segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O QUE A CABALA DIZ SOBRE...


O QUE A CABALA DIZ SOBRE...

Almas gêmeas

Quem acredita na máxima popular que diz que os opostos se atraem está enganado. No livroTransforme sua vida com a Cabala (Universo dos Livros), o autor Rodrigo Rudiger explica que na filosofia cabalística existe a chamada “equivalência de qualidades”. Isso significa que, se dois objetos espirituais forem idênticos em suas qualidades, eles se unirão em um sentimento mútuo, que engloba todos os outros sentimentos. Esse é o amor: a aproximação dos desejos, pensamentos e qualidades, que permite que as pessoas tornem-se compreensíveis umas às outras. Nesse processo, torna-se evidente que as duas almas poderão evoluir juntas. Sobre o amor, ainda, o renomado cabalista Rav Kuk disse certa vez, durante uma entrevista em uma rádio de Israel: “será que é possível encontrar num mundo tão complexo um sentimento tão puro? A sabedoria da cabala afirma que, enquanto o homem não mudar o seu desejo egoísta para o altruísmo, ele jamais sentirá o sabor do verdadeiro amor”.

Felicidade

A cada dia, o universo em que vivemos se transforma. O mundo, portanto, não é um produto acabado, onde simplesmente existimos, sem qualquer interação. Segundo o rabino Michael Berg, devemos aproveitar essa possibilidade de alterar e melhorar o mundo para que ele se torne um lugar do qual possamos verdadeiramente desfrutar. “Muitas guerras, perseguições e tragédias humanas foram perpetradas ao longo dos séculos, supostamente por serem a vontade de Deus. No entanto, a cabala nos diz que a vontade Dele é que encontremos prazer em Sua criação”, diz Berg. Ou seja, a felicidade está, aos olhos de Deus, entre os nossos maiores objetivos. E, para alcançar essa plenitude, devemos viver de modo a potencializar nosso desenvolvimento espiritual e transformar nossa natureza de reativa para proativa – investir no autoconhecimento e cultivar a preocupação com o outro são passos fundamentais.

D'us

A cabala é, em essência, um sistema de adequação do ser humano com o universo e com o bem absoluto – ou seja, com Deus. O objetivo maior de quem estuda os ensinamentos cabalísticos é entrar em contato com o divino, que é infinito, incorporando tudo o que existe, existiu e existirá. Mas, de acordo com o rabino Yossef Salton, Deus não é alguém com uma figura ou estrutura definida, como é costumeiramente retratado – Ele deve ser compreendido, na verdade, como uma energia infinita. “Quando é dito na Bíblia que o homem foi criado à imagem de Deus, significa que nossa essência espiritual também é energia”, explica
.

Autoconhecimento

Em meados do século 18, o filósofo Immanuel Kant (1724-1804) afirmou que “somos todos dotados da maravilhosa capacidade de não nos reconhecermos”. E essa é uma verdade para grande parte das pessoas. Para os cabalistas, o autoconhecimento é absolutamente necessário, e deve resultar de uma longa busca individual, que ninguém pode empreender a não ser você mesmo. É a partir dessa busca que se traça o caminho para o estudo aprofundado da cabala e o desenvolvimento que este traz. “Abra-me um pouco seu coração, e eu lhe abrirei o mundo”, ensina o Zohar. É com a auto-análise, que resulta do conhecimento profundo de si próprio, que fundamentamos o desejo por mudanças e podemos ir além.


O QUE A CABALA DIZ SOBRE...

O QUE A CABALA DIZ SOBRE...

Espiritualidade

É a partir do sincero exercício da espiritualidade que conseguimos alcançar o patamar mais alto de desenvolvimento e entrar verdadeiramente em contato com o divino. Segundo o Zohar – que é a obra mais importante para os cabalistas, escrita há quase dois mil anos – o universo é regido por leis espirituais precisas de ação e reação, causa e efeito. No comentário mais famoso sobre o Zohar, chamado Sulam (escrito no século XX pelo Rabbi Yehuda Ashlag) é descrito um método prático, passo a passo, para entender essas leis e alcançar o grande objetivo de todas as almas: atingir um grau de espiritualização em que não existam mais barreiras entre os mundos da matéria e do espírito. Assim, a criatura seria, novamente, aderida ao Criador. Essa posição é chamada de “o fim da correção”, o mais alto nível de completude.

Pecado.

