sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estudos dos Salmos "Tehillim" de David.

Estudo dos Salmos Distorcidos.  
Salmo 22:19
“Minhas roupas entre si repartem, minhas vestimentas sorteiam.”
Na Brit Cadashá messiânica dois autores citam este Salmo,  como segue.
João 19:23-24:
Depois de os soldados crucificarem Yeshua, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: 'Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será.' Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sal 21:19).
*A diferença  no número do versículo acontece  em algumas bíblias.

Mateus 27:35
Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando à sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram à sorte (Sal 21:19).

O Salmo 22, cujo autor é o Rei Davi, é uma das expressões mais profundas do sofrimento nas orações bíblicas. É composto de duas partes:
Lamentação individual (Versículos 2-22)
Cântico de ação de graças (Versículos 23-31).
O salmista, abandonado e solitário em sua dor e privado da presença divina, apela ao Eterno, Bendito Seja lembrando-Lhe as promessas relativas aos justos. Depois de relatar seus sofrimentos morais e espirituais, alude, em sucessão trágica, às dores físicas, aos tormentos corporais e ao terror da morte. Do extremo da dor passa à certeza da esperança, onde a salvação está assegurada e já está próxima, tanto assim que já pode convidar a comunidade dos fiéis a unir-se a ele no louvor ao Altíssimo, cujo desígnio de salvação se estende ao mundo inteiro e às gerações futuras.
Este Salmo se refere ao próprio Rei Davi, que lamenta a sua própria sorte, não sendo, portanto uma profecia, mas  originário de um fato histórico.
Salmo 35:19
“Que sobre mim não se rejubilem triunfantes meus inimigos gratuitos, e que não pisquem os olhos em zombaria, os que sem causa me odeiam.”
João 15:23-25:
“Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai. Se eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas foi para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo
O autor do livro denominado João comete logo de princípio um erro. Trata-se da expressão "está escrita na sua lei", a qual é atribuída a Jesus. A palavra Lei, em geral refere-se à Torá, e a “profecia” mencionada não está na Torá, mas no Salmo 35:19. Na realidade, este Salmo não é uma profecia, é uma oração de agradecimento que o Rei Davi fez ao Eterno por ter ficado livre de Abimelec, que o perseguia. Para se livrar dele Davi se fingiu de louco.
Em particular, os versículos 12-23 representam um grande ensinamento centrado no temor a D'us. Trata-se de reconhecer que Ele é poderoso, e que o homem não pode substituí-lo. Em seguida, é preciso empenhar a própria vida na luta pela verdade e justiça, para que todos possam viver dignamente. Esta é a luta que constrói a paz. Nesta luta Ele toma partido dos justos, ouvindo o seu clamor, libertando-os e protegendo-os. Por outro lado,  se posiciona contra os injustos, que são destruídos pelo próprio mal que produzem.
Ainda em relação a este salmo, Davi pede ao Eterno que:
O livre e traga destruição sobre os seus inimigos (Versículos 1-10);
Lamenta o ódio não justificado de seus inimigos contra ele (Versículos 11-16);
E volta a solicitar  livramento e justiça (Versículos 17-28).
É provável também que este salmo tenha sido composto em uma época que Davi estava sendo perseguido por Saul (I Samuel 24:15).
A oração que Davi faz não está direcionada contra o próprio Saul, pois Davi poupara a sua vida, mas a oração é destinada contra aqueles que fomentavam o ciúme doentio que Saul sentia de Davi.
Este Salmo  trata  de fatos relacionados e vividos pelo próprio Davi. Portanto, não é uma profecia.
Salmo 41:10
“Até o amigo em quem confiei, e que compartilhava do meu pão, também me traiu”

João 13:18-19:
“Não digo isso de vós todos; conheço os que escolhi, mas é preciso que se cumpra esta palavra da Escritura: Aquele que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar (Sal 41:10)."

Lendo as passagens do livro de Shemuel Bet (Samuel II)  dos capítulos 15 a 20 narram uma situação em que um amigo de Davi, Aquitofel, o seu próprio conselheiro, o traiu, juntamente com Absalão. Enquanto oferecia os sacrifícios, Absalão mandou chamar também Aquitofel, gilonita, conselheiro de Davi, à sua cidade de Gilo. E assim a conjuração se fortificava e se tornava cada vez mais numerosa em torno de Absalão. (II Samuel 15 :12).

