foi muito importante em toda a história brasileira.
- O tradutor da frota de Cabral era um converso, Gaspar da Gama.
- Grande número de bandeirandes, aqueles corajosos desbravadores das selvas brasileiras, era constituída por elementos claramente cristãos-novos. João Ramalho fundou o primeiro município do Brasil, São Vicente, em 1532.
- O padre José de Anchieta, poeta e fundador da cidade de São Paulo (1554) era filho de mãe judia, logo, pela Halachá (o código das leis judaicas), pode ser também considerado judeu.
- Jorge Fernandes é considerado o primeiro médico a atuar no Brasil. Chegou junto com o segundo governador-geral, Duarte da Costa.
- No final do século XVI e início do XVII, um dos primeiros autores sobre as terras brasileiras foi Ambrósio Fernandes Brandão, cristão-novo autor da célebre Diálogos das Grandezas do Brasil (c.1618).
- Mais ou menos na mesma época apareceu outro poeta marrano, Bento Teixeira, autor da clássica Prosopopéia.
- Diogo Fernandes foi o maior técnico em cana-de-açúcar do período colonial.
- A segunda metade do século XVII viu aparecer em Recife a primeira comunidade judaica organizada do Novo Mundo, sob a liderança religiosa do rabino Isaac Aboab da Fonseca.
- Estou inclinado a crer (e há outros estudiosos também) que o padre Antônio Vieira era de origem cristã-nova.
- No século XVIII viveu no Rio de Janeiro o primeiro dramaturgo brasileiro, Antônio José da Silva, queimado pela Inquisição em Lisboa por práticas judaizantes. Sua vida foi tema do premiado filme de Jom Tob Azulay, O Judeu.
- No final do século XIX outra figura importante de origem marrana foi Deodoro da Fonseca, o presidente que inaugurou a República no País.
- No século XX, são conhecidas as origens e afinidades marrânicas do cineasta Glauber Rocha, do pedagogo Anísio Teixeira, dos cantores Elis Regina e Alceu Valença, dentre outras figuras artísticas e públicas.
Além de origem genealógica judaica, todas estas pessoas vão além porque existe nelas uma identidade de mentalidade, com aspectos miscigenados de judaísmo, catolicismo, protestantismo e agnosticismo.
Como tem sido a divulgação destas pesquisas?
O interesse pelo tema dos judeus na formação do Brasil tende a crescer de uma forma mais intensa nos próximos anos, em virtude das comemorações dos 500 anos do Descobrimento.
Ainda existe muita coisa por ser pesquisada, mas já recolhi bastante material inédito, que está sendo trabalhado e que será divulgado ao grande público brevemente, não apenas à sociedade brasileira, mas para pesquisadores de todo o mundo.
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Tags: marranos

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sêfer Yetzirá


Veja tambem O Sefer Yetsirá em Hebraico.

Quando falta uma coisa na criação é porque ainda não é sua hora de existir quando é o momento ela aparece e nos traz muita luz.
Temos ai o sefer yetsirá transcrito por meu amigo o cabalista William que vem aqui trazer luz e sabedoria a todos que estudam Cabalah.
Fica ai a disposição de todos que a luz infinita esteja com todos e com William por este préstimo a nós cabalistas shalom.
Claudinei [08 de novembro2008]


Prefácio

Durante todo este tempo, pessoas possuidoras de conhecimento de manuscritos e conhecimentos místicos vieram a tornar-los secretos e ocultos. Com isso muito do conhecimento de hoje é duvidoso por não se saber a origem, ou qual das versões existentes são verdadeiras.
Deixo aqui minha colaboração para que as pessoas destinadas a adquirir e merecer o entendimento deste manuscrito Sêfer Ietzsirá (versão Gra) aqui digitado, venha a concebê-lo agora e em épocas futuras através de toda e qualquer tecnologia, mesmo ainda não criada hoje que venha a comunicar-lhe de forma fiel a sua original mensagem para os destinados a essa “iluminação”.