Sim, o conceito de pecado existe na filosofia da cabala, a qual ensina que ações, desejos e pensamentos negativos trazem aflição para nossas próprias vidas e também para o restante do mundo. No entanto, não sofremos punição imediata por nossos pecados. Segundo o rabino Michael Berg, diretor do The Kabbalah Centre (um dos principais centros de estudo da cabala no mundo) caso vivêssemos em um mundo onde os efeitos da ação negativa se manifestassem de imediato como dor e sofrimento, o elemento de escolha desapareceria de nossas vidas. “A correlação entre causa e efeito está oculta para preservar o poder de escolha individual. Por isso não levamos um choque elétrico de imediato a cada vez que nos movemos na direção espiritual errada. Da mesma forma, não somos imediatamente recompensados cada vez que fazemos a ação correta”, explica Berg. Ou seja, cabe apenas a nós ter consciência de nosso comportamento e da relação que ele traça com as leis espirituais, bem como tomar decisões sabendo que consequências – tanto boas quanto más – se desenvolverão a partir de nossas ações. “A dor é uma oportunidade para corrigirmos nosso comportamento”, diz o rabino.



Inveja 

"A inveja é um sentimento natural, que surge quando, em vez de querer algo, você quer evitar que o outro consiga alguma coisa", descreve o rabino Nilton Bonder, líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil, em seu livro A cabala da inveja (Editora Imago). Ele explica que, assim como a alegria está ligada à gratidão pelo que Deus nos deu, a inveja representa ingratidão pelo corpo e pelas posses que recebemos dele. “É um anseio autodestrutivo de ser outra pessoa, com uma rejeição implícita de quem nós somos na verdade”, diz. Para a cabala, que tem o autoconhecimento e a autovalorização como conceitos fundamentais, esse é um grande mal. “A inveja representa uma corrupção do fluxo de energia divina. É uma distorção do anseio pela luz, sentimento que nos é dado para ajudar em nossa transformação espiritual”, diz Michael Berg.

Destino

Em vez de uma trajetória pré-definida e inflexível, o destino de cada um é definido de acordo com suas ações durante a vida. Por isso, o agora é sempre mais importante. Segundo o rabino Shmuel Lemle, coordenador da unidade carioca do The Kabbalah Centre, o importante, em vez de manter-se preso às lembranças do passado, é dedicar energia ao que acontece hoje, já que o agora é o único momento no qual podemos interferir, alterando consideravelmente o plano previamente desenhado. Mesmo assim, há quem tente usar a cabala para prever acontecimentos futuros. Um exemplo pode ser comprovado no best-seller americano O código da Bíblia (Editora Cultrix), de Michael Drosnin, no qual o autor alega que, por intermédio de cálculos matemáticos, é possível encontrar qualquer acontecimento passado ou futuro na Bíblia – o que, é claro, não é nenhuma novidade para os estudiosos da cabala. A grande diferença é que Drosnin se arrisca a fazer profecias e previsões, o que é possível, mas terminantemente proibido pelo judaísmo. “Prever o futuro é uma deturpação da verdadeira função da numerologia cabalística”, diz Shmuel Lemle.

Perdão

Nos textos sagrados, encontramos a história de Esaú e Jacó, irmãos gêmeos que se tornam grandes rivais quando Jacó resolve se passar por Esaú perante o pai. O objetivo? Roubar as regalias do outro que, primogênito, tinha direitos exclusivos. O Zohar relata que, furioso, Esaú aproximou-se do irmão com imensa raiva e intenção de matá-lo, mas, em vez disso, seu coração o impeliu a dar um beijo no rosto de Jacó – o beijo do perdão. Segundo a cabalista Graziella Marraccini, esse episódio ilustra a importância de aceitar o outro de coração aberto e evitar os julgamentos, pois perdoar cria a condição para que sejamos também perdoados, e condenar o próximo é também uma forma de condenar a si mesmo. “Esaú mudou seu impulso de matar porque reconheceu que dentro de seu irmão existia a mesma centelha divina contida nele próprio”, diz Graziella.