Mais tarde foi anunciado a Davi que Aquitofel estava entre os conjurados de Absalão. Davi disse: “Fazei que se frustrem, ó Senhor, meu Deus, os desígnios de Aquitofel!” (II Samuel 15:31).

A passagem do Salmo 41:10 se trata de uma queixa de Davi a respeito da traição de Aquitofel. Davi foi traído por Aquitofel que era amigo do Rei e compartilhava do seu pão como  narrado em II Samuel 15:12-31.

O destino da vida de Aquitofel foi enforcar-se, como é narrado em II Samuel 17:23.

Este Salmo trata-se de uma oração oriunda de um fato histórico relacionado ao próprio Davi, não é portanto uma profecia .


Salmo 78:2
“Contarei uma parábola e enunciarei enigmas de tempos que já passaram há muito”
 
Mateus 13:34-35:
Tudo isso disse Yeshua à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação.

No Salmo
78 Assaf recorda a história antiga da nação israelita para advertir as gerações futuras contra a repetição da infidelidade. Ele convida o povo de Israel (versículos 1-11) a recordar as maravilhas operadas pelo Eterno no deserto (versículos de 12-39), a ingratidão deste povo durante o Êxodo (versículos de 40-55) e a sua infidelidade durante o período dos Juízes (versículos 56-72).
Encontramos uma aplicação fora do contexto, pois os missionários ensinam que esta frase se refere a uma profecia referente à Iehoshua de Nazaré. Ora, nem mesmo disto o texto trata. Os versículos 1 e 2 deste salmo tratam de uma instrução que ensina o povo a viver para o Eterno, não é, porém uma instrução direta. Os acontecimentos de fato estão escritos na forma de parábolas, que  exigem algum estudo para se captar o sentido delas. Tal sentido faz da história um enigma, mas é preciso perceber que a história é o processo através do qual o Eterno age conduzindo o povo judeu.  Isto não possui ligação nenhuma com as afirmativas  que dizem que Iehoshua de Nazaré “falava” por parábolas.

domingo, 7 de novembro de 2010

Como um judeu se afasta da Torá?

Além do seu exorto, a Torá nos adverte que as maldições cairão sobre nós se a abandonamos.
Como um Judeu que observa a Torá se aliena da sua herança?
Tem sete etapas neste processo. (Claro que é possível que a mesma pessoa não as atravesse todas. Pode se tratar de um declínio que se estende através de várias gerações). 
Primeira etapa – A assiduidade no estudo da Torá não se respeita mais. A Torá não deixa de repetir que é indispensável que cada um a estude e se torne familiar com seu ensino. 
Segunda etapa – As negligências na prática das mitsvot. No momento que um Judeu se afasta do conhecimento da Torá, mais cedo ou mais tarde ele vai abandonar sua prática. 
Terceira etapa – O desprezo pelos judeus praticantes. Cada vez que ele se relaciona com um deles, isso o lembra do seu rompimento com a Torá. Ele se persuade, portanto, que está representando uma época e que prova sua superioridade aos ter se “liberado” das restrições da Torá.) 
Quarta etapa – Este pecado leva a um outro, o ódio dos eruditos da Torá. (“Depois de tudo, ele pensa, os rabinos pregam que qualquer Judeu deve estudar e praticar a Torá. Só podemos blasfemá-los por isso.”) 
Quinta etapa – A etapa seguinte consiste em impedir os Judeus de praticarem a Torá. (O que começa por uma negligência pessoal se torna uma guerra aberta com respeito aqueles que ousam ainda se ligar à observância das leis de D’us. Este Judeu é invadido de tal perturbação que se outros judeus, longe de compartilhar sua opinião, continuam a praticar a Torá, ele pensa ter o dever sagrado de desviá-los da mesma. 
Sexta etapa – Este processo de alienação conduz à negação do caráter divino das mitsvot. Raciocinando assim, ele alivia sua consciência de uma carga bem pesada. 
Sétima etapa – A etapa final consiste em negar a existência de D’us e Sua providência ativa. O Judeu corta, então, seu último laço com o Judaísmo. 
Hashem nos adverte que uma maldição que corresponde a cada uma dessas etapas de abandono da Torá cairá sobre nós.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SER HUMANO