William S.L.C. (Novembro de 2008)


Sêfer Yetzirá


א
1:1

Com 32 caminhos místicos de Sabedoria
Gravou Yah
O Senhor dos Exércitos
O Deus de Israel
O Deus vivo
Rei do Universo
El Shadai
Clemente e Misericordioso
Elevado e Exaltado
Que mora na Eternidade
Cujo nome é sagrado -
Ele é sublime e sagrado -
E criou Seu universo
Com três livros (Serafim)
Com texto (sêfer)
Com numero (Sefar)
E com comunicação (Sipur).


1:2

Dez Sefirot do nada
E 22 letras Fundação:
Três Mães
Sete Duplas
E doze Elementares.

1:3

Dez Sefirot do nada
No numero dos dez dedos
Cinco opostos a cinco
Com uma única aliança
Precisamente no meio
Na circuncisão da língua
E na circuncisão do membro.

1:4

Dez Sefirot do nada
Dez e não nove
Dez e não onze
Entende com sabedoria
Sê sábio com Entendimento.
Examina com elas e sonda delas.
Faz com que [cada] coisa se erga sobre sua essência
E faz o Criador sentar em Sua base.

1:5

Dez Sefirot do nada.
Sua medida é dez
Que não têm fim
A profundidade do principio,
A profundidade do fim,
A profundidade do bem,
A profundidade do mal,
A profundidade do acima,
A profundidade do abaixo,
A profundidade do leste,
A profundidade do oeste,
A profundidade do norte,
A profundidade do sul,
O Mestre único,
Deus, Rei, Fiel,
Domina sobre todas elas
Desde sua Santa morada
Até a eternidade das eternidades.



1:6

Dez Sefirot do Nada
Sua visão é como a “aparição do relâmpago”
Seu limite não tem fim.
E sua palavra nelas esta “correndo e retornando”.
Apressam-se (precipitam-se) a Seu dito como um furacão
E diante de seu trono elas se prostram.

1:7

Dez Sefirot do nada.
Seu fim esta contido em seu começo (delas)
E seu começo no seu fim,
Como uma chama em uma brasa incandescente
Porque o Mestre é único,
Ele não tem segundo
E antes do Um, o que você conta?

1:8

Dez Sefirot do Nada
Refreia tua boca de falar
E teu coração de pensar.
E seu coração corre
Retorna ao lugar.
Por isso está escrito:
“As Chaiot corriam e retornavam” (Ezequiel 1:24).
A respeito disto uma aliança foi feita.

1.9

Dez Sefirot do Nada:
Um é o fôlego do Deus vivo
Abençoado e bendito é o nome
Da vida dos Mundos,
A voz do fôlego e a palavra,
E este é o fôlego Santo.

1:10

Dois: Fôlego do Fôlego.
Com estes Ele gravou e esculpiu
22 Letras Fundação
Três Mães
Sete Duplas
E Doze Elementares
E um só Fôlego vem delas.

1.11

Três: Água do Fôlego.
Com esta Ele gravou e esculpiu
[22 letras]
[do] caos e vazio
[da] lama e barro.
Ele as gravou como um tipo de jardim
Ele as esculpiu como um tipo de muro
Ele as cobriu com um tipo de teto
[e Ele derramou neve sobre elas
E elas se tornaram em pó
Segundo está escrito:
“para a neve Ele disse:
Torna-te terra” (jô 37:6).]

1:12

Quatro: Fogo da Água.
Com estes Ele gravou e esculpiu
O Trono de Gloria,
Serafim, Ofanim e sagradas Chaiot
E anjos Ministros.
Destes três Ele fundou Sua morada
Como esta escrito (Salmos 104:4):
“Ele faz Seus anjos de fôlegos,
Seus ministros de fogo flamejante”.

1:13





Ele escolheu três letras entre as elementares
[no ministério das três mães Alef Mem Shin (שמא)]
Estabeleceu-as em Seu grande Nome
E com elas Ele selou seis extremidades.
Cinco: selou o “alto”, voltou-se para cima
E o selou com o Yod Hê Vav (והי)
Seis: selou o “abaixo”, voltou-se para baixo
E o selou com o Hê Yod Vav (ויה)
Sete: selou o “leste”, voltou-se diretamente para a frente
e o selou com o Vav Yod Hê (היו)
Oito: selou o “oeste”, voltou-se para trás
e o selou com o Vav Hê Yod (יהו)
Nove: selou o “sul”, voltou-se para direita
e o selou com o Yod Vav Hê (הוי).
Dez: selou o “norte”, voltou-se para esquerda
e o selou com o Hê Vav Yod (יוה).