Dinheiro

O dinheiro é visto, muitas vezes, como o símbolo maior da ganância, uma fonte de energias ruins. Mas não é bem assim. Para os cabalistas, a riqueza só é um pecado quando é movida pela avareza e pelo egoísmo. Se administrado de maneira correta, o dinheiro pode ser uma intensa fonte de luminosidade. Mas por que? Demaneira geral, nossas posses são necessárias para que vivamos com qualidade, além de permitirem que ajudemos os outros. É aí, por sinal, que reside um dos grandes ensinamentos da cabala em relação ao altruísmo: a doação sem expectativa de retorno. Segundo o rabino Nilton Bonder, autor também da obra A cabala do dinheiro (Editora Imago), sempre que você abre mão de algo para ajudar o outro – sendo esse ato por pura vontade e empatia –, está potencializando sua interação com o universo. "Nesse caso, o universo o acolhe e gratifica de alguma maneira", explica Bonder. Isso porque o dinheiro representa energia, e energia precisa estar sempre em circulação. Dessa forma, todos vivem bem, em harmonia consigo mesmo e entre si. “Ninguém é tão pobre que não possa doar alguma coisa, nem tão rico que não possa receber", recomenda Bonder.

O QUE A CABALA DIZ SOBRE...

O QUE A CABALA DIZ SOBRE...

Espiritualidade

É a partir do sincero exercício da espiritualidade que conseguimos alcançar o patamar mais alto de desenvolvimento e entrar verdadeiramente em contato com o divino. Segundo o Zohar – que é a obra mais importante para os cabalistas, escrita há quase dois mil anos – o universo é regido por leis espirituais precisas de ação e reação, causa e efeito. No comentário mais famoso sobre o Zohar, chamado Sulam (escrito no século XX pelo Rabbi Yehuda Ashlag) é descrito um método prático, passo a passo, para entender essas leis e alcançar o grande objetivo de todas as almas: atingir um grau de espiritualização em que não existam mais barreiras entre os mundos da matéria e do espírito. Assim, a criatura seria, novamente, aderida ao Criador. Essa posição é chamada de “o fim da correção”, o mais alto nível de completude.

Pecado.

Sim, o conceito de pecado existe na filosofia da cabala, a qual ensina que ações, desejos e pensamentos negativos trazem aflição para nossas próprias vidas e também para o restante do mundo. No entanto, não sofremos punição imediata por nossos pecados. Segundo o rabino Michael Berg, diretor do The Kabbalah Centre (um dos principais centros de estudo da cabala no mundo) caso vivêssemos em um mundo onde os efeitos da ação negativa se manifestassem de imediato como dor e sofrimento, o elemento de escolha desapareceria de nossas vidas. “A correlação entre causa e efeito está oculta para preservar o poder de escolha individual. Por isso não levamos um choque elétrico de imediato a cada vez que nos movemos na direção espiritual errada. Da mesma forma, não somos imediatamente recompensados cada vez que fazemos a ação correta”, explica Berg. Ou seja, cabe apenas a nós ter consciência de nosso comportamento e da relação que ele traça com as leis espirituais, bem como tomar decisões sabendo que consequências – tanto boas quanto más – se desenvolverão a partir de nossas ações. “A dor é uma oportunidade para corrigirmos nosso comportamento”, diz o rabino.



Inveja 

"A inveja é um sentimento natural, que surge quando, em vez de querer algo, você quer evitar que o outro consiga alguma coisa", descreve o rabino Nilton Bonder, líder espiritual da Congregação Judaica do Brasil, em seu livro A cabala da inveja (Editora Imago). Ele explica que, assim como a alegria está ligada à gratidão pelo que Deus nos deu, a inveja representa ingratidão pelo corpo e pelas posses que recebemos dele. “É um anseio autodestrutivo de ser outra pessoa, com uma rejeição implícita de quem nós somos na verdade”, diz. Para a cabala, que tem o autoconhecimento e a autovalorização como conceitos fundamentais, esse é um grande mal. “A inveja representa uma corrupção do fluxo de energia divina. É uma distorção do anseio pela luz, sentimento que nos é dado para ajudar em nossa transformação espiritual”, diz Michael Berg.

Destino

Em vez de uma trajetória pré-definida e inflexível, o destino de cada um é definido de acordo com suas ações durante a vida. Por isso, o agora é sempre mais importante. Segundo o rabino Shmuel Lemle, coordenador da unidade carioca do The Kabbalah Centre, o importante, em vez de manter-se preso às lembranças do passado, é dedicar energia ao que acontece hoje, já que o agora é o único momento no qual podemos interferir, alterando consideravelmente o plano previamente desenhado. Mesmo assim, há quem tente usar a cabala para prever acontecimentos futuros. Um exemplo pode ser comprovado no best-seller americano O código da Bíblia (Editora Cultrix), de Michael Drosnin, no qual o autor alega que, por intermédio de cálculos matemáticos, é possível encontrar qualquer acontecimento passado ou futuro na Bíblia – o que, é claro, não é nenhuma novidade para os estudiosos da cabala. A grande diferença é que Drosnin se arrisca a fazer profecias e previsões, o que é possível, mas terminantemente proibido pelo judaísmo. “Prever o futuro é uma deturpação da verdadeira função da numerologia cabalística”, diz Shmuel Lemle.