SER HUMANO
Você receberá um corpo físico. Você  pode  amá-lo  ou  detestá-lo, mas ele  será seu ao longo de toda a sua existência.
Você receberá lições. Você estará matriculado na escola da vida em período integral.
Você terá oportunidades para aprender a cada dia que passa. Você poderá usar estas oportunidades ou deixá-las passar simplesmente. Não há erros, apenas lições.
O crescimento é resultado de um processo de  tentativa  e  erro: uma experimentação.
Os  experimentos  fracassados são tão parte do processo, tanto quanto os experimentos que funcionam.
Uma lição se repetirá até que tenha sido aprendida. Esta  lição  será  apresentada  a  você sob várias formas até que você a tenha aprendido.
Quando conseguir isso, poderá então passar para a próxima lição. Aprender lições é um processo interminável. Não há nenhum evento na vida que não contenha uma lição.  
Se você está vivo, sempre haverá uma lição para aprender. Lá não é melhor que aqui. Quando o seu lá se transformar em aqui, você apenas estará obtendo outro lá que, mais uma vez, parecerá melhor que aqui.
Os outros são apenas espelhos da sua própria imagem. Você  não  pode  amar  ou  detestar  alguma coisa em outra pessoa, sem que isso reflita alguma coisa que você ama, ou detesta em si mesmo.
É você quem escolhe o que quer fazer da sua vida. Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que faz com eles, é problema seu.
A escolha é sua. As respostas estão dentro de você. As respostas às questões da vida estão dentro de você.
Tudo que você tem a fazer é prestar atenção, ouvir e confiar.

(from Kabbalah Group)

O pedido de Avraham a D'us: ficar velho

       O pedido de Avraham a D´us: ficar velho.

Avraham já estava com idade avançada. Pleno de Torá, tendo dominado completamente seus maus pendentes, seu Yetzer Hara, gozando de todas as Bênçãos que pode receber um homem neste mundo.
Apesar de sua idade, parecia ainda jovem. Em sua época, os Homens não ostentavam sinal algum de sua velhice, e conservavam até o dia de sua morte, sua juventude. Yitzhak (Isaque) se assemelhava profundamente com seu pai Avraham; também, não se era possível distinguir um do outro. Avraham implorou então para Hashem:
“Mestre do universo! Quando entramos juntos, Yitzhake e eu, as pessoas não sabem quem honrar. Se tu quisesses modificar a aparência exterior do ancião, as pessoas saberiam quem honrar”.
- Fizeste bem, respondeu Hashem, de perguntar-me isto.”
Foi assim que os sinais da velhice apareceram em Avraham.
Existem em um homem, quatro causas de envelhecimento.
1-      O medo,
2-      Preocupações causadas por crianças,
3-      uma má mulher,
4-      a guerra.
Exemplos nos são fornecidos pela Torá.
1º O rei David fica velho por causa do medo, como está dito:Ele teve medo da espada do anjo de Hashem (Diverei Hayamim 21,30 )e, logo após, David estava velho (ibid. 23,1).
2º Eli era muito velho, e ouvia falar do comportamento de seus filhos em relação a toda Israel. (Shmouel 2,22). Tornou-se velho por causa das preocupações que lhe davam seus filhos.
3º Esta escrito que o Rei Chlomo, envelhecido, viu que suas mulheres puseram-se a adorar ídolos e que ele não protestou (Melakhim – Reis 11,4). São estas mulheres idólatras que provocaram sua velhice.
4º Logo após ter precisado que Yehoshoua fez a guerra contra trinta e um reis (Yehoshoua 12,24), o texto especifica que tornou-se velho. (ibid 13,1).
O texto da Torá indica que Avraham ficou velho. No entanto, nenhuma das causas aqui mencionadas pode ser aplicada a ele. Sua esposa Sarah, manteve a estima que tinha por ele, seus filhos seguiram a via que tinha traçado, e ele aproveitou numerosos bens deste mundo. O envelhecimento de Avraham foi, para ele, uma coroa de glória e uma honra.