1:14

Estas São as Dez Sefirot do Nada.
O Fôlego do Deus Vivo,
Fôlego do Fôlego,
Água do Fôlego,
Fogo da Água,
Acima, abaixo, leste, oeste, norte, sul.


ב
2:1

Vinte e duas letras fundação:
Três Mães
Sete Duplas
E Doze Elementares.
As Três Mães são Alef Mem Shim (שמא),
Sua fundação é
Um prato da balança do mérito
Um prato da balança da responsabilidade
E a língua do decreto decidindo entre eles.
[Três Mães são Alef Mem Shim (שמא)]
Mem zumbe, Shin chia
E Alef é o Fôlego do ar decidindo entre elas.]

2:2

Vinte e duas letras Fundação:
Ele as gravou, esculpiu,
Permutou, pesou, transformou,
E com elas, Ele descreveu tudo o que formou
E tudo o que seria formado.

2:3

Vinte e duas letras Fundação
Ele as gravou com a voz
As esculpiu com o fôlego
As estabeleceu na boca
Em cinco lugares.
Alef Chet Hê Áyin (עהחא) na garganta (guturais)
Guimel Yod Caf Quf (קKיג) no palato (palatais)
Dalet Tet Lamed Nun Tav (תנלטד)
Na língua (linguais)
Záyin Sámech Shin Resh Tsadi (צרשסז)
Nos dentes (dentais)
Bet Vav Mem Pê (פמוB) nos lábios (labiais)

2:4

Vinte e duas letras Fundação:
Ele as colocou em um circulo
Como um muro com 231 Portões.
O circulo oscila para frente e para trás. (de um lado para outro).
Um signo para isto é:
Não há nada no bem superior ao Deleite (Oneg - גנע)
Não há nada no mal mais baixo que a Praga (lepra) (Nega - עגנ).

2:5

Como?
Ele as permutou, pesou e transformou,
Alef com todas e todas com Alef.
Bet com todas e todas com Bet
Repetem-se em um ciclo
E existem em 231 Portões.
Resulta que tudo que é formado
E tudo o que é falado
Emana de um Nome.

2:6

Ele formou a substancia a partir do caos
E fez a não existência vir à existência
Ele entalhou grandes pilares do ar
Que não pode ser agarrado,
Isto é um sinal
[Alef com todas e todas com o Alef]
Ele prevê, transforma e faz
Tudo que é formado tudo que é falado:
Um Nome.
Um sinal desta coisa:
Vinte e dois objetos em um único corpo.


ג
3:1

Três Mães: Alef Mem Shin (שמא)
Seu fundamento é
Um prato da balança do mérito
Um prato da balança da responsabilidade
E a língua do decreto decidindo entre eles.

3:2

Três Mães: Alef Mem Shin (שמא)
Um grande segredo místico
Coberto e selado com seis anéis
E delas emanaram o ar, a água e o fogo,
E delas nascem Pais,
E dos Pais, descendentes.

3:3

Três Mães: Alef Mem Shin (ש מ א)
Ele as gravou, esculpiu,
Permutou, pesou
E as transformou,
E com elas Ele descreveu
Três Mães AMSh (שמא) no Universo,
Três Mães AMSh (שמא) no Ano,
Três Mães AMSh (שמא) na Alma,
Macho e fêmea


3:4

Três Mães: Alef Mem Shin (שמא)
No universo são o ar, a água e o fogo.
O Céu foi criado do fogo,
A Terra foi criada da água
E o ar do Fôlego decide entre eles.

3:5

Três Mães: AMSh (שמא)
No ano são
O calor
O frio
E o temperado.
O calor é criado do fogo,
O frio é criado da água,
E o temperado do Fôlego, decide entre eles.