Perdão

Nos textos sagrados, encontramos a história de Esaú e Jacó, irmãos gêmeos que se tornam grandes rivais quando Jacó resolve se passar por Esaú perante o pai. O objetivo? Roubar as regalias do outro que, primogênito, tinha direitos exclusivos. O Zohar relata que, furioso, Esaú aproximou-se do irmão com imensa raiva e intenção de matá-lo, mas, em vez disso, seu coração o impeliu a dar um beijo no rosto de Jacó – o beijo do perdão. Segundo a cabalista Graziella Marraccini, esse episódio ilustra a importância de aceitar o outro de coração aberto e evitar os julgamentos, pois perdoar cria a condição para que sejamos também perdoados, e condenar o próximo é também uma forma de condenar a si mesmo. “Esaú mudou seu impulso de matar porque reconheceu que dentro de seu irmão existia a mesma centelha divina contida nele próprio”, diz Graziella.

Dinheiro

O dinheiro é visto, muitas vezes, como o símbolo maior da ganância, uma fonte de energias ruins. Mas não é bem assim. Para os cabalistas, a riqueza só é um pecado quando é movida pela avareza e pelo egoísmo. Se administrado de maneira correta, o dinheiro pode ser uma intensa fonte de luminosidade. Mas por que? Demaneira geral, nossas posses são necessárias para que vivamos com qualidade, além de permitirem que ajudemos os outros. É aí, por sinal, que reside um dos grandes ensinamentos da cabala em relação ao altruísmo: a doação sem expectativa de retorno. Segundo o rabino Nilton Bonder, autor também da obra A cabala do dinheiro (Editora Imago), sempre que você abre mão de algo para ajudar o outro – sendo esse ato por pura vontade e empatia –, está potencializando sua interação com o universo. "Nesse caso, o universo o acolhe e gratifica de alguma maneira", explica Bonder. Isso porque o dinheiro representa energia, e energia precisa estar sempre em circulação. Dessa forma, todos vivem bem, em harmonia consigo mesmo e entre si. “Ninguém é tão pobre que não possa doar alguma coisa, nem tão rico que não possa receber", recomenda Bonder.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Carne e Leite Porque Devemos Separar

Por que os judeus separam a carne do leite?

RESPOSTA:
Consta na Torá: "Não cozerás um cabrito no leite de sua mãe."
Nossos Sábios aprenderam daqui em detalhes a proibição de cozinhar, ingerir ou ter qualquer proveito da mistura de carne e leite.
As leis de Cashrut embora contribuam para a saúde física do ser humano, não é este seu principal objetivo. Há significados mais profundos, nem todos a nosso alcance.
D'us criou os seres do mundo em 4 níveis: mineral, vegetal, animal e o ser humano. Cada um foi criado para se elevar e alcançar um nível espiritual acima daquele em que foi criado, aproximando-se desta forma do Criador.
Quando uma planta é regada, a água, um mineral inanimado, eleva-se ao nível do vegetal. O mesmo ocorre quando um animal se alimenta de plantas. Também o homem tem o dom de elevar seu alimento, e deve também tentar se elevar a um nível acima de seu próprio - o Divino - ligando-se a D'us pelo cumprimento das mitsvot.
Certos alimentos, porém, foram proibidos pela Torá, pois o Criador das almas sabe que são prejudiciais à alma judaica; ou seja, o homem não tem força suficiente para elevá-los. Estes rebaixam o homem a níveis inferiores, afastando-o de D'us.
Um exemplo é a ingestão de sangue, proibida pela Torá. O sangue provém da fonte espiritual de severidade (guevurá). O sangue pode até ser positivo, mas necessita de uma força muito especial que o homem não possui para elevá-lo. Por isto, era jogado no Altar do Templo Sagrado, onde obtinha energia suficiente para trazer benefícios desta força severa de sua natureza, elevando-o para a santidade. Por não possuir esta força, foi proibido ao ser humano o consumo de sangue.
O Talmud diz que "o sangue se transforma em leite". No momento em que a severidade do sangue é quebrada e subdividida durante a gestação do bezerro, por exemplo, uma parte alimenta o feto, enquanto a outra se transforma em leite; e torna-se possível ingeri-lo.
A carne do animal casher pode ser ingerida, pois provém da quebra do sangue que o ser humano tem força para elevar; também o leite pode ser ingerido. Mas no momento em que carne e leite se misturam volta-se à composição sanguínea original, de severidade, que faz mal à alma humana.
Um renomado médico de Jerusalém publicou um estudo que diz que a carne manda certas transmissões ao cérebro, enquanto o leite manda outras transmissões; se houver cruzamento, podem se afetar mutuamente. O lapso de tempo necessário para que o trabalho da carne termine até que o cérebro fique limpo para receber novas transmissões é de exatamente 6 horas (o tempo exigido pelas leis de cashrut para ingestão de leite após carne).
Desta forma entendemos que as leis de cashrut são muito especiais e trazem para a alma e o lar judaico muita santidade, atingindo níveis superiores. D'us é o grande Médico especialista do mundo - não apenas fornece o remédio para a cura em caso de doença, mas faz um tratamento preventivo; orienta através da Torá e mitsvot todos os passos dos seres humanos: como deve se comportar e que dieta deve seguir, a fim de que não adoeça espiritualmente.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