 

Um pedido estranho:

Avraham pede  velhice.
Itzhak pede sofrimento.
Yaacov pede doença antes da morte.
Antes de Avraham, todas as pessoas tinham um ar jovem até sua morte. Avraham pediu a Hashem sinais físicos de velhice, e argumentou:
“Se um pai e um filho têm a mesma aparência, como saberão as pessoas qual está para ser honrado, se chegarem juntos em um lugar qualquer?”
“Dê ao homem sinais de velhice, tais os cabelos brancos e as rugas, e as pessoas saberão quem está para ser honrado.”
Respondeu-lhe Hashem: “Pediste boa cousa. Começarei por ti.” Avraham começou então a ter um ar de velho, e toda a humanidade, recebeu depois dele sinais de velhice.
Antes de Yitzhak, ninguém conhecia a dor. Yitzhak veio e pediu o sofrimento. Disse a Hashem: “se alguém morrer sem ter experimentado o sofrimento, toda a severidade do Julgamento divino será aplicado contra ele. O sofrimento neste mundo lhe poupará o Guehinam (Inferno, castigo no mundo vindouro)”.
Hashem lhe respondeu: “Pediste boa cousa: Juro, e Começarei por ti”. Logo em seguida, Yitzhak tornou-se cego.
Yaacov pediu doença antes da morte, e sustentou perante D´us: “Se um homem morrer subitamente, não poderá ter dado a seus filhos as instruções necessárias ou pôr em ordem suas coisas. Deixe um período de doença antes da morte, e ele terá o tempo de tomar todas as suas disposições.
Disse Hashem: “Pediste boa cousa: Juro, e Começarei por ti”. Yaacov tornou-se assim o primeiro homem a ser acometido por doença antes de morrer.
Até o tempo do rei Hiskiahu, se contraísse uma doença grave, a morte era certeira. Rezou Hiskiahu para Hashem: “se um homem gozar de boa saúde até morrer, estará negligenciando a possibilidade de fazer Techuvá. (Arrepender-se, aspirar a D´us, retornar a D´us)”. Mas se alguém estiver gravemente doente, fará Techuvá com a esperança de curar-se. Disse Hashem “Pediste boa cousa: Juro, e Começarei por ti”. Hiskiahu foi então acometido de uma grave doença, da qual se restabeleceu mais tarde.
Este Midrash é um guia extraordinário para nossa época. Se precisássemos formular um voto para Hashem, o que pediríamos. Desejaríamos provavelmente a juventude eterna, a saúde, a felicidade e etc. O Midrash nos diz que nossos patriarcas pediram exatamente o inverso! Pediram que possuíssem um ar velho, e a receber sofrimentos e doenças.
Por que reagiram diversamente? A resposta é a seguinte: atribuímos importância demais ao bem estar neste mundo. Nossos ancestrais estavam sempre conscientes do fato que a função da existência é o mundo vindouro (Holam Haba). Pediram portanto tudo aquilo que pudesse promover o bem estar espiritual, e rejeitaram tudo o que pudesse ser nocivo a saúde da alma (Neshamá). Bereshit Raba 65,4.
A vida passa como uma sombra, mas não como a sombra de um muro sólido, ou árvore firmemente enraizada.
Passa como a sombra de um pássaro em vôo, indo e vindo.
Sabemos todos que não viveremos eternamente. Reconhecemos verbalmente que somos todos mortais, e que morreremos um dia, mas agimos como se a morte não fosse nos atingir.
Nossos antepassados estavam sempre conscientes que só estavam de passagem por este mundo, até setenta anos. Passavam a vida a prepara o mundo vindouro, pois que viviam com a realidade da morte. afirmaram claramente que terminariam um dia por morrer.
- Disse Avraham: “Não tenho filhos, e aquele que nasceu em minha casa herdará de mim” (Bereshit 15,3)
- Disse Yitzhak a Essav: “Que minha alma te abençoe antes que eu mereça” (Ibid 27,4)
- Disse Yaacov: “Repousarei com meus pais” (Ibid 42,30)

 

Honrem os anciãos, e os sábios em Torá. (Talmidei Harhamim)

Devemos nos levantar afim de honrar todo Judeu setuagenário pois a Torá nos ordena (Vaicra 19,32): “Te levantarás frente a um Seva”
O termo “Seva”, homem velho, se aplica a um Judeu idoso de setenta anos ou mais. Mesmo que não seja sábio em Torá, enquanto observa as Mitzvot (Mandamentos Divinos), merece tal honraria pois, vivendo até uma idade avançada, fez a experiência da grandeza de Hashem, e de Suas ações maravilhosas.
Mais ainda, a Torá nos ordena honrar os eruditos em Torá, qualquer que seja sua idade. Seu conhecimento em Torá lhes dá direito a nosso respeito, mesmo se forem jovens.
Isto vem implicitamente na segunda metade do versículo “Honrarás o rosto do Zaken” (Vaicra 19,32).
“Zaken”, neste contexto, se refere àquele que adquiriu a sabedoria da Torá. Eis a honra devida ao erudito em Torá:
- Devemos nos levantar em sua presença.
- Devemos endereçar-lhe a palavra com respeito.
Tal honra é devida a todo erudito em Torá mesmo se não for nosso mestre. (Kidushin 32b).
Uma das razões pelas quais foi destruída Jerusalém, foi a falta de honrar testemunhada para com os eruditos em Torá.
A Torá insiste em que testemunhemos marcas de distinção para com os eruditos em Torá, pois demonstramos assim que nosso ideal na existência é o estudo da Torá. Nos ordenando honrar um judeu conhecedor da Torá, ensina-se nos que um sábio em torá é alguém digno de admiração, dando-nos uma apreciação das honras verdadeiras. (Sefer Harhinurh 255).
Aquele que agir com reverência para com um erudito em Torá será recompensado pelo temor do Todo Poderoso (Bamidbar Rabba 15,13)