3:6

Três Mães: Alef Mem Shin (שמא)
Na Alma, macho e fêmea,
São a cabeça, o ventre e o peito.
A cabeça é criada do fogo,
O ventre é criado da água
E o peito, do fôlego,
Decide entre eles.


3:7

Ele fez a letra א reinar sobre o Fôlego
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com elas Ele formou
O ar do Universo,
O temperado no Ano
E o peito na Alma:
O macho com o AMSh (שמא)
E a fêmea com o AShM (משא).

3:8

Ele fez a Mem (מ) reinar sobre a água
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com elas Ele formou
A terra no Universo,
O frio no Ano
E o ventre na Alma:
O macho com o MASh (שאמ)
E a fêmea com o MShA (אשמ).


3:9

Fez a Shin (ש) reinar sobre o fogo
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com elas Ele formou
O céu no Universo,
O calor no Ano
E a cabeça na Alma:
O macho com o ShAM (מאש)
E a fêmea com o ShMA (אמש).


ד

4:1

Sete Duplas.
Bet (ב), Guímel (ג), Dalet (ד),
Caf (כ), Pê (פ), Resh (ר), Tav (ת).
Dirigem-se com duas línguas
Bet-Vet, Guímel-Ghímel, Dalet-Dhalet,
Caf-Chaf, Pê-Fê, Resh-Rhesh, Tav-Thav.
Uma estrutura de suave e dura,
Forte e fraca

4:2

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב)
Sua fundação é
Sabedoria, riqueza, Semente (esperma),
Vida, Domínio, Paz e Graça.

4:3

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב).
Na fala e na transposição.
O transposto da Sabedoria é a loucura,
O transposto da Riqueza é a Pobreza;
O transposto da Semente é a Desolação,
O transposto da Vida é a Morte,
O transposto do Domínio é a Sujeição
O transposto da Paz é a Guerra,
O transposto da Graça é a Fealdade.


4:4

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב).
Acima e abaixo
Leste e oeste
Norte e sul
E o palácio Santo precisamente no centro
E sustenta a todas elas.

4:5

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב).
Sete e não seis.
Sete e não oito.
Examina com elas
E perscruta com elas.
E faz o Criador sentar em sua base (Seu lugar).

4:6

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב). Da Fundação
Ele as gravou, entalhou,
Permutou, pesou.
E com elas Ele formou,
Sete planetas no universo,
Sete dias no Ano,
Sete portas na Alma,
Macho e fêmea.
4:7

Sete planetas no universo:
Saturno, Júpiter, Marte,
Sol, Vênus, mercúrio, Lua.
Sete dias no Ano:
Os sete dias da semana.
Sete portas na Alma, macho e fêmea.
Dois olhos, dois ouvidos, duas narinas,
E a boca.

4:8

Ele fez a letra Bet (ב) reinar sobre a Sabedoria
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
A lua no Universo,
O domingo no Ano,
O olho direito na Alma,
Macho e fêmea.

4:9

Ele fez a letra Guímel (ג) reinar sobre a Riqueza
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Marte no Universo,
A segunda-feira no Ano,
O ouvido direito na Alma,
Macho e fêmea.

4:10

Ele fez a letra Dalet (ד) reinar sobre a Semente
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
O Sol no Universo,
A terça-feira no Ano,
A narina direita na Alma,
Macho e fêmea.


4:11

Ele fez a letra Caf (כ) reinar sobre a Vida
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Vênus no Universo,
A quarta-feira no Ano,
O olho esquerdo na Alma,
Macho e fêmea.

4:12

Ele fez a letra Pê (פ) reinar sobre o Domínio
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Mercúrio no Universo,
A quinta-feira no Ano,
O ouvido esquerdo na Alma,
Macho e fêmea.

4:13

Ele fez a letra Resh (ר) reinar sobre a Paz
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Saturno no Universo,
A sexta-feira no Ano,
A narina direita na Alma,
Macho e fêmea.


4:14

Ele fez a letra Tav (ת) reinar sobre a Graça
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Júpiter no Universo,
A Shabat no Ano,
A boca na Alma,
Macho e fêmea.