D'us Criou o Mal?



D'us Criou o Mal?

"Por que coisas ruins acontecem no mundo e nos atemoriza tanto?"
"D'us causa o sofrimento?"
"Como podemos viver tranquilos e em paz?"
"D'us criou o mal? Se criou, por quê?"
Esta são algumas das perguntas mais intrigantes de todos os tempos. Talvez seja por que a Torá começa com a Criação – para nos ensinar que D'us é a fonte de tudo: "Eu criei a luz e as trevas; Eu fiz a paz e criei o mal" (Yeshayáhu).

Quanto ao "por quê", este é um pouco mais difícil de entender. O bem é permanente, sendo o principal ingrediente na criação do mundo, ao passo que o mal é transitório (Bereshit). A Cabalá ensina que Adam, o primeiro ser humano, era uma composição de todas as futuras almas da humanidade. Portanto quando ele (todos nós) comeu da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, o mal foi "misturado" à bondade inerente ao mundo. Como nós, coletivamente, trouxemos o mal a este mundo, temos agora a responsabilidade de elevá-lo. No decorrer de nosso dia, temos oportunidades de corrigir o erro que a humanidade cometeu num estágio menos maduro de nossa existência, ao escolher "fazer o bem e afastar-se do mal" (Tehilim). Ao escolher com sabedoria, iluminamos os cantos escuros do universo e devolvemos uma centelha da Criação ao seu estado natural, puro.

Por que D'us criou o mal? Para que possamos rejeitá-lo.

Algumas pessoas nascem más?

Não, as pessoas não nascem más; nascem com potencial. Antes do nascimento, diz o Talmud, um anjo leva a pessoa diante de D'us e pergunta o que será. D'us decreta muitas coisas, tal como talentos, riqueza e até o nome do cônjuge. Porém D'us nunca decreta se a pessoa irá ou não procurar um cônjuge. Esta é uma mitsvá, e cabe a pessoa decidir. D'us também não determina se a pessoa usará suas habilidades para propósitos bons ou maus.

Os pais, a criação e o ambiente, todos desempenham uma parte naquilo que a pessoa será. No entanto, D'us criou um mundo onde as pessoas decidem o que fazer. Podem utilizar seus atributos Divinamente concedidos para ajudar o próximo, ou para feri-lo.

Como sei se estou usando meus talentos para fazer o certo? Algumas pessoas pensam que aquilo que estou fazendo é errado.

Diferenciar o certo do errado não é tão simples quanto diferenciar a esquerda da direita. Esta busca por respostas é um motivo pelo qual o Judaísmo atribui um valor tão alto ao estudo de Torá. Seus textos legais e morais nos ensinam o que fazer e como melhor atingir nosso potencial. A Torá, juntamente com os comentários das autoridades, não é apenas uma coleção de "Faça" e "Não Faça". O Zôhar, o texto que é autoridade em misticismo judaico, declara que D'us "primeiro olhou dentro da Torá e depois criou o universo". Como a Torá é o projeto para a Criação, dentro dela está toda a informação necessária para uma vida significativa. A palavra "Torá" vem do radical ho-ro-ah, que significa orientação ou instrução.