  

sábado, 30 de outubro de 2010

Lashon Hará ( má língua).


O Midrash escreve que a pessoa é atacada pela lepra por causa do pecado da calúnia e da maledicência. 
Faz esta dedução transformando a palavra Metsorá (leproso) por Motsi Rá (faz sair o mal da boca).
O leproso devia morar fora do acampamento, tal como o caluniador que deve ser isolado por causa por causa de seu Lashon Hará (má língua).
"O caluniador é mais culpado que o assassino, pois este mata uma só pessoa, e o caluniador mata três (ele mesmo, quem dá ouvido à calunia e o caluniado)."
Mesmo quando não se da fé ao caluniador pelo que disse, alguma coisa fica na memória  contra a vítima.
A língua má foi comparada a uma flexa e não a uma espada, pois mata mesmo de longe; o caluniador está em Roma e mata na Síria; está na Siria e mata em Roma. 
"Quatro categorias de pessoas não gozarão do esplendor Divino: os caçoadores os hipócritas, os mentirosos e os que falam mal do próximo".

Tudo o que falou o Eterno, faremos

Mais adiante (Éxodo 24:7) o povo exclamará: "Faremos e ouviremos". Nesta fase, o povo buscava um compromisso religioso que exigisse dele "faze", cumprir ordens, como se o judaísmo fosse meramente uma Lei, um modo de vida que envolve exclusivamente ação, e não uma maneira de pensar, com crenças e opiniões. É só depois da revelação do Sinai detalhada em uma série de leis relativa à preservação da vida e da sociedade, como também a observância de rituais e cerimônias, que o povo aceita não apenas agir mas também ouvir à medida que agem, e conseqüentemente, atender não a ordem de uma letra morta mas, sim, à palavra de D-us vivo. A declaração Nassê VeNishmá foi aclamada por muitas gerações como uma expressão da essência do compromisso religioso judaico, pois o judaísmo significa "fazer" e "ouvir".
Ambos os termos são considerados como os dois lados de uma mesma moeda: Ouvimos à medida que fazemos e fazemos a medida que ouvimos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Amigos espero que se sirvam dos abaixo aplicados que tenho certeza será para o engrandecimento de todos que desejam ou tenham sede de saber as suas origens não pretendo com o mesmo criar discusões ou atrito com A ou  B. Mas engrandecer nossa cultura sabendo quem sou de onde venho ou para onde vou, hoje sei que tenho um passado e que pertenco a um povo, povo este que ao longo de tantos percalços e perseguições nunca conseguiram nós extinguir pois fazemos parte da promessa que o Eterno Bendito seja o seu Nome fez a Avraham. O Altíssimo disse a Avraham "Ergue os olhos e olha do lugar em que estás, para o norte e para o sul, para o oriente e o ocidente. Toda a terra que vês, eu te darei, a ti e tua posteridade para sempre. tornarei a tua posteridade como poeira da terra: quem puder contar os grãos de poeira da terra poderá contar os teus descendentes!" (Berechit 13: 14-16; Pois Eu sou D’us, não mudo, portanto vós, filhos de Yaacov, não são consumidos." (Malachi 3:6) – a eternidade do povo judeu. "Somente se o sol, a lua e as estrelas desaparecerem, a semente de Israel cessará de ser uma nação." (Yirmiyáhu 31:35) peço humildemente que engrandeçam o mesmo com palavras que nos edifiquem contribuindo para que sejamo um só. Como o Eterno Baruch Hashem é Um Só!
                                      SHALOM ADONAI!

Os Ossos da Matéria

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