4:15

Sete duplas: BGDCPRT (ת ר פ כ ד ג ב).
Com elas foram gravados
Sete universos, sete fundamentos,
Sete terras, Sete mares,
Sete rios, Sete desertos,
Sete dias, Sete semanas,
Sete anos, Sete períodos sabáticos,
Sete jubileus
E o Palácio Santo.
Por isso, Ele fez os sete amados
Sob todos os céus.

4:16

Duas pedras constroem 2 casas,
Três pedras constroem 6 casas
Quatro pedras constroem 24 casas
Cinco pedras constroem 120 casas
Seis pedras constroem 620 casas
Sete pedras constroem 5.040 casas.
A partir daqui sai e calcula
O que a boca não pode dizer
E o ouvido não pode ouvir


ה

5:1

Doze Elementares:
Hê (ה), Vav (ו), Záyin (ז),
Chet (ח), Tet (ט), Yod (י),
Lamed (ל), Nun (נ), Samech (ס),
Áyin (ע), Tsadi (צ),Quf (ק),.
Sua fundação é:
Fala, pensamento, movimento,
Vista, ouvido, ação,
Coito, olfato, sonho,
Ira, gosto, riso.

5:2

Doze Elementares HVZChTYLNSÁTsQ (קצעסנליטחזוה)
Seu fundamento é os doze limites diagonais.
O limite leste superior
O limite leste boreal (situado ao norte, setentrional)
O limite leste inferior
O limite sul superior
O limite sul oriental (do leste)
O limite sul inferior
O limite oeste superior
O limite oeste austral (do sul)
O limite oeste inferior
O limite norte superior
O limite norte ocidental (do oeste)
O limite norte inferior.
Eles se estendem continuamente até a eternidade
Das eternidades
E eles são os limites do Universo.

5:3

Doze Elementares
HVZChTYLNSÁTsQ (קצעסנליטחזוה)
Seu fundamento é [que]
Ele as gravou, esculpiu, permutou,
Pesou e as transformou,
E com elas Ele formou,
Doze constelações no Universo,
Doze meses no Ano,
E Doze diretores na Alma,
Macho e fêmea.

5:4

Doze constelações no Universo:
Áries (Talê, o Carneiro)
Touro (Shor, o Touro)
Gêmeos (Teomim, os Gêmeos)
Câncer (Sartan, o Caranguejo)
Leão (Ari, o Leão)
Virgem (Bétula, a Virgem)
Libra (Moznáym, a Balança)
Escorpio (Acrav, ele Escorpião)
Sagitário (Keshet, o Arqueiro)
Capricórnio (Guedi, o Cabrito)
Aquário (Deli, o Aguador)
Peixes (Daguim, o Peixe)

5:5

Doze meses no Ano:
Nissan, Iyar, Sivan,
Tamuz, Av, Elul,
Tishrê, Cheshvan, Kislev,
Tevet, Shevat e Adar.


5:6

Doze diretores na alma
Macho e fêmea.
As duas mãos, os dois pés,
Os dois rins,
A vesicular biliar, os intestinos,
O fígado, o kurkeban,
A kevá, o baço.

5:7

Ele fez a letra Hê (ת) reinar sobre a fala
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Áries no Universo
Nissan no Ano
E o pé direito na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Vav (ו) reinar sobre o pensamento
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Touro no Universo
Iyar no Ano
E o rim direito na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Záyin (ז) reinar sobre o movimento
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Gêmeos no Universo
Sivan no Ano
E o pé esquerdo na Alma, macho e fêmea.


5:8

Ele fez a letra Chet (ח) reinar sobre a vista
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Câncer no Universo
Tamuz no Ano
E a mão direita na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Tet (ט) reinar sobre a audição
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Leão no Universo
Av no Ano
E o rim esquerdo na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Yod (י) reinar sobre a ação
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Virgem no Universo
Elul no Ano
E a mão esquerda na Alma, macho e fêmea.