Você pode chamá-la de manual de instruções para a vida, disponível em português e não precisa ser montada.

Você disse que o mal é temporário, mas as pessoas ainda podem escolher praticar más ações, se desejarem. É possível que o mal jamais cesse?

Os jornais de hoje respondem a isso melhor que qualquer rabino. O mundo está presenciando um evento fenomenal. Pessoas do mundo inteiro estão se unindo para reconstruir, confortar e impedir que os atos do mal jamais voltem a acontecer. Os governos estão enviando pessoas, tecnologia e auxílio. Milhares são voluntários procurando ajudar. Até as empresas estão deixando a competitividade de lado para trabalharem juntas.
Nossa geração acaba de testemunhar como um indivíduo pode causar um impacto no mundo todo em questão de minutos. Este potencial é ainda maior no âmbito do bem. Toda boa ação afeta o mundo inteiro, enfraquecendo as forças do mal e fortalecendo as forças do bem.
A Torá nos ensina que nossas boas ações coletivas mudarão a natureza fundamental de toda a Criação. Quando isso acontecer, até os animais deixarão de atacar uns aos outros. "O lobo se deitará com o cordeiro." A bondade inerente que estava presente no início da Criação será tão evidente e exposta que as pessoas " naturalmente "escolherão o bem acima do mal". Nas palavras dos Profetas: Nação não erguerá a espada contra nação, nem aprenderá mais a guerrear." Como explica Maimônides, "Inveja e competição cessarão… não haverá mais doenças, derramamento de sangue ou fome." É possível que pessoas e países que certa vez foram adversários possam trabalhar juntos para o bem do mundo? Simplesmente abra o jornal da manhã.







segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bençãos e Rezas.

BENÇÃOS E REZAS
                                                       Benção para os alimentos.

Para o vinho:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Boré Pri Hagafen


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D´us, Governante do mundo, Criador da fruta do vinhedo.

Para o pão:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Hamótzi Léchem Min HaÁretz


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo, Que extrai pão da terra.


Para frutos da terra:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Boré Pri Ha'Adama.


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo, Criador do fruto da Terra.

Para frutos da árvore:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Boré Pri Ha´Etz


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo, Criador dos frutos da árvore.


Para alimentos com farinha:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Boré Minei Mezonót


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo, Criador de diversos alimentos.

Para outros frutos diversos:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam SheHacól Niheié Bid'Varó


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo,Que tudo fez por sua palavra.


Para depois das refeições:

Barúch Atá AdoNai Eloheinu Mélech Ha'Olam Boré Nefashot Rabot Vechesronan Al Col Ma Shebarata Lehachaiot Bahem Nefesh Col Chai, Barúch Chei Haolamin


Bendito Seja Tu, Eterno, Nosso D-us, Rei do universo, Criador de muitos seres e seus requisitos; Por todas as coisas que Criou para manter as almas de todos os viventes, bendito seja O que vive eternamente.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Guia Rápido Das Brashót

GUIA RÁPIDO DAS BRACHÓT
Consulte sempre o Shulchan Aruch e autoridade rabínica para maior detalhamento das Halachóts. Para as rezas que envolvem alimentos e ou bebidas, não esquecer que: (1) é preciso antes de recitá-las ver o alimento ou bebida na sua frente (2) segurar o prato ou taça com a mão direita, caso canhoto com a esquerda, (3) não comer ou beber antes da reza, e (4) após recitá-la(s) comer ou beber imediatamente. Caso esqueça, deve recitar se ainda houver comida no prato ou bebida na taça.

PÃES E DERIVADOS
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Hamotzie lechem myn ha’aretz.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que faz crescer o pão da terra)

VINHOS E SUCO DE UVA
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Boreiy pree hagafen.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que criaste a fruta do vinho)

BOLOS E BOLACHAS
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Boreiy minei mezonot.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que criaste vários tipos de comida)

FRUTAS DE ÁRVORES
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Boreiy pree ha’etz.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que criaste a fruta das árvores)

VEGETAIS
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Boreiy pree ha’adamah.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que criaste as frutas da terra)

BEBIDAS, CARNES, PEIXE, QUEIJOS, LATICÍNIOS
Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Shehakol Nihyah bidvaro”.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, por cuja palavra todas as coisas existem.)

ARREPENDIMENTO (Brachá Teshuvá)
Hashivênu avinu letoratêcha, vecarvênu malkênu laavodatêcha, vehachazirênnu biteshuvá shelema lefanêcha. Baruch ata Adonai, harotse biteshuvá.
(Reconduze-nos à Tua lei, ó nosso Pai, retoma-nos ao Teu serviço, ó Rei, e faça com que regressemos com sincero arrependimento para Ti. Bendito sejas Tu, Eterno, que Te comprazes com o arrependimento.)

CURA (Brachá Refuá)
Refaênu Adonai venerafê, hoshiênu venivashêa, ki tehilatênu áta, vehaale aruchá urefuá shelema lechol macotênu, ki El mélech rofê neeman verachaman ata. Baruch ata Adonai, rofê cholê amo Yisrael.
(Cura-nos, Eterno, e seremos curados; socorre-nos e seremos socorridos, pois que Tu és objeto de nossos louvores. Restaura a nossa saúde e concede-nos uma perfeita cura a todas as nossas feridas, pois Tu és D’us, Rei, Médico fiel e misericordioso. Bendito sejas Tu, Eterno, que curas os doentes do Teu povo Israel.)

LAVAGEM DAS MÃOS (Brachá Netilat Iadayim)
Baruch ata Adonai Elohênu melech haolam, asher kideshánu bemitsvotáv, vetsivánu al netilat iadayim.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificaste com teus mandamentos e nos ordenaste lavar as mãos.)

MESSIAS, FILHO DE DAVID (Brachá Mashiach Ben David)
Et tsêmach David avdechá mehera tatsmíach, vecarno tarum bishuatêcha, ki lishuatechá kivínu col haiom. Baruch ata Adonai, matsmíach kéren ieshuá.
(Faz brotar depressa o rebento de David, Teu servo, e exalça (exalta) o seu poder pela Tua salvação; porque é pela Tua salvação que ansiamos todos os dias. Bendito sejas Tu, Eterno, que fazes brotar o poder da salvação.)

ÓLEOS PERFUMADOS (Brachá Shémen Arev)
Recita-a antes de cheirar óleos perfumados. Baruch ata Adonai Elohênu mélech haolam, borê shémen arev.
(Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que criaste óleos agradáveis.)

“OUVE AS ORAÇÕES” (Brachá Shomêa Tefilá)
Av harachaman, shema colênu Adonai Elohênu, chus verachem alênu, vecabel berachamim uveratson et tefilatênu, ki El shomêa tefilot vetachanunim ata, umilefanêcha malkênu recám al teshivênu, chonênu vaanênu ushema tefilatênu, ki ata shomêa tefilat col pê. Baruch ata Adonai, shomêa tefilá.
(Pai misericordioso, ouve a nossa voz, ó Eterno, nosso D’us! Poupa-nos, tem piedade de nós e recebe nossas orações com misericórdia e boa vontade; porque Tu és D’us, que ouves todas as orações e súplicas, e de Tua Presença, ó nosso Rei, não nos deixa voltar desprovidos. Concede-nos a Tua graça, atende-nos e ouve nossas orações, pois Tu ouves as orações de todas as bocas. Bendito sejas Tu, Eterno, que ouves as orações.)

PAZ (Brachá Shalom)
Sim shalom tová uverachá, chayim chén vachéssed verachamim, alênu veal col Yisrael amêcha. Barechênu avínu culánu keechad beór panêcha, ki veór panêcha natáta lánu Adonai Elohênu torat chayim veahavat chéssed, utsedacá uverachá verachamim vechayim veshalom. Vetov yihiê beenêcha levarchênu ulevarech et col amechá Yisrael bechol êt uvechol shaá bishlomêcha.

(Faze recair uma grande paz, bem-estar e benção, vida, graça e misericórdia sobre nós e sobre todo o Teu povo Israel, e abençoa-nos a todos conjuntamente com a Luz da Tua Presença; porque com o fulgor dessa mesma Presença deste-nos, Eterno, nosso D’us, leis para a vida e amor benevolente, justiça e misericórdia, benção e paz; e seja agradável a Teus olhos abençoar-nos e abençoar o Teu povo Israel em todo o tempo e em todos os lugares, as bênçãos da Tua paz.)