5:9

Ele fez a letra Lamed (ל) reinar sobre o coito
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Libra no Universo
Tishre no Ano
E a vesícula biliar na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Nun (נ) reinar sobre o olfato
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Escorpião no Universo
Cheshvan no Ano
E ao intestino na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Sámech (ס) reinar sobre o sonho
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Sagitário no Universo
Kislev no Ano
E a Kevá na Alma, macho e fêmea.

5:10

Ele fez a letra Áyin (ס) reinar sobre a ira
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Capricórnio no Universo
Tevet no Ano
E o fígado na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Tsadi (צ) reinar sobre o gosto
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Aquário no Universo
Shevat no Ano
E o Kurkeban na Alma, macho e fêmea.

Ele fez a letra Quf (ק) reinar sobre o riso
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com Elas Ele formou
Peixes no Universo
Adar no Ano
E o baço na Alma, macho e fêmea.

Ele as fez como um recipiente
As arrumou como um muro
As estabeleceu como para uma batalha.


ו

6:1

Estas são as Três Mães AMSh (שמא)
E delas emanaram três Pais,
E são eles o ar, a água e o fogo,
E dos Pais, descendentes.
Três Pais e seus descendentes,
E sete planetas e seus exércitos,
E doze limites diagonais.
Uma prova disto:
Testemunhas verdadeiras no Universo, Ano e Alma,
E uma regra de doze
Sete e três:
Ele os colocou no Teli, no Ciclo e no Coração.

6:3

O Teli no Universo é como um rei em seu trono.
O ciclo no Ano é como um rei na província.
O coração na Alma é como um rei na guerra.

6:4

“Deus também fez um oposto ao outro” (Eclesiastes 7:14).
O bem oposto ao mal,
O mal oposto ao bem.
O bem vem do bem,
O mal vem do mau.
O bem define o mal
E o mal define o bem.
O bem é guardado para os bons
E o mal é guardado para os maus.

6:5

Três:
Cada um se ergue por si só
Alguém atua como advogado
Outro atua como acusador
E outro decide entre eles.
Sete:
Três opostos a três
E alguém é a regra que decide entre eles.
Doze estão em guerra:
Três amam,
Três odeiam,
Três dão a vida
E Três matam.
Três amam: o coração e os ouvidos.
Três odeiam: o fígado, a bílis e a língua.
Três dão a vida: as duas narinas e o baço.
Três matam: os dois orifícios e a boca.
E Deus, Rei fiel, governa-os a todos
Desde Sua Santa habitação
Até a eternidade das eternidades.
Um sobre três
Três sobre sete
E sete sobre doze,
E todos estão unidos, um com o outro.

6:6

Estas são as vinte e duas letras
Com as quais gravou
Ehye, Ya, YHVH Elohim, YHVH,
YHVH Tsebaot, Elohim Tsebaot, El Shadai,
YHVH Adonai;
E com elas Ele fez três livros,
E com elas Ele criou seu Universo,
E com elas Ele formou tudo o que foi formado
E tudo o que poderá ser formado.

6:7

E quando Abraham, nosso pai, que descanse em paz,
Olhou, viu, entendeu, perscrutou, gravou e entalhou.
Ele foi bem sucedido na criação tal e como esta escrito:
“e as almas que eles tinham feito em Haran” (Gênesis 12:5).
Imediatamente foi revelado para ele o Mestre de Tudo,
Seja Seu Nome Abençoado para sempre,
Ele colocou em seu seio, beijou-o na cabeça,
E Ele o chamou: “Abraham, meu amado” (Isaías 41:8).
Fez uma aliança com ele e com seus filhos depois dele para sempre,
Como esta escrito: “E ele acreditou em Deus e (Ele) considerou como retidão” (Gênesis 15:6).
Ele fez aliança com ele, uma aliança
Entre os dez dedos de suas mãos –
Esta é a aliança da língua, e entre os dez dedos de seus pés –
Esta é a aliança da circuncisão.
E ele uniu as 22 letras da Tora à sua língua
E revelou a ele seu mistério.
Ele as inundou em águas,
Inflamou-as com fogo,
Agitou-as com Fôlego,
Queimou-as com os sete (planetas),
E dirigiu-as com as doze constelações.
Postado por קְלַאוּדִינֵי

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