PERDÃO (Brachá Selach)
Selach lánu avinu ki chatánu, mechal lánu malkênu ki fashánu, ki El tov vessalach áta. Baruch ata Adonai, chanun hamarbê lislôach.

(Perdoa-nos, ó nosso Pai, pois pecamos; perdoa-nos, ó nosso Pai, pois transgredimos; porque Tu és um, D’us bom e clemente. Bendito sejas Tu, Eterno, ó Misericordioso, que perdoas abundantemente.)

RECONSTRUÇÃO DE JERUSALÉM (DO TEMPLO) (Brachá Binian Ierushaláyim)
Velirushaláyim irchá berachamim tashuv, vetishcon betocha caasher dibarta, uvene ota becarov beiamênu binian olam, vechissê David avdechá mehera letocha tachin. Baruch ata Adonai, bonê Ierushaláyim.

(E a Jerusalém, Tua cidade, retorna com misericórdia, e pousa nela a Tua glória, como disseste. Reconstrói-a, prontamente em nossos dias, em construção eterna, e o trono de David, Teu servo, restabelece depressa nela. Bendito sejas Tu, que reconstróis Jerusalém.)

REDENÇÃO (Brachá Gueulá)
Reê na veoniyênu, verivá rivênu, uguealênu gueulá shelema mehera lemaan shemêcha, ki El goêl chazac ata. Baruch ata Adonai, goêl Yisrael.

(Vê, rogamos, a nossa aflição e toma a nossa defesa; redime-nos depressa com uma perfeita redenção, por amor ao teu Nome, porque Tu és um D’us libertador e poderoso. Bendito sejas Tu, Eterno, Redentor de Israel.)

SABEDORIA (Brachá Daat)
Ata chonên leadam daat umelamed leenosh biná. Chonênu meitechá chochmá biná vadaat. Baruch ata Adonai, chonên hadaat.

(Tu dotas o homem com sabedoria e instruis aos mortais a compreensão; concede-nos o Teu dom da inteligência, da compreensão e da sabedoria. Bendito sejas Tu, Eterno, Dotador da sabedoria.)

BENÇÃO SACERDOTAL (COMPLETA)- Exclusiva para uso dos Cohanim
Elohênu velohê avotênu, barechênu beberachá hameshuleshet batora haketuva al iedê Moshe avdêcha, haamura mipi Aharon uvanav cohanim am kedoshêcha caamur. Ievarechecha Adonai veyishmerêcha. Iaer Adonai panav elêcha vichunêca. Yissa Adonai panav elêcha veiassem lecha shalom.

(D’us nosso e D’us de nossos pais, abençoa-nos com a tríplice benção mencionada na Torá, escrita pelas mãos do Teu servo Moisés e pronunciada pela boca de Aarão e seus filhos – os sacerdotes – Teu santo povo, como foi dito: ” O Eterno te abençoe e te guarde. Faça resplandecer o Eterno o Seu rosto sobre ti, e te agracie. Tenha o Eterno misericórdia de ti, e ponha em ti a paz”.)

SUSTENTO (Brachá Hashanim)
Recitar no verão: Barêch alenu Adonai Elohênu et hashana hazot veet col mine tevuata letova, veten berachá al pene haadamá vesabeênu mituvá, uva rech shenatênu cashanim hatovot livrachá, ki El tov umetiv atá umevarech hashanim. Baruch ata Adonai, mevarech hashanim.

(Abençoa, Eterno, nosso D’us, este ano, e todos os produtos da colheita. Faz cair benção sobre a terra e traz fartura pela Tua bondade. Abençoa o nosso ano como todos os outros anos abençoados, pois Tu és D’us da bondade e benfazejo, que abençoas os anos. Bendito seja Tu, Eterno, que abençoas os anos.)

INVERNO
Barêch alenu Adonai Elohênu et hashana hazot veet col mine tevuata letova, veten tal umatar livrachá al pene haadamá vesabeênu mituvá, uva rech shenatênu cashanim hatovot livrachá, ki El tov umetiv atá umevarech hashanim. Baruch ata Adonai, mevarech hashanim.

(Abençoa, Eterno, nosso D’us, este ano, e todos os produtos da colheita. Faz cair orvalho e chuva de benção sobre a terra e traz fartura pela Tua bondade. Abençoa o nosso ano como todos os outros anos abençoados, pois Tu és D’us da bondade e benfazejo, que abençoas os anos. Bendito sejas Tu, Eterno, que abençoas os anos.

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